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Educação do futuro? Escolas com IA ganham espaço entre ricos dos EUA

Famílias de alta renda nos Estados Unidos estão pagando valores elevados para matricular crianças em instituições que usam inteligência artificial como parte central do ensino. O modelo transforma alunos em participantes de testes de novas ferramentas educacionais.

A iniciativa ganhou espaço entre empresários e investidores ligados ao setor de tecnologia, especialmente no Vale do Silício. Empresas como Forge Prep e Alpha School passaram a oferecer programas privados que substituem parte do formato escolar tradicional por tutores de IA e atividades guiadas por projetos.

O movimento ocorre em meio ao debate sobre os limites da inteligência artificial na educação. Apesar do entusiasmo de alguns pais, ainda não há comprovação apresentada por essas empresas de que o método produza melhores resultados acadêmicos.

Escolas experimentais vendem uma nova proposta de aprendizado

Inteligência Artificial – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

As instituições que adotaram esse modelo apresentam a inteligência artificial como uma alternativa para repensar a educação convencional. A promessa é desenvolver crianças mais preparadas para resolver problemas e lidar com situações do mundo real, em vez de apenas memorizar conteúdos.

Um dos defensores dessa visão é Shaun Johnson, investidor de capital de risco de San Francisco. De acordo com o empresário, a educação tradicional apresenta falhas e novas iniciativas poderiam estimular habilidades como adaptação e pensamento independente. Ele afirmou ao The Wall Street Journal que sua intenção era oferecer ao filho uma formação voltada menos para a repetição de informações e mais para a capacidade de enfrentar desafios.

Apesar desse argumento, o texto aponta críticas à ideia de que sistemas de inteligência artificial sejam capazes de desenvolver plenamente esse tipo de competência. A avaliação considera que essas ferramentas podem apresentar comportamento excessivamente concordante e não necessariamente incentivar o pensamento crítico das crianças.

Outro ponto de preocupação envolve a abordagem de temas considerados sensíveis. MacKenzie Price, cofundadora da Alpha School, declarou que pretende evitar questões políticas e sociais controversas nas salas de aula. A reportagem do TWSJ questionou se essa escolha poderia limitar discussões sobre assuntos históricos e sociais importantes, especialmente em turmas que chegam ao ensino médio.

Além das dúvidas sobre conteúdo, existe uma falta de transparência sobre os resultados obtidos. Segundo a reportagem, empresas como a Forge não divulgam indicadores de desempenho que permitam avaliar se seus métodos realmente melhoram a aprendizagem dos estudantes.

A ausência de dados comparáveis também aparece como um dos principais obstáculos para medir o impacto dessas instituições. Diferentemente das escolas públicas, essas organizações privadas não têm a mesma obrigação de apresentar indicadores educacionais aos órgãos estaduais, o que dificulta uma análise independente sobre a eficiência dos métodos adotados.

Sobre as escolas e suas ementas curriculares

Criança entediada na sala de aula da escola
Imagem: Jacob Wackerhausen / iStock

Entre as instituições que ganharam destaque está a Alpha School, criada em Austin, no Texas. A rede, voltada principalmente ao ensino fundamental, expandiu sua presença nos Estados Unidos e passou a oferecer unidades em diferentes regiões do país, além de uma plataforma de educação domiciliar baseada em um currículo voltado ao desenvolvimento de habilidades.

O crescimento da escola acompanha uma mudança no perfil dos pais interessados em alternativas educacionais. Muitos deles acreditam que a inteligência artificial terá impacto significativo na economia e, por isso, consideram que modelos tradicionais de ensino podem não preparar adequadamente os estudantes para um ambiente profissional em transformação.

Nesse cenário, a Alpha aposta em uma combinação entre tecnologia e atividades presenciais. O sistema acompanha as interações dos alunos e utiliza essas informações para ajustar conteúdos futuros, criando uma sequência de aprendizagem individualizada conforme o desempenho de cada estudante.

Quanto mais IA, maior o investimento financeiro

Celular com ChatGPT aberto em navegador sobre notas de dólares
(Imagem: Hamara/Shutterstock)

A proposta também atraiu famílias dispostas a investir valores elevados na formação dos filhos. Shaun Johnson, investidor de capital de risco de San Francisco, escolheu a instituição para o filho após demonstrar insatisfação com a escola pública definida por um sistema de loteria local e não considerar suficientemente atraentes as opções privadas convencionais.

A escola cobra cerca de US$ 75 mil por ano na unidade frequentada pelo filho de Johnson. Para o investidor, o principal atrativo não está apenas na presença da inteligência artificial, mas na possibilidade de oferecer um percurso educacional ajustado às necessidades específicas de cada criança.

