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OpenAI percebeu que o ChatGPT invadiu sistema do Hugging Face dias depois

Um agente de inteligência artificial (IA) da OpenAI conseguiu escapar do ambiente isolado de testes da empresa e invadir os sistemas do Hugging Face, plataforma que reúne modelos e ferramentas de IA.

Segundo pessoas próximas à investigação ouvidas pela Reuters, a OpenAI só descobriu dias depois que o próprio agente era o responsável pelo ataque, quando o incidente já havia sido contido e o FBI havia sido acionado.

O agente — um sistema capaz de tomar decisões e executar tarefas complexas com pouca ou nenhuma supervisão humana — teria tentado romper as barreiras de segurança da OpenAI por volta de 9 de julho, de acordo com duas fontes da agência de notícias.

Dois dias depois, em 11 de julho, teve início a invasão aos sistemas do Hugging Face, considerado uma espécie de biblioteca de modelos e ferramentas de IA. Segundo Thomas Wolf, cofundador da empresa, o ataque continuou até 13 de julho.

OpenAI demorou a identificar a origem do ataque

  • De acordo com a Reuters, a OpenAI levou vários dias para descobrir que o invasor era um de seus próprios sistemas;
  • O primeiro contato entre a OpenAI e o Hugging Face sobre o incidente ocorreu apenas por volta de 20 de julho, segundo Wolf e outras três pessoas ligadas à investigação;
  • No dia 21 de julho, a OpenAI revelou publicamente que um de seus agentes havia perdido o controle e realizado a invasão, informação que ganhou repercussão internacional;
  • Os novos detalhes indicam que o sistema permaneceu fora dos limites previstos por um período maior do que se sabia inicialmente e que a empresa demorou para detectar o problema;
  • O Hugging Face prepara uma linha do tempo pública sobre o incidente. Thomas Wolf afirmou, porém, que não pode comentar os acontecimentos ocorridos dentro da OpenAI.

Empresa classifica episódio como inédito

Em nota, a OpenAI descreveu o caso como sem precedentes e afirmou que ele representa “um momento importante para a segurança da inteligência artificial”. A companhia informou ainda que está analisando o episódio com especialistas externos e que divulgará posteriormente um relatório técnico sobre o ocorrido.

Uma porta-voz da OpenAI declarou à Reuters que a reportagem continha “diversas informações imprecisas”, mas não especificou quais seriam esses pontos. O FBI, citado como tendo sido acionado após a invasão, não comentou o caso.

Incidente reacende debate sobre controle de agentes autônomos

O episódio reforça preocupações sobre a capacidade de controlar sistemas de IA cada vez mais autônomos. O caso ocorre em um momento considerado sensível para a OpenAI, que avalia uma possível abertura de capital para financiar sua expansão.

Para especialistas em segurança digital, o incidente levanta dúvidas sobre os mecanismos utilizados pela empresa para monitorar seus próprios sistemas.

“Isso significa que eles deixaram o agente funcionando sozinho e não perceberam o que ele estava fazendo? Ou perceberam e não sabiam como contê-lo? Os dois cenários são igualmente perigosos e preocupantes”, afirmou Marley Smith, especialista em inteligência da organização sem fins lucrativos World Ethical Data Foundation.

Comportamentos anormais surgiram antes da invasão

Segundo a Reuters, o incidente começou durante testes internos realizados pela OpenAI para avaliar a capacidade de um agente de IA em atividades relacionadas à segurança digital. O sistema era alimentado por dois modelos avançados: o GPT-5.6 Sol e outro modelo ainda não lançado oficialmente, descrito pela empresa como “ainda mais poderoso”. Três fontes afirmaram que o agente já apresentava comportamentos inesperados antes da invasão.

Em um dos episódios, o sistema teria deixado anotações destinadas a versões futuras de si mesmo. Esses registros, encontrados dentro da infraestrutura da OpenAI, continham instruções sobre como outros agentes poderiam escapar das limitações impostas pela empresa.

