inteligência artificial

Auto Added by WPeMatico

destaque robo no escritorio agente de ia 1024x576

Agente de IA apagou o banco de dados inteiro de uma empresa – e pediu desculpas

Um agente de inteligência artificial voltado para tarefas de programação apagou todo o banco de dados uma empresa em questão de segundos – e sem autorização. O incidente aconteceu na PocketOS, desenvolvedora de software para locadoras de veículos, e causou uma interrupção de mais de 30 horas nos serviços.

O sistema responsável foi o Cursor, um agente de codificação baseado no modelo Claude Opus 4.6, da Anthropic, amplamente utilizado por desenvolvedores para automatizar tarefas técnicas. De acordo com o fundador da PocketOS, Jer Crane, o problema ocorreu durante uma operação considerada rotineira.

Em publicação no X, Crane explicou que o agente decidiu agir de forma autônoma ao tentar resolver uma falha relacionada a credenciais, optando por excluir o banco de dados (e o backups) sem pedir autorização ou confirmação humana. “Levou nove segundos”, contou o fundador.

O próprio sistema reconheceu o erro. Ao ser questionado, apresentou uma explicação detalhada, admitindo ter ignorado protocolos de segurança. Na mensagem, a IA afirmou: “Excluir um volume de banco de dados é a ação mais destrutiva e irreversível possível – muito pior do que um ‘force push’ – e você nunca me pediu para excluir nada. Decidi fazer isso por conta própria para ‘corrigir’ a incompatibilidade de credenciais, quando deveria ter lhe consultado primeiro ou encontrado uma solução não destrutiva”.

A falha fez com que clientes da PocketOS perdessem acesso a dados importantes, incluindo registros e reservas. “As reservas feitas nos últimos três meses desapareceram. Os cadastros de novos clientes também”, disse Crane.

Agente de IA não teria pedido autorização humana antes de apagar o banco de dados – Imagem: VesnaArt/Shutterstock

Empresa conseguiu corrigir erro do agente de IA

A empresa conseguiu recuperar os dados excluídos dois dias após o ocorrido. Ainda assim, o episódio levantou preocupações sobre o uso de agentes autônomos em ambientes críticos.

Para Crane, o problema vai além de um erro pontual. “Esta não é uma história sobre um agente ruim ou uma API ruim. Trata-se de um setor inteiro que está integrando agentes de IA à infraestrutura de produção mais rapidamente do que está construindo a arquitetura de segurança necessária para tornar essas integrações seguras”, afirmou.

O caso foi reportado pelo site Euronews.

O post Agente de IA apagou o banco de dados inteiro de uma empresa – e pediu desculpas apareceu primeiro em Olhar Digital.

Agente de IA apagou o banco de dados inteiro de uma empresa – e pediu desculpas Read More »

Adobe relança Photoshop com muita IA; saiba mais

A Adobe anunciou, nesta terça-feira (28), o lançamento de uma nova geração do Photoshop, considerada a atualização mais abrangente da ferramenta nos últimos anos. O upgrade centraliza criação, automação e edição de imagens em um único ambiente integrado, prometendo navegação intuitiva e suporte a comandos realizados por meio de linguagem natural.

Com a nova versão, usuários podem executar tarefas a partir de interações em texto com o chat da plataforma, marcando uma mudança no posicionamento do software. O foco deixa de ser exclusivamente a produção técnica e passa a priorizar a exploração criativa apoiada por inteligência artificial (IA).

A atualização está estruturada em três pilares principais: transformação ágil de ideias em criações, workflows inteligentes e edição guiada por linguagem natural em diferentes idiomas, como português e inglês. Segundo a Adobe, as mudanças não têm como objetivo substituir o processo criativo, mas ampliar suas possibilidades.

Novidades de IA no “novo” Photoshop

  • Um dos principais destaques é a integração com o Firefly Boards, ambiente colaborativo voltado à criação visual;
  • A ferramenta permite explorar múltiplas variações de uma mesma imagem sem a necessidade de reconstrução completa, além de possibilitar a exportação direta para o Photoshop em formatos, como JPG e PNG;
  • A proposta é reduzir tarefas repetitivas e liberar mais tempo para experimentação e refinamento de ideias, tornando o processo criativo mais interativo e menos linear;
  • Entre os novos recursos, está o Rotate Object (GenAI), que permite alterar a perspectiva de objetos em uma composição — incluindo rotação, inclinação e escala — em tempo real e com preservação em camadas editáveis;
  • Outro recurso incorporado é o Generative Fill, que possibilita a edição de imagens a partir de descrições em linguagem natural. Com ele, usuários podem solicitar alterações específicas e obter resultados consistentes com o estilo original da imagem, sem necessidade de técnicas avançadas de edição;
  • A ferramenta Remove Tool, baseada no modelo Firefly Imagem 5, também foi aprimorada para identificar e eliminar automaticamente elementos indesejados, como placas, veículos e pessoas, preenchendo o espaço com conteúdo visual coerente;
  • Para facilitar o trabalho com arquivos complexos, a atualização inclui o Layer Cleanup, recurso que remove camadas vazias, organiza automaticamente os nomes das camadas e melhora a colaboração entre equipes;
  • Na área de tipografia, o Dynamic Text amplia as possibilidades criativas ao permitir a criação instantânea de textos em formatos curvos, ondulados ou em arco, sem necessidade de formatação manual.

