Recentemente, a OpenAI fez uma mudança na política de serviços do ChatGPT, permitindo que o usuário possa sincronizar seus contatos para ver quais também usam a inteligência artificial (IA).
Isso, segundo o Mobile Time, pode ser um movimento rumo à adoção de um serviço de mensageria no chatbot. Para fortificar o argumento, o portal ouviu uma fonte experiente do mercado de mensageria.
“Não tenho dúvida de que o ChatGPT vai entrar em mensageria. E é o movimento mais inteligente que Sam Altman poderia fazer”, comentou.
Como se não bastasse, outra tecnologia recente da OpenAI poderia reforçar a ideia: a possibilidade de convidar pessoas para participar de uma mesma sessão de conversa com o ChatGPT a partir de um link.
“É o movimento mais inteligente que Sam Altman poderia fazer”, comentou fonte (Imagem: FotoField/Shutterstock)
O portal avalia, ainda, que essa é uma tendência do mercado, com buscadores e apps de mensageria incorporando IA generativa e assistentes de IA lançando navegadores;
O próximo passo seria a incorporação de mensageiros pelos chatbots;
Tudo isso se baseia na audiência e na obtenção de maior receita;
Hoje, os principais concorrentes no Ocidente são Meta, Google e Microsoft.
OpenAI apresenta o GPT-5.4, seu modelo de IA mais profissional até agora
A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (5) o lançamento do GPT-5.4, atualização que traz avanços em raciocínio, programação e execução de tarefas profissionais. Segundo a empresa, o modelo é o “mais capaz e eficiente para trabalho profissional” até agora.
A nova versão do GPT também amplia as capacidades do sistema ao lidar com documentos, planilhas e apresentações. Além disso, é mais um passo em direção aos agentes de IA, que atuam em segundo plano para realizar atividades complexas sem necessidade de intervenção humana.
No fim da noite desta quinta-feira (5), o CEO da Anthropic, Dario Amodei, confirmou os rumores de que a Anthropic teria recebido a classificação de risco à cadeia de suprimentos pelo Pentágono.
Além disso, ele afirmou que a empresa pretende contestar isso na Justiça. Segundo ele, a companhia “não teve outra escolha” senão recorrer aos tribunais após a designação oficial.
Amodei confirmou que o governo dos EUA declarou a Anthropic como um risco de cadeia de suprimentos na quinta-feira (5). A classificação ocorre em meio a um impasse entre a startup e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DOD) sobre a forma como seus modelos de inteligência artificial (IA), o Claude, podem ser utilizados.
A empresa vinha se desentendendo com o Pentágono sobre limites para o uso da tecnologia. No fim da semana passada, a Anthropic foi informada — por meio de publicações em redes sociais — de que estava sendo incluída em uma lista que a impediria de participar de contratos governamentais.
A companhia buscava garantias de que sua tecnologia não seria utilizada para armas totalmente autônomas ou para vigilância doméstica em massa. Já o DOD queria que a Anthropic concedesse acesso irrestrito ao Claude para qualquer finalidade legal.
“Como afirmamos na sexta-feira passada, não acreditamos, e nunca acreditamos, que seja papel da Anthropic ou de qualquer empresa privada se envolver na tomada de decisões operacionais — esse é o papel dos militares”, escreveu Amodei.
“Nossas únicas preocupações sempre foram nossas exceções para armas totalmente autônomas e vigilância doméstica em massa, que se relacionam a áreas de uso de alto nível, e não à tomada de decisões operacionais.”
CEO disse que não há outra saída senão ir à Justiça contra o Pentágono (Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock)
Segundo o executivo, a Anthropic é a única empresa estadunidense a ser publicamente classificada como risco para a cadeia de suprimentos;
A designação agora oficial exige que fornecedores e contratados do setor de defesa certifiquem que não utilizam os modelos da empresa em trabalhos realizados com o Pentágono;
Esse tipo de classificação costuma ser aplicado a organizações que operam em países considerados adversários dos Estados Unidos, como a empresa chinesa de tecnologia Huawei;
Ainda há incerteza sobre se empresas contratadas pelo setor de defesa poderão continuar usando a tecnologia da Anthropic em projetos que não estejam relacionados ao trabalho militar;
Amodei afirmou que a designação “não limita (e não pode limitar) o uso do Claude ou relações comerciais com a Anthropic quando não estão relacionadas a contratos específicos com o Departamento de Guerra”.
