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Ferrari e IBM usam IA para criar experiência personalizada para fãs de Fórmula 1

A Ferrari firmou uma parceria com a IBM para usar inteligência artificial na transformação da experiência de seus fãs de Fórmula 1. A colaboração foca no desenvolvimento de tecnologias que permitem maior engajamento e personalização através do aplicativo oficial da equipe italiana.

A empresa identificou a modalidade como uma lacuna em seu portfólio de parcerias esportivas. Além disso, a Fórmula 1 vem se tornando atrativa para empresas de tecnologia como Amazon, Oracle e Anthropic.

Transformação do aplicativo da Ferrari

  • Kameryn Stanhouse, vice-presidente de parcerias esportivas e de entretenimento da IBM, disse que a Ferrari foi escolhida por ser “a equipe com mais vitórias da história”.
  • A parceria tem como objetivo melhorar o engajamento dos fãs.
  • Para isso, a scuderia italiana escolheu Stefano Pallard para o recém-criado cargo de “chefe de desenvolvimento de fãs”.
  • As informações são do portal TechCrunch.

Recursos aprimorados com IA

Algumas mudanças no aplicativo da Ferrari foram bastante simples, como oferecer uma versão em italiano. Mesmo sendo uma empresa do país e com a maioria dos fãs italianos, o app não estava disponível na língua até a parceria com a IBM.

Segundo Stanhouse,  o antigo aplicativo da Ferrari era um lugar onde as pessoas iam encontrar detalhes da corrida e depois saíam. A nova versão, no entanto, tem jogos, novos resumos de corridas escritos por IA, mais histórias dos bastidores sobre a equipe e os pilotos, além de um local para fazer previsões sobre as corridas.

A Ferrari é uma das equipes de Fórmula 1 mais tradicionais (Imagem: Natursports/Shutterstock)

Diferentemente de outros aplicativos esportivos que a IBM construiu, o foco principal é transmitir ideias e mensagens por meio de narrativas envolventes. O objetivo é manter os fãs engajados durante toda a temporada, e não apenas por algumas semanas. E os resultados têm sido bastante convincentes. Desde a assinatura da parceria entre IBM e Ferrari, houve um aumento de 62% no engajamento durante fins de semana de corrida.

A equipe agora espera se aprofundar mais na personalização e criar experiências ainda mais imersivas. Um dos focos é atender o público feminino. A F1 divulgou estatísticas no ano passado mostrando que 75% dos novos fãs eram mulheres, muitas das quais da Geração Z. Um atrativo particular para esse público é a F1 Academy, uma série de corridas exclusivamente femininas que visa desenvolver a próxima geração de pilotos mulheres.

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DeepSeek adota estratégia agressiva na corrida das IAs

A startup chinesa DeepSeek entrou de vez na corrida das inteligências artificiais. Ela tem se destacado por sua abordagem voltada para a eficiência nos custos, especialmente em relação aos agentes de IA, o que pode ameaçar rivais ocidentais.

Mas em um mercado tão concorrido, talvez seja preciso de mais para atrair novos usuários. Pensando nisso, a empresa decidiu apelar para o bolso dos consumidores e reduziu o preço de seu modelo mais recente, o V4 Pro.

Redução de preços é permanente

  • A redução de preço inicialmente seria por um tempo determinado, até 31 de maio deste ano.
  • Mas agora, a startup chinesa decidiu torná-la permanente.
  • Os novos preços variam de US$ 0,003625 a US$ 0,87 por cada milhão de tokens.
  • Anteriormente, o custo girava entre US$ 0,0145 e US$ 3,48 pelo mesmo volume.
  • Essa decisão estratégica de manter os preços baixos chega um mês após o lançamento dos modelos V4, que incluem as versões Pro e Flash.
  • As informações são da Bloomberg.

Promoção vale para o modelo mais avançado da empresa (Imagem: Mojahid Mottakin/Shutterstock)

DeepSeek adota estratégia agressiva

Essa significativa queda nos preços pode representar uma economia considerável para contas empresariais ou usuários que consomem milhões de tokens diariamente. A nova política de preços oferece uma alternativa mais acessível em comparação a outros modelos de inteligência artificial no mercado, como o GPT-5, da OpenAI, ou Gemini 3.5 Flash, do Google.

