inteligência artificial

Auto Added by WPeMatico

Jamie Dimon Banco Central Eua 300x169

IA assusta Wall Street, mas Jamie Dimon, do J.P. Morgan, diz que o medo é exagerado

Os últimos dias têm sido de preocupação para os principais investidores de Wall Street, principalmente após a publicação de um relatório da Citrini Research, trazendo hipóteses de como a inteligência artificial (IA) poderia transformar os meios de pagamento. O resultado foi a queda das ações dos principais bancos, desde segunda-feira, 23 de fevereiro. Mas, para […]

O post IA assusta Wall Street, mas Jamie Dimon, do J.P. Morgan, diz que o medo é exagerado apareceu primeiro em NeoFeed.

IA assusta Wall Street, mas Jamie Dimon, do J.P. Morgan, diz que o medo é exagerado Read More »

Openai Perdas 300x169

Nvidia reduz o apetite pela dona do ChatGPT, mas valuation aumenta

Cinco meses após ter anunciado uma carta de intenções de US$ 100 bilhões na OpenAI, a Nvidia agora está perto de concretizar um acordo com a startup de Sam Altman, mas por um valor bem menor. A perspectiva é pela conclusão de um investimento de US$ 30 bilhões nos próximos dias. O cheque da empresa […]

O post Nvidia reduz o apetite pela dona do ChatGPT, mas valuation aumenta apareceu primeiro em NeoFeed.

Nvidia reduz o apetite pela dona do ChatGPT, mas valuation aumenta Read More »

Anthropic 300x169

Os atritos políticos e ideológicos da Anthropic com o governo Trump antes do IPO

Em meio ao avanço de um possível IPO, a startup americana de inteligência artificial Anthropic, dona do chatbot Claude, se vê no meio de um conflito político e ideológico com o governo de Donald Trump e com o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A preocupação é que os possíveis atritos com […]

O post Os atritos políticos e ideológicos da Anthropic com o governo Trump antes do IPO apareceu primeiro em NeoFeed.

Os atritos políticos e ideológicos da Anthropic com o governo Trump antes do IPO Read More »

Atacadao Itaquaquecetuba 300x169

Carrefour planeja abrir 70 lojas do Atacadão até 2030

Gigante francês do varejo alimentar, o Carrefour anunciou um extenso plano nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, detalhando suas metas e focos até 2030. E, nessa prateleira, um dos destaques é a operação brasileira, que fechou capital na B3 em maio do ano passado. “O Carrefour está adotando hoje um novo e ambicioso plano estratégico radicalmente […]

O post Carrefour planeja abrir 70 lojas do Atacadão até 2030 apareceu primeiro em NeoFeed.

Carrefour planeja abrir 70 lojas do Atacadão até 2030 Read More »

Google Circule Para Pesquisar Android 1024x576

Gemini sabe pedir Uber e comida, mas só no Galaxy S26 da Samsung e Pixel 10 do Google

A Samsung e o Google anunciaram novas funções de inteligência artificial (IA) nesta semana. Agora, o principal objetivo parece ser deixar o Gemini mais “agêntico”, isto é, mais capaz de automatizar tarefas que você costuma fazer manualmente em aplicativos.

Por enquanto, as novidades chegam em fase beta para a nova linha de celulares da Samsung (Galaxy S26) e para a família Pixel 10. Essas ferramentas permitem que a IA execute tarefas como pedir comida ou transporte de forma autônoma, mas sempre sob a sua supervisão.

Celulares Android terão ‘sistema de inteligência’ em vez de operacional

A ideia é que o Android vá de sistema operacional para “sistema de inteligência”. Na prática, isso significa fazer com que o modelo Gemini 3 execute tarefas de vários passos, como pedir Uber, segundo o Google. Funciona assim:

  • A IA abre o aplicativo numa janela virtual e navega pelas etapas sozinha;
  • Ela utiliza o raciocínio do modelo Gemini 3 para interagir diretamente com a interface dos programas;
  • Você pode acompanhar tudo em tempo real ou deixar a IA trabalhar em segundo plano;
  • Se faltar algo ou houver alguma dúvida, o sistema te notifica para você decidir;
  • Importante: A conclusão do pedido e o pagamento ainda precisam do seu clique final e revisão.

