enter fundadores 1024x395

Startup brasileira de IA jurídica vira unicórnio

A startup brasileira de tecnologia jurídica Enter anunciou uma nova rodada de investimentos que elevou sua avaliação para US$ 1,2 bilhão, passando a integrar o grupo de empresas conhecidas como unicórnios — termo usado para startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. O aporte de US$ 100 milhões foi liderado pela Founders Fund, com participação de investidores como Sequoia Capital e Ribbit Capital.

Com sede em São Paulo, a Enter desenvolve soluções de inteligência artificial (IA) voltadas ao setor jurídico, com foco em ajudar empresas a lidar com o grande volume de processos de consumo e trabalhistas no Brasil. A proposta da companhia é automatizar todas as etapas do litígio, do início ao fim.

Da esquerda para a direita, Henrique Vaz, Mateus Costa-Ribeiro e Michael Mac-Vicar, fundadores da startup brasileira de IA jurídica Enter – Imagem: Divulgação / Enter

IA para automatizar processos jurídicos

Segundo o cofundador e CEO Mateus Costa-Ribeiro, a tecnologia da empresa atua em todas as fases de um processo. “Cada etapa que você pode imaginar em um caso judicial é primeiro conduzida por um agente de IA antes de envolver um humano”, afirmou à Bloomberg.

Fundada em 2023 por Costa-Ribeiro ao lado de Michael Mac-Vicar e Henrique Vaz, ex-executivos da Wildlife Studios, a Enter atende clientes como Airbnb, Azul, Bradesco, LATAM Airlines, Mercado Livre e Nubank. A plataforma pode elaborar peças jurídicas, calcular custos de acordos e até buscar informações específicas, como condições climáticas relacionadas a disputas.

A empresa também utiliza engenheiros dedicados para integrar suas soluções aos sistemas das companhias clientes, muitas vezes considerados antigos ou fragmentados.

Crescimento e mercado competitivo

A Enter faz parte de uma nova geração de startups de IA voltadas ao setor jurídico, que têm atraído investimentos relevantes. Empresas como Harvey e Legora também receberam avaliações bilionárias recentemente, enquanto desenvolvedoras como Anthropic PBC ampliam sua atuação nesse segmento.

Costa-Ribeiro afirma ver espaço para consolidar a atuação da Enter no Brasil e na América Latina. Já Matias Van Thienen, sócio do Founders Fund, destacou que o investimento considera o potencial da empresa em um dos mercados mais litigiosos do mundo.

Modelo de negócios e expansão

Atualmente, a Enter possui mais de 45 clientes, incluindo empresas de setores regulados como o bancário, e já ultrapassou a marca de 300 mil casos gerenciados por ano. Cerca de 30% da remuneração da empresa depende do sucesso nos processos, enquanto o restante é cobrado antecipadamente pelo uso da tecnologia.

De acordo com o CEO, muitos casos são resolvidos em dois a três meses, o que contribui para a redução de custos dos clientes. Com o novo investimento, a empresa pretende expandir suas operações para outras regiões, embora não tenha detalhado quais mercados serão priorizados. Também há planos para ampliar a equipe de cerca de 100 para 150 funcionários.

O post Startup brasileira de IA jurídica vira unicórnio apareceu primeiro em Olhar Digital.

Startup brasileira de IA jurídica vira unicórnio Read More »

anthropic 1024x683

Anthropic lança 10 agentes de IA para bancos

A Anthropic anunciou nesta terça-feira (5) o lançamento de 10 novos agentes de inteligência artificial voltados para bancos e empresas de serviços financeiros. A iniciativa integra a estratégia da companhia para ampliar sua presença entre clientes corporativos, ao mesmo tempo em que busca crescimento de receita e avança em direção a uma possível oferta pública inicial (IPO) ainda neste ano.

Os novos agentes foram desenvolvidos para automatizar tarefas comuns do setor financeiro, como a criação de pitchbooks, o fechamento de livros contábeis e a elaboração de memorandos de crédito.

Anthropic avança rumo a uma possível IPO em 2026 – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Automação de processos financeiros

Segundo a empresa, os agentes atendem demandas recorrentes de instituições financeiras ao automatizar atividades operacionais. A proposta é facilitar o uso da IA em processos já consolidados no setor, ampliando sua aplicação prática no ambiente corporativo.