Especialistas ainda esperam que a decisão da DeepSeek provoque reações de seus concorrentes. Recentemente, a Anthropic acusou a startup chinesa de práticas desleais, chamadas de “ataques de destilação”, que supostamente usam de forma inadequada os modelos mais avançados de rivais, como o Claude.

Com uma política de preços agressiva e a promessa de inovações em eficiência de custos, a DeepSeek quer se posicionar como uma escolha atrativa para aqueles que buscam economizar sem comprometer o desempenho dos agentes de IA. Será que essa estratégia trará os resultados esperados?

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“Capital humano de menor valor”: CEO corta funcionários, tem fala polêmica e se desculpa

O CEO do Standard Chartered, Bill Winters, pediu desculpas após receber críticas por se referir a parte dos funcionários afetados por cortes ligados à inteligência artificial (IA) como “capital humano de menor valor”.

A reação ocorreu depois de comentários feitos nesta semana, quando o banco com sede em Londres anunciou planos para eliminar cerca de 7.800 cargos de back-office, principalmente em resposta ao avanço da IA. A instituição foi uma das primeiras grandes instituições financeiras globais a detalhar medidas desse tipo.

“Não é corte de custos”, afirmou Winters. “É substituir, em alguns casos, capital humano de menor valor pelo capital financeiro e de investimento que estamos aplicando.”

Standard Chartered é um banco multinacional britânico com sede em Londres – Imagem: Rocis / Shutterstock

Primeira tentativa de esclarecimento

Na sexta-feira, Winters publicou um pedido de desculpas no LinkedIn após receber comentários negativos por uma publicação anterior em que buscava contextualizar a declaração.

“Eu disse que funções de menor valor são mais vulneráveis à automação, e que temos a responsabilidade de ajudar colegas a migrarem para funções de maior valor”, escreveu. “É isso que um empregador responsável deve fazer.”

O executivo também afirmou que o banco continuará falando “honestamente” sobre o impacto das mudanças tecnológicas e ajudando os funcionários a se adaptarem às transformações do setor.

Críticas continuaram após nova publicação

Depois de receber novas reações negativas, Winters voltou ao LinkedIn para comentar novamente o episódio.

“Recebi muito apoio pelas mensagens do meu post anterior, mas ainda recebo questionamentos sobre minha escolha de palavras, que sei que causou desconforto a alguns colegas”, afirmou. “Por isso, peço desculpas.”

Na sequência, o CEO compartilhou a transcrição completa do comentário feito durante o anúncio dos cortes e disse esperar que isso ajudasse a oferecer “melhor entendimento” sobre sua posição. Segundo Winters, o objetivo é ajudar funcionários a lidar com o ritmo acelerado de mudanças no setor financeiro.

Mesmo assim, parte das respostas continuou crítica. Um dos comentários dizia haver dificuldade em identificar diferença entre a fala original e a justificativa apresentada. Outro classificou as declarações como “repugnantes”.

Banco pretende cortar 15% dos cargos de back-office

O Standard Chartered pretende reduzir 15% dos seus mais de 52 mil cargos de back-office até 2030. Atualmente, o banco possui quase 82 mil funcionários em todo o mundo.

Os cargos mais afetados devem estar em centros de back-office localizados em Chennai, Bengaluru, Kuala Lumpur e Varsóvia.

Os cortes foram anunciados junto de metas mais elevadas de retorno aos acionistas em uma atualização estratégica do banco, que está na fase final de um processo de transformação iniciado há cerca de uma década.

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O colapso do ‘vibe coding’ está chegando, alerta dupla por trás do OpenClaw

A inteligência artificial (IA) está inundando o mundo com programação ruim. E até potencialmente perigosa. É o que alertaram dois engenheiros criadores do núcleo de um agente de IA bem popular, o OpenClaw, em entrevista ao Wall Street Journal.

Mario Zechner e Armin Ronacher criaram o Pi, mecanismo de IA que roda dentro do OpenClaw. A dupla chamou o fenômeno em questão de “vibe slop” – mistura de “vibe coding” com “AI slop”. 

