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Disputa com Casa Branca expõe riscos políticos da Anthropic antes do IPO

A relação entre a Anthropic e o governo dos Estados Unidos entrou em rota de colisão após divergências sobre o uso militar de inteligência artificial. O impasse envolveu decisões de segurança nacional e medidas de restrição que atingiram diretamente a empresa.

Nos últimos meses, porém, o clima começou a mudar em Washington. Ainda sem acordo definitivo, mas com sinais de aproximação, explica a Reuters.

Debate sobre uso de IA militar segue no centro da relação entre empresas de tecnologia e a Casa Branca. Imagem: Artem Onoprienko/iStock

Impasse começou com restrições ao uso militar de IA

A tensão começou quando a Anthropic recusou permitir que suas tecnologias fossem usadas pelas Forças Armadas dos EUA em vigilância doméstica e em sistemas de armas totalmente autônomos. A resposta do governo veio em seguida: a empresa foi incluída em uma lista de segurança nacional, cuja aplicação deve entrar em vigor ainda este ano.

Em março, o Departamento de Defesa foi além e classificou a empresa como um “risco para a cadeia de suprimentos”. É a primeira vez que uma companhia americana recebe esse tipo de enquadramento, geralmente reservado a empresas ligadas a países considerados adversários. Na prática, a decisão impede que contratados militares usem modelos da Anthropic em projetos ligados às Forças Armadas.

Sempre que o governo sinaliza que está se desvinculando de uma empresa, isso é um grande problema para ela.

Franklin Turner, advogado que atua com contratos governamentais, à Reuters.

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Disputa entre Anthropic e governo dos EUA envolve uso de IA em defesa e vigilância doméstica. Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

Sinais de reaproximação começaram na Casa Branca

A mudança de clima começou a aparecer depois de uma visita do CEO Dario Amodei à Casa Branca, em abril. Foi o primeiro encontro mais amplo desde o início da disputa, abrindo espaço para conversas sobre possível cooperação.

Um dos episódios mais simbólicos dessa reaproximação foi o convite para que Amodei participasse da assinatura de uma ordem executiva sobre inteligência artificial. O evento acabou sendo cancelado, mas a ordem foi posteriormente assinada pelo presidente Donald Trump. Em comunicado, a Anthropic afirmou que espera “colaborar” com a Casa Branca na implementação das diretrizes.

Nos bastidores, representantes da empresa também se reuniram com autoridades econômicas dos Estados Unidos para discutir segurança cibernética e políticas de IA. Esses encontros ajudaram a alimentar parte das discussões que embasaram a nova ordem executiva.

Pontos da disputa

  • Recusa da Anthropic em apoiar usos militares de IA em vigilância e armas autônomas
  • Inclusão da empresa em lista de segurança nacional dos EUA
  • Classificação como “risco para a cadeia de suprimentos” pelo Pentágono
  • Reaproximação após reuniões na Casa Branca e encontros com autoridades
  • Processo judicial ainda em andamento e impacto sobre o IPO da empresa
Logo da Anthropic em um smartphone
Especialistas avaliam que impacto da crise entre Anthropic e EUA pode ser mais reputacional no curto prazo. Imagem: JRdes/Shutterstock – Imagem: JRdes/Shutterstock

Disputa segue aberta e ainda gera incertezas

Apesar dos sinais de aproximação, o conflito não foi encerrado. O Pentágono continua contestando a classificação de risco aplicada à empresa, e o caso segue em disputa judicial.

Outro ponto que chamou atenção no setor foi a ausência de executivos da Anthropic em uma simulação militar de ataques cibernéticos organizada pelo Exército dos EUA. O exercício contou com representantes de outras grandes empresas de tecnologia.

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No mercado, o caso é acompanhado de perto. Analistas avaliam que o impacto imediato é mais reputacional do que estrutural, embora ainda gere ruído. “É uma contusão de curto prazo”, resumiu o analista Harrison Rolfes, da PitchBook.

O pano de fundo é a preparação da Anthropic para uma possível abertura de capital, que pode avaliar a empresa em até US$ 1 trilhão. Um movimento que coloca ainda mais pressão sobre a relação com o governo americano.

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Anthropic propõe pausa global no avanço da inteligência artificial

A Anthropic publicou um post em seu blog defendendo uma desaceleração global no desenvolvimento da inteligência artificial. A justificativa central é a velocidade do avanço tecnológico. Para a empresa, os sistemas atuais podem abrir caminho para modelos capazes de desenvolver seus próprios sucessores — um cenário que, segundo o artigo, “pode chegar antes do que a maioria das instituições está preparada para enfrentar”.

