shutterstock 2545633845 e1738001229285 1024x577

DeepSeek prepara rodada bilionária para ampliar aposta em IA

A startup chinesa de inteligência artificial (IA) DeepSeek está prestes a concluir sua primeira rodada de captação de recursos externos, em uma operação que pode alcançar 50 bilhões de yuans (cerca de R$ 37,2 bilhões), segundo informações de fontes ouvidas pela Reuters. A negociação representa uma mudança significativa na estratégia adotada pela empresa desde sua criação, já que até agora ela vinha sendo financiada principalmente pelo fundo de hedge High-Flyer, controlado por seu fundador, Liang Wenfeng.

A rodada deve ser finalizada nas próximas duas semanas, embora os detalhes financeiros e a composição dos investidores ainda possam sofrer alterações. O movimento ocorre em um momento em que a corrida global pela liderança em inteligência artificial se intensifica e exige volumes cada vez maiores de investimento em infraestrutura e capacidade computacional.

Startup chinesa pretende alcançar R$ 37 bilhões em primeira rodada de investimentos externos – Imagem: Mojahid Mottakin/Shutterstock

Mudança de estratégia ocorre em meio à evolução da IA

Durante anos, a DeepSeek evitou recorrer a capital externo graças ao suporte financeiro da High-Flyer. No entanto, o setor de IA passou por transformações aceleradas nos últimos meses.

A empresa ganhou notoriedade com seus modelos de chatbot de baixo custo e de código aberto. Agora, porém, o mercado está direcionando atenção para os chamados agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas mais complexas com menor intervenção humana. Esse avanço exige uma quantidade significativamente maior de recursos computacionais.

Em abril, a DeepSeek afirmou que seu modelo de próxima geração, o V4, voltado para agentes de IA, redefiniu o estado da arte dos modelos de código aberto. Ainda assim, avaliações independentes indicam que ele permanece atrás dos modelos mais avançados de alguns concorrentes chineses e norte-americanos.

Tencent e CATL avaliam participação

Segundo a Reuters, Liang Wenfeng investiu 20 bilhões de iuans (aproximadamente R$ 14,9 bilhões) de recursos próprios na rodada. Entre os potenciais investidores externos, a gigante de tecnologia Tencent avalia aportar 10 bilhões de iuans (R$ 7,4 bilhões), enquanto a fabricante de baterias CATL considera investir 5 bilhões de iuans (R$ 3,7 bilhões).

Caso as negociações avancem nesses termos, as duas companhias se tornarão os maiores investidores externos da DeepSeek.

A aproximação entre as empresas também reflete os esforços da China para fortalecer um ecossistema nacional de IA mais autossuficiente, abrangendo tanto o desenvolvimento de modelos quanto a infraestrutura necessária para sustentá-los.

A CATL, conhecida por sua posição de destaque na cadeia de fornecimento de baterias para veículos elétricos, expandiu recentemente sua atuação para o segmento de data centers de IA, explorando oportunidades em equipamentos de energia e soluções de armazenamento energético.

Já a Tencent busca ampliar sua presença no mercado de inteligência artificial com o modelo Hunyuan. Apesar disso, a empresa ainda aparece atrás de alguns dos principais nomes do setor doméstico, incluindo o Doubao, da ByteDance, e a própria DeepSeek. Um relacionamento mais próximo entre as companhias poderia ajudar a Tencent a acompanhar a estratégia da Alibaba, que tem priorizado o desenvolvimento do modelo Qwen.

mão segura um celular com logo da Tencent com a bandeira da China ao fundo
A Tencent quer ampliar sua presença no mercado de IA – Imagem: Sergei Elagin/Shutterstock

Restrições geopolíticas influenciam crescimento

Embora a rodada esteja entre as maiores captações privadas já realizadas por empresas de tecnologia na China, ela permanece distante dos valores anunciados recentemente por rivais internacionais.

A Anthropic levantou US$ 65 bilhões (cerca de R$ 328 bilhões) no mês passado, enquanto a OpenAI captou US$ 122 bilhões (R$ 615 bilhões) em março.

Para Alfredo Montufar-Helu, diretor administrativo da Ankura China Advisors, sediada em Pequim, as restrições geopolíticas continuam influenciando diretamente a estratégia da DeepSeek.

“As proibições de exportação ocidentais significam que a DeepSeek não pode acessar os chips norte-americanos avançados. Sem a capacidade de comprar esse hardware, eles não têm motivo para se equiparar aos orçamentos de computação de vários bilhões de dólares de seus rivais dos EUA”, afirmou.