A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo da Anthropic para reduzir a distância entre o avanço da tecnologia e a capacidade das empresas de adotá-la. Jonathan Pelosi, chefe de serviços financeiros da companhia, afirmou ao Wall Street Journal que a proposta é ir além de usos básicos de IA, como redação de e-mails ou pesquisas simples, e avançar para aplicações mais complexas, como a montagem de apresentações para bancos de investimento.

Parcerias e expansão no setor

Nos últimos dias, a Anthropic também anunciou uma parceria com a Fidelity National Information Services para desenvolver softwares de IA capazes de monitorar contas em busca de sinais de crimes financeiros. Além disso, revelou uma joint venture de US$ 1,5 bilhão com empresas de Wall Street para comercializar ferramentas de IA, incluindo para companhias apoiadas por private equity.

A empresa também ampliou a integração do seu principal produto, o Claude, com o pacote corporativo da Microsoft, o Microsoft 365, bastante utilizado por instituições financeiras. Houve ainda expansão de parcerias técnicas com plataformas como Dun & Bradstreet e Moody’s.

Mão segurando smartphone com o logo do Claude exibido na tela, sobre fundo com números digitais em azul.
Anthropic trabalha na integração do Claude com o Microsoft 365 – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Corrida por IPO e adoção corporativa

Os movimentos reforçam a importância do setor financeiro para os negócios da Anthropic. A área já representa sua segunda maior fonte de receita corporativa, atrás apenas do setor de tecnologia.

Ao mesmo tempo, a empresa disputa espaço com a OpenAI, que também tem avançado no mercado financeiro e busca ampliar a adoção de suas ferramentas por grandes empresas. Ambas caminham em direção a possíveis IPOs até o fim do ano, dependendo da capacidade de demonstrar crescimento e adesão corporativa.

Durante um evento em Nova York, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, afirmou que o principal desafio não está no desenvolvimento da tecnologia, mas na sua disseminação entre grandes organizações, que tendem a adotar inovações de forma mais gradual.

No mesmo evento, o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, disse que o banco já possui centenas de casos de uso de IA, incluindo aplicações em risco, fraude, marketing e revisão de documentos, destacando que a adoção da tecnologia ainda está em estágio inicial.

O post Anthropic lança 10 agentes de IA para bancos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anthropic lança 10 agentes de IA para bancos Read More »

openai 1024x681

ChatGPT: novo GPT-5.5 Instant promete muito menos alucinações

A OpenAI anunciou uma atualização no modelo padrão do ChatGPT, introduzindo o GPT-5.5 Instant como a nova base da plataforma. Segundo a empresa, a nova versão é mais inteligente, mais precisa e oferece respostas mais claras e concisas, além de ampliar os recursos de personalização.

De acordo com a OpenAI, o GPT-5.5 Instant apresenta “melhorias significativas em factualidade em todos os aspectos”, atacando um dos principais problemas dos modelos de inteligência artificial: as chamadas alucinações, quando o sistema inventa informações.

Com base em “avaliações internas”, o modelo produziu “52,5% menos alegações alucinadas” em comparação com o GPT-5.3 Instant em prompts de alto risco envolvendo áreas, como medicina, direito e finanças. Além disso, houve uma redução de 37,3% em afirmações incorretas em conversas especialmente desafiadoras sinalizadas por usuários por conterem erros factuais.

A empresa também afirma que o modelo é “mais capaz em tarefas do dia a dia”, incluindo análise de imagens e fotos, respostas a questões relacionadas a ciência, tecnologia, engenharia e matemática, além de decidir quando recorrer à busca na web para oferecer respostas mais úteis. Esses avanços também se refletem em melhorias em avaliações relacionadas a raciocínio visual, matemática e ciência.

Segundo a OpenAI, o GPT-5.5 Instant traz respostas “mais enxutas e diretas ao ponto”, mantendo o conteúdo essencial, mas reduzindo a verbosidade e o excesso de formatação que tornavam respostas longas demais.

