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A conta da inteligência artificial chegou para as Big Techs?

A inteligência artificial começa a gerar resultados para as gigantes da tecnologia, mas o ritmo dos investimentos também aumenta a pressão sobre o caixa dessas empresas.

Segundo a Reuters, o mercado acompanhará os próximos balanços em busca de sinais de que o crescimento das receitas conseguirá acompanhar os gastos com infraestrutura.

A inteligência artificial já traz receitas, mas também exige aportes cada vez maiores das gigantes. – Imagem: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digita

Mercado observa se a conta vai fechar

Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Oracle — as chamadas hyperscalers — seguem ampliando seus investimentos em inteligência artificial. A expectativa, porém, é que o avanço dos gastos supere a geração de fluxo de caixa livre até 2027.

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Levantamento da Reuters, com base em estimativas da LSEG, aponta que essas empresas deverão ampliar o fluxo de caixa operacional anual em US$ 340 bilhões (aproximadamente R$ 1,72 trilhão) entre 2025 e 2027. No mesmo período, os investimentos devem crescer cerca de US$ 534 bilhões (aproximadamente R$ 2,71 trilhões), o equivalente a US$ 1,57 aplicado para cada US$ 1 adicional gerado em caixa.

Receita cresce, mas os gastos também

Os primeiros sinais de retorno já aparecem. A Microsoft informou que sua divisão de IA alcançou um ritmo anual de receita superior a US$ 37 bilhões (cerca de R$ 187,6 bilhões). Na Amazon, a AWS registrou crescimento de 28% no primeiro trimestre.

Segundo Shay Boloor, estrategista-chefe de mercado da Futurum Equities, “os investidores estão subestimando o quanto a IA está mudando fundamentalmente o modelo de negócios das Big Tech”.

Ele afirma que software, publicidade e computação em nuvem passaram a depender cada vez mais de grandes investimentos em infraestrutura física.

Esse movimento inclui:

  • Construção de novos data centers;
  • Compra de servidores e equipamentos de rede;
  • Expansão da infraestrutura em nuvem;
  • Maior demanda por aplicações de inteligência artificial.
Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
Data centers e servidores viraram peças-chave na nova fase de expansão da inteligência artificial. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

Oracle concentra as maiores preocupações

A Microsoft registrou US$ 35,8 bilhões (cerca de R$ 181,5 bilhões) em fluxo de caixa operacional no segundo trimestre fiscal, enquanto seus investimentos chegaram a US$ 37,5 bilhões (aproximadamente R$ 190,1 bilhões).

O crescimento dos lucros pode não ser suficiente para justificar os investimentos se os gastos de capital estiverem consumindo o caixa. As empresas existem para ganhar dinheiro, não para gastá-lo.

David Russell, chefe global de estratégia de mercado da TradeStation, à Reuters.

Entre as cinco empresas, a Oracle desperta maior preocupação. As ações acumulam queda de 36% no ano, o fluxo de caixa livre ficou negativo e a companhia pretende captar entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões (cerca de R$ 228,2 bilhões a R$ 253,5 bilhões) para ampliar sua infraestrutura em nuvem. Os próximos balanços mostrarão se o avanço da IA conseguirá acompanhar esse ritmo de investimentos.

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Meta abre vagas no Brasil para desenvolver apps de óculos inteligentes

Desenvolvedores brasileiros terão a chance de criar aplicativos para os óculos inteligentes da Meta. A empresa abriu inscrições para um programa que reúne estudantes, pesquisadores e profissionais interessados em explorar os recursos do dispositivo.

Realizada em parceria com o CEIA-UFG, a iniciativa oferece capacitação, hackathon e premiação em dinheiro. Ao mesmo tempo, reforça um debate que acompanha esses óculos desde o lançamento: a privacidade dos usuários.

A Meta quer ideias para saúde, educação, turismo, acessibilidade e muito mais. A criatividade está liberada. Imagem: Divulgação/Meta

Desenvolvedores brasileiros ganham espaço

Depois de conquistar milhões de usuários, os óculos inteligentes da Meta entraram em uma nova fase. Agora, a empresa quer aumentar a quantidade de aplicativos compatíveis e aposta nos desenvolvedores brasileiros para acelerar esse processo.

O Programa AI Glasses Brasil, criado em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (CEIA-UFG), convida estudantes, pesquisadores e desenvolvedores a pensar em novas aplicações para recursos como câmera, áudio, comandos de voz e inteligência artificial.

