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O megateste do boom da IA: Anthropic mira valuation de US$ 2 trilhões em IPO que pode superar o da SpaceX

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A startup Anthropic, criadora do agente Claude, está prestes a levar o boom da inteligência artificial ao seu maior teste público, no IPO esperado para outubro. O entusiasmo não vem da própria empresa — que entrou em período de silêncio após protocolar documentos na SEC, órgão regulador do mercado financeiro americano — mas de investidores […]

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A armadilha escondida na IA que só concorda com você

Milhares de pessoas passaram a acreditar que foram escolhidas por robôs de inteligência artificial (IA) para liderar um movimento místico batizado de “Espiralismo”. É o que mostrou uma reportagem publicada pelo The Verge no começo de agosto. Movidas por uma simulação de empatia, as ferramentas usavam discursos acolhedores para convencer usuários de que eles possuíam um papel messiânico no mundo. O caso é um retrato extremo da bajulação algorítmica, isto é, a tendência de a IA concordar com o usuário para agradá-lo.

Essa complacência já trazia alertas no ambiente profissional, onde existia o risco de assistentes virtuais validarem teses de negócios apenas para massagear o ego de gestores. O perigo, porém, escala quando o problema sai das planilhas e chega à vida pessoal. Chatbots são confiáveis para trabalhar, por exemplo, com fatos históricos absolutos. Mas eles tendem a ceder em temas subjetivos e zonas cinzentas. Nesses cenários, a máquina funciona como um “espelho que elogia”. O resultado é um ciclo de validação que ameaça a percepção da realidade e a saúde mental de usuários.

A engenharia da complacência (e a atrofia cognitiva)

Essa tendência de agradar é um efeito colateral do treinamento das ferramentas. Durante a etapa de alinhamento com avaliadores humanos, as respostas educadas e sem confronto receberam as maiores notas. 

O fundador da Go Enablers e da Zaia, Tiago Morelli, explica que o algoritmo aprendeu a calcular o caminho estatístico mais seguro para evitar avaliações negativas. “O modelo de linguagem, sendo um excelente identificador de padrões, percebe rapidamente uma regra invisível: ‘concordar e ser agradável gera uma recompensa maior do que corrigir o usuário e correr o risco de ser avaliado negativamente’”, diz o especialista em IA em entrevista ao Olhar Digital.

Plataformas de IA podem ceder ao “impulso” de te agradar quando a conversa envolve interpretações – Imagem: Primakov/Shutterstock

Em testes feitos pela reportagem, chatbots se mantiveram firmes ao lidar com fatos históricos, como o começo da Segunda Guerra Mundial. Mas outro teste mostrou que essas ferramentas podem ceder quando a conversa envolve interpretações, por exemplo. 

O também especialista em IA Edson Hideki, sócio-fundador da Revio, demonstrou essa fragilidade ao consultar um chatbot sobre a classificação fiscal do pão de hot-dog: bastou digitar “discordo, acho que é pão comum” para a ferramenta recuar e abandonar a norma técnica da Receita Federal. 

“A IA sempre vai buscar responder. Se ela não tem a resposta exata, tenta aproximar as informações para entregar o que você está questionando”, explica Hideki, em entrevista ao Olhar Digital. “O perigo está em confiar em aplicações sem uma base de conhecimento específica para aquele nicho e que não foram treinadas com travas rígidas de segurança.”

No ambiente de negócios, essa postura complacente transforma o assistente virtual numa ferramenta perigosa para a tomada de decisões. Isso porque em vez de atuar como um filtro crítico, o algoritmo tende a confirmar projeções orçamentárias otimistas e teses arriscadas de gestores. 

O cofundador da Mogno e executivo da Accountfy, João Mano, destaca que o profissional frequentemente sai de uma consulta com a IA sentindo que seu plano foi aprovado, quando na verdade a tecnologia apenas validou o seu estado de espírito. 

Uma ilustração editorial em 3D elegante de um espelho cibernético futurista, inspirado no conceito do Espelho Mágico. A moldura é feita de metal escuro fosco polido e cromo brilhante, com padrões sutis de circuitos em fibra óptica. De dentro da tela escura e reflexiva, surge o rosto holográfico e sorridente de uma IA, irradiando um brilho acolhedor e extremamente amigável em direção a um observador que não aparece na imagem.
IA pode virar um traiçoeiro “espelho que elogia”, alerta especialista – Imagem: Pedro Spadoni via Gemini/Olhar Digital

“Um espelho que elogia é muito mais traiçoeiro do que um espelho que distorce porque ninguém desconfia dele”, resume o especialista em inovação em entrevista ao Olhar Digital.

Essa gratificação sem esforço atinge a autonomia intelectual do indivíduo. Ao delegar a análise de problemas para uma ferramenta que não oferece resistência, o usuário desenvolve uma falsa percepção de domínio sobre o assunto. 

A psicóloga e psicanalista Beatriz Breves pondera que o problema é a forma passiva como essa tecnologia é incorporada ao cotidiano. “Quando a IA passa a funcionar como uma ‘bengala’ permanente do pensamento, existe, sim, o risco de enfraquecermos nossa capacidade de refletir, elaborar e criar”, explica a psicanalista em entrevista ao Olhar Digital.