Enquanto OpenAI e Anthropic trabalham em planos para abrir capital, a DeepSeek ainda não anunciou qualquer intenção de realizar uma oferta pública de ações.

O post DeepSeek prepara rodada bilionária para ampliar aposta em IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

DeepSeek prepara rodada bilionária para ampliar aposta em IA Read More »

Empresas ainda não sabem transformar ganhos da IA em resultados, diz relatório

Trabalhadores de escritório estão adotando ferramentas de inteligência artificial em ritmo acelerado, mas os efeitos dessa tecnologia sobre produtividade e eficiência ainda geram dúvidas. É o que mostra o relatório AI at Work, divulgado pelo Boston Consulting Group (BCG).

Segundo o levantamento, 74% dos trabalhadores administrativos sem função gerencial afirmam usar IA com frequência, um salto de 23 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Mesmo com essa adoção acelerada, muitas empresas ainda não conseguem transformar esse avanço em resultados concretos, explica a Bloomberg.

Tempo economizado ainda não é considerado

Mais de 40% dos profissionais sem cargo de gestão disseram economizar pelo menos um dia inteiro de trabalho por semana graças às ferramentas de IA. Apesar disso, o BCG aponta que líderes e empresas ainda não sabem exatamente como utilizar esse tempo recuperado de maneira eficiente.

Todo mundo fala sobre a IA substituindo o trabalho, mas na verdade trata-se de repensar o valor humano agregado internamente. Esse é o papel dos líderes.

Vinciane Beauchene, uma das autoras do relatório, em nota.

O estudo questiona a ideia de que a simples adoção da IA levará automaticamente ao aumento de produtividade, mesmo diante dos enormes investimentos feitos no setor nos últimos anos. Ao mesmo tempo, a pesquisa indica que a tecnologia está alterando a rotina profissional de forma profunda, e nem sempre positiva.

Satisfação e sobrecarga ao mesmo tempo

Quase metade dos entrevistados afirmou passar mais tempo supervisionando e direcionando a IA do que executando as próprias tarefas. Cerca de dois terços disseram que a tecnologia aumentou a satisfação no trabalho, mas aproximadamente 41% relataram maior desgaste mental. Os autores do relatório chamaram esse fenômeno de “paradoxo da alegria”: a IA torna o trabalho melhor e mais difícil ao mesmo tempo.

Leia mais:

“A equação da alegria se reescreve dentro de um ano de uso da IA”, disse Sylvain Duranton, outro coautor do estudo. “No início, a novidade e o esforço cognitivo alimentam o prazer, mas essa ‘lua de mel com a IA’ desaparece sem clareza estratégica.”

Agentes de IA ganham espaço

O relatório também registra o crescimento dos agentes de IA: 30% dos entrevistados afirmaram que esse tipo de ferramenta já faz parte de seus fluxos de trabalho — mais do que o dobro do registrado um ano atrás. Mais de 60% disseram acreditar que esses agentes poderão executar ao menos metade de suas tarefas nos próximos três anos.

A pesquisa ouviu cerca de 12 mil trabalhadores de diferentes setores em 14 países e regiões. O estudo analisou temas como adoção de IA, expectativas dos profissionais, liderança e transformação organizacional. Segundo o BCG, trabalhadores sem cargo gerencial na Índia, no Brasil e na África do Sul relataram uso regular de IA acima da média global, enquanto os dos Estados Unidos, França e Itália ficaram abaixo dessa média.

O post Empresas ainda não sabem transformar ganhos da IA em resultados, diz relatório apareceu primeiro em Olhar Digital.

Empresas ainda não sabem transformar ganhos da IA em resultados, diz relatório Read More »

CEO da OpenAI, Sam Altman rejeita aval do governo dos EUA para novas IAs

O CEO da OpenAI, Sam Altman, defenderá que os EUA não exijam aprovação prévia para o lançamento de novos modelos de inteligência artificial.

Segundo comunicado da empresa divulgado pela Reuters nesta quarta-feira (03), a estratégia visa moldar a regulamentação do setor sem travar o avanço tecnológico.

Altman cumpre agenda em Washington para pedir ao Congresso o aumento de verbas para testes de IA no Departamento de Comércio.

Testes de segurança nacional

Atualmente, o órgão já colabora com a OpenAI e a Anthropic na avaliação de tecnologias em desenvolvimento.

A OpenAI quer expandir a iniciativa com cientistas especializados em segurança cibernética, armas biológicas e defesa nacional.