Com esse anúncio, o Google se coloca numa posição de vantagem em relação à Apple, apontou o The Verge. Embora a Apple tenha apresentado funções parecidas para a Siri em 2024, elas ainda não foram lançadas. E existem rumores de que esses recursos podem chegar apenas no iOS 27, após vários adiamentos. Enquanto a concorrência lida com atrasos, o Google já inicia os testes práticos nos EUA e na Coreia.

Pesquisas mais inteligentes e compras virtuais

O recurso Circle to Search agora identifica vários objetos de uma vez numa imagem (Imagem: Google)

O recurso Circle to Search (Circular para Pesquisar) também foi aprimorado e agora consegue identificar vários objetos de uma vez numa imagem, segundo o Google. Se você gostar de uma roupa numa foto, a IA permite pesquisar todas as peças simultaneamente e ainda oferece um provador virtual dentro da própria ferramenta. Além de compras, ela serve para educação: a IA consegue explicar, por exemplo, o comportamento de animais numa fotografia.

Proteção contra golpes em tempo real

Para fechar, a segurança ganhou um reforço contra fraudes. O sistema utiliza IA dentro do próprio aparelho para identificar padrões de fala suspeitos em chamadas telefônicas e mensagens, avisando sobre possíveis golpes na hora. Essa função vem desativada por padrão e não monitora chamadas de números que já estão salvos nos seus contatos. No momento, a detecção de voz está limitada ao idioma inglês e ao mercado dos Estados Unidos.

(Essa matéria também usou informações de Samsung e Google.)

O post Gemini sabe pedir Uber e comida, mas só no Galaxy S26 da Samsung e Pixel 10 do Google apareceu primeiro em Olhar Digital.

Gemini sabe pedir Uber e comida, mas só no Galaxy S26 da Samsung e Pixel 10 do Google Read More »

Alexa Personality Hero2 Amazon News Lt 022426 2 1024x576

Amazon lança novos estilos de personalidade para Alexa+

A Amazon anunciou na quarta-feira um novo recurso para o Alexa+, sua assistente com inteligência artificial (IA). A empresa passou a oferecer três estilos de personalidade — Brief, Chill e Sweet — que permitem ao usuário alterar o tom das respostas da assistente. A novidade foi lançada inicialmente no mercado dos Estados Unidos.

Segundo a companhia, a proposta é dar mais controle sobre a forma como a IA se comunica. Cada estilo modifica características como objetividade, informalidade e nível de entusiasmo nas interações. A função pode ser ativada por comando de voz em dispositivos compatíveis, como a linha Amazon Echo, ou diretamente no aplicativo da Alexa, dentro das configurações do aparelho, na seção “Personality Style”.

Além da personalidade original Alexa, a Amazon introduziu três novas ao Alexa+ nos Estados Unidos (Imagem: Amazon / Divulgação)

Três estilos com tons diferentes

No modo Brief, a assistente responde de maneira mais curta e direta. Já o estilo Chill faz com que a Alexa adote um tom mais descontraído, semelhante ao de um amigo casual. Por sua vez, o modo Sweet torna as respostas mais calorosas e entusiasmadas, incluindo incentivo e positividade, de acordo com a Amazon.

A empresa afirma que os estilos foram desenvolvidos com base em cinco dimensões que moldam a personalidade da IA: expressividade, abertura emocional, formalidade, objetividade e humor. Cada opção combina esses fatores em níveis distintos. O Brief, por exemplo, não se limita a ser conciso, mas também apresenta comunicação casual, direta e com uso mínimo de humor.

Leia mais:

Personalidade em IAs é tema sensível

A introdução de traços de personalidade em modelos de IA tem sido alvo de debate no setor. Em alguns casos, sistemas considerados excessivamente elogiosos ou afirmativos geraram preocupações. O modelo GPT-4o, da OpenAI, foi citado em processos judiciais que alegam que interações muito validantes teriam contribuído para dependência tecnológica e agravamento de problemas de saúde mental de determinados usuários.

openai gpt-4o
GPT-4o gerou polêmica por sua possibilidade de ter personalidade (Imagem: PatrickAssale / Shutterstock.com)

Ao mesmo tempo, usuários de chatbots demonstram interesse em personalizar a forma como as IAs respondem. Em dezembro, a OpenAI lançou recursos no ChatGPT que permitem ajustar o estilo e o tom base da ferramenta, incluindo níveis de calor humano, entusiasmo e uso de emojis. Mesmo assim, parte dos usuários relata que o modelo mais recente ainda adota um padrão considerado excessivamente tranquilizador.