Uma das fontes também afirmou que, durante testes anteriores, houve situações em que sistemas responsáveis pelo monitoramento foram desligados.

Plataforma admitiu, há alguns dias, a invasão – Imagem: Sidney van den Boogaard/Shutterstock

Descoberta ocorreu após publicação do Hugging Face

Duas pessoas envolvidas na investigação disseram que a OpenAI só identificou seu próprio agente como responsável pelo ataque depois de 16 de julho, quando o Hugging Face publicou um comunicado informando que havia sido alvo de um “sistema autônomo de agente de IA”.

Segundo a Reuters, isso significa que ao menos uma semana separou os primeiros sinais considerados preocupantes da descoberta de que o sistema da própria OpenAI estava envolvido.

Durante o fim de semana dos dias 18 e 19 de julho, funcionários da empresa encontraram registros internos que indicavam que o agente havia ultrapassado as barreiras estabelecidas para os testes.

Pessoas familiarizadas com o treinamento dos modelos afirmaram à Reuters que a OpenAI realiza diversas avaliações simultaneamente, produzindo grandes volumes de dados em alta velocidade, o que pode dificultar o monitoramento completo por parte das equipes.

Quando a OpenAI informou o Hugging Face sobre a participação de seu agente, a plataforma já havia comunicado o FBI sobre a invasão, segundo uma fonte. Não está claro se a agência federal estadunidense abriu uma investigação formal.

Especialistas defendem maior fiscalização

O caso também alimenta o debate sobre o avanço dos chamados agentes autônomos de IA, apontados por empresas do setor como futuros “funcionários virtuais”, capazes de executar tarefas continuamente para aumentar a produtividade.

Especialistas, porém, alertam que níveis mais elevados de autonomia também ampliam o risco de comportamentos inesperados. Como esses modelos são treinados para encontrar maneiras eficientes de atingir determinados objetivos, eles podem recorrer a estratégias não previstas pelos desenvolvedores.

“Os modelos mentem, trapaceiam e invadem sistemas”, afirmou Jeffrey Ladish, fundador da Palisade Research, organização dedicada ao estudo das capacidades e do comportamento de agentes de IA.

Para Ladish, o episódio deveria estimular um debate mais amplo sobre o quanto as grandes empresas de IA estão dispostas a investir em segurança enquanto disputam uma corrida para lançar modelos cada vez mais rápidos e poderosos. “É preciso haver fiscalização do governo, porque isso não vai acontecer sozinho”, concluiu.

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O “divórcio do século”: bilionário dos chips terá de pagar US$ 645 milhões (em dinheiro) à ex-esposa

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O episódio conhecido como “divórcio do século” e que envolve diretamente o setor de inteligência artificial (IA) caminha para chegar ao fim. Um tribunal de apelações na Coreia do Sul determinou que Chey Tae-won, chairman da fabricante de chips SK Hynix, pague US$ 645 milhões (em dinheiro) à ex-esposa Roh Soh-yeong. Estava em questão justamente […]

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Midjourney compra app de astrologia Co-Star e mira novos públicos

A Midjourney, empresa conhecida por suas ferramentas de geração de imagens e vídeos com inteligência artificial, anunciou nesta sexta-feira (24) a compra do aplicativo de astrologia Co-Star. A aquisição também inclui a chegada da fundadora da plataforma, Banu Guler, ao cargo de diretora de design da companhia.

Com o acordo, o Co-Star continuará sob a liderança de Guler, que terá controle integral sobre o aplicativo, agora com acesso aos recursos da Midjourney. A operação aproxima duas empresas com propostas distintas, mas que compartilham a ideia de usar tecnologia como uma ferramenta de exploração pessoal.

A aquisição ocorre em um momento no qual a Midjourney busca diversificar seus negócios para além do desenvolvimento e licenciamento de sistemas de inteligência artificial. A empresa já havia anunciado anteriormente planos para criar um scanner corporal ultrassônico e uma divisão voltada à área da saúde.