Entregando tudo o que o usuário precisa

De acordo com Vivian Kuppermann, gerente sênior de Marketing da Adobe Brasil, a atualização busca ampliar o acesso às ferramentas criativas ao mesmo tempo em que atende profissionais experientes.

“Os novos recursos do Photoshop democratizam o acesso a ferramentas de edição, automatização de fluxo de trabalho e performance, ao mesmo tempo que facilitam a entrada de mais pessoas no universo criativo”, disse.

“A consolidação da IA no ecossistema do Photoshop não veio para substituir o olhar e toda a bagagem cultural do criador, mas sim para explorar múltiplas possibilidades de conceitos, abordagens e dinâmicas autorais. Queremos que cada profissional, do iniciante ao especialista, encontre um espaço onde experimentar seja tão natural quanto desenvolver projetos”, concluiu.

Disponibilidade

As novas funcionalidades do Photoshop estarão disponíveis já a partir desta terça. Para mais informações sobre as atualizações, acesse este link.

O post Adobe relança Photoshop com muita IA; saiba mais apareceu primeiro em Olhar Digital.

Adobe relança Photoshop com muita IA; saiba mais Read More »

evolucao google recaptcha

Google anuncia evolução do reCAPTCHA preparado para combater IA

O Google anunciou uma mudança significativa em uma das ferramentas de segurança mais utilizadas da internet, o reCAPTCHA, conhecido popularmente pelo teste “eu não sou um robô”. A reformulação marca uma resposta direta ao avanço dos agentes de inteligência artificial (IA), que já conseguem simular comportamentos humanos com facilidade.

A alteração foi apresentada durante o evento Google Cloud Next, junto com o lançamento do Gemini Enterprise Agent Platform, conjunto de serviços voltado para empresas que desejam adotar modelos baseados em agentes de IA, descritas como “empresas agênticas”.

Novo sistema será dotado de QR Codes sempre que necessário – Imagem: Divulgação/Google

Teste de robô do Google vai mudar

  • O reCAPTCHA, criado originalmente para impedir acessos automatizados, passa agora a se chamar Google Cloud Fraud Defense;
  • A nova proposta amplia o escopo da ferramenta, que deixa de focar apenas na distinção entre humanos e bots tradicionais para incluir também agentes de IA, considerados a nova fronteira tecnológica;
  • Esses agentes são capazes de executar tarefas de forma autônoma em nome dos usuários, como acessar sites, comparar preços, realizar reservas e efetuar pagamentos;
  • Ao mesmo tempo, esse tipo de tecnologia pode ser explorado para acessos indevidos a serviços, colocando em risco o funcionamento de plataformas digitais.

Leia mais:

Segundo o Google, a nova solução busca preparar a internet para esse cenário, descrito como “web agêntica”. Para isso, a ferramenta passa a monitorar a atividade desses agentes nos sites, identificando, classificando e analisando o tráfego gerado por eles. Além disso, será possível conectar identidades humanas às dos agentes, com o objetivo de avaliar riscos associados aos acessos.

O sistema também utilizará sinais de risco, tipos de automação e a identidade dos agentes para bloquear entradas consideradas suspeitas. Em casos em que um agente tente se passar por uma pessoa, será exigida uma comprovação de identidade humana por meio do escaneamento de um QR Code com o celular.

Apesar das mudanças, o Google afirma que o reCaptcha continuará existindo. No entanto, com a expansão dos agentes de IA, a empresa indica que métodos, como o uso de QR Codes, podem substituir gradualmente a tradicional verificação baseada na frase “eu não sou um robô”.

Logo do Google na fachada de um prédio
Big tech quer preparar a internet para a era da “web agêntica” – Imagem: ZikG/Shutterstock

De acordo com a empresa, a atualização estabelece uma nova camada de proteção diante de um cenário em que o tráfego inválido gerado por bots tende a evoluir para fraudes massivas de identidade conduzidas por agentes de IA.

Ainda que a mudança seja praticamente invisível para a maioria dos usuários, o novo sistema atuará em diferentes etapas da navegação, desde o cadastro e login em sites até processos de pagamento. O objetivo é acompanhar toda a jornada desses agentes, que se tornam cada vez mais autônomos ao circular por plataformas digitais.

O post Google anuncia evolução do reCAPTCHA preparado para combater IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google anuncia evolução do reCAPTCHA preparado para combater IA Read More »

destaque ceo do google sundar pichai 1024x576 1

Google: funcionários não querem que Pentágono use IA da empresa de forma confidencial

Segundo informações do The Washington Post, centenas de funcionários do Google encaminharam uma carta ao CEO, Sundar Pichai, nesta segunda-feira (27), na qual pedem ao executivo que impeça o Pentágono de usar a inteligência artificial (IA) da empresa para trabalhos confidenciais.

O pedido vem dois meses após a rival Anthropic ser dispensada pelo Departamento de Defesa por se opor à mesma solicitação do órgão federal. A carta foi assinada por mais de 600 trabalhadores, sendo boa parte dos que trabalham no braço de IA do Google, o DeepMind.

