Gemini Spark é seu novo agente de IA do Google

Durante o Google I/O 2026, a big tech apresentou seu próprio agente de inteligência artificial (IA), o Gemini Spark.

O recurso funciona 24h por dia, sete dias por semana e está hospedado em máquinas virtuais dedicadas. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.

O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.

“É o seu agente pessoal de IA que ajuda você a navegar na sua vida digital, agindo em seu nome e sob sua direção”, disse Sundar Pichai, CEO da Alphabet, a jornalistas durante apresentação no evento. “Ele funciona perfeitamente em máquinas virtuais dedicadas no Google Cloud, [então] você não precisa manter seu laptop aberto para garantir que ele esteja funcionando.”

Gemini Spark quer seu agente de IA 24/7

  • O Gemini Spark se difere de produtos, como o Claude Cowork e o ChatGPT Agent, por estar inteiramente integrado ao ecossistema Google;
  • Enquanto pode enviar e-mails com a integração com o Gmail, ele pode interagir com a web via Chrome;
  • Em dispositivos móveis, você também consegue acompanhar o progresso do Spark por meio do sistema para Android chamado Halo;
  • Assim como outros agentes virtuais, o Spark pode ser integrado a vários serviços via MCP. O Google quer lançar mais conexões nos próximos meses.

“Precisa enviar um e-mail para o seu chefe com uma atualização de status? O Spark pode extrair todas as informações dos seus e-mails, documentos, planilhas e apresentações e escrever o rascunho para você”, disse Josh Woodward, vice-presidente do Gemini App and AI Studio do Google Labs.

“Pequenas empresas estão usando o Spark. Elas podem monitorar sua caixa de entrada e nunca perder uma pergunta de um cliente.”

Hoje, o assistente de IA está em testes, mas deve ser disponibilizado para assinantes do Google AI Ultra na semana que vem.

Google atualiza Antigravity com versão 2.0

O Antigravity, app de programação do Google utilizado para construir o Spark, recebeu nova versão. O Google Antigravity 2.0 possui app para desktop, ferramenta de linha de comando (CLI) e SDK para fluxos de trabalho personalizados.

A primeira versão do Antigravity foi lançada no ano passado como resposta a softwares de programação ética, como o Cursor.

Novidades

Agora, no novo app para desktop do Antigravity 2.0, os usuários podem lidar com diversos agentes e executar tarefas simultaneamente. Também é possível criar fluxos de trabalho personalizados para subagentes, bem como agendar tarefas a serem executadas de forma automática em segundo plano. Também está mais fácil integrá-lo a projetos, como o AI Studio, Android e Firebase.

Boa parte é impulsionada pelo Gemini 3.5 Flash, novo modelo de IA desenvolvido em conjunto com o Antigravity.

Além disso, o sistema está recebendo suporte nativo a comandos de voz, algo similar ao que foi realizado em outros produtos da big tech, como Gmail e Docs.

A nova ferramenta de linha de comando (CLI) é destinada a desenvolvedores que queiram usar um terminal para a criação de agentes. O Google está pedindo que usuários que utilizam o Gemini CLI migrem para a nova ferramenta do Antigravity.

Já o SDK do Antigravity permite aos desenvolvedores a criação de agentes personalizados com base na ferramenta de codificação do Google. Clientes do Google Cloud poderão se conectar ao Antigravity para desenvolver projetos.

Além disso, o Google disse que vai disponibilizar modelos de agentes personalizados no AI Studio para que os usuários corporativos os utilizem.

Uma ferramenta de exportação do Antigravity também está sendo adicionada ao AI Studio para exportação de projetos atuais e prosseguimento do trabalho de forma local.

A expertise em programação da empresa no Antigravity também será espelhada para o consumidor. Produtos, como a Busca, receberão esse upgrade.

Nela, os usuários receberão interface personalizada em tempo real como parte da resposta. Assim, as pessoas poderão criar miniaplicativos enquanto exploram um tópico dentro da busca.

Nos EUA, o Google lançou novo plano AI Ultra por US$ 100 (R$ 505,73), que possui limites de IA cinco vezes maiores no Antigravity que o plano Pro. O plano mais completo também sofrerá redução de preço: de US$ 250 para US$ 200 (R$ 1,2 mil/R$ 1 mil), com limites 20 vezes maiores que o plano Pro.

Matéria em atualização

O post Gemini Spark é seu novo agente de IA do Google apareceu primeiro em Olhar Digital.

Gemini Spark é seu novo agente de IA do Google Read More »

ia humano e1772198405873 1024x577

Corrida da IA entrou em fase de execução, diz JPMorgan

A inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma promessa cercada de expectativa e já começou a gerar impactos concretos nos negócios, segundo Kevin Brunner, presidente global de banco de investimento e fusões e aquisições do JPMorgan Chase & Co.. Em entrevista à Bloomberg TV durante a conferência de tecnologia, mídia e telecomunicações do banco em Boston, o executivo afirmou que o mercado entrou em uma nova etapa da corrida da IA.

