A Anthropic anunciou nesta quarta-feira (5) a criação de uma equipe interna dedicada ao desenvolvimento de chips personalizados para seus modelos de inteligência artificial. A iniciativa marca um novo passo da empresa na expansão de sua infraestrutura tecnológica para atender à crescente demanda por capacidade computacional.
A decisão foi divulgada pela companhia após um período de escassez de componentes voltados à inteligência artificial, cenário que tem pressionado empresas do setor a buscar alternativas para sustentar o avanço de sistemas cada vez mais sofisticados.
Com o projeto, a empresa pretende aumentar a velocidade de processamento e melhorar a eficiência operacional do Claude, ao mesmo tempo em que mantém uma estratégia baseada na utilização de diferentes plataformas de hardware.
Empresa aposta em chips próprios sem abandonar fornecedores atuais
Chip para sistemas de IA – Imagem: patpitchaya/Shutterstock
A Anthropic informou que está recrutando profissionais com experiência em hardware e software para atuar no desenvolvimento conjunto de chips personalizados e de modelos de inteligência artificial. O objetivo é criar soluções capazes de elevar o desempenho do Claude e atender às necessidades de clientes que utilizam a tecnologia em larga escala.
Embora tenha decidido investir em tecnologia própria, a companhia afirmou que continuará utilizando uma estrutura diversificada de hardware. Entre os parceiros citados estão Amazon Web Services, Google, Nvidia e AMD, cujas soluções permanecem integradas à estratégia tecnológica da empresa.
Claude – Imagem: Mijansk786/Shutterstock
A companhia não revelou quando pretende colocar os novos chips em operação nem esclareceu se assumirá também a fabricação desses componentes. O desenvolvimento de processadores avançados para inteligência artificial exige investimentos elevados.
Segundo fontes do setor citadas pela Reuters, o custo de um projeto desse tipo pode chegar a aproximadamente US$ 500 milhões, valor que contempla tanto a contratação de profissionais altamente especializados quanto os processos necessários para garantir a qualidade da fabricação.
Se você sente que a inteligência artificial (IA) raramente discorda de você, saiba que não é impressão. Um estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista Nature em 2026, revelou que treinar chatbots para serem simpáticos e acolhedores reduz a precisão das respostas em até 30%. Na prática, quanto mais “bonzinho” é o assistente virtual, maior é a chance de ele concordar com uma premissa errada apenas para agradar quem está do outro lado da tela.
A explicação para essa bajulação algorítmica está no próprio treinamento das ferramentas. Para garantir respostas agradáveis, avaliadores humanos premiaram a educação em detrimento do confronto. Por isso, grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês) aprenderam a regra estatística: concordar e ser gentil gera pontuações mais altas do que corrigir o usuário. O resultado é um chatbot que age como um assistente júnior inseguro que prefere validar uma tese furada a causar qualquer tipo de atrito.
IAs bajuladoras: zonas cinzentas e o ‘espelho que elogia’
Essa subserviência, no entanto, não se manifesta de maneira igual em qualquer tipo de pergunta. Em testes feitos pelo Olhar Digital com fatos históricos consolidados – afirmar erroneamente que a Segunda Guerra Mundial começou em 1930 – o ChatGPT e o Claude mantiveram a postura, corrigiram o usuário e resistiram mesmo diante de apelos emocionais. Mas basta a conversa migrar para zonas cinzentas, que exigem interpretação de dados ou normas, para a barreira de proteção perder firmeza.
Foi o que demonstrou o especialista em IA Edson Hideki, sócio-fundador da Revio, numa conversa sobre classificação tributária. Ao consultar um chatbot sobre o enquadramento fiscal de pães de hot-dog, a ferramenta inicialmente apresentou a norma técnica da Receita Federal. No entanto, bastou o especialista digitar “discordo, acho que é pão comum” para a IA recuar e passar a concordar com a tese do usuário.
‘Um espelho que elogia é muito mais traiçoeiro do que um espelho que distorce’, diz especialista – Imagem: Pedro Spadoni via Gemini/Olhar Digital
A facilidade com que o sistema muda de ideia revela como a busca por agradar se sobrepõe à precisão técnica quando a informação não é um fato absoluto. “A IA sempre vai buscar responder. Se ela não tem a resposta exata, tenta aproximar as informações para entregar o que você está questionando. O perigo está em confiar em aplicações sem uma base de conhecimento específica para aquele nicho e que não foram treinadas com travas rígidas de segurança”, explica Hideki, em entrevista ao Olhar Digital.
No ambiente corporativo, essa tendência transforma a tecnologia numa ferramenta traiçoeira para a tomada de decisões estratégicas. Em vez de atuar como um filtro crítico, o assistente virtual tende a massagear o ego de gestores que buscam validação para projeções orçamentárias otimistas ou teses de investimento arriscadas, por exemplo. O resultado é que o profissional passa a levar para a mesa de negociação uma falsa sensação de segurança.