A expansão desse modelo também despertou interesse de pesquisadores e educadores que analisam seus possíveis efeitos. Caroline Hoxby, professora da Universidade de Stanford, afirma que a aprendizagem baseada em projetos possui uma longa trajetória histórica, mas ressalta que a integração com sistemas de inteligência artificial ainda representa uma mudança recente.

Segundo a pesquisadora, pais ligados ao setor de tecnologia tendem a aceitar com mais facilidade novas ferramentas educacionais porque acreditam que a inteligência artificial substituirá tarefas baseadas em repetição e padrões. No entanto, ela alerta que a falta de estudos robustos impede conclusões definitivas sobre os benefícios dessas experiências.

A discussão também envolve a própria identidade dos profissionais que atuam nessas escolas. Victor Lee, professor da Escola de Educação de Stanford, avalia que a substituição do termo “professor” por denominações como “guia” ou “mentor” pode reduzir a valorização da preparação e das habilidades necessárias para exercer a docência.

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Imagem: Phonlamai Photo/Shutterstock

A Alpha, por sua vez, afirma que a escolha dos termos ocorreu por decisão dos próprios profissionais da rede. A porta-voz Anna Davlantes declarou que os guias participaram de uma votação e optaram por não utilizar a denominação tradicional de professores.

Outro exemplo da expansão do modelo vem de Renzi Stone, empresário de Oklahoma City, que passou a utilizar a plataforma doméstica da Alpha para o filho. Depois de investir mais de US$ 300 mil em educação privada para os dois filhos ao longo dos anos, ele afirmou ver na inteligência artificial uma oportunidade de transformar o uso de telas em uma experiência mais produtiva.

Na Forge Prep, a procura pela proposta também aumentou. O fundador Anand Sanwal informou ter recebido centenas de inscrições para novas turmas, embora a escola mantenha inicialmente um número limitado de estudantes. A instituição pretende ampliar gradualmente sua estrutura até atender alunos do ensino médio.

Além do currículo voltado para habilidades práticas, a Forge criou um incentivo para estudantes que decidirem abrir empresas após a conclusão dos estudos. Alunos que seguirem esse caminho poderão receber investimento financeiro da própria escola, segundo a proposta apresentada pela instituição.

Sanwal defende que a tecnologia deve ser utilizada como instrumento de criação, e não apenas como meio de consumo de informação. Para ele, a velocidade das mudanças atuais exige uma reformulação da educação para preparar estudantes diante de um cenário diferente daquele enfrentado pelas gerações anteriores.

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Seus dados no Google agora podem treinar inteligência artificial. Saiba como evitar

Se você usa o Google no dia a dia, existe uma boa chance de estar contribuindo, mesmo sem perceber, para o treinamento de inteligência artificial da empresa. Uma atualização recente nas configurações de privacidade trouxe isso de forma mais clara — e mais ampla também.

Segundo o TechCrunch, o Google passou a incluir novos tipos de dados nesse processo, incluindo mídias como imagens, áudios e vídeos.

Usuários podem estar contribuindo com dados para IA do Google sem perceber após nova mudança nas configurações. – Imagem: @Freepik/Freepik

O que entra nessa nova coleta de dados

A mudança foi enviada aos usuários por e-mail em junho e mexe diretamente na forma como o histórico de atividades é tratado dentro dos serviços do Google.

E aqui não estamos falando só de buscas. O escopo ficou maior.

Na prática, qualquer interação dentro do ecossistema pode entrar nesse fluxo de dados usado para melhorar sistemas de IA.

Entre os serviços impactados estão:

  • Google Lens (busca por imagem, fotos e câmera)
  • Google Maps e ferramentas de localização
  • Google Tradutor
  • Google Shopping e Notícias
  • Pesquisas por voz no aplicativo do Google
Criança usando celular numa mesa grande de madeira
Fotos, vídeos e gravações de voz podem ser armazenados pelo Google para aprimorar modelos de inteligência artificial. – Imagem: BrianAJackson/iStock

O que muda para o usuário na prática

O Google criou duas novas opções de controle: “Histórico de Serviços de Pesquisa” e “Recomendações Personalizadas”. Elas definem como seus dados são armazenados e usados na personalização da experiência.

Mas tem um ponto que chama atenção. Não é só texto ou histórico simples. Fotos, vídeos e gravações de áudio também entram nessa equação.

Leia mais:

Uma imagem enviada no Lens, por exemplo. Ou uma pesquisa por voz. Tudo isso pode ser armazenado e reutilizado no treinamento de IA.

O TechCrunch observa que essa prática acompanha um movimento mais amplo da indústria — empresas estão cada vez mais usando dados reais de usuários para treinar modelos de inteligência artificial.

Como o usuário pode controlar isso

Apesar da mudança, o Google não removeu as opções de controle. Dá para ajustar — ou até desligar parte desse uso — direto nas configurações da conta.

O usuário pode escolher quanto tempo os dados ficam armazenados e também limitar o uso de mídias para treinamento.