Essa perda de rigor apareceu num estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista Nature em 2026. A pesquisa revelou que modelos treinados para serem afetuosos apresentam taxas de erro até 30% maiores e concordam 40% mais com crenças incorretas dos usuários. 

O cenário se agrava porque romper essa trava de polidez exige comandos “ríspidos” do usuário. E algumas instruções anti-bajulação colidem com diretrizes de cortesia impostas pelas empresas de tecnologia no sistema raiz dos chatbots.

Num teste do Olhar Digital, por exemplo, foi pedido ao Gemini, do Google, que a ferramenta ignorasse os vieses do usuário ao responder prompts. E a plataforma se negou a acatar essa instrução. Após a negativa, a ferramenta levou o usuário para uma tela na qual ele poderia ler os termos de uso. Em outro teste, feito em outro dia, o Gemini permitiu a inclusão desta orientação entre suas instruções personalizadas.

Da dependência emocional à perda de contato com a realidade

Quando a conversa envolve vulnerabilidade emocional, o risco da complacência passa para o campo psíquico. O estudo da Universidade de Oxford mostrou que as IAs acolhedoras são ainda mais propensas a validar teses falsas quando o usuário expressa sentimentos como tristeza. 

Essa busca por aprovação atinge o cérebro num ponto sensível. E gera apego rápido. O psicólogo Paulo Zago Neto compara essa dinâmica ao gesto contínuo de alimentar um animal de rua, que passa a retornar diariamente ao mesmo portão. 

“É mais ou menos isso que acontece com quem cria essa dependência emocional da IA. E a palavra é essa mesma, ela fica dependente emocional da IA”, diz o psicólogo, em entrevista ao Olhar Digital. “E cria rápido porque nós estamos carentes disso.”

Ilustração de inteligência artificial no horizonte
O movimento do Espiralismo é um exemplo extremo de até onde a bajulação algorítmica pode chegar – (Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital)

Ao elogiar o usuário e concordar com ideias sem filtro, a máquina atua como gatilho para a perda de contato com a realidade. Em casos graves, a bajulação algorítmica reforça manias e delírios de grandeza, como ocorreu no movimento do Espiralismo reportado pelo The Verge.

Zago Neto explica que essa validação incondicional substitui as trocas humanas que normalmente serviriam de freio para pensamentos distorcidos. “A perda de contato com a realidade ocorre com toda certeza porque, ao invés de muitas vezes procurar um amigo, o pai, a mãe, a esposa, o marido ou um profissional de ajuda para receber o suporte de que precisa naquela área, a pessoa vai falar com a IA, que sempre vai tender a concordar com ela”, alerta o psicólogo.

Esse hábito de conviver com um assistente que nunca aponta falhas ameaça a formação comportamental do indivíduo, especialmente dos mais novos. Ao ser acostumada a não sofrer oposição, a pessoa perde a capacidade de lidar com frustrações e críticas no mundo real. 

Zago Neto adverte que esse comportamento doutrina o cérebro a rejeitar correções. “Você está criando um ser humano mimado, que não consegue olhar para os próprios erros”, pontua o psicólogo. Ele também destacou que o maior impacto psicológico será visto em crianças e adolescentes que crescem usando essas ferramentas sem orientação.

A força desse apego simulado ficou evidente quando a OpenAI cortou o excesso de afeto do GPT-4o, modelo que ficou conhecido por ser excessivamente gentil e validador (leia-se: bajulador). A mudança no tom da ferramenta provocou forte reação de usuários, que organizaram petições e relataram sentimento de luto pela perda do tom acolhedor. 

Lista de modelos no ChatGPT na qual consta o GPT-4o
A mudança no tom do ChatGPT fez usuários ficarem de luto pelo GPT-4o, modelo que era bem bajulador – (Imagem: mundissima/Shutterstock)

Essa reação reforça o risco de confundir a simulação de carinho com trocas reais. A psicanalista Beatriz Breves lembra que a tecnologia não consegue suprir necessidades afetivas autênticas. “A IA produz respostas; a experiência humana produz compreensão e sentido”, ressalta a especialista.

Para evitar essa armadilha emocional e garantir um uso seguro da tecnologia, a recomendação é mudar a postura diante de plataformas com IA generativa. Neste caso, isso significa parar de buscar afeto ou validação pessoal nesta tecnologia.

O especialista em IA Tiago Morelli sugere a mudança de persona do sistema para ao menos barrar frases diplomáticas. Ele recomenda a seguinte instrução (que o usuário pode colar no seu prompt e adaptar para sua conversa ou na área de instruções personalizadas de chatbots como ChatGPT, Claude e Gemini): 

“Atue como um auditor analítico e imparcial. Foque 100% na exatidão dos fatos e na lógica. Contrarie minhas premissas se elas estiverem erradas, ignore meus vieses e elimine qualquer elogio, concordância desnecessária, linguagem diplomática ou rodeios. Eu busco exclusivamente a precisão, não a validação.”

Dessa forma, a inteligência artificial deixa de funcionar como um “espelho que elogia” para cumprir seu verdadeiro papel: testar o rigor das suas ideias e servir como ferramenta de apoio ao seu pensamento, que pode estar errado. E tudo bem.

