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IA do Google pode ser treinada com código de apps Android

O Google estaria oferecendo pagamento a desenvolvedores da Play Store para ter acesso ao código de aplicativos Android e usar esse material no treinamento de suas ferramentas de inteligência artificial. A informação foi revelada pela 404 Media.

A proposta faz parte de um programa piloto confidencial e envolve tanto aplicativos ativos quanto projetos antigos, o que acabou levantando novas discussões sobre como esses dados podem ser usados no desenvolvimento de IA.

Programa piloto do Google envolve acesso a código-fonte de apps da Play Store, incluindo projetos antigos, para treinar IA. Imagem: PixieMe/Shutterstock

Como funciona a iniciativa do Google

Segundo e-mails enviados a desenvolvedores, o Google convidou um grupo seleto de criadores da Play Store para participar de um “projeto piloto de oferta de conteúdo”. A ideia é simples: pagar para ter acesso ao código e, assim, gerar uma fonte extra de receita para quem aceitar participar.

Na prática, a empresa quer trabalhar com bases de código reais para melhorar suas ferramentas de desenvolvimento e produtos de IA. Esse material inclui desde aplicativos que estão em funcionamento até projetos que já foram abandonados ou arquivados.

Entre os principais pontos da oferta estão:

  • pagamento pelo acesso ao código-fonte;
  • inclusão de projetos antigos e protótipos;
  • uso do código para treinar ferramentas de IA;
  • manutenção dos direitos de propriedade pelos desenvolvedores;
  • contrato não exclusivo, permitindo outros usos do código.

Mesmo que o e-mail nem sempre fale diretamente sobre inteligência artificial, os links presentes nele levam a páginas que deixam claro o foco em melhorar produtos de IA do Google.

notebook com várias linhas coloridas de código na tela
Google e desenvolvedores discutem uso de código de aplicativos para evolução de ferramentas de IA. Reprodução: Chris Ried/Unsplash – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

Por que o Google está buscando esse tipo de dado

Esse movimento acontece em meio a uma disputa intensa entre grandes empresas de tecnologia pelo avanço em inteligência artificial, principalmente na área de geração de código. Empresas como Microsoft, com o Copilot, e a Anthropic, com o Claude, já têm forte presença nesse mercado.

Segundo a reportagem, essa estratégia também pode indicar que o Google ainda enfrenta dificuldades para encontrar dados suficientes e de boa qualidade na web aberta para treinar seus modelos.

A empresa já fez algo parecido antes, como no acordo de US$ 60 milhões (cerca de R$ 300 milhões) com o Reddit para acesso a conteúdos da plataforma.

Gemini vs ChatGPT vs Claude:
Desenvolvedores relatam termos pouco claros em iniciativa do Google que usa código de apps para treinar IA. Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Debate sobre dados e transparência

O ponto mais sensível dessa iniciativa é a transparência. Desenvolvedores ouvidos pela reportagem afirmam que o programa é apresentado como confidencial e que a participação seria voluntária, mas com termos que nem sempre são totalmente claros.

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O Google, por outro lado, diz que o objetivo é “ajudar a aprimorar ferramentas e produtos”, reforçando que o código compartilhado continua sendo propriedade dos desenvolvedores.

Ainda assim, o caso levanta dúvidas sobre até que ponto empresas podem usar código de terceiros para treinar sistemas de IA, especialmente em um cenário em que dados de qualidade se tornaram um dos principais desafios do setor.

O que isso pode mudar no futuro

Se o projeto avançar, o Google pode ampliar bastante o acesso a códigos reais de aplicativos, o que tende a melhorar o desempenho de suas ferramentas de programação por IA.

Ao mesmo tempo, essa iniciativa pode abrir uma nova forma de renda para desenvolvedores, que passariam a ganhar não só com seus aplicativos, mas também com o código por trás deles.

No fim, o debate continua girando em torno do equilíbrio entre inovação, privacidade e uso de dados — um tema que segue no centro das discussões sobre inteligência artificial.

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mulher ouvindo msica na academia 1024x683

Smartphones Android ganham IA que prevê hábitos dos usuários

Recentemente, o Google iniciou a liberação de um novo recurso de inteligência artificial no Android, chamado “contextual suggestions”. O software foi projetado para antecipar ações do usuário com base em hábitos diários e localização, como sugerir tarefas que podem ser úteis em momentos específicos e indicar playlists quando o usuário chega à academia.

Segundo o Android Authority, a novidade começou a aparecer em alguns dispositivos da linha Pixel 10, os quais rodam o sistema operacional Android 16. Embora ainda não tenha sido oficialmente anunciado pela empresa, o recurso já estaria ativo em versões estáveis do sistema em parte dos aparelhos.

A proposta inclui exemplos como recomendações de músicas em rotinas de treino ou sugestões de transmissão de conteúdo para a televisão em horários habituais, como jogos esportivos nos fins de semana.

Para quem tem pressa:

  • Android passa a testar IA que sugere ações com base em hábitos e localização do usuário;
  • Recurso já aparece em alguns Pixel recentes, mas ainda sem anúncio oficial de expansão;
  • Google diz que dados ficam no aparelho e que usuário pode controlar permissões nas configurações.

Funcionamento e testes iniciais do novo recurso

Mulher ouvindo música na academia pelo fone de ouvido – (Reprodução: Caley Vanular/Unsplash)

O recurso de sugestões contextuais do Android foi inicialmente identificado em ambiente de testes ligado aos serviços do Google, mas passou a ser observado também fora desse estágio experimental. Relatos de veículos especializados indicam que ele já aparece em alguns dispositivos mais recentes da linha Pixel, sem necessidade de ativação manual.

A proposta do sistema é analisar padrões de uso e localização para antecipar ações que possam ser úteis em determinados momentos do dia. A ideia é reduzir etapas do usuário ao oferecer atalhos baseados em comportamento recorrente.

Segundo informações atribuídas ao Google, o processamento dessas sugestões ocorre dentro de um ambiente protegido no próprio aparelho. A empresa descreve que o sistema aprende com os dados do usuário, mas sem compartilhá-los com serviços externos ou terceiros.

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A nova IA do Google também pode descobrir a sua localização para sugerir novos hábitos (Imagem: R.bussarin/Shutterstock)

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Também é mencionado que o usuário pode limitar o uso de dados como localização diretamente nas configurações do recurso. As opções de gerenciamento ficam dentro do menu de serviços do Google no Android.

O novo sistema se aproxima de outras iniciativas recentes do Google baseadas em contexto, como o Magic Cue, recurso presente em dispositivos Pixel que sugere informações úteis de forma proativa em diferentes situações de uso, como dados de contatos ou endereços durante interações em aplicativos.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma liberação ampla do recurso para todos os aparelhos Android. O que se observa é uma presença inicial em determinados modelos e versões do sistema, sem anúncio completo de expansão global.

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