A Microsoft, que anunciou, em novembro, planos de investir até US$ 5 bilhões (R$ 26,3 bilhões) na Anthropic, afirmou, em comunicado, que seus advogados analisaram a designação e concluíram que os produtos da empresa podem continuar disponíveis para clientes que não sejam o DOD.
A Anthropic havia firmado em julho um contrato de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) com o Departamento de Defesa e foi o primeiro laboratório de inteligência artificial a integrar seus modelos a fluxos de trabalho de missões em redes classificadas. No entanto, com o avanço das divergências nas negociações, concorrentes também passaram a firmar acordos semelhantes.
A OpenAI, de Sam Altman, e a xAI, de Elon Musk, concordaram em implantar seus modelos em ambientes classificados. Altman anunciou o acordo de sua companhia com o Departamento de Defesa poucas horas depois de a Anthropic ter sido colocada na lista de restrições na sexta-feira (27).
Em uma publicação no X, Altman afirmou que a agência demonstrou “profundo respeito pela segurança e o desejo de fazer parceria para alcançar o melhor resultado possível”.
Executivo da OpenAI garantiu que o Departamento vai seguir suas restrições (Imagem: FotoField/Shutterstock)
Relação tensa
A relação entre a Anthropic e o governo do presidente Trump tem se tornado cada vez mais tensa nos últimos meses. Amodei chegou a pedir desculpas por um memorando interno crítico à administração que vazou para a imprensa na quarta-feira (4).
De acordo com uma reportagem do The Information, o executivo teria dito a funcionários que o governo não simpatizava com a Anthropic porque a empresa não havia feito doações nem oferecido “elogios no estilo ditador a Trump”.
Amodei afirmou que o memorando foi escrito na sexta-feira (27), após “um dia difícil para a empresa”, e que não reflete suas “opiniões cuidadosas ou ponderadas”. Ele acrescentou que o texto representa uma “avaliação desatualizada da situação atual”.
“A Anthropic não vazou essa publicação nem orientou ninguém a fazê-lo — não é do nosso interesse escalar essa situação”, escreveu o executivo.
O Pentágono teria notificado formalmente a Anthropic de que a companhia e seus produtos (incluindo o chatbot Claude) foram classificados como um risco à cadeia de suprimentos dos Estados Unidos.
A medida, confirmada por autoridades de defesa à Bloomberg, ocorre em um momento de incerteza: embora o Financial Times tenha relatado horas antes que as partes haviam voltado negociar, a oficialização do status de risco sinaliza que a diplomacia entre o Vale do Silício e Washington pode ter fracassado.
Essa notificação é um golpe direto na Anthropic, atualmente avaliada em US$ 380 bilhões. Com uma receita projetada de US$ 20 bilhões para este ano, a startup depende de sua integração em sistemas como o Maven (da Palantir), utilizado em operações militares no Irã.
Se a classificação de risco for mantida, empresas privadas com contratos federais podem ser forçadas a banir o uso do Claude, prejudicando uma das principais verticais de crescimento da empresa.
Histórico das empresas
O embate entre o CEO da Anthropic, Dario Amodei, e o subsecretário de defesa, Emil Michael, atingiu níveis de hostilidade raros no setor. Michael chegou a acusar Amodei publicamente de ter um “complexo de Deus” e colocar a nação em perigo.
O cerne da disputa é uma cláusula sobre o uso do Claude para vigilância em massa e armas autônomas: termos que a Anthropic se recusa a flexibilizar, mas que rivais como OpenAI e xAI teriam aceitado sob a premissa de “qualquer uso legal”.
Um memorando interno da Anthropic, revelado pelo The Information, sugere que o Pentágono tentou uma manobra de última hora: o governo aceitaria os termos éticos da startup, desde que uma frase específica sobre “análise de dados adquiridos em massa” fosse removida.
