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ChatGPT teria “ajudado” atirador da Flórida; entenda

Nesta terça-feira (21), o procurador-geral da Flórida (EUA), James Uthmeier, anunciou que abriu uma investigação criminal contra a OpenAI, sob a alegação de que o ChatGPT, chatbot de inteligência artificial (IA) da startup, teria aconselhado o homem que promoveu um tiroteio na Universidade Estadual da Flóridae matou duas pessoas — sobre qual munição usar e onde e quando atacar (leia mais sobre o episódio abaixo).

Essa investigação criminal instaurada na Flórida segue uma investigação civil anunciada por Uthmeier neste mês.

Em coletiva realizada nesta terça, Uthmeier afirmou que “o chatbot aconselhou o atirador sobre o tipo de arma a usar, qual munição era adequada para cada arma e se a arma seria útil a curta distância”, e frisou: “Se fosse uma pessoa do outro lado da tela, estaríamos acusando-a de homicídio.”

Uthmeier explicou, ainda, na coletiva, que “o ChatGPT aconselhou o atirador sobre qual o horário do dia mais apropriado para o tiroteio, de forma a interagir com mais pessoas, e qual o local no campus onde haveria maior concentração de pessoas”.

O gabinete do procurador-geral da Flórida já encaminhou as intimações à OpenAI. Nela, pede as políticas da empresa sobre como responder quando seus usuários fazem ameaças de prejudicar outras pessoas em conversas com o ChatGPT, segundo comunicado.

A porta-voz da OpenAI, Kate Waters, se manifestou a respeito do caso. “O massacre ocorrido no ano passado na Universidade Estadual da Flórida foi uma tragédia, mas o ChatGPT não é responsável por esse crime terrível”, pontuou.

“Após tomarmos conhecimento do incidente, identificamos uma conta do ChatGPT que acreditamos estar associada ao suspeito e compartilhamos proativamente essa informação com as autoridades policiais”, prosseguiu.

Ainda de acordo com a porta-voz, o ChatGPT forneceu “respostas factuais a perguntas com informações que podiam ser encontradas amplamente em fontes públicas na internet, e não incentivou nem promoveu atividades ilegais ou prejudiciais”.

Recapitulando o episódio

  • Em abril do ano passado, um tiroteio ocorrido na Universidade Estadual da Flórida, em Tallahassee, vitimou fatalmente duas pessoas e feriu outras seis;
  • Autoridades informaram, na época, que tudo começou com um estudante universitário que abriu fogo no campus;
  • O suspeito, Phoenix Ikner, foi baleado pela polícia e hospitalizado;
  • Ele foi indiciado por múltiplos homicídios e tentativas de homicídio.
Porta-voz da empresa disse que houve estreita colaboração com as autoridades policiais no caso citado – Imagem: Evolf/Shutterstock

OpenAI tem outros casos parecidos para resolver

O caso citado não é o único enfrentado pela OpenAI. A criadora do ChatGPT também passa por escrutínio no Canadá e na própria Flórida. A polícia alega que o chatbot manteve conversas com pessoas que pensavam em ferir outras pessoas, além de que inúmeras famílias cujo familiar se suicidou entraram com processos, afirmando que a IA contribuiu negativamente nos episódios.

Responsabilidades das empresas de IA

Os eventos mortais trouxeram à tona um debate sobre quais são as responsabilidades das empresas do setor ao monitorar as conversas de seus usuários e sinalizar as que devem ter uma atenção mais redobrada da polícia.

A startup de Sam Altman garante que aprimorou como o ChatGPT responde a discussões que sugerem que a pessoa possa estar pensando em se machucar ou machucar outras pessoas. Além disso, a companhia diz estar trabalhando na implementação de políticas que alertem as autoridades policiais sobre conversas de alto risco em certos casos.

Por sua vez, o Estado da Flórida está no “olho do furacão”, pois as preocupações com o impacto da tecnologia nas pessoas estão virando questões políticas. Tanto o procurador-geral estadual como o governador, Ron DeSantis, estão pessimistas quanto à indústria de IA.

O Estado também entrou em discussão a partir de uma crescente divisão no Partido Republicano (o mesmo de DeSantis e do presidente Donald Trump) sobre como regulamentar a IA.

O governador pressionou a legislatura estadual para aprovar uma “declaração de direitos de IA“, que instituiria vários limites para o uso da IA em produtos de consumo. Contudo, após oposição de Trump, o projeto não foi aprovado.

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China: Volkswagen integra agentes de IA em carros locais

A Volkswagen anunciou que equipará novos carros produzidos para a China com agentes de inteligência artificial (IA) a partir do segundo semestre deste ano, em tentativa de acompanhar a tecnologia avançada oferecida no maior mercado automotivo do mundo.

