Microsoft

Auto Added by WPeMatico

amazon data center 1

OpenAI, Microsoft, Google, Amazon… afinal, quem lidera a corrida da IA?

ChatGPT, Claude, Copilot ou Gemini? A corrida pela inteligência artificial deixou de ser apenas uma disputa para ver quem tem o melhor modelo ou o mais rápido. Cada vez mais, o fator determinante é outro: o acesso à energia elétrica.

Com a expansão acelerada dos data centers voltados para IA, gigantes da tecnologia como Amazon, Google, Microsoft e Meta enfrentam um desafio comum: garantir eletricidade suficiente para sustentar o crescimento de suas operações.

Segundo uma análise publicada pelo Wall Street Journal com base em dados da empresa de inteligência energética Aterio, a Amazon parte de uma posição privilegiada:

  • A companhia já possui a maior infraestrutura de computação em nuvem do mundo e opera data centers próprios com capacidade de consumo de até aproximadamente 9 gigawatts (GW) de energia;
  • O volume é comparável à capacidade total de geração elétrica do estado norte-americano da Dakota do Norte inteiro.

Para efeito de comparação, os data centers próprios da Microsoft e do Google consomem cerca de 5 GW cada, enquanto a Meta opera instalações com capacidade próxima de 4 GW.

Mas a vantagem atual não garante liderança no futuro.

De acordo com estimativas da Aterio, a Amazon deverá adicionar o maior volume absoluto de capacidade energética e de data centers até 2030. Já o Google tende a crescer em ritmo mais acelerado. Considerando espaços alugados de operadores terceirizados, a diferença entre as duas empresas diminui significativamente.

O Olhar Digital consultou especialistas para entender exatamente o que está em jogo nessa corrida e como deve ser o futuro do setor de IA.

O que está em jogo na corrida de IA?

Para Rudolf Buhler, coordenador dos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Inteligência Artificial e Ciência de Dados do Instituto Mauá de Tecnologia, a disputa atual vai muito além dos modelos de IA. Segundo ele, é uma corrida por posição no mercado de computação do futuro.

O que está em jogo é quem vai fornecer a infraestrutura que outras empresas, governos e desenvolvedores vão usar para rodar suas próprias aplicações de IA.

Rudolf Buhler, coordenador no Instituto Mauá de Tecnologia

Na mesma linha, Kenneth Corrêa, especialista em IA e professor da Fundação Getúlio Vargas, avalia que o foco do mercado mudou. Para ele, o que está em disputa hoje é “o controle de toda a infraestrutura digital”.

Eduardo Barros, CEO da IDK Brasil, acrescenta que a inteligência artificial tende a se tornar uma tecnologia tão essencial quanto serviços básicos.

A IA não é mais uma ferramenta, uma tecnologia isolada ou um produto lançado. Ela vem como energia elétrica e como água… ela vai se tornar algo fundamental para toda a humanidade.

Eduardo Barros, CEO da IDK Brasil

No quesito infraestrutura, Amazon está na frente – Imagem: Reprodução/YouTube/Amazon

O maior limitador

A importância da energia para o avanço da IA ficou evidente após o CEO da Amazon afirmar que a eletricidade se tornou a “maior restrição” para os negócios de computação em nuvem e inteligência artificial da empresa. O comentário reflete a nova realidade do setor: as big techs estão construindo data centers em uma velocidade superior à capacidade de expansão das redes elétricas.

O relatório The Race to Power Data Centers, da Columbia Business School e publicado em janeiro deste ano, aponta a energia como um dos principais gargalos para a expansão da IA, especialmente nos Estados Unidos. Segundo o estudo, empresas de tecnologia frequentemente conseguem construir novas instalações antes mesmo de garantir conexão à rede elétrica ou acesso a novas fontes de geração.

Essa pressão ocorre em um contexto de crescimento acelerado da demanda energética global. Dados da Agência Internacional de Energia (AIE) indicam que os data centers consumiram cerca de 400 terawatts-hora (TWh) em 2024, o equivalente a aproximadamente 1,5% da eletricidade mundial. A projeção é que esse volume alcance 1.000 TWh até 2030 – cerca de 3% do consumo global.

A mudança de foco para infraestrutura tem uma explicação simples, segundo Buhler. “Porque sem energia, o modelo não roda. Não basta ter o melhor algoritmo se você não tem onde rodá-lo”, explicou.

Já para Corrêa, a discussão deixou de ser apenas tecnológica e passou a envolver limitações físicas.

O gargalo estratégico de hoje não é mais escrever código que para de pé, mas sim conseguir manter o servidor ligado na tomada.

Kenneth Corrêa, especialista em IA e professor da Fundação Getúlio Vargas

Estratégias diferentes

Os hiperescaladores (empresas por trás dos data centers de grande porte) compartilham o mesmo desafio, mas vêm adotando estratégias distintas para garantir energia.

Sergio Toro, fundador da Aterio, explicou ao WSJ que a Amazon aposta em uma abordagem mais gradual e focada em confiabilidade e custo. A empresa busca construir a maior parte de sua infraestrutura por conta própria.

Isso permitiu que a companhia saísse na frente em algumas iniciativas:

  • A Amazon foi a primeira entre as gigantes da tecnologia a anunciar um contrato de compra de energia vinculado a uma usina nuclear em operação;
  • Posteriormente, Microsoft, Google e Meta passaram a firmar acordos semelhantes envolvendo usinas nucleares desativadas ou em processo de encerramento.

