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Agora você pode ter o agente de IA mais falado do momento no seu celular

A OpenClaw lançou seus aplicativos para iOS e Android e passou a levar agentes de inteligência artificial diretamente para as lojas oficiais da Apple e do Google. A novidade coloca a chamada IA “agentic” dentro dos smartphones de forma mais acessível.

Com os apps, o assistente consegue atuar dentro do próprio celular, executando tarefas a partir das permissões liberadas pelo usuário, explica o Engadget.

Nova tecnologia transforma o smartphone em uma plataforma integrada com inteligência artificial mais autônoma. – Imagem: Stockinq/Shutterstock.com

IA começa a atuar dentro do celular

Os aplicativos permitem liberar acesso a funções importantes do aparelho, como câmera, localização, fotos, contatos, calendário e lembretes.

Na prática, o smartphone passa a funcionar de forma mais conectada à IA, que consegue executar ações sem tanta intervenção direta do usuário.

Entre os recursos disponíveis estão:

  • Uso da câmera e da galeria
  • Acesso à localização em tempo real
  • Integração com contatos e calendário
  • Gerenciamento de tarefas e lembretes
  • Interação direta com o assistente de IA

Projeto open source continua em expansão

A OpenClaw hoje funciona como uma fundação de código aberto, a OpenClaw Foundation. O projeto ganhou força mesmo após a saída do fundador Peter Steinberger, que passou a atuar na OpenAI.

Segundo informações divulgadas no anúncio, a OpenAI oferece apoio indireto ao desenvolvimento.

Logo da Apple em uma fachada de uma loja
Apple mantém regras rígidas e já bloqueou apps de IA com comportamento autônomo na App Store. – Imagem: ABCDstock/Shutterstock

Apple mantém restrições à tecnologia

A chegada desse tipo de aplicativo ainda enfrenta barreiras na Apple, que adota uma revisão rigorosa na App Store. Ferramentas semelhantes já foram bloqueadas por questões de segurança ligadas à chamada “vibe coding”, baseada em comandos em linguagem natural.

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Antes dos apps oficiais, o uso desses agentes acontecia principalmente por meio de aplicativos de mensagens como Telegram e WhatsApp.

Nova etapa da IA nos smartphones

Com os aplicativos liberados, a interação com inteligência artificial se torna mais direta no celular. Ao mesmo tempo, cresce o debate sobre segurança e o nível de autonomia dessas ferramentas dentro dos dispositivos móveis.

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Google alertou 11,4 milhões de pessoas antes de terremoto mortal

O Google enviou alertas de terremoto para 11,4 milhões de pessoas antes dos fortes tremores que atingiram a Venezuela. A tecnologia utilizou celulares Android para identificar rapidamente as primeiras vibrações e avisar moradores antes da chegada das ondas mais destrutivas.

Sem um sistema nacional de alerta, o país contou com o recurso da empresa para antecipar parte dos impactos dos terremotos que deixaram mais de mil mortos, segundo o The New York Times.

Dois terremotos em apenas 39 segundos desafiaram o sistema, que conseguiu avisar milhões de usuários. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O sensor do celular que virou aliado contra terremotos

Como explicamos, o sistema de alerta de terremotos do Android aproveita um componente que já existe nos smartphones: o acelerômetro. É ele que identifica se o aparelho está na posição vertical ou horizontal e, em determinadas condições, também consegue reconhecer vibrações típicas de um abalo sísmico.

Curiosamente, o sensor faz parte da rotina do celular e normalmente passa despercebido pelo usuário. Para detectar um terremoto, porém, o aparelho precisa estar parado sobre uma superfície plana. Se estiver no bolso ou sendo carregado, a identificação não acontece.

Quando vários celulares próximos registram esse mesmo padrão, os dados são enviados ao Google. A empresa cruza essas informações para estimar a localização e a magnitude do tremor antes de disparar os avisos.

Entre as funções do sistema estão:

  • detectar vibrações por meio do acelerômetro;
  • comparar informações enviadas por celulares próximos;
  • calcular onde ocorreu o tremor e sua intensidade;
  • enviar alertas para as áreas com maior risco.