A montadora alemã está correndo para competir com fabricantes chineses que estabelecem ritmo mais acelerado na eletrificação, recursos digitais, preços e velocidade de desenvolvimento.

Em evento realizado em Pequim (China) antes do início do salão do automóvel anual da cidade, a Volkswagen disse que, a partir do segundo semestre deste ano, apresentará “agentes de IA a bordo” em veículos que utilizam sua arquitetura eletrônica exclusiva para a China.

A tecnologia permitirá “interação altamente intuitiva e semelhante à humana” entre o veículo e o motorista, garantindo “proteção robusta de dados pessoais“. Diferentemente de um assistente de voz, que responde perguntas simples, os agentes de IA podem lidar com tarefas mais complexas e tomada de decisões, informou a empresa.

Agentes de IA da Volkswagen poderão desde agendar um jantar até organizar o estacionamento do veículo – Imagem: fotokaleinar/Shutterstock

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Agentes de IA da Volkswagen e sua estratégia de reposcionamento

O principal executivo da Volkswagen na China, Ralf Brandstaetter, disse à Reuters após o evento que, com essa tecnologia, o carro pode buscar o restaurante mais bem avaliado em determinada área e fazer e confirmar reservas por conta própria. O sistema também pode levar o motorista ao restaurante e organizar o estacionamento, explicou Brandstaetter.

  • A Volkswagen está tentando se reposicionar no país como uma empresa com estratégia específica para veículos elétricos e inteligentes na China, em vez de um fabricante tradicional com forte presença em combustão interna;
  • No que chama de sua “maior ofensiva de mobilidade elétrica” na China, o grupo planeja lançar mais de 20 novos veículos eletrificados, totalizando 50 novos modelos no mercado até 2030;
  • O CEO do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, disse no evento que os lançamentos de modelos e planos tecnológicos enviam uma mensagem clara: “Estamos de volta“;
  • A estratégia “Na China, para a China” da montadora foca na expansão das capacidades locais de pesquisa e desenvolvimento, aceleração dos cronogramas de desenvolvimento e aprofundamento das parcerias locais;
  • Ao lado de Blume, Yu Kai, CEO da fabricante chinesa de chips automotivos Horizon Robotics, disse que a IA agêntica da Volkswagen construída com a Horizon permitirá que a tecnologia se expanda além do segmento premium para o mercado de massa.

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OpenAI libera ChatGPT Images 2.0 com mais capacidades de raciocínio

A OpenAI lançou o ChatGPT Images 2.0, pouco mais de um ano após disponibilizar a geração de imagens diretamente no chatbot. A empresa descreve o novo sistema como uma “mudança de patamar” para modelos de geração de imagens, especialmente na capacidade de seguir instruções detalhadas, renderizar texto denso e posicionar objetos em cenas.

Pela primeira vez, a OpenAI construiu um modelo de imagem com capacidades de raciocínio, permitindo ao sistema buscar na web e verificar suas próprias saídas. Segundo a empresa, essas funcionalidades resultam em uma ferramenta mais confiável quando precisão, consistência e coesão visual são essenciais.

Avanços significativos em idiomas não latinos

A OpenAI investiu esforços consideráveis para tornar o Images 2.0 melhor no entendimento e renderização de texto não latino, com “ganhos significativos” na capacidade do modelo de lidar com japonês, coreano, chinês, hindi e bengali, segundo comunicado da empresa.

Simultaneamente, o novo modelo reproduz com mais fidelidade as características específicas de diferentes linguagens visuais. Segundo a OpenAI, isso torna o Images 2.0 mais útil para tarefas, como prototipagem de jogos e criação de storyboards.

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Novidade já está liberada para todos os usuários – Imagem: Reprodução

Maior flexibilidade e resolução

  • O novo modelo oferece maior flexibilidade em proporções, permitindo gerar imagens com largura de até 3:1 e altura de até 1:3;
  • Também produz designs em resoluções de até 2K e consegue gerar até oito saídas de uma só vez;
  • Em testes realizados pelo Electrek antes do lançamento público, o Images 2.0 foi desafiado a gerar um gato tartaruga no estilo pixel art da terceira geração de Pokémon;
  • O resultado foi considerado satisfatório, capturando adequadamente o estilo icônico dos jogos de Game Boy Advance. Em seguida, o modelo converteu a imagem em PNG transparente;
  • Dos três testes realizados, o ChatGPT levou mais tempo na segunda tarefa, produzindo uma saída ligeiramente diferente da primeira imagem gerada;
  • Ainda assim, conseguiu criar uma imagem transparente adequada, algo que outros modelos de imagem frequentemente enfrentam dificuldades para executar corretamente.

Quando mais pessoas testarem o modelo extensivamente, será possível avaliar melhor como ele se compara ao Nano Banana 2 do Google e identificar onde a OpenAI pode fazer melhorias adicionais.