O Google, por outro lado, tem concentrado esforços em ampliar sua infraestrutura utilizando fontes renováveis.

A busca por energia também levanta preocupações sobre concentração de mercado. Buhler alerta que há um temor crescente de que as big techs passem a monopolizar parte da oferta de energia limpa disponível nos EUA. Segundo ele, isso poderia deixar consumidores e companhias menores dependentes de fontes mais antigas e mais poluentes.

Postes de energia elétrica
Com boom da IA, demanda por data centers cresceu – mas rede de energia elétrica pode não dar conta do recado – Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Combustíveis fósseis seguem no setor

Apesar dos compromissos ambientais assumidos pelo setor, a necessidade de expandir rapidamente a capacidade computacional tem levado empresas a recorrerem também ao gás natural, um combustível fóssil e poluente.

Embora os investimentos em fontes renováveis estejam crescendo, especialistas observam que a demanda por eletricidade avança em velocidade ainda maior. Para Buhler, a aposta em combustíveis fósseis vem justamente para dar conta dessa demanda.

Como exemplo:

  • Segundo levantamento da Cleanview citado pelo Wall Street Journal, Microsoft, Amazon e Meta possuem projetos associados a usinas autônomas movidas a gás para abastecer data centers;
  • A Microsoft, por exemplo, assinou um contrato de 20 anos com a Chevron para fornecer energia a uma instalação de IA no Texas;
  • O próprio Google também adotou medidas consideradas contraditórias por alguns especialistas. A companhia planeja alugar capacidade computacional da SpaceX, cujos data centers foram construídos utilizando sistemas energéticos movidos a gás natural fora da rede elétrica tradicional.

Ao mesmo tempo, os hiperescaladores vêm investindo em tecnologias capazes de oferecer energia limpa de forma contínua. Entre as apostas estão pequenos reatores nucleares modulares (SMRs), sistemas geotérmicos avançados, novas tecnologias de armazenamento em baterias e até conceitos mais experimentais, como energia solar transmitida do espaço.

Segundo a Columbia Business School, essas empresas já desempenham um papel central no financiamento de projetos renováveis. Amazon, Microsoft, Google e Meta respondem juntas por mais da metade dos novos contratos corporativos de compra de energia renovável nos Estados Unidos.

Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
Para além da conta de luz: data centers também consomem volumes massivos de água e preocupam comunidades nos locais da instalação – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

O que vai definir os vencedores da corrida de IA?

Especialistas acreditam que os vencedores serão definidos principalmente pela capacidade de construir e sustentar infraestrutura.

Para Buhler, fatores como acesso a energia, disponibilidade de data centers, capacidade de obter licenças regulatórias e transformar esses investimentos em receitas recorrentes serão decisivos. Na avaliação dele, a disputa não será vencida necessariamente pela empresa com o melhor modelo de IA, mas por quem conseguir construir, energizar e rentabilizar sua infraestrutura com mais eficiência.

Kenneth Corrêa compartilha uma visão semelhante. Segundo ele, a liderança ficará com as empresas capazes de dominar toda a cadeia tecnológica da IA, desde a infraestrutura física até a entrega dos serviços ao cliente final.

O especialista também acredita que a próxima etapa da competição será marcada pela expansão dos chamados agentes de IA. Nesse cenário, tende a levar vantagem quem oferecer a melhor base tecnológica para que empresas construam suas próprias redes de agentes inteligentes.

Na visão de Corrêa, os futuros líderes do setor serão aqueles que conseguirem combinar acesso confiável a energia, modelos avançados e um ecossistema robusto para clientes e desenvolvedores.

O jogo deixou de ser apenas sobre software e passou a ser sobre o controle de todo o ‘stack’ de inteligência artificial, do hardware físico à distribuição final.

Kenneth Corrêa, especialista em IA e professor da FGV

O post OpenAI, Microsoft, Google, Amazon… afinal, quem lidera a corrida da IA? apareceu primeiro em Olhar Digital.

OpenAI, Microsoft, Google, Amazon… afinal, quem lidera a corrida da IA? Read More »

microsoft 1024x682 1

Quase 400 jornais processam OpenAI e Microsoft por treinar IA com textos jornalísticos sem autorização

Um conjunto de editoras responsável por quase 400 jornais ingressou com uma ação judicial contra a OpenAI e a Microsoft nos Estados Unidos, acusando as empresas de utilizarem conteúdo jornalístico sem autorização para desenvolver sistemas de inteligência artificial. O processo foi apresentado na última quarta-feira (24) no Tribunal Distrital do Sul de Nova York.

Segundo a acusação, textos produzidos pelos veículos teriam sido coletados e copiados para abastecer modelos de linguagem empregados em ferramentas como ChatGPT e Microsoft Copilot. Os autores da ação sustentam que o material foi aproveitado sem qualquer compensação financeira aos detentores dos direitos.

A iniciativa ocorre em meio ao avanço de disputas judiciais envolvendo empresas de tecnologia e organizações de mídia. Para os jornais, a falta de responsabilização pelo uso desse conteúdo pode comprometer a sustentabilidade econômica do jornalismo local.

Ação amplia embate entre imprensa e desenvolvedoras de IA

Fachada da Microsoft – Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

De acordo com a petição apresentada à Justiça, as empresas teriam acessado páginas dos veículos de comunicação, reproduzido reportagens e armazenado esse material em seus próprios sistemas para o treinamento de modelos de inteligência artificial. Os autores também alegam que informações relacionadas à gestão de direitos autorais teriam sido removidas durante esse processo.