“Passamos do hype para a execução e escalabilidade reais”, disse Brunner. Segundo ele, praticamente todas as empresas atendidas pelo JPMorgan discutem atualmente como adaptar seus modelos de negócio às mudanças trazidas pela IA e qual será sua estratégia de longo prazo nesse cenário.

Inteligência artificial está saindo da fase do hype e entrando em execução, diz executivo – Imagem: Stokkete/Shutterstock

IA impulsiona aquisições e reorganização do setor de tecnologia

Na entrevista, Brunner afirmou que a inteligência artificial tem influenciado diretamente o mercado de fusões e aquisições no setor de tecnologia. Segundo ele, empresas consideradas vencedoras na corrida da IA estão usando aquisições para adicionar capacidades, ferramentas e ampliar sua posição no mercado.

Ao mesmo tempo, outras companhias ainda avaliam como seus modelos de negócio serão afetados pela transformação tecnológica. Para o executivo, isso deve aumentar a diferenciação entre empresas ao longo dos próximos meses e acelerar uma nova onda de consolidação no setor. “A IA é tanto um catalisador quanto uma força de disrupção dentro da tecnologia”, afirmou.

Brunner disse ainda que empresas com maior escala têm levado vantagem porque conseguem gerar caixa suficiente para reinvestir em infraestrutura, desenvolvimento e transformação interna. Segundo ele, o mercado financeiro também tem favorecido companhias maiores nesse momento.

JPMorgan vê “seleção” e criatividade em fusões e aquisições

De acordo com o executivo, o atual momento do mercado de M&A é marcado por três fatores principais: seletividade, escala e criatividade. Ele afirmou que compradores estratégicos estão mais cuidadosos na alocação de capital e realizando negócios com “alto grau de convicção”.

Brunner também destacou o aumento de modelos alternativos de negociação, incluindo investimentos minoritários, parcerias, consórcios e colaborações entre empresas. “Estamos vendo acordos de todos os tipos”, disse.

Segundo ele, apesar das preocupações do mercado com juros elevados e questões geopolíticas, o acesso a capital ainda não representa uma barreira significativa para fusões e aquisições. O executivo afirmou que muitas empresas consideram urgente reposicionar seus negócios diante das mudanças provocadas pela IA.

Mercado deve separar vencedores e perdedores da IA

Na avaliação de Brunner, o setor de tecnologia ainda está nos estágios iniciais da transformação causada pela inteligência artificial, mas os próximos meses devem começar a mostrar quais empresas conseguirão converter o entusiasmo em resultados concretos.

Ícones dos aplicativos ChatGPT, Claude e Gemini exibidos na tela de um smartphone
Investidores seguem concentrando recursos nas companhias mais fortes do mercado – Imagem: Primakov / Shutterstock

O executivo afirmou que investidores continuam concentrando recursos nas companhias mais fortes do mercado, especialmente grandes provedores de infraestrutura e hyperscalers. Já outras empresas podem enfrentar consolidações ou precisar rever seus modelos de negócio. “Acho que vamos começar a ver os vencedores”, afirmou.

Brunner também comentou que fundos de private equity têm acompanhado de perto a transição provocada pela IA e devem aumentar sua participação em operações de consolidação e fechamento de capital na segunda metade do ano.

O post Corrida da IA entrou em fase de execução, diz JPMorgan apareceu primeiro em Olhar Digital.

Corrida da IA entrou em fase de execução, diz JPMorgan Read More »

apple intelligence magnifier 1024x683

Apple amplia recursos de acessibilidade com IA em atualização de sistema

Nesta terça-feira (19), a Apple anunciou um conjunto de novos recursos de acessibilidade integrados à tecnologia Apple Intelligence. As novidades alcançam usuários com diferentes tipos de deficiência e têm como foco ampliar autonomia no uso de dispositivos da marca.

Segundo a empresa, as mudanças atingem ferramentas já existentes, como o VoiceOver, o controle por voz, o reconhecimento ao vivo e a geração automática de legendas. Os recursos passam a interpretar imagens com mais precisão, além de oferecer descrições mais detalhadas de elementos visuais, como documentos financeiros e fotografias pessoais.

Entre as novas funções, também estão a leitura adaptada de documentos complexos no aplicativo Reader, comandos em linguagem natural para executar ações no sistema e legendas automáticas para vídeos sem subtítulos.

A Apple informou ainda que as atualizações chegarão a dispositivos como iPhone, iPad, Mac, Apple TV e Vision Pro ao longo do ano, com previsão ligada às próximas versões do sistema operacional.

No todo, os updates ampliam o suporte a usuários com diferentes tipos de deficiência, incluindo limitações visuais, auditivas e motoras.

Para quem tem pressa:

  • Apple apresenta pacote de acessibilidade com IA integrado ao ecossistema, focado em visão, leitura e interação por voz;
  • Ferramentas como VoiceOver, Reader e Live Recognition ganham melhorias para interpretar ambientes e documentos complexos;
  • Vision Pro passa a ter controle de cadeira de rodas por olhar, além de legendas automáticas e novos recursos auditivos.