A recusa de Amodei em ceder nesse ponto parece ter sido a gota d’água para que o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, cumprisse a promessa de rotularr a empresa como uma ameaça à segurança nacional.
Cenário do setor
O mercado agora observa se a retomada das conversas citada pelo Financial Times é uma tentativa real de conciliação ou apenas uma formalidade antes de uma batalha judicial. A classificação de “risco à cadeia de suprimentos” é uma ferramenta de pressão extrema, geralmente reservada a adversários geopolíticos, e sua aplicação a uma “queridinha” de Wall Street cria um precedente que pode vir ameaçar a autonomia das Big Techs.
Para a Anthropic, o desafio é sobreviver a essa decisão do governo sem comprometer os princípios de segurança que sustentam sua marca. Enquanto isso, a OpenAI se posiciona para ocupar a lacuna deixada no Pentágono, transformando o impasse ético em uma vantagem competitiva de bilhões de dólares.
Uma startup dos EUA afirma ter criado o menor supercomputador de Inteligência Artificial (IA) do mundo. O equipamento reúne alto poder de processamento e grande quantidade de memória em um dispositivo compacto, pequeno o suficiente para caber no bolso.
Segundo os desenvolvedores, a máquina consegue executar modelos avançados de IA capazes de analisar informações complexas, planejar tarefas e resolver problemas de forma autônoma.
Em resumo:
Startup cria supercomputador de IA que cabe no bolso;
Dispositivo roda modelos gigantes localmente;
Memória é bem superior à da maioria dos notebooks atuais;
Tecnologias otimizam cálculos e reduzem consumo;
IA local amplia privacidade e uso remoto.
O pequeno dispositivo de IA Pocket Lab se conecta a notebooks. Crédito: Tiiny AI
Desenvolvido pela empresa Tiiny AI, o supercomputador recebeu o nome de AI Pocket Lab. Ele consegue rodar localmente um grande modelo de linguagem com cerca de 120 bilhões de parâmetros. Normalmente, sistemas desse porte dependem de grandes centros de dados cheios de servidores e placas gráficas. Nesse caso, porém, o processamento ocorre diretamente no dispositivo, sem necessidade de conexão com a internet.
O AI Pocket Lab utiliza um processador ARM de 12 núcleos, tecnologia comum em smartphones e tablets. Apesar do tamanho reduzido – cerca de 14 centímetros de comprimento – o equipamento possui 80 GB de memória RAM do tipo LPDDR5X. Para comparação, a maioria dos notebooks atuais possui entre 8 GB e 32 GB de memória.
Cerca de 48 GB dessa memória são reservados para a unidade de processamento neural (NPU). Esse tipo de chip é otimizado para executar operações relacionadas à inteligência artificial com maior eficiência. Tecnologias semelhantes já aparecem em processadores modernos de empresas como Intel e AMD, criadas justamente para acelerar aplicações baseadas em IA.
Por que “supercomputador”?
O dispositivo é considerado um supercomputador porque consegue executar modelos de linguagem com mais de 100 bilhões de parâmetros. Em geral, esse tipo de processamento exige vários computadores com placas gráficas avançadas trabalhando juntos em centros de dados especializados.
Mesmo não rivalizando com os maiores supercomputadores do mundo, o AI Pocket Lab alcança cerca de 190 trilhões de operações por segundo. Esse desempenho resulta da combinação entre CPU e NPU trabalhando juntas para executar cálculos complexos.
Para atingir essa potência em um aparelho pequeno, os engenheiros utilizaram tecnologias de otimização. Uma delas é o sistema TurboSparse, que faz o modelo de IA usar apenas partes específicas de seus parâmetros durante cada etapa do processamento, reduzindo cálculos desnecessários.
Outra tecnologia, chamada PowerInfer, distribui as tarefas entre diferentes processadores do dispositivo. Dessa forma, cada componente executa apenas as operações para as quais é mais eficiente. Isso melhora o desempenho, reduz o consumo de energia e permite usar IA avançada mesmo em locais sem acesso à internet.