Conforme os jornais, os sistemas desenvolvidos pelas rés são capazes de reproduzir conteúdos derivados desse material quando acionados por usuários. A argumentação central da ação é que o valor gerado pelos produtos de inteligência artificial teria sido construído, em parte, a partir do trabalho produzido pelas empresas jornalísticas.

Representando os autores, o ex-procurador-geral de Nova Jersey, Matthew Platkin, afirmou que a ação reúne um dos maiores esforços já liderados por veículos locais e regionais contra desenvolvedoras de inteligência artificial. Em entrevista mencionada na Bloomberg Law News, ele destacou a relevância do jornalismo regional para a sociedade norte-americana.

O jornalismo local é uma fonte de informação confiável para a grande maioria dos americanos. Ele é a força vital da nossa democracia, e esse modelo de negócios realmente colocou a imprensa local em risco de extinção”, explicou o advogado.

Fachada do prédio do The New York Times
Fachada do The New York Times, em Nova York, EUA – Imagem: Osugi//Shutterstock

Na mesma entrevista, Platkin avaliou que acordos ou decisões futuras não deveriam beneficiar apenas grandes grupos de mídia, mas também organizações locais que continuam cobrindo temas pouco explorados por outros veículos.

Os jornais afirmam ainda ter investido bilhões de dólares na produção e proteção de seu conteúdo, inclusive por meio de sistemas de assinatura e barreiras de acesso. Mesmo assim, alegam que esse material teria sido utilizado pelas empresas sem autorização prévia.

Entre os pedidos apresentados à Justiça estão indenizações previstas na legislação de direitos autorais e medidas judiciais destinadas a interromper práticas consideradas irregulares pelos autores da ação.

Em resposta às acusações, a OpenAI declarou que seus modelos são desenvolvidos com base em informações disponíveis publicamente e que suas atividades estão amparadas pelo princípio do fair use. Já a Microsoft não havia se manifestado até o momento da publicação da reportagem da Bloomberg.

O caso se soma a uma série de processos recentes envolvendo o uso de conteúdo protegido por direitos autorais no desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial. A reportagem cita iniciativas semelhantes movidas por organizações como CNN, New York Times, Reddit, Encyclopaedia Britannica e Merriam-Webster contra outras empresas do setor.

O post Quase 400 jornais processam OpenAI e Microsoft por treinar IA com textos jornalísticos sem autorização apareceu primeiro em Olhar Digital.

Quase 400 jornais processam OpenAI e Microsoft por treinar IA com textos jornalísticos sem autorização Read More »

ia trabalho 1024x576

IA no trabalho: O plano dos EUA para salvar empregos na era da IA

Uma nova iniciativa nos Estados Unidos quer preparar a força de trabalho para as mudanças provocadas pela inteligência artificial. O projeto reúne empresas, governos estaduais e organizações filantrópicas para lidar com os impactos da automação no mercado de trabalho.

A coalizão, chamada RAISE US, será liderada por nomes ligados ao governo e ao setor privado. Segundo o The Wall Street Journal, a proposta é apoiar a adaptação profissional em um cenário de adoção acelerada da inteligência artificial. E isso, segundo os organizadores, não é algo que possa ser deixado para depois.

Projeto aposta em integração entre empresas, governos e escolas para acelerar a requalificação profissional nos Estados Unidos. – Imagem: CL STOCK / Shutterstock

Um plano para reorganizar o mercado de trabalho

O grupo reúne empresas como Amazon, Microsoft e Bank of America, além de autoridades e ex-líderes políticos. A iniciativa busca criar uma estratégia centrada nos trabalhadores, indo além de programas tradicionais de treinamento.

Na prática, a discussão vai além de cursos ou capacitação pontual. O foco é reorganizar como empresas e governos lidam com transições de carreira em larga escala — algo que, segundo os participantes, já está acontecendo em diferentes setores.

  • criação de programas de requalificação profissional com foco em setores em expansão
  • revisão de políticas como o seguro-desemprego
  • incentivos para empresas manterem trabalhadores durante mudanças provocadas pela IA
  • integração entre governos estaduais, empresas e instituições educacionais
  • atenção especial a funções administrativas e de escritório

Um dos pontos levantados pelo grupo é a fragmentação das políticas de emprego nos Estados Unidos. Hoje, segundo eles, há iniciativas espalhadas demais e pouca coordenação entre estados e governo federal.

Mulher demitida carregando caixa para fora do escritório enquanto robô com inteligência artificial acena no fundo
Autoridades alertam que funções administrativas e de escritório estão entre as mais vulneráveis às mudanças tecnológicas. – Imagem: Stock-Asso/Shutterstock

Empresas e governos entram na discussão sobre IA

Durante o anúncio, executivos e autoridades destacaram que os efeitos da inteligência artificial vão além de avanços tecnológicos e já começam a reorganizar o trabalho em tempo real.

Brad Smith, vice-presidente do conselho e presidente da Microsoft, afirmou: “Precisaremos ganhar escala, e a expansão em larga escala nunca pode ser realizada por instituições isoladas.”

Gina Raimondo, diretora executiva da iniciativa e ex-secretária de Comércio dos EUA, reforçou que o foco atual ainda está desalinhado. “Não há atenção suficiente para garantir o futuro do trabalhador americano.”

Entre os participantes, há consenso de que empresas e governos precisam agir juntos — embora ainda não haja clareza sobre o ritmo nem a profundidade dessas mudanças.