No documento, a companhia reconhece que uma IA capaz de se aprimorar poderia “trazer enormes benefícios para o mundo” nas áreas de ciência e saúde, entre outras. Mas faz um alerta: sistemas desse tipo também poderiam “aumentar os riscos de os humanos perderem o controle sobre a IA”. A proposta de desaceleração serviria justamente para dar mais tempo às estruturas sociais e às pesquisas de alinhamento acompanharem a evolução da tecnologia.

Anthropic diz que pausa temporária ajudaria pesquisas de segurança a acompanhar a IA. Imagem: Tada Images/Shutterstock – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Verificação como condição para qualquer acordo

Para que uma desaceleração seja efetiva, a Anthropic afirma que mecanismos de fiscalização precisam existir. Sem esse tipo de controle, algumas empresas poderiam continuar desenvolvendo tecnologia em segredo enquanto outras interrompem suas atividades.

“Uma desaceleração ou pausa significativa exigiria que múltiplos laboratórios bem financiados, na fronteira ou próximos dela, em múltiplos países, concordassem em parar sob as mesmas condições”, escreve a empresa em seu blog. “Também exigiria que cada um pudesse verificar que os outros realmente pararam.”

A comparação feita pela Anthropic é com os tratados de armas nucleares. A empresa usa esses acordos como exemplo de que uma coordenação internacional não seria impossível — embora admita que processos assim levaram décadas para serem construídos, algo difícil de conciliar com a velocidade atual do setor.

Nos próximos meses, a companhia pretende conversar com formuladores de políticas, pesquisadores e outras empresas de IA. A ideia é publicar os resultados dessas discussões futuramente.

Pessoa usando notebook enquanto interage com interface digital que representa segurança cibernética e inteligência artificial.
Empresa afirma que sistemas futuros podem transformar profundamente economia, trabalho e tecnologia. Imagem: Supapich Methaset / Shutterstock – Imagem: Supapich Methaset / Shutterstock

Pesquisa interna e papel do Anthropic Institute

A proposta parte do trabalho desenvolvido pelo Anthropic Institute, divisão de pesquisa criada pela empresa em março. Na época do lançamento, o grupo afirmou que o objetivo do instituto seria “contar ao mundo” o que aprende sobre os desafios que surgem conforme empresas de IA desenvolvem sistemas mais avançados.

O instituto, em conjunto com colaboradores, conduzirá pesquisas sobre o que é necessário para “construir os sistemas que uma desaceleração ou pausa crível exigiria”.

Entre os principais pontos levantados pela Anthropic estão:

  • risco de sistemas de IA evoluírem sem supervisão humana;
  • dificuldade de criar regras globais que sejam respeitadas;
  • possibilidade de impactos sociais e econômicos profundos;
  • competição acelerada entre empresas e países;
  • necessidade de ampliar pesquisas em segurança de IA.
Interface AI mostrando aviso de erro de prompt e alerta do sistema
Startup de IA quer mais tempo para pesquisas de segurança acompanharem evolução dos modelos. Imagem: Digineer Station/Shutterstock – Imagem: Digineer Station/Shutterstock

Críticas à postura da empresa

O debate em torno da Anthropic também envolve críticas. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, parte do setor vê os alertas feitos pela empresa sobre sua própria tecnologia como uma estratégia de marketing — seja para parecer menos problemática que as concorrentes, seja para reforçar a imagem de que seus produtos estão entre os mais avançados do mercado.

Um dos exemplos citados é o lançamento restrito do modelo de IA para cibersegurança Mythos. A Anthropic afirmou que liberou o sistema apenas para um grupo seleto de parceiros devido ao potencial de dano que sua capacidade de identificar vulnerabilidades rapidamente poderia causar em mãos erradas.

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Nem todo mundo, porém, comprou essa justificativa. Parte das críticas interpreta a restrição como uma forma de gerar expectativa em torno do produto ou até de reservá-lo apenas para grandes empresas.

Na área financeira, a Anthropic também vive um momento importante. A empresa caminha para registrar seu primeiro trimestre lucrativo, algo que várias concorrentes ainda não conseguiram alcançar. Além disso, já protocolou documentos na SEC para abrir capital, com previsão de que isso aconteça antes do fim do ano.

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Tráfego de IA supera o de humanos na internet pela primeira vez

A internet atingiu um marco inédito: pela primeira vez, o tráfego gerado por agentes de inteligência artificial (IA) superou o produzido por usuários humanos. Os dados foram divulgados pela Cloudflare, uma das maiores empresas de hospedagem e infraestrutura da internet, e mostram que os chamados bots agentivos já representam 57,4% das requisições online, enquanto os humanos respondem por 42,6%.

