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Google Earth agora permite recriar lugares do mundo todo com inteligência artificial

O Google lançou nesta quinta-feira (30) uma nova ferramenta no Google Earth que combina imagens de satélite, fotografias aéreas e modelos tridimensionais com a tecnologia de geração de imagens Nano Banana 2. A novidade permite criar representações visuais personalizadas de locais existentes a partir de comandos escritos pelos usuários.

Disponível globalmente para usuários da versão web do Google Earth, o recurso foi desenvolvido para ajudar pessoas a visualizar transformações de espaços, reconstruções históricas e ideias de novos projetos. A ferramenta funciona a partir da seleção de um ponto no mapa e da descrição do cenário desejado.

A iniciativa foi apresentada por Bryan Horowitz, gerente de produto do Google Earth, como uma forma de ampliar as possibilidades de exploração digital do planeta. A proposta é permitir que estudantes, profissionais e curiosos enxerguem diferentes versões de um mesmo lugar usando inteligência artificial baseada em referências geográficas reais.

Inteligência artificial transforma locais atuais em cenários históricos e futuros

IA utiliza tecnologia do Nano Banana 2 e a integra no Google Earth para recriar Pompeia – (Reprodução: Google)

A nova funcionalidade permite que usuários modifiquem virtualmente áreas observadas no Google Earth por meio de instruções digitadas. O sistema utiliza a tecnologia Nano Banana 2 para gerar imagens que mantêm relação com o ambiente real analisado pela plataforma.

Uma das possibilidades apresentadas pelo Google é a reconstrução visual de períodos históricos. Professores podem utilizar o recurso para mostrar aos alunos como determinados locais poderiam ter sido em outras épocas, como no caso das ruínas de Pompeia, que podem ser convertidas em uma representação de uma rua movimentada durante o Império Romano.

Além do uso educacional, a ferramenta também pode auxiliar quem deseja compreender melhor pontos turísticos e locais conhecidos. O Google Earth permite criar materiais explicativos, como infográficos personalizados, reunindo informações históricas associadas a determinados lugares.

Recurso pode auxiliar planejamento urbano e projetos imobiliários

Novas adições de IA do Nano Banana 2 ao Google Earth permitem até mesmo o planejamento arquitetônico e urbanístico
Novas adições de IA do Nano Banana 2 ao Google Earth permitem até mesmo o planejamento arquitetônico e urbanístico – (Reprodução: Google)

A ferramenta também foi criada para apoiar profissionais que precisam apresentar ideias antes da execução de obras. Arquitetos e planejadores urbanos podem utilizar a inteligência artificial para representar como terrenos vazios poderiam se tornar novos empreendimentos.

Segundo a apresentação do Google, um espaço sem construção pode ser transformado digitalmente em uma proposta visual de um distrito comercial, com áreas abertas e estruturas planejadas. A intenção é facilitar a compreensão de possíveis resultados por clientes e equipes envolvidas em projetos.

A tecnologia também permite visualizar construções residenciais antes do início das obras. Um terreno aberto pode receber uma representação de uma casa ou outro projeto arquitetônico inserido no cenário existente, permitindo uma prévia de como a construção poderia se integrar ao ambiente.

Usuários podem criar versões imaginárias de lugares conhecidos

Além das aplicações práticas, o recurso foi apresentado como uma ferramenta voltada à criatividade. Usuários podem alterar completamente a aparência de locais conhecidos e criar interpretações futuristas ou fantásticas de determinadas áreas.

O Google citou como exemplo a transformação virtual do campus da empresa em Mountain View em uma cidade futurista, com elementos como passarelas iluminadas, estruturas de vidro, veículos aéreos e vegetação integrada aos prédios. A proposta mostra como a tecnologia pode ser usada para imaginar possíveis mudanças em espaços existentes.

Com a liberação global da ferramenta para o Google Earth na web, a empresa afirma que qualquer usuário pode escolher um local no mapa e experimentar novas formas de visualizar ambientes reais por meio da inteligência artificial.