O modelo também faz menos perguntas de acompanhamento desnecessárias e evita elementos que podem poluir a resposta, como “emojis gratuitos”. Ainda assim, a empresa afirma que o sistema mantém um tom conversacional mais natural e a “calidez” que caracteriza o ChatGPT.

OpenAI promete menos alucinações na nova atualização – Imagem: JRdes/Shutterstock

Leia mais:

Mais avanços e novidades do GPT-5.5 Instant

  • Outro destaque da atualização é o avanço na personalização. O GPT-5.5 Instant passa a utilizar de forma mais eficiente o contexto de interações anteriores, arquivos e até contas conectadas, como o Gmail, para oferecer respostas mais relevantes;
  • O modelo também consegue identificar quando a personalização pode melhorar uma resposta e realiza buscas mais rápidas em conversas passadas, reduzindo a necessidade de o usuário repetir informações;
  • A OpenAI também introduziu o recurso “memory sources” em todos os modelos do ChatGPT, que permite ao usuário visualizar quais informações foram utilizadas para personalizar uma resposta. Com a funcionalidade, é possível ver, por exemplo, memórias salvas ou trechos de conversas anteriores usados como base, além de excluir ou corrigir dados considerados desatualizados ou irrelevantes;
  • A empresa ressalta que os “memory sources” não são exibidos para outras pessoas caso uma conversa seja compartilhada e que o usuário mantém controle total sobre suas informações. É possível apagar chats, editar memórias salvas ou utilizar conversas temporárias que não utilizam nem atualizam a memória;
  • A OpenAI também observa que o recurso pode não exibir todos os fatores que influenciaram uma resposta, mostrando apenas os contextos mais relevantes, mas afirma que continuará aprimorando a ferramenta.
Ícone do app do ChatGPT em um smartphone
GPT-5.5 Instant passa a utilizar de forma mais eficiente o contexto de interações anteriores, arquivos e até contas conectadas, para oferecer respostas mais relevantes – Imagem: Primakov/Shutterstock

Disponibilidade

O GPT-5.5 Instant começou a ser disponibilizado a partir desta terça-feira (5) para todos os usuários do ChatGPT, substituindo o GPT-5.3 Instant como modelo padrão. Ainda assim, a versão anterior permanecerá disponível por três meses, antes de ser descontinuada, permitindo uma transição gradual.

Os recursos avançados de personalização, incluindo o uso de histórico de chats, arquivos e Gmail, estão sendo liberados inicialmente para usuários dos planos Plus e Pro na versão web, com previsão de chegada aos aplicativos móveis em breve. A OpenAI também planeja expandir essas funcionalidades para usuários Free, Go, Business e Enterprise nas próximas semanas.

Já o recurso de “memory sources” está sendo liberado para todos os planos de consumo do ChatGPT na web e deve chegar em breve aos dispositivos móveis. A disponibilidade de algumas fontes de personalização pode variar conforme a região.

O post ChatGPT: novo GPT-5.5 Instant promete muito menos alucinações apareceu primeiro em Olhar Digital.

ChatGPT: novo GPT-5.5 Instant promete muito menos alucinações Read More »

mo robtica 1024x576

‘A IA cria empregos’, diz CEO de empresa mais valiosa do mundo

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, mandou um recado para quem teme o avanço da inteligência artificial (IA): a tecnologia não é uma ameaça ao mercado de trabalho, mas sim um “motor” de geração de empregos em escala industrial. 

Em conversa com a jornalista Becky Quick no Instituto Milken durante um evento na segunda-feira (04), o executivo disse que o trabalhador não precisa entrar em pânico com a ideia de desemprego em massa. Para Huang, a IA é uma ferramenta que auxilia ao invés de substituir.

Huang também afirmou que a IA representa a “melhor oportunidade” para os Estados Unidos se reindustrializarem. Para ele, o setor está criando uma infraestrutura tecnológica inédita que exige força de trabalho ativa e vai servir como base para o crescimento econômico do país.

Por que automatizar tarefas não é o mesmo que eliminar empregos?

Huang usou uma explicação didática para acalmar os ânimos: existe uma diferença crucial entre a tarefa de um trabalho e o seu propósito funcional. 

