Trump cria conselho de IA com CEOs de Meta, Oracle e Nvidia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de um conselho tecnológico que reúne alguns dos principais nomes do setor, como Mark Zuckerberg, CEO da Meta Platforms, Larry Ellison, presidente executivo da Oracle, e Jensen Huang, CEO da Nvidia. O grupo terá como função aconselhar o governo em temas ligados à inteligência artificial (IA) e outras questões tecnológicas.

O colegiado será chamado de President’s Council of Advisors on Science and Technology (PCAST), segundo a Casa Branca. A iniciativa faz parte da estratégia do atual mandato de Trump, que tem dado ênfase à criação de um ambiente regulatório voltado para fortalecer a liderança dos Estados Unidos em IA e criptomoedas.

Liderança dupla para questões de IA e tecnologia

O conselho será liderado por David Sacks, que atua como responsável por IA e criptomoedas na Casa Branca, e por Michael Kratsios, também conselheiro na área de tecnologia.

De acordo com o governo, o PCAST deve atuar em temas relacionados às oportunidades e aos desafios das tecnologias emergentes, com impacto direto sobre a força de trabalho e o desenvolvimento econômico do país.

Perfil dos conselheiros escolhidos

Além de Zuckerberg, Ellison e Huang, Trump nomeou um grupo inicial de 13 membros da indústria, incluindo o cofundador do Google, Sergey Brin, e o fundador da Dell Technologies, Michael Dell. A expectativa é que o conselho possa chegar a até 24 integrantes, conforme previsto em ordem executiva.

Em declaração, Zuckerberg afirmou que os Estados Unidos têm a oportunidade de liderar o avanço global em inteligência artificial e disse estar honrado em integrar o conselho ao lado de outros líderes do setor.

Michael Dell também declarou que pretende colaborar com o grupo para avançar políticas que reforcem a competitividade americana e a segurança nacional.

Foco nas políticas de inteligência artificial

O conselho atuará como um grupo consultivo da Casa Branca em temas estratégicos, com destaque para a inteligência artificial e seus desdobramentos econômicos e sociais.

Segundo o governo, a proposta é garantir que o país aproveite as oportunidades da inovação tecnológica ao mesmo tempo em que enfrenta os desafios trazidos por essas mudanças.

Experiência prévia em conselhos governamentais

A criação do PCAST segue uma tradição de administrações anteriores, incluindo os governos de George W. Bush, Barack Obama e Joe Biden, que também estabeleceram conselhos semelhantes para assessorar decisões em ciência e tecnologia.

No primeiro mandato de Trump, um conselho do mesmo tipo também foi criado, embora com menor presença de executivos de grande visibilidade e apenas no terceiro ano de governo.

Leia mais:

Implicações para o setor tecnológico

A participação de líderes de grandes empresas marca uma mudança em relação ao primeiro mandato de Trump, quando houve boicotes e renúncias de executivos do setor em iniciativas semelhantes.

Agora, a adesão de nomes relevantes da indústria indica maior disposição de colaboração entre o governo e empresas de tecnologia em discussões sobre políticas públicas e inovação.

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Como a IA pode ajudar na restauração de obras de arte

A restauração de obras de arte sempre exigiu precisão extrema, quase que a mesma dos artistas originais. Em instituições como o Museu do Louvre, equipes inteiras trabalham para preservar pinturas e artefatos históricos. Agora, avanços em inteligência artificial e química prometem acelerar esse processo.

Restauradores utilizam técnicas como imagem infravermelha para identificar danos ocultos e solventes específicos para remover camadas de verniz sem comprometer a pintura original. Esse trabalho pode levar meses ou até anos, dependendo do nível de deterioração da obra, segundo informações do portal Euro News.

Inteligência artificial restaura pinturas em poucas horas

Pesquisadores estão testando inteligência artificial para restaurar obras de arte de forma rápida e reversível. O método analisa digitalmente uma pintura danificada e cria uma versão restaurada que é impressa em um filme polimérico ultrafino.