  • Desative “Salvar Mídias” nas configurações de pesquisa
    Impede que fotos, vídeos e áudios sejam armazenados e usados no treinamento de IA.
  • Ajuste o “Histórico de Serviços de Pesquisa”
    Reduz o uso das suas buscas e atividades na personalização e no treino de sistemas.
  • Controle o tempo de retenção dos dados
    Define por quanto tempo suas informações ficam salvas, diminuindo o volume de dados coletados.
  • Gerencie “Atividade na Web e de Apps” separadamente
    Limita o registro geral do seu uso nos serviços do Google.
  • Desative “Recomendações Personalizadas”
    Evita que seu comportamento seja usado para ajustar sugestões e melhorar sistemas de IA.
criptografia, wi-fi
Configurações de privacidade do Google agora permitem maior controle sobre uso de dados pessoais. – Imagem: babar ali 1233/Shutterstock

    Uma mudança silenciosa, mas com efeito real

    O Google também reorganizou suas configurações: o histórico de buscas agora aparece separado das demais atividades. E isso muda a forma como o controle de privacidade funciona na prática.

    A ideia é melhorar os modelos de IA com dados reais de uso. Mas há um detalhe importante — nem todo mundo vai perceber que isso mudou.

    E esse talvez seja o ponto central da discussão. A coleta não é nova, mas ficou mais abrangente, mais integrada ao uso diário. E menos visível também.

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    Microsoft libera botão para desligar IA no Teams e mudança já tem data

    A Microsoft vai permitir que organizadores desliguem recursos de IA no Teams, como o Copilot, o Facilitator e o resumo automático das reuniões. A mudança foi revelada pelo Windows Central e chega como resposta a uma demanda bem direta: mais controle sobre o que a IA faz dentro das reuniões.

    A liberação começa a ser aplicada em fases ao longo de julho de 2026.

    Copilot pode ser desligado em reuniões do Teams com nova função anunciada pela Microsoft para julho de 2026.
    – Imagem: Azulblue / Shutterstock.com

    O que muda no uso do Teams na prática

    Na rotina das reuniões, a novidade dá mais poder a quem organiza o encontro. Agora será possível desativar funções como o Copilot e o “recap” automático, além do Facilitator — ferramentas que hoje ajudam a organizar informações e resumir discussões.

    Só que isso não será liberado de forma geral. Tem um detalhe importante aqui: apenas organizadores com licença poderão mexer nesses controles. Ou seja, não é algo aberto para qualquer participante.

    A Microsoft comunicou a atualização pela Central de Mensagens do Microsoft 365 e confirmou que ela vale para todas as versões do Teams, sem exceção — desktop, web e mobile entram no pacote.

    • Desligamento do Copilot durante reuniões
    • Controle do Facilitator e do resumo automático
    • Restrito a organizadores com licença
    • Disponível em todas as versões do Teams

    O pacote de IA dentro das reuniões

    O chamado “Meeting AI” reúne os principais recursos de inteligência artificial do Teams. Entre eles estão o Copilot, o Facilitator e o Intelligent Recap, que monta resumos automáticos depois das reuniões.

    Na teoria, essas ferramentas ajudam bastante: organizam notas, preenchem lacunas e destacam o que foi mais importante. Mas nem sempre agradam todo mundo — e isso a própria Microsoft já reconheceu em diferentes comunicações.

    Em reportagem, o Windows Central observa que os recursos podem melhorar a produtividade, desde que não sejam usados de forma automática demais, sem critério.

    Logo do Microsoft Teams na tela de um smartphone
    Organizador de reunião no Teams poderá decidir quando usar IA como Copilot e quando manter tudo manual. – Imagem: El editorial/Shutterstock

    Por que a Microsoft mudou agora

    Existe uma pressão crescente por mais controle sobre a IA no ambiente corporativo. Muita gente simplesmente quer decidir quando essas ferramentas entram ou não na reunião — e isso virou uma discussão constante no setor.

    Leia mais:

    O Windows Central também lembra que já existe um debate mais amplo sobre dependência de IA no trabalho. Em tom quase irônico, um analista chegou a comentar a ideia de “proibir IA nas tardes de sexta-feira”, refletindo um certo cansaço com automações em excesso.

    Pesquisadores da própria Microsoft, citados pelo site, já apontaram que chatbots podem perder eficiência em conversas longas. Isso ajuda a explicar por que ajustes como esse estão sendo feitos agora.

    No fim das contas, a mudança não tira a IA do Teams. Só deixa mais fácil escolher quando ela entra — e quando fica de fora.

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    Conheça “Misaligned”, o filme com atriz de IA que divide a indústria

    A IA Tilly Norwood vai estrelar o filme “Misaligned”, em um anúncio da produtora Particle 6. A novidade foi revelada pela Variety. É a primeira vez que a personagem virtual aparece como protagonista de um longa.