Segundo o CEO, a IA pode até assumir atividades específicas e repetitivas dentro de uma rotina. Mas a função estratégica e o papel que o colaborador desempenha na organização tendem a permanecer necessários.

Essa nova engrenagem econômica é movida pelo que ele chama de uma “nova linhagem de fábricas“. Essas unidades não produzem bens de consumo tradicionais, mas sim o hardware e a infraestrutura que permitem que a IA funcione em larga escala. 

IA pode até assumir tarefas, mas a função estratégica do colaborador humano tende a permanecer necessária, segundo CEO da Nvidia – Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

Como essa indústria está em expansão, ela gera uma demanda natural e crescente por trabalhadores para sustentar esse ecossistema.

O executivo também criticou o tom alarmista de quem diz que a IA vai dominar a humanidade ou dizimar setores inteiros. Para Huang, narrativas de “ficção científica” criadas por “doomers” (profetas do apocalipse) são perigosas porque assustam a população. 

O risco, segundo o CEO, é que o medo impeça as pessoas de se engajarem e aprenderem a dominar uma ferramenta considerada por ele essencial para o futuro.

Apesar do otimismo da Nvidia, o cenário real ainda divide especialistas e traz alertas importantes. Dados de organizações financeiras e acadêmicas indicam que cerca de 15% dos empregos nos Estados Unidos podem ser eliminados nos próximos anos devido à automação. 

O grande debate agora gira em torno de como gerenciar essa transição para evitar que a velocidade da tecnologia aprofunde a desigualdade social.

(Essa matéria também usou informações de TechCrunch.)

O post ‘A IA cria empregos’, diz CEO de empresa mais valiosa do mundo apareceu primeiro em Olhar Digital.

‘A IA cria empregos’, diz CEO de empresa mais valiosa do mundo Read More »

panthalassa 300x169

O investimento do fundador do PayPal na geração de energia pela onda do mar

🔍 Curadoria Studio Mestre Digital: Nossa equipe monitora as principais movimentações de mercado e tecnologia para manter você atualizado.


Panthalassa 300x169

O bilionário americano Peter Thiel, cofundador do PayPal e primeiro investidor do Facebook, liderou uma rodada de investimentos de US$ 140 milhões na startup Panthalassa, que planeja usar a energia das ondas para frotas gigantescas de data centers flutuantes. O movimento, anunciado na segunda-feira, 4 de maio, ocorre justamente no momento em que investidores, principalmente […]

O post O investimento do fundador do PayPal na geração de energia pela onda do mar apareceu primeiro em NeoFeed.


Insight Studio Mestre: Esta notícia reflete tendências que podem impactar diretamente o seu modelo de negócio digital.

Conteúdo original publicado em: Acesse a fonte oficial

O investimento do fundador do PayPal na geração de energia pela onda do mar Read More »

fis 1024x576

Anthropic firma parceria por agente de IA que combate crimes financeiros

A Anthropic firmou uma parceria com a Fidelity National Information Services (FIS) para desenvolver ferramentas de inteligência artificial (IA) voltadas ao combate de crimes financeiros em bancos.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (4) e envolve a criação de agentes de IA — programas capazes de executar tarefas de forma autônoma, sem supervisão direta de usuários — que utilizarão a tecnologia Claude, da Anthropic, combinada aos sistemas e dados financeiros da FIS.

Segundo as empresas, a iniciativa poderá permitir que um sistema automatizado monitore milhões de contas bancárias em busca de atividades suspeitas.

A primeira ferramenta em desenvolvimento será um agente de IA dedicado à investigação de criminosos que utilizam o sistema financeiro, incluindo traficantes de drogas, terroristas e outros envolvidos em atividades ilícitas. A informação foi confirmada por Stephanie Ferris, CEO da FIS ao The Wall Street Journal.

De acordo com Ferris, o Bank of Montreal e o Amalgamated Bank estão entre as primeiras instituições que irão utilizar a tecnologia. A expectativa é de que o sistema esteja amplamente disponível para clientes no segundo semestre do ano.

Jonathan Jager-Hyman, chefe da divisão de indústrias da Anthropic, afirmou que engenheiros da empresa já estão integrados às equipes da FIS para o desenvolvimento das ferramentas.