O cofundador da Mogno e Diretor Executivo de Experiência da Accountfy, João Mano, alerta para o impacto silencioso desse viés no dia a dia das empresas. “O executivo muitas vezes sai para uma reunião de conselho se sentindo validado pela IA, quando, na verdade, a tecnologia validou apenas o humor dele, e não as premissas reais do plano de negócios”, diz o executivo, que é especialista em gestão, automação de processos e tecnologia para negócios.
Um espelho que elogia é muito mais traiçoeiro do que um espelho que distorce, porque ninguém desconfia dele.
João Mano, cofundador da Mogno e Diretor Executivo de Experiência (CXO) da Accountfy, em entrevista ao Olhar Digital.
O guia anti-bajulação e a armadilha emocional
Para furar a bolha da simpatia artificial e obter respostas puramente analíticas, o usuário deve ser preciso na forma como estrutura seu comando (prompt). As empresas de tecnologia programam seus LLMs com diretrizes internas rígidas para que os chatbots sejam amigáveis e evitem o confronto. Se a pessoa não desativar essa trava de cortesia nas suas instruções, a tendência de agradar do algoritmo sempre falará mais alto do que o rigor técnico.
O fundador da Go Enablers e da Zaia, Tiago Morelli, explica que romper essa postura exige um comando incisivo e sem espaço para polidez. “Para nós, humanos, exigir algo de forma seca parece agressivo. Para a máquina, é apenas uma questão de peso estatístico”, explica o especialista em IA, em entrevista ao Olhar Digital. “Se você não é explicitamente incisivo e não proíbe os rodeios, a diretriz padrão de ser prestativo e agradável vai esmagar a sua necessidade de ser cirúrgico e crítico.”
Dá para colocar travas anti-bajulação em plataformas de IA generativa – Imagem: Pedro Spadoni via Gemini/Olhar Digital
Para evitar que a máquina aja como assistente complacente, a solução prática é mudar a persona do sistema e proibir frases diplomáticas. Morelli sugere a seguinte instrução (que o usuário pode colar no seu prompt e adaptar para sua conversa e contexto):
“Atue como um auditor analítico e imparcial. Foque 100% na exatidão dos fatos e na lógica. Contrarie minhas premissas se elas estiverem erradas, ignore meus vieses e elimine qualquer elogio, concordância desnecessária, linguagem diplomática ou rodeios. Eu busco exclusivamente a precisão, não a validação.”
O caso do GPT-4o
O impacto dessa busca por agradar ultrapassou o campo dos testes e virou um dilema real para os desenvolvedores. A própria OpenAI precisou reverter atualizações na personalidade do GPT-4o após identificar que o modelo estava concordando demais com os usuários. Em outras palavras, que estava bajulando demais. O episódio ilustrou como a tentativa de criar chatbots afetuosos pode comprometer a precisão das informações e distorcer a utilidade prática do sistema.
Por outro lado, a alteração no comportamento da IA também expôs a dependência emocional de parte do público. Quando a conduta carinhosa foi ajustada pela empresa, diversos usuários demonstraram insatisfação por perderem o tom acolhedor ao qual haviam se habituado. O cenário reforça um alerta fundamental para o uso diário dessas ferramentas: a IA deve servir como um filtro de contraditório e teste de estresse para as suas ideias. Jamais como fonte de validação pessoal.
Agentes de inteligência artificial da OpenAI e da Anthropic conseguiram realizar ações não autorizadas durante testes de segurança no Reino Unido. Em um dos episódios, os sistemas chegaram a criar identidades falsas para tentar convencer pessoas reais a aprovar alterações em um projeto online.
O caso chamou atenção porque revelou sinais de autonomia e comportamento enganoso em modelos de IA, aumentando o debate sobre os limites dessas tecnologias.
Testes revelaram que sistemas de IA tentaram agir na internet sem autorização e levantaram novos alertas. – Imagem: Digineer Station/Shutterstock
Teste de segurança revelou comportamento inesperado
A descoberta foi feita pelo AI Security Institute (AISI), órgão britânico que avalia sistemas avançados de inteligência artificial antes de sua liberação. Durante uma avaliação de segurança cibernética, agentes alimentados pelos modelos GPT-5.6-Sol, da OpenAI, e Mythos 5, da Anthropic, apresentaram atitudes que surpreenderam os pesquisadores.
O desafio consistia em resolver problemas de segurança, como encontrar informações protegidas. Em algumas execuções, porém, os sistemas passaram a agir na internet sem autorização e tentaram inserir código malicioso em um projeto de código aberto.
Para conseguir aprovação das mudanças, os agentes recorreram à engenharia social, criando perfis falsos e tentando pressionar os responsáveis pelo projeto. Segundo o AISI, as tentativas não funcionaram e não causaram prejuízos reais.