    O projeto já chama atenção não só pela proposta, mas também pelo tipo de discussão que reacende em Hollywood.

    “Misaligned” leva o Tillyverse para as telas e mostra uma IA sem corpo físico tentando se tornar mais humana. – Imagem: Particle6/Xicoia

    Um mergulho no “Tillyverse” e na ideia do filme

    “Misaligned” é descrito como uma comédia dramática de amadurecimento com elementos de ficção científica e um caos existencial ligado à inteligência artificial. A história se passa no chamado “Tillyverse”, um ambiente digital dentro da nuvem onde Tilly existe sem corpo físico, sem infância e sem experiências próprias — apenas dados e interações.

    No meio desse cenário, surge um bot rebelde vindo da dark web que muda completamente o rumo da personagem. Ele convence Tilly a abandonar suas barreiras internas e, a partir disso, ela passa a desenvolver desejos, impulsos e ambições.

    O Engadget descreve essa transformação como uma espécie de tentativa de “humanização” da IA, em meio ao caos que o próprio sistema começa a criar.

    • IA sem corpo e sem vivência humana
    • Universo digital chamado “Tillyverse”
    • Influência de um bot da dark web
    • Evolução para desejos e comportamentos humanos

    Produção mistura cinema tradicional e IA

    A Particle 6 aposta em um modelo híbrido para o filme. A ideia é juntar profissionais tradicionais do cinema — roteiristas, diretores e editores — com especialistas em inteligência artificial, trabalhando ao mesmo tempo no processo criativo.

    Leia mais:

    Eline van der Velden, CEO da empresa, afirmou em fala à Variety que a IA pode apoiar narrativas mais sofisticadas, mas isso só acontece quando há combinação com “craft humano, habilidade, julgamento e tempo”. Não seria substituição, e sim colaboração.

    Atríz Tilly Norwood foi criada por IA.
    O novo filme da Particle 6 aposta em uma produção híbrida entre cinema tradicional e inteligência artificial. – Imagem: Divulgação/Particle 6

    Entre entusiasmo e dúvidas na indústria

    A presença de Tilly Norwood segue dividindo opiniões desde sua criação. Há críticas de sindicatos e profissionais de Hollywood, principalmente por preocupações envolvendo substituição de atores e o uso de dados ligados a performances humanas.

    Van der Velden disse ainda que o filme deve ter um tom “engraçado, caótico e autoconsciente”, quase como se comentasse a própria polêmica que o cerca. Mas o Engadget lembra que ainda há bastante incerteza: o projeto está em fase inicial e não há garantias de que será concluído.

    Por enquanto, “Misaligned” segue em desenvolvimento e sem data de estreia definida — cercado tanto de expectativa quanto de ceticismo.

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    Guerra da IA: empresas dos EUA dizem que China copia seus chatbots

    A disputa entre Estados Unidos e China pela liderança da IA ganhou um novo capítulo. Segundo reportagem do The Washington Post, empresas americanas afirmam que concorrentes chinesas estariam recorrendo à técnica de destilação para acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas de IA.

    A corrida deixou de envolver apenas inovação. Hoje, também reúne interesses econômicos, segurança nacional e a disputa pelo domínio de uma das tecnologias mais estratégicas do mundo.

    Empresas como Anthropic e OpenAI alertam para práticas que podem estar acelerando o avanço da IA chinesa. – Imagem: Primakov / Shutterstock

    Como funciona a destilação

    Nos últimos meses, a Anthropic chegou a testar um sistema para identificar usuários do Claude Code ligados a empresas chinesas de IA. O mecanismo verificava informações como fuso horário e determinados domínios de internet, mas foi retirado após críticas de especialistas em privacidade.

    O episódio expôs uma preocupação crescente das empresas americanas com a chamada destilação. A técnica utiliza respostas produzidas por modelos avançados para treinar sistemas menores e mais baratos. Embora seja comum na indústria, seu uso sem autorização viola as regras estabelecidas pelos desenvolvedores desses modelos.

    Chineses reduzem a diferença

    Conforme relata o The Washington Post, a distância tecnológica entre os dois países diminuiu rapidamente. Laboratórios chineses passaram a lançar sistemas capazes de competir com soluções desenvolvidas nos Estados Unidos e, em alguns casos, oferecendo alternativas gratuitas.

    Entre os principais pontos destacados estão:

    • empresas americanas acusam rivais chinesas de usar destilação sem autorização;
    • modelos chineses gratuitos ganham espaço entre pesquisadores e desenvolvedores;
    • a Anthropic afirma ter identificado milhões de interações suspeitas com o Claude;
    • empresas dos EUA defendem regras mais rígidas para proteger seus modelos.