Recursos incluem leitura avançada, legendas automáticas e controle ocular

Recurso “Magnifier” aberto no iPhone – (Divulgação: Apple)

A empresa apresentou melhorias no VoiceOver, que agora interpreta imagens com maior profundidade e descreve conteúdos com mais detalhes. Um exemplo citado envolve a leitura de informações presentes em contas e faturas, com identificação de valores e datas. O sistema também amplia descrições de fotos e registros pessoais.

O recurso Live Recognition passa a permitir que o iPhone identifique elementos no ambiente em tempo real por meio da câmera. Usuários podem fazer perguntas sobre o que está sendo captado e obter respostas adicionais.

Já o aplicativo Magnifier pode ser ativado diretamente pelo botão de ação e exibe conteúdo em alto contraste, além de aceitar comandos de voz como instruções de zoom e lanterna, útil para usuários com baixa visão.

Outra mudança envolve o uso de comandos em linguagem natural em aplicativos como Mapas e Arquivos, permitindo interações mais diretas com a interface. O Reader também foi atualizado para reorganizar documentos mais complexos, incluindo textos científicos com múltiplas colunas, tabelas e imagens, oferecendo opções de resumo e adaptação visual para diferentes necessidades.

imagem mostra o recurso READER aberto no macbook, lendo um texto científico
O recurso “Reader” atua como um modo de leitura mais inteligente e adaptável, especialmente para pessoas com deficiência visual, dislexia e outras necessidades de acessibilidade – (Divulgação: Apple)

Leia mais:

Entre os anúncios, a Apple apresentou um projeto que permite o controle de cadeiras de rodas compatíveis por meio do olhar no Vision Pro. A tecnologia funciona em diferentes condições de iluminação e não exige novas calibrações frequentes. O recurso será disponibilizado inicialmente em parceria com sistemas de condução assistida.

A empresa também informou melhorias no reconhecimento de nomes, que agora identifica quando alguém chama o usuário, com suporte a dezenas de idiomas. Outra novidade é a expansão de recursos de texto ampliado no sistema Apple TV, além de ajustes no funcionamento de aparelhos auditivos certificados para o ecossistema iPhone.

Segundo a Apple, as atualizações devem ser liberadas ao longo do ano, com integração prevista em futuras versões dos sistemas operacionais da companhia. As novidades devem chegar em praticamente todo o ecossistem da empresa, como iPhone, iPad, Mac, Apple Watch, Apple TV e Apple Vision Pro.

O post Apple amplia recursos de acessibilidade com IA em atualização de sistema apareceu primeiro em Olhar Digital.

Apple amplia recursos de acessibilidade com IA em atualização de sistema Read More »

blackstone 1024x682

Google e Blackstone vão criar nova empresa de nuvem para IA, diz jornal

O Google e a firma de investimentos Blackstone estariam prestes a criar uma nova empresa de computação em nuvem focada em inteligência artificial (IA), segundo informações exclusivas do The Wall Street Journal. A companhia será estabelecida nos Estados Unidos com US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões) em capital da Blackstone, que será a proprietária majoritária do empreendimento.

A nova empresa utilizará os chips especializados do Google para competir diretamente com players, como a CoreWeave, no mercado de nuvem para IA. O anúncio oficial deve acontecer ainda nesta segunda-feira (18), segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A aliança combina a expertise tecnológica do Google em chips para IA com a capacidade de investimento da Blackstone, uma das maiores firmas de investimento globais.

A expectativa é que essa união acirre ainda mais a disputa entre Google e Nvidia, que também fabrica chips para inteligência artificial.

O movimento representa uma aposta significativa no crescente mercado de infraestrutura em nuvem voltada para aplicações de IA, setor que tem atraído bilhões em investimentos nos últimos anos.

Leia mais:

Blackstone será dona majoritária da joint venture – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

Competição no mercado de nuvem

  • A nova empresa visa, no ano que vem, disponibilizar 500 MW de capacidade;
  • Também pretende aumentar, substancialmente, essa capacidade ao longo do tempo;
  • A formação da joint venture se dá em momento em que a demanda por poder computacional para treino e execução dos modelos de IA chegou a níveis jamais imaginados;
  • Hoje, parte das companhias depende da infraestrutura de computação da CoreWeave, cujos chips são da Nvidia;
  • O Google servirá à joint venture, além de hardware, software e serviços;
  • O CEO da companhia será o executivo da big tech, Benjamin Treynor Sloss;
  • O Journal trouxe ainda que já há data centers em construção voltados para a nova empresa.

Blackstone investe além do Google

A Blackstone é reconhecida como a maior provedora de data centers no mundo, além de ser uma das empresas mais ativas em Wall Street, com aquisições da operadora de data centers QTS Realty Trust e da operadora de centros de dados AirTrunk.

