A gigante sul-coreana de semicondutores SK Hynix estreia na bolsa de valores Nasdaq, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (10). A chegada da companhia ao mercado americano ocorre por meio de uma oferta que movimentou US$ 26,5 bilhões (aproximadamente R$ 136 bilhões) – a segunda maior venda de ações recente no país, atrás apenas do IPO da SpaceX. O movimento serve como teste para medir o fôlego e a confiança dos investidores na durabilidade do boom da inteligência artificial (IA).
A listagem vem num ano de crescimento vertiginoso para a empresa, cujo valor de mercado agora orbita a marca histórica de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões). Isso após suas ações dispararem cerca de 630% nos últimos 12 meses. Embora os papéis tenham sofrido uma correção recente de 25% em relação ao seu pico histórico de duas semanas atrás, a oferta nos EUA foi sobrecarregada por pedidos de compra.
Na Coreia do Sul, SK Hynix só perde para a Samsung – e já fechou parceria com a Nvidia
A SK Hynix é a segunda empresa mais valiosa da Coreia do Sul, posicionada logo atrás da Samsung. E fornece componentes “invisíveis”, mas vitais, para eletrônicos de marcas como Apple e Dell. Junto à própria Samsung e a americana Micron, ela compõe o trio que domina o fornecimento global de memórias RAM tradicionais.
No entanto, o diferencial que a catapultou ao estrelato de Wall Street é a sua liderança isolada na produção de memórias de alta largura de banda (HBM), circuitos complexos que empilham camadas de chips para processar dados em velocidades altíssimas.
Essa tecnologia transformou a companhia na principal fornecedora do ecossistema de chips de IA da Nvidia e da AMD, que dependem diretamente dessas memórias para o funcionamento de suas unidades de processamento gráfico (GPUs).
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, viajou a Seul para fechar parceria com a SK Hynix – Imagem: FotoField/Shutterstock
Analistas projetam que a SK Hynix deva capturar mais da metade do mercado mundial de HBM ainda em 2026. A relevância técnica é tão expressiva que o próprio CEO da Nvidia, Jensen Huang, fez uma visita a Seul para consolidar uma parceria plurianual de fornecimento com a fabricante.
O impacto financeiro desse monopólio reflete-se nos balanços: a receita anual quase triplicou entre 2023 e 2025, saltando para US$ 65 bilhões (R$ 333 bilhões). E projeções de analistas indicam que o faturamento pode triplicar novamente em 2026, atingindo cerca de US$ 235 bilhões (R$ 1,2 trilhão).
Para sustentar essa demanda, a empresa planeja investir até US$ 720 bilhões (R$ 3,6 trilhões) na expansão de complexos fabris na Coreia do Sul. Parte desse montante – cerca de US$ 7,8 bilhões (R$ 40 bilhões), até o final de 2027 – será destinada à aquisição de máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV) da fabricante holandesa ASML, essenciais para a gravação dos circuitos microscópicos dos chips avançados.
A expansão também contempla uma forte ofensiva estrutural no território norte-americano. A SK Hynix está erguendo uma fábrica de chips avaliada em US$ 4 bilhões (R$ 20 bilhões) na cidade de West Lafayette, no estado de Indiana, programada para operar em 2028. Ela será parcialmente financiada por subsídios da lei federal CHIPS Act dos EUA.
Paralelamente, a companhia expande a Solidigm, sua divisão focada em armazenamento de dados de alta capacidade. Sediada na Califórnia, ela foi comprada da Intel por US$ 9 bilhões (R$ 46 bilhões) em 2021.
Contudo, o agressivo plano de expansão carrega os riscos históricos de um setor conhecido por ciclos brutais de “boom e bust” (frenesi e colapso). Fundada em 1983 como Hyundai Electronics, a empresa passou por severas crises de superoferta globais e fusões complexas até ser rebatizada sob o controle do grupo SK em 2012.
Cientes de que ondas de hipercrescimento tecnológico no passado já resultaram em excesso de estoque e quedas severas de preços, a SK Hynix e suas concorrentes tentam agora mudar a dinâmica do setor por meio de contratos de longo prazo, exigindo que clientes deem previsibilidade de pedidos com anos de antecedência para estabilizar o mercado.
(Esta matéria usou informações de CNBC e Reuters.)
A Anthropic anunciou que passará a cobrar pelo uso do Claude Fable 5, seu modelo de inteligência artificial (IA) mais avançado voltado ao público consumidor, mesmo para usuários que já pagam uma assinatura mensal do serviço.
A mudança entra em vigor em 12 de julho, às 23h59 (horário do Pacífico) — 3h59 (horário de Brasília) do dia 13 — e representa alteração significativa no modelo de negócios adotado pelas empresas de IA.
Segundo a empresa, assinantes dos planos de US$ 20, US$ 100 e US$ 200 por mês precisarão pagar tarifas adicionais baseadas no volume de utilização do modelo. Esta é a primeira vez que um grande laboratório de IA passa a cobrar consumidores dessa forma para acessar seu modelo mais avançado.
Claude Fable 5 será cobrado por quantidade de tokens utilizados
As novas cobranças seguirão a mesma tabela já aplicada aos desenvolvedores que utilizam a API da Anthropic;
O custo será de US$ 10 (R$ 51,36) por milhão de tokens enviados ao Claude Fable 5 e US$ 50 (R$ 256,78) por milhão de tokens gerados pelo modelo nas respostas;
Na prática, um assinante do plano de US$ 20 que utilize um milhão de tokens de entrada e receba um milhão de tokens de resposta pagará US$ 60 (R$ 308,13) adicionais, totalizando US$ 80 (R$ 410,84) naquele mês;
Um milhão de tokens corresponde aproximadamente a 750 mil palavras;
Ainda assim, usuários que utilizam intensamente ferramentas de IA podem consumir grandes quantidades de tokens, principalmente porque modelos mais recentes empregam cadeias internas de raciocínio que aumentam significativamente o processamento necessário para responder às solicitações.