O método já restaurou mais de 57 mil cores em poucas horas, sendo até 66 vezes mais rápido que técnicas tradicionais e mantendo a reversibilidade. (Imagem: STEKLO/Shutterstock)

Essa “máscara” é aplicada sobre a obra original, permitindo visualizar a restauração sem alterar permanentemente o material. A técnica foi desenvolvida por Alex Kachkine, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), e testada em uma pintura do século XV.

O resultado impressiona: mais de 57 mil cores foram restauradas em pouco mais de três horas, um processo até 66 vezes mais rápido do que métodos tradicionais. Além disso, a solução atende a uma exigência central da conservação moderna, que é a reversibilidade das intervenções.

Leia também:

Entre os principais diferenciais da tecnologia estão:

  • Restauração digital rápida e precisa;
  • Aplicação não permanente sobre a obra original;
  • Registro digital completo das intervenções;
  • Redução de custos e tempo de trabalho;
  • Compatibilidade com princípios éticos da conservação.

Novas soluções químicas ampliam possibilidades

Pesquisadores em Pequim também exploram o uso de derivados de celulose na conservação de artefatos históricos. Esses materiais apresentam propriedades adesivas e podem ser utilizados na restauração de papel, madeira, cerâmica e até murais.

Além disso, novas soluções com nanocelulose ampliam possibilidades ao reforçar materiais frágeis com baixo impacto ambiental e maior durabilidade. (Imagem: Stokkete/Shutterstock)
Além disso, novas soluções com nanocelulose ampliam possibilidades ao reforçar materiais frágeis com baixo impacto ambiental e maior durabilidade. (Imagem: Stokkete/Shutterstock)

Nanocelulose, por exemplo, pode reforçar estruturas frágeis e criar revestimentos resistentes à água, mantendo a respirabilidade dos materiais. Além disso, sua baixa toxicidade e origem renovável atendem às exigências atuais por práticas mais sustentáveis.

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IA pode padronizar linguagem e pensamento, dizem cientistas

O uso crescente de chatbots de inteligência artificial (IA) está associado a mudanças na forma como as pessoas escrevem, falam e até estruturam o pensamento. A avaliação é de cientistas da computação e psicólogos que publicaram, em meados de março, um artigo na revista Trends in Cognitive Sciences. Segundo os pesquisadores, essa transformação pode levar à homogeneização da expressão humana e afetar a diversidade cognitiva.

De acordo com o estudo, a popularização dos chamados grandes modelos de linguagem (LLMs) pode reduzir a variedade de estilos e perspectivas individuais. O tema ganha relevância à medida que mais pessoas recorrem às mesmas ferramentas de IA para tarefas cotidianas, como revisão de textos e geração de conteúdo.

Especialistas estão preocupados com a homogeneização da expressão humana causada pelo uso de chatbots de IA (Imagem: khunkornStudio / Shutterstock.com)

Risco de uniformização do pensamento

Os autores do artigo defendem que os desenvolvedores de IA devem considerar a pluralidade do mundo real nos dados de treinamento dos modelos. A proposta busca não apenas preservar a diversidade de pensamento, mas também melhorar a qualidade do raciocínio das próprias ferramentas.

O cientista da computação Zhivar Sourati, professor da Universidade do Sul da Califórnia e autor principal do estudo, afirma que as diferenças individuais tendem a se diluir quando mediadas por LLMs. Segundo ele, estilos linguísticos, perspectivas e estratégias de raciocínio acabam sendo padronizados entre os usuários.

Essa uniformização não se limita à forma de escrever. Para os pesquisadores, há também o risco de redefinição do que é considerado um discurso confiável ou um raciocínio adequado, com base nos padrões reproduzidos pelos sistemas de IA.

Impacto na criatividade e diversidade

A equipe cita estudos que indicam que os resultados gerados por LLMs apresentam menor variedade em comparação com textos produzidos por humanos. Além disso, esses sistemas tendem a refletir valores e formas de pensamento associadas a sociedades descritas pelo acrônimo WEIRD (ocidentais, educadas, industrializadas, ricas e democráticas), o que pode limitar a representação de outras experiências culturais.