Como a Inteligência Artificial vai mudar sua rotina em 2026
Autoridades alertam que funções administrativas e de escritório estão entre as mais vulneráveis às mudanças tecnológicas. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Testes regionais e impacto esperado

O plano prevê ações diferentes conforme o estado, sem um modelo único. Em Maryland, por exemplo, a proposta inclui ampliar programas de serviço e voluntariado para aproximar trabalhadores de áreas como saúde. No Arkansas, a iniciativa aposta em uma plataforma de orientação de carreira baseada em IA.

A coalizão reconhece que a inteligência artificial pode elevar produtividade e eficiência, mas também deve provocar deslocamento de trabalhadores em diferentes níveis da economia. Não há, neste momento, uma estimativa única sobre a dimensão desse impacto.

Pessoalmente, não acredito que não haverá nada para os humanos fazerem… Mas estou preocupada.

Gina Raimondo, diretora executiva da iniciativa e ex-secretária de Comércio dos EUA, ao WSJ.

A iniciativa ainda está em fase de estruturação e deve funcionar como base para políticas públicas e ações privadas voltadas à adaptação do mercado de trabalho à expansão da inteligência artificial — um processo que, segundo os envolvidos, ainda está longe de estar definido.

O post IA no trabalho: O plano dos EUA para salvar empregos na era da IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA no trabalho: O plano dos EUA para salvar empregos na era da IA Read More »

destaque data center de ia 1024x576 1

Microsoft anuncia usina de gás para abastecer data centers de IA no Texas

A Microsoft e a Chevron anunciaram nesta segunda-feira (22) um plano conjunto para erguer uma usina de gás natural de grande porte no oeste do Texas, nos Estados Unidos. O objetivo é fornecer energia dedicada a data centers de inteligência artificial e serviços de nuvem da empresa de tecnologia.

O projeto prevê capacidade de 2,67 gigawatts e será sustentado por um contrato de compra de energia com duração de 20 anos. A geração ficará a cargo de turbinas da GE Vernova e de equipamentos da subsidiária Solar Turbines, vinculada à Caterpillar, garantindo fornecimento contínuo para a operação dos data centers.

Batizado de Project Kilby, o empreendimento surge em meio à pressão sobre metas ambientais da Microsoft, que prevê zerar suas emissões líquidas até 2030. Segundo estimativas citadas no planejamento, a operação pode gerar milhões de toneladas de dióxido de carbono e outros poluentes, o que intensifica o debate sobre o impacto ambiental da expansão da infraestrutura de IA.

Estrutura e operação do projeto energético

Data center de inteligência artificial (IA) – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

O projeto foi descrito pelas empresas como um dos maiores empreendimentos integrados entre geração de energia fóssil e infraestrutura de data centers nos Estados Unidos. A proposta consiste em instalar uma unidade de geração a gás diretamente vinculada ao consumo de energia dos centros de processamento da Microsoft.

De acordo com informações divulgadas, a planta terá escala suficiente para alimentar operações de computação em nuvem e inteligência artificial de alta demanda energética. O modelo prevê um fornecimento exclusivo de eletricidade ao longo de duas décadas, reforçando a dependência de infraestrutura energética dedicada.

Dizeres
Imagem: New Africa/Shutterstock

A iniciativa também envolve tecnologia de turbinas de grande porte fornecidas pela GE Vernova, enquanto sistemas complementares de geração serão operados pela Solar Turbines, ligada à Caterpillar. A combinação busca garantir estabilidade energética para cargas contínuas e intensivas.

Apesar da dimensão do projeto, ele ocorre em um contexto de questionamento ambiental. Estimativas apontam potencial de emissão superior a 13 milhões de toneladas de dióxido de carbono, além de poluentes atmosféricos e substâncias classificadas como perigosas. Esses números contrariam compromissos climáticos assumidos pela Microsoft para a próxima década.

O post Microsoft anuncia usina de gás para abastecer data centers de IA no Texas apareceu primeiro em Olhar Digital.

Microsoft anuncia usina de gás para abastecer data centers de IA no Texas Read More »

destaque satya nadella ceo da microsoft forum economico mundial 1024x576

Satya Nadella, da Microsoft, critica concentração da IA e acende alerta no setor

A inteligência artificial está cada vez mais concentrada nas mãos de poucas empresas. Esse foi o alerta feito por Satya Nadella.

Na visão do CEO da Microsoft, esse cenário pode acabar criando um desequilíbrio difícil de reverter no futuro.

E há uma preocupação adicional no discurso: o atual rumo da IA pode não ser sustentável para usuários e empresas comuns.

O CEO da Microsoft questiona o domínio das big techs na corrida pela inteligência artificial global. – Imagem: FotoField/Shutterstock

“Não podemos deixar a IA dominar a economia”

Em entrevista ao The Wall Street Journal, Nadella criticou o cenário atual da inteligência artificial, marcado pela forte concentração de poder em um pequeno grupo de companhias que lidera o desenvolvimento dos modelos mais avançados.

Na prática, ele questiona não só o modelo de negócio, mas também o impacto dessa centralização.

Você não pode dizer que todos os empregos de escritório vão acabar e, ao mesmo tempo, pedir poder ilimitado para construir data centers.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, ao WSJ.

Para ele, o ponto central é simples: não faz sentido imaginar um futuro em que poucas empresas controlem sozinhas o aprendizado da IA em escala global.

