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O impacto que a inteligência artificial (IA) terá na vida das pessoas e das empresas será muito maior do que todas as grandes invenções da história. Por isso, segundo Luís Roberto Barroso, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), é preciso começar a discutir como regular a tecnologia, mas sem criar regras que travem a pesquisa […]
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Se, nos bastidores, a eleição presidencial e a guerra entre os EUA e o Irã dominam as conversas do South Summit Brazil, no palco o assunto é outro. A inteligência artificial domina praticamente todos os painéis. Um exemplo é a IA visível e invisível na Renner, que trouxe ao South Summit Brazil os primeiros resultados […]
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O Google informou, nesta quinta-feira (26), a expansão global de seu recurso de busca conversacional com inteligência artificial (IA), o Search Live, para todos os idiomas e localizações onde o Modo IA está disponível. A expansão coloca a ferramenta ao alcance de usuários em mais de 200 países e territórios.
A funcionalidade permite que usuários direcionem a câmera do smartphone para objetos e recebam assistência em tempo real. O sistema possibilita conversas bidirecionais que utilizam o contexto visual capturado pela câmera do dispositivo.
O Search Live foi lançado pela primeira vez em julho de 2025. Antes da expansão global anunciada nesta quinta, o recurso estava disponível apenas nos Estados Unidos e na Índia.
A nova expansão é viabilizada pelo modelo de áudio e voz Gemini 3.1 Flash Live, desenvolvido pelo Google. Segundo a empresa, o modelo oferece conversas mais naturais e intuitivas.
Como usar o Search Live
Para acessar o Search Live, usuários precisam abrir o aplicativo Google em dispositivos Android ou iOS e tocar no ícone Live localizado abaixo da barra de pesquisa;
A partir daí, é possível fazer perguntas em voz alta para receber respostas em áudio e continuar a conversa com questões de acompanhamento;
O Google descreve o recurso como projetado para momentos que exigem ajuda em tempo real, quando digitar uma consulta não é suficiente;
Usuários podem ativar a câmera para adicionar contexto visual, permitindo que o sistema veja o que a câmera captura e ofereça sugestões úteis, além de links para mais informações na web.
Recurso auxilia o usuário na hora de realizar uma busca com o uso da câmera do aparelho (Imagem: Reprodução/Google)
O exemplo dado pela empresa ilustra situações, como perguntar sobre a instalação de uma nova estante. O sistema pode ver por meio da câmera e fornecer orientações específicas baseadas no contexto visual.
Usuários que já estão utilizando a câmera com o Google Lens podem acessar o Search Live tocando na opção “Live” na parte inferior da tela. Esta integração amplia as formas de acesso ao recurso conversacional.
Os usuários também têm a opção de explorar links da web para aprofundar suas pesquisas após receberem as respostas iniciais do sistema.
Expansão do Google Tradutor
Paralelamente ao lançamento global do Search Live, o Google anunciou a expansão do recurso Tradução Ao Vivo do Google Tradutor para iOS. A funcionalidade permite ouvir traduções em tempo real via fones de ouvido.
O Tradutor Ao Vivo também está se expandindo para mais países, incluindo Alemanha, Espanha, França, Nigéria, Itália, Reino Unido, Japão, Bangladesh e Tailândia. Com essa expansão, usuários de Android e iOS podem acessar traduções em tempo real em qualquer par de fones de ouvido em mais de 70 idiomas.
A decisão foi adicionada às diretrizes da plataforma e cita que a razão da proibição é o fato de haver a tendência de artigos escritos por IA violarem “diversas políticas de conteúdo fundamentais da Wikipédia“.
Segundo o The Verge, essa modificação aplica-se à versão em inglês do site. O Olhar Digital entrou em contato com a empresa para saber se a versão brasileira também está sob essa nova regulação e aguarda retorno.
Apesar da proibição, os usuários ainda poderão usar a IA em certos cenários, como o uso de grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês) para “sugerir correções básicas” nos textos, mas apenas se “não introduzir conteúdo próprio“.
Além disso, os editores podem usar a tecnologia para traduzir artigos de outro idioma para o inglês, mas as regras de traduções assistidas por modelos de linguagem devem ser seguidas. Elas dizem que os editores devem ter conhecimento suficiente do idioma original para garantir a precisão da tradução.
