A empresa de tecnologia OpenAI oficializou a liberação da plataformaChatGPT Health, seu assistente dedicado ao bem-estar e à medicina, para todas as pessoas maiores de idade residentes no território estadunidense. A novidade, disponibilizada no decorrer desta semana, alcança desde as contas gratuitas até as modalidades pagas na versão web e em dispositivos iOS.
O movimento ocorre um dia após uma ação judicial movida por um pastor da Flórida, que alegou ter recebido orientações potencialmente fatais da inteligência artificial para não buscar atendimento médico especializado. A ferramenta opera por meio do cruzamento de históricos clínicos e métricas de aplicativos de vida saudável com o modelo computacional GPT 5.6-Luna.
As consultas na área médica atingiram a marca de 300 milhões de requisições a cada sete dias. Diante desse volume, o sistema passou a permitir a consolidação de diagnósticos e hábitos alimentares em qualquer aba de conversa do ecossistema, expandindo a utilidade para além do painel exclusivo até então utilizado pelos voluntários de testes.
Avanços tecnológicos, integração de prontuários e limitações operacionais
ChatGPT Health – (Divulgação: OpenAI)
A infraestrutura do ecossistema possibilita a unificação de bancos de dados provenientes de redes hospitalares de grande porte, como Epic e Oracle Health, além de serviços como One Medical, Apple Health, Function e MyFitnessPal.
A desenvolvedora reforçou que as informações privadas inseridas no painel não são aproveitadas no treinamento dos seus algoritmos e ressaltou a colaboração contínua de médicos no aprimoramento das respostas.
ChatGPT – Imagem: Mijansk786/Shutterstock
A despeito dos índices do modelo GPT 5.6-Luna no benchmark de avaliação HealthBench superarem as métricas da edição GPT 5.5, a corporação reforçou em seus termos de uso que o mecanismo não possui qualificação para determinar diagnósticos nem conduzir tratamentos de enfermidades. A assessoria da desenvolvedora declarou à imprensa que incentiva a validação de qualquer orientação com especialistas humanos.
Trabalhos acadêmicos recentes apontam a inconsistência de robôs virtuais ao fornecer diagnósticos clínicos (veja aqui e aqui). Contudo, o cenário de incertezas não freou o ímpeto de gigantes do setor tecnológico, visto que rivais como Google e Anthropic continuam investindo no lançamento de ferramentas similares focadas na saúde humana.
O Gemini está próximo de entrar no grupo de produtos do Google com mais de 1 bilhão de usuários. Durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2026, a empresa informou que seu assistente de inteligência artificial ultrapassou 950 milhões de usuários mensais.
Segundo o Google, a base de usuários do Gemini triplicou em relação ao ano anterior. Em fevereiro, o aplicativo havia superado 750 milhões de usuários ativos mensais, mostrando uma rápida expansão desde então.
O crescimento coloca o serviço em uma disputa mais direta com o ChatGPT, da OpenAI, que alcançou 1 bilhão de usuários mensais ativos em junho. A diferença entre as plataformas diminui à medida que os assistentes de IA passam a oferecer recursos mais avançados.
Google aposta no Gemini para ampliar sua presença em IA e competir de forma mais próxima com o ChatGPT. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Novos agentes impulsionam adoção do Gemini
Sundar Pichai, CEO da Alphabet, destacou durante a apresentação recursos como o Daily Brief e o Gemini Spark, agente personalizado disponível nos Estados Unidos e internacionalmente. “Os usuários adoram os novos recursos autônomos, como o Daily Brief e nosso agente personalizado, o Gemini Spark, que agora está disponível nos Estados Unidos e internacionalmente. Temos lançado recursos úteis como esse em um ritmo incrível”, disse Pichai durante a chamada.
Além dos usuários no Android, o Gemini também ganhou relevância no iPhone. Um dos destaques foi o lançamento do Nano Banana, modelo de geração de imagens que ajudou a ampliar o interesse pelo aplicativo.
Segundo dados da Appfigures, o Gemini foi baixado mais de 137 milhões de vezes no iOS nos últimos 12 meses, indicando maior alcance da ferramenta fora do ecossistema tradicional do Google.