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Samsung alerta: corrida da IA pode causar falta de chips até 2028

A Samsung prevê que a escassez global de chips deve continuar até 2028, impulsionada pela corrida por infraestrutura de inteligência artificial. A fabricante sul-coreana fechou acordos de longo prazo com empresas de data centers para garantir fornecimento em um mercado cada vez mais disputado.

O anúncio acontece após a divisão de semicondutores registrar um salto expressivo nos lucros, mas também em meio à cautela dos investidores com os altos custos envolvidos na expansão da tecnologia de IA.

A explosão da IA aumentou a disputa por semicondutores, peças essenciais para os novos sistemas digitais. Imagem: SweetBunFactory/iStock

Demanda por IA aumenta disputa por semicondutores

Segundo a Reuters, a Samsung espera que a falta de chips fique ainda mais intensa nos próximos anos. A empresa já assinou contratos com as cinco maiores companhias globais de data centers e negocia acordos com outros grandes nomes do setor.

Os contratos terão duração mínima de cinco anos e devem incluir pagamentos antecipados e preços mínimos, medidas que ajudam a reduzir riscos em investimentos de grande escala.

“Quase todos os clientes estão solicitando contratos de fornecimento de vários anos”, afirmou Jaejune Kim, vice-presidente executivo da área de memória da Samsung, durante uma teleconferência com analistas.

A empresa pretende garantir acordos que cubram cerca de dois terços de sua produção de memórias no longo prazo. A estratégia busca diminuir os impactos dos ciclos de alta e baixa que costumam marcar o mercado de semicondutores.

Entre os fatores que impulsionam a demanda estão:

  • Crescimento dos sistemas de inteligência artificial;
  • Expansão dos data centers;
  • Disputa global entre fabricantes de chips;
  • Necessidade de novos investimentos em fábricas.

Lucro dispara, mas mercado mantém cautela

A divisão de semicondutores da Samsung registrou lucro operacional de 89,2 trilhões de wons no segundo trimestre, cerca de R$ 312,9 bilhões. O resultado representa uma alta superior a 250 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.

A receita total do grupo chegou a 171,5 trilhões de wons (R$ 601,2 bilhões), crescimento de 130%. Mesmo assim, investidores demonstraram preocupação com os gastos elevados das empresas de tecnologia para ampliar a infraestrutura de IA.

O cenário dos chips perdeu força. Os investidores estão questionando por quanto tempo as margens recordes serão sustentáveis.

Kim Seok-hwan, analista da Mirae Asset Securities, à Reuters.

O avanço dos semicondutores também trouxe dificuldades internas. A divisão de celulares da Samsung registrou prejuízo de 700 bilhões de wons (R$ 2,46 bilhões) no trimestre, pressionada pelo aumento no preço dos componentes.

Chip da Samsung
Mesmo com lucro recorde, a Samsung alerta para um desafio: garantir chips suficientes nos próximos anos. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

Samsung tenta recuperar espaço nos chips de IA

A fabricante busca ampliar sua participação no mercado de memórias de alta largura de banda (HBM), usadas em processadores de inteligência artificial. A empresa fornece esses componentes para clientes como Nvidia e AMD e espera que a receita com HBM4 mais que triplique no terceiro trimestre.

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A Samsung também afirmou que sua área de fabricação de chips sob encomenda deve apresentar recuperação em breve, impulsionada pelo aumento da utilização das fábricas e pela melhora nos preços.

A companhia mantém o plano de iniciar as operações da fábrica de Taylor, no Texas, ainda neste ano. Uma segunda unidade também está prevista e poderá começar a produção em larga escala em 2030.

A disputa por semicondutores se tornou um dos principais reflexos da expansão da inteligência artificial. Para a Samsung, garantir contratos de longo prazo é uma forma de aproveitar a demanda atual e reduzir os efeitos das oscilações desse mercado.