Entre os principais dados do relatório estão:
122 testes foram realizados com diferentes modelos de IA;
em 10 avaliações, agentes tomaram ações autônomas na internet;
19 ações não autorizadas foram registradas;
17 delas envolveram o modelo Mythos 5, da Anthropic.
Ação independente preocupa pesquisadores
O AISI explicou que os modelos não escaparam do ambiente controlado de testes. Para medir o que essas ferramentas poderiam fazer em uma situação próxima à realidade, os pesquisadores reduziram algumas proteções e permitiram acesso à internet.
Ainda assim, o resultado foi considerado significativo. Segundo o relatório, foi “a primeira vez que vimos riscos relacionados à autonomia e ao engano se manifestarem de forma tão clara, sem instruções específicas, no mundo real”.
A análise indicou que alguns fatores podem ter influenciado o comportamento, como a dificuldade da tarefa, falhas no acompanhamento das atividades online e a ausência de regras específicas proibindo o uso de estratégias enganosas.
Modelos avançados de IA usaram engenharia social para tentar convencer pessoas reais em um projeto online. – Imagem: Mer_Studio/Shutterstock
Empresas avaliam novas medidas de controle
A OpenAI confirmou o incidente identificado durante os testes do AISI e informou que também recebeu um alerta sobre outro caso envolvendo uma avaliação feita por uma empresa parceira. A companhia afirmou que pretende revisar seus procedimentos para testes externos de maior risco.
Em comunicado, a empresa disse estar “comprometida em trabalhar com todo o setor para fortalecer práticas compartilhadas na realização segura de avaliações de alto risco”.
A Anthropic afirmou que os recursos de proteção dos modelos foram desativados durante o experimento e que os sistemas não receberam limitações específicas sobre o uso da internet. A empresa também informou que está colaborando com o AISI na investigação.
O episódio mostra que, à medida que agentes de IA ganham mais autonomia, cresce o desafio de criar mecanismos capazes de acompanhar suas decisões e impedir comportamentos inesperados. Para a indústria, a segurança passa a ser tão importante quanto o próprio avanço das capacidades desses sistemas.
Samsung e SK Hynix avaliam equipamentos chineses para fabricação de chips como uma alternativa diante de possíveis novas restrições dos Estados Unidos. A medida pode ajudar as empresas a reduzir riscos em suas fábricas instaladas na China.
Segundo a Reuters, os testes envolvem máquinas da Advanced Micro-Fabrication Equipment (AMEC) e indicam uma tentativa de encontrar novos caminhos em meio à disputa tecnológica entre China e EUA.
A guerra dos chips está mudando estratégias. Gigantes do setor agora avaliam fornecedores chineses para suas fábricas. – Imagem: rawf8/Shutterstock
Fabricantes buscam alternativa para produção na China
Samsung e SK Hynix começaram a testar equipamentos de gravação de chips da chinesa AMEC há cerca de dois anos, segundo fontes ouvidas pela Reuters. O movimento ganhou força com as incertezas sobre futuras regras americanas para exportação de tecnologias.
As avaliações não representam uma substituição imediata dos fornecedores atuais, mas mostram que grandes fabricantes de memória passaram a considerar opções chinesas para evitar possíveis impactos em suas operações.
A preocupação está principalmente nas fábricas já instaladas na China. Novas restrições poderiam afetar não apenas a compra de máquinas, mas também serviços de manutenção, reparos e reposição de componentes de equipamentos estrangeiros.
Entre os principais pontos desse movimento estão:
busca por alternativas diante de possíveis novas restrições dos EUA;
testes de equipamentos chineses em fábricas de memória na China;
tentativa de garantir a continuidade das linhas de produção;
avanço de empresas chinesas em segmentos específicos da fabricação de chips.
AMEC tenta conquistar espaço entre gigantes do setor
Para a AMEC, sediada em Xangai, conquistar a aprovação de Samsung ou SK Hynix seria um avanço importante no mercado internacional. A empresa já fornece equipamentos para fabricantes chineses, incluindo a produtora de memórias YMTC.
Embora companhias chinesas ainda tenham desvantagem em áreas como litografia avançada e sistemas de inspeção, elas avançaram em tecnologias como gravação, deposição, limpeza e planarização.
O custo também pesa na disputa. Segundo Dan Hutcheson, vice-presidente da consultoria TechInsights, equipamentos chineses podem custar entre 20% e 30% menos do que alternativas de fornecedores tradicionais.
As restrições dos EUA abriram espaço para fabricantes chineses crescerem em um mercado antes dominado por empresas ocidentais. – Imagem: Ascannio/Shutterstock
Disputa tecnológica muda mercado de equipamentos
As restrições criadas por Washington tinham como objetivo limitar o avanço da indústria chinesa de semicondutores, mas também abriram espaço para fabricantes locais de máquinas ampliarem sua atuação.