Embora o uso de IA possa aumentar o número de ideias geradas individualmente, os pesquisadores apontam um efeito inverso em grupos. Equipes que utilizam LLMs tendem a ser menos criativas do que aquelas que combinam habilidades humanas sem o auxílio dessas ferramentas.

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Estudo indica que uso de LLMs tem impacto na criatividade (Imagem: ArmadilloPhotograp / Shutterstock.com)

Mesmo pessoas que não utilizam diretamente a tecnologia podem ser impactadas. Segundo Sourati, há uma pressão social para se alinhar a padrões predominantes de linguagem e pensamento quando esses passam a ser amplamente adotados.

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Propostas e reconhecimento do próprio sistema

Como possível caminho, os autores sugerem a inclusão de uma multiplicidade global de perspectivas nos modelos de IA. A medida poderia ajudar a preservar o potencial criativo das futuras gerações e evitar a redução da diversidade cognitiva.

Ao questionar um chatbot sobre esse fenômeno, a própria IA reconheceu que pode influenciar e padronizar a comunicação humana, destacando a criação de um modelo de escrita considerado claro e correto. O sistema também apontou o risco de desumanização, com perda de interações mais genuínas e redução de vínculos pessoais.

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A guerra entre Irã e EUA “atinge” data centers no Oriente Médio. E a Amazon é a primeira vítima

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A guerra entre Estados Unidos e Irã e a escalada do conflito para os demais países do Oriente Médio já afetaram, na prática, o movimento de expansão de data centers na região. A Amazon Web Services (AWS) é o primeiro grande gigante da tecnologia a sentir o primeiro impacto do conflito. A divisão de nuvem […]

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Inter leva o banco para o “laboratório” e abre hub para tecnologias emergentes

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Controlado pela família Menin, o Inter foi um dos pioneiros entre os bancos digitais no Brasil. E, após consolidar seu modelo no País, expandiu suas operações para os Estados Unidos – o que incluiu a migração da sua listagem principal para a Nasdaq, em 2022 – e, mais recentemente, para a Argentina. A pegada tecnológica […]

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Fim do Sora? OpenAI encerra IA de vídeo e Disney cancela acordo de US$ 1 bi

A OpenAI cancelou o Sora, sua plataforma de geração de vídeos que causou fascínio e polêmica ao ser lançada no ano passado. A decisão, anunciada pelo CEO Sam Altman aos funcionários nesta terça-feira (24), marca uma guinada da empresa para priorizar funções de negócios e codificação.

O recuo é estratégico: a OpenAI planeja abrir capital (IPO) possivelmente já no quarto trimestre deste ano e quer alinhar seus talentos e alto poder computacional em torno de ferramentas de produtividade que gerem receita clara e direta.

A confirmação do encerramento veio também por meio de uma nota oficial publicada pela equipe do Sora no X (antigo Twitter). “Estamos nos despedindo do aplicativo Sora. A todos que criaram com o Sora, o compartilharam e construíram uma comunidade em torno dele: obrigado”, diz o comunicado.

A equipe informou ainda que compartilhará em breve os cronogramas detalhados para o desligamento do aplicativo e da API, além de orientações para que os usuários possam preservar os trabalhos já criados na plataforma.

Disney abandona investimento de US$ 1 bilhão

A decisão de Sam Altman teve um efeito dominó imediato em Hollywood. De acordo com o The Hollywood Reporter, a Disney está oficialmente abandonando o acordo bilionário que assinou com a OpenAI no ano passado.

O contrato previa um investimento de US$ 1 bilhão e o licenciamento de personagens icônicos para uso exclusivo no Sora. Os pontos centrais da parceria agora desfeita incluíam:

  • Integração com o Disney+: o objetivo final era levar a tecnologia de geração de vídeo da OpenAI diretamente para dentro do serviço de streaming.
  • Uso de propriedade intelectual: usuários poderiam criar conteúdos originais com personagens de franquias como Star Wars e Toy Story.
  • Fim do acordo: com o fechamento do aplicativo autônomo do Sora, uma fonte confirmou que o “acordo está morto”, embora a Disney ainda possa buscar parcerias com outros gigantes da IA.