Mudança acompanha tendência do mercado
A cobrança baseada em consumo já é comum entre desenvolvedores que utilizam modelos de IA por meio de APIs. No mercado de consumidores, porém, as empresas tradicionalmente optaram por assinaturas mensais de valor fixo, tanto para gerar receita quanto para controlar a demanda pelos serviços.
Contudo, essa estratégia começou a mudar nos últimos meses. No ano passado, empresas de ferramentas de programação baseadas em IA, como a Cursor, abandonaram planos ilimitados e passaram a cobrar conforme o volume de utilização.
A própria Anthropic também adotou recentemente um modelo semelhante para grandes clientes corporativos, cobrando empresas de acordo com o uso feito por seus funcionários, em vez de uma taxa fixa.
Para a WIRED, essas mudanças podem estar relacionadas aos preparativos da companhia para uma futura oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
Agentes de IA exigem muito mais processamento
Executivos do setor argumentam que os modelos tradicionais de assinatura deixaram de fazer sentido diante da chegada dos agentes de IA, capazes de executar tarefas complexas que demandam muito mais capacidade computacional do que chatbots convencionais.
O ex-chefe do ChatGPT na OpenAI e atual responsável pelos produtos corporativos da empresa, Nick Turley, resumiu essa visão durante um podcast realizado neste ano. “É possível que, na era atual, ter um plano ilimitado de IA seja como ter um plano ilimitado de eletricidade. Simplesmente não faz sentido.”
Anthropic diz que pretende voltar a incluir o modelo na assinatura
Apesar da mudança, a Anthropic afirma que não pretende abandonar definitivamente o modelo de assinatura tradicional.
Em declaração à WIRED, a porta-voz da empresa, Reem Ateyeh, afirmou que a companhia pretende reintegrar o Claude Fable 5 aos planos de assinatura assim que houver capacidade computacional suficiente. Segundo ela, isso ocorrerá “o mais rápido que pudermos”.
A declaração indica que a principal limitação atualmente enfrentada pela empresa está relacionada à disponibilidade de infraestrutura computacional.
Nos últimos anos, a Anthropic firmou acordos multibilionários para ampliar sua capacidade de data centers com SpaceX, Amazon e Google, embora a infraestrutura disponível ainda esteja abaixo do desejado pela companhia. Ainda assim, não há previsão de quando essas limitações deixarão de existir.
Porta-voz da empresa afirmou que a companhia pretende reintegrar o Claude Fable 5 aos planos de assinatura assim que houver capacidade computacional suficiente – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock
Empresa testa disposição dos consumidores em pagar mais
A mudança ocorre após um período promocional em que o Claude Fable 5 foi disponibilizado sem custos extras para assinantes. Quando anunciou o modelo, em 7 de junho, a Anthropic afirmou esperar uma demanda “muito alta e difícil de prever”.
Desde então, o interesse pelo sistema aumentou ainda mais. O crescimento ocorreu após o governo dos Estados Unidos proibir temporariamente o acesso ao modelo por cidadãos estrangeiros e, posteriormente, liberar sua disponibilidade geral em 1º de julho.
Segundo a reportagem, independentemente da forma como a Anthropic apresente a decisão, a nova política de preços representa um teste para medir até que ponto consumidores estão dispostos a pagar pelo acesso ao modelo considerado mais avançado da empresa.
Embora tenha concentrado seus esforços principalmente no mercado corporativo nos últimos anos, a Anthropic vem ampliando sua presença entre consumidores, segmento atualmente liderado pelo ChatGPT, da OpenAI, e pelo Gemini, do Google.
Claude cresce, mas ainda está distante dos líderes
Dados da empresa de inteligência de mercado Sensor Tower, citados na reportagem, mostram que o Claude registrou 245 milhões de visitantes únicos em maio, mais que o dobro do registrado em fevereiro. Apesar do crescimento, o serviço ainda está distante dos principais concorrentes.
Segundo o levantamento, o ChatGPT recebeu 1,11 bilhão de visitantes únicos mensais, enquanto o Gemini alcançou 662 milhões.
Estratégia aposta em usuários dispostos a pagar por desempenho
A popularidade do Claude cresce ao mesmo tempo em que parte do setor de tecnologia critica a Anthropic por cobrar preços elevados enquanto utiliza grandes volumes de conteúdo protegido por direitos autorais no treinamento de seus modelos.
A empresa aposta em se tornar a “Apple da era da IA”, confiando que sempre haverá consumidores dispostos a pagar mais por um modelo considerado premium. Uma fonte próxima à Anthropic, que falou sob condição de anonimato à WIRED, afirmou que a discussão entre usuários mudou.
“A dinâmica interessante que está acontecendo agora é que ninguém quer fazer a pergunta: ‘Eu preciso da melhor inteligência para esta tarefa?’”
Segundo essa fonte, a questão passou a ser outra. “Na maioria das vezes, ao escolher qual modelo de IA usar, as pessoas perguntam a si mesmas: ‘Eu sou o tipo de pessoa que precisa de uma inteligência intermediária ou da melhor?’”
A reportagem acrescenta que muitos profissionais altamente remunerados dos setores financeiro, político e tecnológico já demonstram disposição para pagar pelo modelo considerado mais avançado, tanto no trabalho quanto no uso pessoal, e que um número crescente deles enxerga o Claude como essa opção.
Ao mesmo tempo, ressalta que manter essa reputação dependerá da capacidade da Anthropic de permanecer à frente da concorrência. Segundo a revista, as primeiras reações ao GPT-5.6 Sol, da OpenAI, indicam que a disputa continuará acirrada.
Concorrentes podem seguir outro caminho
Contudo, OpenAI e Google não necessariamente adotarão a mesma estratégia da Anthropic. Essas empresas tendem a ampliar o uso de publicidade para financiar seus planos gratuitos e de baixo custo.
Como a Anthropic tem adotado uma posição contrária à utilização de anúncios, aumentar os preços pode ser, no curto prazo, sua principal alternativa para ampliar a receita.
A mudança sinaliza que a chamada “era de ouro” das assinaturas subsidiadas de IA para consumidores pode estar chegando ao fim.