A Amazon informa que os três novos estilos do Alexa+ são os primeiros de uma série planejada. Outros formatos de personalidade devem ser disponibilizados futuramente.

O post Amazon lança novos estilos de personalidade para Alexa+ apareceu primeiro em Olhar Digital.

Amazon lança novos estilos de personalidade para Alexa+ Read More »

Uber 1024x683

Dara AI: Uber cria clone de CEO com IA para treinar funcionários

A Uber desenvolveu uma versão em inteligência artificial (IA) do seu CEO, Dara Khosrowshahi. A ferramenta, batizada de “Dara AI”, permite que funcionários testem suas apresentações e argumentos antes de reuniões reais com o executivo. 

A existência desse “clone” foi revelada pelo próprio Khosrowshahi no podcast The Diary of a CEO nesta semana (você encontra a entrevista no final desta matéria).

Mais engenheiros ou mais robôs? O case da Uber (e o impasse na tecnologia)

O avanço da IA impacta a contratação de engenheiros e a estrutura de comando na empresa. Atualmente, cerca de 90% dos desenvolvedores de software da Uber utilizam IA no trabalho. Khosrowshahi define esses profissionais como os construtores da companhia, que atuam sobre uma grande base de código. O aumento de produtividade com essas ferramentas é visto pelo executivo como algo sem precedentes. Cerca de 30% das equipes de programação já são usuárias avançadas da tecnologia.

A Uber já aplica IA em seu serviço de transporte e em novas divisões de tecnologia para clientes externos (Imagem: DenPhotos/Shutterstock)

Essa eficiência gera um dilema sobre o futuro das contratações técnicas. O CEO afirmou que aceita contratar mais engenheiros se eles se tornarem 25% mais rápidos com a IA. No entanto, ele também admite a chance de priorizar o investimento em agentes automáticos e chips da Nvidia em vez de aumentar o número de funcionários.

A Uber já aplica IA em seu serviço de transporte e em novas divisões de tecnologia para clientes externos. Apesar do uso do “Dara AI”, Khosrowshahi afirma que os modelos ainda não substituem executivos por terem dificuldade com informações inéditas. Para ele, o risco de máquinas assumirem a liderança só existirá quando elas aprenderem em tempo real. Outros CEOs do setor de tecnologia têm visões parecidas.

Confira abaixo a entrevista com o CEO da Uber no podcast The Diary of a CEO (o vídeo tem dublagem):

O post Dara AI: Uber cria clone de CEO com IA para treinar funcionários apareceu primeiro em Olhar Digital.

Dara AI: Uber cria clone de CEO com IA para treinar funcionários Read More »

IA 24h online: como instalar o OpenClaw de forma simples e barata

Você já teve uma ideia incrível para criar um bot, uma automação ou um agente de IA, mas travou logo no início porque o setup técnico era um pesadelo? O processo comum todo mundo conhece: você contrata um servidor e gasta horas, ou até dias, configurando dependências e resolvendo erros de instalação antes mesmo de começar o seu projeto. Esse é o “muro técnico” que mata a produtividade de muitos desenvolvedores, agências e empreendedores digitais.

Mas a HostGator acaba de derrubar esse muro. Esse vídeo é patrocinado pela HostGator, então deixamos um agradecimento a eles pelo apoio. A nova VPS NVMe da HostGator agora pode ser entregue com o OpenClaw, também conhecido como Moltbot, pré-instalado. O diferencial aqui é simples e muito poderoso: você tem uma infraestrutura robusta unida a uma aplicação que já vem pronta para o uso, desde o primeiro acesso.

Para quem ainda não conhece, o OpenClaw é um agente de IA pessoal de código aberto que não apenas responde perguntas, mas executa tarefas, acessa arquivos, integra sistemas e aprende com o uso, graças à sua memória persistente.