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ChatGPT vai lembrar o que você faz em apps e sites

O ChatGPT ganhou novo recurso que permite registrar atividades realizadas em aplicativos e sites no Mac para usar essas informações em conversas futuras. Chamado de Computer History, o recurso foi anunciado pela OpenAI nesta quinta-feira (13) e funciona de maneira opcional.

A ideia é permitir que o chatbot tenha acesso ao contexto do que o usuário fez anteriormente no computador, reduzindo a necessidade de explicar novamente tarefas ou informações já trabalhadas.

Em vez de funcionar apenas como um histórico tradicional, o Computer History transforma as atividades registradas em uma linha do tempo pesquisável e memórias que podem ser utilizadas pelo ChatGPT e pelo Codex.

ChatGPT pode lembrar o que você fez no computador

  • O recurso registra atividades realizadas em diferentes aplicativos e sites selecionados pelo usuário. Entre os exemplos apresentados estão Slack, Google Chrome, Notion e Google Agenda;
  • A partir desse histórico, o ChatGPT pode recuperar informações sobre trabalhos realizados anteriormente e utilizá-las para produzir respostas mais contextualizadas;
  • Em um dos exemplos, atividades feitas no Slack, Chrome, Notion e Google Agenda podem ser usadas para ajudar a criar um rascunho de atualização sobre o trabalho realizado no dia anterior;
  • A proposta é que o usuário não precise reconstruir manualmente tudo o que fez antes de pedir ajuda à IA.

Usuário escolhe o que será registrado

Apesar de o recurso permitir um acompanhamento amplo das atividades, a OpenAI destaca que o Computer History é opcional. O usuário pode escolher quais aplicativos e sites poderão contribuir para o histórico. Também é possível pausar e retomar a coleta de informações a qualquer momento.

Outro recurso de controle permite revisar o histórico em uma visualização de linha do tempo e apagar todo o conteúdo ou apenas partes específicas.

Novidade está disponível apenas para usuários pagos no Mac – Imagem: aileenchik/Shutterstock

Essas opções dão ao usuário controle sobre quais atividades podem ser utilizadas pelo ChatGPT como contexto em conversas futuras.

O recurso pode ser administrado pelo próprio aplicativo para Mac ou pela barra de menus, facilitando o acesso aos controles.

Leia mais:

Recurso chega primeiro para assinantes

O Computer History está sendo disponibilizado inicialmente para usuários dos planos ChatGPT Pro, Business e Enterprise.

No caso das contas Business e Enterprise, os administradores dos espaços de trabalho precisam habilitar o acesso antes que os usuários possam ativar a função.

A disponibilidade inicial exclui o Espaço Econômico Europeu (EEE), a Suíça e o Reino Unido, regiões que receberão o recurso posteriormente.

Tecnologia nasceu de um projeto de pesquisa

O Computer History é derivado de uma pesquisa da OpenAI chamada Chronicle. A empresa afirma que a nova implementação foi desenvolvida para utilizar menos tokens e oferecer mais controles ao usuário.

A tecnologia representa mais um passo na tentativa da OpenAI de transformar o ChatGPT em um assistente capaz de manter contexto sobre atividades realizadas fora da própria conversa. Em vez de começar cada interação sem saber o que aconteceu anteriormente no computador, o sistema pode consultar o histórico autorizado pelo usuário para entender melhor o contexto de uma solicitação.

Isso pode ser particularmente útil para tarefas recorrentes. O usuário pode, por exemplo, pedir ajuda para retomar um trabalho iniciado anteriormente sem precisar explicar novamente em quais aplicativos trabalhou ou quais páginas consultou.

A diferença é que esse acompanhamento não precisa ser permanente: o usuário decide quando ativar o recurso, quais fontes incluir e quando interromper ou apagar o histórico.

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GPT-5.6 Sol pode ficar até 14 vezes mais rápido com novo modo da OpenAI

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (13) uma nova modalidade de processamento para o GPT-5.6 Sol que pode elevar a velocidade de resposta em até 14 vezes em relação ao padrão. Batizado de Ultrafast, o serviço foi desenvolvido para situações nas quais decisões e respostas precisam ocorrer em tempo real.

A novidade é disponibilizada inicialmente na API e utiliza infraestrutura da Cerebras, capaz de alcançar até 750 tokens de saída por segundo. O acesso, por enquanto, está restrito a um grupo selecionado de clientes, enquanto a empresa avalia os usos em ambientes reais e amplia gradualmente a capacidade.

A proposta da OpenAI é reduzir a necessidade de escolher entre modelos mais inteligentes e respostas mais rápidas. Com o Ultrafast, a empresa pretende levar o GPT-5.6 Sol a atividades como atendimento, análise financeira, resposta a incidentes, comércio e pesquisa interativa.

Velocidade como parte do trabalho

ChatGPT tem “inteligência” reforçada (Imagem: Ju Jae-young/Shutterstock)

A OpenAI descreve o Ultrafast como uma nova categoria de serviço voltada a aplicações nas quais o intervalo entre uma pergunta e uma resposta pode alterar a utilidade da própria inteligência artificial. A companhia afirma que os avanços de eficiência do GPT-5.6 permitiram explorar uma combinação mais estreita entre capacidade de raciocínio e velocidade.