Leia mais:

FIS entra na parceria com seus sistemas e dados financeiros – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

Como vai funcionar o agente de IA de Anthropic e FIS

  • Ferris explicou que o agente de IA será capaz de reunir, de forma independente, evidências para potenciais investigações, incluindo transações, dados de contas e outras informações dispersas em diferentes sistemas;
  • Segundo ela, isso deverá reduzir significativamente o tempo e os custos por caso. Apesar disso, as decisões finais continuarão sendo tomadas por investigadores humanos;
  • O anúncio teve impacto imediato no mercado financeiro. As ações da FIS subiram cerca de 7% no pregão estendido após a divulgação da parceria pelo Journal.

Atualmente, bancos destinam bilhões de dólares anualmente a programas de combate à lavagem de dinheiro, com equipes extensas e softwares especializados em identificar atividades suspeitas. Esses esforços são exigidos pela legislação federal dos Estados Unidos e supervisionados por órgãos reguladores.

No cenário político, autoridades do governo Donald Trump prometeram mudanças na supervisão dessas atividades, com foco em riscos mais elevados e menor ênfase em exigências técnicas de conformidade.

O avanço recente dos modelos de IA também tem gerado preocupações em Wall Street sobre a possível obsolescência de diversos softwares tradicionais. No início do ano, um anúncio de produto da Anthropic provocou reações negativas no mercado, com investidores temendo que empresas passem a desenvolver seus próprios sistemas com base em IA, em vez de adquirir soluções de fornecedores.

A FIS está entre as empresas impactadas por esse movimento, acumulando queda superior a 25% em suas ações ao longo do ano.

A parceria com a Anthropic reflete tendência crescente no setor de tecnologia, em que laboratórios de IA e empresas tradicionais firmam acordos para criar soluções específicas para diferentes indústrias. Segundo as companhias, a proposta é integrar a IA aos sistemas já utilizados pelos clientes, ampliando a eficiência das ferramentas existentes.

O post Anthropic firma parceria por agente de IA que combate crimes financeiros apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anthropic firma parceria por agente de IA que combate crimes financeiros Read More »

destaque meta ai vibes 1024x576

Modelos de imagem geram mais downloads em apps de IA

Os lançamentos de modelos de inteligência artificial (IA) focados em imagens estão gerando 6,5 vezes mais downloads para aplicativos móveis do que atualizações tradicionais de modelos, segundo novo relatório da Appfigures. A descoberta marca uma mudança em relação aos primeiros dias da IA móvel, quando lançamentos de novos modelos para experiências conversacionais e recursos como interfaces de chat por voz impulsionavam mais a demanda.

ChatGPT e Gemini adicionaram dezenas de milhões de novos downloads após lançarem seus respectivos modelos de imagem, conforme dados da empresa de inteligência de aplicativos.

Gemini lidera com 22 milhões de downloads extras

O Gemini do Google registrou mais de 22 milhões de downloads adicionais nos 28 dias seguintes ao lançamento do modelo de imagem Gemini 2.5 Flash em agosto passado. O lançamento multiplicou os downloads do aplicativo por mais de quatro vezes durante esse período.

Já o ChatGPT obteve mais de 12 milhões de instalações incrementais nos 28 dias após a introdução de seu modelo de imagem GPT-4o em março do ano passado. Esse volume representa aproximadamente 4,5 vezes mais downloads comparado aos lançamentos dos modelos GPT-4o, GPT-4.5 e GPT-5, destacou a Appfigures.

Meta AI segue tendência em escala menor

O Meta AI seguiu tendência similar com seu feed de vídeo IA chamado Vibes, adicionando cerca de 2,6 milhões de downloads incrementais nos 28 dias após seu lançamento em setembro de 2025.

Vibes, da Meta, seguiu a mesma tendência – Imagem: Divulgação/Meta

Downloads não garantem receita

O relatório alertou que downloads adicionais nem sempre se traduzem em aumento da receita móvel. Os novos lançamentos de modelos de imagem oferecem às pessoas uma razão para instalar o aplicativo e experimentar as capacidades aprimoradas de geração de imagens, mas isso não significa que necessariamente se converterão em assinantes pagantes.