Editores ainda podem usar a tecnologia para traduzir artigos de outro idioma para o inglês em certos casos (Imagem: Primakov/Shutterstock)
Além disso, a nova política aponta que algumas pessoas “podem ter estilos de escrita semelhantes aos de mestres em direito” e que os editores precisarão encontrar mais do que “sinais estilísticos ou linguísticos” para justificar restrições às suas capacidades de realizar traduções;
“É melhor considerar a conformidade do texto com as políticas de conteúdo essenciais e as edições recentes feitas pelo editor em questão”, diz a norma;
Essa prática de criação de artigos com IA na Wikipédia vem acontecendo há meses;
Isso fez com que a comunidade implementasse nova política para permitir a “exclusão rápida” de artigos mal escritos;
Além disso, os editores criaram o WikiProject AI Cleanup, que combate o conteúdo escrito por IA e ajuda outros editores a identificar esse tipo de texto.
As mudanças foram propostas por um usuário e deram início às discussões sobre os editores. A proposta foi então aprovada com “apoio esmagador“. Os defensores dela concluíram que essa política “visa problemas flagrantes com o uso de LLM, ao mesmo tempo que permite alguma margem para o que é considerado uso decente”.
Uma equipe internacional de pesquisadores utilizou inteligência artificial (IA) para analisar as emissões de incêndios florestais na Amazônia em 2024, e os resultados são alarmantes.
Segundo o estudo, publicado na revistaGeophysical Research Letters, as emissões de carbono podem ter sido até três vezes maiores do que se estimava até agora, revelando uma dimensão inédita do impacto ambiental.
Em resumo:
Pesquisadores usaram IA para analisar incêndios na Amazônia em 2024;
Emissões de carbono podem ser até três vezes maiores que estimativas;
Incêndios atingiram níveis recordes, afetando Amazônia e Cerrado;
Satélites e modelos estimaram CO como indicador de CO₂ liberado;
Combustão lenta contribuiu significativamente para as emissões daquele ano.
Queimada na Floresta Amazônica brasileira para abrir espaço para pastagem. Crédito: Pedarilhosbr – Shutterstock
Incêndios de 2024 foram os maiores em 20 anos na Amazônia
Os incêndios florestais são recorrentes na região central da América do Sul, agravados pelo desmatamento e pela seca. Em 2024, a atividade de fogo alcançou seu nível mais alto em duas décadas, atingindo vastas áreas da Amazônia e do Cerrado, a savana tropical mais biodiversa do mundo, que cobre cerca de um quinto do Brasil e partes da Bolívia e do Paraguai.
O estudo combinou dados de satélite sobre monóxido de carbono com modelos de incêndios florestais. O monóxido de carbono foi usado como indicador para estimar a emissão de dióxido de carbono, principal gás de efeito estufa. Esse método revelou que as estimativas tradicionais subestimam significativamente o volume de carbono liberado.
De acordo com os pesquisadores, a produção real de carbono pode ter sido entre 1,5 e três vezes maior do que o apontado pelos modelos convencionais. Isso representa um desafio para os cálculos globais de carbono e para os modelos climáticos, que dependem de dados precisos sobre emissões para prever o aquecimento do planeta.
Área queimada e desmatada na Floresta Nacional de Jamanxim, Pará. Crédito: Marcio Isensee – Shutterstock
O estudo foi liderado pela Universidade Técnica de Dresden, em cooperação com o Instituto Meteorológico Real dos Países Baixos (KNMI) e a BeZero Carbon, de Londres, com financiamento da Agência Espacial Europeia (ESA). Uma descoberta importante foi que a combustão lenta, ou seja, brasas que continuam queimando por dias, contribuiu muito para as emissões de 2024.
Jos de Laat, cientista sênior do KNMI, explicou em um comunicado que a pesquisa analisou uma área de cerca de 4 milhões de km², principalmente próxima à fronteira entre Brasil e Bolívia. “Os incêndios e a poluição concentrados ali afetaram a qualidade do ar em toda a região”. Ele acrescentou que os métodos atuais não reproduzem com precisão o que os satélites captam, ignorando fontes importantes de emissões.