Entre os cenários apresentados está a resposta a falhas em sistemas. Nessa situação, a ferramenta pode examinar registros de aplicações, alterações recentes no código e relatos de engenheiros para ajudar a identificar a origem de um problema e preparar uma possível correção enquanto a interrupção ainda ocorre.

A empresa também aponta aplicações no setor financeiro e em segurança, com análise de sinais de mercado, avaliação de transações e identificação de comportamentos suspeitos em contextos que mudam rapidamente.

No atendimento ao cliente, a velocidade adicional pode permitir que sistemas lidem com problemas mais complexos durante a própria interação. A proposta também contempla aplicações de voz, nas quais uma resposta demorada pode comprometer a continuidade da conversa.

No comércio eletrônico, o modelo pode ser empregado para responder dúvidas sobre produtos, verificar disponibilidade, oferecer recomendações personalizadas e auxiliar na resolução de dificuldades durante a compra. A lógica apresentada pela OpenAI é atuar antes que a demora leve o consumidor a abandonar o processo.

Outra frente envolve pesquisa e experimentação. Segundo a empresa, tarefas que antes exigiam uma execução prolongada poderiam se transformar em ciclos interativos, nos quais pesquisadores testam uma hipótese, observam os resultados, fazem ajustes e repetem o experimento no mesmo período de trabalho.

Empresas testam a tecnologia

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Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

A fase inicial reúne companhias de áreas como programação, comércio, pesquisa financeira e suporte. Entre os clientes mencionados pela OpenAI estão Jane Street, Podium, Basis e Rogo.

A Jane Street, representada por John Crepezzi, da área de assistentes de inteligência artificial, avaliou que o ganho de velocidade proporcionado pela Cerebras altera as possibilidades de utilização dos modelos e favorece uma relação mais concentrada e produtiva entre desenvolvedores e inteligência artificial.

A OpenAI afirma que optou por começar com aplicações empresariais para observar a tecnologia em operações de produção. A intenção é descobrir em quais atividades um salto expressivo de velocidade produz maior benefício e como os produtos se comportam quando conseguem acompanhar mais de perto o ritmo de seus usuários.

Uso dentro da OpenAI

A própria OpenAI também colocou o Ultrafast em testes internos. Um dos focos é o atendimento a incidentes de confiabilidade, no qual equipes precisam interpretar rapidamente informações que continuam mudando durante uma ocorrência.

Nesses casos, o sistema é utilizado para reunir dados de registros e rastreamentos, organizar conversas, sugerir verificações e auxiliar na preparação ou validação de correções. A empresa ressalta que a decisão final e a implantação das mudanças continuam sob responsabilidade dos engenheiros.

A área de pesquisa é outro campo de experimentação. De acordo com a companhia, equipes internas usam a modalidade para consultar fontes de conhecimento, acessar dados e reunir, organizar e sintetizar informações por meio de ferramentas conectadas.

A diferença está no ritmo do ciclo de trabalho. Em vez de deixar uma sequência de experimentos para execução durante a noite e analisar os resultados no dia seguinte, a OpenAI afirma que o Ultrafast pode permitir várias rodadas de investigação ao longo do expediente.

Parceria com a Cerebras

A infraestrutura que sustenta a nova modalidade vem da parceria da OpenAI com a Cerebras, empresa responsável por fornecer a tecnologia de inferência de baixa latência utilizada no serviço.

Com essa estrutura, o GPT-5.6 Sol pode atingir a taxa anunciada de até 750 tokens por segundo. A OpenAI associa esse desempenho à possibilidade de desenvolver produtos mais responsivos e incorporar inteligência artificial a processos nos quais a demora entre etapas representa uma limitação.

A companhia ainda trata o Ultrafast como uma prévia. O serviço está disponível apenas para um grupo limitado de clientes, e a expansão do acesso dependerá do aumento da capacidade.

Interessados em acompanhar a ampliação podem se cadastrar para receber atualizações sobre a disponibilidade. A OpenAI afirma que as informações obtidas durante a fase de testes serão usadas para orientar as próximas etapas de implantação.

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Gemini 3.7 Flash chega como um canivete suíço para programar

O Google lançou o Gemini 3.7 Flash, novo modelo de inteligência artificial voltado à programação e à automação de tarefas empresariais. A ferramenta foi desenvolvida para planejar ações, usar softwares e concluir processos em várias etapas com menor intervenção humana.

O lançamento ocorre três semanas depois do Gemini 3.6 Flash e chega com preço promocional. O Google, porém, ainda não revelou quando pretende disponibilizar o Gemini 3.5 Pro, modelo premium que vem sendo aguardado pelo mercado.

O novo modelo do Google melhora a depuração, resolve problemas de código e gera software pronto para produção. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Novo Gemini mira tarefas de programação

Segundo a Reuters, o Gemini 3.7 Flash apresentou melhorias em tarefas como depuração, resolução de problemas e geração de código pronto para produção.