Ela também já injetou dinheiro na futura “concorrente”, a CoreWeave, além de Anthropic, OpenAI e outras empresas do setor de IA.

Falando na Anthropic, ainda este mês, a startup fechou, ao lado de outras empresas, uma joint venture de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) com a Blackstone. A união realizará a venda de ferramentas de IA para outras companhias.

O post Google e Blackstone vão criar nova empresa de nuvem para IA, diz jornal apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google e Blackstone vão criar nova empresa de nuvem para IA, diz jornal Read More »

alexa echo dot caixinha de som smart 1 1024x576

Alexa+ agora cria podcasts inteiros sobre qualquer assunto via inteligência artificial

A Amazon passou a disponibilizar, nos Estados Unidos, uma nova funcionalidade dentro do assistente Alexa+, capaz de transformar qualquer tema escolhido pelo usuário em um episódio no formato de podcast produzido por inteligência artificial. A ferramenta foi anunciada nesta segunda-feira (18) e integra o conjunto de recursos do assistente atualizado da empresa.

A proposta permite que o usuário solicite um assunto específico e receba uma prévia do conteúdo planejado antes da geração do áudio, podendo ajustar duração e enfoque da produção. Em seguida, o sistema cria uma gravação com vozes sintéticas que simulam apresentadores.

Segundo a empresa, o recurso utiliza informações de uma rede de mais de 200 veículos de imprensa e outras fontes jornalísticas com as quais mantém parceria, como forma de sustentar a produção de conteúdos em áudio sob demanda.

Para quem tem pressa:

  • A Amazon lançou o Alexa Podcasts dentro do Alexa+, permitindo criar episódios de áudio por IA a partir de qualquer tema solicitado pelo usuário;
  • O sistema monta um roteiro, permite ajustes e gera o conteúdo com vozes sintéticas, disponível no app e dispositivos Echo após notificação;
  • O recurso usa informações de mais de 200 veículos parceiros e marca uma expansão do Alexa para além das funções tradicionais de assistente.

Como funciona o Alexa Podcasts

Caixinha de som smart com Alexa integrada (Reprodução: Lazar Gugleta/Unsplash)

A nova ferramenta opera a partir de comandos diretos de voz ou texto dentro do Alexa+. O usuário define o tema desejado e o sistema estrutura uma espécie de roteiro automático, apresentando antes um resumo (prévia) do que será abordado.

Após essa etapa, é possível ajustar o tamanho do episódio e a abordagem do conteúdo. Só depois dessa confirmação o áudio é gerado, com vozes criadas por inteligência artificial simulando dois apresentadores em diálogo.

Quando finalizado, o episódio fica disponível para reprodução em dispositivos Echo compatíveis e também no aplicativo da Alexa, com notificação enviada ao usuário assim que o conteúdo é concluído.

A empresa afirma que o Alexa Podcasts foi pensado para ampliar o papel do assistente virtual, que deixa de ser apenas uma ferramenta de respostas rápidas e passa a atuar como criador de conteúdos personalizados em áudio.

Entre os materiais utilizados como base de informação estão acordos com agências e veículos como Associated Press, Reuters, The Washington Post, Time, Forbes, Business Insider, Politico, USA Today e publicações do grupo Vox, além de mais de 200 jornais locais nos Estados Unidos.

A Amazon também indica que a tecnologia faz parte de um movimento mais amplo de expansão do uso de inteligência artificial generativa para criar experiências de consumo de informação mais personalizadas.

Leia mais:

Quais assuntos a Alexa pode abordar?

amazon alexa logo
Aplicativo da Alexa em um celular (Imagem: Matthew Nichols1 / Shutterstock.com)

A Amazon apresentou uma série de exemplos práticos que ilustram o funcionamento do Alexa Podcasts, evidenciando como os episódios produzidos por inteligência artificial podem ir desde abordagens educativas sobre fatos históricos até conteúdos de lazer e aprendizagem personalizada.

Nas demonstrações divulgadas pela companhia, há simulações de diálogos entre dois apresentadores virtuais discutindo temas como a trajetória do Império Romano, os lançamentos mais recentes do cenário musical e até possíveis cenários para a próxima Copa do Mundo.

O sistema também pode ser utilizado sob demanda para gerar conteúdos em formato de áudio com caráter educativo, como explicações sobre acontecimentos históricos relevantes, a exemplo das missões Apollo, ou ainda para aprofundar assuntos ligados aos interesses individuais de cada usuário, como fotografia e diferentes tipos de hobbies.

A ideia central é oferecer materiais personalizados, criados em tempo real de acordo com a necessidade ou curiosidade do momento.

Além disso, a Amazon posiciona essa tecnologia como uma evolução de soluções semelhantes já existentes em outras plataformas, fazendo paralelos com ferramentas como o NotebookLM e também com recursos incorporados a navegadores como o Microsoft Edge, que passaram a incluir a geração automática de podcasts por meio de inteligência artificial.