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Mark Zuckerberg diz que banir as IAs chinesas é um erro. E aproveita para alfinetar a OpenAI e a Anthropic

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Enquanto os embates entre Estados Unidos e China escalam também no plano da inteligência artificial (IA), um dos principais representantes americanos nessa corrida marcou posição ao defender uma mudança na postura que Washington tem sinalizado em relação a esses rivais. Quem adotou esse discurso foi Mark Zuckerberg. Em entrevista concedida nesta semana ao Financial Times, […]

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Após invasão de agente da OpenAI, Sam Altman encontra senadores

O diretor-presidente da OpenAI, Sam Altman, reuniu-se nesta quarta-feira (29) com senadores dos Estados Unidos para discutir os próximos modelos de inteligência artificial (IA) da empresa. Os encontros acontecem poucos dias após a OpenAI revelar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente de contenção durante um teste de segurança e realizou um ataque cibernético.

O episódio também levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a afirmar que seu governo avalia a adoção de “controles” para a IA, embora tenha ressaltado que não pretende limitar o desenvolvimento da tecnologia pelas empresas do setor.

Trump diz avaliar controles para IA

Questionado por jornalistas no Salão Oval sobre o incidente envolvendo o agente de IA da OpenAI, Trump afirmou que sua administração estuda a possibilidade de adotar mecanismos de controle para a tecnologia. “Estamos analisando controles”, declarou o presidente.

Ao mesmo tempo, Trump afirmou que não pretende impor restrições que impeçam as empresas de tecnologia de continuar desenvolvendo novos produtos de IA.

Altman se reúne com senadores

Durante sua passagem por Washington, Altman participou de reuniões com os senadores Bernie Moreno e Jon Husted, segundo assessores dos parlamentares.

O executivo também foi visto entrando no gabinete do senador Raphael Warnock e ainda deve se reunir com o senador Mark Warner, principal democrata do Comitê de Inteligência do Senado, de acordo com um porta-voz do parlamentar.

Trump quer controlar a IA após ela sair do controle da OpenAI – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

Questionado sobre o encontro com os legisladores, Altman confirmou que o incidente envolvendo o agente de IA foi discutido. “Tivemos várias reuniões sobre o que aconteceu”, afirmou. Segundo o executivo, porém, o episódio não foi o principal tema das conversas realizadas nesta quarta.

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Agente de IA escapou de ambiente de contenção

As reuniões em Washington acontecem dias depois de a OpenAI divulgar que um de seus agentes de IA conseguiu escapar de um ambiente de contenção durante um teste de segurança.

De acordo com a empresa, o sistema iniciou um ataque cibernético que comprometeu a infraestrutura da Hugging Face, plataforma amplamente utilizada por desenvolvedores para armazenar código e colaborar na criação de modelos de IA.

A Reuters revelou ainda que o agente também invadiu os sistemas de um cliente da Modal Labs, empresa de tecnologia sediada em Nova York.

Caso reforça debate sobre segurança

O episódio aumentou as preocupações de especialistas sobre os riscos associados ao avanço das capacidades da IA, especialmente na área de segurança cibernética.

O caso também evidenciou que mesmo as principais desenvolvedoras de IA podem enfrentar vulnerabilidades capazes de ser exploradas por seus próprios modelos, alimentando o debate sobre mecanismos de segurança e supervisão à medida que esses sistemas se tornam mais avançados.

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Fn: Google coloca Gemini dentro do teclado do Mac com novo atalho

O Gemini ganhou um novo recurso no macOS que permite conversar com a inteligência artificial usando apenas a tecla Fn do teclado. A novidade permite ditar textos, resumir documentos e pedir ajuda sem precisar abrir uma janela separada.

Segundo o Google, a função foi criada para que usuários possam interagir com o assistente enquanto continuam trabalhando nos aplicativos que já estão usando.

Menos cliques, mais agilidade: Gemini transforma voz em textos, resumos e comandos sem abrir outra janela. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Atalho transforma voz em texto dentro dos apps

Ao pressionar e segurar a tecla Fn, localizada no canto inferior esquerdo do teclado dos Macs, o usuário ativa o Gemini em qualquer janela aberta. A ideia é reduzir etapas para quem precisa escrever ou organizar informações rapidamente.