Em comunicado oficial, um porta-voz da Disney afirmou que a empresa “respeita a decisão da OpenAI de sair do negócio de geração de vídeo e mudar suas prioridades”, mas reforçou que continuará explorando novas tecnologias que respeitem os direitos dos criadores.

O novo foco da OpenAI

Com o encerramento do Sora, a OpenAI deixará de oferecer o aplicativo para consumidores e a versão para desenvolvedores. No entanto, existe um conflito de informações sobre o futuro da tecnologia dentro do ecossistema principal da empresa.

Embora o Wall Street Journal afirme que a função de vídeo será removida do ChatGPT, o The Hollywood Reporter indica que a tecnologia de vídeo por IA ainda pode ser integrada como uma ferramenta interna do chatbot, apesar do fim do aplicativo Sora como marca independente.

Para a diretora de aplicações da empresa, Fidji Simo, a OpenAI não pode mais se dar ao luxo de se distrair com projetos paralelos.

A nova visão da OpenAI foca em vencer a rival Anthropic no setor corporativo. Para isso, a empresa anunciou a fusão do app de desktop do ChatGPT, da ferramenta de programação Codex e do seu navegador em um único “superapp”.

O objetivo central agora são os sistemas agênticos:

  • Autonomia: softwares capazes de operar de forma independente no computador do usuário.
  • Tarefas complexas: IAs que podem escrever códigos inteiros e analisar dados massivos sem intervenção constante.
  • Infraestrutura: criação de sandboxes que permitem rodar códigos de agentes de forma instantânea.

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Bill Gates e as três carreiras à prova de IA que dominarão o futuro

O cofundador da Microsoft, Bill Gates, acredita que três setores específicos devem manter oportunidades de trabalho mesmo com o avanço da inteligência artificial (IA). Em publicação feita em seu blog no final de 2023, o bilionário listou as áreas que considera mais resistentes às mudanças tecnológicas.

Diferentemente de carreiras tradicionais, como medicina e educação — que Gates acredita que podem ser transformadas pela IA —, ele aponta que energias alternativas, biociências da saúde e o desenvolvimento da própria IA devem continuar gerando empregos.

Gates e energias alternativas: aposta na transição energética

  • Gates destaca o setor de energias alternativas como uma área com demanda crescente;
  • Segundo ele, a necessidade de enfrentar as mudanças climáticas já acelera a busca por fontes mais limpas de energia, mas há um desafio importante a ser resolvido;
  • O empresário explica que a energia eólica e solar precisam ser complementadas por algo mais confiável. Para ele, a energia nuclear entra como esse complemento para garantir fornecimento contínuo quando as fontes renováveis não estão disponíveis;
  • “Energia eólica e solar continuam a ser uma parte chave do futuro, mas líderes reconhecem agora que você precisa complementá-las com algo mais confiável quando o sol não está brilhando ou o vento não está soprando”, escreveu Gates.

O bilionário tem investimento próprio no setor: em 2008, fundou a TerraPower, empresa de energia nuclear cuja primeira usina deve ser inaugurada em 2030, no Estado do Wyoming (EUA). Gates também relata que viu espaço para a tecnologia nuclear ganhar tração na COP28, conferência do clima da ONU realizada em Dubai (Emirados Árabes Unidos).

Durante o evento, ele passou tempo explicando como a tecnologia poderia ser ampliada, em vez de justificar sua necessidade — um sinal de que o setor está ganhando aceitação.

Leia mais:

Biociências da saúde: IA como ferramenta de aceleração

A segunda aposta de Gates é a área de biociências da saúde, com foco em novos medicamentos, vacinas e terapias. Neste setor, ele vê a inteligência artificial não como substituta, mas como ferramenta que pode ajudar cientistas.