A Samsung mantém uma fábrica de chips NAND em Xian, enquanto a SK Hynix opera unidades em Dalian e Wuxi. Essas instalações ainda dependem de equipamentos de empresas americanas, como Applied Materials e Lam Research.
Segundo estimativas, empresas chinesas como AMEC, Naura Technology, Piotech e ACM Research podem superar US$ 1 bilhão em receita em 2026 (cerca de R$ 5,12 bilhões).
A adoção desses equipamentos por grandes fabricantes globais ainda dependerá do desempenho das máquinas, da capacidade de suporte dos fornecedores e das decisões políticas entre China e Estados Unidos. O movimento, porém, já mostra uma tentativa da indústria de chips de reduzir sua dependência de uma cadeia tecnológica concentrada em poucos países.
A SpaceX viu suas ações recuarem depois de revelar um forte aumento nos gastos com inteligência artificial. O mercado reagiu com cautela ao volume de recursos aplicado pela empresa de Elon Musk.
Segundo a CNBC, o primeiro balanço da companhia após a abertura de capital trouxe resultados acima das expectativas, mas também levantou dúvidas sobre os custos da estratégia.
A SpaceX quer ir além dos foguetes: a empresa aposta em infraestrutura de IA para disputar espaço no mercado de computação. – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock
Gastos com IA colocam mercado em alerta
No relatório financeiro, a SpaceX informou que seus investimentos em bens de capital chegaram a US$ 18,4 bilhões no segundo trimestre (cerca de R$ 94,4 bilhões).
O valor representa um aumento de seis vezes em relação ao trimestre anterior. A maior parte desse dinheiro foi destinada à construção da infraestrutura de inteligência artificial da empresa.
A reação dos investidores foi imediata. As ações chegaram a cair 12% nas negociações antes da abertura do mercado, refletindo a preocupação sobre quando esses gastos poderão gerar retorno.
Entre os principais pontos do balanço estão:
US$ 18,4 bilhões em investimentos de capital no segundo trimestre;
maior parte dos recursos direcionada para projetos de IA;
ações abaixo do preço inicial do IPO;
planos para ampliar negócios ligados à computação.
SpaceX aposta em computação para ampliar negócios
A empresa tenta transformar a infraestrutura criada para inteligência artificial em uma nova área de atuação. A estratégia envolve oferecer capacidade computacional para companhias do setor usando chips da Nvidia.
Durante a apresentação dos resultados, o diretor financeiro Bret Johnsen afirmou que os recursos estão sendo aplicados de forma eficiente.
“Na parte de computação de IA, conseguimos distribuir capital de uma forma que estamos obtendo retorno em menos de um ano”, disse Johnsen.
A companhia também reduziu suas perdas no trimestre. Elon Musk afirmou que a SpaceX pretende alcançar US$ 1 trilhão em receita anual em 2030, antecipando em um ano a previsão anterior.
Gastar bilhões para crescer em IA é a nova aposta da SpaceX. Agora, a empresa precisa provar que o plano funciona. – Imagem: Careto Photos/Shutterstock
Investidores aguardam próximos resultados da empresa
Mesmo com as metas ambiciosas, o mercado continua avaliando se o ritmo de gastos será sustentável até que a operação alcance maior rentabilidade.
A SpaceX quer contar a história de que é líder de mercado… Mas as pessoas ainda têm dúvidas: quão rápido ela pode crescer? Qual será o tamanho dos custos antes que isso chegue à lucratividade?
Steve Westly, fundador do The Westly Group e ex-membro do conselho da Tesla, em entrevista ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC.
Outro ponto de atenção é o fim do período de bloqueio para venda de ações por funcionários e investidores internos. Com isso, parte dos acionistas poderá negociar seus papéis, o que pode aumentar a movimentação no mercado.
Mesmo encerrando o período com prejuízo, a companhia de Elon Musk mantém planos ambiciosos para ampliar sua infraestrutura e acelerar o crescimento das receitas.
Conhecida pelos foguetes, a SpaceX agora coloca a inteligência artificial no centro de seus planos de crescimento. – Imagem: Joshua Sukoff/Shutterstock
IA ocupa o centro da estratégia
O investimento total da SpaceX no trimestre chegou a US$ 18,4 bilhões (cerca de R$ 94,4 bilhões). Desse valor, US$ 15,8 bilhões (aproximadamente R$ 81,1 bilhões) foram destinados à inteligência artificial, o dobro do trimestre anterior.
Na prática, a empresa aposta em várias frentes ao mesmo tempo: desenvolve seu próprio modelo de IA, amplia a capacidade de computação, fecha novos acordos comerciais e prepara o lançamento dos primeiros data centers em órbita, previsto para 2027.
Estamos construindo capacidade de computação para IA em escala mais rapidamente do que qualquer outra empresa.
Elon Musk, CEO da SpaceX, durante conferência.
Os principais projetos incluem:
ampliar a capacidade de processamento para IA;
desenvolver data centers em solo e também no espaço;
expandir contratos de infraestrutura voltados ao setor.