As propostas poderão envolver áreas como acessibilidade, educação, saúde, turismo, produtividade e criatividade.

O programa será dividido em etapas:

  • Capacitação técnica online;
  • Maratona virtual de ideias com palestras, workshops e mentorias;
  • Hackathon presencial na sede da Meta, em São Paulo, para as equipes selecionadas;
  • Premiação em dinheiro e entrega de óculos inteligentes aos vencedores.

As inscrições seguem abertas até 30 de julho. As equipes classificadas para a etapa presencial terão transporte e hospedagem pagos pela empresa. Os vencedores receberão US$ 3 mil (cerca de R$ 15 mil), enquanto o segundo e o terceiro lugares ganharão US$ 2 mil (cerca de R$ 10 mil) e US$ 1 mil (cerca de R$ 5 mil). Todos também receberão um par de óculos da Meta.

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Estudantes, pesquisadores e desenvolvedores terão a chance de testar ideias em um hackathon da Meta. Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock

O que os óculos já conseguem fazer

Os recursos do aparelho vão além de fotografar e gravar vídeos. Também é possível enviar imagens pelo WhatsApp usando apenas comandos de voz, visualizar informações nas lentes e executar ações por gestos.

Mesmo assim, a oferta de aplicativos ainda é pequena. Foi justamente por isso que a Meta disponibilizou um kit de desenvolvimento e agora tenta atrair novos criadores de soluções.

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O desafio da Meta não é só criar novos aplicativos, mas também conquistar a confiança dos usuários. Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock

Privacidade continua cercada de dúvidas

Quanto mais funções surgem, maiores ficam as preocupações. Um exemplo veio de estudantes de Harvard, que desenvolveram um sistema de reconhecimento facial para funcionar nos óculos da Meta e exibir informações encontradas na internet sobre pessoas filmadas pelas câmeras.

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Também há relatos do uso do equipamento por agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos durante operações, ampliando as discussões sobre vigilância.

Outro ponto sensível envolve as imagens registradas pelo aparelho. Fotos e vídeos ficam armazenados na nuvem da Meta e podem ser usados para treinar seus modelos de inteligência artificial, inclusive com participação de revisores humanos.

A empresa também precisou reagir quando usuários passaram a tentar desativar o LED que indica uma gravação em andamento. Hoje, os óculos deixam de gravar caso esse indicador seja danificado. O programa abre espaço para novas aplicações, mas a expectativa é que elas avancem junto com mecanismos capazes de reforçar a proteção da privacidade.

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Juiz dos EUA libera demissões na Meta em caso sobre inteligência artificial

Um juiz federal dos Estados Unidos negou, nesta sexta-feira (17), o pedido de um grupo de 26 funcionários da Meta Platforms para impedir temporariamente demissões que, segundo eles, teriam sido definidas com auxílio de ferramentas de inteligência artificial capazes de prejudicar trabalhadores com deficiência ou que haviam tirado licença médica.

A decisão foi tomada pelo juiz William Orrick, em Oakland, na Califórnia, onde tramita a disputa. O magistrado considerou que os empregados não demonstraram, neste momento, que a perda dos postos de trabalho representaria um dano irreparável capaz de justificar uma ordem emergencial contra os desligamentos previstos.

A controvérsia envolve cortes anunciados pela Meta em maio, quando a empresa informou a redução de aproximadamente 8 mil vagas, equivalente a cerca de 10% de sua força global de trabalho. Os funcionários questionam se critérios baseados em sistemas de IA influenciaram a escolha dos nomes incluídos na lista de dispensas.

Funcionários alegam que ferramentas de IA afetaram critérios de seleção

Fachada da Meta – Imagem: Derick Hudson/iStock

Os trabalhadores afirmam que a empresa utilizou mecanismos automatizados para avaliar desempenho, produtividade e adoção de recursos de inteligência artificial, fatores que teriam colocado em desvantagem pessoas afastadas por motivos médicos ou por responsabilidades familiares.

A ação judicial sustenta que sistemas internos da Meta, incluindo um assistente baseado em modelo de linguagem chamado “Metamate”, além de ferramentas voltadas ao acompanhamento de produtividade, participaram da análise dos funcionários. Conforme a acusação, esses recursos teriam considerado dados como comunicações internas, documentos, histórico de navegação, conteúdo de tela e registros de uso de teclado.