A informação foi compartilhada por Matthew Prince, cofundador e CEO da Cloudflare, em publicações na rede social X nesta semana. Segundo ele, a mudança ocorreu mais cedo do que o esperado. Prince afirmou que acreditava que essa virada só aconteceria no fim de 2027, depois no início daquele ano, mas o crescimento acelerado dos agentes de IA antecipou o cenário.

O que está por trás do aumento do tráfego de IA

É importante destacar que os números divulgados pela Cloudflare não incluem apenas os bots tradicionais da internet, como rastreadores de mecanismos de busca e ferramentas de monitoramento. Esse tipo de automação já superava o tráfego humano em determinados contextos há mais de uma década.

O dado da Cloudflare se refere especificamente aos agentes de IA que navegam pela web em nome dos usuários. São sistemas capazes de pesquisar informações, visitar páginas e reunir resultados para responder perguntas feitas em chatbots e outras ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Na prática, isso significa que mais agentes automatizados estão acessando sites do que pessoas. Ainda assim, os usuários humanos continuam sendo os principais responsáveis pela interação direta com conteúdos, enquanto as IAs realizam um volume maior de visitas e consultas.

Diferenças entre regiões

A distribuição do tráfego varia de acordo com a localização. Na América do Norte, os bots já representam 68,6% da atividade online, contra 31,4% de origem humana.

Em regiões menores, porém, o cenário pode ser diferente. No Meio-Oeste dos Estados Unidos, por exemplo, os humanos ainda lideram, com 54,5% do tráfego, enquanto os bots ficam com 45,5%.

Segundo os dados divulgados, América do Sul, Ásia e Oceania ainda registram predominância de atividade humana na maior parte do tempo. Já América do Norte, Europa e África tendem a apresentar participação mais elevada dos agentes automatizados.

Há também casos extremos. Em horários de pico, até 97% do tráfego originado em Gibraltar é atribuído a bots. No sentido oposto, Cuba e Laos registram participação humana de 80,8% e 84,7%, respectivamente.

Crescimento acelerado surpreendeu a Cloudflare

Em entrevista à NBC News, Prince afirmou estar surpreso com a velocidade do avanço do tráfego não humano. Segundo ele, os gráficos apresentam algumas imperfeições, mas a tendência já é clara e indica uma mudança estrutural no comportamento da internet.

O executivo também observou que um usuário pode visitar apenas alguns sites antes de concluir uma compra, enquanto um sistema de IA pode consultar milhares de páginas para executar uma tarefa semelhante.

Prince afirmou ainda que a web passou por um período de retração entre 2015 e 2025, mas que os últimos seis meses marcaram uma mudança significativa, com crescimento acelerado impulsionado pelo uso de inteligência artificial.

Debate sobre a “Teoria da Internet Morta”

O avanço dos bots reacendeu discussões sobre a chamada Dead Internet Theory (Teoria da Internet Morta), que sustenta que a maior parte da atividade online passaria a ser produzida por sistemas automatizados em vez de pessoas.

Embora alguns usuários vejam os novos dados como uma confirmação dessa hipótese, Prince discorda. Para ele, as ferramentas de IA estão ampliando o acesso à criação de conteúdo, permitindo que mais pessoas produzam material online sem precisar dominar programação ou design.

O executivo também apontou possíveis impactos econômicos dessa transformação. Segundo ele, os bots não clicam em anúncios da mesma forma que os usuários humanos, o que levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo de negócios atual da internet.

Uma das alternativas mencionadas por Prince seria cobrar dos agentes automatizados pelo acesso ao conteúdo produzido por usuários e sites. Na avaliação dele, um modelo desse tipo poderia ajudar a redefinir a economia da web nos próximos anos.

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Meta lança assistente de IA para criadores no Facebook

A Meta anunciou nesta quinta-feira o lançamento de um novo assistente de inteligência artificial (IA) para criadores de conteúdo no Facebook. A ferramenta foi desenvolvida para fornecer recomendações personalizadas com base no estilo de publicação, desempenho, comunidade e objetivos de cada usuário.

Segundo a empresa, o recurso chega inicialmente para criadores nos Estados Unidos, Canadá e Índia. A proposta é facilitar o acesso a informações sobre desempenho e oferecer sugestões para a produção de novos conteúdos, sem que seja necessário navegar por diferentes gráficos e painéis de análise.

O novo assistente funciona por meio de conversas. Os criadores podem fazer perguntas como “Quando devo publicar?” ou “O que as pessoas estão dizendo nos meus comentários?” e receber respostas rápidas baseadas em sua própria atividade na plataforma.

O Creator Assistant permite que criadores façam perguntas em linguagem natural e recebam análises sobre audiência, comentários e desempenho de conteúdo – Imagem: Divulgação / Meta

Análises personalizadas e perguntas de acompanhamento

De acordo com a Meta, a ferramenta também permite aprofundar a análise dos dados por meio de perguntas adicionais. Os usuários podem, por exemplo, investigar como sua audiência mudou ao longo do tempo ou entender quais ações podem contribuir para melhorar o desempenho das publicações.

