Universidade de São Paulo

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USP e 99 anunciam parceria para pesquisas em IA no Brasil

A Universidade de São Paulo (USP) e a empresa de transporte por aplicativo 99 firmaram uma parceria para desenvolver pesquisas em inteligência artificial (IA) no Brasil.

A iniciativa prevê estudos voltados à melhoria da experiência do usuário e aos impactos da IA na organização do trabalho, além de aproximar pesquisadores da universidade dos desafios enfrentados pela indústria.

O acordo foi formalizado na última terça-feira (28) entre a diretora da Escola Politécnica (Poli) da USP, Anna Helena Reali Costa, e o diretor-geral da 99, Simeng Wang. Segundo as instituições, esta é a primeira parceria desse tipo realizada pela 99 no país.

A colaboração faz parte do programa global de cooperação entre universidades e indústria da DiDi Chuxing, controladora da 99. Em funcionamento desde 2017, a iniciativa reúne mais de 70 universidades em diferentes países e já resultou em mais de 300 projetos de pesquisa.

Duas linhas iniciais de pesquisa

  • Inicialmente, a parceria será desenvolvida em duas frentes de pesquisa aplicada:
  • A primeira terá como foco a otimização da experiência do usuário, utilizando modelos avançados de IA para aprimorar continuamente o atendimento aos clientes da plataforma;
  • A segunda linha investigará como a adoção de agentes de IA pode transformar a organização do trabalho, analisando mudanças estruturais provocadas pelo uso dessas tecnologias em ambientes corporativos;
  • Segundo Eduardo Zancul, professor da Escola Politécnica da USP e idealizador da cooperação na universidade, a iniciativa aproxima a pesquisa acadêmica das demandas do mercado. “Os estudos planejados demandam tanto conhecimento científico quanto conhecimento aplicado.”
  • Roberto Marcondes Cesar Junior, diretor do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (IME-USP) e coordenador de uma das frentes de pesquisa, destacou que os trabalhos abordarão temas considerados estratégicos para o avanço da IA. “As pesquisas serão realizadas em áreas avançadas, que demandam novos estudos sobre os potenciais e os impactos da inteligência artificial.”
Inicialmente, a parceria será desenvolvida em duas frentes de pesquisa aplicada – Imagem: JPCarnevalli/Shutterstock

Leia mais:

Aproximação entre universidade e indústria

A diretora da Escola Politécnica, Anna Helena Reali Costa, afirmou que a parceria fortalece a conexão entre a produção científica da universidade e desafios enfrentados pelo setor produtivo.

“Esta parceria reforça o compromisso da Poli com a pesquisa de ponta e a inovação aplicada, conectando o conhecimento científico gerado na Universidade a desafios reais do mercado e formando profissionais preparados para liderar as transformações trazidas pela inteligência artificial.”

Para Simeng Wang, diretor-geral da 99, a inteligência artificial já ocupa um papel central nas operações da empresa, e a colaboração com a universidade poderá contribuir para formar profissionais capazes de impulsionar novas transformações.

“Acreditamos que as pessoas, os alunos que estão se formando, podem ser agentes de mudança de cultura da empresa, de pioneirismo na transformação do trabalho.”

Caio Poli, diretor executivo da área de experiência do usuário da 99 e ex-aluno da Escola Politécnica, afirmou que o projeto busca aproximar a pesquisa acadêmica dos desafios concretos da indústria.

“A parceria com a USP representa um passo importante para aproximar a pesquisa de ponta dos desafios concretos da indústria, acelerando o desenvolvimento de aplicações em inteligência artificial, formando profissionais altamente qualificados e contribuindo para fortalecer a cultura de inovação no Brasil. Investir em ciência e talento é investir no futuro do país.”

Cooperação envolve centros de pesquisa da USP

O projeto conta com o apoio do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (IME-USP), do Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina (CIAAM USP) e do Centro de Inovação da USP (InovaUSP).

Segundo as instituições, a expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar a produção científica em inteligência artificial, fortalecer a formação de profissionais especializados e estimular o desenvolvimento de novas tecnologias no país.