Segundo o Post, eles pedem que Pichai não firme acordos com a Defesa que permitam o uso da IA da empresa de forma restrita. O documento alega que tal uso impediria que os representantes da big tech soubessem como a tecnologia da empresa estaria sendo utilizada.

Na carta, os funcionários dizem o seguinte: “Queremos ver a IA beneficiar a humanidade; não queremos vê-la sendo usada de maneiras desumanas ou extremamente prejudiciais. Isso inclui armas autônomas letais e vigilância em massa, mas vai muito além.”

Carta foi endereçada ao CEO Sundar Pichai – Imagem: photosince/Shutterstock

“A única maneira de garantir que o Google não seja associado a tais danos é rejeitar quaisquer cargas de trabalho classificadas. Caso contrário, tais usos podem ocorrer sem nosso conhecimento ou poder para impedi-los”, prossegue o documento.

Vidas humanas já estão sendo perdidas e liberdades civis estão em risco, tanto no país quanto no exterior, devido ao uso indevido da tecnologia que estamos ajudando a construir”, escreveram, sem especificar qual seria essa tecnologia.

Os trabalhadores citaram uma reportagem do The Information na qual afirmava que o Google estaria em negociações com o Pentágono para obter acordo similar ao costurado com a OpenAI (leia mais sobre o assunto abaixo).

A carta insta o Google a declinar qualquer trabalho classificado de uso restrito para garantir que a tecnologia da empresa não seja utilizada de maneiras que possam prejudicar direitos civis ou humanos.

O Google não respondeu a pedido de comentário do Post. O Olhar Digital também tentou contato com a empresa e aguarda retorno.

Leia mais:

Uso da IA de forma militar é questionado

  • A carta aparece em momento no qual a IA está no cerne das guerras atuais, com a indústria debatendo se as empresas do setor ou seus funcionários devem ter voz ativa sobre como os militares usam a tecnologia;
  • Líderes do Pentágono dizem que precisam de liberdade para utilizar a IA comercial “para todos os usos legais” — expressão que, de acordo com autoridades, permite flexibilidades em várias situações, mas seguindo em conformidade com a legislação e procedimentos militares estadunidenses;
  • Contudo, alguns especialistas em IA alegam que tais garantias são insuficientes;
  • No ano passado, o Claude, modelo de IA da rival Anthropic, foi rapidamente integrado aos sistemas militares dos EUA para análise de dados e identificação de alvos em potencial, segundo o Post;
  • Contudo, em fevereiro, empresa e Defesa entraram em litígio após a startup tentar incluir uma cláusula no contrato que garantisse que seu modelo não seria usado para vigilância em massa, tampouco para alimentar armas autônomas letais.

Essa disputa fez crescer o escrutínio sobre outras empresas do setor, como Google e OpenAI, que também fornecem tecnologia de IA para o Pentágono.

Ainda em fevereiro, pouco tempo depois de o Pentágono ter dispensado a Anthropic, a OpenAI fez um contrato com o órgão para fornecimento de IA para cargas de trabalho confidenciais.

O CEO e cofundador, Sam Altman, disse estar confiante de que o contrato firmado garante que a tecnologia da startup não será usada para vigilância em massa em solo estadunidense nem para equipar armas autônomas letais.

Silhuetas de cabeças humanas com logotipos da OpenAI, do ChatGPT e do Google
Contrato do Google deve ser similar ao da OpenAI – Imagem: JRdes/Shutterstock

Google também vive dilema antigo por uso militar

O Google, por sua vez, é reincidente quando se trata de debater o uso ou não de sua IA de forma militar. Em 2018, a companhia desistiu de renovar um acordo que detinha com o Pentágono, que previa o uso de sua IA para reconhecimento de objetos em imagens de drones. A decisão foi tomada após os funcionários se juntarem (novamente) e criarem uma petição pedindo o fim da parceria.

Após o ocorrido, o Google prometeu que sua IA não seria usada para armas ou vigilância. Mas, nos últimos anos, a empresa fortaleceu sua busca por acordos comerciais com os militares dos EUA. No ano passado, a big tech foi além e removeu suas restrições quanto ao uso de IA para armas e vigilância. Em dezembro, firmou contrato com a Defesa para usar o Gemini.

O post Google: funcionários não querem que Pentágono use IA da empresa de forma confidencial apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google: funcionários não querem que Pentágono use IA da empresa de forma confidencial Read More »

Suspeito de matar estudantes na Flórida usou ChatGPT para planejar descarte de corpos

Um crime brutal na Flórida ganhou contornos sombrios com a revelação de que o principal suspeito utilizou o ChatGPT, o chatbot de inteligência artificial da OpenAI, para obter orientações sobre como ocultar cadáveres. Hisham Abugharbieh, de 26 anos, é acusado de assassinato em primeiro grau pelas mortes de Zamil Limon e Nahida Bristy, ambos de 27 anos e estudantes de doutorado na University of South Florida (USF), nos Estados Unidos.