Os autores do processo também afirmam que os sistemas continuaram sendo usados como referência durante períodos de férias e licenças protegidas por lei. Na avaliação deles, isso teria reduzido indicadores associados à utilização de inteligência artificial e influenciado negativamente suas posições na seleção para desligamento.

A Meta rejeitou as acusações e declarou que as decisões relacionadas às demissões foram tomadas por pessoas, não por sistemas automatizados. A companhia não apresentou comentários específicos sobre a decisão judicial.

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Funcionário recolhendo seus pertences de um escritório após ser demitido (Imagem: 4 PM production/Shutterstock)

A defesa dos funcionários argumentou que a interrupção imediata das demissões era necessária porque os empregados poderiam perder não apenas salários, mas também benefícios importantes, como opções de ações e cobertura de saúde.

Durante uma audiência, a advogada Barbara Cowan afirmou que determinadas perdas não poderiam ser compensadas posteriormente, citando situações envolvendo nascimento de filhos e tratamentos médicos.

A representante jurídica da Meta, Erin Connell, contestou essa interpretação. Segundo ela, os trabalhadores não ficariam sem cobertura de saúde e eventuais prejuízos financeiros poderiam ser recuperados caso eles obtivessem vitória na arbitragem.

O juiz Orrick manteve a possibilidade de rever sua decisão caso novas provas apresentem detalhes adicionais sobre a participação da inteligência artificial no processo de redução de pessoal. A disputa seguirá em arbitragem privada, conforme previsto nos acordos firmados entre a empresa e seus empregados.

O caso é acompanhado como uma das primeiras ações contra uma grande empresa dos Estados Unidos a questionar judicialmente o suposto uso de inteligência artificial como elemento de apoio em decisões de demissão.

Os funcionários envolvidos atuavam em diferentes áreas, incluindo engenharia, gestão, pesquisa e design. Eles foram informados sobre os cortes em maio e, segundo documentos apresentados no processo, muitos permanecem na folha de pagamento até a conclusão dos desligamentos, embora tenham perdido acesso aos sistemas internos da empresa desde 20 de maio.

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Pais poderão saber quando adolescentes pedem ajuda à Meta AI

Atenção: a matéria a seguir inclui uma discussão sobre suicídio. Se você ou alguém que você conhece precisar de ajuda, procure apoio especializado. O Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona 24 horas por dia pelo telefone 188. Também é possível conversar por chat ou e-mail.

A Meta anunciou uma nova camada de proteção para o Meta AI: pais poderão ser avisados quando conversas de adolescentes com a inteligência artificial indicarem possíveis sinais de suicídio ou automutilação.

A medida tenta equilibrar dois pontos sensíveis: preservar a privacidade dos jovens e permitir que familiares recebam informações para oferecer ajuda em situações de risco.

Conversas com o Meta AI poderão gerar alertas quando houver sinais de automutilação ou pensamentos suicidas. – Imagem: Regi Cris/Shutterstock

Alertas serão enviados após análise das conversas

O recurso será disponibilizado para pais que utilizam as ferramentas de supervisão do Instagram. Quando o Meta AI identificar uma conversa que sugira possível risco, os responsáveis poderão receber uma notificação acompanhada de orientações de especialistas.

A Meta explica que o sistema foi criado para identificar referências diretas e também sinais mais discretos de sofrimento emocional. Antes que qualquer alerta seja enviado, as conversas marcadas pela inteligência artificial passarão por uma revisão manual.

Caso a intenção do adolescente não esteja totalmente clara, a empresa afirma que seguirá uma abordagem preventiva e poderá comunicar os pais para evitar que uma possível situação de risco passe despercebida.

Entre os casos que podem gerar alertas estão:

  • comentários diretos ou indiretos sobre vontade de se machucar;
  • conversas relacionadas a sofrimento emocional intenso;
  • sinais identificados pelo sistema desenvolvido pela Meta;
  • situações em que o adolescente possa precisar de apoio fora do ambiente digital.

A empresa destaca que o recurso não substitui acompanhamento profissional nem o diálogo entre pais e filhos. A proposta é ajudar responsáveis a perceber sinais que poderiam passar despercebidos.

Embora eu acredite que os adolescentes têm direito à privacidade, também acredito que os pais precisam ser informados se seus filhos podem estar em risco de se machucar.