Elon Musk investe bilhões para construir maior supercomputador de IA do mundo
No outro extremo está um projeto do bilionário Elon Musk, que ele chama de “maior supercomputador de IA do mundo”: o Colossus, que abriga mais de 200 mil chips da Nvidia e alimenta o chatbot Grok.
Agora, a empresa está perto de finalizar um segundo centro, batizado de Colossus 2, ainda maior e mais potente. Estima-se que o novo projeto abrigará inicialmente 550 mil chips, podendo chegar futuramente a um milhão, com investimento total que pode atingir dezenas de bilhões de dólares. Saiba mais aqui.
Anthropic e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (agora renomeado para Departamento de Guerra) cortaram relações na sexta-feira passada. O desentendimento veio após a desenvolvedora de IA se recusar a flexibilizar suas regras para permitir o uso do Claude em aplicações perigosas, incluindo vigilância em massa de cidadãos americanos e armas autônomas.
Agora, parece que a Anthropic mudou de ideia. Segundo o Financial Times, que citou fontes familiarizadas com o assunto, o CEO Dario Amodei voltou a discutir um possível acordo com Emil Michael, subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia. O objetivo seria estabelecer novos termos contratuais que permitam o uso do Claude nas forças armadas.
Mas o clima entre as partes é tenso. Após o desentendimento entre Anthropic e Pentágono, Michael criticou Amodei nas redes sociais, chamando-o de “mentiroso” com “complexo de Deus” e acusando-o de “colocar a segurança de nossa nação em risco”.
Do outro lado, Amodei também criticou o Pentágono e a rival OpenAI, que aproveitou a quebra de contrato para se aliar ao governo. Em um memorando interno divulgado pelo The Information, o executivo criticou o acordo entre OpenAI e Departamento de Defesa, classificando-o como “teatro da segurança” e afirmando que as mensagens entre as partes eram “mentiras descaradas”.
Amodei ainda sugeriu que o relacionamento da Anthropic com o governo federal pode ter se deteriorado por fatores políticos. No documento, ele afirmou que a empresa não fez doações ao presidente Donald Trump nem adotou uma postura pública de apoio semelhante à de outros líderes do setor de tecnologia.
O memorando também detalha um momento das negociações em que o Departamento de Defesa teria sinalizado que aceitaria os termos propostos pela startup, desde que uma cláusula específica fosse removida do contrato.
Perto do fim da negociação, o [departamento] ofereceu-se para aceitar os nossos termos atuais se excluíssemos uma frase específica sobre ‘análise de dados adquiridos em massa’, que era a única linha do contrato que correspondia exatamente ao cenário que mais nos preocupava. Achamos isso muito suspeito.
Anthropic, em memorando interno divulgado pelo The Information
Com a recusa da Anthropic, Pentágono se aliou à OpenAI (Imagem: Keith J Finks/Shutterstock)
Então, por que Anthropic voltou a negociar com o Pentágono?
Mesmo assim, a Anthropic tem motivo para voltar atrás.
Durante as negociações da semana passada, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a desenvolvedora poderia ser classificada como um “risco para a cadeia de suprimentos” caso não se aliasse ao Pentágono. Esse tipo de designação costuma ser aplicado a empresas consideradas uma ameaça à segurança nacional – geralmente por vínculos com governos estrangeiros – e poderia prejudicar a Anthropic no setor de tecnologia.
Caso a desenvolvedora realmente seja incluída na lista, companhias que trabalham com contratos de defesa poderiam ser obrigadas a interromper o uso do Claude e encerrar parcerias com a startup.
Relembrando: No centro dessa disputa estão as condições para o uso militar da tecnologia da Anthropic. A empresa afirma ter dois limites claros: não permitir aplicações de vigilância em massa contra cidadãos americanos e impedir o uso de sistemas de inteligência artificial em armas autônomas letais, capazes de operar sem supervisão humana.
O Departamento de Defesa, por sua vez, defende que a IA utilizada pela instituição esteja disponível para “qualquer uso legal”, um princípio que a Anthropic considera amplo demais e potencialmente incompatível com suas restrições éticas. Segundo relatos, outras empresas do setor – como OpenAI e xAI – teriam aceitado esse tipo de condição.