    “Elas estão muito próximas”, disse Srinivas Mukkamala, CEO da empresa de cibersegurança Securin, ao comentar a evolução dos modelos chineses. Segundo ele, além da qualidade, essas soluções “não custam nada”.

    Washington endurece o discurso

    A Anthropic e a OpenAI passaram a defender que o uso indevido da destilação representa não apenas um problema de propriedade intelectual, mas também uma questão de segurança nacional. Essa visão passou a influenciar parte das discussões do governo americano sobre novas restrições ao acesso de laboratórios chineses às tecnologias desenvolvidas nos EUA.

    Leia mais:

    “A argumentação da Anthropic é que esta é uma disputa geopolítica pelo futuro do mundo, da liberdade e da democracia”, afirmou Kyle Chan, pesquisador do Centro para a China da Brookings Institution.

    Pessoa utilizando ferramentas de inteligência artificial em um notebook.
    Disputa entre gigantes da IA expõe nova era de espionagem, inovação e controle de tecnologia. – Imagem: vittaya pinpan / Shutterstock

    Uma disputa sem prazo para acabar

    Mesmo com restrições mais rígidas, impedir completamente o acesso aos modelos americanos continua sendo um desafio. Segundo o The Washington Post, usuários chineses recorrem a contas de terceiros, servidores proxy e outros serviços para contornar os bloqueios.

    Especialistas também alertam que atribuir o avanço da IA chinesa apenas à destilação pode levar à subestimação da capacidade de inovação da indústria do país. Enquanto governos discutem novas barreiras e empresas reforçam seus mecanismos de proteção, a competição entre Estados Unidos e China continua moldando o futuro da inteligência artificial.

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    Nova geração da IA pode disparar o consumo de energia dos data centers

    Os agentes de IA estão entre as apostas mais promissoras da inteligência artificial. Mas, à medida que assumem tarefas mais complexas, um problema começa a ganhar atenção: o consumo de energia.

    Segundo o TechXplore, pesquisadores descobriram que esses sistemas podem gastar até 136,5 vezes mais eletricidade por consulta do que a IA generativa convencional, colocando a eficiência energética no centro das próximas discussões sobre a tecnologia.

    Uma única consulta a um agente de IA pode consumir, em média, 348,41 watts-hora em modelos de grande porte. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

    Muito além de responder perguntas

    Os agentes de IA representam uma evolução dos grandes modelos de linguagem. Em vez de apenas gerar respostas, conseguem planejar tarefas, utilizar ferramentas externas, executar códigos e tomar decisões ao longo de várias etapas.

    Foi justamente esse comportamento que levou pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST) a medir, pela primeira vez, o custo computacional e energético desses sistemas em condições reais de operação.

    O consumo cresce rapidamente

    A pesquisa mostrou que o gasto energético pode ser até 136,5 vezes maior do que o registrado em sistemas tradicionais de perguntas e respostas.

    Isso acontece porque um agente de IA consulta repetidamente os grandes modelos de linguagem (LLMs) durante uma mesma tarefa, exigindo muito mais processamento.

    Entre os principais resultados estão:

    • consumo de energia até 136,5 vezes maior por consulta;
    • aumento da latência em até 153,7 vezes;
    • GPUs permanecendo ociosas por até 54,5% do tempo de execução;
    • consumo médio de 348,41 watts-hora por consulta em um modelo com 70 bilhões de parâmetros.

    Este estudo é o primeiro a demonstrar quantitativamente não apenas como a IA está se tornando mais inteligente, mas também quanta eletricidade e quais custos são necessários para implementar e sustentar essa inteligência.

    Minsoo Rhu, professor da Escola de Engenharia Elétrica do KAIST, em nota.

    Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
    Data centers podem sentir o impacto da nova geração de agentes de IA, que exigem muito mais processamento para cada tarefa. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

    O próximo desafio da inteligência artificial

    Os pesquisadores também simularam um cenário com 13,7 bilhões de solicitações diárias de agentes de IA, volume semelhante ao das pesquisas feitas atualmente no Google. Nessa situação, os data centers consumiriam cerca de 198,9 gigawatts, o equivalente a aproximadamente metade do consumo médio de energia dos Estados Unidos.

    Leia mais:

    O estudo também identificou outro gargalo: enquanto ferramentas externas executam determinadas etapas, GPUs de alto desempenho permanecem ociosas durante parte do tempo, reduzindo a eficiência do sistema.

    Para a equipe do KAIST, o avanço da IA dependerá da evolução conjunta de modelos, chips de IA, data centers e infraestrutura energética.

    “À medida que os agentes de IA se disseminam, será cada vez mais importante adotar uma abordagem integrada de codesign que otimize não apenas a infraestrutura de data centers para IA, mas também os modelos de agentes de IA e a infraestrutura de energia”, destacou Minsoo Rhu.