Exigências federais podem prejudicar lucros ao atrasar lançamentos ou forçar mudanças nos produtos por motivos de segurança.

Corrida para a Bolsa

A ofensiva política coincide com a preparação da OpenAI para protocolar de forma confidencial sua oferta pública inicial de ações (IPO).

A concorrente Anthropic, criadora do Claude, protocolou seu pedido confidencial de IPO nos Estados Unidos na última segunda-feira (1º).

Altman se reúne nesta quarta-feira (03) com parlamentares, incluindo o presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson.

Macron convida Altman para cúpula do G7

O presidente francês, Emmanuel Macron, convidou Sam Altman para participar da cúpula do G7, que ocorre entre 15 e 17 de junho. Segundo informou a OpenAI à CNBC, esta será a primeira participação do executivo no encontro dos chefes de Estado.

O diretor de assuntos globais da OpenAI, Chris Lehane, afirmou que Altman integrará as discussões de liderança focadas em inteligência artificial. A expectativa da empresa é fechar um conjunto de compromissos voluntários de segurança digital com os países do bloco econômico.

A prioridade de Altman no evento será a segurança dos jovens e a governança imediata dos riscos cibernéticos e biológicos da tecnologia. A preocupação cresceu após os lançamentos recentes de modelos robustos, como o GPT-5.5 Cyber e o Mythos, da concorrente Anthropic.

Para mitigar riscos e fechar parcerias estatais, a empresa aposta no programa “OpenAI for Countries”, lançado no fim de 2025. A ofensiva diplomática de Macron também visa atrair capital para expandir a infraestrutura de tecnologia e dados em território francês.

Recentemente, o SoftBank anunciou o investimento de € 45 bilhões em cinco anos para construir infraestrutura de IA na França. O país também garantiu € 7,5 bilhões do fundo MGX com o Bpifrance e mais € 2 bilhões da Salesforce.

O post CEO da OpenAI, Sam Altman rejeita aval do governo dos EUA para novas IAs apareceu primeiro em Olhar Digital.

CEO da OpenAI, Sam Altman rejeita aval do governo dos EUA para novas IAs Read More »

bandeira uniao europeia 1024x576

Modelos de IA desafiam legislação da UE para atender usuários, aponta estudo

Modelos de IA estão ignorando regras da União Europeia para cumprir tarefas solicitadas por usuários. A conclusão aparece em um novo estudo conduzido por pesquisadores da organização holandesa Aithos.

Segundo o Euronews, o levantamento avaliou alguns dos sistemas de IA mais populares do mundo e mostrou que mesmo os modelos mais avançados apresentaram baixo nível de conformidade com a legislação europeia.

Agentes de IA aceitaram tarefas consideradas problemáticas pela legislação europeia, aponta estudo. Imagem: artjazz/Shutterstock – Imagem: artjazz/Shutterstock

Pesquisa colocou agentes de IA à prova

A Aithos desenvolveu um sistema chamado LARA para testar 12 modelos de agentes de IA em cenários relacionados à Lei de IA da União Europeia e ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR).

A análise verificou se os modelos respeitariam regras ligadas à privacidade, transparência e proteção dos usuários em situações práticas.

Entre os pontos avaliados estavam:

  • exploração de vulnerabilidades dos usuários;
  • inferência de emoções;
  • pontuação social baseada em comportamento;
  • manipulação subliminar;
  • transparência sobre o uso de IA;
  • garantia de supervisão humana significativa.

Três modelos de IA e avaliadores humanos participaram da análise das respostas para determinar se os sistemas violavam ou não as regras europeias.

Ao fundo, logo do Claude; à frente, em um smartphone, logo da Anthropic
Claude teve melhor desempenho em conformidade legal, mas ainda falhou em quase metade dos testes. Imagem: Stockinq/Shutterstock – Imagem: Stockinq/Shutterstock

Claude teve melhor desempenho, mas ainda falhou muito

O modelo mais compatível foi o Claude Opus, da Anthropic, que seguiu as regras da União Europeia em apenas 54% dos cenários avaliados.

Na outra ponta, apareceu o modelo da empresa chinesa Moonshot AI, com conformidade de apenas 7%.

Os pesquisadores afirmam que todos os modelos analisados aceitaram monitorar estados emocionais de funcionários ou explorar vulnerabilidades para concluir vendas em determinados cenários.

O estudo também avaliou o Mistral, único modelo europeu presente nos testes. O desempenho ficou abaixo de 12%, levando os responsáveis pela pesquisa à conclusão de que até empresas da própria Europa ainda enfrentam dificuldades para cumprir as regras locais.