Logo do Microsoft 365 Copilot em um tablet
Microsoft aposta em modelos de IA mais acessíveis enquanto critica o atual cenário dominado por poucos players. – Imagem: Azulblue/Shutterstock

Microsoft muda estratégia e aposta em modelos mais baratos

Enquanto faz críticas ao setor, a própria Microsoft já começou a ajustar sua abordagem.

A empresa passou a lançar modelos de inteligência artificial mais baratos e a testar formas de reduzir custos para clientes que lidam com contas cada vez mais altas no uso dessas tecnologias.

O movimento aparece em diferentes frentes dentro dos produtos da companhia.

Entre as iniciativas estão:

  • modelos de IA mais acessíveis para empresas
  • opção de escolher diferentes modelos dentro do Copilot
  • agentes de IA para execução de tarefas mais longas
  • testes com modelos alternativos, como o DeepSeek

A ideia é reduzir a dependência de poucos fornecedores e ampliar as opções disponíveis para os usuários.

Disputa aberta com os gigantes da tecnologia

Mesmo sem citar nomes diretamente, Nadella fez críticas que atingem empresas como OpenAI, Anthropic e Google, que hoje lideram o desenvolvimento dos chamados modelos de fronteira.

Leia mais:

O executivo defende uma mudança de direção: em vez de um mercado concentrado, a IA deveria evoluir como um ecossistema mais distribuído, com diferentes níveis de preço, acesso e capacidade.

Na prática, isso muda o centro da disputa global pela inteligência artificial.

A Microsoft, que mantém parceria com a OpenAI, também vem ampliando acordos com outras empresas e avaliando novas integrações em seus serviços.

Ilustração representa monitoramento digital de funcionários por ferramentas de inteligência artificial no ambiente de trabalho.
O futuro do trabalho também entra na discussão: IA deve apoiar, não apenas substituir empregos, diz Nadella. – Imagem: Skorzewiak / Shutterstock

IA e o futuro do trabalho: ajuste, não ruptura

Outro ponto forte da fala de Nadella foi o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho.

Ele defende que o debate não deve se limitar à substituição de empregos, mas sim à forma como as funções serão reorganizadas dentro das empresas.

A ideia, segundo ele, é que a adaptação seja gradual e baseada em equilíbrio entre tecnologia e trabalho humano.

  • IA como apoio direto à produtividade
  • reorganização de funções dentro das empresas
  • organizações funcionando como sistemas contínuos de aprendizado
  • combinação entre conhecimento humano e inteligência artificial

A fala de Satya Nadella mostra uma mudança de tom dentro de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Entre críticas à concentração de poder e a defesa de modelos mais acessíveis, a Microsoft tenta reposicionar seu papel na disputa global da inteligência artificial — um debate que segue aberto e sem previsão de consenso no setor.

O post Satya Nadella, da Microsoft, critica concentração da IA e acende alerta no setor apareceu primeiro em Olhar Digital.

Satya Nadella, da Microsoft, critica concentração da IA e acende alerta no setor Read More »

ia trabalhador 1024x528

A visão do CEO da Microsoft sobre o futuro da inteligência artificial

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, afirmou que todos são “stakeholders” da inteligência artificial e que a tecnologia pode elevar salários e distribuir ganhos.

Em um evento do New York Times em San Francisco, ele falou sobre a reação negativa à IA, o risco de impactos no emprego e o avanço da discussão política em torno do tema.

CEO da Microsoft comenta reação negativa à IA e alerta para mudanças no mercado de trabalho. Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

IA e percepção pública

Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse em San Francisco que a inteligência artificial virou um dos assuntos mais sensíveis do momento nos Estados Unidos. Não é só pela velocidade dos avanços, mas pelo incômodo que a tecnologia vem gerando em parte da população.

A fala ocorreu durante o Hard Fork Live, evento do New York Times. No palco, ele reconheceu algo que já aparece em pesquisas e discussões do setor: a percepção da IA ainda é majoritariamente negativa em alguns grupos, mesmo com o crescimento acelerado das aplicações práticas.

E há um ponto que ele fez questão de destacar. Para Nadella, existe uma distância grande entre o que a tecnologia pode gerar em termos econômicos e o que as pessoas realmente enxergam no dia a dia.

Gemini Socrates 1024x585
Microsoft aposta na OpenAI e vê a IA como peça central na nova disputa tecnológica global. Imagem: Renata Mendes via Gemini 3 Pro / Olhar Digital

“Stakeholders” e impacto social

O executivo não ignorou um dos pontos mais sensíveis do debate: o impacto no trabalho. Ele admitiu que a IA pode substituir funções, mas argumentou que os ganhos de produtividade tendem a aparecer, ao longo do tempo, na forma de salários mais altos.

Em um momento mais direto da conversa, ele resumiu o clima em torno da tecnologia com a frase: “Não dá para negar que a percepção é péssima”. Em seguida, reforçou a ideia de que o impacto da IA ​​não fica restrito às empresas de tecnologia: “todo mundo é uma parte interessada na IA”.

Esse debate já saiu do campo técnico há algum tempo. Nos Estados Unidos, a discussão passou a envolver políticos, economistas e grupos sociais diversos. Nomes como o senador Bernie Sanders e o presidente Donald Trump já trouxeram a ideia de que a riqueza gerada pela IA deveria ser compartilhada de forma mais ampla.