Fumaça de incêndios florestais na Amazônia boliviana, em setembro de 2024. Crédito: Dados modificados do Copernicus Sentinel (2024), processados pela ESA.
IA agiliza avaliação de grandes conjuntos de dados
Para melhorar a análise, os cientistas treinaram um sistema de IA capaz de processar grandes volumes de dados rapidamente. Isso permitiu avaliar múltiplos anos e regiões, mesmo com alta demanda computacional. Além disso, combinaram dados das missões Sentinel-2, Sentinel-3 e Sentinel-5P, da ESA, ampliando a precisão das estimativas.
O monóxido de carbono é mais fácil de detectar do espaço do que o dióxido de carbono, que já está presente na atmosfera em níveis elevados e quase constantes. Pequenas variações de CO2 passam despercebidas pelos satélites. Já o monóxido de carbono existe em concentrações muito baixas e variáveis, tornando o aumento gerado pelos incêndios mais fácil de medir.
A pesquisa faz parte do projeto internacional Sense4Fire, financiado pela ESA. O objetivo é entender melhor as condições que favorecem a ignição de incêndios e aprimorar estimativas de emissões de carbono causadas por chamas e brasas. Técnicas avançadas de sensoriamento remoto e modelos computacionais complexos foram aplicados para analisar a vegetação, umidade e condições da superfície.
As imagens comparam estimativas de emissões de incêndios (à esquerda), feitas pelo sistema GFAS do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus (CAMS), com dados reais captados pelo satélite Copernicus Sentinel-5P (à direita). As medições foram feitas sobre áreas do Brasil, Bolívia e Paraguai em setembro de 2024, mostrando diferenças entre modelos e observações diretas do espaço. Crédito: ESA (fonte de dados: J. De Laat et al, 2026).
Stephen Plummer, cientista da agência, destacou que as conclusões ajudam a revisar como calculamos as emissões de CO2, um dos principais gases do efeito estufa. Ele ressaltou que os satélites Sentinel fornecem dados precisos que permitem compreender melhor como a Terra reage aos incêndios e contribuem para melhorar políticas climáticas baseadas em ciência.
O Sentinel-5P, lançado em 2017, possui o espectrômetro Tropomi, capaz de medir gases como CO, metano e dióxido de nitrogênio com resolução inédita. Isso possibilita monitorar a poluição de incêndios em detalhes e integrar informações sobre vegetação e condições do solo, tornando as estimativas de emissões mais precisas do que os métodos tradicionais.
Jos de Laat acrescentou que os métodos e dados gerados serão incorporados em futuros projetos do programa Horizonte Europa e do Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus (CAMS). Isso garante que as novas técnicas continuem a fornecer informações confiáveis e apoiem políticas públicas e científicas sobre mudanças climáticas.
A OpenAI suspendeu indefinidamente o desenvolvimento do “modo adulto” do ChatGPT. A modalidade permitiria ter conversas de natureza sexual com o chatbot, mas foi alvo de críticas dentro da própria desenvolvedora.
A informação foi divulgada pelo site Financial Times. A versão erótica foi arquivada como parte de uma estratégia mais ampla da empresa para focar em seus produtos principais e segue a interrupção do Sora, rede social de vídeos gerados por IA (mais detalhes abaixo).
A decisão ocorre após resistência interna de funcionários e investidores preocupados com os possíveis efeitos nocivos do conteúdo sexualizado de IA na sociedade. De acordo com o FT, a OpenAI quer dedicar mais tempo pesquisando os efeitos de longo prazo desse tipo de interação antes de tomar uma decisão definitiva sobre o produto.
A empresa afirmou que atualmente não há “evidência empírica” sobre esses impactos.
Na semana passada, o Wall Street Journal também reportou que o modo adulto havia sido adiado devido a preocupações internas relacionadas à moderação e proteção de crianças.
Mais cedo nesta semana, OpenAI comunicou interrupção do Sora (Imagem: Tada Images/Shutterstock)
Não foi só o ChatGTP erótico: OpenAI revisita suas prioridades
A suspensão indefinida do projeto ocorre em um momento em que a OpenAI reavalia suas prioridades. A companhia tem enfrentado pressão crescente de rivais no setor de IA, levando a uma estratégia que prioriza produtos centrais em detrimento de funcionalidades experimentais.