A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (5) o lançamento do GPT-5.4, atualização que traz avanços em raciocínio, programação e execução de tarefas profissionais. Segundo a empresa, o modelo é o “mais capaz e eficiente para trabalho profissional” até agora.
A nova versão do GPT também amplia as capacidades do sistema ao lidar com documentos, planilhas e apresentações. Além disso, é mais um passo em direção aos agentes de IA, que atuam em segundo plano para realizar atividades complexas sem necessidade de intervenção humana.
Um dos exemplos disso é a possibilidade de interação diretamente com computadores. O modelo consegue escrever código para executar ações em aplicativos, além de enviar comandos de teclado e mouse com base em capturas de tela. A OpenAI afirma que o GPT-5.4 também apresenta melhorias no uso em navegadores e na integração com ferramentas e APIs externas.
GPT-5.4 Thinking and GPT-5.4 Pro are rolling out now in ChatGPT.
GPT-5.4 is also now available in the API and Codex.
GPT-5.4 brings our advances in reasoning, coding, and agentic workflows into one frontier model. pic.twitter.com/1hy6xXLAmJ
No campo técnico, o GPT-5.4 traz avanços em eficiência e confiabilidade:
Segundo a desenvolvedora, o modelo consegue resolver problemas usando menos tokens em comparação com versões anteriores. Na API, a ferramenta passa a suportar janelas de contexto de até 1 milhão de tokens, a maior já oferecida pela empresa;
O desempenho também foi destaque. O GPT-5.4 atingiu pontuações elevadas em avaliações internas voltadas para tarefas de uso de computador e trabalho intelectual;
Outra frente de melhoria foi na confiabilidade, especialmente na redução de alucinações e erros factuais. De acordo com a OpenAI, o modelo apresentou 33% menos probabilidade de produzir afirmações incorretas em comparação com o GPT-5.2, além de uma queda de 18% no índice geral de respostas com erros;
Para desenvolvedores, a OpenAI também introduziu mudanças na forma como o modelo acessa ferramentas externas. Um novo sistema chamado Busca de Ferramentas permite que o GPT-5.4 consulte definições de ferramentas apenas quando necessário, em vez de carregar todas as informações antecipadamente. A abordagem tende a reduzir o consumo de tokens e acelerar as respostas em ambientes pesados.
OpenAI descreve o GPT-5.4 como seu modelo mais “profissional” até agora (Imagem: OpenAI/Reprodução)
GPT-5.4 chega em mais de uma versão
O modelo chega em três versões. Além da configuração padrão, há uma edição voltada para raciocínio avançado, o GPT-5.4 Thinking, e outra otimizada para alto desempenho em tarefas complexas, o GPT-5.4 Pro.
Inclusive, a versão de raciocínio avançado foi destaque nos testes de segurança internos. Segundo a OpenAI, o GPT-5.4 Thinking apresenta menor probabilidade de ocultar ou distorcer seu processo de raciocínio durante tarefas complexas.
A atualização está sendo disponibilizada gradualmente no ChatGPT, no ambiente de programação Codex e na API da OpenAI. A versão GPT-5.4 Thinking chega inicialmente aos usuários dos planos Plus, Team e Pro, enquanto o GPT-5.4 Pro também será oferecido para clientes Enterprise e Edu.
A Meta está no centro de uma nova controvérsia, enfrentando um processo judicial que questiona a privacidade de seus óculos inteligentes com inteligência artificial (IA).
Esta ação legal surge após uma investigação realizada por jornais suecos, que revelou que trabalhadores de uma subcontratada no Quênia estavam revisando gravações de clientes. Entre o material analisado, foram encontrados conteúdos altamente sensíveis, como nudez, atos sexuais e pessoas utilizando o banheiro.
A empresa havia afirmado anteriormente que utilizava tecnologia para desfocar rostos nas imagens coletadas.
No entanto, fontes ligadas à investigação contestaram essa afirmação, indicando que o desfoque não funcionava de maneira consistente, deixando a privacidade dos usuários vulnerável. Diante dessas descobertas, o Information Commissioner’s Office (ICO), órgão regulador do Reino Unido, iniciou sua própria investigação sobre o ocorrido.