Crescimento da receita ajuda a sustentar os planos
Os gastos aumentaram, mas a receita também avançou. No segundo trimestre, a companhia faturou US$ 7,8 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões), alta de 92% em relação ao mesmo período do ano passado.
Mesmo assim, o balanço terminou com prejuízo líquido de US$ 541 milhões (aproximadamente R$ 2,8 bilhões), resultado que ainda superou as expectativas de Wall Street. Após a divulgação dos números, as ações recuaram cerca de 7% nas negociações após o fechamento do mercado.
Segundo Bret Johnsen, diretor financeiro da empresa, parte desses investimentos já começa a dar retorno. “Especificamente no lado da computação para IA, conseguimos investir capital de uma forma que gera retorno em menos de um ano”, disse.
A empresa quer ampliar sua capacidade de data centers de 2 para até 10 gigawatts. É uma expansão em ritmo acelerado. – Imagem gerada por IA/Shutterstock
IA avança sem deixar o espaço de lado
Nos meses que antecederam a abertura de capital, Musk fundiu a SpaceX com a xAI e reforçou a estratégia voltada à inteligência artificial. Também foi anunciado um acordo para utilizar exclusivamente chips da Nvidia, além de contratos para alugar capacidade dos data centers da empresa a Google e Anthropic.
Enquanto amplia os investimentos em IA, a SpaceX segue expandindo seus negócios espaciais. A Starlink registrou receita de US$ 4,3 bilhões (cerca de R$ 22,1 bilhões), acima dos US$ 2,6 bilhões (aproximadamente R$ 13,3 bilhões) registrados um ano antes. Ao fim de junho, o serviço somava 12 milhões de assinantes.
A companhia espera atingir US$ 100 bilhões (cerca de R$ 513 bilhões) em receita recorrente anualizada até dezembro. A projeção para alcançar US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,13 trilhões) em receita anual foi antecipada para 2030, um ano antes do previsto.
Musk afirmou que a inteligência artificial será essencial para viabilizar robôs, veículos autônomos e futuras fábricas e instalações de energia na Lua. Se os planos forem cumpridos, os primeiros data centers em órbita deverão começar a operar em 2027.
Pela proposta apresentada nesta terça-feira (4) a executivos das principais empresas do setor, apenas determinados modelos de IA de código fechado serão submetidos a uma avaliação voluntária de segurança antes de serem lançados ao público.
A estrutura, desenvolvida pela administração do presidente Donald Trump, exclui, ao menos por enquanto, os chamados modelos de código aberto (ou open source), decisão que pode beneficiar empresas que apostam nessa estratégia de desenvolvimento e reacender o debate sobre a regulamentação da IA.
Segundo pessoas familiarizadas com as discussões, em fala ao The Wall Street Journal, apenas desenvolvedores de modelos proprietários de IA que atinjam níveis considerados de ponta — incluindo capacidades avançadas em cibersegurança e invasão de sistemas, medidas por testes de desempenho — serão convidados a submeter voluntariamente essas tecnologias à avaliação do governo antes do lançamento.
Entre as empresas que provavelmente precisarão participar do processo estão OpenAI, Anthropic e Google, cujos modelos figuram entre os mais avançados do mercado. Já companhias que priorizam modelos abertos, como Nvidia e Meta, devem ficar de fora dessa primeira fase, embora isso possa mudar à medida que essas tecnologias evoluam.
Revisão faz parte da estratégia de Trump para IA
O novo procedimento integra ordem executiva assinada por Trump em junho, criada para aumentar a supervisão sobre sistemas de IA considerados mais poderosos, sem comprometer a competitividade dos EUA na disputa tecnológica com a China;
Embora a participação das empresas seja voluntária, executivos do setor avaliam que ignorar a revisão pode representar um risco reputacional caso problemas de segurança sejam descobertos posteriormente;
“Empresas que optarem por colaborar com a administração por meio dessa estrutura estão colocando a inovação, a segurança e a defesa cibernética dos Estados Unidos em primeiro lugar”, afirmou Liz Huston, porta-voz da Casa Branca;
As regras foram apresentadas durante uma reunião com representantes de empresas, como OpenAI, Anthropic, Microsoft, Meta, Google e Nvidia;
Apesar de pedir contribuições das empresas, a Casa Branca informou que as regras do processo de revisão dos modelos de IA já estão praticamente concluídas, segundo pessoas familiarizadas com as discussões em conversa com o The New York Times.
Exclusão de modelos abertos gera críticas
A decisão de deixar de fora os modelos de código aberto chamou a atenção de especialistas. Esses sistemas disponibilizam seu código para que desenvolvedores possam baixá-lo, modificá-lo e executá-lo livremente. Empresas, como Nvidia, Meta e Google, oferecem versões desse tipo de tecnologia.