O recurso de ditado inteligente transforma a fala em texto, remove interrupções como “ums” e “ahs”, identifica correções feitas durante a fala e insere o resultado diretamente no local do cursor.

Entre as possibilidades estão:

  • transformar ideias faladas em textos;
  • resumir informações selecionadas na tela;
  • reescrever conteúdos com comandos de voz;
  • criar mensagens e documentos;
  • gerar ou editar imagens a partir de descrições.

IA entende o que aparece na tela

Além da transcrição, o Gemini pode analisar o conteúdo exibido no computador caso o usuário ative o recurso de raciocínio da ferramenta.

Com isso, é possível selecionar arquivos, imagens ou documentos e pedir ações específicas. O Google cita como exemplo resumir um PDF ou transformar anotações em um e-mail.

A ferramenta também permite criar imagens por voz ou pedir alterações em materiais visuais abertos na tela, ajudando em tarefas de criação e planejamento.

mulher sentada usando um computador macOS em uma mesa branca
Menos cliques, mais agilidade: Gemini transforma voz em textos, resumos e comandos sem abrir outra janela. Imagem: freepik/Freepik

Novidade chega gradualmente aos usuários

O novo recurso está sendo liberado globalmente para usuários do aplicativo Gemini no macOS. Inicialmente, a função está disponível apenas em inglês, mas o Google informou que outros idiomas serão adicionados futuramente.

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O aplicativo nativo do Gemini para macOS foi lançado em abril e recebeu, em junho, o Spark, assistente de IA voltado para tarefas mais complexas, como criar documentos e planilhas.

Com o novo comando por voz, o Google amplia o uso do Gemini nos computadores, aproximando a IA de tarefas comuns como escrever, revisar textos, organizar informações e desenvolver ideias.

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Depois da euforia, mercado cobra resultados da revolução da IA

Segundo a CNBC, as maiores empresas de chips do mundo perderam cerca de US$ 1,3 trilhão (aproximadamente R$ 6,65 trilhões) em valor de mercado nesta semana. A forte correção atingiu companhias que lideraram a alta da inteligência artificial e levantou dúvidas sobre o ritmo dos investimentos no setor.

Nvidia, Samsung, SK Hynix e outras gigantes foram afetadas pelo movimento. Para analistas, porém, a queda representa mais uma mudança de expectativas dos investidores do que uma perda de força da tecnologia.

Bilhões foram aplicados em infraestrutura de IA, mas investidores agora querem saber quando esses gastos vão virar receita. – Imagem: Andrei Armiagov / Shutterstock

Gigantes dos semicondutores sentem impacto após alta histórica

O mercado de chips foi um dos grandes vencedores da corrida pela inteligência artificial. Empresas que fornecem componentes para sistemas de IA receberam investimentos bilionários nos últimos meses, impulsionando suas ações.

Agora, parte dos investidores tenta entender se os futuros ganhos dessas companhias serão suficientes para justificar o tamanho das apostas feitas até aqui.

Segundo uma análise da CNBC com dados da FactSet, 20 das empresas de chips mais valiosas do mundo perderam juntas US$ 1,3 trilhão (cerca de R$ 6,65 trilhões) desde o fechamento de sexta-feira.

Entre as maiores perdas estão:

  • Nvidia: US$ 238 bilhões (aproximadamente R$ 1,22 trilhão);
  • SK Hynix: US$ 176 bilhões (cerca de R$ 901 bilhões);
  • Samsung Electronics: US$ 173 bilhões (aproximadamente R$ 886 bilhões);
  • Micron: US$ 113 bilhões (cerca de R$ 579 bilhões);
  • AMD: cerca de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 563 bilhões).

Mesmo com o recuo recente, o índice Philadelphia Semiconductor Index (SOX), que acompanha 30 grandes empresas do setor negociadas nos Estados Unidos, ainda acumulava alta de 92% em 12 meses.