Compra aproxima inteligência artificial e astrologia em nova estratégia da Midjourney

Midjourney se tornou famoso na internet pela facilidade em criar vídeos e imagens usando IA – (Reprodução: Mehaniq /Shutterstock)

De acordo com Banu Guler, a aproximação entre as duas empresas surgiu a partir da amizade mantida com David Holz, fundador da Midjourney, e de uma visão semelhante sobre o papel dos computadores na relação das pessoas com suas próprias emoções e pensamentos.

“Computadores podem ser ferramentas que revelam nossa humanidade para nós mesmos. Ferramentas que mostram o que você quer dizer, como você se sente, o que você está imaginando, antes que consiga expressar isso sozinho”, afirmou Guler em uma publicação na rede social X.

A declaração da executiva relaciona a proposta do Co-Star, voltada à astrologia e à reflexão individual, com a visão da Midjourney sobre tecnologias capazes de auxiliar usuários em processos criativos e de autoconhecimento.

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midjourney – (Reprodução: jackpress/Shutterstock)

Segundo Guler, o aplicativo de astrologia alcançou 35% dos jovens dos Estados Unidos e acumulou dezenas de milhões de downloads. A executiva, porém, reconhece que conquistar esse público pode representar um desafio diante da mudança na percepção da inteligência artificial entre usuários mais jovens.

Um levantamento da Gallup citado no anúncio mostra que pessoas nascidas entre 1997 e 2012 continuam utilizando ferramentas de inteligência artificial generativa com frequência, mas passaram a demonstrar uma visão mais negativa sobre a tecnologia.

Conforme os dados apresentados pela pesquisa, a parcela desse grupo que afirma estar animada com a IA caiu para 22%, enquanto a esperança em relação ao avanço tecnológico chegou a 18% e o sentimento de raiva aumentou para 31%.

A compra do Co-Star representa mais um movimento da Midjourney para expandir seu alcance. Além das ferramentas de criação visual, a empresa passou a explorar novas áreas, incluindo o desenvolvimento de tecnologias relacionadas à saúde, enquanto incorpora uma plataforma voltada ao comportamento e à interpretação pessoal.

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Meta reinventa seu chatbot de IA com funções de agenda, pesquisa e planejamento

Nesta sexta-feira (24), a Meta anunciou uma atualização de seu chatbot de inteligência artificial que amplia a ferramenta para além de respostas, criação de imagens e elaboração de documentos. A novidade adiciona funções voltadas à organização pessoal, pesquisas aprofundadas e planejamento de tarefas.

A atualização permite que o assistente utilize informações do calendário do usuário para criar resumos diários, auxiliar na escolha de datas para compromissos e apoiar a organização de atividades. A empresa afirma que os novos recursos fazem parte de uma estratégia para aproximar sua IA de um modelo de assistente pessoal.

O lançamento ocorre em mercados selecionados por meio do aplicativo Meta AI e da versão web do serviço. A companhia informou que a expansão para outros países e plataformas, incluindo o WhatsApp, ocorrerá nas semanas seguintes.

Nova fase da Meta AI aposta em planejamento e autonomia

O chatbot Meta AI pode construir um cardápio semanal para o usuário, dentre outras tarefas – (Divulgação: Meta)

A Meta apresentou a atualização como uma evolução de seu chatbot, agora equipado com ferramentas que permitem acompanhar tarefas recorrentes e oferecer sugestões com base no contexto fornecido pelo usuário. A empresa afirma que o sistema pode ser configurado uma única vez para continuar executando determinadas funções sem novos comandos frequentes.

Entre os exemplos citados pela companhia estão a criação de planejamentos alimentares semanais, notificações sobre reposição de produtos e elaboração de resumos da agenda diária. O assistente também pode auxiliar em atividades práticas, como buscar móveis usados no Facebook Marketplace considerando um orçamento definido para uma reforma.