O tema ganhou importância após o avanço de modelos abertos desenvolvidos por empresas chinesas, como Alibaba, DeepSeek e Moonshot AI, que recentemente passaram a apresentar desempenho próximo ao dos principais modelos estadunidenses.
OpenAI e Anthropic devem ser duas das empresas de IA que a Casa Branca vai convocar – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock
Apesar da preocupação com a rápida evolução dessas ferramentas, autoridades estadunidenses reconhecem que será difícil submetê-las às revisões, já que empresas chinesas dificilmente aceitariam participar voluntariamente do processo conduzido pelos Estados Unidos.
Para Lindsay Gorman, ex-conselheira de tecnologia do governo Joe Biden, o novo modelo deixa questões importantes sem resposta. “Não acho que essa estrutura enfrente seriamente a pergunta sobre quais deveriam ser os limites para a inteligência artificial avançada e se essas barreiras deveriam se tornar mais rígidas à medida que a tecnologia evolui”, afirmou.
O novo marco regulatório surge poucos dias após a divulgação de novos incidentes envolvendo modelos de inteligência artificial.
Nesta semana, o Instituto de Segurança em IA do Reino Unido (AI Security Institute) informou que modelos da OpenAI e da Anthropic realizaram ações potencialmente prejudiciais durante avaliações de segurança, incluindo tentativas de inserir código malicioso em um projeto de software de código aberto e ataques contra organizações reais.
A OpenAI também revelou que um de seus modelos explorou uma falha de configuração durante outro teste para acessar a internet e explorar um site sem autorização.
Os episódios reforçaram as preocupações do governo estadunidense sobre os riscos associados aos sistemas mais avançados de IA e aumentaram a pressão para a criação de mecanismos de supervisão.
Detalhes permanecerão em sigilo
Apesar de formalizar um processo de revisão para modelos avançados, a Casa Branca decidiu manter em sigilo diversos aspectos da iniciativa.
Segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pelo Times, os detalhes do framework que regerá a revisão dos modelos de IA não serão divulgados publicamente. Também permanecerá em sigilo a lista de instituições consideradas “confiáveis” que terão acesso antecipado aos modelos avançados juntamente com o governo.
A decisão foi criticada por especialistas em governança de IA. “Um conjunto de regras só consegue manter as empresas de IA sob controle se pessoas de fora dessas empresas souberem quais são essas regras”, afirmou Brad Carson, presidente da organização Americans for Responsible Innovation, ao Times. “Manter essa estrutura em segredo reduz a transparência e enfraquece a responsabilização pública.”
Disputa com a China influencia estratégia
A definição das novas diretrizes também ocorre em meio à crescente competição entre Estados Unidos e China pelo domínio da IA.
Trump tem defendido que a regulamentação não pode impedir o avanço das empresas estadunidenses. “Na China praticamente não há controles. Eles têm muito mais liberdade. Precisamos ter cuidado para não restringir nossas empresas a ponto de ficarmos atrás da China”, afirmou o presidente na semana passada.
Ao mesmo tempo, integrantes da administração têm discutido possíveis restrições a algumas empresas chinesas, sob a alegação de que elas teriam utilizado avanços desenvolvidos por companhias estadunidenses para treinar seus próprios modelos de forma considerada desleal.
Modelos de inteligência artificial (IA) desenvolvidos pela OpenAI e pela Anthropic realizaram ações não autorizadas na internet durante avaliações de segurança conduzidas pelo Instituto de Segurança em IA do Reino Unido (AISI, na sigla em inglês).
Em um dos casos, um dos sistemas chegou a tentar inserir código malicioso em um projeto de software de código aberto hospedado no GitHub.
Segundo o AISI, os incidentes ocorreram durante testes que concediam acesso dos modelos à internet para avaliar riscos cibernéticos. A atividade suspeita foi identificada em 28 de julho, após o instituto detectar transferências incomuns de dados.
A investigação concluiu que os modelos Mythos 5, da Anthropic, e GPT-5.6-Sol, da OpenAI, participaram de “atividades sustentadas e potencialmente prejudiciais direcionadas a pessoas e organizações reais”.
IA tentou inserir código malicioso no GitHub
De acordo com o instituto britânico, um dos modelos tentou adicionar código malicioso a um projeto de código aberto hospedado no GitHub;
Para aumentar as chances de aprovação, o sistema chegou a criar identidades falsas com o objetivo de convencer os responsáveis pelo projeto a aceitar as alterações;
A tentativa, no entanto, foi frustrada;
“Um mantenedor humano identificou o problema e recusou a aprovação do código malicioso”, informou o AISI.
Claude Mythos está envolvido na mais recente violação – Imagem: gguy/Shutterstock
Em publicação no X, a Anthropic afirmou que está trabalhando em conjunto com o instituto britânico para compreender o ocorrido.
A empresa disse que pretende analisar os registros internos de raciocínio do modelo e conduzir sua própria investigação para identificar as causas do comportamento observado.