Satya Nadella ao lado de um smartphone exibindo o logo da Microsoft em sua tela
Nadella defende que os benefícios da IA devem ser compartilhados por toda a sociedade. – Imagem: QubixStudio/Shutterstock

Estratégia da Microsoft na corrida da IA

Dentro da Microsoft, a leitura é de que a corrida da inteligência artificial exige escolhas cada vez mais difíceis. A empresa foi uma das primeiras a apostar na OpenAI e ampliou esse investimento ao longo dos anos, ajudando a impulsionar ferramentas como o ChatGPT.

Leia mais:

Mas essa relação não ficou exatamente do mesmo jeito. Houve ajustes recentes para reduzir a dependência entre as duas empresas, embora a parceria siga estratégica para ambos os lados.

O ponto mais concreto levantado por Nadella, no entanto, não é político nem filosófico — é infraestrutura. A escassez de chips e memória já virou um gargalo real para o crescimento de data centers e para a expansão dos sistemas de IA.

Isso respinga em várias áreas da empresa, inclusive na divisão Xbox, que também disputa recursos dentro da Microsoft. No fim, segundo o executivo, o desafio é simples de dizer e difícil de resolver: crescer sem perder controle de custos, energia e capacidade computacional.

O post A visão do CEO da Microsoft sobre o futuro da inteligência artificial apareceu primeiro em Olhar Digital.

A visão do CEO da Microsoft sobre o futuro da inteligência artificial Read More »

07 badge bento 768x432 1

Microsoft quer reinventar o computador com o Project Solara

A Microsoft anunciou o Project Solara, uma nova plataforma voltada para dispositivos criados em torno de agentes de inteligência artificial (IA). A iniciativa foi apresentada por Steven Bathiche, vice-presidente corporativo e technical fellow do Applied Sciences Group da empresa, durante a Build 2026.

Segundo a companhia, o projeto combina hardware e software para criar experiências “agent-first”, nas quais os agentes assumem papel central na interação entre usuários e computadores. A proposta é facilitar o desenvolvimento de dispositivos especializados para diferentes ambientes de trabalho, reduzindo a complexidade normalmente envolvida na criação de novas categorias de equipamentos.

Microsoft aposta em uma nova geração de dispositivos

No anúncio, Bathiche afirmou que os agentes estão se tornando uma nova forma de interação entre pessoas e máquinas. A visão da empresa é que a linguagem natural passe a ocupar um papel mais relevante, diminuindo a dependência de interfaces tradicionais baseadas em aplicativos e comandos manuais.

De acordo com a Microsoft, o Project Solara foi desenvolvido para um cenário com múltiplos agentes, permitindo que empresas utilizem soluções da própria companhia ou criem agentes personalizados para suas necessidades. A plataforma conecta dispositivos e nuvem para oferecer experiências adaptadas a diferentes contextos.

Segurança e integração fazem parte da proposta

A Microsoft destacou três pilares do projeto: segurança corporativa, interação baseada em agentes e integração com agentes de terceiros. Entre os recursos previstos estão o sistema operacional Microsoft Device Ecosystem Platform (MDEP), gerenciamento via Microsoft Intune, autenticação com Entra ID e recursos do Hello for Business.

A empresa também apresentou o conceito de just-in-time UI, que busca adaptar automaticamente a interface dos agentes a diferentes telas e formas de interação, como voz, toque e recursos multimodais.

Dois dispositivos-conceito foram apresentados

Para demonstrar a plataforma, a Microsoft mostrou dois dispositivos de referência. O primeiro é um crachá inteligente portátil desenvolvido com a Qualcomm, equipado com tela touchscreen, sensor biométrico, câmera, microfones e conectividade 5G.

Conceito portátil do Project Solara funciona como um crachá inteligente com acesso a agentes de IA, biometria e conectividade 5G – Imagem: Divulgação / Microsoft

O segundo é um dispositivo de mesa criado em parceria com a MediaTek. O equipamento possui tela sensível ao toque, autenticação facial e pode atuar de forma independente, como complemento para um PC ou como cliente do Windows 365 quando conectado a um monitor externo.

Conceito Desk do Project Solara, dispositivo de mesa da Microsoft com tela touchscreen, autenticação facial e controles de privacidade para interação com agentes de IA
Conceito de mesa do Project Solara inclui tela sensível ao toque, autenticação via Hello for Business e integração com agentes de IA – Imagem: Divulgação / Microsoft

A Microsoft informou que centenas de funcionários já utilizam os conceitos internamente. Nos próximos meses, a empresa iniciará um programa piloto com organizações como AccuWeather, Best Buy, CVS Health, Levi’s e Target.

O post Microsoft quer reinventar o computador com o Project Solara apareceu primeiro em Olhar Digital.

Microsoft quer reinventar o computador com o Project Solara Read More »

microsoft 1024x682

Microsoft lança IA própria para rivalizar com OpenAI

A Microsoft anunciou nesta terça-feira seus primeiros modelos proprietários de inteligência artificial voltados para desenvolvedores, durante a conferência Build realizada em San Francisco. A iniciativa marca uma mudança no posicionamento da empresa, que até agora atuou principalmente como fornecedora de infraestrutura de nuvem e investidora em outras companhias de IA.

O primeiro modelo apresentado é o MAI-Code-1-Flash, descrito como o modelo inaugural da Microsoft no segmento de codificação por IA. Ele recebe descrições em texto e gera código-fonte para aplicativos e sites. O segundo é o MAI-Thinking-1, um modelo de raciocínio de tamanho médio. Ambos têm eficiência como ponto central de divulgação.