As respostas são geradas a partir da presença individual do criador na rede social e de informações relacionadas ao seu histórico de conteúdo. A empresa afirma que o assistente busca transformar dados de desempenho em orientações mais acessíveis e fáceis de interpretar.

Painel do Creator Assistant exibe métricas e recomendações para criadores no Facebook
O Creator Assistant reúne indicadores de desempenho e sugere ações para ajudar criadores a ampliar o alcance de seus conteúdos – Imagem: Divulgação / Meta

Além das métricas, o recurso pode ajudar na criação de novas publicações. O sistema utiliza informações sobre tendências para sugerir ideias de conteúdo, incluindo o uso de áudios em alta e temas relacionados a momentos culturais que estejam gerando interesse do público.

Meta busca manter criadores dentro de seu ecossistema

A iniciativa também faz parte da estratégia da Meta para manter criadores ativos no Facebook em meio à concorrência de plataformas como TikTok e YouTube.

Ao oferecer sugestões de conteúdo e análises diretamente no aplicativo, a empresa reduz a necessidade de recorrer a ferramentas externas para obter insights ou desenvolver ideias. Segundo a Meta, isso ajuda a concentrar essas atividades dentro de seu próprio ecossistema.

A expectativa é que o acesso facilitado a informações e recomendações estimule publicações mais frequentes, o que pode contribuir para aumentar o engajamento dos usuários na plataforma.

Ilustração do novo assistente de IA para criadores lançado pela Meta no Facebook
Meta anunciou um assistente de IA para ajudar criadores com análises de desempenho e sugestões de conteúdo no Facebook – Imagem: Divulgação / Meta

Traduções por IA ganham novos idiomas

Junto com o anúncio do assistente, a Meta informou a ampliação dos idiomas disponíveis para suas traduções por inteligência artificial no Facebook. Entre as novas opções estão árabe, bahasa indonésio, francês, tailandês e vietnamita.

A funcionalidade de tradução automática para Reels foi lançada no ano passado e tem como objetivo permitir que criadores alcancem públicos em diferentes idiomas. Segundo a empresa, a tecnologia preserva o tom de voz e o áudio original durante a tradução.

Os criadores também podem utilizar um recurso de sincronização labial que ajusta a tradução aos movimentos da boca do vídeo, tornando o resultado mais natural.

De acordo com a Meta, mais de 500 milhões de usuários assistem semanalmente a vídeos traduzidos por IA no Facebook.

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Demanda por chips de IA supera capacidade da TSMC, diz CEO

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), maior fabricante de semicondutores do mundo, afirmou que a crescente demanda por chips voltados à inteligência artificial (IA) continuará acima da capacidade de produção da empresa por um longo período. A avaliação foi feita pelo CEO da companhia, C.C. Wei, durante uma reunião de acionistas realizada nesta quinta-feira em Hsinchu, Taiwan, segundo informações divulgadas pela Reuters e Bloomberg.

Segundo o executivo, a procura por componentes avançados segue em ritmo acelerado, especialmente entre clientes dos Estados Unidos. Mesmo com a expansão da produção em território americano e novos investimentos anunciados pela empresa, a TSMC ainda não conseguirá atender integralmente às necessidades do mercado nos próximos anos.

A TSMC é a maior fabricante de semicondutores do mundo – Imagem: Ascannio / Shutterstock

Expansão não será suficiente para atender toda a demanda

Durante o encontro com acionistas, Wei afirmou que a empresa trabalha para evitar que sua capacidade produtiva se torne um obstáculo para a indústria, mas reconheceu que a situação continua desafiadora.

“A demanda dos clientes é tão alta, e nós só conseguimos atender até certo ponto”, disse o executivo. “Estamos fazendo o nosso melhor para garantir que a TSMC não se torne um gargalo.”

De acordo com Wei, levará um “tempo muito longo” até que a companhia consiga atender plenamente à demanda dos clientes. A observação vale inclusive para a produção baseada nos Estados Unidos, onde a fabricante vem ampliando sua presença industrial.

A TSMC já colocou em operação uma fábrica no Arizona e planeja investir US$ 165 bilhões na construção de três novas unidades de fabricação de chips, além de duas instalações avançadas de empacotamento e um centro de pesquisa e desenvolvimento.

IA impulsiona corrida por semicondutores

O avanço da inteligência artificial tem aumentado a procura por componentes utilizados em data centers e sistemas de computação avançada. Segundo Wei, a demanda gerada por esse mercado continuará pressionando a capacidade global de produção da TSMC pelos próximos anos.