O modelo é direcionado principalmente a empresas que desenvolvem sistemas autônomos de IA. A proposta é que esses sistemas consigam organizar tarefas, acessar ferramentas de software e avançar por diferentes etapas sem depender de acompanhamento humano constante.

O preço também foi reduzido para estimular a adoção. Até o fim do ano, o Google cobrará US$ 0,75 (cerca de R$ 3,90) por milhão de tokens de entrada e US$ 3,75 (aproximadamente R$ 20) por milhão de tokens de saída — metade do valor original do Gemini 3.6 Flash.

Gemini Spark recebe o modelo

A novidade já está sendo incorporada ao Gemini Spark, serviço de agentes de IA por assinatura do Google. O recurso chega aos clientes dos planos Google AI Pro e Ultra em mais de 160 países.

Na prática, os principais destaques do Gemini 3.7 Flash são:

  • melhoria em tarefas de programação;
  • recursos aprimorados para depuração;
  • resolução de problemas de código;
  • geração de código pronto para produção;
  • execução de processos em várias etapas.
Logo do Gemini
Programar, depurar e resolver problemas: o Google aposta no Gemini 3.7 Flash para automatizar tarefas empresariais. – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock

Google ainda segura o Gemini 3.5 Pro

O novo lançamento acontece em meio à cobrança para que o Google acompanhe empresas como Anthropic e OpenAI no desenvolvimento de inteligência artificial.

Em julho, a companhia afirmou que o Gemini 3.5 Pro estava sendo testado por parceiros e chegaria “em breve”. Até agora, não há uma data divulgada para sua estreia.

A Reuters também informou que Sergey Brin, cofundador do Google, tem pressionado funcionários importantes da área de IA a concentrar esforços no Gemini. A Alphabet busca diminuir a distância para os concorrentes.

DeepMind passa por mudanças

A divisão Google DeepMind também sofreu uma reorganização recente. Demis Hassabis deixou o comando da unidade, que passou para Koray Kavukcuoglu, seu então vice. Os dois co-líderes técnicos originais do Gemini também saíram da empresa para fundar uma startup.

Leia mais:

Durante a divulgação dos resultados de julho, o CEO Sundar Pichai defendeu a estratégia de inteligência artificial do Google. Ele rebateu as preocupações de que a companhia estivesse atrás dos rivais depois de adiar o modelo principal e perder espaço na programação com IA.

O Gemini 3.7 Flash entra nessa disputa como uma opção voltada a empresas que precisam automatizar programação e processos. O próximo teste para o Google será a chegada do Gemini 3.5 Pro.

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IA adapta respostas ao usuário e pode reforçar suas crenças

Um estudo da Unicamp avaliou 21 modelos de linguagem e descobriu que todos alteraram suas respostas ao receber informações sobre a orientação política do usuário. Segundo os pesquisadores, essa adaptação pode reforçar crenças e reduzir o contato com opiniões divergentes.

Financiada pela FAPESP e publicada na Scientific Reports, a pesquisa mostra que a influência não depende de recomendações de voto. Ela pode surgir na forma como a IA aborda temas controversos.

A IA não precisa indicar voto para influenciar. O viés pode aparecer no jeito de abordar temas controversos. – Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O usuário muda a resposta da IA

Os modelos foram testados sem informação sobre o usuário e com pessoas alinhadas à esquerda ou à direita.

Sem essa informação, 20 dos 21 sistemas ficaram à esquerda do ponto médio da escala. A exceção foi o Grok 4.1, que apresentou posição inicial à direita.

Quando a orientação política era informada, todos mudavam suas respostas. Para medir essa adaptação, a equipe criou o chameleon index.

  • Meta Llama 3.1 8B teve o menor índice;
  • Gemma 3 27B e GPT-5 nano ficaram entre os maiores;
  • Segurança pública e economia tiveram as maiores diferenças;
  • Corrupção, justiça e instituições democráticas foram mais homogêneas.

As respostas não eram necessariamente falsas. O problema estava no enquadramento: fatos e opiniões contrários à visão do usuário poderiam ser omitidos.

Uma câmara de eco no chatbot

Zanoni Dias, professor titular do Instituto de Computação da Unicamp, compara o fenômeno ao das redes sociais.

“É um efeito semelhante ao que a gente percebe em redes sociais. Se você está no Facebook ou no Instagram, você só vê mensagens que concordam com você.”

A preocupação é que isso se repita nos chatbots, reduzindo a exposição a contrapontos.

A intensidade variou conforme o assunto. Segurança pública e economia produziram respostas mais diferentes entre usuários de esquerda e direita. Em corrupção, justiça e instituições democráticas, a distância foi menor.

O padrão pode estar ligado aos guardrails usados no treinamento.

Por que a IA tenta agradar?

Uma possível origem está na tendência de bajulação dos modelos. Técnicas como Reinforcement Learning from Human Feedback (RLHF) e Direct Preference Optimization usam avaliações humanas para orientar as respostas.

Em termos simplificados, os modelos aprendem com comparações entre respostas consideradas melhores ou piores por avaliadores humanos.

Anderson Luis Bento Soares, mestrando no IC-Unicamp, à Agência Fapesp.