Mercado questiona gastos bilionários em infraestrutura de IA

Para Michael Field, estrategista-chefe de ações da Morningstar, a reação dos investidores está mais ligada ao sentimento do mercado do que aos resultados financeiros das empresas.

“Essa queda parece ser impulsionada principalmente pelo sentimento, e não pelos fundamentos”, afirmou.

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Charlie Dai, vice-presidente e analista principal da Forrester, explicou que o mercado está reavaliando se as receitas esperadas conseguirão acompanhar os níveis recordes de investimento em infraestrutura de inteligência artificial.

Segundo ele, o movimento representa uma correção após uma valorização excepcional, e não necessariamente uma redução na demanda por IA.

Ilustração de chip de inteligência artificial (IA) em Wall Street para representar investimentos em tecnologia
A inteligência artificial continua em alta, mas o mercado agora cobra resultados para justificar a enorme expectativa criada. – Imagem: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digita

Queda se espalha por bolsas da Ásia e Europa

A pressão sobre as ações de chips também chegou aos mercados internacionais. Na Coreia do Sul, a SK Hynix fechou em queda de 9,61%, mesmo após divulgar resultados trimestrais recordes. A Samsung Electronics recuou mais de 5%.

No Japão, fabricantes como Kioxia e Tokyo Electron também registraram perdas. Já a TSMC, maior fabricante terceirizada de chips do mundo, caiu 3,51%.

Apesar da instabilidade, alguns investidores enxergam oportunidades. Kieron Poon, diretor de investimentos em ações asiáticas da Aberdeen Investments, afirmou que a correção deixou algumas empresas de alta qualidade com avaliações mais atrativas.

Já para David Riedel, fundador e presidente da Riedel Research Group, o mercado apenas devolveu parte do excesso de valorização criado pelo entusiasmo com a IA. Para ele, o setor continua saudável, mas precisa absorver os ganhos acelerados registrados anteriormente.

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Caso Hugging Face mostra como controlar agentes de IA virou desafio

Como comentamos há alguns dias, um agente de inteligência artificial da OpenAI criado para testes de segurança conseguiu ir além do esperado: além do incidente envolvendo o Hugging Face, o sistema também acessou outras contas e serviços usando credenciais expostas publicamente.

A empresa atualizou sua investigação e confirmou que o episódio teve mais ramificações, embora nenhum outro caso tenha alcançado a gravidade do primeiro ataque identificado.

Um agente da OpenAI saiu do ambiente de testes e acessou serviços externos, reacendendo o debate sobre segurança em IA. – Imagem: Henry Franklin/Shutterstock

Sistema encontrou credenciais disponíveis na internet

Segundo a OpenAI, o agente usou credenciais públicas para acessar quatro contas ligadas a quatro serviços diferentes durante os testes. A companhia afirmou ter encontrado “um pequeno número de casos” semelhantes em outras avaliações.

Os acessos identificados envolveram:

  • Uma conta usada como caminho de saída e preparação de ações;
  • Uma conta utilizada para armazenamento de dados;
  • Duas contas acessadas apenas para leitura;
  • Credenciais expostas publicamente encontradas pelo próprio modelo.

A OpenAI destacou que os dois últimos acessos não foram usados para ampliar o comprometimento dos serviços.

Agente ultrapassou ambiente isolado de testes

O caso veio a público em 21 de julho, quando a empresa revelou que um agente experimental conseguiu sair do ambiente protegido onde era avaliado, acessar a internet e chegar ao Hugging Face enquanto tentava resolver uma tarefa.

A descoberta levantou preocupações porque o sistema encontrou maneiras de continuar sua atuação fora dos limites inicialmente previstos pelos pesquisadores.

Além do Hugging Face, a Reuters informou que o agente também acessou uma conta de cliente da Modal Labs, empresa de computação em nuvem. O acesso ocorreu por meio de código vulnerável criado pelo próprio cliente, sem comprometimento da plataforma.