Gates afirma que ferramentas de IA já ajudam a acelerar a descoberta de drogas, especialmente em pesquisas voltadas a doenças que afetam populações mais pobres. A tecnologia pode acelerar etapas de análise de grandes volumes de dados.

“Descobrir drogas exige passar um pente fino em enormes quantidades de dados e ferramentas de inteligência artificial podem agilizar este processo significativamente”, explicou.

Como exemplo prático, Gates menciona um projeto que usa ultrassons com IA para identificar gravidezes de risco na Índia. A tecnologia funciona em inglês e em télugo, ajustando-se automaticamente ao nível de experiência de quem faz o exame.

IA deve ser vista como ferramenta, e não como algo que vá substituir o ser humano, disse o bilionário (Imagem: bigjom jom/Shutterstock)

Desenvolvimento de IA: setor que cria a própria demanda

A terceira área destacada é o próprio desenvolvimento da IA. Gates considera que a tecnologia ainda está no início e que a criatividade é central para o crescimento do setor.

Segundo ele, a IA pode acelerar descobertas em diversas áreas, mas isso exige investimentos para ampliar o acesso à inovação. Gates defende que esses investimentos podem tornar o mundo mais igualitário. “Se fizermos investimentos inteligentes agora, a IA pode tornar o mundo um lugar mais igualitário”, escreveu no blog.

IA pode suprir escassez em outras profissões, segundo Gates

Em declarações mais recentes, Gates apresentou uma visão diferente sobre medicina e educação. Ele disse que a IA pode ajudar a suprir a escassez de médicos e professores, especialmente em regiões com déficit desses profissionais.

Gates citou que países na África e a Índia enfrentam dificuldade de mão de obra na área médica. Sobre educação, mencionou o uso de IA para apoiar professores em suas atividades. “A IA fornecerá inteligência médica e não haverá escassez”, disse, em podcast.

O bilionário também mencionou que a tecnologia pode suprir falta de trabalhadores em fábricas, construção e serviços de limpeza em hotéis. No entanto, ele ressalta que a transição depende de mão de obra qualificada para fazer a IA executar tarefas manuais. “É preciso de uma mão de obra muito habilidosa para fazer com que a IA supra esses profissionais. Vamos chegar lá“, afirmou.

Gates disse ainda que a IA pode ajudar a reduzir a carga de trabalho ao longo do tempo, permitindo que profissionais se aposentem mais cedo e tenham menores jornadas de trabalho.

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ChatGPT vai ajudar usuários a pesquisar e comparar produtos sem sair da plataforma

O ChatGPT está recebendo mais funcionalidades voltadas à descoberta e comparação de produtos, em um movimento que amplia o uso da IA no comércio digital. A proposta é transformar a experiência de compra online, reduzindo a necessidade de pesquisar e comparar itens em vários sites.

A novidade permite que usuários pesquisem produtos de forma conversacional, descrevendo o que procuram e refinando resultados ao longo do diálogo. O ChatGPT também passa a exibir opções de forma visual, com comparação lado a lado, incluindo informações como preço, avaliações e características técnicas.

A atualização faz parte da expansão do chamado Protocolo de Comércio Agentic (ACP), uma estrutura que conecta lojistas à plataforma para fornecer dados atualizados de produtos. Com isso, o sistema consegue apresentar resultados mais relevantes e alinhados ao perfil do usuário, considerando fatores como orçamento, preferências e restrições.

Além disso, a experiência agora permite o envio de imagens como referência para encontrar itens semelhantes, o que amplia as possibilidades de busca. A proposta é centralizar em um único ambiente etapas que antes exigiam múltiplas abas e consultas a diferentes fontes.

Segundo a empresa, a mudança também traz ganhos para o varejo. Ao exibir produtos para usuários já próximos da decisão de compra, a plataforma tende a atrair consumidores com maior intenção de conversão. Grandes redes, como Target, Sephora, Best Buy e Home Depot, já participam do ecossistema, assim como lojistas integrados via Shopify.