O recurso ainda é apresentado como um apoio para planejamento de viagens, permitindo ao usuário conhecer previamente aspectos históricos e culturais de destinos como Roma, Tóquio ou Machu Picchu, além de servir como suporte para a exploração de novos interesses e para o desenvolvimento de habilidades profissionais em áreas como liderança e tecnologia.

O post Alexa+ agora cria podcasts inteiros sobre qualquer assunto via inteligência artificial apareceu primeiro em Olhar Digital.

Alexa+ agora cria podcasts inteiros sobre qualquer assunto via inteligência artificial Read More »

openai 1 scaled e1778501687285 1024x577 1

OpenAI: ChatGPT não é advogado e Justiça deve encerrar ação de seguradora

A OpenAI pediu à Justiça dos Estados Unidos a rejeição de um processo movido pela Nippon Life Insurance Company, que acusa a empresa de prestar consultoria jurídica sem autorização por meio do ChatGPT.

A companhia afirmou em documento apresentado na sexta-feira (15) no tribunal federal de Chicago que o chatbot de inteligência artificial (IA) “não é um advogado” e não exerce a advocacia.

Segundo a OpenAI, não existem fundamentos para sustentar a ação da seguradora, que alega que o ChatGPT ajudou uma reclamante a sobrecarregar um tribunal federal com processos considerados sem mérito.

“No processo, a OpenAI afirmou que ‘o ChatGPT não é uma pessoa e não tem nem usa nenhum grau de conhecimento ou habilidade jurídica’.”

Uso de IAs em processos

  • O caso ocorre em um contexto de aumento do número de ações judiciais apresentadas sem auxílio de advogados e com apoio de ferramentas de IA generativa, capazes de redigir e protocolar documentos judiciais;
  • A ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização;
  • A disputa teve origem em um processo anterior envolvendo a ex-funcionária Graciela Dela Torre, que havia acionado a Nippon em razão de benefícios de invalidez de longo prazo. O caso foi encerrado por meio de acordo em 2024.

De acordo com a seguradora, Dela Torre posteriormente abriu um novo processo e utilizou o ChatGPT para inundar o tribunal com dezenas de moções e notificações produzidas por IA que, segundo a empresa, não serviram “a nenhum propósito legal ou processual legítimo”.

Ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização – Imagem: Stock all/Shutterstock

Leia mais:

O que a OpenAI relata sobre o caso envolvendo o ChatGPT

A OpenAI rebateu as acusações e afirmou que “a aparente frustração da Nippon por ter que se defender de um processo não é base para responsabilizar a OpenAI”.

A empresa também definiu o ChatGPT como “uma ferramenta útil e um auxílio à pesquisa que promove o acesso à justiça nos tribunais” e argumentou que os usuários concordam em não utilizar o conteúdo gerado pela plataforma como substituto para aconselhamento profissional.

“Dela Torre tinha o direito de se representar contra a Nippon e tinha o direito de usar o ChatGPT como uma ferramenta para isso”, afirmou a OpenAI ao tribunal.

“Se ela apresentou argumentos apropriados, é uma questão de suas ações, e cabia ao juiz do tribunal distrital que presidia seus casos decidir”, acrescentou a companhia.

Nem a OpenAI nem um advogado da Nippon comentaram o caso.

O post OpenAI: ChatGPT não é advogado e Justiça deve encerrar ação de seguradora apareceu primeiro em Olhar Digital.

OpenAI: ChatGPT não é advogado e Justiça deve encerrar ação de seguradora Read More »

cardeais 1024x683

Papa Leão XIV fará alerta sobre IA e guerras em carta à Igreja

O Vaticano anunciou nesta segunda-feira (18) que o papa Leão XIV publicará sua primeira encíclica em 25 de maio. O documento deve abordar o avanço da inteligência artificial (IA), os desafios relacionados aos direitos dos trabalhadores e o uso da tecnologia em conflitos armados.

Intitulado “Magnifica Humanitas” (“Magnífica Humanidade”), o texto foi formalmente assinado pelo pontífice na sexta-feira (15). Segundo o Vaticano, a encíclica tratará da “proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial”. Consideradas um dos documentos mais importantes de um pontífice na Igreja Católica, as encíclicas são cartas papais dirigidas a bispos e fiéis para orientar posicionamentos sobre temas sociais, morais e religiosos.

Leão XIV, o primeiro papa nascido nos Estados Unidos, também participará da apresentação oficial do documento no Vaticano no dia da publicação, algo incomum para um líder da Igreja Católica. Tradicionalmente, textos papais desse tipo costumam ser apresentados por cardeais e integrantes da assessoria de imprensa do Vaticano.

Papa se dirigirá aos bispos e fiéis de todo o mundo em sua primeira encíclica, e deve abordar temas atuais como IA e direitos trabalhistas – Imagem: Marco Iacobucci Epp/Shutterstock

Especialista em IA participará da apresentação

O Vaticano informou que o evento contará com a presença de Christopher Olah, cofundador da empresa de inteligência artificial Anthropic. A companhia afirma colocar segurança e mitigação de riscos no centro de suas pesquisas em IA.