A companhia ocupa uma posição central nesse ecossistema, produzindo semicondutores avançados utilizados por empresas como Nvidia e AMD. Ao mesmo tempo, grandes operadores de infraestrutura tecnológica devem investir US$ 725 bilhões em inteligência artificial apenas neste ano, ampliando ainda mais a necessidade de novos chips.

A forte procura já provoca impactos em outros segmentos da indústria. O mercado de memória, por exemplo, enfrenta restrições de oferta, com a escassez de RAM e NAND Flash sendo apontada como um problema que pode persistir por anos.

TSMC mantém perspectiva positiva para 2026

Apesar das limitações de capacidade, a empresa manteve uma visão otimista para seus resultados financeiros. Wei reiterou a previsão de que a TSMC registrará crescimento de vendas superior a 30% em 2026, projeção que havia sido elevada recentemente pela companhia.

O executivo também afirmou que a fabricante não pretende adotar aumentos abruptos de preços semelhantes aos observados no setor de memória. Segundo ele, a prioridade da empresa é preservar a estabilidade dos negócios enquanto amplia sua capacidade de produção para acompanhar a expansão da inteligência artificial.

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OpenAI anuncia nova arquitetura de memória para o ChatGPT

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (4) uma atualização em seu sistema de memória para o ChatGPT. Segundo a empresa, a novidade traz uma arquitetura mais avançada para sintetizar informações sobre os usuários, com o objetivo de melhorar a atualização de contexto, a continuidade entre conversas e a relevância das respostas ao longo do tempo.

De acordo com a companhia, a nova tecnologia começa a ser disponibilizada para assinantes dos planos Plus e Pro nos Estados Unidos e deverá chegar a outros países, além dos usuários dos planos Free e Go, nas próximas semanas. A mudança busca resolver desafios relacionados à obsolescência de informações, precisão dos dados armazenados e escalabilidade do sistema para centenas de milhões de usuários.

Como a memória do ChatGPT evoluiu

A OpenAI relembra que o recurso de memória foi lançado inicialmente em abril de 2024. Na época, o sistema permitia que o ChatGPT armazenasse informações fornecidas explicitamente pelos usuários para utilizá-las em conversas futuras.

OpenAI relembrou a trajetória do recurso de memórias salvas do ChatGPT – Imagem: Divulgação / OpenAI

Segundo a empresa, esse modelo dependia de comandos claros para registrar informações e funcionava de forma semelhante a anotações pontuais. Com o passar do tempo, porém, essas memórias poderiam se tornar desatualizadas ou perder relevância.

Em abril de 2025, a OpenAI ampliou a capacidade do ChatGPT ao introduzir a primeira versão do chamado Dreaming, um processo que permite ao modelo revisar o histórico de conversas e organizar memórias automaticamente em segundo plano. A proposta era reduzir a dependência de solicitações explícitas para armazenar informações.

Agora, a companhia afirma ter desenvolvido uma arquitetura de memória baseada nessa tecnologia, descrita como mais eficiente em termos computacionais e mais capaz de manter informações relevantes atualizadas.

Resumo de memórias ficará visível ao usuário

Uma das novidades anunciadas é a criação de uma página de resumo das memórias sintetizadas pelo sistema. Segundo a OpenAI, o recurso permitirá visualizar rapidamente os principais pontos que o ChatGPT conhece sobre cada usuário.

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Nova página de resumo de memória mostra informações que o ChatGPT reuniu sobre o usuário e permite corrigir ou remover dados, segundo a OpenAI – Imagem: Divulgação / OpenAI

A empresa diz que será possível revisar, corrigir, atualizar ou complementar essas informações diretamente pela interface. Os usuários também poderão indicar quais assuntos desejam que o chatbot considere com mais frequência em futuras interações.

Três objetivos para a memória

A OpenAI afirma que avalia a qualidade do sistema de memória com base em três critérios principais: a capacidade de manter informações relevantes entre conversas, o respeito a preferências e restrições informadas pelos usuários e a atualização dessas informações conforme o tempo passa.

Como exemplo, a companhia afirma que o ChatGPT pode lembrar detalhes de projetos de longo prazo, considerar preferências pessoais ao responder solicitações e atualizar automaticamente informações temporárias, como viagens concluídas ou eventos já encerrados.

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OpenAI afirma que a capacidade de recuperar informações factuais aumentou de 41,5% em 2024 para 82,8% em 2026 – Imagem: Divulgação / OpenAI

Nos testes internos divulgados pela empresa, a taxa de sucesso na recuperação de informações factuais passou de 41,5% no sistema de 2024 para 82,8% na nova geração de memória baseada em Dreaming. Já a aderência a preferências aumentou de 31,4% para 71,3%, enquanto a capacidade de manter informações corretas ao longo do tempo subiu de 9,4% para 75,1%.