Ainda nesta semana, a desenvolvedora comunicou a descontinuação do Sora, aplicativo de geração de vídeos de IA. A ação também faz parte da estratégia de priorizar produtos mais consolidados e rentáveis.
O encerramento resultou na recisão do contrato de US$ 1 bilhão com a Disney. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.
Nesta terça-feira (24), o Google revelou o TurboQuant, uma tecnologia de compressão ultraeficiente que promete mudar a forma como as inteligências artificiais lidam com grandes volumes de informação. O sistema permite que os modelos “lembrem” de muito mais dados ao mesmo tempo em que ocupam menos espaço físico na memória do hardware, tudo isso sem perder a precisão nas respostas.
Para entender o impacto do TurboQuant, é preciso conhecer o KV Cache, que funciona como uma “memória de curto prazo” para a IA. Nessa memória temporária, o sistema anota as características mais importantes de uma conversa ou documento para não precisar reprocessar tudo do zero a cada nova interação.
Atualmente, essa “memória de curto prazo” é o grande vilão do consumo de hardware: quanto mais a IA precisa lembrar, mais memória RAM de alta performance ela exige, o que encarece o serviço e limita a capacidade dos chatbots. O TurboQuant consegue comprimir esses dados em pelo menos 6 vezes, permitindo que a IA lide com contextos imensos de forma muito mais leve e econômica.
PolarQuant e QJL: a matemática da eficiência
O funcionamento do TurboQuant baseia-se em dois pilares técnicos que simplificam o armazenamento de dados:
PolarQuant (troca de coordenadas): em vez de usar mapas complexos para localizar cada bit de informação, o algoritmo converte os dados para um sistema polar (baseado em ângulos e raios). Isso simplifica a geometria dos dados e remove o “peso morto” que métodos antigos de compressão carregavam.
QJL (o revisor de 1 bit): para garantir que nenhuma informação vital seja perdida ao “espremer” os dados, o Google utiliza o QJL. Ele atua como um revisor matemático que elimina distorções, garantindo que a IA continue precisa mesmo operando com arquivos reduzidos.
O “momento DeepSeek” do Google
Segundo o TechCrunch, a inovação está sendo comparada ao “momento DeepSeek” do Google, uma referência ao modelo chinês que provou ser possível alcançar alta performance com custos de hardware reduzidos. Em testes realizados com modelos como Gemma e Mistral, o TurboQuant não apenas economizou espaço, mas também aumentou a velocidade de processamento em até 8 vezes em aceleradores H100.
Embora ainda seja um avanço de laboratório que será detalhado na conferência ICLR 2026, a tecnologia deve ser integrada a sistemas de busca semântica e modelos como o Gemini, tornando as interações com IA muito mais ágeis. É importante notar, porém, que o TurboQuant foca na memória de uso (inferência) e não diminui a necessidade de RAM para o treinamento de novos modelos.
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Na Meta, empresa de Mark Zuckerberg, o C-Level pode ter um papel ainda mais essencial na elevação do valuation da companhia para US$ 9 trilhões, o que representaria um aumento de cerca de 500% em relação ao valor de mercado atual da companhia, de US$ 1,5 trilhão. A estratégia da empresa é incentivá-los a expandir […]
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A ideia de navegar por sites, comparar preços e decidir manualmente uma compra pode estar com os dias contados. No lugar desse modelo, começa a ganhar espaço o chamado agent commerce, em que o consumidor pode delegar a agentes de inteligência artificial a jornada de consumo, da busca pelo produto até o pagamento. Essa transformação […]
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Não são poucas as facetas de Salim Ismail. Aos 60 anos, o indo-canadense foi vice-presidente do Yahoo e um dos fundadores da Singularity University. E, hoje, divide seu tempo entre as personas de escritor, palestrante, podcaster, estrategista, futurista, investidor e empreendedor, à frente da OpenExO. Com essa bagagem, ele desembarcou nesta semana em Porto Alegre, […]
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