Larry Magid, CEO e cofundador da ConnectSafely, em nota.

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Contas de adolescentes terão regras mais rígidas no Meta AI para limitar conteúdos considerados inadequados. – Imagem: Fabio Principe/Shutterstock

Meta quer ampliar proteção para situações extremas

Além dos avisos aos familiares, a Meta desenvolve uma ferramenta capaz de acionar serviços de emergência quando uma conversa com o Meta AI indicar risco imediato de suicídio, seja envolvendo adolescentes ou adultos.

A iniciativa segue uma estratégia semelhante à já aplicada em Facebook e Instagram. Segundo a empresa, mais de 19 mil encaminhamentos para serviços de emergência foram realizados no último ano após a identificação de publicações com risco de suicídio.

Para melhorar o comportamento da inteligência artificial, a Meta consultou mais de 75 profissionais especializados em saúde mental de adolescentes. Eles analisaram centenas de respostas e sugeriram ajustes para tornar o sistema mais adequado.

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Antes de avisar os pais, conversas identificadas pela IA passarão por revisão manual para confirmar possíveis riscos. – Imagem: DavideAngelini / Shutterstock

Meta AI terá regras mais rígidas para adolescentes

Contas de adolescentes já utilizam automaticamente uma configuração de conteúdo voltada para usuários com 13 anos ou mais. Nesse modo, o Meta AI evita participar de conversas sexuais ou românticas e não fornece conteúdos como receitas de bebidas alcoólicas.

A empresa também informou que o modo “Conteúdo Limitado”, opção mais restritiva disponível no Instagram, passará a afetar as conversas com o assistente de IA. Com isso, pais poderão reduzir ainda mais os tipos de interação disponíveis para adolescentes.

Segundo a psicóloga Ji-yeon Lee, que participou da análise das respostas do sistema, a avaliação especializada foi essencial para aprimorar a ferramenta. “Esse tipo de refinamento baseado em especialistas e cenários é essencial para tornar as experiências com IA mais seguras para adolescentes”, afirmou.

Os novos alertas já funcionam para pais que usam a supervisão do Instagram nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. A Meta prevê ampliar o recurso para outros países até o fim do ano.

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A IA pode decidir quem será demitido? Caso da Meta gera debate

Uma ação judicial contra a Meta colocou o uso de inteligência artificial em decisões trabalhistas no centro do debate. Vinte e seis ex-funcionários afirmam que ferramentas de IA podem ter influenciado uma rodada de demissões da empresa.

Segundo o processo citado pela Reuters, trabalhadores com deficiência ou que haviam tirado licença médica teriam sido afetados de forma desproporcional. A Meta nega a acusação e diz que as decisões foram tomadas por gestores.

Ferramentas de IA usadas por empresas passam a ser questionadas em decisões sobre contratação e desligamento. – Imagem: MMD Creative/Shutterstock

Processo envolve corte de cerca de 8 mil funcionários

Apresentada em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, a ação reúne ex-funcionários de seis estados americanos e do Distrito de Colúmbia. Os autores alegam que a empresa violou normas que protegem trabalhadores contra discriminação e retaliação.

O processo afirma que um software baseado em IA teria participado da avaliação dos profissionais durante os cortes anunciados pela companhia. Entre os critérios analisados estariam produtividade e uso de recursos de inteligência artificial.

A Meta havia anunciado, no início do ano, a redução de aproximadamente 10% da força de trabalho global, o equivalente a cerca de 8 mil pessoas. As demissões começaram em maio, com novas etapas previstas.

Uso de IA em decisões trabalhistas entra em debate

Além da disputa judicial, o caso levanta uma questão que empresas de diferentes setores começam a enfrentar: até onde sistemas automatizados podem participar de decisões que afetam funcionários?

De acordo com os ex-colaboradores, fatores considerados no processo incluíam:

  • indicadores de produtividade;
  • uso de ferramentas e recursos de inteligência artificial;
  • períodos de licença médica ou afastamentos por saúde;
  • impacto sobre trabalhadores protegidos por leis trabalhistas.

Os 26 autores registraram a ação de forma anônima e afirmam que a tecnologia teria contribuído para atingir profissionais em situações consideradas mais vulneráveis.