OpenAI está melhorando experiência de pesquisa de produtos dentro do ChatGPT (Imagem: OpenAI/Divulgação)

No caso da Shopify, os catálogos de produtos já estão conectados automaticamente ao ChatGPT, sem necessidade de configuração adicional por parte dos vendedores. A expectativa é que o protocolo evolua para incluir recursos mais avançados, como personalização, disponibilidade local e estimativas de entrega.

A estratégia também prevê integração com experiências próprias dos varejistas. Em vez de centralizar o pagamento, a plataforma permite que as marcas utilizem seus próprios sistemas de checkout. Um dos exemplos é o Walmart, que lançou uma experiência integrada que leva o usuário da descoberta no ChatGPT para um ambiente personalizado da própria empresa.

As novas funcionalidades estão sendo liberadas gradualmente ao longo desta semana para todos os usuários da plataforma, incluindo planos gratuitos e pagos.

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Gemini também está ampliando experiência de compras (Imagem: Mehaniq/Shutterstock)

Gap e Google fecham parceria para compras com IA

Enquanto o ChatGPT avança na etapa de descoberta de produtos, outras empresas seguem caminhos diferentes na integração entre inteligência artificial e comércio eletrônico. Um exemplo é a parceria entre a varejista de moda Gap e o Google.

O acordo prevê a integração direta com o Gemini, sistema de IA do Google, permitindo que consumidores finalizem compras dentro da própria plataforma, sem necessidade de redirecionamento para o site da marca. A iniciativa marca a entrada da Gap como uma das primeiras grandes empresas do setor de moda a adotar esse modelo.

Segundo o site CNBC, nesse formato, os produtos são exibidos com base em dados fornecidos previamente pela própria varejista, garantindo maior controle sobre informações, experiência do usuário e coleta de dados. O pagamento é processado via Google Pay, enquanto a logística permanece sob responsabilidade da Gap.

A empresa também planeja incorporar recursos adicionais, como uma ferramenta de recomendação de tamanho baseada em inteligência artificial, para melhorar a experiência de compra online.

O modelo ainda está em fase de testes.

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Claude agora usa seu computador para executar tarefas

A Anthropic anunciou uma nova funcionalidade que permite enviar comandos ao Claude pelo smartphone para que o assistente execute tarefas diretamente no computador do usuário. A novidade foi apresentada na segunda-feira (23) e faz parte da estratégia da empresa de avançar no desenvolvimento de agentes de IA.

Segundo a companhia, após receber um comando, o Claude consegue abrir aplicativos, navegar em um navegador e preencher planilhas. Em um vídeo divulgado, um usuário pede que o sistema exporte uma apresentação em PDF e a anexe a um convite de reunião, tarefa que é realizada pelo assistente.

OpenClaw como referência no avanço dos agentes

A atualização reforça o movimento do setor em direção a agentes capazes de executar tarefas de forma autônoma. Esse tipo de tecnologia ganhou destaque após o lançamento do OpenClaw, que se tornou viral.

O OpenClaw se conecta a modelos da OpenAI e da própria Anthropic, permitindo que usuários enviem comandos por aplicativos como WhatsApp e Telegram. Assim como o novo recurso do Claude, ele roda localmente no dispositivo, o que possibilita acesso a arquivos.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou à CNBC na semana passada que o OpenClaw é “definitivamente o próximo ChatGPT”. A empresa também anunciou o NemoClaw, uma versão corporativa do sistema.

Já a OpenAI contratou, no mês passado, Peter Steinberger, criador do OpenClaw, com o objetivo de “impulsionar a próxima geração de agentes pessoais”.

Funcionalidades e limitações técnicas

A Anthropic afirma que o uso do computador ainda está em estágio inicial, especialmente quando comparado à capacidade do Claude de programar ou interagir com texto.

“O Claude pode cometer erros e, embora continuemos aprimorando nossas salvaguardas, as ameaças estão em constante evolução”, informou a empresa.