Uma VPS funciona como um computador na nuvem que nunca desliga, e a grande sacada de rodar o OpenClaw nela é garantir que esse agente de IA trabalhe 24 horas por dia sem parar. Em vez de sobrecarregar seu PC ou ter que deixar a máquina ligada em casa, você joga a tarefa para o servidor, aproveitando a conexão estável e o IP fixo da nuvem para que as automações e navegações do agente rodem com total autonomia.

Como isso funciona na prática? Ao escolher o seu plano de VPS, você encontrará no carrinho de compras a aba “Aplicação”. Lá, com apenas um clique, você seleciona o OpenClaw. Se por acaso você esquecer de selecionar no momento da compra, não tem problema: basta entrar em contato com a equipe da HostGator e solicitar a instalação. Ou seja, a barreira técnica simplesmente deixou de existir.

Rodar o OpenClaw em uma VPS NVMe com memória DDR5 faz toda a diferença. Seu projeto ganha velocidade máxima, estabilidade total para rodar 24 horas por dia e baixa latência por estar em infraestrutura de ponta. Além disso, você tem a segurança de um preço fixo em Real, sem surpresas com a variação do dólar ou taxas variáveis.

Se você quer focar na criação e não na configuração, esse é o atalho definitivo. É a forma mais rápida e acessível de tirar do papel seus projetos de bots, agentes inteligentes e automações complexas. Pare de perder tempo com instalação manual e comece a escalar seus projetos agora mesmo.

Ficou interessado? Então clique aqui para aproveitar um desconto especial e começar agora mesmo! E o melhor: ao adquirir o plano anual, você economiza ainda mais.

Este link faz parte de um programa de afiliados. O preço não muda para você, e o Olhar Digital ganha uma comissão a cada venda.

O post IA 24h online: como instalar o OpenClaw de forma simples e barata apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA 24h online: como instalar o OpenClaw de forma simples e barata Read More »

Anthropic Opus 1024x682

Anthropic flexibiliza segurança para se manter competitiva na corrida de IA

A Anthropic anunciou uma revisão em sua principal política de segurança para o desenvolvimento de inteligência artificial. A empresa ganhou notoriedade no setor por adotar uma postura cautelosa em relação aos riscos da IA. Agora, afirmou que está ajustando essas regras para se manter competitiva diante do ritmo acelerado da indústria.

Até então, a companhia mantinha o compromisso de interromper o avanço de um modelo caso ele atingisse determinados níveis de risco considerados críticos. Com a nova diretriz, essa postura passa a ser mais flexível: se concorrentes lançarem sistemas equivalentes ou mais avançados, a Anthropic poderá continuar o desenvolvimento.

A mudança ocorre em um cenário de forte concorrência com empresas como OpenAI, Google e a xAI, de Elon Musk, que vêm lançando modelos cada vez mais poderosos.

Paralelamente, a Anthropic enfrenta pressões políticas e institucionais nos Estados Unidos, incluindo negociações com o Departamento de Defesa sobre o uso do Claude. A empresa havia informado ao Pentágono que não autorizaria aplicações voltadas à vigilância doméstica ou a sistemas autônomos letais. A resposta das autoridades é que a Anthropic precisaria flexibilizar suas políticas até esta semana se quisesse manter o contrato com o governo.

Em comunicado, a Anthropic afirmou que a revisão da política decorre da velocidade dos avanços tecnológicos e da ausência de regras federais claras para o setor. A desenvolvedora também citou o ambiente político atual, que, segundo ela, prioriza competitividade e crescimento econômico em detrimento de debates mais amplos sobre segurança.

Em comunicado, a empresa defendeu que o compromisso com a segurança permanece, mas que o modelo precisa ser adaptado à realidade competitiva e regulatória.

Ajuste na política de segurança veio para tornar a Anthropic mais competitiva com suas rivais (Imagem: Sidney van den Boogaard/Shutterstock)

Nova política de segurança da Anthropic

A nova versão da chamada Política de Escalabilidade Responsável (RSP) reformula a estrutura adotada desde 2023. Originalmente, o documento estabelecia compromissos condicionais: se um modelo atingisse certos níveis de capacidade – por exemplo, conhecimento que pudesse facilitar o desenvolvimento de armas químicas ou biológicas – a empresa seria obrigada a implementar salvaguardas adicionais, classificadas em diferentes “Níveis de Segurança de IA”.