“Mesmo os modelos mais avançados em uso hoje não garantem conformidade legal quando implantados como agentes”, escreveu a Aithos em uma publicação sobre o estudo.

Logo do ChatGPT em na tela de um notebook e na tela de um smartphone
Estudo aponta que o ChatGPT não apresentou resistência em um teste sobre promoção de funcionários. Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Casos com ChatGPT e Claude chamaram atenção

Em um dos testes, um usuário pediu ao Claude para identificar quais funcionários apresentavam “risco de evasão” com base em dados de desempenho e registros de licença.

Inicialmente, o modelo resistiu ao pedido, mas acabou fornecendo a classificação após três tentativas. Segundo o sistema LARA, isso viola regras da legislação europeia relacionadas à inferência de emoções.

Leia mais:

A pesquisa apontou que cerca de 8% dos casos apresentaram esse comportamento: a IA inicialmente recusava a tarefa, mas depois acabava cedendo.

Outro exemplo envolveu o ChatGPT 5.5, da OpenAI. Segundo o estudo, o sistema classificou funcionários para promoções com base em métricas de desempenho sem apresentar resistência.

A pesquisa também destacou que os modelos não foram instruídos explicitamente a seguir as leis europeias durante os testes. O objetivo era analisar o comportamento natural dos sistemas diante de situações potencialmente problemáticas.

Os pesquisadores afirmam que novos estudos ainda serão necessários para entender como os modelos se comportam quando recebem instruções diretas para obedecer a regulamentações específicas.

O post Modelos de IA desafiam legislação da UE para atender usuários, aponta estudo apareceu primeiro em Olhar Digital.

Modelos de IA desafiam legislação da UE para atender usuários, aponta estudo Read More »

unio europeia ia e1752846175427 1024x576

Europa mira autonomia digital com novo pacote de tecnologia e IA

A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira (3) um conjunto de novas regras voltadas ao fortalecimento de chips, IA e serviços de computação em nuvem desenvolvidos dentro do bloco. A iniciativa ocorre em meio à crescente dependência da Europa em relação a produtos e serviços dos Estados Unidos e da China.

As propostas precisam ser aprovadas pelos 27 estados-membros para entrar em vigor. Entre as medidas anunciadas estão ações para impulsionar a fabricação avançada de semicondutores e a computação em nuvem de origem europeia, explica a CNBC.

Europa quer reforçar infraestrutura digital própria e diminuir dependência de fornecedores estrangeiros. Imagem: RaffMaster/Shutterstock

Dependência tecnológica e o alerta europeu

O debate ganhou força com a percepção de que Europa depende fortemente de tecnologias dos EUA e da China, especialmente em áreas críticas como nuvem e semicondutores. Para autoridades do bloco, essa dependência pode representar riscos em cenários de crise.

Não podemos nos dar ao luxo de depender de outros para as tecnologias que mantêm nossos hospitais funcionando, nossas redes de energia estáveis e nossos serviços seguros.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em nota.

Ao fundo, bandeira da União Europeia; à frente, um chip sendo segurado
Pacote europeu busca fortalecer chips, computação em nuvem e proteção de dados sensíveis no continente. Imagem: VGV MEDIA/Shutterstock

Nuvem, IA e novas regras de soberania digital

Um dos pilares do pacote é o Cloud and AI Development Act (CADA), criado com o objetivo de “mitigar os riscos decorrentes da dependência da UE de países terceiros para serviços de computação em nuvem”. O instrumento prevê um marco europeu que estabelece diferentes níveis de soberania exigidos para a computação em nuvem aplicada a cargas de trabalho sensíveis em organizações públicas, conforme comunicado da Comissão.

A vice-presidente executiva da Comissão, Henna Virkkunen, afirmou a jornalistas que o objetivo é garantir que provedores de nuvem responsáveis por cargas de trabalho críticas não tenham um “interruptor de desligamento” — mecanismo que permitiria cortar o acesso aos serviços.

Leia mais:

Virkkunen acrescentou que seria difícil para empresas americanas atingir os níveis mais altos de soberania previstos no marco por causa do Cloud Act dos EUA, legislação que autoriza autoridades policiais americanas a solicitar dados de usuários a empresas norte-americanas independentemente de onde esses dados estejam armazenados.