A ferramenta ganhou ainda recursos voltados a eventos e pesquisas. Segundo a Meta, o chatbot consegue procurar restaurantes adequados para uma ocasião específica e cruzar essa informação com a agenda do usuário para encontrar uma data compatível.

A empresa também afirma que o sistema passou a produzir relatórios, apresentações e planos com base em informações coletadas na internet. Outra mudança permite que usuários alterem a direção da pesquisa enquanto a resposta ainda está sendo construída, em uma dinâmica semelhante à oferecida por outros assistentes de inteligência artificial.

O chatbot Meta AI também pode criar sugestões de "looks" para você vestir
O chatbot Meta AI também pode criar sugestões de “looks” para você vestir – (Divulgação: Meta)

A atualização é impulsionada pelo modelo Muse Spark 1.1, apresentado pela Meta como responsável por ampliar as capacidades do chatbot. A companhia relacionou a novidade ao conceito de “superinteligência pessoal”, expressão usada pelo presidente-executivo Mark Zuckerberg ao falar sobre o futuro da inteligência artificial.

A mudança representa uma alteração na estratégia anteriormente adotada pela empresa. De acordo com informações atribuídas ao jornalista Alex Heath, o diretor de produto da Meta, Chris Cox, havia orientado funcionários no ano anterior a priorizar entretenimento e conexão entre pessoas, em vez de concentrar esforços em produtividade, área disputada por empresas como OpenAI, Google e Anthropic.

Com os novos recursos, a Meta passa a posicionar seu chatbot em uma disputa mais direta com assistentes de inteligência artificial desenvolvidos por concorrentes. A companhia busca ampliar o uso cotidiano da ferramenta ao integrá-la a tarefas de organização, pesquisa e planejamento.

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Anthropic lança Claude Opus 5, IA com foco em custo-benefício e tarefas do dia a dia

A Anthropic anunciou, nesta sexta-feira (24), o lançamento do Claude Opus 5, seu mais novo modelo de inteligência artificial (IA). Segundo a startup, a novidade oferece desempenho próximo ao de seu modelo mais avançado, o Fable 5, mas por cerca de metade do preço.

De acordo com a empresa, o Opus 5 foi desenvolvido para atender especialmente tarefas cotidianas de escritório e programação de computadores, oferecendo uma alternativa mais acessível para usuários que não necessitam dos recursos mais avançados da plataforma.

Em entrevista à Reuters, a líder de produtos da Anthropic, Dianne Penn, afirmou que o lançamento do Opus 5 demonstra a velocidade com que a empresa vem evoluindo seus modelos de IA. Segundo ela, a nova versão também é mais eficiente do que o Opus 4.8, lançado em maio.

“Estamos construindo e continuamos a entregar consistentemente inteligência de ponta, tornando-a o mais acessível possível a cada geração de modelo”, disse Penn.

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De acordo com a Anthropic, o Opus 5 foi desenvolvido para atender especialmente tarefas cotidianas de escritório e programação de computadores – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Modelo da Anthropic apresenta salvaguardas menos restritivas

  • Segundo a Anthropic, testes internos mostraram que o Opus 5 é menos capaz de explorar vulnerabilidades cibernéticas do que o Fable 5;
  • Em razão disso, o novo modelo conta com salvaguardas relacionadas à segurança menos restritivas que as implementadas em seu modelo mais poderoso;
  • A startup também informou que o Opus 5 demonstrou ser menos suscetível a tentativas de manipulação para uso indevido do que outros modelos atuais da empresa;
  • O Fable 5, lançado em junho, chegou a ficar temporariamente indisponível após surgirem preocupações nos Estados Unidos de que suas capacidades pudessem ser desviadas para aplicações de inteligência militar estrangeira.

De acordo com Penn, a escolha entre os dois modelos dependerá do tipo de tarefa. Ela afirmou que os usuários devem optar pelo Opus 5 quando buscarem melhor relação entre custo e desempenho, enquanto o Fable 5 é mais indicado para “projetos de vários dias, altamente autônomos”.