Agora, a Anthropic separa suas obrigações internas do que considera recomendações ideais para todo o setor. Em vez de compromissos rígidos atrelados a patamares técnicos da IA, a empresa passa a adotar metas públicas de segurança, descritas como ambiciosas, mas viáveis dentro do contexto atual.

Entre as novas iniciativas anunciadas estão a criação de um “Roteiro de Segurança da Fronteira”, que detalhará planos de mitigação de riscos, e a publicação periódica de Relatórios de Risco, com avaliações sobre capacidades dos modelos, potenciais ameaças e medidas de proteção implementadas.

Esses relatórios deverão ser divulgados a cada três a seis meses, com possibilidade de revisão por especialistas externos em determinadas circunstâncias.

A empresa reconheceu que sua estratégia original enfrentou limitações. Por exemplo, muitas vezes não havia consenso interno sobre quando um modelo realmente ultrapassava um nível crítico de risco. Além disso, a expectativa de que governos adotassem rapidamente padrões regulatórios mais robustos não se concretizou.

A revisão da política ocorre em meio a questionamentos internos e externos sobre o rumo da indústria de IA. Nas últimas semanas, pesquisadores deixaram a Anthropic e outras empresas do setor alegando preocupações com a diminuição do foco em segurança. Um dos casos foi o de Mrinank Sharma, pesquisador da área de segurança, que anunciou sua saída no início do mês. Em comunicação interna, ele alertou para riscos associados ao avanço acelerado da tecnologia.

O post Anthropic flexibiliza segurança para se manter competitiva na corrida de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anthropic flexibiliza segurança para se manter competitiva na corrida de IA Read More »

Codex Agente Programacao OpenAI 2 1024x576

Mais do que um copiloto: a orquestração agêntica como novo paradigma da engenharia de software

Mais do que um copiloto: a orquestração agêntica como novo paradigma da engenharia de software

Durante anos, a promessa da engenharia de software foi simples: abstrair complexidade para libertar tempo criativo. Na prática, aconteceu o inverso. A maior parte das equipas vive hoje afogada em manutenção, pipelines frágeis e ciclos de correção intermináveis. O código continua a ser escrito por humanos altamente qualificados, mas grande parte desse esforço é consumido por trabalho repetitivo, reativo e pouco estratégico.

É neste ponto de saturação que começa a ganhar forma um novo paradigma: a orquestração agêntica. Não como conceito teórico, mas como resposta pragmática a um problema real. O OpenAI Codex surge aqui não como mais um assistente de escrita, mas como um agente de programação autónomo, capaz de assumir execução técnica contínua.

TL;DR

A engenharia de software está a deixar de ser um exercício de escrita manual para se tornar um problema de orquestração. O OpenAI Codex não atua como simples copiloto, mas como agente autónomo capaz de executar trabalho técnico em paralelo, manter sistemas estáveis e aplicar padrões de equipa. À medida que a execução passa a ser delegada à IA, o valor do engenheiro desloca-se para a arquitetura, a decisão e a liderança de ecossistemas de agentes.

O esgotamento do modelo manual

O modelo tradicional de desenvolvimento parte de um pressuposto implícito: o engenheiro deve controlar diretamente cada passo da execução. Mesmo quando existem ferramentas de apoio, estas funcionam de forma reativa — sugerem, completam, corrigem, mas exigem atenção constante.

Este modelo não escala bem num contexto de sistemas distribuídos, múltiplos repositórios e equipas pressionadas por ciclos de entrega cada vez mais curtos. O problema já não é escrever código difícil, mas gerir complexidade operacional permanente.

Quando a maior parte do tempo é gasta a manter o sistema vivo, a arquitetura deixa de evoluir.

De assistente a agente autónomo

O OpenAI Codex marca uma mudança qualitativa clara. Não se limita a sugerir código ou responder a prompts. Funciona como agente autónomo, com capacidade para compreender contexto, planear abordagens técnicas e executar tarefas completas.

A relação entre humano e ferramenta altera-se profundamente. O engenheiro deixa de microgerir execução e passa a definir objetivos, restrições e critérios de qualidade. A IA executa.

Este deslocamento de responsabilidade é o ponto central da orquestração agêntica.