O modelo Nano Banana do Gemini gerou apenas US$ 181 mil em gastos estimados de consumidores durante a janela de 28 dias após seu lançamento, mesmo produzindo um pico maior de downloads que o lançamento do modelo de imagem 4o do ChatGPT. O lançamento do Vibes da Meta AI também levou a downloads adicionais, mas nenhuma receita significativa.

Entre os três casos analisados, apenas o ChatGPT converteu a atenção aumentada em dólares reais. O modelo de geração de imagens 4o da OpenAI resultou em cerca de US$ 70 milhões em gastos brutos de consumidores nos 28 dias após seu lançamento, comparado à linha de base anterior.

DeepSeek representa caso atípico

A análise também examinou o DeepSeek, mas ele não se encaixou no padrão observado. Embora o DeepSeek R1 tenha impulsionado 28 milhões de downloads após seu lançamento em janeiro de 2025, não se tratou de um evento típico de comparação de modelos.

Foi o momento de destaque do DeepSeek, quando passou de relativamente desconhecido para sensação da noite para o dia, conforme a indústria de tecnologia descobriu as técnicas que usou para treinar seus modelos de IA a uma fração do custo dos concorrentes.

Logo da DeepSeek em um smartphone na diagonal
DeepSeek não se encaixou no padrão observado pelos pesquisadores – Imagem: Mojahid Mottakin / Shutterstock

Este caso destacou como a curiosidade pode impulsionar downloads, embora nesta instância o interesse não estivesse vinculado a um modelo de imagem.

O post Modelos de imagem geram mais downloads em apps de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Modelos de imagem geram mais downloads em apps de IA Read More »

openai claude gemini 1024x682

Governo Trump estuda controle prévio de modelos de IA

A Donald Trump pode mudar a abordagem dos Estados Unidos em relação à inteligência artificial (IA). Autoridades e pessoas envolvidas nas discussões afirmaram à reportagem do The New York Times que a Casa Branca avalia criar mecanismos de supervisão para modelos de IA antes de sua liberação pública.

A proposta marca uma possível inflexão na política adotada desde o retorno de Trump à presidência, quando a administração priorizou uma postura não intervencionista e incentivou empresas de tecnologia a avançarem rapidamente com o desenvolvimento da tecnologia.

Casa Branca discute revisão prévia de modelos de IA

Entre as medidas em análise está a criação de um grupo de trabalho dedicado à IA, que reuniria executivos do setor e representantes do governo. Esse grupo avaliaria diferentes formas de supervisão, incluindo um possível processo formal de revisão antes do lançamento de novos modelos.

Autoridades afirmam que a ideia foi apresentada recentemente a executivos de empresas como Anthropic, Google e OpenAI. O modelo em discussão pode seguir uma linha semelhante à adotada no Reino Unido, onde órgãos governamentais verificam se sistemas de IA atendem a padrões de segurança.

Apps de IA como ChatGPT, Claude e Gemini estão no centro das discussões sobre possível regulação nos EUA – Imagem: Primakov / Shutterstock

Apesar das conversas, um funcionário da Casa Branca disse que a possibilidade de uma ordem executiva ainda é tratada como “especulação” e que qualquer decisão será anunciada diretamente por Trump.

Mudança ocorre após avanço de modelo da Anthropic

A revisão da política ganhou força após o anúncio do modelo Mythos, da Anthropic. Segundo a empresa, o sistema tem capacidade avançada de identificar vulnerabilidades em softwares, o que poderia provocar um “acerto de contas” na área de cibersegurança. O modelo não foi disponibilizado publicamente.

O governo teme impactos políticos caso um ataque cibernético significativo ocorra com apoio de IA. Além disso, autoridades avaliam se novos modelos podem oferecer capacidades úteis ao Pentágono e a agências de inteligência.

Uma das propostas discutidas prevê que o governo tenha acesso antecipado a modelos avançados, sem necessariamente impedir sua liberação ao público.

Divergências e disputa com o Pentágono

As discussões geraram divergências entre empresas de tecnologia. Parte dos executivos avalia que uma supervisão excessiva pode desacelerar a inovação dos EUA em relação à China, enquanto outros defendem algum nível de controle.