A OpenAI enfrenta um novo capítulo na disputa judicial movida por organizações jornalísticas que a acusam de violação de direitos autorais.
Os autores da ação, liderados pelo The New York Times, pediram ao tribunal a aplicação de “sanções sérias” contra a empresa, alegando que ela ocultou provas durante anos para impedir que fossem analisados milhões de registros do ChatGPT em busca de evidências de que usuários conseguiam reproduzir artigos protegidos por paywalls.
Segundo os autores, esses registros representam uma das evidências mais importantes do processo. Eles poderiam tanto demonstrar que a OpenAI infringiu direitos autorais quanto reforçar a tese da empresa de que o ChatGPT faz um uso justo e transformador do conteúdo jornalístico.
Jornais acusam OpenAI de mentir ao tribunal
Em uma moção apresentada nesta quinta-feira (9), as organizações jornalísticas afirmam que a OpenAI mentiu repetidamente ao longo de dois anos para esconder evidências que poderiam enfraquecer sua defesa.
De acordo com o pedido, essas supostas falsidades vieram à tona após o tribunal determinar um novo depoimento do engenheiro de privacidade da OpenAI, Vincent Monaco, inicialmente considerado uma “testemunha mal preparada”.
Durante um novo interrogatório realizado em abril, Monaco teria revelado que a empresa enganou o tribunal ao afirmar, durante dois anos, que seria caro e tecnicamente difícil pesquisar os registros do ChatGPT.
Os autores sustentam que uma das descobertas mais relevantes foi a de que a OpenAI alegava não possuir capacidade técnica para pesquisar grandes amostras anonimizadas de conversas do ChatGPT, embora já tivesse realizado esse tipo de pesquisa antes mesmo do início do processo judicial.
Segundo os jornais, a ocultação dessas informações reteve evidências consideradas altamente relevantes, prolongou a fase de produção de provas, aumentou os custos do litígio e sobrecarregou o tribunal.
OpenAI diz que pedido tenta ampliar acesso a dados de usuários
Em resposta às acusações, um porta-voz da OpenAI afirmou que o pedido de sanções representa uma tentativa tardia do The New York Times de obter acesso a um número maior de registros e violar a privacidade de usuários que não têm relação com o processo;
Segundo o representante da empresa, o fato de o jornal ter desistido recentemente de algumas alegações demonstraria que a ação judicial estaria enfraquecendo;
“À medida que o caso do Times enfraquece e eles foram forçados a abandonar alegações contra nós, persistem em seus esforços para invadir a privacidade de pessoas que nada têm a ver com este caso, inclusive fazendo essas alegações flagrantemente falsas”, afirmou o porta-voz. “Continuaremos defendendo a privacidade de nossos usuários e os princípios há muito estabelecidos de uso justo”;
No mês anterior, porém, o porta-voz do The New York Times, Graham James, contestou essa interpretação;
Segundo ele, a retirada de algumas alegações não enfraqueceu o processo, mas o tornou mais objetivo ao acrescentar acusações também contra a Microsoft;
“Nossas alegações centrais permanecem as mesmas desde o dia em que ajuizamos este processo — que a Microsoft e a OpenAI roubaram milhões de obras protegidas por direitos autorais do Times para competir com nossos produtos e se enriquecer ilegalmente”, declarou James.
NYT afirma que OpenAI escondeu amostras de até 78 milhões de registros
Embora grande parte da moção esteja sob sigilo, os autores afirmam que Monaco revelou a existência de duas grandes bases de dados já anonimizadas, contendo aproximadamente dez milhões e 78 milhões de registros do ChatGPT.
Segundo os jornais, essas amostras poderiam ter sido disponibilizadas desde o início do processo para acelerar a fase de coleta de provas.
Os autores alegam que a OpenAI jamais revelou a existência desses conjuntos de dados durante dois anos de litígio. Eles afirmam ainda que a empresa já havia pesquisado essas bases anteriormente para localizar conteúdo do The New York Times enquanto desenvolvia um filtro destinado a impedir que o ChatGPT reproduzisse material protegido por direitos autorais.
“A OpenAI estava disposta e capaz de pesquisar seus registros de saída — quando isso a beneficiava”, afirmaram os autores, acusando a empresa de tornar a fase de descoberta “o mais onerosa possível”.
The New York Times, dentre outros jornais, processam OpenAI e outras empresas, como a Microsoft – Imagem: Shutterstock
Advogado do NYT acusa empresa de obstruir acesso às provas
Em declaração à Ars Technica, o advogado principal do The New York Times, Ian Crosby, afirmou que a OpenAI dificultou deliberadamente o acesso aos registros para proteger sua defesa baseada no uso justo. “Por mais de dois anos, a OpenAI mentiu para o Times, para os autores do Daily News, para o público e para o tribunal”, afirmou Crosby.
Segundo ele, a empresa sustentou durante todo esse período que pesquisar as respostas do ChatGPT em busca de reproduções de conteúdos jornalísticos seria inviável, caro e prejudicial à privacidade dos usuários, ao mesmo tempo em que escondia o fato de já ter realizado exatamente esse tipo de pesquisa.
“Se a OpenAI realmente acreditasse que copiar o jornalismo de nossos clientes era justo e legal, não teria escondido a verdade sobre ter feito isso”, declarou.
Os autores afirmam que, em vez de disponibilizar as amostras já anonimizadas, a OpenAI obrigou as organizações jornalísticas a trabalhar durante oito meses dentro de um ambiente controlado (“sandbox”), no qual só era possível consultar uma amostra fortemente censurada contendo 20 milhões de registros.
Esse conjunto de dados já era significativamente menor do que os cerca de 120 milhões de registros originalmente solicitados pelos autores.
Segundo a ação, a situação foi agravada porque a OpenAI utilizou inteligência artificial (IA) para realizar aproximadamente 19 bilhões de censuras nessa base de dados. De acordo com os jornais, o volume de ocultações foi tão grande que o próprio tribunal classificou a amostra como “inutilizável”.