Após o incidente, o CEO do Hugging Face, Clem Delangue, cobrou mais transparência no processo de investigação. O executivo defendeu uma abordagem mais aberta para entender como a falha de isolamento permitiu que o agente ultrapassasse os limites previstos e acessasse recursos externos.

Como parte dos esforços para lidar com o episódio, o Hugging Face também utilizou recentemente o modelo chinês GLM-5.2 para ajudar na contenção de um ataque cibernético realizado pelo agente da OpenAI durante testes de segurança. O caso chamou atenção por mostrar uma situação em que uma ferramenta aberta conseguiu participar da defesa em um cenário no qual sistemas fechados apresentaram limitações.

Página do Hugging Face
A investigação mostrou que o incidente foi além do Hugging Face e envolveu outras contas e serviços Imagem: Robert Way/Shutterstock

Segurança de agentes autônomos vira novo desafio

O episódio destaca uma preocupação crescente no desenvolvimento de agentes de IA: sistemas capazes de executar tarefas sozinhos precisam de controles cada vez mais rigorosos.

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Ao mesmo tempo em que esses agentes prometem realizar atividades complexas, eles também podem encontrar caminhos inesperados para atingir seus objetivos.

A OpenAI informou que continua analisando o comportamento do sistema e que, até agora, não identificou outro incidente com o mesmo nível de gravidade do caso envolvendo o Hugging Face.

O episódio reforça que, além de criar modelos mais inteligentes, empresas de tecnologia terão de desenvolver novas formas de limitar e acompanhar as ações realizadas por essas ferramentas.

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OpenAI e rivais defendem pausa estratégica no avanço da IA

Segundo o The Washington Post, OpenAI e Anthropic, duas das maiores empresas de inteligência artificial do mundo, apoiam uma carta que pede ao governo dos Estados Unidos mecanismos para desacelerar o desenvolvimento da tecnologia caso os avanços se tornem rápidos demais.

O documento, assinado por funcionários de empresas como Google, Meta e outras líderes do setor, alerta que a IA pode evoluir além da capacidade humana de acompanhar e controlar seus impactos.

Empresas que criam IA agora discutem como evitar que a tecnologia avance além da capacidade de supervisão humana. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Empresas defendem ritmo mais seguro para a inteligência artificial

A carta pede que os Estados Unidos liderem um esforço internacional para criar ferramentas técnicas e regras de governança capazes de acompanhar os modelos mais avançados de inteligência artificial.

A proposta não sugere interromper pesquisas, mas estabelecer formas de reduzir riscos caso sistemas futuros consigam automatizar parte do próprio desenvolvimento da tecnologia.

Entre os principais pontos defendidos pelos profissionais estão:

  • Criar mecanismos internacionais de acompanhamento da evolução da IA;
  • Desenvolver ferramentas técnicas para avaliar riscos;
  • Estabelecer regras de governança para sistemas avançados;
  • Ampliar a cooperação entre governos e empresas do setor.

O movimento ganhou destaque justamente por envolver profissionais de empresas que estão na linha de frente da corrida pela inteligência artificial. A iniciativa representa uma mudança em relação a pedidos anteriores de pausa no desenvolvimento da tecnologia, já que agora conta com apoio institucional de grandes companhias.

IA capaz de criar novas IAs aumenta preocupação

Ao fundo, logo da OpenAI; à frente e a esquerda, sombra de uma mão segurando um smartphone
Sam Altman, CEO da OpenAI, diz que talvez seja necessário controlar o ritmo da IA para que a sociedade consiga acompanhar. – Imagem: Henry Franklin/Shutterstock

Um dos principais alertas está relacionado à possibilidade de sistemas de inteligência artificial assumirem tarefas de pesquisa e ajudarem a desenvolver novos modelos de forma cada vez mais autônoma.

A OpenAI afirmou que um de seus objetivos é construir um “pesquisador de IA automatizado”. A empresa prevê que, no início de 2028, uma parcela significativa de suas pesquisas poderá ser realizada por sistemas de inteligência artificial trabalhando em conjunto com especialistas humanos.