Nem tudo é perfeito

Na nota, a OpenAI frisa que o ChatGPT Images 2.0 está “longe de ser infalível”. Isso porque o sistema pode enfrentar obstáculos em atividades que demandam compreensão física consistente do mundo, como instruções detalhadas de origami, resolução de quebra-cabeças complexos — a exemplo do Cubo de Rubik — e a representação correta de elementos posicionados em superfícies ocultas, inclinadas ou invertidas.

Além disso, padrões visuais extremamente densos ou repetitivos, como texturas de areia muito fina, podem levar o modelo ao limite de suas capacidades. Elementos, como rótulos e diagramas, também podem exigir ajustes para assegurar exatidão, sobretudo quando dependem de setas bem posicionadas ou da identificação correta de componentes. Essas limitações são vistas como áreas-chave a serem aprimoradas em desenvolvimentos futuros, diz a OpenAI.

Disponibilidade e acesso

O ChatGPT Images 2.0 já está disponível para todos os usuários do ChatGPT, incluindo aqueles nos planos Free e Go. Assinantes Plus e Pro têm acesso a saídas mais avançadas. A OpenAI também disponibilizou o modelo por meio de seu serviço de API e do aplicativo Codex, que, na semana passada, foi atualizado para oferecer geração de imagens integrada.

O lançamento do Images 2.0 ocorre poucos dias após a Anthropic entrar no mercado de design visual com seu próprio assistente de design.

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Amazon investe mais R$ 24,7 bi na Anthropic; startup vai gastar R$ 496 bi na AWS

A Anthropic anunciou, nesta segunda-feira (20), um novo investimento de US$ 5 bilhões (R$ 24,7 bilhões) advindos da Amazon, elevando seu aporte total na empresa de inteligência artificial (IA) para US$ 13 bilhões (R$ 64,4 bilhões).

Em contrapartida, a Anthropic se comprometeu a gastar mais de US$ 100 bilhões (R$ 495,3 bilhões) na Amazon Web Services (AWS) ao longo dos próximos dez anos.

O acordo garante à Anthropic acesso a até 5 GW de nova capacidade computacional para treinar e operar o Claude, seu assistente de IA. A estrutura ecoa um acordo similar que a Amazon fechou com a OpenAI há dois meses, quando participou de uma rodada de financiamento de US$ 110 bilhões (R$ 544,9 bilhões) contribuindo com US$ 50 bilhões (R$ 247,6 bilhões).

“O compromisso da Anthropic em executar seus grandes modelos de linguagem no AWS Trainium pela próxima década reflete o progresso que fizemos juntos em silício personalizado, enquanto continuamos a fornecer a tecnologia e a infraestrutura que nossos clientes precisam para construir com IA generativa”, afirmou o CEO da AMazon, Andy Jassy, em comunicado.

Esse investimento inclui, além dos US$ 5 bilhões agora, até US$ 20 bilhões (R$ 99 bilhões) futuros vinculados a “certos marcos comerciais”, segundo o comunicado.

Chips personalizados da Amazon estão em destaque

  • No centro do acordo estão os chips personalizados da Amazon: o Graviton, um processador de baixo consumo, e o Trainium, chip acelerador de IA que compete com a Nvidia;
  • O contrato da Anthropic cobre especificamente os chips Trainium2 até Trainium4, mesmo que o Trainium4 ainda não esteja disponível;
  • O chip mais recente, o Trainium3, foi lançado em dezembro;
  • Além disso, a Anthropic garantiu a opção de adquirir capacidade em futuros chips da Amazon conforme se tornarem disponíveis.

O anúncio pode sinalizar uma futura rodada de financiamento para a Anthropic. Investidores de capital de risco têm oferecido capital à empresa em negócios que a avaliariam em US$ 800 bilhões (R$ 3,9 trilhões) ou mais, segundo reportes do mercado.

Em fevereiro, a Amazon disse que quer investir cerca de US$ 200 bilhões (R$ 990,8 bilhões) em 2026 em despesas de capital, especialmente em infraestrutura de IA.

Como contrapartida, a Anthropic confirmou que vai gastar quase R$ 500 bi na AWS – gguy/Shutterstock

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Pressões

Além disso, a Anthropic afirmou, ainda nesta segunda, que a demanda corporativa e de desenvolvedores pelo Claude, bem como um “aumento acentuado” no uso pelos consumidores, levou à “premissão inevitável” em sua estrutura, impactando confiabilidade e desempenho.

A empresa de Dario Amodei disse também que esse novo acordo firmado com a Amazon expandirá rapidamente sua capacidade disponível.