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A empresa anunciou cortes de cerca de 10% da força de trabalho global, equivalente a aproximadamente 8 mil funcionários. – Imagem: Andrii Yalanskyi / Shutterstock.com

Meta afirma que decisões foram tomadas por pessoas

A companhia rejeitou as acusações apresentadas no processo. Segundo um porta-voz da Meta, nenhum sistema de inteligência artificial foi responsável por escolher os funcionários que seriam desligados.

“As decisões organizacionais e de gestão da força de trabalho foram e são tomadas por pessoas, não por IA”, disse o porta-voz da empresa.

O processo ainda está no início e deverá passar pela análise das evidências apresentadas pelos ex-funcionários e pela defesa da Meta. O caso se tornou mais um exemplo dos desafios que surgem com a expansão da inteligência artificial em ambientes corporativos.

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Detector de IA da Meta falha ao identificar suas próprias imagens após recorte, diz agência

A ferramenta de detecção de imagens geradas por IA lançada pela Meta nesta semana falhou em identificar suas próprias criações quando submetidas a um recorte simples, segundo análise realizada pela Reuters.

O teste usou 40 imagens geradas pelo Muse Image, novo modelo de geração de imagens da empresa. A ferramenta identificou corretamente todas as 40 originais. Mas, quando as mesmas imagens foram recortadas para aproximadamente um terço a metade do tamanho original, o detector falhou em 55% dos casos.

Como o sistema funciona – e por que falha

A Meta afirma que o sistema de detecção usa uma marca d’água invisível chamada Content Seal, embutida em cada imagem gerada pelo Muse Image. A tecnologia foi projetada para permitir que usuários verifiquem se uma imagem foi criada pelos modelos de IA da empresa – mesmo após edições comuns.

Questionada sobre os resultados da análise da Reuters, a Meta lembrou que a ferramenta ainda está em fase de prévia. A empresa afirmou que a marca d’água é projetada para resistir a edições comuns, mas que o sinal pode ser perdido em recortes severos.

O que dizem os especialistas

Siwei Lyu, professor de ciência da computação da Universidade Estadual de Nova York em Buffalo e pesquisador de forense de imagens de IA, disse à Reuters que sistemas baseados em marca d’água têm limitações conhecidas.

“Métodos baseados em marca d’água podem ser altamente eficazes quando a marca permanece intacta, mas qualquer modificação que remova ou enfraqueça o sinal embutido – como recorte, redimensionamento, compressão pesada ou edição – pode reduzir sua eficácia, dependendo de como a marca d’água foi projetada”, disse Lyu.

Sarah Barrington, pesquisadora de IA e doutoranda na Escola de Informação da UC Berkeley, reconheceu as limitações, mas ponderou: “Como muitas medidas preventivas de cibersegurança ou segurança física, pode não ser totalmente à prova de falhas, mas mesmo que detectemos apenas 90% dos casos, ainda é um grande salto em relação a 0%.”

Contexto e pressão regulatória

A descoberta ocorre em momento delicado: o ano inclui as eleições de meio de mandato nos EUA, quando a circulação de deepfakes e imagens manipuladas tende a aumentar.

Em março, o Conselho de Supervisão da Meta – órgão independente que toma decisões vinculantes sobre moderação de conteúdo – pediu à empresa que fizesse mais para combater a “proliferação de conteúdo de IA enganoso” em suas plataformas e investisse em ferramentas de detecção mais robustas.

A Meta não está sozinha no desafio. Google e OpenAI também alertaram publicamente que suas próprias ferramentas de detecção não são infalíveis contra técnicas de alteração de imagens.

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Instagram: Meta remove recurso de IA após críticas

A Meta suspendeu, nesta sexta-feira (10), um novo recurso de inteligência artificial (IA) do Instagram que permitia gerar imagens baseadas em perfis públicos da plataforma.

A decisão foi tomada poucos dias após o lançamento da ferramenta, diante de uma onda de críticas de usuários, artistas e representantes da indústria do entretenimento relacionadas à privacidade e ao uso de imagens sem consentimento.

O recurso fazia parte do lançamento do Muse Image, novo gerador de imagens por IA da empresa, anunciado na última terça-feira (7).