Meta: processo judicial nos EUA e alegações de violação de privacidade
Agora, a gigante da tecnologia enfrenta um processo semelhante também nos Estados Unidos;
A queixa foi apresentada por Gina Bartone, de Nova Jersey, e Mateo Canu, da Califórnia;
Os demandantes acusam a Meta de violar leis de privacidade e de praticar publicidade enganosa em relação aos seus óculos inteligentes com IA;
A acusação detalha que os óculos foram comercializados com promessas de privacidade, utilizando frases, como “projetado para privacidade, controlado por você” e “construído para sua privacidade”;
Tais promessas levariam os consumidores a crer que suas gravações, inclusive momentos íntimos, não seriam monitoradas por funcionários em outros países;
Os autores da ação afirmam ter acreditado na campanha de marketing da Meta e não ter encontrado nenhum aviso ou informação que contradissesse as garantias de privacidade divulgadas.
Envolvimento da Luxottica e amplitude do problema
A ação judicial atribui responsabilidade à Meta e à Luxottica of America, parceira na fabricação dos óculos, por condutas que estariam em desacordo com as leis de proteção ao consumidor.
O Clarkson Law Firm, escritório responsável pela acusação e conhecido por processos contra outras grandes empresas de tecnologia, como Apple, Google e OpenAI, destaca a relevância do problema.
Em 2025, mais de sete milhões de unidades dos óculos inteligentes da Meta foram comercializadas. Isso significa que as gravações de um número expressivo de usuários são encaminhadas para um processo de análise de dados, sem que haja uma opção clara para os usuários de optarem por não participar desse sistema de revisão.
Meta avisa, de forma discreta, que pode usar dados de seus usuários para análise de dados (Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock)
A Meta declarou à BBC que utiliza prestadores de serviços para revisar o conteúdo compartilhado com a inteligência artificial, visando aprimorar a experiência dos usuários.
Segundo a empresa, esse procedimento está descrito em sua política de privacidade. A Meta também fez referência aos Termos de Serviço Suplementares das Plataformas Meta, embora não tenha especificado a localização exata da menção à revisão humana. A BBC, no entanto, conseguiu identificar que os termos de serviço de IA da Meta no Reino Unido incluem uma menção à revisão manual.
Uma versão da política aplicável aos Estados Unidos e a outros países, como o Brasil, estabelece que: “Em alguns casos, a Meta revisará suas interações com as IAs, incluindo o conteúdo de suas conversas ou mensagens para as IAs, e essa revisão pode ser automatizada ou manual (humana).”
A queixa apresenta diversas evidências de como os óculos foram promovidos no mercado, mostrando exemplos de anúncios que enfatizavam as garantias de privacidade, as configurações de segurança e a “camada adicional de segurança”.
Um dos anúncios destacava: “Você está no controle de seus dados e conteúdo”, explicando aos proprietários dos óculos inteligentes que eles teriam a autonomia de escolher o que seria compartilhado com terceiros.
Crescimento da “vigilância de luxo” e cenário atual
O aumento da popularidade de dispositivos como os óculos inteligentes e outras tecnologias de “vigilância de luxo”, como pingentes de IA que estão sempre em escuta, tem gerado um debate amplo sobre privacidade.
Em resposta a essa tendência, um desenvolvedor lançou um aplicativo capaz de identificar a presença de óculos inteligentes nas proximidades, refletindo a crescente preocupação pública com a coleta de dados e a vigilância em tempo real.
O que diz a Meta
O Olhar Digital entrou em contato com a Meta e a Luxottica e aguarda retorno.
Recentemente, o Canadá informou que o presidente-executivo da OpenAI, o empresário Sam Altman, prometeu aumentar os protocolos de segurança do ChatGPT. A mudança deve auxiliar os funcionários de Altman a contatarem a polícia canadense quando um residente do país executar atividades suspeitas via ChatGPT.
A promessa foi garantida em uma carta, redigida pela OpenAI e endereçada ao governo do Canadá.