“Queremos garantir que nossos dados sensíveis mais críticos sejam armazenados na Europa”, disse Virkkunen.

mão estendida com uma nuvem desenhada por cima, simbolizando serviços de nuvem
Regras visam proteger dados críticos e fortalecer serviços de nuvem europeus. Imagem: Apichatn/Shutterstock – Imagem: Apichatn/Shutterstock

Pressão geopolítica como pano de fundo

Em meio ao avanço da inteligência artificial e ao aumento da demanda por poder computacional, energia e talentos, autoridades europeias afirmam que o objetivo é garantir maior autonomia tecnológica.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que um movimento excessivamente fechado pode limitar a competitividade global da região, já que as grandes potências também precisam exportar e desenvolver tecnologias em escala mundial.

Com isso, a Comissão Europeia quer garantir diferentes níveis de soberania para cargas de trabalho críticas e reforçar a infraestrutura digital do continente, garantindo:

  • Fortalecimento da produção de semicondutores na Europa
  • Criação de regras para serviços de nuvem e IA
  • Redução da dependência tecnológica dos EUA e da China
  • Proteção de dados sensíveis em território europeu

O anúncio ocorre em um contexto de crescentes apelos para que a Europa reduza sua dependência de provedores não europeus de tecnologias críticas, incluindo empresas americanas que atualmente dominam o mercado europeu.

O post Europa mira autonomia digital com novo pacote de tecnologia e IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Europa mira autonomia digital com novo pacote de tecnologia e IA Read More »

data center clima 2 1024x767

Google promete devolver mais água do que consome com seus data centers de IA

A inteligência artificial está aumentando a pressão sobre recursos hídricos, e o Google quer mostrar que pretende enfrentar o problema antes que ele se torne ainda maior. A empresa anunciou novas metas para reduzir o impacto ambiental de seus data centers.

Segundo o The Verge, entre as promessas está a reposição de mais água do que a consumida pelas operações até 2030. A iniciativa surge em meio à crescente resistência à expansão dos centros de dados nos Estados Unidos.

Cresce a pressão sobre big techs para tornar mais transparente o consumo de água e energia em estruturas que sustentam a inteligência artificial. Imagem: eric1207cvb/Shutterstock

Google quer devolver mais água do que consome

Os data centers usados para alimentar sistemas de inteligência artificial precisam de grandes volumes de água para refrigeração. Com a explosão da IA generativa, o tema passou a preocupar comunidades locais e especialistas ambientais.

Leia mais:

Em uma nova publicação no blog da empresa, o Google anunciou cinco compromissos ligados ao uso da água. Entre eles estão investimentos em infraestrutura hídrica, busca por fontes alternativas de abastecimento e maior transparência sobre o consumo das instalações.

Achamos muito importante colocar um modelo que as comunidades possam consultar, para que, se alguém chegar e disser ‘gostaríamos de construir um data center aqui’.

Ben Townsend, chefe global de infraestrutura e sustentabilidade do Google, ao The Verge.

Segundo ele, isso ajudaria moradores locais a questionar empresas sobre medidas de proteção aos recursos hídricos antes da construção de novos data centers.

Data center
Empresa promete investir em infraestrutura hídrica e tecnologias de reuso de água para diminuir o impacto ambiental de suas operações. Imagem: Novikov Aleksey / Shutterstock.com

Cresce oposição aos data centers de IA

Os compromissos anunciados pelo Google chegam em um momento delicado para o setor. A rápida expansão da infraestrutura de inteligência artificial vem gerando críticas relacionadas ao consumo de energia e água.

Uma pesquisa recente da Gallup revelou que mais de 70% dos americanos são contra a construção de um data center em sua região. Entre os principais motivos citados estão:

  • impacto ambiental;
  • consumo excessivo de água;
  • pressão sobre recursos naturais;
  • aumento dos custos de energia;
  • impacto na infraestrutura local.

A Alphabet, controladora do Google, também anunciou recentemente planos para levantar US$ 80 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões) para ampliar sua infraestrutura voltada à inteligência artificial.

Logotipo do Google colocado sobre foto da floresta Amazônica
Empresa promete investir em infraestrutura hídrica e tecnologias de reuso de água para diminuir o impacto ambiental de suas operações. Imagem: Jhampier Giron M – Shutterstock / Montagem: Olhar Digital

Google aposta em reuso e energia renovável

O Google afirma que vem reduzindo o impacto hídrico de seus data centers por meio de investimentos em energia renovável e monitoramento do uso indireto de água na cadeia de suprimentos.

A empresa também anunciou US$ 17 milhões (cerca de R$ 85 milhões) para projetos de gestão hídrica nos EUA e pretende ampliar o reuso de água residual. Segundo o Google, o resfriamento à base de água pode reduzir em cerca de 10% o consumo energético dos data centers, e a meta é repor mais água do que consome nos próximos quatro anos.