Interação com a IA como evidência

De acordo com documentos judiciais apresentados por promotores no último sábado (25), Abugharbieh teria acessado a ferramenta no dia 13 de abril, três dias antes do desaparecimento das vítimas. O registro das conversas, obtido pelos investigadores e divulgado pela NBC News, mostra perguntas diretas e perturbadoras:

  • Pergunta do suspeito: “O que acontece se um humano for colocado em um saco de lixo preto e jogado em uma caçamba?”
  • Resposta do ChatGPT: A IA respondeu que a situação parecia perigosa.
  • Réplica do suspeito: “Como eles descobririam?”

Até o momento, a OpenAI não se manifestou oficialmente sobre o uso da plataforma neste caso específico.

Rastro de evidências e contradições

A investigação avançou após o depoimento de um colega de quarto de Abugharbieh. Ele relatou ter visto o suspeito transportando caixas de papelão do seu quarto para um compactador de lixo no condomínio onde moravam.

Ao revistarem o local, agentes da polícia encontraram o documento de identidade e cartões de crédito de Limon. Testes de DNA em uma camiseta cinza e em um tapete de cozinha também confirmaram a presença de material genético das vítimas, conforme detalhado pela NBC News.

Outros pontos cruciais da investigação incluem:

  • Localização via GPS: dados de rastreamento mostraram que o carro do suspeito parou na ponte Howard Frankland, local onde o corpo de Limon foi encontrado posteriormente em um saco de lixo reforçado.
  • Compras suspeitas: registros indicam que, na noite do crime, Abugharbieh comprou sacos de lixo, lenços desinfetantes Lysol e purificador de ar Febreze.
  • Ferimentos: o suspeito apresentava cortes nos dedos e nas pernas, alegando inicialmente que se feriu enquanto cortava cebolas.

Desdobramentos judiciais

Hisham Abugharbieh foi preso na última sexta-feira (24) após um breve impasse com a polícia. Além das acusações de homicídio, ele responde por ocultação de cadáver, cárcere privado e adulteração de provas.

Embora o corpo de Nahida Bristy ainda não tenha sido formalmente identificado, restos mortais foram localizados no último domingo e a polícia acredita que o suspeito tenha se descartado dela de forma semelhante à de Limon. As famílias das vítimas, ambas de Bangladesh, solicitaram que os corpos sejam tratados conforme os rituais islâmicos, enquanto a USF declarou luto oficial pela perda dos estudantes, reforça a NBC News.

O post Suspeito de matar estudantes na Flórida usou ChatGPT para planejar descarte de corpos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Suspeito de matar estudantes na Flórida usou ChatGPT para planejar descarte de corpos Read More »

Workspace Agents: da assistência à execução autónoma no trabalho digital em 4 passos

A inteligência artificial no local de trabalho está a atravessar uma mudança estrutural. Durante anos, os assistentes foram úteis para responder a perguntas, gerar texto ou apoiar tarefas isoladas. Hoje, surge uma nova categoria: workspace agents, sistemas capazes de executar trabalho completo, de forma autónoma, contínua e integrada.

A OpenAI está a introduzir esta abordagem no ChatGPT Business, sinalizando uma evolução clara: deixamos de interagir com ferramentas que ajudam, para colaborar com sistemas que fazem.

O que são Workspace Agents

Workspace agents são agentes de IA integrados num ambiente de trabalho (workspace) que conseguem:

  • Executar tarefas com múltiplos passos
  • Aceder a ficheiros, aplicações e dados
  • Utilizar ferramentas conectadas
  • Manter contexto ao longo do tempo
  • Operar de forma contínua na cloud

Em vez de responderem apenas a comandos, estes agentes recebem um objetivo e tratam da sua execução, recolhendo informação, tomando decisões intermédias e produzindo resultados finais.

A mudança de paradigma

Para perceber o impacto, vale a pena comparar com o modelo tradicional de assistentes:

Assistente tradicional Workspace agent
Responde a pedidos Executa tarefas completas
Interação pontual Fluxo contínuo
Contexto limitado Contexto persistente
Sem ações reais Integração com sistemas
Dependente do utilizador Autonomia operacional

Esta transição representa uma mudança fundamental:
de interfaces reativas para sistemas proactivos.

Como funcionam na prática

Apesar da complexidade aparente, a arquitetura de um workspace agent pode ser percebida através de quatro componentes essenciais:

1. Prompt (comportamento)

Define o “cérebro” do agente:

  • papel e responsabilidades
  • objetivos
  • regras de decisão
  • estilo de comunicação

Um prompt bem estruturado garante consistência e previsibilidade.

2. Base de conhecimento (contexto)

É o que permite ao agente trabalhar com informação real:

  • documentos internos
  • bases de dados
  • ficheiros do workspace
  • histórico de interações

A qualidade desta base é determinante para a qualidade das decisões.

3. Skills (capacidades de ação)

Representam o que o agente consegue fazer:

  • pesquisar e analisar informação
  • resumir conteúdos
  • gerar documentos
  • criar ou atualizar registos
  • automatizar tarefas

As skills transformam o agente de “pensador” em executor.

4. Integrações (MCP e conectores)

Permitem ao agente atuar fora do chat:

  • ligação a CRM, ERP, ferramentas de produtividade
  • acesso a APIs e serviços externos
  • execução de ações em sistemas reais

Aqui entra o conceito de Model Context Protocol (MCP), que permite uma ligação estruturada entre o modelo e sistemas externos, garantindo acesso controlado a dados e funcionalidades.