“Nossos usuários nos dizem que o Claude é cada vez mais essencial para a forma como trabalham, e precisamos construir a infraestrutura para acompanhar a crescente demanda”, disse Amodei, CEO da Anthropic, no comunicado. “Nossa colaboração com a Amazon nos permitirá continuar avançando na pesquisa em IA, ao mesmo tempo em que disponibilizamos o Claude para nossos clientes, incluindo os mais de 100 mil que o utilizam na AWS.”

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ChatGPT caiu? Chatbot da OpenAI tem instabilidade

O ChatGPT caiu? O site Downdetector, que monitora relatos de falhas em serviços digitais, mostra uma alta de reclamações na manhã desta segunda-feira (20):

Nós também não conseguimos usar o ChatGPT nos últimos minutos:

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Nas redes sociais, relatos parecidos em diferentes partes do mundo:

A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, ainda não se manifestou.

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Pesquisadores chineses criam IA que evolui sozinha e supera humanos em testes

Pesquisadores da Universidade Jiao Tong de Xangai desenvolveram um modelo de inteligência artificial chamado ASI-Evolve que consegue se aprimorar de forma autônoma, criando versões melhores de si mesmo através de ciclos analíticos contínuos.

O sistema funciona executando um loop que espelha como humanos testariam tecnologias de IA, gerando variações de modelos, alterando métodos de treinamento e ajustando dados de entrada.

O ASI-Evolve incorpora dois componentes principais que o diferenciam de outros agentes evolutivos: uma base cognitiva que injeta experiências humanas acumuladas em cada rodada de exploração e um analisador dedicado que transforma resultados experimentais complexos em insights reutilizáveis para futuras iterações.

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Segundo os pesquisadores, este é o primeiro framework unificado a demonstrar descobertas orientadas por IA em três componentes centrais do desenvolvimento de inteligência artificial: dados, arquiteturas e algoritmos de aprendizado.

Performance superior em testes controlados

Em experimentos controlados, o ASI-Evolve conseguiu melhorar uma função específica — seu mecanismo de atenção — em 0,97 pontos em um teste de benchmark padrão, comparado aos 0,34 pontos alcançados por pesquisadores humanos.

As pontuações referem-se a scores neste teste, onde mesmo pequenos aumentos são considerados significativos, tornando o desempenho da IA quase três vezes superior ao humano nesta tarefa específica.

Imagem: ChatGPT / Olhar Digital

O sistema também demonstrou eficácia além da pesquisa em IA quando usado como modelo de descoberta de medicamentos, superando sistemas existentes. Os pesquisadores destacam que o modelo pode ser aplicado por analistas financeiros, engenheiros biomédicos, cientistas climáticos ou desenvolvedores de jogos para encontrar soluções melhores do que humanos conseguiriam explorar manualmente.

Colaboração entre humanos e máquinas

O pesquisador Xu Weixian explicou à publicação chinesa 36Kr que “em ASI-Evolve, introduzimos uma grande quantidade de experiência humana prévia. Não buscamos ‘evolução cega’ sem orientação humana porque o propósito experimental inicial e as ideias centrais são sempre propostas por humanos. O valor real do sistema está em usar a forte capacidade exploratória da IA para iterar rapidamente na direção orientada por humanos.”

Weixian enfatizou que o sistema funciona mais como um sistema colaborativo extremamente eficiente do que um substituto frio, promovendo uma mudança no papel humano da resolução e reparo de problemas para a definição de problemas. O sistema ainda requer supervisão humana em sua evolução, não representando uma ameaça a empregos.

Os pesquisadores não detalharam os custos energéticos de operação do ASI-Evolve, mas sua velocidade, eficiência e aprendizado em loop fechado sugerem um consumo de energia significativamente menor comparado aos principais modelos treinados em enormes conjuntos de dados. Agentes de IA são esperados para impulsionar a próxima etapa de desenvolvimento da China, onde novos data centers também são obrigatórios a usar tecnologia verde.

A pesquisa foi publicada no arXiv e está disponível no GitHub da Universidade Jiao Tong de Xangai.

Fonte: newatlas.com

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IA já reduz emprego e renda de jovens brasileiros, diz estudo

O pesquisador Daniel Duque, do FGV Ibre, conduziu um estudo que comprova o impacto negativo da inteligência artificial na renda e empregabilidade de jovens brasileiros. Em suma, os mais afetados são os que cogitam trabalhar em áreas onde a tecnologia é fundamental.

A pesquisa foi conduzida via dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE. Em resumo, os números indicam que brasileiros de 18 a 29 anos que trabalham em ocupações mais expostas à IA têm cerca de 5% menos de chance de estarem empregados do que teriam em um cenário sem esse nível de exposição à tecnologia.

Para quem tem pressa:

  • Uma pesquisa da FGV concluiu que a adesão da IA no mercado de trabalho já impacta a disponibilidade de emprego no Brasil;
  • Principais afetados são jovens entre 18 e 29 anos.