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Estudantes da USP vencem prêmio internacional de IA com chatbot para WhatsApp

Recentemente, três alunos de Ciência da Computação no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP São Carlos criaram um chatbot para o combate de fake news online. O chamado “Tá Certo isso AIanalisa e verifica a veracidade das informações recebidas via mensagens pelo WhatsApp, independentemente do formato (texto, vídeo, áudio ou imagem).

O software foi desenvolvido por Cauê Paiva Lira, Luiz Felipe Costa e Pedro Henrique Silva, equipe vencedora do Programa AI4Good da Brazil Conference. Esse evento é uma conferência internacional que reúne brasileiros nos EUA — incluindo especialistas, líderes, estudantes e empreendedores — para debater e criar estratégias que enfrentem desafios tecnológicos, políticos e socioeconômicos do país.

O evento ocorrerá presencialmente na Universidade Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos dias 27, 28 e 29 de março.

Para quem tem pressa:

  • Estudantes da USP São Carlos criaram um chatbot que analisa e verifica a veracidade das informações recebidas via WhatsApp, independentemente do formato (texto, vídeo, áudio ou imagem);
  • O software “Tá Certo Isso AI?” foi o vencedor do Programa AI4Good;
  • As informações analisadas pela ferramenta são checadas em meios de comunicação consolidados, sites e portais institucionais e fontes especializadas na checagem de fatos. A ideia é que o bot não faça apenas uma apuração primária, mas que auxilie no processo de combate à desinformação.

Funcionamento do chatbot e curadoria de informações

O softwate “Tá Certo isso AI?” é público e pode ser acessado por qualquer pessoa de diferentes formas.

Na primeira forma, você pode adicionar o telefone 35 8424-8271 nos contatos da sua agenda do celular e salvá-lo. Em seguida, basta abrir uma conversa com este número no WhatsApp.

A segunda maneira é por meio do site oficial do projeto, clicando aqui. Ainda é possível adicionar a ferramenta a grupos de WhatsApp onde, após a adição, é possível marcar o bot com @ na informação que deseja confirmação.

Na análise, o chatbot busca a veracidade das informações em meios de comunicação consolidados, sites e portais institucionais, e fontes especializadas na checagem de fatos. Em entrevista ao Jornal da USP, um dos desenvolvedores do projeto, Luiz Felipe Diniz Costa, afirmou que a ideia é que o bot não faça apenas uma apuração primária.

“O bot não aceita qualquer fonte. Ele faz a checagem apenas em bases que já passaram por esse filtro de confiabilidade, o que reduz o risco de erro e aumenta a qualidade das respostas”, afirmou Luiz Felipe Costa, um dos idealizadores do projeto.

Leia mais:

Idealização do projeto

Jovem interage com diversas plataformas tecnológicas em seu celular – (Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O “Tá Certo Isso AI?” começou com a participação dos estudantes no Hackathon 2025, uma maratona de programação onde os alunos tiveram apenas 10 horas para esboçar a ferramenta e saíram vencedores. O tema era justamente “Soluções para mitigar o impacto das fake news na sociedade”.

A partir daí, Cauê afirmou que soube que o edital do AI4Good estava aberto e viu uma oportunidade para continuar o desenvolvimento do projeto. “Foram cerca de 170 grupos inscritos e apenas oito foram selecionados para participar do processo de monitoria e aceleração”, comentou um dos desenvolvedores.

Após a aprovação no processo, foram aproximadamente seis semanas para aprimorar o “Tá Certo isso AI?” e colocá-lo em vigor.

Desenvolvimentos futuros

Microsoft alerta para falha em modelos de IA que ameaça privacidade dos usuários
Usuário utilizando chatbot (Imagem: TippaPatt / Shutterstock)

Para continuar o desenvolvimento da ferramenta, Luiz Costa analisou a proporção que o chatbot tem tomado e vê como uma oportunidade para investimentos no projeto:

Acreditamos que a visibilidade proporcionada pela Brazil Conference pode abrir caminho não apenas para colaborações com órgãos governamentais e veículos de comunicação, já que o enfrentamento à desinformação é um interesse comum a essas esferas, mas também para impulsionar nossas trajetórias profissionais, por meio do desenvolvimento de projetos com impacto social.

— Luiz Costa, um dos idealizadores do “Tá Certo isso AI?”

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