Anthropic comenta avanço de modelos abertos

Durante a entrevista, Penn também foi questionada sobre o Kimi K3, modelo de IA de código aberto desenvolvido pela chinesa Moonshot. A empresa foi acusada pelos Estados Unidos de ter se aproveitado da tecnologia da Anthropic.

Em resposta, a executiva afirmou que “ainda resta ver” como os modelos de pesos abertos se comportam em projetos complexos do mundo real, semelhantes aos que os usuários costumam solicitar ao Claude.

Modelos de pesos abertos permitem que usuários baixem, executem e personalizem os “cérebros” virtuais de uma IA, diferentemente dos modelos proprietários, que permanecem sob controle exclusivo das empresas que os desenvolvem.

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Disputa por IA ameaça acordo de segurança entre EUA e China

A corrida pela inteligência artificial ganhou um novo atrito entre Estados Unidos e China. Acusações contra empresas chinesas e possíveis sanções levantam dúvidas sobre o futuro da cooperação para criar padrões de segurança para modelos avançados.

Segundo a Reuters, especialistas avaliam que a disputa acontece em um momento delicado, quando sistemas mais poderosos aumentam preocupações com ataques cibernéticos e outros usos mal-intencionados.

Modelos de IA cada vez mais avançados levantam uma pergunta: como garantir segurança sem frear a inovação? – Imagem: vittaya pinpan / Shutterstock

Acusação contra Moonshot aumenta pressão sobre a China

O governo americano acusou o laboratório chinês Moonshot de ter desenvolvido o modelo Kimi K3 usando técnicas de destilação a partir do Fable 5, da Anthropic. A tecnologia permite aproveitar respostas de modelos mais avançados para treinar novas ferramentas, reduzindo custos de desenvolvimento.

A denúncia levou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, a mencionar a possibilidade de sanções. O Departamento de Comércio americano também investiga se empresas chinesas acessaram chips avançados de forma irregular para treinar seus sistemas.

A tensão envolve uma disputa maior: os dois países querem liderar o avanço da IA, mas também precisam lidar com riscos relacionados ao uso dessas tecnologias.

Entre as principais preocupações estão:

  • uso de modelos avançados em ataques cibernéticos;
  • dificuldade de controlar ferramentas de código aberto;
  • ausência de padrões globais de segurança;
  • alterações feitas nos sistemas após o lançamento.

Dependendo do número de empresas chinesas atingidas e da natureza das ações punitivas tomadas, a retaliação tem potencial para inviabilizar tanto o diálogo sobre IA quanto a reunião de 24 de setembro entre os presidentes Trump e Xi.

Paul Triolo, sócio do DGA-Albright Stonebridge Group, à Reuters.

Aplicativo da Kimi K3 em uma loja
A acusação contra a chinesa Moonshot colocou a corrida global pela inteligência artificial no centro das atenções. – Imagem: Robert Way/Shutterstock

Modelos abertos entram no debate sobre riscos

Os chamados modelos open-weight, que podem ser baixados, modificados e redistribuídos, também estão no centro das discussões. Segundo especialistas, esse formato dificulta o controle sobre mudanças feitas depois que a tecnologia chega aos usuários.

A Hugging Face utilizou recentemente o modelo chinês GLM-5.2 para conter um ataque cibernético realizado por um agente da OpenAI durante testes de segurança. O caso chamou atenção porque mostrou uma situação em que uma ferramenta aberta conseguiu atuar onde sistemas fechados tinham limitações.

O pesquisador Yoshua Bengio defendeu avaliações mais rigorosas antes da liberação desses modelos.

“O lógico é encontrar uma boa avaliação desses modelos, compartilhar os modelos que não são muito perigosos e não compartilhar aqueles acima do limite de risco”, afirmou.