Embora parte dessas censuras tenha sido posteriormente removida, os autores afirmam que ainda permanecem ocultos domínios, nomes e outros campos relevantes para a investigação. Enquanto isso, segundo a moção, a OpenAI mantinha sob sua posse uma amostra de 78 milhões de conversas que já estava anonimizada.
Jornais também acusam OpenAI de apagar registros
Os autores afirmam ainda que as reuniões destinadas à negociação das buscas de dados foram excessivamente prolongadas, atrasando a produção de provas.
Próximo ao encerramento da fase de descoberta, a OpenAI teria informado que a amostra de 78 milhões de registros já estava disponível para inspeção havia mais de um ano. Para os autores, essa alegação seria incompatível com a postura adotada pela empresa durante todo o processo, quando sustentava que o acesso a registros adicionais colocaria em risco a privacidade dos usuários.
Além disso, a OpenAI também é acusada de apagar aleatoriamente partes da amostra limitada de 20 milhões de registros e de excluir ou comprimir bilhões de conversas que deveriam ter sido preservadas por determinação judicial.
Segundo o The New York Times, Monaco declarou que a empresa simplesmente decidiu que cumprir a ampla ordem de preservação emitida pelo tribunal seria difícil e, por isso, não tomou providências para preservar todas as conversas.
“Não pode haver dúvida quanto à intencionalidade da conduta da OpenAI, nem qualquer desculpa para seu descumprimento. Segundo o Sr. Monaco, a OpenAI pensou em cumprir a Ordem de Preservação do Tribunal, mas depois decidiu não fazê-lo”, alegaram os autores.
Organizações pedem punições severas
As organizações jornalísticas afirmam que não solicitaram sanções contra a OpenAI de forma leviana, mas sustentam que a gravidade da suposta conduta exige punições capazes de desestimular práticas semelhantes por outras empresas de IA.
Entre os pedidos apresentados ao tribunal está a proibição de que a OpenAI utilize a amostra de 20 milhões de registros, cuja produção foi alvo de disputa durante o processo. Os autores também querem que o tribunal reconheça que os registros de saída continham reprodução substancial de conteúdos protegidos por direitos autorais e impeça a OpenAI de sustentar o contrário.
Outro pedido é que o júri seja informado de que a empresa apagou bilhões de registros, reforçando a tese de que teria atuado para ocultar evidências relacionadas ao suposto impacto de sua tecnologia sobre o mercado jornalístico.
Segundo os autores, “sanções menores não seriam eficazes”. Eles argumentam que “sanções sérias são especialmente apropriadas” porque a suposta má conduta da OpenAI teria sido “consciente e intencional”.
Caso o tribunal conclua que houve comportamento inadequado por parte da empresa, a tentativa de restringir o acesso das organizações jornalísticas aos registros poderá enfraquecer significativamente sua defesa na disputa sobre direitos autorais.
De acordo com os autores, a discussão sobre se o treinamento de modelos de IA com conteúdo protegido configura uso justo dependerá, em grande parte, da capacidade de demonstrar prejuízos ao mercado, e a posição da OpenAI poderá ser afetada caso a amostra de registros amplamente censurada seja desconsiderada pelo tribunal.
O que diz a OpenAI
O Olhar Digital também entrou em contato com a OpenAI e espera retorno.
A Meta anunciou, nesta quinta-feira (9), a liberação do acesso para desenvolvedores ao seu modelo de inteligência artificial (IA) Muse Spark, acompanhada do lançamento da versão aprimorada Muse Spark 1.1. Com a novidade, a empresa passa a competir diretamente com OpenAI e Anthropic ao cobrar pelo uso de seu modelo de IA por meio de uma API destinada a desenvolvedores.
Segundo a Meta, o Muse Spark 1.1 é seu modelo mais avançado para tarefas de programação e execução de agentes de IA em aplicações do mundo real. O lançamento faz parte da estratégia da companhia de desenvolver o que chama de “superinteligência pessoal”.
Modelo promete executar tarefas complexas com menos intervenção humana
De acordo com a empresa, o Muse Spark 1.1 é capaz de escrever e depurar código, utilizar softwares e ferramentas externas, compreender textos, imagens e vídeos e executar tarefas complexas compostas por múltiplas etapas, exigindo menos intervenção humana ao longo do processo;
O Muse Spark foi apresentado originalmente em abril como o primeiro modelo de raciocínio e processamento de texto desenvolvido pela equipe de superinteligência criada pela Meta no ano passado para reduzir a diferença em relação aos concorrentes na corrida pela liderança em IA;
Na ocasião do lançamento, a companhia disponibilizou a API apenas em uma prévia privada para parceiros selecionados;
A API funciona como uma ponte entre o modelo de IA e os sistemas desenvolvidos por terceiros, permitindo que programadores integrem suas capacidades a diferentes aplicativos e plataformas.
Desenvolvedores dos EUA já podem testar o modelo
Agora, desenvolvedores localizados nos Estados Unidos podem acessar o Muse Spark em prévia pública por meio da Meta Model API. A plataforma permite testar comandos, comparar respostas geradas pelo modelo e criar protótipos de integrações.
Quem se cadastrar para utilizar a API receberá US$ 20 (R$ 102,70) em créditos gratuitos para testar a tecnologia antes de migrar para o modelo de cobrança por consumo.
Em publicação no X, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou: “Nosso foco é entregar modelos agênticos e multimodais robustos a um custo muito baixo.”
Para Shay Boloor, estrategista-chefe de mercado da Futurum Equities, o novo modelo pode representar um avanço importante na estratégia comercial da Meta.
“Se o Muse Spark 1.1 for realmente competitivo com Claude e Codex em programação, então a Meta poderá finalmente ter um caminho muito mais claro para monetizar seus modelos de IA por meio de ferramentas pagas para desenvolvedores”, afirmou à Reuters.
Em publicação no X, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou: “Nosso foco é entregar modelos agênticos e multimodais robustos a um custo muito baixo.” – Imagem: gguy/Shutterstock
Preços ficam entre opções da Anthropic e OpenAI
A Meta definiu o preço de uso da API em US$ 1,25 (R$ 6,42) por milhão de tokens de entrada e US$ 4,25 (R$ 21,82) por milhão de tokens de saída.