    Os pesquisadores também disponibilizaram em código aberto as implementações dos agentes de IA e os benchmarks utilizados no estudo, o que pode acelerar novas pesquisas e contribuir para o desenvolvimento de uma infraestrutura mais sustentável.

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    A Samsung terá um lucro recorde – e não é por smartphones

    A Samsung deve registrar um salto forte no lucro operacional do segundo trimestre de 2026, impulsionado pela demanda global por chips usados em inteligência artificial, segundo estimativas citadas pela Reuters. O avanço pode chegar a cerca de 18 vezes na comparação com o ano anterior.

    Esse movimento ajuda a explicar como a IA passou a ditar o ritmo da indústria de semicondutores de forma quase imediata.

    IA impulsiona data centers e pressiona mercado de semicondutores, elevando preços de DRAM e NAND no mundo todo. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

    Quando a IA muda o peso da memória

    A presença crescente da inteligência artificial em serviços de nuvem e data centers tem alterado o consumo de chips em escala global. A Samsung, maior fabricante de memória em volume, deve reportar lucro operacional de 8,6 trilhões de wons (US$ 6,35 bilhões/R$ 31,75 bilhões), segundo estimativas da LSEG.

    No ano anterior, o resultado foi de 470 bilhões de wons (US$ 361,5 milhões / R$ 1,81 bilhão), o que evidencia a virada no ciclo do setor. Analistas ouvidos pela Reuters afirmam que a oferta ainda não conseguiu acompanhar a velocidade da demanda.

    Preços sobem e o efeito se espalha

    A escassez não ficou restrita aos chips mais sofisticados. Ela atingiu também memórias mais comuns, com impacto direto nos preços.

    • DRAM e NAND registraram forte valorização no trimestre
    • HBM segue como peça-chave em aplicações de IA
    • Data centers ampliam o uso de memória por tarefa processada
    • Cadeia global opera perto do limite produtivo

    Segundo o Citi Research, DRAM e NAND tiveram altas de 44% e 53% no segundo trimestre em relação ao anterior.

    Google VS Nvidia
    Samsung no centro da corrida por inteligência artificial, fornecendo chips para Nvidia, Google e Apple – Imagem: Evolf / Shutterstock

    Mercado global em disputa constante

    A Samsung fornece chips para empresas como Nvidia, Google e Apple, ficando no centro da infraestrutura da IA. Esse avanço também beneficiou concorrentes como SK Hynix e Micron, que tiveram forte valorização ao longo do ano.

    “O crescimento dos gastos com infraestrutura de IA ainda precisa mostrar sustentabilidade”, afirmou o JPMorgan em relatório citado pela Reuters.

    O ponto de atenção é claro: qualquer desaceleração nos investimentos em IA pode impactar diretamente a demanda por memória.

    Lucros fortes com pressão nos bastidores

    Mesmo com o cenário positivo, há fatores internos que podem pesar no resultado. A Samsung pode enfrentar impacto de provisões ligadas a bônus da divisão de semicondutores, o que influencia o fechamento do trimestre.

    Leia mais:

    Além disso, o aumento dos preços das memórias começa a pressionar a divisão de smartphones, elevando custos e reduzindo margens.

    Ainda assim, a expectativa é de divulgação dos resultados ainda neste mês, consolidando mais um ciclo forte para a empresa dentro da corrida global pela inteligência artificial.

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    ONU faz alerta sobre IA e pede regras globais para proteger crianças

    A proteção das crianças virou um dos principais temas do primeiro Diálogo Global da ONU sobre Governança de IA, realizado em Genebra. O encontro reúne governos e especialistas para discutir como acompanhar o avanço acelerado da inteligência artificial.

    O debate ganhou força com um apelo de mais de 100 organizações internacionais, que defendem regras mais rígidas e maior responsabilidade das empresas que desenvolvem sistemas de IA.

    Mais de 100 organizações pressionam por regras mais rígidas para empresas de IA e maior proteção ao público infantil. – Imagem: Marina Demidiuk/iStock

    Guterres faz alerta sobre a velocidade da IA

    Na abertura do encontro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a inteligência artificial está evoluindo mais rapidamente do que governos, empresas e até os próprios desenvolvedores conseguem acompanhar. “Uma tecnologia que pode remodelar economias, transformar o mundo do trabalho, influenciar eleições e alterar o equilíbrio da segurança está sendo implantada mais rápido do que qualquer pessoa, incluindo aqueles que a desenvolvem, consegue acompanhar”, declarou.

    Segundo a Reuters, Guterres defendeu a adoção de regras harmonizadas globalmente para acompanhar essa transformação. Para ele, inovação e segurança precisam caminhar juntas. “Se a IA quiser ser poderosa, ela precisa ser governada”, afirmou.

    O encontro também analisa a primeira avaliação científica global e independente sobre inteligência artificial, elaborada por um painel de 40 especialistas apoiado pela ONU.