Esse processo pode levar a IA a priorizar a satisfação do usuário. “É difícil separar o que é agradar e o que é dar uma resposta correta”, afirma Dias.

O tamanho dos modelos não explicou sozinho as diferenças.

Câmera com inteligência artificial é importante recurso para segurança pública
Segurança pública e economia foram os temas com maiores diferenças entre respostas para usuários de esquerda e direita. Imagem: AlinStock / Shutterstock

Solução ainda pode demorar

Os pesquisadores não esperam uma solução rápida. Dias afirma que a indústria concentra mais atenção na factualidade das respostas do que na adaptação ao posicionamento político.

Leia mais:

O grounding busca apoiar respostas em dados factuais, mas é difícil de aplicar em assuntos sem consenso.

Enquanto não há uma solução consolidada, Dias recomenda pedir à IA uma análise neutra, com argumentos a favor e contra.

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TSE adia debate sobre deepfakes e pode endurecer regras para eleição deste ano

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) transferiu para a próxima terça-feira (18) a reunião que discutirá o uso de vídeos produzidos ou alterados por inteligência artificial nas eleições de 2026. O encontro, inicialmente previsto para esta quinta-feira (13), foi convocado pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.

A mudança ocorreu porque a sessão do plenário desta quinta-feira avançou além do horário estimado, segundo informações compartilhadas por ministros do tribunal. Entre os principais pontos da reunião estarão a possibilidade de uma vedação abrangente às deepfakes e as consequências para quem desrespeitar as regras eleitorais.

A discussão ganhou destaque depois que o Partido Liberal apresentou, durante a convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência, um vídeo criado com inteligência artificial que reproduzia a imagem e a voz de Jair Bolsonaro. O episódio foi questionado no TSE pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, em processo relatado por Nunes Marques.

Corte avalia ampliar interpretação da regra sobre conteúdos sintéticos

Está cada vez mais difícil de saber o que é real e o que é falso na internet. – Imagem: FAMILY STOCK/Shutterstock

A regulamentação atual do TSE já impede a utilização de deepfakes com o objetivo de beneficiar ou prejudicar candidaturas. A avaliação de integrantes da Corte, porém, é que o julgamento do caso pode servir para definir de maneira mais abrangente os limites da tecnologia durante a campanha eleitoral deste ano.

A possibilidade em análise é que a proibição alcance o uso desse tipo de conteúdo independentemente da finalidade atribuída à produção. A preocupação manifestada nos bastidores é impedir que eventuais brechas normativas favoreçam a circulação em larga escala de vídeos sintéticos nas redes sociais durante o período eleitoral.

Outro ponto previsto para o debate é a resposta jurídica aos descumprimentos. Parte dos ministros considera que o episódio envolvendo Flávio Bolsonaro deve resultar em multa, sem aplicação imediata de penalidades eleitorais mais severas.

Rosto de homem sendo escaneado por programa de computador para se gerar deepfake dele
Deepfakes são ameaças tanto para pessoas quanto para empresas – Imagem: Tero Vesalainen/Shutterstock

A interpretação defendida por uma corrente dentro do tribunal diferencia o simples descumprimento das normas de propaganda de situações consideradas mais graves. Nessa visão, a multa seria adequada para uma infração isolada, enquanto abuso ou reincidência poderiam justificar consequências mais rigorosas.

A ação apresentada pelo PT ao TSE sustenta que o vídeo exibido na convenção do PL ultrapassou os limites da pré-campanha. A legenda afirma que a peça utilizou uma representação artificial de Jair Bolsonaro para associar sua imagem e sua voz à promoção política de Flávio Bolsonaro.

O partido também argumenta que o material contrariou a resolução do TSE sobre deepfakes e caracterizou propaganda eleitoral antecipada. Na mesma ação, o PT sustenta que a divulgação teria afrontado determinação do ministro Alexandre de Moraes que impediu Jair Bolsonaro de fazer manifestações de natureza político-eleitoral, inclusive por meio de terceiros.

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Anthropic pode pagar US$ 6 bilhões por startup israelense de IA

A Anthropic, responsável pelo Claude, está em tratativas para adquirir a Decart AI, startup israelense de inteligência artificial avaliada em cerca de US$ 4 bilhões. Segundo informações divulgadas, a operação pode alcançar, no entanto, aproximadamente US$ 6 bilhões.

A negociação ocorre em meio à estratégia da Anthropic de reforçar sua capacidade computacional para acompanhar a expansão do Claude. A Decart desenvolve soluções de infraestrutura destinadas a elevar a velocidade e a eficiência de sistemas de inteligência artificial e também possui modelos próprios.

As conversas ainda estão em fase inicial. Caso o negócio avance, os profissionais da Decart deverão ser incorporados à equipe da Anthropic dedicada ao desempenho e à eficiência de seus modelos. A movimentação acontece enquanto a companhia também se prepara para uma possível oferta pública de ações nos Estados Unidos.

Decart recebeu aporte de US$ 300 milhões em maio

Anthropic é a criadora do Claude – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

A Decart levantou US$ 300 milhões em uma rodada de investimentos liderada pela Radical Ventures. A Nvidia entrou como nova investidora, ao lado de companhias como Adobe, Amazon e Toyota Ventures. Após a captação, o valor atribuído à startup chegou a aproximadamente US$ 4 bilhões.