Mais informações sobre o estudo conduzido

Para chegar aos resultados, o estudo comparou grupos de trabalhadores com perfis semelhantes em 2022 — antes do lançamento do ChatGPT — e em 2025.

Carteira de trabalho (Reprodução: GOV) – (Reprodução: GOV)

A diferença entre eles era o nível de exposição à inteligência artificial: parte atuava em profissões mais impactadas pela tecnologia, como serviços de informação e o setor financeiro, enquanto o restante estava em ocupações menos expostas.

O levantamento indica que, após a popularização da IA, os trabalhadores mais expostos passaram a registrar uma perda maior de empregos em relação aos demais grupos.

Além disso, a renda desse grupo mais exposto foi cerca de 7% menor. Segundo o estudo, isso ocorre porque a inteligência artificial se mostra especialmente eficiente na execução de tarefas de entrada, como funções administrativas, de apoio e serviços básicos — atividades que, em geral, marcam o início da trajetória profissional de quem está entrando no mercado de trabalho.

Segundo Duque, as funções iniciais de entrada no mercado de trabalho tendem a ser as mais vulneráveis à substituição pela inteligência artificial, uma vez que essas atividades podem ser desempenhadas pela tecnologia de forma mais eficiente e com menor custo.

O estudo indica que o impacto da exposição à inteligência artificial sobre a empregabilidade das outras faixas etárias é bastante reduzido. “O trabalhador mais velho, em geral, tem como função tomar decisões, não fazer os trabalhos mais básicos e burocráticos. E tomar decisões não é algo que se vê, ainda, na IA“, diz o pesquisador.

Corredor de data center com servidores e chip de inteligência artificial ao centro
Infraestrutura de data centers e processamento voltados a aplicações de inteligência artificial (Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock) – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

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Em relação à queda de renda, a avaliação de Duque é que a tecnologia vem diminuindo o valor das tarefas mais padronizadas — justamente aquelas que costumam funcionar como porta de entrada para muitas carreiras administrativas.

O pesquisador destaca que as estimativas devem ser interpretadas com cautela, pois o período de observação ainda é curto e as informações disponíveis sobre a exposição das profissões à inteligência artificial são preliminares.

Ainda assim, ele aponta que já é possível perceber um impacto significativo da IA sobre a empregabilidade, o que considera preocupante, e acrescenta que, ao longo do tempo, todos os tipos de trabalho serão afetados, embora em diferentes níveis.

Ilustração de robô humanoide com inteligência artificial digitando em computador desktop num escritório
Inteligência artificial ‘ocupando’ uma vaga de emprego em um escritório (Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital)

O estudo de Duque aprofunda um levantamento realizado pelos pesquisadores Fernando de Holanda Barbosa Filho, Janaína Feijó e Paulo Peruchetti, do FGV IBRE, que, com base em uma metodologia da OIT (Organização Internacional do Trabalho), estimou que cerca de 30 milhões de trabalhadores no Brasil estavam em ocupações com algum nível de exposição à inteligência artificial generativa no terceiro trimestre do ano passado. Esse número corresponde a aproximadamente 29,6% da população ocupada.

Dentro desse grupo, cerca de 5,2 milhões estavam no nível mais alto de exposição, concentrados sobretudo entre os mais jovens, mais escolarizados, residentes na região Sudeste e atuantes no setor de serviços — com destaque para áreas de informação e comunicação e serviços financeiros.

Segundo o economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, a inteligência artificial tem automatizado principalmente “rotinas mais repetitivas”, típicas de “posições iniciais” no mercado de trabalho.

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Nvidia se afasta de gamers e prioriza IA, gerando frustração entre fãs

Durante décadas, a Nvidia foi sinônimo de inovação para o público gamer. No entanto, com a ascensão da inteligência artificial (IA), parte dessa base fiel começa a sentir que a empresa deixou suas origens em segundo plano.

Por cerca de 30 anos, a Nvidia não era um nome popular fora do universo dos jogos eletrônicos. Isso mudou recentemente, à medida que a companhia se tornou a empresa mais valiosa do mundo, impulsionada pela demanda crescente por chips voltados à IA.

Segundo Stacy Rasgon, da Bernstein Research, o segmento de jogos já não ocupa o papel central na estratégia da empresa. “O segmento de jogos não é mais a força motriz da empresa. Houve um momento em que claramente era”, afirmou, à CNBC.