Recurso da Meta ativava automaticamente contas públicas

  • Segundo a Meta, a funcionalidade era ativada automaticamente para todos os usuários que possuíam perfis públicos no Instagram;
  • Na prática, isso permitia que a aparência dessas pessoas fosse utilizada para gerar imagens produzidas por IA, sem que elas tivessem autorizado previamente esse uso;
  • A novidade gerou reclamações de usuários, que levantaram preocupações sobre privacidade e direitos autorais;
  • Em comunicado, a Meta reconheceu que a ferramenta não foi bem recebida:
  • “Nossa intenção era fornecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle sobre se seu conteúdo público poderia ser referenciado dessa forma”, afirmou a empresa. “Ouvimos o feedback de que esse recurso não atingiu seu objetivo, por isso ele não está mais disponível.”

Reações se espalharam nas redes sociais

Pouco depois da liberação do recurso, milhares de usuários recorreram às redes sociais para manifestar preocupação com a utilização de suas imagens.

Alguns passaram a compartilhar orientações sobre como impedir o uso da funcionalidade, incluindo transformar o perfil em privado ou alterar determinadas configurações do aplicativo.

A reação também chegou à indústria do entretenimento nos Estados Unidos. A Creative Artists Agency (CAA), uma das principais agências de talentos de Hollywood, entrou em contato com a Meta em nome de seus clientes e classificou a iniciativa como irresponsável.

Em nota divulgada na quarta-feira (8), a agência afirmou: “Os artistas merecem decidir se e como sua imagem e seu trabalho serão utilizados, com consentimento e a possibilidade de estabelecer seus próprios termos.”

Já o SAG-AFTRA, maior sindicato de atores dos Estados Unidos, declarou na quinta-feira (9) que a decisão da Meta de incluir automaticamente os usuários no recurso foi “um erro completo de avaliação do sentimento público” em relação ao uso da IA.

Muse Image segue no WhatsApp e no Meta AI – Imagem: jackpress/Shutterstock

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Muse Image continua disponível em outros aplicativos

Embora a funcionalidade tenha sido retirada do Instagram, a Meta informou que o Muse Image continua disponível no WhatsApp e no aplicativo Meta AI, chatbot independente da empresa.

Outros recursos de IA apresentados nesta semana para o Instagram também permanecem ativos, incluindo filtros especiais criados pelo próprio Muse Image.

Debate sobre IA e direitos autorais continua

O episódio é mais um entre uma série de controvérsias envolvendo ferramentas de IA capazes de criar ou manipular imagens.

A OpenAI enfrentou questionamentos semelhantes sobre direitos autorais após lançar o gerador de vídeos Sora em setembro do ano passado. Posteriormente, a empresa firmou acordos com alguns estúdios para produzir vídeos utilizando conteúdos protegidos por copyright, mas encerrou o aplicativo em março.

Outra plataforma citável é o X, que bloqueou neste ano a conta do chatbot Grok de publicar determinadas imagens publicamente após milhões de imagens manipuladas de mulheres e crianças com pouca ou nenhuma roupa se espalharem pela rede social.

Além disso, outras empresas, como o Google, também enfrentaram críticas relacionadas à forma como seus sistemas de IA geram imagens.

Meta mantém estratégia voltada para IA

Apesar da suspensão da ferramenta no Instagram, a Meta afirmou que continua investindo em IA. Na quinta, a empresa lançou uma nova versão de seu modelo de IA Muse Spark e informou que pretende disponibilizar um gerador de vídeos por IA nos próximos meses.

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Meta libera Muse Spark 1.1 para competir com OpenAI e Anthropic

A Meta anunciou, nesta quinta-feira (9), a liberação do acesso para desenvolvedores ao seu modelo de inteligência artificial (IA) Muse Spark, acompanhada do lançamento da versão aprimorada Muse Spark 1.1. Com a novidade, a empresa passa a competir diretamente com OpenAI e Anthropic ao cobrar pelo uso de seu modelo de IA por meio de uma API destinada a desenvolvedores.

Segundo a Meta, o Muse Spark 1.1 é seu modelo mais avançado para tarefas de programação e execução de agentes de IA em aplicações do mundo real. O lançamento faz parte da estratégia da companhia de desenvolver o que chama de “superinteligência pessoal”.