Segundo John Thavis, jornalista especializado no Vaticano que acompanhou três papados, esse tipo de texto costuma indicar as prioridades sociais e morais do pontífice. “O primeiro texto desse tipo geralmente serve para mostrar as prioridades do pontífice e os temas sociais e morais que ele considera mais urgentes no mundo moderno”, afirmou Thavis à Reuters.

O convite a Olah também pode refletir o trabalho do pesquisador em mecanismos ligados às redes neurais que formam a base dos sistemas de IA.

Documento pode ampliar atritos com Trump

Nas últimas semanas, Leão XIV tem feito discursos críticos sobre os rumos da liderança política mundial. O papa também irritou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após críticas à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Donald Trump olhando para o lado
Documento tem potencial para ampliar os conflitos entre o presidente dos Estados Unidos e o líder da Igreja Católica – Imagem: Chip Somodevilla/Shutterstock

O documento, preparado há meses, também deve abordar uma série de questões sociais e pode representar a orientação mais ampla da Igreja Católica sobre direitos trabalhistas em décadas.

A presença de Christopher Olah no evento reforçou especulações de que a posição do pontífice sobre inteligência artificial possa se tornar um novo ponto de tensão com o governo Trump. A Anthropic já entrou em choque com a administração republicana ao defender restrições para impedir o uso de seus modelos em finalidades militares, como armas autônomas e vigilância doméstica.

Assinatura ocorreu em data simbólica

Leão XIV assinou o documento em 15 de maio, data que marcou os 135 anos de uma encíclica histórica publicada pelo papa Leão XIII no fim do século XIX. O texto defendia melhores salários e condições de trabalho para operários.

O atual pontífice, que completou um ano de papado em 8 de maio, já fez diversos alertas sobre os riscos da inteligência artificial. Na semana passada, durante discurso na maior universidade da Europa, ele criticou o uso da tecnologia em guerras e citou os conflitos na Ucrânia, em Gaza, no Líbano e no Irã como exemplos de uma “evolução desumana da relação entre guerra e novas tecnologias em uma espiral de aniquilação”.

Leão XIV também publicou outro documento importante em seu primeiro ano de pontificado, concluindo uma exortação apostólica iniciada pelo papa Francisco. O texto defendia mudanças amplas no sistema econômico global para enfrentar o aumento da desigualdade de riqueza.

O post Papa Leão XIV fará alerta sobre IA e guerras em carta à Igreja apareceu primeiro em Olhar Digital.

Papa Leão XIV fará alerta sobre IA e guerras em carta à Igreja Read More »

criancas indigenas usam celulares na aldeia apyterewa foto bruno peres agencia brasil 1024x683

Guia prático de IA para povos indígenas; veja como baixar

Em 2022, nosso mundo virou de cabeça para baixo. Surgia no mercado essa nova ferramenta, o ChatGPT. Já se falava de inteligência artificial (IA) antes, mas, naquele momento, essa tecnologia saiu das universidades para fazer parte do nosso dia a dia.

Hoje, quase quatro anos depois, muito mudou:

  • Surgiram outros chatbots, como Gemini e Claude;
  • Nos interessamos pelos impactos ambientais ao conversar com um robô;
  • Houve julgamentos para entendermos quais são as responsabilidades da IA e quais travas de segurança ela deve ter;
  • Começamos a refletir sobre a construção de data centers e os prejuízos que eles podem trazer ao meio ambiente e à sociedade;
  • Conversamos mais sobre quais são esses dados que treinam as IAs;
  • Aprendemos novos conceitos, como prompt, automação, destilação, alucinação e viés.
  • Vimos a primeira lei feita com IA ser aprovada;
  • O Brasil publicou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial…

Diante da rápida velocidade com que ocorrem essas mudanças, algumas coisas têm ficado pelo caminho, como a importância de entendermos os bastidores da IA. Essa etapa é fundamental para usarmos essas ferramentas com autonomia e responsabilidade.

Crianças indígenas usam celulares na aldeia Apyterewa – Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O plano brasileiro e a “IA para o Bem de Todos”

O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (ou apenas PBIA) é o documento que guia todas as ações públicas no tema de IA.

Na prática, isso se traduz em resolver problemas reais, mas sem abrir mão da participação de todos, das informações verdadeiras, da segurança coletiva e da proteção dos trabalhadores.

Segundo o plano, publicado em 2024, a meta do governo é investir R$ 23,03 bilhões até 2028 para promover uma “IA para o Bem de Todos”. Como o próprio texto do PBIA destaca:

“A acessibilidade é fundamental, garantindo que os benefícios da IA não se limitem apenas aos cidadãos de países desenvolvidos ou a grupos privilegiados, mas alcancem cidadãos de todos os países e todas as camadas da sociedade, incluindo populações marginalizadas e sub-representadas.”