Gemini avança na participação do mercado de IA
O relatório State of AI, da Sensor Tower, mostra que a participação do ChatGPT entre os assistentes de inteligência artificial caiu para menos de 50% pela primeira vez. No primeiro semestre de 2026, a fatia do Gemini chegou a 27,7%.
Entre os fatores associados ao crescimento do Gemini estão:
Expansão da base de usuários;
Recursos baseados em agentes de IA;
Integração com diferentes plataformas;
Ferramentas de criação, como geração de imagens.
Google transforma o Gemini em peça estratégica da IA, com expansão no Android, iPhone e outros serviços. – Imagem: RYO Alexandre/Shutterstock
Google amplia inteligência artificial na Busca
Enquanto os assistentes de IA ganham espaço, o Google também reforça a presença da tecnologia em sua principal ferramenta. A empresa informou que o modo de respostas com inteligência artificial da Busca ultrapassou 1 bilhão de usuários.
A companhia afirmou que o recurso gerou “um aumento incremental” nas consultas realizadas na plataforma. A estratégia é aproximar a pesquisa tradicional de uma experiência conversacional.
O Google também afirmou que reduziu os custos do modo de IA por meio de melhorias na engenharia de hardware, mesmo com a inclusão de novos modelos e funcionalidades. Com isso, a empresa tenta ampliar o uso da inteligência artificial em diferentes áreas de seus produtos.
Busca e custos operacionais
O modo de perguntas e respostas com IA do Google ultrapassou 1 bilhão de usuários neste trimestre, e a empresa afirma que isso tem gerado um aumento incremental nas consultas. Em paralelo, o grupo diz ter reduzido o custo do AI Mode via engenharia de hardware, mesmo com novos modelos sendo lançados.
Se esse ritmo se mantiver, a marca de 1 bilhão para o Gemini pode estar mais próxima do que parece. Resta acompanhar se as inovações seguirão atraindo usuários e mudando a forma como consultamos a internet.
Na tarde desta quinta-feira (23), o ChatGPT começou a enfrentar alguns problemas. O Downdetector, site que aponta o status de serviços, está com pico de reclamações da plataforma. A página oficial de statu da OpenAI também aponta que há problemas no sistema.
No Downdetector, o pico de reclamações chegou a mais de 2,7 mil queixas às 15h46 (horário de Brasília).
Na página oficial de status do serviço, consta que “alguns usuários podem sofrer níveis altos de erro no ChatGPT”, seguido de uma mensagem que indica que a OpenAI aplicou correções e está monitorando o sistema.
OpenAI admite problemas – Imagem: Reprodução
O Olhar Digital realizou um novo teste por volta das 15h55 e obteve êxito, apesar de o ChatGPT estar lento para pesar e desenvolver a resposta.
Mais de 2,7 mil reclamações foram registradas no Downdetector – Imagem: Reprodução
ChatGPT é tema de reclamações nas redes sociais
Como de costume, várias pessoas de todo o mundo foram reclamar da situação no X;
Ontem divulgaram que uma empresa foi hackeada por modelo ‘rebelde’ de IA da controladora do ChatGPT. E hoje o Chat caiu! Vejo sinais. pic.twitter.com/4M7qDdkfrW
Pela primeira vez, modelos de inteligência artificial conseguiram pontuação máxima na Olimpíada Internacional de Matemática (OIM). Os sistemas da Huawei e da Xiaohongshu resolveram corretamente todas as questões apresentadas após a prova dos competidores humanos.
O resultado coloca a IA em um novo patamar em desafios matemáticos avançados, uma área que exige raciocínio lógico e resolução de problemas complexos.
O desempenho mostra como a inteligência artificial avança em tarefas que exigem raciocínio lógico. – Imagem: Summit Art Creations / Shutterstock
Modelos chineses atingem desempenho inédito
A Huawei informou que seu sistema Celia demonstrou “capacidades abrangentes de resolução de problemas” em diferentes áreas da matemática. Já a Xiaohongshu participou da competição com o modelo dots-note-3.0, apresentado pela primeira vez na OIM.