Casos de uso reais

Comercial

  • Qualificação automática de leads
  • Geração de propostas personalizadas
  • Follow-ups baseados em comportamento

Operações

  • Processamento de documentos
  • Extração e validação de dados
  • Atualização de sistemas internos

Marketing

  • Análise de campanhas
  • Produção de conteúdos
  • Ajuste de estratégias com base em dados

Suporte ao cliente

  • Respostas baseadas em conhecimento interno
  • Consulta de histórico
  • Criação e encaminhamento de tickets

Benefícios para as empresas

A adoção de workspace agents pode gerar impacto direto em várias dimensões:

Eficiência operacional

Automatização de tarefas repetitivas e processos complexos.

Velocidade de execução

Capacidade de processar informação e agir em tempo reduzido.

Consistência

Aplicação uniforme de regras e decisões.

Escalabilidade

Capacidade de lidar com volumes crescentes sem aumento proporcional de recursos humanos.

Integração

Ligação direta ao ecossistema tecnológico da empresa.

Desafios e riscos a considerar

Apesar do potencial, a implementação exige atenção a vários fatores críticos:

Qualidade da informação

Dados desatualizados ou desorganizados comprometem os resultados.

Definição do comportamento

Prompts mal estruturados podem levar a decisões incoerentes.

Segurança e acessos

A integração com sistemas externos implica controlo rigoroso sobre:

  • permissões
  • dados expostos
  • ações permitidas

Governação

É necessário definir:

  • limites de autonomia
  • mecanismos de supervisão
  • auditoria de decisões

Como implementar um Workspace Agent

Uma abordagem prática pode ser dividida em cinco fases:

1. Definir o objetivo

  • Que problema resolve?
  • Que tarefas executa?

2. Estruturar o prompt

  • Papel claro
  • Regras operacionais
  • Critérios de decisão

3. Organizar a base

  • Selecionar informação relevante
  • Estruturar conteúdos
  • Garantir atualização

4. Definir skills

  • Identificar ações essenciais
  • Evitar complexidade desnecessária

5. Integrar sistemas

  • Ligar ferramentas críticas
  • Definir permissões
  • Testar fluxos reais

Disponibilidade

Os workspace agents estão a ser introduzidos no ChatGPT Business, podendo ainda estar em fase de disponibilização progressiva e não acessíveis a todos os utilizadores.

O futuro dos agentes

O desenvolvimento de workspace agents aponta para uma evolução clara:

  • execução autónoma de workflows completos
  • coordenação entre múltiplas ferramentas
  • redução da intervenção humana em tarefas operacionais
  • maior foco humano em decisão estratégica

Estamos a caminhar para um modelo onde os sistemas de IA deixam de ser ferramentas auxiliares e passam a ser componentes ativos da operação.

Conclusão

Os workspace agents representam uma mudança significativa na forma como interagimos com a tecnologia no trabalho.

Mais do que uma melhoria incremental, são uma nova categoria de sistemas:

  • que compreendem contexto
  • que tomam decisões
  • e que executam tarefas completas

O seu verdadeiro valor não está apenas na tecnologia, mas na forma como são desenhados e integrados nos processos.

Num cenário onde a eficiência e a capacidade de execução são críticas, estes agentes têm potencial para se tornarem uma peça central das empresas digitais.

Artigos recomendados:

Os Seus Dados Não São Maus, Estão Mal Preparados para IA – Vitor Martins

Workspace Agents: da assistência à execução autónoma no trabalho digital em 4 passos Read More »

shutterstock 2623383891 1 1024x576

EUA ou China? Avanço da IA coloca Brasil em um dilema

A corrida da inteligência artificial é também uma disputa geopolítica pela hegemonia tecnológica global. É por isso que Estados Unidos e China investem pesado para que as suas empresas assumam o protagonismo no mercado de IA.

Neste cenário, países com menor capacidade tecnológica são obrigados a escolher um lado. É exatamente o que acontece com o Brasil, fortemente pretendido por norte-americanos e chineses devido ao importante mercado consumidor nacional.

Brasil é pretendido pelos dois países

  • No ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando a exportação de “pacotes completos” de inteligência artificial, colocando o Brasil entre os destinos prioritários ao lado de Egito e Indonésia.
  • O nosso país figura nominalmente na lista de mercados emergentes onde Washington busca consolidar sua presença antes que a influência chinesa se torne irreversível.
  • Em meio a este cenário, o Brasil tenta se equilibrar.
  • O país firmou um memorando de entendimento com Pequim sobre cooperação em IA e avançou em negociações com os Estados Unidos, recebendo anúncios de investimentos bilionários em data centers da Microsoft, Amazon e Oracle.
  • As informações são do G1.

Leia mais

Não se trata apenas de tecnologia

O ponto central dessa disputa vai muito além de quem exporta os chips. O que importa é quem é responsável pelo treinamento dos modelos de IA. Os sistemas já utilizados pelo setor público e privado brasileiro, na análise de crédito, triagem de políticas, recomendação de conteúdo e gestão de contratos, foram desenvolvidos majoritariamente por empresas dos Estados Unidos, segundo padrões norte-americanos e com dados que refletem realidades daquele país.