Guia prático de IA para povos indígenas

Por isso, faz-se tão importante a cartilha “IA em foco: guia prático de tecnologia para povos indígenas” – o primeiro material do país inteiramente dedicado a esse público. O grande desafio é democratizar o debate em um Brasil tão diverso: hoje, são mais de 390 etnias reconhecidas e mais de 290 línguas indígenas faladas.

Mulheres indígenas
Mulheres indígenas do Povo Rikbaktsa filmam com celular dança típica na aldeia Beira Rio, Terra Indígena Erikpatsa. – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em uma linguagem clara e direta, explicamos o que é, como funciona e como usar a inteligência artificial. Além disso, alertamos para os riscos e damos dicas de como conseguir avaliar se um chatbot é bom ou não. A proposta é levar conhecimento para esse grupo, promovendo o acesso democrático.

A produção é da jornalista Layse Ventura, editora do Olhar Digital: “Democratizar a inteligência artificial não é apenas fornecer o acesso aos chatbots, mas garantir que os usuários entendam o que acontece por trás de uma conversa com esses sistemas. Como jornalista de tecnologia, vejo este guia como uma ferramenta de cidadania digital importante.”

Nesse contexto, a pergunta deixa de ser “essa IA é boa?” e passa a ser se esse chatbot “reproduz preconceitos” ou “usa meus dados para treinamento”, para citar algumas. Provavelmente você terá outras questões para fazer e talvez as respostas não sejam sempre as mesmas.

Assim, esta cartilha do Olhar Digital não é o fim em si, mas um meio de contribuirmos com uma formação crítica para que todos nós brasileiros possamos pensar com mais propriedade sobre o tema e cobrarmos das autoridades posturas alinhadas com nossos desejos.

O material está disponível para download em português, mas esperamos que futuramente ganhe traduções e adaptações para alcançar o maior número possível dessas centenas de línguas e culturas que compõem o país.

O post Guia prático de IA para povos indígenas; veja como baixar apareceu primeiro em Olhar Digital.

Guia prático de IA para povos indígenas; veja como baixar Read More »

tiktok instagram youtube snapchat 1024x682

YouTube expande ferramenta de detecção de deepfakes por IA para todos os usuários adultos

Em um comunicado publicado no fórum oficial de criadores, o YouTube anunciou a ampliação de sua ferramenta de detecção de deepfakes criados por inteligência artificial para todos os usuários maiores de 18 anos. 

Com a mudança, qualquer pessoa adulta poderá usar o sistema para identificar vídeos que utilizem sua imagem de forma falsa ou manipulada dentro da plataforma.

Em resumo:

  • YouTube libera detector de deepfakes para todos os usuários adultos;
  • Sistema usa selfie para identificar rostos falsificados por inteligência artificial;
  • Plataforma avisa usuários sobre vídeos suspeitos encontrados no YouTube;
  • Pessoas poderão pedir remoção de conteúdos manipulados com suas imagens;
  • Ferramenta busca reduzir golpes, fraudes e desinformação com deepfakes.
Sistema monitora o YouTube em busca de rostos parecidos que possam indicar o uso indevido da imagem das pessoas em conteúdos gerados por IA – Crédito: Tada Images / Shutterstock

Como funciona o detector de deepfakes do YouTube

A ferramenta funciona a partir de uma digitalização facial feita pelo próprio usuário, semelhante a uma selfie. Com esses dados, o sistema monitora o YouTube em busca de rostos parecidos que possam indicar o uso indevido da imagem da pessoa em conteúdos gerados por IA.

Quando encontra uma possível correspondência, a plataforma envia um aviso ao usuário. A partir disso, ele pode pedir a remoção do vídeo. Segundo o YouTube, o número de solicitações registradas até agora ainda é considerado pequeno.

O recurso começou a ser testado inicialmente com criadores de conteúdo. Depois, foi liberado para jornalistas, políticos, autoridades públicas e profissionais da indústria do entretenimento. Agora, a empresa decidiu abrir o acesso para o público em geral.

A expansão representa um passo importante no combate aos deepfakes, tecnologia que permite criar vídeos muito realistas com rostos falsificados digitalmente. O avanço dessas ferramentas tem aumentado preocupações sobre golpes, desinformação e uso indevido da imagem de pessoas comuns.

Mulher com cara de desconfiada vendo outro perfil fake se passando por ela
Mulher com cara de desconfiada vendo outro perfil fake se passando por ela (ironicamente, esta mulher também não existe e foi feita por IA) – Crédito: Layse Ventura via ChatGPT / Olhar Digital

Leia mais:

Remoção é feita após análise criteriosa dos vídeos

O YouTube informou que os pedidos de remoção passam por análise baseada em sua política de privacidade. Entre os critérios avaliados estão o nível de realismo do vídeo, a identificação clara de que o conteúdo foi criado por IA e a possibilidade de reconhecer a pessoa mostrada nas imagens.

A plataforma destacou ainda que existem exceções para materiais de sátira, humor ou paródia. Além disso, a ferramenta atua apenas na identificação facial e não inclui outros elementos, como imitações de voz.