As empresas receberam as questões somente depois que os estudantes finalizaram a prova e precisaram enviar as respostas dentro do prazo definido pela organização.
Entre os destaques da edição deste ano estão:
A competição reuniu 666 participantes de diferentes países;
Apenas sete estudantes humanos alcançaram a pontuação máxima;
Os participantes tinham menos de 20 anos;
Modelos do Google e da OpenAI haviam atingido nível ouro em 2025, mas sem nota perfeita.
“Estamos entusiasmados com este resultado, porque alcançar uma pontuação perfeita na OMI é extremamente difícil”, afirmou a Xiaohongshu em comunicado.
Evolução da IA em desafios matemáticos
O desempenho mostra a rápida evolução dos modelos de inteligência artificial em tarefas que dependem de análise e raciocínio em várias etapas. Na edição de 2024 da OIM, o Google conseguiu apenas uma pontuação equivalente à medalha de prata, resolvendo quatro dos seis problemas da prova.
Agora, a conquista de uma nota perfeita aproxima os sistemas de IA do desempenho dos melhores estudantes da competição.
Apenas sete estudantes humanos tiveram nota máxima na OIM deste ano, junto com as novas IAs. Imagem: Abidkhan1290/Shutterstock
Resultado amplia debate sobre capacidade da IA
Apesar do avanço, os modelos foram avaliados em uma condição diferente da dos participantes humanos, já que receberam os problemas posteriormente e não participaram da disputa seguindo as mesmas regras.
Ainda assim, o resultado reforça como a inteligência artificial está avançando em áreas tradicionalmente associadas ao raciocínio humano, especialmente em desafios matemáticos de alta complexidade.
A inteligência artificial tem sido incorporada ao cotidiano profissional principalmente como um recurso de colaboração, e não como uma tecnologia destinada a eliminar postos de trabalho, segundo esta pesquisa divulgada pelo Google nesta quinta-feira (23). O levantamento analisou milhões de interações anonimizadas realizadas por usuários com ferramentas de IA da empresa.
O estudo foi elaborado por pesquisadores do Google, incluindo economistas da companhia, e avaliou como trabalhadores nos Estados Unidos e em outras regiões utilizam sistemas de inteligência artificial em suas atividades. A conclusão apresentada é que a tecnologia, até agora, tem ajudado profissionais a executar tarefas em vez de assumir integralmente suas funções.
A pesquisa surge em meio ao aumento das preocupações sobre os efeitos da IA no mercado de trabalho, especialmente após empresas atribuírem parte de suas reduções de equipes ao avanço dessas ferramentas. Para os pesquisadores, porém, o cenário atual aponta mais para uma relação de cooperação entre humanos e máquinas do que para uma substituição generalizada.
Pesquisa mostra uso da IA em diferentes profissões e destaca colaboração entre humanos e máquinas
Sistema de IA trabalhando (Imagem: Alessandro Di Lorenzo/Olhar Digital/DALL-E)
O levantamento do Google identificou que a inteligência artificial já está presente em diversas áreas profissionais, incluindo ocupações que não dependem exclusivamente de formação universitária. Embora trabalhadores de funções mais bem remuneradas utilizem a tecnologia com maior frequência, a adoção também ocorre entre profissionais de áreas técnicas e atividades manuais.
De acordo com os pesquisadores, eletricistas e mecânicos, por exemplo, recorrem à IA como uma ferramenta prática para solucionar problemas. Esses trabalhadores utilizam recursos como envio de imagens e vídeos para obter auxílio em diagnósticos, uma aplicação que, segundo o estudo, aparece com frequência relevante entre profissionais de ofícios técnicos.
A pesquisa classificou o uso atual da inteligência artificial como “superficial” na maior parte das ocupações. Isso significa que os trabalhadores aplicam a tecnologia apenas em uma parcela limitada de suas tarefas, sem transferir completamente suas responsabilidades para sistemas automatizados.
O economista do Google Scott Strand afirmou que a utilização de inteligência artificial não representa necessariamente a automatização completa de uma profissão. “Só porque você está usando IA não significa que ela vai automatizar seu trabalho“, disse Scott Strand, economista do Google, em declaração apresentada no estudo sobre os impactos da tecnologia no emprego.