O envio do documento decorre após um tiroteio que acometeu alunos e funcionários de uma escola na cidade de Tumbler Ridge, na província de British Columbia, no Canadá: a investigação da polícia concluiu que a atiradora tinha um histórico suspeito de conversas com o ChatGPT, teve sua conta encerrada na plataforma, mas a OpenAI nunca entrara em contato com a polícia canadense.
Para quem tem pressa:
A OpenAI entrou em contato com o governo do Canadá, por meio de uma carta, e disse estar comprometida a melhorar os protocolos de segurança de sua IA;
A atitude ocorre após a polêmica de a empresa saber de um histórico de conversa suspeito de um usuário canadense e não ter acionado a polícia;
Meses depois, esse mesmo usuário abriu fogo contra a própria família, estudantes e funcionários de sua cidade.
OpenAI e a promessa de mudar os protocolos de segurança no Canadá
Evan Solomon é um ministro canadense que, dentre vários assuntos, cuida dos interesses do país referente a utilização e segurança de plataformas de inteligência artificial (Crédito das imagens, respectivamente: Centro Nacional de Artes do Canadá e DANIEL CONSTANTE)
Após o contato de Sam Altman com o governo canadense, o Ministro da Inteligência Artificial, Evan Solomon, solicitou que os novos protocolos de segurança fossem adicionados não só agora, mas que a equipe da OpenAI revisasse o histórico passado de conversas dos usuários e contatassem a polícia se identificassem mais suspeitos.
Na quarta-feira (04), o ministro teve uma reunião virtual com Altman pela tarde; à noite, emitiu à mídia um comunicado que resumia os assuntos tratados no encontro com o CEO.
“Pedi à OpenAI que tomasse várias medidas, o que Altman concordou em fazer”, disse Solomon. A declaração ainda informa que a OpenAI se comprometeu a avaliar “como eles incluiriam especialistas canadenses em privacidade, saúde mental e aplicação da lei no processo para identificar e revisar casos de alto risco envolvendo usuários canadenses”.
Sam Altman, CEO da OpenAI (Imagem: FotoField/Shutterstock)
Ademais, o ministro informou que a OpenAI está comprometida em emitir relatórios que expliquem como os novos protocolos serão desenvolvidos e de que maneira vão identificar infratores reincidentes ou de alto risco.
A empresa também promete cooperar com a investigação das autoridades que ocorre na Colúmbia Britânica, onde Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, abriu fogo contra várias pessoas na cidade de Tumbler Ridge meses depois de conversas suspeitas com o ChatGPT.
No episódio violento, 9 pessoas foram mortas (incluindo a autora dos disparos) e outras 27 ficaram feridas.
A Metaanunciou que permitirá que empresas de inteligência artificial (IA) rivais ofereçam seus chatbots no WhatsApp via API de negócios na Europa pelos próximos 12 meses. A medida foi divulgada nesta quinta-feira (5) como resposta à pressão regulatória da Comissão Europeia, que havia sinalizado a intenção de impor medidas provisórias para impedir a implementação da política anterior da empresa.
Segundo a Meta, a decisão busca dar tempo à Comissão Europeia para concluir sua investigação. “Para os próximos 12 meses, vamos apoiar chatbots de IA de propósito geral usando a API de negócios do WhatsApp na Europa em resposta ao processo regulatório da Comissão Europeia”, afirmou a empresa em comunicado por e-mail.
Meta vai permitir que rivais acessem API do WhatsApp na Europa, mas com custos (Imagem: Ahyan Stock Studios / Shutterstock.com)
Custos para provedores de chatbots de IA
O acesso à API, no entanto, não será gratuito. A Meta cobrará uma taxa que varia entre € 0,0490 e € 0,1323 por mensagem não padronizada, dependendo do país. Como conversas com assistentes de IA geralmente envolvem dezenas de mensagens, os custos podem ser significativos para provedores de serviços.
A Comissão Europeia afirmou que está analisando como essas mudanças impactam sua investigação sobre medidas provisórias e a investigação antitruste em andamento.