Expansão para mais usuários

A OpenAI afirma que avanços recentes reduziram em aproximadamente cinco vezes o custo computacional necessário para operar o sistema Dreaming. Segundo a empresa, essa redução tornou viável ampliar o recurso para mais usuários e aumentar a capacidade de memória disponível nos planos pagos.

A companhia descreve a atualização como sua arquitetura de memória mais avançada até o momento e afirma que continuará trabalhando em melhorias futuras para o recurso.

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Projeto de lei nos EUA quer ajudar a regulamentar IA

Um grupo bipartidário de parlamentares da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos apresentou uma proposta para limitar a atuação dos estados na regulamentação do desenvolvimento de modelos de inteligência artificial.

O texto foi divulgado na quinta-feira pela deputada democrata Lori Trahan, de Massachusetts, e pelo republicano Jay Obernolte, da Califórnia. Pela proposta, os estados ficariam impedidos de aprovar leis direcionadas especificamente ao desenvolvimento de sistemas de IA.

Ao mesmo tempo, o projeto mantém a possibilidade de regulamentação do uso da tecnologia. Ou seja, as restrições previstas não se aplicariam a normas estaduais voltadas à forma como ferramentas de inteligência artificial são utilizadas por empresas, organizações ou cidadãos.

Projeto ainda pode sofrer alterações – (Imagem gerada com IA via DALL-E/Vitória Gomez/Olhar Digital)

Regulamentação da IA ainda está em fase inicial

Segundo a agência Reuters, a iniciativa ainda está em fase de discussão e poderá sofrer alterações antes de ser formalmente apresentada ao Congresso.

“Estamos divulgando esta versão preliminar para ouvir as partes interessadas, especialistas e o público, para que possamos aprimorar a legislação antes de sua apresentação formal”, disse Obernolte em comunicado.

A proposta surge em meio ao debate crescente sobre como regular a inteligência artificial nos Estados Unidos. Diferentes estados já discutem regras próprias para a tecnologia, enquanto o governo federal avalia possíveis marcos regulatórios de alcance nacional.

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Anthropic alerta para risco de perda de controle da IA

O avanço acelerado dos sistemas inteligentes pode fazer com que a humanidade perca o controle sobre a tecnologia. O alerta foi divulgado nesta quinta-feira (4) pelo The Anthropic Institute em um relatório sobre autoaperfeiçoamento.

A empresa revelou que a inteligência artificial já escreve mais de 80% do código integrado ao seu próprio sistema. O dado interno inédito acendeu o sinal de alerta sobre a velocidade da autonomia das máquinas.

Atualmente, os engenheiros da companhia entregam, em média, oito vezes mais código por trimestre do que registravam antes. Essa aceleração reduz drasticamente a dependência do trabalho estritamente humano.

No segundo trimestre de 2026, a produção individual saltou para 8 vezes a média anterior após a introdução do Claude Mythos Preview. As linhas tracejadas verticais correlacionam os picos de eficiência aos anúncios públicos de novos modelos. – Anthropic / Divulgação

Risco de autonomia total e recursiva

A tendência técnica aponta para o chamado autoaperfeiçoamento recursivo. O fenômeno ocorre quando uma inteligência artificial se torna capaz de projetar e treinar de forma totalmente autônoma o seu próprio sucessor tecnológico.

De acordo com o documento oficial da Anthropic, essa autonomia pode vir mais rápido do que as instituições estão preparadas. Sem supervisão humana direta, os métodos tradicionais de segurança e monitoramento perdem a eficácia.

O ritmo de execução de tarefas complexas concluídas sem intervenção humana já dobra a cada quatro meses. Em exames globais de engenharia de software, os sistemas atingiram saturação completa em apenas dois anos.

Capacidade sobre-humana em testes

A ferramenta Claude Mythos Preview alcançou uma capacidade de otimização considerada sobre-humana. O sistema atingiu uma aceleração de 52 vezes em testes internos de treinamento de pequenos modelos de inteligência artificial.

Em missões complexas e sem especificações detalhadas, a taxa de sucesso do software atingiu 76% em maio de 2026. O índice representa uma alta expressiva de 50 pontos percentuais em seis meses.

A revisão de segurança de novos códigos também foi delegada a um avaliador inteligente. A ferramenta automatizada foi capaz de interceptar um terço dos erros técnicos em análises retrospectivas de incidentes.

Proposta de trégua global

A Anthropic sugere que governos e laboratórios de ponta criem um mecanismo global de verificação conjunta. A estrutura permitiria monitorar se as empresas concorrentes estão respeitando normas rígidas de segurança.