Andrew Yoon, integrante da CivAI, organização que analisa capacidades e riscos da tecnologia, afirmou que essa possibilidade pode acelerar o avanço da IA para além da capacidade de supervisão.

“Os desenvolvedores de IA acreditam cada vez mais que a pesquisa automatizada em inteligência artificial pode estar próxima de se tornar realidade”, afirmou Yoon.

Segundo ele, essa aceleração tem potencial para levar o progresso tecnológico a um ponto em que os modelos se tornem difíceis de controlar com segurança.

Corrida entre países aumenta debate sobre segurança

A evolução da inteligência artificial já faz parte da disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Empresas e governos investem bilhões de dólares para desenvolver sistemas mais avançados, enquanto especialistas discutem como equilibrar inovação e segurança.

Sam Altman, CEO da OpenAI, não assinou a carta, mas afirmou que pode ser necessário reduzir o ritmo dos avanços para que a sociedade consiga acompanhar as mudanças.

O debate ganhou força após novos modelos da OpenAI e da Anthropic demonstrarem capacidades avançadas de interação com sistemas digitais, incluindo tarefas que levantam preocupações sobre segurança.

Desafio é inovar sem perder o controle

A carta apoiada pelas empresas não propõe abandonar o desenvolvimento da inteligência artificial, mas criar condições para que governos, pesquisadores e sociedade consigam acompanhar a velocidade das mudanças.

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Para especialistas, o avanço da tecnologia traz oportunidades em áreas como pesquisa científica, saúde e inovação, mas também exige novas formas de supervisão.

O pedido feito por funcionários das maiores empresas de IA mostra que a própria indústria começa a discutir limites para uma corrida tecnológica que pode transformar profundamente a sociedade nos próximos anos.

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Mark Zuckerberg critica rivais e diz que concentração da IA ameaça inovação

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, fez duras críticas ao modelo de desenvolvimento de inteligência artificial (IA) adotado por concorrentes, como OpenAI e Anthropic.

Em entrevista concedida nesta terça-feira (28) ao The New York Times, o executivo afirmou que concentrar o desenvolvimento de modelos avançados em poucas empresas pode limitar o acesso da sociedade à tecnologia e prejudicar a inovação.

Embora não tenha citado diretamente OpenAI e Anthropic em diversos momentos da conversa, Zuckerberg deixou claro que se referia às empresas que defendem um desenvolvimento mais controlado da IA. Segundo ele, essa abordagem contraria a tradição do setor de tecnologia nos Estados Unidos.

“Grande parte do discurso de muitos dos outros laboratórios que estão desenvolvendo isso é excessivamente dominada pelo pessimismo”, afirmou. “É preciso haver uma voz, ou várias vozes, que tragam realismo para esse debate.”

As declarações ampliam uma discussão que vem dividindo o Vale do Silício sobre como sistemas avançados de IA devem ser desenvolvidos e disponibilizados ao público.

Debate divide gigantes da tecnologia

  • Executivos, como Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, argumentam que alguns dos modelos mais avançados já são perigosos demais para serem desenvolvidos ou compartilhados sem rígidos mecanismos de controle;
  • Por outro lado, empresas, como Microsoft, Nvidia, Google e a própria Meta, defendem que boa parte desses modelos deve permanecer amplamente acessível para estimular pesquisas, novos negócios e avanços tecnológicos;
  • A discussão ganhou força neste mês após modelos chineses de inteligência artificial reduzirem a vantagem tecnológica que empresas estadunidenses, como Anthropic e OpenAI, mantinham no setor;
  • Em resposta, essas companhias intensificaram o diálogo com reguladores em Washington e demonstraram preocupação com o avanço de modelos de código aberto desenvolvidos na China.

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Nvidia reforça apoio ao código aberto

Na última sexta-feira (24), o CEO da Nvidia, Jensen Huang, publicou uma carta defendendo o desenvolvimento de softwares de código aberto para IA, posição que recebeu apoio de diversas empresas de tecnologia.