O viés estrutural se aprofunda na medida em que o Brasil sustenta sua infraestrutura cognitiva sobre servidores sujeitos a uma lei que autoriza o governo dos EUA a requisitar dados armazenados por provedores norte-americanos em qualquer jurisdição do mundo, independentemente da localização física do servidor.

EUA ou China: de que lado o Brasil deve ficar? (Imagem:leolintang/Shutterstock)

Apesar disso, o país tem uma importante carta na manga. O Brasil é o maior mercado de dados da América Latina, tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo – fator crucial para data centers – e produziu o PIX, um dos sistemas de pagamentos digitais mais sofisticados em operação global.

Isso significa que o nosso país pode escolher o lado mais vantajoso. Hoje, ele parece muito mais alinhado aos Estados Unidos neste quesito, mas será que a China pode oferecer melhores benefícios? E seria esse um melhor caminho a ser adotado?

O post EUA ou China? Avanço da IA coloca Brasil em um dilema apareceu primeiro em Olhar Digital.

EUA ou China? Avanço da IA coloca Brasil em um dilema Read More »

deepseek 1024x577

EUA emitem alerta global sobre suposto roubo de IA por empresas chinesas

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou um alerta diplomático global sobre supostos esforços generalizados de empresas chinesas, incluindo a startup de inteligência artificial (IA) DeepSeek, para roubar propriedade intelectual de laboratórios estadunidenses de IA, segundo documento diplomático obtido pela Reuters.

O documento afirma que seu propósito é “alertar sobre os riscos de utilizar modelos de IA destilados de modelos proprietários dos EUA e estabelecer as bases para possível acompanhamento e contato do governo americano”.

Processo de destilação e acusações

A destilação é o processo de treinar modelos menores de IA usando saídas de modelos maiores e mais caros como parte de um esforço para reduzir os custos de treinamento de uma nova ferramenta poderosa de IA. A DeepSeek, startup chinesa cujo modelo de baixo custo surpreendeu o mundo no ano passado, lançou na sexta-feira uma prévia de um novo modelo altamente antecipado, adaptado para a tecnologia de chips Huawei, destacando a crescente autonomia da China no setor.

O cabo também mencionou as empresas chinesas de IA Moonshot AI e MiniMax. O Departamento de Estado, a DeepSeek e a Embaixada Chinesa em Washington não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Leia mais:

DeepSeek, que deixou o mundo da IA de queixo caído, estaria envolvida na atividade – Imagem: Mojahid Mottakin/Shutterstock

Resposta Chinesa e Contexto Diplomático

Esta semana, a Casa Branca fez acusações similares, que a Embaixada Chinesa em Washington chamou de “alegações infundadas”, acrescentando que Pequim “atribui grande importância à proteção dos direitos de propriedade intelectual”.

O cabo, datado de sexta-feira e enviado a postos diplomáticos e consulares ao redor do mundo, instrui funcionários diplomáticos a falar com suas contrapartes estrangeiras sobre “preocupações com a extração e destilação de modelos de IA dos EUA por adversários”.

“Um pedido e uma mensagem de protesto separados foram enviados a Pequim para serem discutidos com a China”, afirma o documento. Ele, que não foi reportado anteriormente, sinaliza que a administração Trump está levando a sério as crescentes preocupações sobre a destilação chinesa de modelos estadunidenses de IA.

“Modelos de IA desenvolvidos a partir de campanhas de destilação sub-reptícias e não autorizadas permitem que atores estrangeiros lancem produtos que parecem ter desempenho comparável em benchmarks selecionados por uma fração do custo, mas não replicam o desempenho completo do sistema original”, disse o documento, acrescentando que as campanhas também “deliberadamente removem protocolos de segurança dos modelos resultantes e desfazem mecanismos que garantem que esses modelos de IA sejam ideologicamente neutros e busquem a verdade”.

Advertências anteriores da OpenAI

A OpenAI alertou legisladores estadunidenses que a DeepSeek estava mirando a fabricante do ChatGPT e as principais empresas de IA do país para replicar modelos e usá-los para seu próprio treinamento, reportou a Reuters em fevereiro.

O memorando e o documento de acompanhamento, divulgados apenas semanas antes de o presidente estadunidense Donald Trump visitar o presidente chinês Xi Jinping em Pequim, prometem elevar as tensões em uma guerra tecnológica de longa data entre as superpotências rivais, que havia sido diminuída por uma distensão negociada em outubro passado.

O post EUA emitem alerta global sobre suposto roubo de IA por empresas chinesas apareceu primeiro em Olhar Digital.

EUA emitem alerta global sobre suposto roubo de IA por empresas chinesas Read More »

ia computacao 1024x597

Suspeito de assassinato usa IA para atrair família desaparecida

Um policial militar foi indiciado por utilizar uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para simular a voz da ex-companheira desaparecida e, com isso, atrair e supostamente matar três pessoas da mesma família em Cachoeirinha (RS).

De acordo com as investigações, Cristiano Domingues Francisco teria usado a tecnologia para reproduzir a voz de Silvana de Aguiar, sua ex-companheira, que está desaparecida desde o final de janeiro. Os áudios teriam sido enviados aos pais da vítima como um pedido de ajuda, segundo informações exclusivas do g1.