Nvidia sempre foi sinônimo de jogatina digital

  • A trajetória da Nvidia está diretamente ligada aos gamers;
  • Em 1999, a empresa lançou a GeForce 256, considerada a primeira GPU moderna, tecnologia essencial para gráficos avançados e altas taxas de quadros em jogos;
  • Na época, a companhia chegou a demitir a maior parte de seus funcionários e quase foi à falência para viabilizar o projeto. O sucesso entre os jogadores, no entanto, ajudou a empresa a se recuperar;
  • Hoje, a realidade é outra. Com a explosão da IA, a maior parte da receita da Nvidia vem de produtos voltados a data centers e computação avançada. A empresa passou a priorizar GPUs mais lucrativas, como as das arquiteturas Hopper e Blackwell;
  • Os números refletem essa mudança: a margem operacional do segmento de computação e redes foi, em média, de 69% nos últimos três anos, enquanto o segmento de gráficos para consumidores registrou cerca de 40%.

Para Greg Miller, cofundador do podcast “Kinda Funny Games Daily”, essa mudança é compreensível, mas dolorosa. “Eu entendo que eles vão perseguir isso. E isso parte meu coração”, disse. “Dance com quem te trouxe. Os gamers te trouxeram até aqui”, completou.

Há ainda a possibilidade de 2026 marcar um ponto simbólico: pode ser o primeiro ano em três décadas sem o lançamento de uma nova geração da linha GeForce voltada ao consumidor, segundo previsões de analistas.

Apesar disso, a Nvidia afirma que os gamers continuam sendo “extremamente importantes” e que a empresa segue inovando em tecnologias voltadas a esse público. A atual série RTX 50 foi apresentada em janeiro de 2025, durante a CES.

Alguns jogadores, no entanto, veem um lado positivo na possível pausa. Tim Gettys, também do “Kinda Funny Games”, afirmou que a ausência de lançamentos frequentes pode aliviar os custos para consumidores. “É difícil acompanhar. Você não consegue atualizar todo ano”, disse.

Domínio da IA transforma estratégia

A base da atual liderança da Nvidia em IA remonta a 2006, com o lançamento do CUDA, ferramenta que permitiu o uso de GPUs para computação geral. Em 2012, a tecnologia ganhou destaque com o AlexNet, sistema de aprendizado profundo que superou concorrentes em um importante concurso de reconhecimento de imagens.

A mudança estratégica ficou ainda mais evidente em 2020, com a aquisição da Mellanox Technologies por US$ 7 bilhões (R$ 34,8 bilhões), reforçando a atuação em computação de alto desempenho.

Desde então, a empresa tem investido em GPUs de alto nível e sistemas completos para IA, como a plataforma Vera Rubin. Segundo analistas, uma única GPU Blackwell pode custar até US$ 40 mil (R$ 199,2 mil), enquanto sistemas completos podem chegar a US$ 4 milhões (R$ 19,9 milhões). Em contraste, as GPUs gamer da série RTX 50 são vendidas entre US$ 299 e US$ 1.999 (R$ 1,4 mil e R$ 9,9 mil).

Mesmo no mercado gamer, os preços seguem elevados. Durante os picos das criptomoedas em 2018 e 2021, GPUs chegaram a custar até três vezes o preço original. Atualmente, modelos, como a RTX 5090, ainda podem ser encontrados por até o dobro do valor sugerido.

Escassez de memória afeta mercado gamer — incluindo a Nvidia

Além da estratégia voltada à IA, outro fator influencia a menor atenção ao público gamer: a escassez de memória. Relatórios indicam que a Nvidia pode reduzir a produção de GPUs gamer em até 40% devido à falta de DRAM, memória essencial para o funcionamento desses componentes.

A escassez impacta diretamente o custo de produção e, consequentemente, o preço final para o consumidor. A consultoria Gartner projeta aumento de 17% nos preços de PCs em 2026, com queda de 10,4% nas vendas. “Com tudo ficando tão caro, é preocupante ver os preços subindo no lado gamer sem sinais de queda”, disse Gettys.

A tendência pode afetar ainda mais o mercado de entrada. Caso esse segmento desapareça até 2028, como prevê a Gartner, a demanda por GPUs mais baratas deve cair. Segundo Rasgon, a prioridade da indústria está clara: “Cada pedaço de memória disponível está sendo direcionado para computação de IA”.

GPUs avançadas utilizam memória HBM, que exige mais recursos para produção, agravando a escassez para produtos de consumo.

Empresa de Jensen Huang tentou tranquilizar fãs, mas não deve fazer atualização na linha de GPUs – Imagem: Ruslan Lytvyn/Shutterstock

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IA nos jogos gera controvérsia

A tensão entre Nvidia e gamers também se manifesta nas novas tecnologias. Durante a conferência da empresa GTC, o CEO Jensen Huang anunciou o DLSS 5, nova versão da tecnologia que utiliza IA para melhorar desempenho gráfico. A novidade gerou críticas. Parte da comunidade teme que o uso de IA generativa altere a estética original dos jogos. “Eu jogo videogame porque é uma forma de arte”, disse Miller. “Quero ver a marca do criador.”