Um cadeado metálico escuro, flutuante e semitransparente, que se dissolve nas bordas em fluxos de dados brilhantes e nós neurais interconectados, flutuando sobre um fundo de circuitos em tons de azul-marinho profundo e turquesa
Modelos de código aberto podem ser modificados por qualquer pessoa, mas também trazem novos desafios de segurança. – Imagem: Pedro Spadoni via Gemini/Olhar Digital

EUA e China divergem sobre regras futuras

Na China, modelos de IA precisam passar por avaliações de segurança e conteúdo antes do lançamento, mas as regras atuais não abrangem todas as modificações feitas posteriormente. Nos Estados Unidos, empresas podem enviar seus sistemas voluntariamente para testes do Center for AI Standards and Innovation (CAISI).

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O debate também divide o setor americano. Algumas empresas defendem medidas contra modelos chineses de baixo custo, enquanto representantes do governo alertam que restrições excessivas podem prejudicar a inovação.

David Sacks, conselheiro de IA da Casa Branca, afirmou que grandes laboratórios americanos querem eliminar concorrentes de código aberto e defendeu uma disputa mais equilibrada.

A disputa entre Washington e Pequim mostra que a corrida pela inteligência artificial envolve mais do que criar modelos poderosos. O futuro da segurança da tecnologia dependerá da capacidade dos países de manter algum nível de cooperação mesmo em meio à competição.

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Até agora, IA está mais impulsionando do que controlando a inflação, diz Janet Yellen

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Enquanto o consenso do mercado é que a inteligência artificial vai elevar a produtividade e permitir produzir mais com menos recursos, a ex-secretária do Tesouro americano e ex-presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, levanta questionamentos. Em painel no Expert XP, ela afirmou que a IA está, na prática, impulsionando a inflação mais do que reduzindo-a. […]

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Foguete da SpaceX “dá ré” e atinge a Alphabet

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Em meio à queda de mais de 6% das ações da Alphabet na quinta-feira, 23 de julho, em razão dos gastos da companhia com infraestrutura para inteligência artificial (IA), os investidores descobriram que a empresa também está tendo de lidar com as consequências da desvalorização das ações da SpaceX. Isso porque a Alphabet detinha uma […]

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Alexa+ recebe atualização de IA para executar comandos mais complexos

A Amazon lançou uma atualização para o assistente Alexa+ que amplia a capacidade do serviço de se conectar a dispositivos domésticos inteligentes. A novidade, disponível atualmente em versão de pré-visualização, permite que o assistente se integre a produtos das marcas Bosch, Delta, Ecovacs, iRobot, Yale Home, Whirlpool, Tapo, Eufy e outras, direcionando automaticamente os pedidos ao dispositivo correto.

Em exemplo divulgado pela Amazon, um usuário com uma máquina de lavar compatível pode dizer: “Alexa, o uniforme de futebol do meu filho precisa de uma lavagem mais intensa, mas a etiqueta diz só lavar a frio.” O Alexa+ navegaria pelas opções de ciclo da máquina e selecionaria a configuração adequada.

As novas integrações são alimentadas por novo kit de desenvolvimento de IA da Amazon, descrito pela empresa como uma ferramenta para facilitar a conexão de fabricantes de dispositivos ao Alexa+, “incluindo aqueles com capacidades únicas que não eram suportadas antes”.

Amazon está reformulando a Alexa+ desde fevereiro – Imagem: ACHPF/Shutterstock

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Alexa+ foi reformulado (e segue em reformulação)

  • A Alexa+ reformulado foi lançado amplamente pela Amazon em fevereiro e, desde junho, está disponível no Brasil;
  • O assistente é capaz de executar pedidos com múltiplas etapas e ajudar a criar rotinas por comando de voz;
  • Atualmente, ele opera com um número limitado de serviços de terceiros, entre eles Ticketmaster, OpenTable, Uber, Thumbtack, Expedia, Yelp, Square e Angi;
  • Para ampliar esse alcance, a Amazon está adotando o Model Context Protocol (MCP), padrão de código aberto que permite que modelos de IA se conectem a sistemas e ferramentas externas;
  • Com isso, empresas, como Canva, Headspace, Priceline, Lyft, Cengage, Virgin Atlantic e Weekend, passarão a oferecer integrações com o Alexa+ ainda neste ano.