Traduzindo: “vibe coding” é quando se programa por meio de uma conversa com um grande modelo de linguagem (LLM, na sigla em inglês). Já “AI slop” é o nome dado a conteúdo de baixa qualidade gerado por IA.

O “vibe slop” começa quando programadores substituem o árduo trabalho de projetar e testar seus sistemas pelo atalho de pedir à IA para criá-los, explicou a dupla. E se consolida quando o software resultante não resiste ao teste do tempo.

“Você tem uma infraestrutura que está se deteriorando e um software que agora está muito, muito mais instável do que antes”, disse Zechner. “Podemos continuar jogando esse jogo por mais alguns meses, ou talvez até anos, mas eventualmente ele vai cobrar a conta.”

Vibe slop: quando vibe coding gera AI slop – e o colapso iminente disso

Zechner e Ronacher esclareceram que a IA é útil para lidar com tarefas repetitivas em seus próprios projetos. Mas alertam contra a ilusão de que ela substitui a mão de obra humana. 

Ao demitir programadores juniores para cortar custos e focar em produtividade imediata, as empresas estão acumulando problemas para o futuro. O resultado dessa troca inclui softwares cheios de bugs, interrupções no serviço, falhas de segurança e uma dívida técnica que só aumenta, segundo a dupla.

Ferramentas de IA são eficientes para gerar códigos simples – e olhe lá – Imagem: Jack_the_sparow/Shutterstock

Esse debate ferve no setor justamente no momento em que as gigantes OpenAI e Anthropic se preparam para abrir capital no mercado de ações (IPO, na sigla em inglês). 

Defensores da tecnologia afirmam que a IA pode avaliar e corrigir os próprios erros sem supervisão humana constante. Contudo, Rohan Varma, líder da equipe do Codex na OpenAI, reconhece que o código gerado por IA raramente funciona perfeitamente de primeira. 

Varma destacou que, embora ferramentas automatizadas ajudem nos testes, a responsabilidade final sobre sistemas críticos que atendem milhões de pessoas continua sendo dos engenheiros de programação humanos.

Apesar dos riscos apontados por críticos, o avanço corporativo é agressivo. O Google, por exemplo, já gera 75% de seus novos códigos por meio de IA, segundo o CEO, Sundar Pichai. E o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, disse em 2025 que a tecnologia escreveria e revisaria a maior parte do código da sua equipe interna até o fim de 2026. 

Para Zechner, esses números geram confusão sobre a capacidade real dos sistemas atuais. Segundo ele, ferramentas de IA são eficientes para criar códigos novos e simples do zero. Mas falham drasticamente quando o desafio é atualizar e gerenciar a imensa complexidade dos sistemas antigos que sustentam as grandes empresas.

Dupla de homens jovens olhando para computador durante sessão de programação
IA ajuda, mas bagagem de programadores humanos é essencial para o processo – Imagem: Tirachard Kumtanom/Shutterstock

Um exemplo dessa limitação aparece no Claude Code, ferramenta desenvolvida pela Anthropic – que usou seus próprios sistemas de IA no processo. “O Claude Code é um dos softwares mais problemáticos que já usei em toda a minha vida”, disse Zechner.

Ele apontou falhas na interface e consumo excessivo de memória causados pelo desenvolvimento automatizado feito às pressas. A Anthropic disse que os erros visuais foram corrigidos e justificou o ritmo acelerado pelo aumento explosivo do uso da ferramenta. Mas concordou que o controle final deve permanecer nas mãos do usuário humano.

O cientista da computação Timothy B. Lee apontou um ponto cego crucial: os modelos de IA não possuem o conhecimento prático acumulado ao longo de anos pelos programadores humanos de uma empresa. Essas informações internas e específicas não constam nos dados de treinamento dos algoritmos. 

Sem essa bagagem humana para monitorar o processo, os assistentes virtuais podem desviar facilmente do caminho correto. E gerar falhas graves sem que ninguém perceba a tempo. Daí o alerta da dupla por trás do OpenClaw. Talvez aquela cena de Oppenheimer tenha passado pela mente deles.