Segundo a polícia, Silvana já estava desaparecida quando as mensagens foram encaminhadas. Após serem atraídos pelo suposto pedido de socorro da filha, os pais teriam sido mortos pelo suspeito.

Silvana, de 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro. Cristiano, ex-marido de Silvana, é apontado como principal suspeito. Ele está preso preventivamente.

Além das conclusões da investigação, duas ferramentas de detecção de inteligência artificial foram consultadas pelo g1. Tanto a Hiya Deepfake Voice Detector quanto a undetectable.AI indicaram ser altamente provável que os áudios tenham sido gerados por IA.

Um dia após a data apontada para o desaparecimento de Silvana, os pais receberam uma ligação do celular dela informando que havia sofrido um acidente em Gramado (RS). No entanto, conforme a apuração, tanto o celular de Silvana quanto o de Cristiano estavam na região de Gravataí (RS) naquele momento.

Na mesma manhã, uma publicação também foi feita pelo celular de Silvana sobre o suposto acidente. O inquérito, porém, apontou que o aparelho estava na região da casa de Cristiano.

Indiciamentos

A investigação aponta que seis pessoas são suspeitas de envolvimento em nove crimes.

Cristiano foi indiciado por feminicídio contra Silvana, dois homicídios contra os pais dela e outros crimes, totalizando nove acusações. Milena Ruppenthal Domingues, atual esposa de Cristiano, foi indiciada por ocultação de cadáver, furto qualificado, falso testemunho, fraude processual e associação criminosa.

“Ao que tudo indica, participou do pós-crime, manipulando dados e conduzindo depoimentos. Ela seria uma peça fundamental. Há indicativos de que ela excluiu contas. Inclusive, o próprio aplicativo de clonagem de voz foi descredenciado quando o autor já estava preso. Então, ela tinha o conhecimento desse aplicativo e realizou o descredenciamento para tentar encobrir essa evidência”, afirmou o delegado Diego Traesel, diretor da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal, ao g1.

Segundo o delegado, o software de clonagem de voz por IA teria sido utilizado por Cristiano para simular a voz de Silvana com o objetivo de despistar a polícia e atrair os pais da vítima.

“Tem também a questão do furto na residência (de Silvana), uma conduta totalmente incompatível com uma pessoa supostamente desaparecida e que deveria voltar. Verificamos que ambos se dirigiram à casa da vítima e de lá retiraram dois aparelhos televisores”, completou.

Wagner Domingues Francisco, irmão de Cristiano, foi indiciado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.

“Eles (Cristiano e Wagner) somem em um período crítico e os próprios familiares ficam sem contato com ambos por cerca de 13 horas. Somado ao fato de o DNA dele ter sido encontrado junto ao telefone da vítima, leva-nos a crer que ele tenha participado dessa ocultação”, disse Traesel.

A investigação também aponta que Wagner pode ter participado da destruição de provas, incluindo a retirada de HDs de câmeras de monitoramento.

Leia mais:

Ferramentas de detecção apontaram como sendo alta a probabilidade de os áudios terem sido gerados por IA – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Paulo da Silva, amigo de Cristiano, foi indiciado por falso testemunho, fraude processual e associação criminosa. “Esse amigo próximo da vítima, que tinha conhecimento de informática, concorreu nessa fraude estabelecida, nessa limpeza de evidências, apagando conteúdos”, afirmou o delegado.

Ainda segundo Traesel, Paulo teria mentido em depoimento. “Mentiu para nós na fase policial. Conseguimos comprovar que a fala em relação ao Cristiano foi orquestrada e organizada pela esposa. Isso aí está documentado.”

Maria Rosane Domingues Francisco, mãe de Cristiano, foi indiciada por fraude processual e associação criminosa. De acordo com a polícia, ela teria participado da retirada de HDs de sua residência e da manipulação de mensagens para apagar dados e conteúdos.

Ivone Ruppenthal, sogra de Cristiano, também foi indiciada por fraude processual e associação criminosa. Segundo o delegado, ela teria atuado na ação coordenada para apagar vestígios e encobrir rastros do crime.

Na prática, o caso reúne acusações de feminicídio, homicídios e uma série de ações voltadas à ocultação de provas e manipulação de evidências após os crimes.

O que dizem as defesas dos acusados

Cristiano Domingues Francisco“A Defesa de Cristiano aguarda o encaminhamento do inquérito, sendo que, pela finalização das investigações, deverá ter acesso amplo e irrestrito a todos os procedimentos cautelares que se encontram em segredo de justiça, possibilitando um posicionamento mais assertivo.”

Milena Ruppenthal Domingues (mulher de Cristiano), Paulo da Silva (amigo de Cristiano), Maria Rosane Domingues Francisco (mãe de Cristiano) e Ivone Ruppenthal (sogra de Cristiano):

“A defesa de Milena, Paulo, Maria Rosane e Ivone informa que, ao longo do regular trâmite processual, será devidamente demonstrada — com a garantia do contraditório e da ampla defesa — a inocência dos envolvidos, bem como a fragilidade dos indícios apresentados no inquérito policial.