Restrições anteriores e exceções
A política que entrou em vigor em 15 de janeiro havia gerado reclamações de diversos provedores de chatbots de IA, que alegaram prejuízo aos negócios e caráter anticompetitivo da decisão. A restrição não se aplicava a empresas que utilizam IA para atendimento ao cliente com mensagens padronizadas. A proibição visava especificamente chatbots de propósito geral, como ChatGPT, Claude ou Poke.
Em janeiro, a Meta já havia permitido que desenvolvedores oferecessem seus chatbots via API na Itália. Reguladores em diferentes países, incluindo União Europeia, Itália e Brasil, abriram investigações após a empresa anunciar a política em outubro, principalmente por também oferecer seu próprio chatbot, o Meta AI, no WhatsApp.
A Meta justificou anteriormente sua política afirmando que chatbots de IA podem sobrecarregar os sistemas do WhatsApp de maneiras que a API de negócios não foi projetada para suportar.
Com o avanço da tecnologia e das inteligências artificiais, os data centers têm se tornado cada vez mais presentes nos planos de grandes empresas. Dessa vez, a Microsoft, em parceria com a empresa britânica Nscale e a norueguesa Aker, instalará um data center na cidade de Narvik, na Noruega, a menos de 250 km do Círculo Polar Ártico. O investimento será de quase US$ 6,2 bilhões.
Para quem tem pressa:
A Microsoft, em conjunto com as empresas europeias Nscale e Aker, anunciou a instalação de data centers a 250 km do Círculo Polar Ártico;
De acordo com o CEO da Aker, Øyvind Eriksen, a ideia é minimizar os impactos ambientais com a utilização de energia renovável da região fria.
Atração econômica e climática
Imagem: Wirestock Creators/Shutterstock
Atualmente, um dos maiores gastos na manutenção dos data centers é no seu resfriamento. Em 2023, o Google divulgou em estudo que utilizou quase 23 bilhões de litros de água para controlar a temperatura dos seus data centers. Com isso, o posicionamento dos grandes servidores no Círculo Polar Ártico tem como ideia diminuir os gastos dessa manutenção.
Além disso, a região apresenta uma grande capacidade energética renovável, o que seria mais um atrativo para as empresas. Em nota divulgada à imprensa, o presidente e CEO da Aker, Øyvind Eriksen, comentou que a ideia é se utilizar da energia renovável da região.
A inteligência artificial e os centros de dados estão se tornando fundamentais para os negócios globais, e o norte da Noruega está numa posição única para se beneficiar. A região oferece energia hidrelétrica abundante e acessível, além de energia limpa, juntamente com as condições necessárias para atrair investimentos e fomentar a inovação.
— Øyvind Eriksen, CEO da Aker
Levar os data centers para ambientes inóspitos e frios pode ser uma solução para as questões citadas acima, porém, exigirá um desenvolvimento estrutural para manter os servidores em funcionamento.
Mesmo que a intenção seja o resfriamento facilitado, os servidores terão de suportar as baixas temperaturas do ambiente. Já no quesito estrutural, a manutenção feita deverá superar a estrutura instável do Círculo Polar Ártico, que pode facilmente ser derretida ou se movimentar.
O avanço dos data centers no Ártico pode ser prejudicial o meio ambiente?
Geleiras e derretimento do gelo no Oceano Ártico em imagem de satélite do sistema Copernicus Sentinel (Imagem: Trismegist san/Shutterstock)
Ainda não existe confirmação sobre os impactos ecológicos dos data centers na região, porém, o calor emitido pelos servidores e as condições de temperatura no Ártico devem ser considerados.
O Círculo Polar Ártico tem sofrido um aumento de temperaturas cada vez mais acelerado. De acordo com o Centro Internacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC), desde a década de 1980, o Ártico tem aquecido de duas a quatro vezes mais rápido que o resto do planeta.
Em entrevista ao G1, Julienne Stroeve, cientista de pesquisa sênior no NSIDC, afirmou que “o aquecimento do Ártico contribui para o aquecimento global acelerado e todos os fenômenos climáticos associados a isso”. Essa análise se torna ainda mais alarmante ao considerar um estudo feito pela Copernicus o qual destacou que, em 2024, o aquecimento global atingiu seu “limite seguro” de 1,5°C acima da temperatura pré-industrial.