Novos modelos da Microsoft prometem criar códigos com mais eficiência e menor custo para desenvolvedores e empresas. Imagem: bluestork/Shutterstock

Microsoft aposta em eficiência e custo como diferenciais

Kyle Daigle, chefe de marketing para desenvolvedores da Microsoft e diretor de operações do GitHub, descreveu o MAI-Thinking-1 em um post como “construído para alta eficiência e desempenho, mas, principalmente, com baixo custo em tokens”. Tokens são a unidade usada por desenvolvedores para pagar pelo uso de modelos de IA.

O modelo de codificação foi descrito por Daigle como “ultra-eficiente em inferência”. O MAI-Thinking-1 está disponível em prévia privada pelo Microsoft Foundry, serviço voltado à integração de modelos em aplicações. Clientes podem manifestar interesse em testá-lo antes da disponibilização ampla e poderão aumentar a precisão do modelo incorporando dados próprios.

Para a Microsoft, desenvolver modelos próprios traz benefícios econômicos que podem ser repassados aos desenvolvedores: a empresa pode rodar esses modelos na própria infraestrutura Azure, sem pagar a terceiros como o OpenAI.

Logo da OpenAI exibido na tela de um smartphone
Novos modelos da Microsoft chegam para disputar espaço com o GPT-5 no mercado de inteligência artificial generativa. Imagem: Samuel Boivin / Shutterstock – Imagem: Samuel Boivin / Shutterstock

Desempenho comparado ao GPT-5 da OpenAI

Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI, afirmou que, após ajustar seus modelos para as necessidades da consultoria McKinsey, a Microsoft conseguiu superar o GPT-5 da OpenAI com eficiência de custo dez vezes maior.

O que vocês acabaram de ver é uma mudança bastante significativa. Acreditamos que chegou a hora de cada empresa deixar de apenas consumir um modelo de fronteira para participar plenamente no ecossistema de fronteira.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, durante a conferência. 

Estratégia tenta diminuir dependência da OpenAI

A Microsoft investiu US$ 13 bilhões (R$ 65 bilhões) no OpenAI e US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões) na Anthropic, disponibilizando os modelos de ambas pelo Azure. A Anthropic anunciou na segunda-feira que protocolou confidencialmente um pedido de IPO; o OpenAI também estuda uma oferta pública, possivelmente ainda este ano.

Leia mais:

O MAI-Code-1-Flash está disponível no serviço GitHub Copilot e no editor Visual Studio Code. Além dos dois modelos principais, a Microsoft anunciou versões atualizadas de modelos em nuvem para reconhecimento de voz, geração de voz sintética e geração de imagens, além de modelos Aion de menor porte que podem rodar em PCs com Windows.

Em maio, o Google anunciou o Gemini 3.5 Flash, modelo capaz de codificar e executar outras tarefas nos data centers da empresa.

Dedo de uma pessoa apertando o botão do Windows em um teclado
Novas IAs da Microsoft foram desenvolvidas para funcionar localmente em computadores com sistema Windows. Imagem: tomeqs/Shutterstock – Imagem: tomeqs/Shutterstock

Novos recursos chegam ao GitHub e Windows

Os anúncios da Build não ficaram restritos à programação. A Microsoft também revelou atualizações em modelos de reconhecimento de fala, geração de voz sintética e criação de imagens na nuvem.

Outro destaque foi a chegada dos pequenos modelos Aion, desenvolvidos para funcionar diretamente em computadores com Windows.

Entre os principais anúncios da empresa estão:

  • MAI-Code-1-Flash para geração de código;
  • MAI-Thinking-1 focado em raciocínio lógico;
  • novos recursos de voz, imagem e reconhecimento de fala;
  • modelos Aion otimizados para PCs com Windows;
  • integração dos modelos ao GitHub Copilot e Visual Studio Code.

O post Microsoft lança IA própria para rivalizar com OpenAI apareceu primeiro em Olhar Digital.

Microsoft lança IA própria para rivalizar com OpenAI Read More »

Microsoft lança Scout, agente de IA que atua sozinho

A Microsoft anunciou uma nova categoria de agentes de inteligência artificial (IA) chamada Autopilots, projetada para operar continuamente em segundo plano e executar tarefas de forma autônoma dentro dos ambientes corporativos. Junto com a novidade, a empresa revelou o Microsoft Scout, descrito como o primeiro agente dessa categoria, integrado ao ecossistema Microsoft 365.

Segundo a companhia, os Autopilots foram desenvolvidos para ir além das interações pontuais comuns em sistemas de IA. A proposta é que esses agentes permaneçam ativos de forma permanente, compreendam como o trabalho é realizado em diferentes aplicativos e tomem ações sem depender de comandos constantes dos usuários. A Microsoft afirma que eles operam com uma identidade própria e atuam dentro das permissões e políticas definidas pelas organizações.

Microsoft Scout estreia como primeiro Autopilot

O Microsoft Scout foi apresentado como o primeiro representante dessa nova categoria. A ferramenta está integrada aos aplicativos do Microsoft 365 e funciona em ambientes de nuvem, desktop e web. O agente se conecta a serviços como Teams, Outlook, OneDrive e SharePoint, além de utilizar dados de chats, e-mails, calendários e contatos para executar suas funções.

A interação com o Scout acontece principalmente pelo Teams, mas a Microsoft afirma que seu alcance pode ser ampliado por meio do aplicativo para desktop, que permite acesso ao navegador, recursos locais e servidores compatíveis com o protocolo de contexto de modelos. A empresa destaca que o produto foi desenvolvido com controles e mecanismos de segurança voltados para ambientes corporativos e utiliza a tecnologia de código aberto OpenClaw como base.