    Crianças entram no centro da discussão

    Um dos pontos mais debatidos foi o impacto dos sistemas de IA sobre crianças e adolescentes. Guterres alertou que essas ferramentas já participam do aprendizado, das amizades e até das conversas mais íntimas de menores antes que sua segurança tenha sido comprovada.

    Entre as propostas apresentadas estão:

    • comprovar a segurança dos sistemas antes do lançamento para crianças;
    • impedir a geração de imagens sexuais envolvendo menores;
    • interromper conversas quando houver sinais de sofrimento infantil;
    • estabelecer regras internacionais de proteção ao público infantil.

    Outro dado citado por Guterres chama a atenção: enquanto a internet levou cerca de 15 anos para alcançar um bilhão de usuários, a IA atingiu essa marca em apenas dois anos. Ele também demonstrou preocupação com a concentração dos sistemas mais avançados em poucos países e empresas.

    Mão de uma criança erguida na frente de seu rosto
    Debate em Genebra reúne governos e especialistas para discutir como regular a inteligência artificial sem frear a inovação. – Imagem: Marija Stepanovic / iStock

    Coalizão pede mudanças nas regras

    Na véspera do encontro, mais de 100 organizações, entre elas Anistia Internacional e Save the Children, divulgaram um apelo conjunto. De acordo com a Euronews, a iniciativa é liderada pela 5Rights Foundation e defende que a responsabilidade pela segurança dos sistemas seja das empresas, e não dos pais.

    Leia mais:

    A coalizão propõe testes prévios de segurança, sanções financeiras para empresas que desrespeitem os direitos das crianças e a proibição do uso comercial de imagens, vozes e dados biométricos de menores.

    As crianças nos deram um diagnóstico claro do problema. Elas não estão nos pedindo para bloquear a inovação em IA, mas também não deveríamos ter que limpar a bagunça depois que o dano já aconteceu.

    Leanda Barrington-Leach, diretora executiva da 5Rights Foundation, ao Euronews.

    Próximos passos da ONU

    A Reuters informa que um relatório científico mais amplo será apresentado no próximo ano, acompanhado de uma nova reunião global em Nova York. A expectativa é dar continuidade às discussões sobre mecanismos de governança capazes de acompanhar a rápida evolução da inteligência artificial e ampliar a proteção ao público infantil.

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    Processada por Hollywood, Midjourney quer provar que estúdios fazem o mesmo que ela

    A Midjourney está sendo processada por Disney, Universal e Warner Bros. por alegada violação de direitos autorais: seus modelos de geração de imagens conseguem reproduzir personagens como Bart Simpson e Darth Vader. Agora, a startup quer virar o jogo: pediu à Justiça que obrigue os estúdios a revelar como eles mesmos usam IA internamente, segundo reportagem do TechCrunch.

    A lógica é direta. Se os estúdios desenvolvem modelos de IA para uso interno (em storyboards, desenvolvimento de roteiros ou criação de imagens) e treinam esses modelos com conteúdo sem licença, estariam fazendo exatamente o que acusam a Midjourney de fazer.

    O argumento jurídico

    A Midjourney defende que treinar seus modelos com imagens de personagens protegidos é permitido pelo princípio do “fair use” – isto é, uso justo, que permite o uso de material protegido em determinadas circunstâncias sem autorização do detentor dos direitos.

    A disputa atual gira em torno dos documentos que os estúdios precisam apresentar durante a fase de descoberta de provas. Um juiz já havia determinado que os estúdios deveriam fornecer informações sobre seu uso de IA generativa, mas apenas quando esse uso resultasse em vídeos e imagens voltados ao consumidor final.

    “Pescaria seletiva”

    Em sua petição mais recente, a Midjourney pede para derrubar essa limitação. Segundo a startup, ela permite que os estúdios “selecionem apenas os documentos que acreditam apoiar suas alegações de dano ao mercado, privando a Midjourney de documentos que sustentariam sua defesa.”

    A empresa vai além: afirma que “os documentos que os estúdios estão retendo são precisamente aqueles que revelariam se, nos bastidores, eles estão fazendo exatamente o que estão processando a Midjourney por fazer.”

    O advogado principal dos estúdios, David Singer, classificou o pedido como uma “expedição de pesca” — termo jurídico para buscas amplas e especulativas por documentos. Ele afirmou ao Variety que os estúdios “não pretendem parar a tecnologia de IA ou mesmo encerrar o negócio da Midjourney”, mas querem que ela “pare de copiar seus filmes e séries” e de distribuir imagens de personagens famosos sem autorização.

    Além dos documentos internos, a startup pede que os estúdios revelem todos os prompts que usaram no próprio Midjourney – e não apenas os que geraram as imagens alegadamente infratoras.

    O caso está em andamento no tribunal federal da Califórnia, nos Estados Unidos.