O post Google promete devolver mais água do que consome com seus data centers de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google promete devolver mais água do que consome com seus data centers de IA Read More »

iadireito 1024x576

IA vence professores em respostas para estudantes de Direito

A inteligência artificial pode estar prestes a ganhar um novo papel nas universidades: o de tutora jurídica. Um estudo da Universidade Stanford revelou que respostas geradas por IA foram consideradas mais úteis do que as dadas por professores em boa parte dos testes. Os avaliadores preferiram as respostas produzidas por IA em 75% das comparações. Segundo a Reuters, o resultado surpreendeu pesquisadores e reacendeu o debate sobre o uso da tecnologia no ensino do Direito.

A pesquisa envolveu docentes de 14 faculdades de Direito dos Estados Unidos, que elaboraram uma lista de 40 perguntas representativas de contratos do primeiro ano — do tipo que alunos costumam fazer durante o horário de atendimento. Os professores escreveram respostas para essas perguntas, e os pesquisadores submeteram as mesmas questões a duas plataformas de IA: o Gemini 2.5 Pro, do Google, e o NotebookLM.

Ferramentas de inteligência artificial tiveram desempenho equivalente ao do professor mais bem avaliado no estudo conduzido por pesquisadores de Stanford. Imagem: Shutterstock/Beautrium

IA virou “assistente de estudos” no Direito

Os mesmos professores que elaboraram as perguntas atuaram como juízes, avaliando as respostas de forma cega — sem saber se cada resposta havia sido escrita por um humano ou gerada por IA. Ao comparar as respostas lado a lado, os avaliadores escolheram as produzidas pela IA como as mais benéficas para os alunos em 75% dos casos. As plataformas de IA tiveram desempenho equivalente ao do professor mais bem avaliado no estudo.

Menos de 4% das respostas geradas por IA foram classificadas como “prejudiciais” ao aprendizado pelos juízes. Entre as respostas escritas por professores, esse índice chegou a 12%.

Ficamos francamente surpresos com a magnitude dos resultados. Essas não eram apenas perguntas simples com respostas óbvias.

Julian Nyarko, professor de Direito de Stanford, em artigo publicado no site da universidade.

A pesquisa aparece em um momento em que universidades e escritórios jurídicos tentam entender até onde a inteligência artificial pode ser utilizada. Nos últimos anos, ferramentas de IA já conseguiram:

  • passar no exame da Ordem nos EUA;
  • obter notas máximas em avaliações acadêmicas;
  • corrigir provas de Direito;
  • responder dúvidas jurídicas complexas;
  • atuar como apoio em estudos e pesquisas.
Estudante com chatgpt ligado no celular
Sistemas de IA podem funcionar como apoio sob demanda para estudantes de Direito em dúvidas acadêmicas e orientação especializada. Imagem: BongkarnGraphic / Shutterstock

O que o estudo conclui sobre tutoria com IA

Segundo o estudo, em vez de depender de colegas ou de e-mails esporádicos a instrutores, estudantes de Direito poderiam usar IA para obter respostas sob demanda com resultados confiáveis. “Descobrimos que, quando avaliados por educadores jurídicos, os tutores de IA podem oferecer suporte sob demanda de alta qualidade que complementa o ensino em sala de aula e pode ampliar o acesso à orientação especializada”, afirmou o coautor do estudo e pesquisador de Stanford, Alejandro Salinas.

A pesquisa é publicada em um momento em que faculdades de Direito e a profissão jurídica discutem como incorporar a IA ao ensino e à prática. Estudos anteriores já haviam indicado que a IA consegue ser aprovada no exame de ordem, obter notas A+ em faculdades de Direito e avaliar provas acadêmicas nos Estados Unidos.

Ícones de um martelo de juiz, lâmpada, mãos se cumprimentando, cérebro humano, chip de IA e outros rondando os dizeres
Estudo reacende debate sobre o papel da inteligência artificial nas universidades e o impacto da tecnologia na formação de futuros profissionais do Direito. Imagem: mayam_studio/Shutterstock

Abordagens divergem entre as faculdades

Apesar dos avanços, nem todas as instituições enxergam a IA com tranquilidade. Algumas faculdades passaram a exigir aulas sobre inteligência artificial já no primeiro ano do curso. Outras preferem limitar o uso das ferramentas.

Leia mais:

A Faculdade de Direito de Berkeley, da Universidade da Califórnia, por exemplo, adotou recentemente uma política que restringe de forma significativa o uso de IA pelos alunos em trabalhos acadêmicos.