Gettys, que elogiava versões anteriores da tecnologia, foi mais direto: “Mas ao adicionar IA generativa, parece um tapa na cara.” Ele também demonstrou preocupação com o futuro da indústria, temendo que jogos totalmente gerados por IA se tornem realidade.

A Nvidia defende que suas tecnologias são ferramentas para desenvolvedores e não substitutos. Em nota, a empresa afirmou que os jogos são uma forma de arte e que suas soluções visam ajudar criadores a alcançar sua visão.

Huang também rebateu críticas de que a tecnologia tornaria os jogos homogêneos. “Eles estão completamente errados”, disse.

Streaming e concorrência

Apesar das críticas, a Nvidia mantém forte presença no mercado gamer por meio do serviço GeForce NOW, que permite jogar via streaming utilizando GPUs em data centers. Segundo Miller, a empresa conseguiu acertar no modelo. Gettys afirmou que a plataforma é a melhor do mercado “com folga”.

A principal concorrente da Nvidia nesse segmento é a AMD, com sua linha Radeon. Ainda assim, especialistas apontam que ambas enfrentam o mesmo desafio de acesso à memória. “Se a Nvidia não consegue memória, a AMD também não vai conseguir”, afirmou Rasgon.

Mesmo com a concorrência, a preferência entre jogadores de PC parece definida. “Existe um favorito claro”, disse Gettys. “Se você joga no PC, vai querer uma placa da Nvidia.”

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App Store: IA impulsiona novo boom de crescimento na plataforma

A App Store da Apple e o Google Play registraram um aumento de 60% no lançamento de novos aplicativos no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da empresa de inteligência de mercado Appfigures. Quando analisada isoladamente, a App Store do iOS apresentou crescimento ainda maior, de 80%.

Em abril de 2026, o número total de lançamentos de aplicativos aumentou 104% em ambas as lojas, comparado ao mesmo período de 2025, com alta de 89% especificamente no iOS. Os dados contrariam previsões de que a ascensão dos chatbots e agentes de IA reduziria o uso de aplicativos móveis.

A hipótese principal é que ferramentas de programação assistida por IA, como Claude Code e Replit, estejam facilitando a criação de aplicativos para pessoas sem conhecimento técnico avançado. Essa democratização pode estar gerando uma nova corrida do ouro na App Store, liderada por criadores com ideias mas sem habilidades técnicas para desenvolver software móvel.

Os dados da Appfigures mostram que certas categorias registram um número ainda maior do que outras. Jogos móveis continuam representando a maior parte dos novos lançamentos mundiais no primeiro trimestre de 2026, como em anos anteriores. Uma nova categoria atingiu o top cinco este ano , a de “produtividade”.

A categoria “utilitários” subiu para a segunda posição, enquanto aplicativos de “estilo de vida” avançaram da quinta colocação em 2025 para a terceira posição atual. Aplicativos de “saúde e bem-estar” completam o top cinco das categorias com mais lançamentos.

Desafios de segurança 

Esta semana, a Apple removeu o aplicativo de recompensas Freecash da App Store por violações de regras, após permitir que o app subisse no ranking e permanecesse entre os cinco primeiros por meses.

A empresa também foi surpreendida por um aplicativo malicioso de criptomoedas, um clone do Ledger Live, que drenou US$ 9,5 milhões em criptomoedas das contas das vítimas. Embora a empresa faça um trabalho significativo bloqueando e rejeitando aplicativos perigosos ou spam, especialistas argumentam que a App Store precisa de uma “equipe anti-fraude” que monitore aplicativos fraudulentos que estão ganhando popularidade.

A análise mais recente da Apple, de 2024, mostra que a empresa removeu ou rejeitou mais de 17.000 aplicativos por propaganda enganoza, rejeitou mais de 320.000 submissões identificadas como spam, e impediu que mais de 37.000 aplicativos potencialmente fraudulentos chegassem aos usuários. O avanço da IA na criação de novos aplicativos intensifica ainda mais a fiscalização e monitoramento de segurança.

Fonte: techcrunch.com

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Brasil firma acordo com China para desenvolver IA no setor público

O Governo Federal formalizou, na sexta-feira (10), um acordo de cooperação em inteligência artificial (IA) envolvendo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a empresa chinesa iFlytek. A iniciativa tem como objetivo o desenvolvimento de capacidades nacionais voltadas ao funcionamento do Estado, com foco em tecnologias sob controle público.

A parceria dá continuidade à cooperação tecnológica entre Brasil e China e posiciona a IA como parte das infraestruturas consideradas críticas para a operação estatal.

Durante a assinatura, o ministro interino do MCTI, Luis Fernandes, destacou o contexto global de transformação tecnológica. “Este protocolo se insere na cooperação estratégica entre Brasil e China em ciência e tecnologia. Estamos diante de uma revolução baseada em inteligência artificial, e os países que não desenvolverem capacidade própria ficarão dependentes de tecnologias externas, em um contexto em que o acesso pode ser limitado”, afirmou.