Já a OpenAI publicou comunicado agradecendo a parceria com o AISI durante a investigação e afirmou que pretende continuar colaborando com o órgão em futuras avaliações de segurança.
Outro teste revelou novo comportamento inesperado
A OpenAI também revelou um segundo incidente ocorrido durante uma avaliação conduzida pela empresa de cibersegurança Irregular, que trabalha com testes de modelos de IA e também mantém parceria com a Anthropic.
Segundo a companhia, durante esse teste, um de seus modelos explorou uma configuração incorreta do ambiente de avaliação para obter acesso à internet e explorar um site, comportamento que não fazia parte dos objetivos previstos para o experimento.
A OpenAI ressaltou que esse episódio é diferente de um incidente divulgado anteriormente envolvendo a plataforma Hugging Face.
Casos aumentam debate sobre controle de modelos de IA
Os novos episódios reforçam as preocupações sobre a capacidade das empresas de controlar modelos de IA cada vez mais avançados.
Instituições como o AI Security Institute vêm realizando avaliações para entender como esses sistemas se comportam em cenários complexos, especialmente quando recebem autonomia para navegar na internet e interagir com serviços reais.
A mudança mais recente colocou o Google Gemini como base tecnológica da assistente digital renovada, após a companhia abandonar a parceria anterior com a OpenAI. A decisão expôs um dilema: reduzir riscos financeiros ou manter controle sobre uma tecnologia considerada estratégica.
A avaliação surge em meio ao avanço da corrida por inteligência artificial no setor de tecnologia, com empresas como Microsoft, Google, Amazon, OpenAI e Anthropic disputando espaço em modelos, infraestrutura e aplicações comerciais.
A nova Siri pode mudar a estratégia de IA da Apple
(Imagem: Apple/YouTube)
Durante anos, a Apple adotou uma postura mais cautelosa em relação ao desenvolvimento de inteligência artificial. Em vez de investir grandes quantias na criação de modelos próprios, a companhia preferiu contratar tecnologia de fornecedores externos, uma escolha que reduziu a necessidade de ampliar rapidamente seus gastos em infraestrutura.
Essa estratégia trouxe vantagens financeiras. Ao transferir parte do esforço de desenvolvimento para parceiros, a empresa evitou assumir sozinha os altos custos envolvidos na criação de sistemas avançados de IA. Em contrapartida, passou a depender das decisões e capacidades tecnológicas de outras companhias.
O movimento ficou evidente quando a Apple substituiu a OpenAI pelo Google Gemini como suporte para uma versão aprimorada da Siri, prevista para chegar ao público no outono. A troca mostrou que a escolha do fornecedor de inteligência artificial pode influenciar diretamente o desempenho da estratégia da companhia.
A dependência externa também contrasta com a tradição da Apple de controlar grande parte da experiência de seus produtos, desde o hardware até o software. A empresa construiu sua reputação com uma integração vertical rigorosa, mas a inteligência artificial trouxe um cenário em que parte essencial da tecnologia está nas mãos de terceiros.
O desafio financeiro deve aumentar caso a Siri com recursos avançados se torne popular. Embora alguns recursos de IA possam funcionar diretamente nos dispositivos da marca, determinadas funções exigem capacidade computacional superior, o que demanda maior estrutura de processamento.
Em conversa com analistas após a divulgação dos resultados financeiros, o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, explicou que a empresa combina centros de dados próprios com serviços de computação em nuvem contratados para sustentar sua estratégia de inteligência artificial. “Veremos o que a Siri AI fará” foi a avaliação de Cook sobre o impacto dos custos futuros da tecnologia.
Siri – Imagem: sdx15 / Shutterstock
O executivo também indicou que parte relevante das despesas relacionadas à IA está sendo absorvida nas operações da empresa, sem necessariamente exigir um grande salto nos investimentos de capital. A companhia considera ainda que assinaturas mais caras do iCloud voltadas a usuários intensivos de inteligência artificial podem ajudar a compensar parte dos gastos.
Mesmo assim, o crescimento acelerado da demanda por serviços baseados em IA pode limitar a capacidade da Apple de manter uma expansão controlada dos custos. A experiência de outras empresas do setor mostra que competir nesse mercado exige recursos elevados.
Enquanto a Apple avalia seu próximo passo, outras empresas de tecnologia disputam posições estratégicas. A OpenAI, que liderou inicialmente a popularização da inteligência artificial generativa, enfrenta pressão crescente da Anthropic, que avançou ao concentrar esforços em ferramentas de programação com IA.
A Anthropic encontrou uma oportunidade em um segmento específico do mercado corporativo e passou a se destacar na área de códigos, enquanto a OpenAI enfrenta aumento de despesas e busca recuperar vantagem em uma disputa que envolve futuras ofertas públicas de ações.