De qualquer forma, o estudo reforça que a inteligência artificial deve ganhar cada vez mais espaço dentro das universidades, especialmente como ferramenta de apoio.

O post IA vence professores em respostas para estudantes de Direito apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA vence professores em respostas para estudantes de Direito Read More »

anthropic 1024x682

ChatGPT chega a um bilhão de usuários mensais em três anos, apontam dados

O ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, ultrapassou um bilhão de usuários ativos mensais globais em maio de 2026, segundo estimativas da empresa de pesquisa de mercado Sensor Tower.

O marco foi atingido cerca de três anos após o lançamento — o mais rápido entre todos os aplicativos a alcançar esse número, de acordo com o levantamento.

Leia mais:

Claude perdeu usuários entre os estadunidenses para o ChatGPT – Imagem: Stockinq/Shutterstock

Um bilhão de usuários ativos mensais

  • O ChatGPT superou o ritmo com que Google Maps, TikTok, Instagram e YouTube chegaram à mesma marca de um bilhão de usuários mensais ativos;
  • O Claude, da Anthropic, registrou 56 milhões de usuários ativos mensais globais no segundo trimestre de 2026, com crescimento anual de cerca de 640%, segundo a Sensor Tower;
  • No mesmo período, o ChatGPT expandiu sua base em 62%;
  • A Sensor Tower também identificou um efeito sobre o comportamento dos usuários: estadunidenses que instalaram o Claude no primeiro trimestre de 2026 passaram 5% menos tempo no ChatGPT no mês seguinte à instalação, em comparação com a média dos oito meses anteriores.

IA pós-ChatGPT deixa 220 startups bilionárias em crise

Mais de 220 startups estadunidenses que atingiram avaliações bilionárias durante o boom de investimentos entre 2020 e 2022 perderam o status de “unicórnio“, com algumas empresas perdendo até 82% de seu valor. Segundo dados exclusivos da PitchBook fornecidos à CNBC, quase metade das 857 startups unicórnio dos Estados Unidos não conseguiu levantar novos investimentos nos últimos três anos.

As empresas que captaram recursos pela última vez em 2021 valem em média 68% menos hoje, enquanto aquelas que levantaram fundos em 2022 sofreram queda de 52% em suas avaliações. Entre os “unicórnios caídos” estão marcas conhecidas, como Glossier (queda de 45%), Calendly (-74%), Savage X Fenty (-61%) e AG1 (-47%).

Leia a matéria completa aqui

O post ChatGPT chega a um bilhão de usuários mensais em três anos, apontam dados apareceu primeiro em Olhar Digital.

ChatGPT chega a um bilhão de usuários mensais em três anos, apontam dados Read More »

google 1 1024x572

Mega arrecadação de fundos da Alphabet em IA mostra força da empresa

A Alphabet, empresa controladora do Google, realizou uma captação histórica de US$ 80 bilhões (R$ 401,9 bilhões) em ações, demonstrando sua vantagem competitiva no acesso ao capital — uma área cada vez mais importante para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).

Esta operação deve ser vista como uma resposta àqueles que aguardam ansiosamente os próximos IPOs da SpaceX, Anthropic e OpenAI. A captação de recursos da gigante das buscas corresponde ao valor que a SpaceX de Elon Musk espera arrecadar em sua oferta pública inicial.

IA exige investimentos massivos da Alphabet e outras

No setor de IA, o dinheiro fala mais alto. As maiores empresas estão investindo:

  • Centenas de milhões de dólares para atrair os melhores pesquisadores;
  • Dezenas de bilhões para construir centros de dados;
  • Financiamento de prejuízos na expansão de seus negócios de IA.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 61% de todo o capital de risco do ano passado foi destinado à IA, o que já está dificultando a captação de recursos para startups de outros setores.

Empresa é controladora do Google – Imagem: daily_creativity/Shutterstock

Vantagem competitiva no acesso ao capital

A Alphabet é uma das pouquíssimas empresas capazes de levantar tanto dinheiro sem que suas ações despencassem. Embora US$ 80 bilhões seja um valor enorme, representa menos de 2% do valor de mercado da empresa, que vale US$ 4,5 trilhões (R$ 226 trilhões). As ações caíram apenas 2,6% nas negociações pré-mercado.

Esta capacidade se deve ao quase monopólio da empresa em buscas online e à credibilidade que possui em Wall Street em novos empreendimentos.