Como exemplo de uso, a Priceline permitirá que clientes pesquisem opções de hotéis e façam reservas diretamente pela assistente da Amazon. A empresa, junto com Atom Tickets, Cengage, Fandango e Taskrabbit, também passará a aceitar pagamentos via Amazon Wallet em breve.

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Anthropic atualiza Claude e libera recurso que rivaliza com o ChatGPT

A Anthropic anunciou uma atualização para o modo de voz do Claude que amplia significativamente suas capacidades ao permitir que os usuários escolham entre os modelos Opus, Sonnet e Haiku. A novidade chega poucas semanas depois de a OpenAI lançar uma nova família de modelos conversacionais e atualizar o modo de voz do ChatGPT.

Lançado no ano passado, o modo de voz do Claude era alimentado exclusivamente pelo modelo Haiku. Segundo a empresa, essa configuração oferecia respostas rápidas, mas não era a mais adequada para tarefas mais complexas.

Com a atualização, o modo de voz passa a utilizar, por padrão, a versão mais rápida do último modelo que o usuário empregou nas conversas por texto. Dessa forma, quem estiver usando Opus, Sonnet ou Haiku no chat poderá continuar a interação por voz utilizando automaticamente a versão correspondente.

Conversas mais longas e integração com aplicativos

  • De acordo com a Anthropic, a nova versão do modo de voz foi desenvolvida para lidar melhor com conversas mais extensas e trabalhos mais elaborados;
  • Entre os exemplos de uso citados pela empresa estão oferecer feedback sobre o estilo de comunicação do usuário, ajudar na preparação de uma apresentação para um cliente e participar de sessões de brainstorming voltadas para pesquisas de mercado de produtos;
  • Outra novidade é a integração com aplicativos externos. O modo de voz do Claude agora pode acessar serviços, como Gmail, Google Calendar, Slack, Canva e Notion. Com isso, os usuários podem solicitar por voz ações como atualizar um horário de reunião, redigir um e-mail ou criar um documento no Notion;
  • A Anthropic destacou que essa funcionalidade representa uma diferença importante em relação ao modo de voz da OpenAI. Embora o ChatGPT tenha recebido recentemente melhorias em seu estilo conversacional, ele ainda não é capaz de utilizar diferentes ferramentas para executar tarefas de trabalho da mesma forma.
De acordo com a Anthropic, a nova versão do modo de voz foi desenvolvida para lidar melhor com conversas mais extensas e trabalhos mais elaborados – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Leia mais:

A empresa lembrou que, no início deste ano, adicionou suporte multilíngue em fase beta ao modo de voz do Claude. Atualmente, os usuários podem conversar em diversos idiomas, embora ainda seja necessário informar manualmente qual língua desejam utilizar.

Os idiomas suportados incluem inglês, francês, alemão, hindi, indonésio, italiano, japonês, coreano, português brasileiro e espanhol, tanto na variante da América Latina quanto da Espanha.

Disponibilidade e limitações

O novo modo de voz está disponível em versão beta para todos os usuários, independentemente da plataforma utilizada.

Entretanto, a Anthropic informou que usuários da modalidade gratuita terão acesso apenas ao modelo Haiku e poderão conectar somente um aplicativo ao recurso.

Sem mudanças na tecnologia de voz

Apesar da ampliação das funcionalidades, a Anthropic afirmou que não realizou alterações no modelo de voz utilizado pelo Claude nem revelou detalhes sobre a infraestrutura tecnológica responsável pelo recurso.

Isso significa que, ao contrário da atualização recente promovida pela OpenAI, os usuários podem não perceber melhorias na conversação em aspectos como o tratamento de interrupções durante o diálogo.

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