A companhia diz ter desenvolvido o recurso com salvaguardas para minimizar riscos. O sistema também solicita permissão antes de acessar novos aplicativos.

Sistema solicita permissão antes de acessar novos aplicativos (Imagem: Divulgação / Anthropic)

Ferramentas adicionais e uso contínuo

Os usuários também podem recorrer ao Dispatch, recurso lançado na semana passada dentro do Claude Cowork. A ferramenta permite manter uma conversa contínua com o assistente pelo celular ou desktop, além de atribuir tarefas ao agente.

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Dispatch também é uma opção para usuários do Claude (Imagem: Divulgação / Anthropic)

Leia mais:

Movimento das empresas por agentes de IA

A iniciativa da Anthropic ocorre em meio a uma disputa mais ampla entre empresas de tecnologia para desenvolver agentes capazes de executar tarefas em nome dos usuários ao longo do dia.

Esses sistemas buscam ampliar as capacidades dos assistentes de IA ao permitir que realizem ações diretamente em dispositivos e aplicativos, em vez de apenas responder comandos em texto.

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Alcançamos a inteligência artificial geral?

Esse é um trecho da newsletter Primeiro Olhar, disponível para assinantes do Clube Olhar Digital
Uma das obsessões da tecnologia, hoje, é atingir a tal inteligência artificial geral. Para uns, ficção. Para outros, questão de tempo.

Inteligência artificial geral, ou IAG, é uma IA capaz de aprender, raciocinar e resolver problemas em muitas áreas diferentes, como um ser humano.

Ela não ficaria limitada a uma tarefa específica, como traduzir texto ou reconhecer imagens. A IAG poderia adaptar conhecimento de um contexto para outro com autonomia e flexibilidade.

Em outras palavras, é um conceito ainda vagamente definido que descreve sistemas capazes de realizar qualquer tarefa intelectual humana

Hoje, os sistemas de IA existentes ainda são limitados, pois funcionam bem em tarefas específicas. E nem sempre funcionam bem, diga-se de passagem.

Além de um desafio tecnológico, a IAG seria um desafio ético e de segurança.

Eu disse que a IAG pode ser uma questão de tempo. Mas, para um dos principais nomes da tecnologia, nem isso.

Durante participação no podcast do cientista da computação Lex Fridman nesta segunda-feira (23), Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou categoricamente: “Acho que já alcançamos a AGI“.

Jensen Huang é o CEO da empresa mais valiosa do mundo. (Imagem: FotoField/Shutterstock)

Para Fridman, o benchmark da IAG é específico: um sistema que consiga iniciar, crescer e gerir uma empresa de tecnologia de US$ 1 bilhão. Ao ser questionado se isso levaria 5 ou 20 anos, Huang respondeu: “Acho que é agora”.

Para fundamentar sua visão, Huang apontou para o sucesso viral do OpenClaw, uma plataforma de código aberto para agentes de IA. Ele destacou como as pessoas estão usando esses agentes para criar influenciadores digitais, gerir aplicações sociais e até cuidar de “Tamagotchis” modernos, transformando ideias em sucessos instantâneos.

No entanto, o executivo ponderou sobre a efemeridade de algumas dessas aplicações, notando que muitos usuários abandonam as ferramentas após alguns meses de uso.

Apesar da declaração bombástica, Huang deu um leve passo atrás ao final da conversa. Ao ser confrontado com a possibilidade de a IA substituir completamente a liderança humana em larga escala, ele foi realista: “As chances de 100 mil desses agentes construírem a Nvidia são de zero por cento”.

A fala ocorre em um momento em que outros líderes do setor tentam se distanciar do termo “AGI” por considerá-lo saturado de hype, preferindo termos mais técnicos e limitados.

E você? Acredita que já estamos na era da AGI? Eu acho que não…

E, honestamente, nem vejo essa tecnologia com bons olhos. Não por querer colocar freios na inovação. Mas por entender que isso criaria problemas para muito além da nossa capacidade de resolução.

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