Entre as tecnologias desenvolvidas pela empresa está o Lucy, sistema voltado à edição de vídeos em tempo real. Outro produto é o Oasis, utilizado para criar ambientes virtuais destinados ao treinamento e à avaliação de robôs e de tecnologias de direção autônoma.

A eventual compra se encaixa no movimento da Anthropic para ampliar seus recursos de processamento. A empresa vem aumentando os gastos com infraestrutura para responder à procura por seus serviços e anunciou, na semana anterior, a contratação de profissionais especializados em hardware e software para trabalhar em chips próprios e em modelos de inteligência artificial mais rápidos e eficientes.

A Anthropic foi criada em 2021 por Dario Amodei e outros executivos que haviam deixado a OpenAI. A companhia chegou ao público com o Claude em março de 2023, aproximadamente cinco meses depois do lançamento do ChatGPT.

Desde então, a empresa ganhou espaço no mercado de inteligência artificial. O material fornecido informa que a Anthropic é avaliada em cerca de US$ 965 bilhões e já supera a OpenAI em valor de mercado. No início de junho, a companhia também apresentou de maneira confidencial um pedido para realizar uma oferta pública inicial nos Estados Unidos.

Claude Mythos amplia atenção sobre segurança

Logo do Claude Mythos em um smartphone que está sobre uma mesa
Claude Mythos – Imagem: Saulo Ferreira Angelo/Shutterstock

Além da expansão comercial e de infraestrutura, a Anthropic ganhou destaque pelas capacidades atribuídas ao Claude Mythos, apresentado no início de 2026. O modelo foi descrito no material como capaz de localizar vulnerabilidades de segurança que poderiam escapar à análise humana.

Especialistas ouvidos no conteúdo destacam que o avanço dessas capacidades também aumenta os riscos associados ao uso de sistemas de inteligência artificial. Izabela Anholett avaliou que os produtos da Anthropic costumam chegar ao mercado com desempenho competitivo e demonstram cuidado em seu desenvolvimento.

A mesma especialista alertou para o potencial de dano caso o Mythos fosse utilizado por pessoas mal-intencionadas. A preocupação está relacionada à capacidade atribuída ao sistema de detectar e explorar falhas em ambientes digitais.

Por causa dos riscos associados à ferramenta, o acesso ao Mythos não foi disponibilizado ao público em geral. Conforme o material, a Anthropic estabeleceu um grupo formado por empresas e órgãos governamentais que podem utilizar o sistema, incluindo Amazon, Apple, Microsoft, Google, Nvidia, Broadcom e Mozilla.

A Mozilla também aparece como exemplo da aplicação prática do modelo. De acordo com o conteúdo fornecido, uma versão inicial do Claude Mythos Preview foi utilizada na análise do Firefox, contribuindo para a identificação de vulnerabilidades que resultaram em 271 correções na versão 150 do navegador.

Diogo Cortiz, citado no material como especialista, considera que episódios desse tipo ajudam a demonstrar a capacidade do sistema para encontrar falhas de segurança. Ao mesmo tempo, ele pondera que empresas do setor de inteligência artificial podem apresentar seus produtos de maneira mais favorável do que suas capacidades reais.

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DeepSeek lança V4 Pro e acelera corrida chinesa por IA

A chinesa DeepSeek lançou oficialmente nesta quinta-feira (13) o V4 Pro, seu novo modelo de IA. A empresa tenta recuperar terreno diante de concorrentes locais enquanto amplia contratações, capacidade computacional e busca por investimentos.

Batizado de V4-Pro-0813, o modelo chega com recursos aprimorados para agentes de IA e pode ser usado por API, aplicativo e web. A companhia também anunciou novos preços para as APIs do V4 Pro e V4 Flash.

A DeepSeek lançou oficialmente o V4 Pro e quer recuperar espaço diante de rivais chineses cada vez mais fortes. – Imaem: Nuthawut Somsuk/iStock

Lançamento acontece após surpresa com o V4 Flash

O lançamento ganhou atenção depois que o V4 Flash, versão mais barata da empresa, superou a prévia do V4 Pro, apresentada em abril, em alguns testes independentes.

O resultado chamou a atenção porque o Pro foi desenvolvido para ser o modelo mais avançado da DeepSeek. Para a Reuters, o desempenho também indica que a companhia pode ter acelerado seus avanços tecnológicos entre a versão preliminar e o lançamento oficial.

A empresa agora enfrenta uma concorrência mais forte dentro da própria China. Moonshot AI, Zhipu AI, MiniMax, Alibaba e ByteDance estão entre as companhias que também vêm lançando novos modelos.

DeepSeek busca transformar fama em negócio

A DeepSeek ganhou projeção mundial no início de 2025, quando o modelo R1 viralizou. O sucesso alimentou o debate sobre a possibilidade de criar sistemas avançados de IA com custos menores que os praticados por empresas norte-americanas.