Modelo promete executar tarefas complexas com menos intervenção humana

  • De acordo com a empresa, o Muse Spark 1.1 é capaz de escrever e depurar código, utilizar softwares e ferramentas externas, compreender textos, imagens e vídeos e executar tarefas complexas compostas por múltiplas etapas, exigindo menos intervenção humana ao longo do processo;
  • O Muse Spark foi apresentado originalmente em abril como o primeiro modelo de raciocínio e processamento de texto desenvolvido pela equipe de superinteligência criada pela Meta no ano passado para reduzir a diferença em relação aos concorrentes na corrida pela liderança em IA;
  • Na ocasião do lançamento, a companhia disponibilizou a API apenas em uma prévia privada para parceiros selecionados;
  • A API funciona como uma ponte entre o modelo de IA e os sistemas desenvolvidos por terceiros, permitindo que programadores integrem suas capacidades a diferentes aplicativos e plataformas.

Desenvolvedores dos EUA já podem testar o modelo

Agora, desenvolvedores localizados nos Estados Unidos podem acessar o Muse Spark em prévia pública por meio da Meta Model API. A plataforma permite testar comandos, comparar respostas geradas pelo modelo e criar protótipos de integrações.

Quem se cadastrar para utilizar a API receberá US$ 20 (R$ 102,70) em créditos gratuitos para testar a tecnologia antes de migrar para o modelo de cobrança por consumo.

Em publicação no X, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou: “Nosso foco é entregar modelos agênticos e multimodais robustos a um custo muito baixo.”

Para Shay Boloor, estrategista-chefe de mercado da Futurum Equities, o novo modelo pode representar um avanço importante na estratégia comercial da Meta.

“Se o Muse Spark 1.1 for realmente competitivo com Claude e Codex em programação, então a Meta poderá finalmente ter um caminho muito mais claro para monetizar seus modelos de IA por meio de ferramentas pagas para desenvolvedores”, afirmou à Reuters.

Em publicação no X, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou: “Nosso foco é entregar modelos agênticos e multimodais robustos a um custo muito baixo.” – Imagem: gguy/Shutterstock

Preços ficam entre opções da Anthropic e OpenAI

A Meta definiu o preço de uso da API em US$ 1,25 (R$ 6,42) por milhão de tokens de entrada e US$ 4,25 (R$ 21,82) por milhão de tokens de saída.

Segundo a empresa, esses valores ficam acima dos cobrados pelo GPT-5 mini, modelo de entrada da OpenAI, e pelo Claude Haiku 4.5, opção de menor custo da Anthropic. Por outro lado, permanecem abaixo do preço do Claude Sonnet 4.6, modelo mais avançado da Anthropic.

Integração com Meta AI e aplicativos da empresa

Além da API para desenvolvedores, o Muse Spark 1.1 também passa a estar disponível no modo Thinking do aplicativo Meta AI e na versão web da plataforma.

A Meta informou ainda que o novo modelo deverá substituir os atuais modelos Llama utilizados para alimentar os chatbots presentes no WhatsApp, Instagram, Facebook e na linha de óculos inteligentes da empresa.

Lançamento sucede estreia do Muse Image

A chegada do Muse Spark 1.1 ocorre poucos dias após outro anúncio da Meta relacionado à sua estratégia de IA.

Na terça-feira (7), a empresa informou a expansão de seus recursos de IA generativa em seus aplicativos com o lançamento do Muse Image, o primeiro modelo de geração de imagens desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs. Segundo a companhia, o novo sistema amplia as ferramentas de criação de conteúdo disponíveis em seu ecossistema de aplicativos.

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Nova IA da Meta, Muse Image usa ideias simples para criar imagens

A Meta Platforms anunciou nesta terça-feira (7) o lançamento gradual do Muse Image, seu primeiro modelo de geração de imagens desenvolvido pela equipe Meta Superintelligence Labs. A tecnologia passa a integrar o chatbot Meta AI e será expandida para diferentes plataformas da empresa.

O novo sistema permite criar imagens a partir de comandos detalhados, interpretar instruções complexas e modificar resultados gerados com auxílio de desenhos ou anotações feitas pelos usuários. A ferramenta também aceita fotos como referência para novos conteúdos visuais.

A companhia informou que o recurso chega inicialmente a alguns países e será utilizado em funções do Instagram Stories e em conversas diretas com o Meta AI no WhatsApp. A expansão para outros mercados e serviços está prevista para etapas futuras.

Novo modelo será integrado ao ecossistema da Meta

Muse Image no WhatsApp – (Divulgação: Meta)

O Muse Image representa mais um movimento da Meta para ampliar sua presença no setor de inteligência artificial generativa, área em que grandes empresas de tecnologia disputam avanços em modelos capazes de produzir conteúdos e executar tarefas automatizadas.