Segundo o ministro, a iniciativa prevê o desenvolvimento conjunto de tecnologias e a transferência de conhecimento para o Brasil, com impactos relacionados à soberania digital.

O que diz o acordo de IA entre Brasil e China

  • O acordo estabelece diretrizes para cooperação em pesquisa, desenvolvimento e formação de capacidades em IA;
  • Entre os focos estão a criação de modelos de linguagem adaptados ao português brasileiro, sistemas de tradução e acessibilidade, aplicações em cibersegurança e o desenvolvimento de soluções voltadas à infraestrutura de IA no país;
  • A Casa Civil participou da articulação entre os órgãos envolvidos e da integração da iniciativa com outras agendas estratégicas do governo;
  • O secretário-adjunto de Desenvolvimento Produtivo e Inovação, Rodrigo Rodrigues da Fonseca, afirmou que a parceria resulta de esforços conjuntos entre os dois países;
  • “Essa parceria resulta de um esforço coordenado de construção de sinergias entre os processos de desenvolvimento do Brasil e da China. Aqui, estamos estruturando um projeto para o futuro do Brasil, voltado à capacitação de pesquisadores e empresas no desenvolvimento de modelos de linguagem e sistemas de inteligência artificial”, declarou.

A execução técnica ficará sob responsabilidade do Serpro, que atua na operação de sistemas estruturantes e na gestão da infraestrutura de dados utilizada em serviços públicos digitais.

O presidente da empresa, Wilton Mota, afirmou que a instituição exerce um papel de integração entre diferentes frentes do Estado. “O Serpro atua como quem executa a tecnologia no Estado brasileiro, fazendo a ligação entre a pesquisa, a política pública e a entrega para o cidadão”, disse.

De acordo com Mota, o Serpro já conta com mais de 300 soluções baseadas em IA em seu portfólio, o que deve servir de base para a ampliação do uso dessas tecnologias.

“Esse acordo cria condições para avançar de forma acelerada no desenvolvimento dessas soluções, ampliar o uso da IA nos serviços oferecidos à população e garantir que a empresa atenda à necessidade do Estado no que se refere à soberania digital no campo da IA”, afirmou.

Ratificação do acordo visa melhorar o Brasil no setor de IA em todos os seus campos – Imagem: Divulgação/Serpro

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O protocolo também prevê o desenvolvimento de infraestrutura nacional de IA, incluindo data centers, ambientes de nuvem segura e plataformas de dados interoperáveis. Essas estruturas poderão ser integradas e ampliadas a partir de sistemas já existentes.

Além disso, estão previstos programas de capacitação, como intercâmbio de pesquisadores, cursos, visitas técnicas e concessão de bolsas de estudo, com o objetivo de formar especialistas e ampliar a capacidade técnica nacional na área.

Nesse contexto, representantes do Serpro destacaram a importância do domínio completo do ciclo de desenvolvimento tecnológico.

O responsável pelo Centro de Excelência em Ciência de Dados e Inteligência Artificial da empresa, Carlos Rodrigo Lima, afirmou: “Não se trata apenas de utilizar modelos prontos, mas de dominar todo o ciclo de desenvolvimento, da curadoria de dados ao treinamento, avaliação e operação em ambiente de produção. É isso que garante que a inteligência artificial esteja, de fato, a serviço do Estado.”

As ações previstas no acordo dependerão da formalização de instrumentos específicos entre os participantes, permitindo a adaptação da cooperação conforme prioridades técnicas e estratégicas ao longo do tempo.

No âmbito internacional, a parceria com a iFlytek segue iniciativas anteriores de cooperação entre Brasil e China na área de ciência e tecnologia. O vice-presidente da empresa, Ji Lin, afirmou que a colaboração busca impulsionar o desenvolvimento tecnológico.

“A inteligência artificial está no centro da transformação tecnológica global, e é importante que os países desenvolvam capacidades ao longo de toda a cadeia. A parceria com o Brasil é uma cooperação importante para avançarmos em pesquisa e acelerar o desenvolvimento de soluções”, declarou.

O acordo conta ainda com o acompanhamento do Ministério das Relações Exteriores. O diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Propriedade Intelectual, embaixador Eugênio Vargas Garcia, destacou a necessidade de ampliar capacidades nacionais.

“A inteligência artificial está no centro da revolução tecnológica, e o Brasil precisa desenvolver capacidades não apenas em IA generativa, mas em toda a cadeia associada a essa tecnologia. No caso dos modelos de linguagem, esse protocolo é importante para fortalecer a cooperação e ampliar a autonomia estratégica do país”, afirmou.

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