Segundo os pesquisadores, a diferença entre automação e colaboração é fundamental para entender os possíveis efeitos da inteligência artificial. Enquanto sistemas automatizados podem substituir determinadas funções, ferramentas colaborativas tendem a ampliar a capacidade dos trabalhadores que já possuem conhecimento especializado.
O estudo compara essa dinâmica a equipamentos utilizados para melhorar a precisão de profissionais. Nesse cenário, a IA se aproximaria mais de um instrumento de apoio, como um nível a laser utilizado por um topógrafo, do que de uma máquina criada para eliminar a necessidade de trabalhadores.
A análise também destaca que profissionais usam inteligência artificial principalmente em atividades cognitivas que exigem avaliação humana. Nessas situações, respostas padronizadas não seriam suficientes, pois cada tarefa pode apresentar características diferentes e depender de julgamento individual.
Impactos futuros ainda são incertos
Google – Imagem: RYO Alexandre/Shutterstock
Apesar dos resultados indicarem um papel de apoio da IA no presente, os pesquisadores afirmam que esse cenário pode mudar conforme a tecnologia evolui. Ferramentas mais avançadas podem ampliar sua capacidade de executar atividades atualmente realizadas por pessoas.
Outro ponto levantado pelo estudo é o possível efeito sobre trabalhadores iniciantes. A pesquisa não respondeu se profissionais experientes, ao se tornarem mais produtivos com inteligência artificial, poderiam reduzir oportunidades de entrada para novos trabalhadores.
Fabien Curto Millet, economista-chefe do Google, afirmou que o levantamento representa apenas o início de uma linha de pesquisa da empresa sobre a relação entre inteligência artificial e trabalho. “É o começo de uma linha completa de pesquisa nossa“, afirmou Fabien Curto Millet, economista-chefe do Google, ao comentar a continuidade dos estudos sobre o uso da IA.
Além do ambiente profissional, a pesquisa identificou aplicações domésticas da inteligência artificial. Usuários têm recorrido às ferramentas para acelerar tarefas como organização de documentos governamentais, elaboração de orçamentos familiares e auxílio em reparos residenciais.
Segundo os pesquisadores, esses ganhos de eficiência no ambiente doméstico dificilmente aparecem em indicadores econômicos tradicionais, como o Produto Interno Bruto. Ainda assim, representam uma mudança na forma como pessoas utilizam a tecnologia para resolver atividades do dia a dia.
A AMD deve apresentar nesta quinta-feira (23), em um centro de convenções de San Francisco, uma nova geração de soluções voltadas à inteligência artificial. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para ampliar sua participação no mercado de chips destinados a data centers, segmento atualmente liderado pela Nvidia.
Entre as novidades esperadas estão a estreia de uma plataforma de racks para servidores e o lançamento oficial de um novo processador para data centers. A empresa também pretende destacar avanços em sua infraestrutura para atender à crescente demanda por aplicações de IA, especialmente aquelas voltadas ao processamento de consultas feitas por usuários a chatbots.
O anúncio ocorre em meio ao aumento da concorrência entre as fabricantes de semicondutores, que buscam oferecer sistemas mais eficientes para executar cargas de trabalho relacionadas à inteligência artificial em larga escala.
AMD aposta em nova infraestrutura para ampliar presença no mercado de IA
Data centers de IA – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock
A principal novidade aguardada é a apresentação do Helios, primeiro sistema de racks para servidores desenvolvido pela AMD. O equipamento será posicionado como alternativa às soluções oferecidas pela Nvidia, que também avança na renovação de sua infraestrutura para inteligência artificial.
Além do novo sistema, a fabricante deve oficializar o lançamento do processador Venice, desenvolvido para data centers. A expectativa é fortalecer seu portfólio voltado a ambientes responsáveis pelo processamento de grandes volumes de dados utilizados em aplicações de IA.
A companhia concentra parte de sua estratégia no segmento conhecido como inferência, etapa em que modelos de inteligência artificial processam informações para responder às solicitações feitas pelos usuários em ferramentas como chatbots.