O relatório propõe a aplicação de pausas temporárias supervisionadas no desenvolvimento global se os riscos fugirem do controle. A holding afirma que uma pausa unilateral apenas mudaria o líder da corrida tecnológica.

A empresa planeja organizar debates nos próximos meses com formuladores de políticas públicas para discutir o autoaperfeiçoamento de sistemas. O objetivo é envolver a sociedade civil nessa deliberação urgente.

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Até onde drones com inteligência artificial podem decidir na guerra?

Os drones armados com inteligência artificial estão no centro de um novo debate global: devem ter licença para matar? A discussão cresce à medida que guerras modernas ampliam o uso dessas tecnologias, com conflitos recentes como o da Ucrânia servindo de referência, alerta o the Guardian.

Especialistas, militares e pesquisadores não chegam a um consenso sobre até que ponto a autonomia das máquinas pode avançar em decisões de vida ou morte, nem se isso poderia ser considerado, de fato, um tipo de moralidade programada.

Sistemas autônomos em drones prometem mais eficiência no campo de batalha, mas aumentam o risco de erros em escala. Imagem: Anelo/Shutterstock

Pressão por mais autonomia em conflitos modernos

O avanço dos drones na guerra da Ucrânia e o uso crescente de inteligência artificial em operações militares ampliam o debate sobre o papel dessas tecnologias em conflitos armados. Em cenários recentes, incluindo operações relacionadas ao Irã, a IA já aparece como apoio em missões de bombardeio, reforçando a tendência de maior automação.

Esse movimento levanta dúvidas sobre até onde sistemas autônomos podem ir sem a supervisão humana direta. A ideia de uma “moralidade” artificial começa a ganhar espaço, embora ainda seja cercada de controvérsias.

David Omand, ex-diretor da agência britânica GCHQ, afirmou que a IA pode ajudar a estruturar decisões “moralmente orientadas” em armas não tripuladas. Já o ministro das Forças Armadas do Reino Unido, Al Carns, indicou que o futuro pode incluir uma redução significativa da participação humana em certas etapas decisórias.

Entre os principais pontos em discussão estão:

  • autonomia total ou parcial de drones militares;
  • uso de inteligência artificial em decisões de ataque;
  • criação de regras éticas automatizadas;
  • impacto de falhas em escala ampliada e
  • ausência de consenso internacional sobre o tema
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Debate global cresce sobre o papel da IA em drones militares e a possibilidade de decisões sem intervenção humana direta. Imagem: Maria Taran / Shutterstock

Drones com IA podem realmente tomar decisões morais?

A pesquisadora Zee Talat, da Universidade de Edimburgo, afirma que modelos de linguagem não são capazes de realizar julgamentos morais. Para ela, esses sistemas funcionam com base em probabilidades e padrões estatísticos, gerando a resposta mais provável a partir de grandes volumes de dados.

Se você tem uma máquina que é probabilística por natureza, ela tenderá para a resposta mais provável em uma situação. Será que acreditamos que a moralidade segue noções probabilísticas?

Zee Talat, pesquisadora da Universidade de Edimburgo, ao the Guardian.

Isso cria uma diferença fundamental em relação ao raciocínio humano. Enquanto pessoas levam em conta contexto social, histórico e emocional, as IAs apenas reproduzem correlações aprendidas durante o treinamento.

Talat questiona se é possível reduzir decisões éticas a cálculos estatísticos. Para ela, a moralidade não é um resultado técnico, mas um processo social e político em constante disputa.

Limites éticos e riscos no campo de batalha

Outros especialistas reforçam as dificuldades dessa tradução entre ética humana e código computacional. Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, destaca que a moralidade é complexa, varia entre culturas e raramente gera consenso, o que dificulta sua implementação em sistemas automatizados.

Jessica Dorsey, professora de direito internacional na Universidade de Utrecht, alerta que ainda não há acordo global sobre como armas autônomas devem operar. Para ela, essa ausência de padronização aumenta o risco de decisões inconsistentes em situações reais de combate.

Um dos pontos mais sensíveis envolve a distinção entre civis e combatentes, prevista nas Convenções de Genebra. Qualquer erro nesse tipo de classificação pode ganhar proporções muito maiores quando reproduzido por sistemas automatizados em larga escala.

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A evolução dos drones militares com IA levanta dúvidas sobre ética, controle humano e responsabilidade em conflitos. Imagem: Mike Mareen/Shutterstock

Entre autonomia total e controle humano

Apesar das preocupações, há quem veja a ampliação da autonomia como uma necessidade operacional. Nicholas Wright, autor do livro Warhead, afirma que forças militares podem precisar de sistemas capazes de tomar decisões próprias para acompanhar o ritmo acelerado dos conflitos modernos.