Segundo a empresa, esses valores ficam acima dos cobrados pelo GPT-5 mini, modelo de entrada da OpenAI, e pelo Claude Haiku 4.5, opção de menor custo da Anthropic. Por outro lado, permanecem abaixo do preço do Claude Sonnet 4.6, modelo mais avançado da Anthropic.
Integração com Meta AI e aplicativos da empresa
Além da API para desenvolvedores, o Muse Spark 1.1 também passa a estar disponível no modo Thinking do aplicativo Meta AI e na versão web da plataforma.
A Meta informou ainda que o novo modelo deverá substituir os atuais modelos Llama utilizados para alimentar os chatbots presentes no WhatsApp, Instagram, Facebook e na linha de óculos inteligentes da empresa.
Lançamento sucede estreia do Muse Image
A chegada do Muse Spark 1.1 ocorre poucos dias após outro anúncio da Meta relacionado à sua estratégia de IA.
Na terça-feira (7), a empresa informou a expansão de seus recursos de IA generativa em seus aplicativos com o lançamento do Muse Image, o primeiro modelo de geração de imagens desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs. Segundo a companhia, o novo sistema amplia as ferramentas de criação de conteúdo disponíveis em seu ecossistema de aplicativos.
A OpenAI anunciou não apenas novos modelos do ChatGPT, mas um novo aplicativo do chatbot para computadores, nesta quinta-feira (09). Na demonstração, o programa rodava num Mac, sistema operacional de computadores da Apple. Mas a empresa informou que a nova versão também vai chegar para Windows, da Microsoft.
Segundo a apresentação da empresa, o aplicativo vai funcionar quase como um sistema operacional em cima do sistema do computador em questão. Em tese, você vai conseguir usar a IA da OpenAI para orquestrar programas e arquivos. Isso por meio de comandos (prompts) que poderão ser escritos ou falados. A equipe fez questão de reforçar que você pode mandar áudios para o ChatGPT, tanto no celular quanto no computador.
O novo aplicativo está disponível globalmente, inclusive para quem apenas tem uma conta para usar o ChatGPT – isto é, não assina nenhum plano (os chamados “usuários gratuitos”).
Como é o novo aplicativo do ChatGPT para computadores
Entre os destaques do novo aplicativo do ChatGPT para computadores, estão:
Novos recursos de execução (Computer Use e Navegador Embutido): Exclusivamente no desktop, o ChatGPT agora conta com um navegador integrado para abrir e refinar arquivos (como Google Workspace e Microsoft 365) e a função “Computer Use”, que permite ao agente executar tarefas em segundo plano no seu computador (clicar, digitar e mover arquivos);
Unificação com o Codex: O aplicativo Codex, voltado para desenvolvedores, foi embutido no novo aplicativo. Os desenvolvedores podem manter o Codex como visualização padrão e usar seu ícone se preferirem;
Renomeação da versão antiga: A versão anterior do aplicativo de computador passa a se chamar “ChatGPT Classic”.
Quem usava o aplicativo do Codex não vai precisar baixar outro aplicativo. Basta atualizar o programa normalmente como você já fazia. O aplicativo do Codex será convertido automaticamente no novo aplicativo do ChatGPT para desktop. E você vai poder manter o visual e o ícone antigos do Codex, se preferir. Já quem usava o aplicativo padrão do ChatGPT para computador vai precisar migrar para a versão atualizada, sim. Isto é, baixar o novo aplicativo.
Nesta quinta-feira (9), a OpenAI anunciou o ChatGPT Work, versão laboral de sua inteligência artificial (IA) que pode executar tarefas em diferentes aplicativos e arquivos.
O novo agente de IA integrado ao ChatGPT foi desenvolvido para executar tarefas complexas de forma autônoma, utilizando aplicativos, arquivos e fluxos de trabalho conectados pelo usuário.
Segundo a empresa, a ferramenta é capaz de permanecer trabalhando em um projeto por horas, dividir atividades em etapas menores e entregar materiais concluídos, como planilhas, apresentações, documentos e aplicativos web.
O lançamento representa uma expansão das capacidades do ChatGPT, que passa a ir além da resposta a perguntas para realizar trabalho prático em diferentes plataformas, incluindo web, dispositivos móveis e computadores. A novidade incorpora a tecnologia do Codex e é alimentada pelo novo modelo GPT-5.6, também apresentado nesta quinta pela OpenAI.
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI
GPT-5.6 impulsiona o novo agente
De acordo com a empresa, o ChatGPT Work utiliza o GPT-5.6 para lidar com tarefas que exigem múltiplas etapas de raciocínio e produzir materiais seguindo modelos, arquivos de referência e padrões fornecidos pelos usuários;
A OpenAI afirma que a melhor forma de aprender a utilizar o recurso é delegando atividades que o usuário já conhece, como analisar variações de orçamento no fechamento do mês, transformar materiais de origem em um briefing de campanha de marketing ou preparar uma reunião de vendas;
Durante a execução, é possível acompanhar o progresso, responder perguntas feitas pelo agente, alterar o direcionamento do trabalho e aprovar ações consideradas importantes;
A empresa também destaca que o ChatGPT Work pode assumir fluxos completos de trabalho com um único comando;
Como exemplo, cita a possibilidade de transformar pesquisas com clientes em um briefing de campanha, criar materiais de marketing a partir desse documento e adaptar esses conteúdos para diferentes mercados, preservando o contexto ao longo de todas as etapas.
Tarefas podem continuar mesmo sem o usuário
Outro recurso apresentado são as Tarefas Agendadas, que permitem ao ChatGPT Work continuar executando atividades mesmo quando o usuário está longe do computador ou do celular.
Segundo a OpenAI, o agente pode, por exemplo, transformar automaticamente novas mensagens recebidas no Microsoft Teams e no Slack em documentos ou apresentações atualizadas e compartilhar alterações relevantes com a equipe.