A corrida contra o tempo

A Venezuela foi atingida por dois terremotos em sequência, e vem sofrendo outros abalos de menor intensidade. O primeiro teve magnitude 7,2. Apenas 39 segundos depois, ocorreu outro, de magnitude 7,5, o mais forte registrado no país desde 1900.

O Google identificou o primeiro sinal do abalo apenas três segundos após a chegada da primeira onda sísmica. Em seguida, precisou de mais seis segundos para confirmar o evento e iniciar o envio das notificações.

Pode parecer pouco, mas esse intervalo é suficiente para que parte da população receba um aviso antes da chegada da segunda onda, que é mais lenta e também a mais destrutiva.

Bombeiros trabalhando em escombros após terremoto
O sistema do Android já detectou mais de 18 mil terremotos e enviou cerca de 790 milhões de alertas no mundo. – Imagem: Frame Stock Footage/Shutterstock

Nem todo mundo recebeu o mesmo alerta

Os avisos variaram conforme a intensidade prevista para cada região. Nas áreas de maior risco, a mensagem ocupava toda a tela do celular, emitia um som de emergência e orientava o usuário a agir imediatamente.

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Ao todo, 1,4 milhão de pessoas receberam o alerta máximo. Considerando todos os níveis de aviso, 11,4 milhões de usuários foram notificados.

Quem estava mais distante do epicentro ganhou mais tempo para reagir e, em alguns casos, recebeu a notificação até dois minutos antes de sentir o tremor. Segundo o Google, o recurso já detectou mais de 18 mil terremotos e enviou cerca de 790 milhões de alertas em mais de 100 países. Na Venezuela, a tecnologia acabou suprindo a falta de um sistema nacional de aviso antecipado.

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IA do Google pode ser treinada com código de apps Android

O Google estaria oferecendo pagamento a desenvolvedores da Play Store para ter acesso ao código de aplicativos Android e usar esse material no treinamento de suas ferramentas de inteligência artificial. A informação foi revelada pela 404 Media.

A proposta faz parte de um programa piloto confidencial e envolve tanto aplicativos ativos quanto projetos antigos, o que acabou levantando novas discussões sobre como esses dados podem ser usados no desenvolvimento de IA.

Programa piloto do Google envolve acesso a código-fonte de apps da Play Store, incluindo projetos antigos, para treinar IA. Imagem: PixieMe/Shutterstock

Como funciona a iniciativa do Google

Segundo e-mails enviados a desenvolvedores, o Google convidou um grupo seleto de criadores da Play Store para participar de um “projeto piloto de oferta de conteúdo”. A ideia é simples: pagar para ter acesso ao código e, assim, gerar uma fonte extra de receita para quem aceitar participar.

Na prática, a empresa quer trabalhar com bases de código reais para melhorar suas ferramentas de desenvolvimento e produtos de IA. Esse material inclui desde aplicativos que estão em funcionamento até projetos que já foram abandonados ou arquivados.

Entre os principais pontos da oferta estão:

  • pagamento pelo acesso ao código-fonte;
  • inclusão de projetos antigos e protótipos;
  • uso do código para treinar ferramentas de IA;
  • manutenção dos direitos de propriedade pelos desenvolvedores;
  • contrato não exclusivo, permitindo outros usos do código.

Mesmo que o e-mail nem sempre fale diretamente sobre inteligência artificial, os links presentes nele levam a páginas que deixam claro o foco em melhorar produtos de IA do Google.

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Google e desenvolvedores discutem uso de código de aplicativos para evolução de ferramentas de IA. Reprodução: Chris Ried/Unsplash – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

Por que o Google está buscando esse tipo de dado

Esse movimento acontece em meio a uma disputa intensa entre grandes empresas de tecnologia pelo avanço em inteligência artificial, principalmente na área de geração de código. Empresas como Microsoft, com o Copilot, e a Anthropic, com o Claude, já têm forte presença nesse mercado.

Segundo a reportagem, essa estratégia também pode indicar que o Google ainda enfrenta dificuldades para encontrar dados suficientes e de boa qualidade na web aberta para treinar seus modelos.

A empresa já fez algo parecido antes, como no acordo de US$ 60 milhões (cerca de R$ 300 milhões) com o Reddit para acesso a conteúdos da plataforma.