Dean Ball, ex-conselheiro de IA do governo Trump e atualmente na Foundation for American Innovation, afirmou que o cenário exige equilíbrio: há poucas regras formais, mas também preocupação em evitar regulação excessiva.

A situação é agravada por um conflito entre a Anthropic e o Pentágono envolvendo um contrato de US$ 200 milhões. Após desacordo sobre o uso militar da tecnologia, o Departamento de Defesa interrompeu o uso da IA da empresa em março, levando a uma ação judicial por parte da startup.

Mesmo assim, sistemas da Anthropic seguem em uso em projetos militares, como o Maven, que analisa inteligência e sugere alvos em operações.

Reorganização interna influencia política de IA

A mudança de direção também coincide com alterações na liderança da Casa Branca. Em março, David Sacks deixou o cargo de responsável por IA. A função passou a ser dividida por Susie Wiles e Scott Bessent, que sinalizaram maior envolvimento na formulação de políticas para o setor.

O novo grupo de trabalho pode incluir órgãos como a Agência de Segurança Nacional e o Escritório do Diretor Nacional de Inteligência para conduzir avaliações de modelos.

Também está em análise o papel do Center for A.I. Standards and Innovation, criado no governo anterior para revisar modelos compartilhados voluntariamente com o governo, mas que perdeu protagonismo sob Trump.

Pressão entre segurança e inovação

A possível mudança representa um contraste com declarações anteriores do governo. Em discurso em Paris, o vice-presidente JD Vance alertou que a regulação excessiva poderia comprometer o desenvolvimento da tecnologia.

Trump, por sua vez, já havia defendido que a IA deveria crescer sem entraves políticos, mas admitiu a necessidade de regras, desde que fossem mais avançadas que a própria tecnologia.

O post Governo Trump estuda controle prévio de modelos de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Governo Trump estuda controle prévio de modelos de IA Read More »

rob dobra roupas na rea de servio de uma casa 1024x819

Nova IA permite que robôs dobrem roupa e organizem objetos mais rápido que humanos

Pesquisadores da Georgia Institute of Technology criaram recentemente um sistema de inteligência artificial capaz de fazer robôs realizarem tarefas típicas do dia a dia com mais rapidez, sem comprometer a exatidão. Entre as atividades demonstradas estão empilhar copos, dobrar roupas e organizar objetos. O principal autor da pesquisa é Nadun Ranawaka Arachchige e você pode conferir o PDF clicando aqui.

O destaque dessa inovação é o SAIL (Speed Adaptation of Imitation Learning), uma tecnologia que permite aos robôs aprenderem a partir da observação de ações humanas. A proposta representa um passo relevante na busca por máquinas que consigam executar tarefas cotidianas com eficiência semelhante — ou até superior — à dos humanos.

Apesar dos avanços, surgem preocupações sobre os efeitos dessa tecnologia no emprego. A possibilidade de automatizar funções comuns, especialmente em áreas como serviços e cuidados, levanta alertas de especialistas sobre o impacto potencial em milhões de postos de trabalho nas próximas décadas.

Para quem tem pressa:

  • Uma nova gama de robôs, alimentados pela inteligência artificial do software SAIL, agora pode realizar tarefas importantes e delicadas tão bem quanto humanos;
  • A novidade é fruto de uma pesquisa da Georgia Institute of Technology;
  • Dentre as atividades possíveis, é possível citar dobrar roupas, empilhar objetos e organizar itens;
  • Apesar de inovadora, essa versatilidade robótica levanta questionamentos sobre possíveis impactos futuros no mercado de trabalho.

Novo sistema aumenta velocidade e expande habilidades dos robôs

O sistema SAIL foi projetado para que robôs consigam executar tarefas manuais delicadas — como dobrar toalhas, empilhar itens e organizar objetos — de forma mais ágil do que humanos, sem perder precisão. O objetivo é aproximar a robótica da criação de máquinas versáteis, capazes de desempenhar qualquer atividade feita pelas mãos humanas.