Na véspera do evento principal, centenas de executivos e engenheiros participaram de apresentações técnicas e visitaram a área de exposição montada no Moscone West, em San Francisco. No local, a AMD exibiu o Helios ao lado de estandes de empresas de computação em nuvem que operam infraestrutura baseada em seus equipamentos.
Nvidia – Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock
Entre essas empresas estavam a Vultr e a TensorWave, ambas responsáveis por data centers que utilizam hardware da fabricante.
A movimentação acontece poucos dias após a Nvidia divulgar novos detalhes técnicos sobre o processador Vera. A empresa afirmou que o componente, quando utilizado em conjunto com a GPU Rubin, foi projetado para maximizar a quantidade de trabalho executada por agentes de inteligência artificial com um mesmo consumo de energia.
Na quarta-feira (22), a AMD também anunciou um acordo para fornecer até dois gigawatts de chips Instinct MI450 à Anthropic a partir do primeiro semestre de 2027. O entendimento ainda prevê um investimento que pode chegar a US$ 5 bilhões na desenvolvedora do Claude.
A empresa já havia firmado, em outubro, um acordo plurianual com a OpenAI. Segundo as informações divulgadas, a parceria poderá gerar dezenas de bilhões de dólares em receita anual para a fabricante, além de conceder à criadora do ChatGPT a opção de adquirir aproximadamente 10% de participação na companhia.
A Amazon trabalha em uma reformulação do Prime Video que pode mudar a forma como assinantes encontram filmes e séries. O projeto interno Lighthouse aposta em inteligência artificial para melhorar recomendações e navegação.
Segundo a Reuters, Jeff Bezos participou diretamente da iniciativa e cobrou mais destaque para os recursos de IA no futuro do serviço.
Projeto Lighthouse, da Amazon, promete usar inteligência artificial para mudar como usuários encontram filmes e séries. Imagem: Alex Photo Stock/Shutterstock
Bezos pressionou por mudanças no streaming
A mudança começou depois de uma apresentação interna sobre os próximos passos do Prime Video. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, Bezos considerou que a proposta inicial não mostrava o potencial da inteligência artificial e da personalização.
Após a cobrança, a equipe abandonou os planos anteriores e passou a desenvolver o Lighthouse, projeto que pretende apresentar novos recursos de IA para os mais de 200 milhões de usuários do serviço.
Entre as funções avaliadas estão:
recomendações de filmes e séries baseadas nos hábitos do público;
respostas a pedidos feitos por voz;
melhorias na busca por conteúdos;
uma tela inicial adaptada aos interesses de cada assinante.
Nova interface pode mudar descoberta de conteúdos
O novo visual ainda está em desenvolvimento. Uma das opções avaliadas inclui blocos inteligentes com sugestões criadas por IA, como filmes de ação dos anos 1980 ou comédias românticas de Natal.
A Amazon já testa versões da mudança com alguns usuários, mas o formato final ainda pode ser alterado conforme os resultados.
A busca tradicional deve continuar disponível, assim como áreas para lançamentos e eventos esportivos, incluindo o “Thursday Night Football”, jogo da NFL exclusivo da plataforma.
Michael Goodman, diretor de pesquisa de entretenimento da Parks Associates, destacou que mudanças na tela inicial podem afetar acordos comerciais.
“O espaço na tela inicial é muito valioso para os estúdios, então seria uma grande mudança retirar qualquer parte desse espaço disputado”, disse Goodman.
Bezos quer colocar a IA no centro do Prime Video para melhorar busca, recomendações e experiência no streaming. Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Amazon acelera aposta em inteligência artificial
A participação de Bezos chama atenção porque ele deixou o cargo de CEO da Amazon em 2021 e reduziu sua atuação nas operações diárias.
A empresa também ampliou seus investimentos em IA, incluindo cerca de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) em despesas de capital relacionadas principalmente ao setor e US$ 23 bilhões (aproximadamente R$ 116 bilhões) em aportes iniciais na OpenAI e Anthropic.
A Amazon ainda avalia integrar a Alexa à busca do Prime Video. Segundo a Reuters, o Lighthouse continua em testes e poderá sofrer ajustes antes de chegar ao público.