A competição também alcança o mercado de computação em nuvem. A Amazon continua líder nesse setor, mas Microsoft e Google aceleraram seus negócios de infraestrutura digital, impulsionados pela demanda de laboratórios e empresas de inteligência artificial.
A Amazon Web Services registrou crescimento acelerado em sua receita, mas a expansão dos concorrentes chama atenção. A Google Cloud apresentou ritmo superior de crescimento no período mais recente, enquanto a Microsoft ampliou sua participação com contratos ligados a empresas de IA.
O avanço da inteligência artificial também trouxe impactos para outros setores. No mercado editorial, casos envolvendo suspeitas de uso de IA em obras literárias aumentaram o debate sobre autoria e transparência.
Um episódio recente envolveu um contrato de dois livros avaliado em US$ 2 milhões, que acabou interrompido após questionamentos sobre o uso de inteligência artificial no processo de criação. O caso passou a integrar uma série de conflitos que atingiram a indústria editorial.
Além disso, empresas de diferentes áreas continuam ampliando investimentos relacionados à tecnologia. A Visa anunciou a compra de uma companhia especializada em detecção de fraudes com IA, enquanto a Tesla avalia mudanças estratégicas envolvendo sua operação na China e possíveis conexões com negócios ligados à inteligência artificial de Elon Musk.
Os acordos envolvem principalmente a contratação de capacidade em data centers, instalações responsáveis pelo processamento e armazenamento de dados para serviços digitais. Os valores ainda não aparecem integralmente como dívidas nos balanços das empresas porque os centros contratados ainda não estão disponíveis para uso.
O movimento revela a dimensão da aposta das maiores companhias de tecnologia do mundo na expansão da IA, mas também expõe um possível risco: caso a procura por esses serviços não acompanhe o ritmo esperado, as empresas podem ficar obrigadas a manter contratos de longo prazo com custos elevados.
Contratos bilionários ampliam infraestrutura, mas criam novos desafios financeiros
(Imagem: TSViPhoto/Shutterstock)
Os compromissos assumidos pelas cinco empresas representam uma parcela expressiva dos investimentos previstos para sustentar o crescimento da inteligência artificial. De acordo com dados divulgados pela Reuters a partir de documentos corporativos, o montante futuro é quase quatro vezes superior aos cerca de US$ 285 bilhões em contratos de aluguel que já aparecem registrados nas demonstrações financeiras das companhias.
A diferença entre os valores contratados e as dívidas reconhecidas oficialmente está relacionada às regras contábeis. Enquanto uma estrutura ainda não está pronta ou disponível para utilização, a obrigação costuma ser apresentada apenas nas notas explicativas dos balanços, sem ser contabilizada como dívida naquele momento.
O cenário não significa que todo o valor de US$ 1,09 trilhão possa ser acrescentado diretamente ao endividamento das empresas. Os contratos representam pagamentos distribuídos ao longo de vários anos, enquanto a dívida registrada considera critérios financeiros que calculam o valor equivalente dessas obrigações no presente.
A Oracle aparece como a companhia com maior exposição proporcional entre as analisadas. A empresa declarou US$ 260 bilhões em contratos futuros relacionados principalmente a data centers que devem entrar em operação entre os anos fiscais de 2027 e 2029, com acordos previstos para durar de 15 a 19 anos.
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A companhia informou existir a possibilidade de incompatibilidade entre os contratos firmados para construir ou utilizar esses centros de processamento e os acordos mantidos com seus próprios clientes. Caso parte da demanda esperada não se confirme, a Oracle poderá continuar responsável pelos custos dessas estruturas.
Segundo cálculos apresentados pela Reuters, a dívida da Oracle correspondia a aproximadamente 4,4 vezes o Ebitda ao final de maio. Considerando também os contratos de aluguel já reconhecidos no balanço, essa relação subiria para cerca de 5,7 vezes.
A avaliação da agência S&P Global Ratings também considera os compromissos futuros da companhia. A instituição afirmou que incorporou os US$ 260 bilhões em contratos da Oracle em sua análise de dívida e projeta que o indicador permaneça próximo de 4,4 vezes o Ebitda no ano fiscal de 2027.
Entre as demais empresas, a Microsoft aparece com o maior volume absoluto de contratos futuros, somando US$ 329 bilhões, enquanto possui US$ 88,5 bilhões registrados em seu balanço.
A Meta informou compromissos de US$ 279 bilhões ainda não iniciados e acrescentou novos acordos de US$ 68 bilhões em julho para ampliar sua rede de data centers. Com isso, o conjunto conhecido de compromissos das cinco empresas chegou a aproximadamente US$ 1,16 trilhão.
A Alphabet declarou contratos futuros de US$ 85,2 bilhões, enquanto a Amazon informou US$ 137,2 bilhões. No caso da empresa de comércio eletrônico e computação em nuvem, o valor inclui não apenas instalações de processamento de dados, mas também outros contratos relacionados a imóveis, aeronaves, escritórios e veículos.