Segundo a empresa, a ferramenta permitirá a criação de mais de 30 novos efeitos de inteligência artificial para o Instagram Stories. Além disso, usuários selecionados poderão gerar imagens diretamente em chats com o Meta AI dentro do WhatsApp.

A Meta afirmou que o uso básico do Muse Image por meio do Meta AI continuará disponível gratuitamente. Recursos adicionais de criação, porém, serão oferecidos dentro dos planos de assinatura da companhia.

Muse Image no Instagram
Muse Image no Instagram – (Divulgação: Meta)

A empresa também informou que pretende levar o modelo ao Facebook e ao Messenger após a fase inicial de distribuição. A ampliação faz parte de uma estratégia para incorporar recursos de inteligência artificial em diferentes produtos de sua plataforma.

O lançamento ocorre após a apresentação do Muse Spark, modelo de inteligência artificial com capacidade de processamento de texto e raciocínio desenvolvido pela equipe Meta Superintelligence Labs. A divisão foi criada no ano anterior com o objetivo de fortalecer a posição da empresa na disputa tecnológica envolvendo inteligência artificial.

Além do modelo de imagens, a Meta revelou uma prévia inicial do Muse Video, sistema voltado para geração de vídeos por inteligência artificial. A empresa não divulgou, no material apresentado, detalhes adicionais sobre disponibilidade ou funcionamento dessa tecnologia.

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Meta lança app para criação de jogos e experiências com IA

A Meta lançou discretamente um novo aplicativo voltado à criação de jogos e experiências interativas por meio de inteligência artificial (IA). Chamado Pocket, o software permite que usuários gerem pequenos aplicativos e jogos utilizando comandos de texto (prompts) enviados à IA.

O aplicativo é resultado da aquisição, realizada pela Meta no início deste ano, da equipe responsável pela plataforma de jogos baseada em IA Gizmo. Na descrição oficial, o Pocket se apresenta como “uma plataforma criativa para criar e compartilhar gizmos”, nome dado às experiências interativas desenvolvidas pelos usuários.

Além das ferramentas de criação, o aplicativo oferece um feed com rolagem contínua, no qual é possível explorar e testar os “gizmos” produzidos por outras pessoas.

Aplicativo mantém semelhanças com o Gizmo

De acordo com capturas de tela disponíveis na Google Play, o Pocket apresenta diversas semelhanças com o aplicativo original do Gizmo, que continua listado nas lojas de aplicativos.

Assim como o Pocket, o Gizmo permite que usuários utilizem prompts de texto para criar pequenas experiências interativas com auxílio da IA e também conta com um feed voltado à descoberta de conteúdos produzidos pela comunidade.

O lançamento do Pocket foi identificado inicialmente por Alessandro Paluzzi, engenheiro especializado em engenharia reversa e conhecido por descobrir antecipadamente novos aplicativos e funcionalidades. Na manhã desta quinta-feira (2), ele publicou no X uma captura de tela da página do aplicativo na Play Store.

Segundo dados da empresa de inteligência de aplicativos Appfigures, entretanto, o Pocket foi disponibilizado pela primeira vez em 29 de junho de 2026, tanto na App Store, quanto na Google Play. Por ser um lançamento recente, a empresa informou que ainda não consegue determinar se o aplicativo já registrou downloads.

A Meta ainda não se manifestou sobre o aplicativo.

Gizmo é versão anterior do Pocket – Imagem: Reprodução/Meta

Leia mais:

Estratégia amplia aposta da Meta em ferramentas de IA

  • O Pocket representa mais um passo da Meta na estratégia de popularizar ferramentas de criação baseadas em IA;
  • A empresa já havia lançado recursos para geração de imagens por meio do aplicativo Meta AI e criação de vídeos utilizando o aplicativo Vibes;
  • Além disso, incorporou funcionalidades de IA em suas plataformas de redes sociais e no aplicativo de edição de vídeos Edits, voltado para criadores de conteúdo;
  • Como a Meta ainda não anunciou oficialmente a chegada do Pocket, a expectativa é de que o aplicativo permaneça em uma fase inicial de experimentação.

Segundo a Appfigures, o Gizmo, plataforma que deu origem ao Pocket, acumulou 635 mil instalações ao longo de sua existência, considerando as versões para iOS e Google Play. A empresa também informou que o aplicativo registrou um índice de sentimento positivo de 98% entre seus usuários.

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