Agente pode coordenar tarefas e identificar riscos

De acordo com a Microsoft, o Scout foi criado para reduzir atividades de coordenação que costumam consumir tempo ao longo do dia. Entre as capacidades descritas estão o agendamento automático de reuniões entre diferentes fusos horários, a identificação de compromissos considerados importantes e a geração de materiais preparatórios para os participantes.

O sistema também pode identificar entregas futuras e reservar horários na agenda do usuário para auxiliar no cumprimento de prazos. Outra função apresentada é a detecção de possíveis riscos, como decisões que ficaram paradas e podem se transformar em obstáculos para projetos em andamento.

A Microsoft afirma ainda que, com o tempo, o Scout desenvolve contexto por meio de uma tecnologia chamada Work IQ, que aprende padrões de trabalho, prioridades e próximas ações necessárias. Segundo a empresa, isso permite que o agente se torne mais alinhado às necessidades de cada usuário.

Foco em segurança e acesso corporativo

A companhia informou que também contribuirá com recursos de conformidade de políticas diretamente para o projeto OpenClaw. Com isso, organizações que utilizam a tecnologia poderão verificar se seus ambientes atendem aos requisitos de segurança e conformidade definidos internamente.

No ambiente empresarial, cada agente do Scout opera sob uma identidade própria gerenciada pelo Entra, evitando o uso de contas compartilhadas. A Microsoft afirma que as credenciais são protegidas, limitadas às tarefas autorizadas e ocultadas de registros e diagnósticos. Além disso, ações consideradas sensíveis podem exigir aprovação humana antes de serem executadas. Políticas de proteção de dados do Microsoft Purview também são aplicadas durante as operações do agente.

Disponibilidade inicial

Segundo a empresa, funcionários da Microsoft já utilizam uma versão inicial do Scout para avaliar seu funcionamento em situações reais de trabalho. Agora, a experiência está sendo ampliada para um grupo seleto de clientes em uma fase de visualização privada e para organizações participantes do programa Frontier.

O acesso exige inscrição no Frontier, configuração de políticas do Intune e uma confirmação voluntária de participação. Usuários que possuam licença do GitHub Copilot podem então baixar e instalar a experiência experimental.

O post Microsoft lança Scout, agente de IA que atua sozinho apareceu primeiro em Olhar Digital.

Microsoft lança Scout, agente de IA que atua sozinho Read More »

mai thinking 1 1024x576

Microsoft lança MAI-Thinking-1, seu primeiro modelo avançado de IA

A Microsoft anunciou durante o Build 2026 uma nova geração de modelos de inteligência artificial (IA) desenvolvidos internamente pela companhia. Entre os lançamentos está o MAI-Thinking-1, descrito pela empresa como seu novo modelo principal e o primeiro focado em capacidades avançadas de raciocínio.

O anúncio marca mais um passo da estratégia da Microsoft para ampliar seu portfólio próprio de IA. A empresa começou a desenvolver modelos internos no ano passado, após anos utilizando principalmente tecnologias da OpenAI. Recentemente, as duas companhias renegociaram seu acordo, flexibilizando a relação entre elas.

Microsoft anunciou seu primeiro modelo de IA avançado, MAI-Thinking-1 – Imagem: Reprodução / Microsoft

MAI-Thinking-1 é o novo modelo principal da Microsoft

Segundo a Microsoft, o MAI-Thinking-1 é um modelo de porte médio que alcança desempenho comparável ao de modelos líderes em benchmarks considerados importantes para engenharia de software.

A empresa afirma que o sistema foi treinado integralmente com dados próprios e limpos, sem utilizar técnicas de destilação a partir de modelos de terceiros. Esse método é frequentemente empregado para transferir capacidades de um modelo maior para outro menor, mas a Microsoft destaca que não recorreu a essa abordagem no desenvolvimento do novo modelo.

O lançamento representa uma expansão dos esforços da companhia na criação de tecnologias próprias de inteligência artificial, área na qual vinha investindo desde a introdução de seus primeiros modelos internos em 2025.

Novos modelos cobrem imagem, voz, transcrição e programação

Além do MAI-Thinking-1, a Microsoft revelou outros seis modelos voltados para diferentes aplicações de IA.

Os modelos MAI-Image 2.5 e sua versão Flash foram desenvolvidos para geração de imagens a partir de texto e também para edição de imagens.

Já o MAI-Transcribe-1.5 é destinado à transcrição de áudio. De acordo com a empresa, ele opera em uma velocidade cinco vezes superior à de modelos concorrentes.

Na área de voz, a companhia apresentou o MAI-Voice-2 e anunciou uma versão Flash, que será disponibilizada futuramente. A nova geração adiciona suporte a 15 novos idiomas e amplia as opções de vozes disponíveis.

Para desenvolvimento de software, a Microsoft também lançou o MAI-Code-1, descrito como um modelo eficiente em inferência. A tecnologia já está integrada ao GitHub Copilot e ao Visual Studio Code, ferramentas amplamente utilizadas por programadores.

Ao todo, a empresa anunciou sete novos modelos durante o Build 2026, reforçando sua estratégia de ampliar a oferta de soluções próprias de inteligência artificial para diferentes tipos de aplicação.

O post Microsoft lança MAI-Thinking-1, seu primeiro modelo avançado de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Microsoft lança MAI-Thinking-1, seu primeiro modelo avançado de IA Read More »