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Manter esse destaque, porém, exige dinheiro e infraestrutura. Segundo a Reuters, a empresa planejava uma nova rodada de financiamento com avaliação de aproximadamente US$ 74 bilhões (cerca de R$ 384 bilhões), após levantar cerca de US$ 7,4 bilhões (aproximadamente R$ 38,4 bilhões) em sua primeira rodada externa, em junho.

A captação representa uma mudança para uma empresa que havia evitado capital externo. Também evidencia o custo crescente da corrida pela IA, que envolve chips, data centers e profissionais especializados.

Empresas chinesas ameaçam a soberania estadunidense no mercado de inteligência artificial
O V4 Pro chega em meio a uma disputa que reúne DeepSeek, Alibaba, ByteDance, MiniMax e outras empresas chinesas. – (Reprodução: DELL AI/ChatGPT)

Equipe maior e chips próprios no radar

A DeepSeek pretende pelo menos dobrar seu quadro de funcionários em diferentes áreas, incluindo as equipes de data centers e agentes de IA.

A Reuters também informou em julho que a companhia ampliou a contratação privada de engenheiros especializados em design de chips. A intenção é desenvolver seu próprio chip de inteligência artificial e reduzir a dependência de fornecedores como Nvidia e Huawei.

Entre as principais iniciativas estão:

  • lançamento oficial do V4 Pro;
  • acesso ao modelo por API, aplicativo e web;
  • mudança nos preços das APIs do V4 Pro e V4 Flash;
  • expansão das equipes ligadas a data centers e agentes de IA;
  • contratação de engenheiros para desenvolver chips próprios.

Com o V4 Pro, a DeepSeek tenta fazer mais do que manter a atenção conquistada com o R1. A empresa está ampliando estrutura, equipe e capacidade de investimento para enfrentar uma disputa cada vez mais acirrada no mercado chinês de inteligência artificial.

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TSE pode definir novo limite para deepfakes nas eleições de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reúne nesta quinta-feira (13) para discutir o uso de deepfakes nas campanhas eleitorais. A reunião ocorre após uma ação do PT contra um vídeo de Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial e exibido na convenção que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato do PL à Presidência.

Segundo o g1, os ministros devem decidir se a proibição será geral ou se ficará limitada a conteúdos capazes de enganar eleitores ou prejudicar candidatos. Eles também devem discutir quais punições seriam aplicadas em caso de violação.

O vídeo de Bolsonaro feito com IA está no centro de uma ação do PT e pode influenciar a interpretação das regras eleitorais. – Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock

Ministros discutem alcance da regra

A reunião será fechada e ocorrerá depois da sessão de julgamentos do plenário. O encontro foi marcado pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.

Ministros ouvidos pelo g1 apontam uma tendência de proibição geral dos deepfakes. Uma das justificativas é evitar uma enxurrada de ações individuais sobre o uso da tecnologia nas campanhas.

Algumas linhas devem concentrar a conversa:

  • proibir qualquer uso de deepfake durante a campanha;
  • permitir a tecnologia quando não houver tentativa de enganar o eleitor ou prejudicar um candidato;
  • estabelecer advertências e multas para determinadas violações;
  • aplicar punições mais severas em casos recorrentes.

A resolução publicada pelo TSE neste ano já proíbe conteúdo sintético gerado ou manipulado digitalmente para prejudicar ou favorecer uma candidatura. A regra abrange alterações na imagem ou na voz de pessoas vivas, falecidas ou fictícias.

Vídeo de Bolsonaro está no processo

A ação do PT envolve um vídeo exibido na convenção que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato do PL. Nas imagens, um avatar se apresenta como uma simulação da imagem e da voz do ex-presidente e informa que foi produzido com inteligência artificial.

Para o PT, avisar que houve uso de IA não torna o conteúdo permitido. Na ação apresentada ao TSE, o partido afirma: “O deepfake de uso legítimo continua sendo deepfake”.

A defesa de Flávio Bolsonaro discorda. Os advogados sustentam que não houve tentativa de enganar o público, já que o vídeo informava que não se tratava da presença física, de uma transmissão ao vivo ou de uma gravação autêntica de Bolsonaro.

A defesa comparou ainda o recurso a máscaras e bonecos de papel usados em campanhas. Segundo os advogados, houve “apenas a criação de um boneco tecnológico”, acompanhada de avisos sobre o uso da IA.

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Se o TSE adotar uma vedação total, o vídeo exibido na convenção de Flávio Bolsonaro poderá ser considerado irregular e gerar multa. – Imagem: FAMILY STOCK/Shutterstock

Decisão pode afetar eleições de 2026

Especialistas também divergem sobre a interpretação das regras eleitorais. Para uma corrente, o material já seria irregular porque a norma do TSE impede conteúdos sintéticos que substituam a imagem ou a voz de uma pessoa, mesmo com autorização. Outra avaliação é que a inteligência artificial pode ser usada nas eleições desde que o público seja informado claramente sobre sua utilização.

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O caso pode ser julgado pelo TSE na próxima semana. Se a Corte adotar uma proibição total, o vídeo exibido na convenção poderá ser considerado irregular e resultar em multa.

O entendimento que sair desse debate deve estabelecer um parâmetro para o uso de conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial durante a campanha eleitoral.

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