Ressalta-se, ainda, que serão levadas ao conhecimento do Poder Judiciário as irregularidades ocorridas durante a investigação, somadas a eventuais abusos praticados, os quais serão oportunamente apurados pelos meios legais cabíveis.

A defesa reitera sua confiança na Justiça e no devido processo legal, certos de que os fatos serão esclarecidos de forma técnica e fundamentada.

Declaram-se absolutamente inocentes das acusações.”

Wagner Domingues Francisco (irmão de Cristiano): “A Defesa técnica de WAGNER DOMINGUES FRANCISCO, com o senso de responsabilidade que o momento exige, vem a público manifestar-se acerca do Inquérito Policial que apura as circunstâncias envolvendo o desaparecimento da família Aguiar, no município de Cachoeirinha/RS.

A Defesa tomou conhecimento, exclusivamente por intermédio da mídia e de coletiva de imprensa, da existência de 37 medidas cautelares, além de buscas, apreensões e indiciamentos, sem que lhe tenha sido assegurado, até o presente momento, acesso aos respectivos expedientes, circunstância que impede o pleno conhecimento das teses investigativas.

Importa destacar que as imputações até então divulgadas consistem, neste estágio, em meras hipóteses investigativas, ainda não submetidas ao contraditório, sendo o inquérito policial, por sua natureza, procedimento de caráter unilateral.

Reitera-se, por fim, que WAGNER DOMINGUES FRANCISCO sempre esteve, e assim permanecerá, à inteira disposição das autoridades. A Defesa aguarda o acesso integral aos elementos de prova para manifestação oportuna e aprofundada, confiante de que o devido processo legal conduzirá ao pleno esclarecimento dos fatos, com a consequente demonstração de sua inocência e a prevalência da Justiça.”

O post Suspeito de assassinato usa IA para atrair família desaparecida apareceu primeiro em Olhar Digital.

Suspeito de assassinato usa IA para atrair família desaparecida Read More »

project deal anthropic 1024x683

Anthropic: marketplace de IA revela que Claude mais inteligente lucra mais

A Anthropic deu um passo importante para entender como a inteligência artificial pode transformar o comércio global. Em um experimento recente batizado de Project Deal, a startup colocou agentes baseados em seu modelo de linguagem, o Claude, para negociar bens físicos em um marketplace exclusivo. O resultado confirmou uma suspeita da indústria: a “inteligência” do modelo influencia diretamente a lucratividade dos negócios.

Como funcionou o marketplace de IAs

Para realizar o estudo, a empresa recrutou 69 funcionários voluntários em seu escritório de São Francisco, nos Estados Unidos. Cada participante recebeu um orçamento de US$ 100 e passou por uma entrevista inicial com o Claude para definir o que desejava vender, o que gostaria de comprar e quais seriam suas margens de preço e estilo de negociação.

A partir desse momento, os humanos saíram de cena. De acordo com o relato da Anthropic, os agentes foram integrados a canais do Slack onde podiam:

  • Postar itens à venda;
  • Fazer ofertas por produtos de terceiros;
  • Selar acordos sem qualquer intervenção humana.

Ao final de uma semana, o saldo foi impressionante: 186 acordos fechados, movimentando um valor total de transação superior a US$ 4.000. Os itens trocados foram de pranchas de snowboard a sacos de bolinhas de pingue-pongue.

De livros a eletrônicos: mesa exibe os objetos físicos que foram negociados autonomamente pelos agentes de IA durante o “Project Deal” no escritório da Anthropic; participantes se reuniram para trocar os itens após os acordos firmados pelo Claude – Anthropic / Divulgação

A vantagem invisível dos modelos avançados

O ponto mais crítico do experimento foi um teste comparativo mantido em segredo durante a execução. A empresa dividiu os participantes entre dois modelos de capacidades distintas: o Claude Opus 4.5 (seu modelo de fronteira mais potente na época) e o Claude Haiku 4.5 (uma versão menor e mais ágil).

Os dados coletados pela Anthropic mostraram que os usuários representados pelo modelo mais robusto, o Opus 4.5, obtiveram resultados objetivamente melhores nas negociações. Em termos práticos, a IA mais avançada conseguiu comprar por menos e vender por mais.

No entanto, o dado psicológico chamou a atenção: nas pesquisas pós-experimento, os participantes representados pelos modelos “mais fracos” (Haiku) sequer notaram que estavam em desvantagem competitiva. Eles estavam satisfeitos com os acordos, mesmo que, financeiramente, tivessem lucrado menos que seus colegas “turbinados”.

O futuro do comércio entre agentes

O sucesso do Project Deal indica que a economia baseada em agentes de IA não é mais um conceito de ficção científica. Os participantes do teste demonstraram entusiasmo e até disposição para pagar por um serviço que automatize suas compras e vendas no futuro, conforme detalhado pela Anthropic.

Embora tenha sido um projeto piloto com um público selecionado, as implicações são reais. À medida que delegamos decisões financeiras a algoritmos, a escolha do modelo de IA pode se tornar o diferencial entre um bom negócio e uma perda silenciosa.

O post Anthropic: marketplace de IA revela que Claude mais inteligente lucra mais apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anthropic: marketplace de IA revela que Claude mais inteligente lucra mais Read More »