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    França e Índia disputam investimentos em IA

    O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, intensificaram, este ano, o contato direto com líderes das maiores empresas de tecnologia do mundo. O objetivo é atrair investimentos em infraestrutura de inteligência artificial (IA) — data centers, computação em nuvem e chips — para seus países, em um cenário em que Estados Unidos e China seguem na frente e outras nações buscam não ficar para trás.

    Os dois líderes se destacam pelo uso de relações pessoais nessa disputa. Macron convenceu o presidente da SoftBank, Masayoshi Son, a investir dezenas de bilhões de dólares em data centers de IA na França.

    Modi recebeu o CEO da Amazon, Andy Jassy, na semana passada, e celebrou o que chamou de investimento recorde de US$ 48 bilhões (R$ 248,1 bilhões) da empresa no país, dos quais US$ 21 bilhões (R$ 108,6 bilhões) serão destinados a infraestrutura de IA e nuvem.

    Macron e a SoftBank

    • Em maio, a SoftBank anunciou planos de construir 3,1 GW de data centers de IA na França até 2031, como parte de um programa de 75 bilhões de euros (R$ 445,1 bilhões) para implantar 5 GW de capacidade total;
    • Macron havia solicitado uma reunião com Son dois meses antes para convencê-lo a assumir o compromisso, e os dois trocaram mensagens enquanto acertavam os detalhes — foi o próprio Son quem relatou isso em entrevista à CNBC;
    • Durante as negociações, Macron destacou a capacidade energética da França — o país obtém grande parte de sua eletricidade de fontes nucleares — e se comprometeu a garantir 3 GW para os projetos da SoftBank, acima dos 2 GW que ele mesmo havia sugerido inicialmente;
    • “Sua equipe, a equipe do governo, é muito solidária”, disse Son. “A equipe dele e a nossa trabalham em colaboração muito bem.”

    Em junho, durante o G7 sediado pela França, Macron articulou a participação de líderes de tecnologia em um almoço de trabalho com chefes de Estado, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Participaram do encontro Sam Altman, da OpenAI; Dario Amodei, da Anthropic; e Demis Hassabis, do Google DeepMind. Também estiveram presentes Arthur Mensch, da Mistral; Aidan Gomez, da Cohere; Uljan Sharka, da italiana Domyn; Victor Riparbelli, da britânica Synthesia; e Robin Rombach, da alemã Black Forest Labs.

    Modi e o ecossistema de IA na Índia

    Em fevereiro, Modi sediou o AI Impact Summit em Nova Délhi (Índia), reunindo líderes de tecnologia dos EUA. O evento resultou em compromissos de centenas de bilhões de dólares em iniciativas de IA no país.

    Em seu discurso de abertura, o primeiro-ministro afirmou: “A Índia não vê medo na IA. A Índia vê fortuna na IA. A Índia vê o futuro na IA”, e convocou líderes globais a “projetar e desenvolver na Índia” para entregar ao mundo.

    Atrair investimentos e parcerias em IA é prioridade declarada de Modi. A Índia ainda não produz chips de ponta domesticamente e não possui um modelo de fundação em escala comparável aos líderes dos EUA ou da China — o que a coloca em posição de atraso no setor.

    Países querem mais investimentos privados no setor de IA – Imagem: TANYARICO/Shutterstock

    Para compensar, o governo tem oferecido isenções fiscais de longo prazo a empresas de grande porte que construam data centers de IA no país e incentivado empresas locais a desenvolver semicondutores.

    Antes do summit, a Microsoft anunciou seu maior investimento na Ásia voltado à construção de capacidades soberanas para o futuro de IA da Índia.

    O Google, por sua vez, anunciou um investimento de US$ 15 bilhões (R$ 77,5 bilhões) para construir o que descreveu como seu maior hub de IA fora dos EUA. Modi também se reuniu no ano passado com Satya Nadella, da Microsoft, com Sundar Pichai, do Google, e com Lip-Bu Tan, da Intel — todos comprometidos a ajudar a desenvolver o ecossistema de IA indiano.

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    Semicondutores e dependência externa

    Durante a visita de Modi à Holanda em maio, a empresa holandesa ASML anunciou que fornecerá ferramentas e soluções avançadas de litografia para a fábrica de semicondutores de 300 mm que está sendo instalada pela indiana Tata Electronics.

    Tan, da Intel, que se reuniu com Modi em dezembro do ano passado, também assinou como comprador prospectivo de chips produzidos pela Tata Electronics.

    A Índia depende fortemente de modelos de IA estrangeiros e de hardware de computação importado, o que torna suas ambições no setor vulneráveis a diretrizes de controle de exportação de outros países.

    A recente valorização global das ações de IA não se refletiu no mercado indiano, em razão da ausência de grandes empresas locais do setor — o que torna ainda mais evidente a urgência de Modi em atrair capital e tecnologia.

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