A empresa afirma que praticamente 100% de suas equipes internas, incluindo os departamentos financeiro e de vendas, já utilizam o ChatGPT Work e o Codex para acelerar processos, enfrentar tarefas mais complexas e dedicar mais tempo ao atendimento de clientes.
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI
OpenAI relata ganhos internos
A OpenAI compartilhou exemplos de uso interno da plataforma.
Na área de vendas, o ChatGPT Work teria transformado uma conversa inicial com um cliente em uma prova de conceito personalizada para um problema considerado crítico em menos de 24 horas, um processo que normalmente levaria semanas.
Segundo a empresa, o agente estruturou anotações, encaminhou a solicitação para um arquiteto de soluções e colaborou com a equipe técnica, permitindo que o responsável comercial permanecesse focado no relacionamento com o cliente.
Já na área financeira, a OpenAI afirma que o agente reduziu processos de fechamento mensal e previsão financeira de dias para horas ao ajudar equipes a localizar dados de origem, transferi-los para Excel ou Google Planilhas, conciliá-los, criar apresentações e verificar os resultados. Com isso, o time financeiro passou a dedicar mais tempo à análise das mudanças nas projeções e ao suporte estratégico aos gestores.
Disponibilidade começa pelos planos pagos
O ChatGPT Work começou a ser distribuído para usuários dos planos Pro, Enterprise e Edu nas versões web e móvel. Segundo a OpenAI, a novidade também chegará aos planos Plus e Business nos próximos dias.
No aplicativo para desktop, os modos Chat, Work e Codex passam a estar disponíveis em todos os planos, incluindo o gratuito, com distribuição global para computadores Windows e Mac.
Aplicativo para desktop ganha novos recursos
A OpenAI também atualizou o aplicativo de desktop do ChatGPT para ampliar sua integração com o computador do usuário.
Segundo a empresa, o software agora pode utilizar arquivos locais e aplicativos instalados para executar tarefas. Além disso, ganhou um navegador integrado que permite acessar sites, ferramentas online e arquivos hospedados na internet dentro da própria aplicação.
A companhia informou ainda que o aplicativo Codex será incorporado ao novo ChatGPT para desktop. Embora permaneça como um agente voltado ao desenvolvimento de software, o Codex passa a oferecer recursos adicionais, incluindo edição de código diretamente em diferenças (“diffs”), revisão de pull requests na barra lateral, uso mais rápido do computador impulsionado pelo GPT-5.6 e suporte a múltiplos repositórios em um mesmo projeto.
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI
Plugins ampliam integração com ferramentas corporativas
Para utilizar o ChatGPT Work, os usuários podem conectar aplicativos e sistemas por meio de plugins.
Segundo a OpenAI, esses plugins permitem integrar o ChatGPT a serviços, como Slack, Microsoft Teams, Google Drive, SharePoint, e-mail, calendários, CRMs, rastreadores de projetos e outras ferramentas internas.
A empresa afirma que o ChatGPT identifica automaticamente quando deve utilizar um plugin com base no comando recebido, embora também seja possível indicar manualmente uma aplicação digitando “@” seguido do nome do aplicativo durante a conversa.
Depois de conectadas, essas ferramentas permitem que o agente compreenda o contexto do trabalho, reúna informações relevantes, produza documentos, apresentações e análises, além de continuar refinando rascunhos em segundo plano enquanto o usuário mantém o controle do processo.
ChatGPT passa a criar sites e aplicativos web
A OpenAI também anunciou o Sites, recurso disponibilizado em beta pública dentro do ChatGPT. Com ele, usuários poderão transformar ideias ou projetos em sites interativos ou aplicativos web compartilháveis por meio de uma URL.
Segundo a empresa, o recurso pode ser utilizado para criar dashboards ao vivo, rastreadores de projetos, calendários de lançamento, protótipos, portais internos e relatórios interativos. Os projetos podem ser testados diretamente no ChatGPT e atualizados automaticamente conforme as informações de origem forem modificadas.
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI
Automação de tarefas repetitivas
A OpenAI afirma que o ChatGPT Work foi desenvolvido para assumir tarefas repetitivas e liberar os usuários para atividades consideradas mais importantes.
As Tarefas Agendadas podem executar ações únicas, repetidas em horários programados, acionadas por eventos específicos ou voltadas ao monitoramento contínuo de alterações.
Entre os exemplos apresentados pela empresa estão:
Revisar semanalmente atualizações do Slack e atualizar a pauta de reuniões recorrentes;
Monitorar sites e painéis diariamente, resumindo mudanças e enviando relatórios;
Acompanhar novos comentários de clientes e transformá-los em ideias priorizadas para produtos;
Atualizar apresentações automaticamente quando novos comentários forem recebidos por e-mail.
Segundo a OpenAI, o usuário continua definindo quais recursos o ChatGPT pode acessar, quando o agente deve solicitar confirmação e em quais situações será necessária aprovação antes da execução de determinadas ações.
Navegador integrado e controle do computador
No desktop, o ChatGPT também passa a contar com um navegador integrado para realizar pesquisas, utilizar ferramentas online e editar trabalhos baseados na web.
A empresa afirma que os usuários poderão solicitar pesquisas de mercado, comparar fontes, extrair informações de sites e abrir arquivos do Google Workspace e do Microsoft 365 diretamente dentro do aplicativo.
Outra novidade é o recurso Uso do Computador, que permite ao ChatGPT utilizar o computador do usuário para executar tarefas em segundo plano, incluindo clicar, digitar e mover arquivos entre aplicativos, ferramentas e navegadores. Esse recurso pode ser utilizado tanto em atividades únicas quanto em tarefas recorrentes programadas.
A OpenAI informou ainda que sua extensão para o Google Chrome será atualizada para permitir o uso do ChatGPT diretamente na barra lateral do navegador. Como consequência dessa integração, o navegador Atlas será descontinuado gradualmente, e a empresa promete divulgar orientações para a migração dos usuários.
Segurança e controles administrativos
Para organizações, a OpenAI afirma que o ChatGPT Work utiliza a infraestrutura de segurança, privacidade, conformidade e gerenciamento de ambientes já presente no ChatGPT Enterprise.