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Ainda na cama, antes de acender a luz, Jorge Dib já está com o celular na mão. O primeiro acesso do gestor de fundos macro da asset da Galapagos Capital é o Bloomberg — um hábito que desenvolveu ao longo de décadas de mercado e que resiste intacto. Mas o segundo passo mudou. Em vez […]
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Bancos brasileiros estão recorrendo à inteligência artificial do Jusbrasil para descobrir riscos que seus sistemas tradicionais não conseguiram identificar. Entre os casos encontrados estão clientes que abriram contas mesmo estando presos e pessoas com processos que indicavam possíveis ligações com o PCC ou com o Comando Vermelho. Em entrevista ao Revolução IA, programa do NeoFeed […]
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Nesta quarta-feira (22), a NASA anunciou a sua adesão à Genesis Mission, iniciativa nacional dos Estados Unidos criada para ampliar o uso da inteligência artificial em desafios científicos e tecnológicos complexos. A participação busca transformar décadas de dados e conhecimento acumulados pela agência em novas ferramentas de descoberta.
O projeto, liderado pelo Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, reúne mais de 15 órgãos federais norte-americanos e pretende acelerar processos de pesquisa, engenharia e inovação. A NASA participará com seus arquivos de missões, capacidade técnica e experiência em exploração espacial.
A agência espacial informou que pretende aplicar recursos de inteligência artificial tanto no desenvolvimento de sistemas para missões futuras quanto na análise de mais de 150 petabytes de informações coletadas ao longo de décadas. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade de encontrar padrões e gerar novos conhecimentos a partir desse acervo.
Inteligência artificial será usada para ampliar descobertas da NASA
Donald Trump – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock
A entrada da NASA na Genesis Mission ocorre dentro de um esforço federal lançado por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em novembro de 2025. A determinação estabeleceu uma estratégia nacional para utilizar inteligência artificial como instrumento de avanço científico.
Segundo a agência, a colaboração permitirá unir sua experiência em missões espaciais às capacidades de computação e inteligência artificial do Departamento de Energia dos Estados Unidos. A expectativa é reduzir o tempo necessário entre a criação de conceitos e a preparação de sistemas capazes de operar em ambientes espaciais.
O desafio envolve uma área considerada estratégica pela NASA: desenvolver tecnologias capazes de funcionar em um cenário espacial mais complexo, com aumento da quantidade de atividades e necessidade de integração entre diferentes sistemas. Entre os setores envolvidos estão comunicação, logística, operações em superfície e equipamentos espaciais.
Via Láctea – Imagem: Triff/Shutterstock
O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que a iniciativa representa uma oportunidade para transformar investimentos históricos em ciência e tecnologia em resultados mais rápidos. “A Genesis Mission é uma oportunidade de transformar essa base em ciência mais rápida, engenharia mais forte e melhores resultados de missão”, declarou o chefe da agência espacial americana em comunicado oficial da NASA.
Isaacman também destacou que a parceria pode fortalecer a liderança dos Estados Unidos no espaço e criar novas formas de compreender a Terra e o universo. De acordo com o administrador, a NASA pretende ainda aplicar sua pesquisa e desenvolvimento em outras iniciativas governamentais que tragam benefícios aos contribuintes americanos.
Além das aplicações voltadas à engenharia espacial, a agência pretende explorar o potencial da inteligência artificial para examinar seu vasto conjunto de dados científicos. O material reúne observações produzidas por telescópios, satélites, orbitadores, veículos de pouso e programas de aeronáutica.
A NASA avalia que ferramentas avançadas de IA poderão cruzar informações de diferentes missões, instrumentos, simulações e áreas científicas, ajudando pesquisadores a identificar relações que poderiam permanecer ocultas em análises tradicionais. A tecnologia também poderá aprimorar previsões e revelar descobertas em dados que já foram examinados anteriormente.
Com a Genesis Mission, a agência espacial busca ampliar o retorno de investimentos feitos durante décadas em exploração e pesquisa. A iniciativa representa uma tentativa de transformar seus arquivos históricos em uma fonte ativa para novos avanços científicos e tecnológicos.