Leia mais:

Na prática, porém, a tecnologia ainda está em estágio inicial. Startups nos Estados Unidos e na Europa desenvolvem drones de vigilância e ataque, mas seguem caminhos diferentes quando o assunto é autonomia total.

Olaf Hichwa, da empresa Neros, defende que a inteligência artificial deve apoiar o julgamento humano, não substituí-lo. Já outros executivos do setor apontam para usos mais avançados, como drones capazes de executar trajetórias e decisões táticas em missões específicas.

Ainda assim, mesmo com o avanço rápido da tecnologia, há um ponto de convergência entre especialistas. O desenvolvimento técnico avança em ritmo mais acelerado do que a construção de um consenso ético e legal capaz de regulá-lo.

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IA do Google pode ser treinada com código de apps Android

O Google estaria oferecendo pagamento a desenvolvedores da Play Store para ter acesso ao código de aplicativos Android e usar esse material no treinamento de suas ferramentas de inteligência artificial. A informação foi revelada pela 404 Media.

A proposta faz parte de um programa piloto confidencial e envolve tanto aplicativos ativos quanto projetos antigos, o que acabou levantando novas discussões sobre como esses dados podem ser usados no desenvolvimento de IA.

Programa piloto do Google envolve acesso a código-fonte de apps da Play Store, incluindo projetos antigos, para treinar IA. Imagem: PixieMe/Shutterstock

Como funciona a iniciativa do Google

Segundo e-mails enviados a desenvolvedores, o Google convidou um grupo seleto de criadores da Play Store para participar de um “projeto piloto de oferta de conteúdo”. A ideia é simples: pagar para ter acesso ao código e, assim, gerar uma fonte extra de receita para quem aceitar participar.

Na prática, a empresa quer trabalhar com bases de código reais para melhorar suas ferramentas de desenvolvimento e produtos de IA. Esse material inclui desde aplicativos que estão em funcionamento até projetos que já foram abandonados ou arquivados.

Entre os principais pontos da oferta estão:

  • pagamento pelo acesso ao código-fonte;
  • inclusão de projetos antigos e protótipos;
  • uso do código para treinar ferramentas de IA;
  • manutenção dos direitos de propriedade pelos desenvolvedores;
  • contrato não exclusivo, permitindo outros usos do código.

Mesmo que o e-mail nem sempre fale diretamente sobre inteligência artificial, os links presentes nele levam a páginas que deixam claro o foco em melhorar produtos de IA do Google.

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Google e desenvolvedores discutem uso de código de aplicativos para evolução de ferramentas de IA. Reprodução: Chris Ried/Unsplash – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

Por que o Google está buscando esse tipo de dado

Esse movimento acontece em meio a uma disputa intensa entre grandes empresas de tecnologia pelo avanço em inteligência artificial, principalmente na área de geração de código. Empresas como Microsoft, com o Copilot, e a Anthropic, com o Claude, já têm forte presença nesse mercado.

Segundo a reportagem, essa estratégia também pode indicar que o Google ainda enfrenta dificuldades para encontrar dados suficientes e de boa qualidade na web aberta para treinar seus modelos.

A empresa já fez algo parecido antes, como no acordo de US$ 60 milhões (cerca de R$ 300 milhões) com o Reddit para acesso a conteúdos da plataforma.

Gemini vs ChatGPT vs Claude: "Existem dois que são os melhores modelos de inteligência artificial"
Desenvolvedores relatam termos pouco claros em iniciativa do Google que usa código de apps para treinar IA. Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Debate sobre dados e transparência

O ponto mais sensível dessa iniciativa é a transparência. Desenvolvedores ouvidos pela reportagem afirmam que o programa é apresentado como confidencial e que a participação seria voluntária, mas com termos que nem sempre são totalmente claros.

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O Google, por outro lado, diz que o objetivo é “ajudar a aprimorar ferramentas e produtos”, reforçando que o código compartilhado continua sendo propriedade dos desenvolvedores.

Ainda assim, o caso levanta dúvidas sobre até que ponto empresas podem usar código de terceiros para treinar sistemas de IA, especialmente em um cenário em que dados de qualidade se tornaram um dos principais desafios do setor.

O que isso pode mudar no futuro

Se o projeto avançar, o Google pode ampliar bastante o acesso a códigos reais de aplicativos, o que tende a melhorar o desempenho de suas ferramentas de programação por IA.

Ao mesmo tempo, essa iniciativa pode abrir uma nova forma de renda para desenvolvedores, que passariam a ganhar não só com seus aplicativos, mas também com o código por trás deles.

No fim, o debate continua girando em torno do equilíbrio entre inovação, privacidade e uso de dados — um tema que segue no centro das discussões sobre inteligência artificial.

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