Uma limitação importante das técnicas anteriores baseadas em imitação era a dependência da velocidade observada durante o treinamento, o que reduzia a eficiência em contextos práticos. O SAIL supera esse obstáculo ao permitir que os robôs ajustem dinamicamente o ritmo de execução.

A tecnologia integra diferentes recursos, incluindo algoritmos que mantêm a fluidez dos movimentos mesmo em alta velocidade, sistemas de rastreamento preciso e mecanismos de adaptação conforme a complexidade da tarefa. Além disso, considera atrasos típicos do ambiente real ao planejar ações, o que melhora o desempenho fora de condições controladas.

Nos testes realizados, braços robóticos equipados com o sistema atingiram velocidades até quatro vezes maiores em simulações e mais de três vezes superiores em cenários reais. Outro ponto relevante é a capacidade de variar o ritmo conforme a necessidade, acelerando quando possível e reduzindo a velocidade para evitar falhas.

Robô feliz enquanto dobra as roupas de seus humanos – (Reprodução: DALL-E/ChatGPT)

Leia mais:

Essa flexibilidade é fundamental, já que pequenas alterações no ambiente podem afetar o desempenho. Um exemplo é a tarefa de apagar um quadro branco: ao executar movimentos rápidos, o objeto pode oscilar, exigindo correções contínuas — algo natural para humanos, mas historicamente difícil para robôs.

Mesmo com esses avanços, o tema levanta discussões sobre o futuro do trabalho. Projeções indicam que a automação pode substituir entre 400 e 800 milhões de empregos até 2030, exigindo que muitos trabalhadores migrem para novas funções.

Os impactos também podem se estender além dos empregos diretamente afetados. A queda de renda entre trabalhadores tende a influenciar o consumo, provocando efeitos em cadeia em outros setores da economia.

Embora existam debates sobre possíveis vantagens, como o surgimento de novos modelos econômicos, o cenário permanece indefinido. O avanço de soluções como o SAIL evidencia tanto o potencial transformador da robótica quanto os desafios sociais que acompanham esse processo.

O post Nova IA permite que robôs dobrem roupa e organizem objetos mais rápido que humanos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Nova IA permite que robôs dobrem roupa e organizem objetos mais rápido que humanos Read More »

meta ai e1777288677918 1024x577

Instagram agora identifica contas que produzem conteúdo com IA

Nesta segunda-feira (04), o Instagram divulgou à imprensa o lançamento de uma nova etiqueta para classificar os perfis da plataforma, denominada “Criador de conteúdo de IA”. A novidade serve para frisar aos seguidores da conta que os conteúdos postados são frutos de IA.

A Meta, empresa responsável pela rede social, informa que este selo começa a ser disponibilizado hoje, mas ainda está em fase de testes. O recurso deve chegar para mais perfis nas próximas semanas. Até o momento, a ativação da etiqueta é opcional; ou seja, o criador é quem decide ativá-la ou não.

Mudanças no Instagram refletem a tentativa de transparência por parte da Meta

Meta AI – Imagem: jackpress/Shutterstock

Uma vez que o recurso se encontra ativo, o aviso sobre conteúdo gerado por IA aparece no perfil, reels, feed e até na aba Explorar.

A medida é o resultado da tentativa da Meta de aumentar a transparência para o público sobre a origem dos conteúdos postados.

Imagem para ilustrar tutorial sobre o Instagram
Imagem: Brett Jordan/Unsplash.

Leia mais:

No entanto, conforme a etiqueta for opcional, é provável que muitos perfis permaneçam postando conteúdos gerados por IA sem ter ativado a etiqueta. Isso pode ser ainda mais problemático, sobretudo, nos casos de contas que propagam fake news para influenciar em questões políticas.

Segundo o Engadget, a Meta não tem a capacidade necessária para detectar, em larga escala e de forma confiável, quais perfis vivem da publicação de conteúdo gerado por IA. O próprio conselho da Meta, voltado para listar e sugerir mudanças quanto às políticas da empresa referentes à inteligência artificial, não obteve respostas após solicitar as mudanças necessárias.

O post Instagram agora identifica contas que produzem conteúdo com IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Instagram agora identifica contas que produzem conteúdo com IA Read More »