Gemini vs ChatGPT vs Claude:
Desenvolvedores relatam termos pouco claros em iniciativa do Google que usa código de apps para treinar IA. Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Debate sobre dados e transparência

O ponto mais sensível dessa iniciativa é a transparência. Desenvolvedores ouvidos pela reportagem afirmam que o programa é apresentado como confidencial e que a participação seria voluntária, mas com termos que nem sempre são totalmente claros.

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O Google, por outro lado, diz que o objetivo é “ajudar a aprimorar ferramentas e produtos”, reforçando que o código compartilhado continua sendo propriedade dos desenvolvedores.

Ainda assim, o caso levanta dúvidas sobre até que ponto empresas podem usar código de terceiros para treinar sistemas de IA, especialmente em um cenário em que dados de qualidade se tornaram um dos principais desafios do setor.

O que isso pode mudar no futuro

Se o projeto avançar, o Google pode ampliar bastante o acesso a códigos reais de aplicativos, o que tende a melhorar o desempenho de suas ferramentas de programação por IA.

Ao mesmo tempo, essa iniciativa pode abrir uma nova forma de renda para desenvolvedores, que passariam a ganhar não só com seus aplicativos, mas também com o código por trás deles.

No fim, o debate continua girando em torno do equilíbrio entre inovação, privacidade e uso de dados — um tema que segue no centro das discussões sobre inteligência artificial.

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Smartphones Android ganham IA que prevê hábitos dos usuários

Recentemente, o Google iniciou a liberação de um novo recurso de inteligência artificial no Android, chamado “contextual suggestions”. O software foi projetado para antecipar ações do usuário com base em hábitos diários e localização, como sugerir tarefas que podem ser úteis em momentos específicos e indicar playlists quando o usuário chega à academia.

Segundo o Android Authority, a novidade começou a aparecer em alguns dispositivos da linha Pixel 10, os quais rodam o sistema operacional Android 16. Embora ainda não tenha sido oficialmente anunciado pela empresa, o recurso já estaria ativo em versões estáveis do sistema em parte dos aparelhos.

A proposta inclui exemplos como recomendações de músicas em rotinas de treino ou sugestões de transmissão de conteúdo para a televisão em horários habituais, como jogos esportivos nos fins de semana.

Para quem tem pressa:

  • Android passa a testar IA que sugere ações com base em hábitos e localização do usuário;
  • Recurso já aparece em alguns Pixel recentes, mas ainda sem anúncio oficial de expansão;
  • Google diz que dados ficam no aparelho e que usuário pode controlar permissões nas configurações.

Funcionamento e testes iniciais do novo recurso

Mulher ouvindo música na academia pelo fone de ouvido – (Reprodução: Caley Vanular/Unsplash)

O recurso de sugestões contextuais do Android foi inicialmente identificado em ambiente de testes ligado aos serviços do Google, mas passou a ser observado também fora desse estágio experimental. Relatos de veículos especializados indicam que ele já aparece em alguns dispositivos mais recentes da linha Pixel, sem necessidade de ativação manual.

A proposta do sistema é analisar padrões de uso e localização para antecipar ações que possam ser úteis em determinados momentos do dia. A ideia é reduzir etapas do usuário ao oferecer atalhos baseados em comportamento recorrente.

Segundo informações atribuídas ao Google, o processamento dessas sugestões ocorre dentro de um ambiente protegido no próprio aparelho. A empresa descreve que o sistema aprende com os dados do usuário, mas sem compartilhá-los com serviços externos ou terceiros.

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A nova IA do Google também pode descobrir a sua localização para sugerir novos hábitos (Imagem: R.bussarin/Shutterstock)

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Também é mencionado que o usuário pode limitar o uso de dados como localização diretamente nas configurações do recurso. As opções de gerenciamento ficam dentro do menu de serviços do Google no Android.

O novo sistema se aproxima de outras iniciativas recentes do Google baseadas em contexto, como o Magic Cue, recurso presente em dispositivos Pixel que sugere informações úteis de forma proativa em diferentes situações de uso, como dados de contatos ou endereços durante interações em aplicativos.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma liberação ampla do recurso para todos os aparelhos Android. O que se observa é uma presença inicial em determinados modelos e versões do sistema, sem anúncio completo de expansão global.

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