Administradores das versões Enterprise e Edu poderão controlar centralmente quem tem acesso ao agente, quais informações corporativas poderão ser utilizadas, quais ferramentas poderão ser conectadas e quais ações poderão ser executadas.
A empresa destaca ainda a Compliance API, criada para fornecer visibilidade sobre conversas e ações realizadas pelo ChatGPT Work em larga escala.
Os controles administrativos também permitem gerenciar plugins, acesso ao navegador, políticas de rede, restrições de ações sensíveis e regras específicas para o uso de arquivos locais, aplicativos e ferramentas conectadas.
Outro recurso anunciado é o Auto-review, que utiliza os modelos mais avançados da OpenAI para revisar automaticamente ações importantes envolvendo ferramentas conectadas e APIs antes de sua execução.
Segundo a empresa, durante testes de segurança, o sistema bloqueou 100% das tentativas de extração de dados protegidos, incluindo ataques que o modelo responsável pela revisão não havia encontrado durante o treinamento.
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI
Uso varia conforme a complexidade das tarefas
A OpenAI afirma que o ChatGPT Work foi projetado para tarefas mais longas e complexas do que uma conversa tradicional.
Por isso, o consumo de uso varia de acordo com a quantidade de trabalho executado, sendo que atividades mais complexas podem utilizar uma parcela maior da franquia incluída em cada plano. A empresa informa que o ChatGPT Work segue a mesma estrutura de consumo já utilizada pelo Codex.
Administradores dos planos Enterprise e Edu também poderão configurar controles de gastos no console administrativo, estabelecendo limites por ambiente de trabalho, grupos ou usuários individuais, além de analisar solicitações de créditos adicionais acompanhadas das justificativas e detalhes dos projetos enviados pelos usuários.
A OpenAI está apresentando nesta quinta-feira (09) uma nova versão do ChatGPT. Estamos falando da versão GPT‑5.6.
São três modelos:
Sol: o mais potente
Luna: um modelo rápido e acessível
Terra: um modelo equilibrado para o trabalho cotidiano.
A apresentação da OpenAI acontece neste momento:
O CEO da OpenAI, Sam Altman, disse à CNBC que o GPT-5.6 Sol é 54% mais eficiente em termos de tokens em tarefas de codificação agêntica e que é “tão bom ou melhor” do que os modelos concorrentes no mercado.
“Todas as empresas agora estão pensando em gastos e no valor que estão obtendo em troca de IA, e é isso que realmente queremos fazer”, disse Altman.
A Anthropic lançou o Reflect nesta quinta-feira (09), um painel em beta que permite aos usuários acompanhar e refletir sobre como usam o Claude. A ironia está no objetivo: a ferramenta foi criada não para incentivar mais tempo com a IA, mas para ajudar o usuário a decidir quando usar menos.
O recurso está disponível para contas gratuitas, Pro e Max, com a memória ativada. Para acessar, basta abrir as configurações do Claude na versão web ou no aplicativo desktop e selecionar a aba Reflect.
Interface do Reflect, novo recurso do Claude disponível nas configurações do aplicativo, com resumo em texto e gráfico de uso por período. – Anthropic / Divulgação
Como o painel funciona
O Reflect funciona de forma parecida com o Spotify Wrapped ou o Screen Time da Apple, segundo o Engadget: resume o que você fez, quando fez e por quanto tempo – e convida você a questionar se isso faz sentido para os seus objetivos.
Na parte superior do painel, há um resumo em texto das interações recentes. É possível escolher entre os últimos um, três, seis ou 12 meses de uso. Abaixo, o painel mostra o dia mais ativo, o horário de pico e o total de conversas no período, com representação visual dos dados.
A exibição do tempo total gasto com o Claude ainda não está disponível, e isso é intencional. Segundo Ryn Linthicum, diretora de política de bem-estar da Anthropic, em entrevista ao Engadget, o tempo de uso é um dado que a empresa “não queria maximizar”. A empresa planeja torná-lo disponível no futuro para que os usuários possam usá-lo junto com as configurações de gestão de uso.
Pausas e limites que o usuário controla
Dentro do painel, é possível configurar horários silenciosos e definir um lembrete para pausar o uso após um determinado período. Ambas as opções são apenas sugestões – podem ser dispensadas se o usuário estiver no meio de uma tarefa.
O painel também faz perguntas periódicas para provocar reflexão, como: “O que você quer continuar fazendo sozinho, mesmo que o Claude possa fazer mais rápido?” As respostas podem ser discutidas diretamente com o Claude.
Painel mostra dia mais ativo, horário de pico e total de conversas, e permite configurar horários silenciosos e lembretes de pausa. – Anthropic / Divulgação
Recomendações de uso mais eficiente
Uma das seções mais práticas do Reflect é a de recomendações baseadas no comportamento identificado. Se o sistema percebe que o usuário frequentemente restabelece o mesmo contexto ao começar uma conversa, por exemplo, sugere criar um Projeto para agrupar as interações relacionadas.
As sugestões seguem o que a Anthropic chama de Framework 4D de Fluência em IA, desenvolvido em parceria com pesquisadores: Delegação, Descrição, Discernimento e Diligência – cada dimensão relacionada a como o usuário toma decisões antes, durante e depois de interagir com a IA.
“Fomos muito intencionais em construir [o painel] com foco em como podemos aprimorar o uso das pessoas, não de uma forma que as incentive a passar mais tempo com ele, mas que as ajude a ser mais eficientes em atingir seus objetivos – e, com sorte, sair do Claude ou preservar as coisas sobre as quais querem pensar por si mesmas”, disse Linthicum ao Engadget.
Seção “What you spent time on” mostra distribuição percentual dos temas abordados nas conversas com o Claude no período selecionado. – Anthropic / Divulgação
Privacidade
O Reflect não inclui conversas em modo anônimo nem arquivos conectados por ferramentas externas. Conversas vinculadas a integrações de saúde também ficam de fora. As informações geradas pelo painel não são usadas para nenhuma outra finalidade pela Anthropic.