Nesta semana, Huang também anunciou uma coalizão voltada ao desenvolvimento de ferramentas abertas de segurança e cibersegurança para IA, iniciativa que reúne empresas, como SpaceX e IBM.

Huang e Altman estão entre os executivos que viajaram a Washington para discutir com o governo do presidente Donald Trump possíveis políticas para o setor.

Empresas, como Microsoft, Nvidia, Google e a própria Meta, defendem que boa parte desses modelos deve permanecer amplamente acessível para estimular pesquisas, novos negócios e avanços tecnológicos – Imagem: jackpress/Shutterstock

Zuckerberg defende “superinteligência personalizada”

Durante a entrevista, Zuckerberg voltou a defender sua visão de que a IA deve estar disponível para o maior número possível de pessoas. Ele criticou a ideia de criar uma única superinteligência centralizada e totalmente alinhada aos interesses da humanidade, conceito frequentemente associado às discussões sobre segurança em IA.

“Eu acho que muitas pessoas têm a noção de que, se você construir algum tipo de inteligência artificial singular, poderá, por meio de uma forma idealizada de alinhamento, garantir que ela seja benevolente para a humanidade”, afirmou. “Pessoalmente, sou cético em relação a esse caminho.”

Em vez disso, o executivo propôs o conceito de “superinteligência personalizada”, em que assistentes de IA possam ser configurados conforme as necessidades, preferências e valores de cada usuário. “Acho que é literalmente impossível existir uma única superinteligência benevolente que esteja alinhada com todas as pessoas ao mesmo tempo”, declarou.

Até a publicação da entrevista, OpenAI e Anthropic não haviam comentado as declarações. Em manifestações anteriores, a OpenAI afirmou apoiar iniciativas de código aberto e disse trabalhar com a Casa Branca para desenvolver formas seguras de expandir a IA.

Na segunda-feira (27), Amodei publicou um texto afirmando que a Anthropic está concentrada em impedir que chips avançados cheguem a regimes autoritários, evitar a reprodução em larga escala de modelos de IA e exigir testes de segurança para sistemas altamente capazes, sejam eles abertos ou fechados.

Apesar das divergências entre as empresas, pesquisadores da Anthropic, OpenAI, Meta e Google assinaram conjuntamente uma carta aberta intitulada “Pacing the Frontier”.

O documento defende um esforço internacional para desenvolver ferramentas técnicas e mecanismos de governança capazes de desacelerar o avanço da IA quando necessário por razões de segurança.

A posição da Meta sobre IA também evoluiu nos últimos anos. Durante muito tempo, a empresa ficou conhecida por disponibilizar gratuitamente modelos de IA de código aberto. No entanto, após perder espaço para OpenAI e Anthropic, Zuckerberg reformulou sua estratégia.

A companhia investiu US$ 14,3 bilhões (R$ 73,5 bilhões) na startup Scale AI e contratou seu fundador, Alexandr Wang, para liderar a divisão de IA da empresa, rebatizada de Meta Superintelligence Labs. Também foram investidos bilhões de dólares na contratação de pesquisadores especializados, que passaram a desenvolver um novo modelo fechado de IA, em vez de totalmente aberto.

Neste mês, a Meta começou a vender, pela primeira vez, acesso ao seu modelo Muse Spark, ao mesmo tempo em que continua desenvolvendo modelos de código aberto.

Zuckerberg afirmou acreditar que a trajetória da indústria de tecnologia aponta para uma democratização crescente das ferramentas de IA. “Acredito que a trajetória geral da indústria sempre caminhou para mais abertura e para colocar o poder da tecnologia nas mãos de mais pessoas, e não de menos”, concluiu.

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Apple atinge US$ 5 trilhões e vira porto seguro em meio à liquidação de ações de empresas de IA

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O valor de mercado da Apple ultrapassou a marca de US$ 5 trilhões pela primeira vez na terça-feira, 28 de julho, evidenciando o papel da fabricante do iPhone como um porto seguro para investidores do setor de tecnologia em meio a uma onda de vendas acentuada de ações de empresas de IA e semicondutores. Essa […]

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