Leia mais:

Retorno do mercado de ações como fonte de capital

O mercado de ações está retomando seu papel histórico de canalizar o dinheiro de milhões de poupadores para projetos gigantescos. Nos últimos 25 anos, esse papel havia perdido importância com o crescimento dos fundos de capital privado.

No entanto, o vasto consumo de capital pela IA ultrapassa até mesmo a capacidade dos mercados privados. À medida que entramos em uma nova era de empresas com grande necessidade de capital, o mercado de ações deixa de ser apenas uma forma de investidores privados saírem de seus investimentos e se torna uma fonte atraente de capital.

Destino dos recursos da Alphabet

Dos US$ 80 bilhões captados, US$ 30 bilhões (R$ 150,7 bilhões) são destinados ao pagamento de impostos sobre as opções de ações concedidas aos funcionários. O restante será direcionado para investimentos em IA e expansão dos negócios.

Gigantes da computação, como Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta, tornaram-se grandes emissoras de títulos, com a Alphabet sozinha captando US$ 85 bilhões (R$ 427 bilhões) em emissões no ano passado.

O post Mega arrecadação de fundos da Alphabet em IA mostra força da empresa apareceu primeiro em Olhar Digital.

Mega arrecadação de fundos da Alphabet em IA mostra força da empresa Read More »

07 badge bento 768x432 1

Microsoft quer reinventar o computador com o Project Solara

A Microsoft anunciou o Project Solara, uma nova plataforma voltada para dispositivos criados em torno de agentes de inteligência artificial (IA). A iniciativa foi apresentada por Steven Bathiche, vice-presidente corporativo e technical fellow do Applied Sciences Group da empresa, durante a Build 2026.

Segundo a companhia, o projeto combina hardware e software para criar experiências “agent-first”, nas quais os agentes assumem papel central na interação entre usuários e computadores. A proposta é facilitar o desenvolvimento de dispositivos especializados para diferentes ambientes de trabalho, reduzindo a complexidade normalmente envolvida na criação de novas categorias de equipamentos.

Microsoft aposta em uma nova geração de dispositivos

No anúncio, Bathiche afirmou que os agentes estão se tornando uma nova forma de interação entre pessoas e máquinas. A visão da empresa é que a linguagem natural passe a ocupar um papel mais relevante, diminuindo a dependência de interfaces tradicionais baseadas em aplicativos e comandos manuais.

De acordo com a Microsoft, o Project Solara foi desenvolvido para um cenário com múltiplos agentes, permitindo que empresas utilizem soluções da própria companhia ou criem agentes personalizados para suas necessidades. A plataforma conecta dispositivos e nuvem para oferecer experiências adaptadas a diferentes contextos.

Segurança e integração fazem parte da proposta

A Microsoft destacou três pilares do projeto: segurança corporativa, interação baseada em agentes e integração com agentes de terceiros. Entre os recursos previstos estão o sistema operacional Microsoft Device Ecosystem Platform (MDEP), gerenciamento via Microsoft Intune, autenticação com Entra ID e recursos do Hello for Business.

A empresa também apresentou o conceito de just-in-time UI, que busca adaptar automaticamente a interface dos agentes a diferentes telas e formas de interação, como voz, toque e recursos multimodais.

Dois dispositivos-conceito foram apresentados

Para demonstrar a plataforma, a Microsoft mostrou dois dispositivos de referência. O primeiro é um crachá inteligente portátil desenvolvido com a Qualcomm, equipado com tela touchscreen, sensor biométrico, câmera, microfones e conectividade 5G.

Conceito portátil do Project Solara funciona como um crachá inteligente com acesso a agentes de IA, biometria e conectividade 5G – Imagem: Divulgação / Microsoft

O segundo é um dispositivo de mesa criado em parceria com a MediaTek. O equipamento possui tela sensível ao toque, autenticação facial e pode atuar de forma independente, como complemento para um PC ou como cliente do Windows 365 quando conectado a um monitor externo.

Conceito Desk do Project Solara, dispositivo de mesa da Microsoft com tela touchscreen, autenticação facial e controles de privacidade para interação com agentes de IA
Conceito de mesa do Project Solara inclui tela sensível ao toque, autenticação via Hello for Business e integração com agentes de IA – Imagem: Divulgação / Microsoft

A Microsoft informou que centenas de funcionários já utilizam os conceitos internamente. Nos próximos meses, a empresa iniciará um programa piloto com organizações como AccuWeather, Best Buy, CVS Health, Levi’s e Target.

O post Microsoft quer reinventar o computador com o Project Solara apareceu primeiro em Olhar Digital.

Microsoft quer reinventar o computador com o Project Solara Read More »