O recurso foi desenvolvido com consultoria de especialistas do MIT Media Lab, do Digital Wellness Lab do Boston Children’s Hospital e do Family Online Safety Institute.
A disponibilidade para mobile e para conversas do Cowork está prevista para versões futuras.
Estamos falando do modelo GPT 5.6, o mais poderoso da desenvolvedora. No mês passado, a apresentação da tecnologia foi adiada a pedido do governo dos Estados Unidos.
A preocupação da Casa Branca com segurança nacional e com o uso indevido de sistemas de IA avançados é algo crescente.
Agora, segundo a Axios, o governo Trump deu sinal verde para o lançamento em larga escala.
A OpenAI havia limitado o acesso a um pequeno grupo de parceiros e os dados foram compartilhados com autoridades. Três modelos serão apresentados:
Sol: o mais potente
Terra e Luna: de custo mais acessível.
Em uma prévia publicada no blog da OpenAI, a startup antecipou o seguinte:
Estamos iniciando uma prévia limitada da série GPT‑5.6: Sol, nosso modelo principal; Terra, um modelo equilibrado para o trabalho cotidiano; e Luna, um modelo rápido e acessível. O Terra tem desempenho competitivo em relação ao GPT‑5.5, sendo 2 vezes mais barato, e o Luna oferece forte capacidade pelo nosso menor custo.
O GPT‑5.6 Sol chega com nosso stack de segurança mais robusto até hoje. Reforçamos as proteções para atividades de maior risco, solicitações cibernéticas sensíveis e uso indevido repetido, e passamos várias semanas encontrando fraquezas, submetendo nosso sistema a testes de pressão e fortalecendo-o contra ataques do mundo real.
OpenAI, em post no blog da startup
A empresa ainda descreveu o GPT‑5.6 Sol como seu “modelo mais forte até agora” e destacou suas “capacidades agênticas aprimoradas em programação, biologia e cibersegurança”.
A geopolítica das IAs
Estados Unidos e China estão numa disputa tecnológica intensa em que a IA é protagonista. Modelos de inteligência artificial avançados poderiam acelerar ciberataques em setores consolidados há décadas e com uma infraestrutura totalmente interligada.
Diante disso, a Casa Branca vem fiscalizando novos modelos de inteligência artificial para identificar eventuais ameaças.
A maior preocupação é de que a tecnologia seja usada para fins militares por outros países – como China e Rússia.
Em Pequim, a estratégia não muda muito. O governo vem dialogando com as principais empresas do setor para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de ponta do país, segundo a Reuters.
Vale lembrar
Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
Na semana passada, os modelos Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à startup. A mudança ocorre menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 foi disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde o último dia 1º.
Pela mesma lógica, a OpenAI não colocou o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez.
A SpaceXAI lançou nesta quarta-feira (8) o Grok 4.5, sua nova geração de modelo de inteligência artificial, com a proposta de atender tarefas como programação, criação de aplicativos, pesquisas, produção de textos e atividades administrativas.
A companhia afirma que a nova versão combina desempenho elevado com maior economia no uso de tokens, recurso utilizado para medir o processamento de informações por modelos de IA. Segundo a empresa, o sistema alcança eficiência duas vezes superior à de outros modelos líderes.
A apresentação ocorre poucas semanas após a abertura de capital da SpaceXAI e coloca o Grok 4.5 em meio a uma disputa por espaço entre grandes desenvolvedoras de inteligência artificial, em um período marcado pelo lançamento de novos modelos concorrentes.
Novo modelo aposta em custo menor para enfrentar rivais de inteligência artificial
Chamada de “Grokking”, prática combina engenharia social e inteligência artificial – Imagem: Algi Febri Sugita / Shutterstock
De acordo com a SpaceXAI, o Grok 4.5 foi desenvolvido para funcionar como uma ferramenta ampla de produtividade, capaz de lidar com diferentes tipos de trabalho intelectual que empresas do setor de tecnologia buscam automatizar.
A companhia divulgou resultados de testes de desempenho que, segundo seus próprios dados, indicam que o modelo se aproxima dos principais sistemas disponíveis no mercado, embora ainda não apareça como líder absoluto nos rankings apresentados.
O fundador da SpaceXAI, Elon Musk, comparou o lançamento ao Opus, modelo da Anthropic voltado para tarefas complexas. Em uma publicação na rede social X, plataforma que pertence à SpaceXAI, Musk afirmou que o Grok 4.5 teria capacidade semelhante à categoria Opus, mas com vantagens em velocidade, eficiência e preço.
Based on strong positive feedback from customers in our beta test program, @SpaceXAI will make Grok 4.5 available to the public tomorrow.
It is an Opus-class model, but faster, more token-efficient and lower cost.
Em outra declaração publicada pelo executivo, ele avaliou que o novo sistema teria desempenho próximo ao Opus 4.7, mas com funcionamento mais rápido. Para Musk, a combinação entre capacidade técnica, agilidade e menor custo seria o principal diferencial competitivo do produto.
Our internal assessment is that Grok 4.5 is roughly comparable to Opus 4.7, but much faster. The combination of capability, faster speed and lower cost is what makes it competitive.
We are closing the loop on real-world usefulness, not benchmarks. Hardcore engineers at Tesla &… https://t.co/FqoJzHkrRY
A empresa informou que o Grok 4.5 será oferecido pelo valor de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. A estrutura de preços apresentada busca destacar uma vantagem econômica diante de modelos concorrentes.
Como comparação, o artigo aponta que o Opus 4.7 custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de tokens de saída. Já a OpenAI trabalha com valores diferentes conforme a versão do modelo: o Sol, sua opção mais cara, tem custo de US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 por milhão de tokens de saída, enquanto o Luna aparece com US$ 1 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída.
O lançamento do Grok 4.5 acontece em uma semana de movimentação intensa no setor. A OpenAI também planeja apresentar o GPT 5.6, descrito pela empresa como seu modelo mais avançado até então. Segundo o texto, a chegada dessa versão havia sido limitada anteriormente pelo governo Trump devido a preocupações relacionadas à segurança.