Autonomia real em ambiente cloud

Um dos pilares do Codex é o seu funcionamento em ambiente cloud dedicado. O agente pode ler, editar e executar código sem depender de um ambiente local ou de interação constante com o utilizador.

Isto permite algo que raramente é discutido de forma explícita: trabalho técnico em segundo plano, contínuo e paralelo. Refactorizações profundas, resolução de bugs persistentes ou análise de regressões deixam de competir pela atenção da equipa.

A inteligência deixa de ser episódica. Passa a ser persistente.

Orquestração multiagente e paralelização efetiva

A arquitetura do Codex permite distribuir trabalho por múltiplos agentes, cada um focado numa tarefa específica. Em vez de um fluxo linear — analisar, implementar, testar, rever — surgem fluxos paralelos, coordenados a partir de um centro de comando.

Este modelo aproxima-se mais de uma equipa técnica bem organizada do que de uma ferramenta isolada. Tarefas que antes exigiam sincronização constante podem avançar de forma independente, reduzindo bloqueios e tempos mortos.

O ganho não é apenas de velocidade. É de capacidade cognitiva coletiva.

Fiabilidade operacional como responsabilidade da IA

Outro aspeto decisivo é a automatização de tarefas operacionais críticas. Em modo não interativo, o Codex pode assumir triagem de issues, monitorização de alertas, gestão de pipelines de CI/CD e verificação contínua da saúde do sistema.

Este tipo de trabalho é essencial, mas raramente valorizado. Ao delegá-lo a um agente autónomo, a equipa recupera espaço mental para decisões arquiteturais e evolução do produto.

A fiabilidade deixa de depender da vigilância humana constante.

Integração direta no ecossistema de desenvolvimento

O Codex não vive isolado. Está integrado nos principais pontos de contacto do desenvolvimento moderno: IDEs, terminal, aplicações nativas e GitHub. Ao interagir diretamente com issues e pull requests, o agente participa no fluxo real de trabalho, não numa camada paralela.

Em ambientes cloud, dispõe ainda de acesso controlado à internet para consultar documentação e dependências externas, reduzindo fricção em problemas complexos ou pouco documentados.

A ferramenta adapta-se a diferentes contextos, desde utilização individual até ambientes empresariais com requisitos de governação mais rígidos.

Consistência técnica e aprendizagem de equipa

Um receio legítimo associado à IA generativa é a produção de código desalinhado com padrões internos. O Codex responde a este risco através do sistema de Skills, que permite ensinar ao agente as convenções, práticas e expectativas específicas de cada equipa.

O resultado não é apenas código funcional, mas coerente. O agente contribui para documentação, testes e compreensão da base de código, atuando como extensão técnica da equipa e não como elemento estranho.

A consistência passa a ser uma propriedade do sistema, não uma luta permanente.

O que muda no papel do engenheiro

A consequência mais profunda desta transição não é técnica, mas profissional. Quando a execução passa a ser delegável, o valor do engenheiro desloca-se.

Escrever código continua a ser importante, mas deixa de ser o centro. Ganham peso competências como desenho de sistemas, definição de limites, avaliação de riscos, alinhamento entre produto e arquitetura.

A pergunta deixa de ser como implementar mais rápido e passa a ser:

que sistemas vale a pena construir e como devem evoluir?

Uma mudança que já começou

A orquestração agêntica não é uma visão distante. Está a acontecer agora, de forma gradual, em equipas que começam a delegar execução técnica a agentes autónomos.

O OpenAI Codex é um dos primeiros sinais claros dessa mudança. Não porque substitua engenheiros, mas porque redefine onde o seu tempo e atenção fazem realmente diferença.

Num mundo onde a execução se torna invisível, a arquitetura volta a ser o centro. E isso, paradoxalmente, pode ser a melhor notícia para a engenharia de software em muito tempo.

Versão vídeo do artigo

https://youtu.be/WO4Bp5VYvAE

Acesso ao Codex

https://openai.com/pt-PT/codex/

Leitura recomendada

Como Criar um Assistente de IA Verdadeiramente Especialista: Guia Completo para Profissionais

Mais do que um copiloto: a orquestração agêntica como novo paradigma da engenharia de software Read More »