Os usuários também poderão deixar o programa quando quiserem e solicitar a exclusão de seus dados faciais armazenados pela empresa. 

No anúncio, o porta-voz Jack Malon afirmou que não há exigência mínima para que alguém participe da ferramenta. “Com essa expansão, estamos deixando claro que, independentemente de os criadores estarem publicando conteúdo no YouTube há uma década ou estarem apenas começando, eles terão acesso ao mesmo nível de proteção”.

O crescimento das deepfakes vem preocupando cada vez mais especialistas, tendo em vista que a tecnologia já foi usada em casos de assédio, fraudes e criação de conteúdos falsos envolvendo adolescentes, celebridades e figuras públicas.

O post YouTube expande ferramenta de detecção de deepfakes por IA para todos os usuários adultos apareceu primeiro em Olhar Digital.

YouTube expande ferramenta de detecção de deepfakes por IA para todos os usuários adultos Read More »

destaque mistral ai 1024x576

“Estado vassalo”: CEO de rival da OpenAI faz alerta duro à Europa sobre IA

A Europa tem uma janela de apenas dois anos para evitar uma dependência estrutural das empresas de inteligência artificial (IA) dos Estados Unidos. O alerta foi feito por Arthur Mensch, CEO da startup francesa de IA Mistral, durante uma audiência sobre soberania digital e inteligência artificial realizada na terça-feira na Assembleia Nacional da França.

As informações são do Business Insider. Segundo o executivo de 33 anos, o continente corre o risco de perder não apenas o controle sobre os modelos de IA, mas também sobre a infraestrutura necessária para operá-los, incluindo energia, chips e centros de dados. Para Mensch, a velocidade dos investimentos norte-americanos pode deixar a Europa em uma posição de dependência tecnológica permanente.

CEO da Mistral acredita que a Europa precisa reagir em investimentos em IA, ou pode se tornar dependente da tecnologia dos Estados Unidos – Imagem: Robert Way/Shutterstock

CEO da Mistral fala em “estado vassalo”

Durante a audiência, Arthur Mensch afirmou que a definição do futuro europeu no setor de inteligência artificial acontecerá nos próximos dois anos. O fundador da Mistral disse que, caso a Europa continue importando serviços digitais dos Estados Unidos sem desenvolver sua própria infraestrutura, poderá se tornar um “estado vassalo” das empresas americanas.

“Assim que o fornecimento for monopolizado por atores americanos, de repente não teremos mais fornecimento e não poderemos mais transformar elétrons em tokens”, afirmou o executivo, em referência ao uso de poder computacional para gerar respostas por IA.

A Mistral, considerada uma das startups de IA mais financiadas da Europa e concorrente da OpenAI, tem defendido a ideia de soberania digital europeia como parte central de sua estratégia de código aberto. Mensch afirmou recentemente que governos demonstram interesse crescente em sistemas de IA que possam controlar sem depender das gigantes de tecnologia dos EUA.

Corrida por energia, chips e data centers

Segundo o CEO da Mistral, a disputa global pela liderança em IA está cada vez mais ligada ao acesso à infraestrutura física necessária para sustentar os modelos avançados de inteligência artificial.

Mensch afirmou que empresas americanas já estão garantindo acesso estratégico a recursos como energia, semicondutores e capacidade de data centers. Na avaliação dele, a Europa pode ficar para trás de forma definitiva caso não acelere seus investimentos.

“Os americanos vão investir um trilhão de dólares no próximo ano”, disse. “Quem controla os chips, quem controla os elétrons, quem tem acesso massivo à energia, é quem vence.”

A startup francesa também anunciou recentemente uma parceria com o Groupe Caisse des Dépôts, instituição pública de investimentos apoiada pelo Estado francês. O acordo tem foco em fortalecer a infraestrutura europeia de IA generativa e de computação com GPUs.

Mistral quer ampliar capacidade computacional

Fundada em 2023 por ex-pesquisadores da Meta e da DeepMind, a Mistral alcançou uma avaliação de aproximadamente US$ 13,6 bilhões e se consolidou como uma das principais empresas europeias do setor de IA.

Arthur Mensch afirmou que a companhia pretende construir até 2029 uma capacidade computacional equivalente a um gigawatt para aplicações de inteligência artificial. Ainda assim, ele indicou que o continente precisará de investimentos muito maiores em infraestrutura.

O executivo também criticou o cenário regulatório europeu e os mercados de capital fragmentados da região. Segundo ele, essas características dificultam o crescimento de startups quando comparadas ao ambiente dos Estados Unidos.

“Se não nos movermos rápido o suficiente, acabaremos em uma situação em que não teremos mais escolha”, afirmou Mensch. “Em um mundo onde você importa todos os seus serviços digitais dos Estados Unidos, você não tem influência sobre os Estados Unidos.”

O post “Estado vassalo”: CEO de rival da OpenAI faz alerta duro à Europa sobre IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

“Estado vassalo”: CEO de rival da OpenAI faz alerta duro à Europa sobre IA Read More »