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Ford entra na onda da IA e anima Wall Street

A Ford, tradicional montadora estadunidense fundada há 122 anos, tornou-se a mais recente empresa da chamada “velha economia” a ser impulsionada pelo avanço da inteligência artificial (IA).

As ações da companhia dispararam 21% em apenas dois dias na semana passada, após o anúncio do lançamento de uma nova divisão de armazenamento de energia voltada ao fornecimento de grandes baterias para hyperscalers de IA e data centers.

Na segunda-feira seguinte ao anúncio, a empresa informou ter fechado seu primeiro contrato: um acordo de cinco anos com a EDF para fornecer até 20 GWh de energia.

O movimento despertou entusiasmo em Wall Street diante da possibilidade de uma fabricante tradicional, historicamente associada a crescimento lento e margens reduzidas, passar a atuar em um segmento ligado à IA caracterizado por forte expansão e rentabilidade mais elevada.

Ford entra em mercado em expansão

  • Segundo estimativas da Bloomberg NEF citadas no texto, a demanda por armazenamento de energia nos Estados Unidos deve dobrar até 2030;
  • Além da Ford, outras companhias industriais vêm registrando novas oportunidades de crescimento impulsionadas pela expansão do ecossistema de IA, incluindo Caterpillar, Johnson Controls e Corning;
  • O forte interesse dos investidores ganhou impulso após um relatório publicado em 13 de maio por Andrew Percoco, analista do Morgan Stanley. No documento, ele avaliou o novo negócio de energia da Ford em US$ 10 bilhões (R$ 50,2 bilhões) e previu a possibilidade de contratos com “grandes clientes comerciais e potencialmente hyperscalers”;
  • No dia seguinte, o CEO da Ford, Jim Farley, reforçou o otimismo durante a assembleia anual de acionistas da companhia ao afirmar: “Temos visto um interesse tremendo dos clientes”.
Montadora estadunidense foi bem-vista em Wall Street após anúncio – Imagem: Divulgação/Ford

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A entrada da Ford nesse segmento ocorreu de forma indireta após o desempenho abaixo do esperado do mercado de veículos elétricos nos Estados Unidos. A montadora havia firmado parceria com a fabricante chinesa de baterias Contemporary Amperex Technology (CATL) para fornecer baterias destinadas a veículos elétricos.

A tecnologia da CATL continuará sendo utilizada em uma picape elétrica de US$ 30 mil (R$ 150,5 mil) prevista para o próximo ano. Porém, diante da demanda mais fraca do que o esperado por veículos elétricos no mercado estaduniense, a Ford precisou redirecionar sua estratégia, passando a utilizar a tecnologia da empresa chinesa também em grandes baterias de armazenamento energético.

Ainda não está claro como o novo negócio evoluirá nos próximos anos. Após a forte alta registrada na semana passada, as ações da Ford devolveram parte dos ganhos.

Mesmo assim, o BNP Paribas estima que, caso o investimento de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) da Ford no novo segmento seja bem-sucedido, a operação poderá gerar retorno de 22% até o fim da década. Retornos de dois dígitos seriam algo incomum para uma montadora tradicional de Detroit (EUA).

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Anthropic: especialistas relativizam temores sobre Mythos

Os receios de que o modelo de inteligência artificial (IA) Mythos, da Anthropic, pudesse impulsionar de forma descontrolada atividades de hackers vêm sendo considerados exagerados por parte da comunidade de cibersegurança cerca de um mês após o anúncio da tecnologia.

Quando apresentou o sistema em abril, a Anthropic afirmou que o Mythos havia identificado milhares de vulnerabilidades de software, incluindo falhas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores. Segundo a empresa, os impactos da disseminação do modelo poderiam ser severos.

As declarações chamaram a atenção de governos. Autoridades de diversos países passaram a discutir riscos com bancos, enquanto a Casa Branca avaliava, no início de maio, possíveis regras para controlar a forma como novos modelos de IA são disponibilizados após testes de segurança.

Apesar disso, profissionais da área de cibersegurança têm adotado uma postura mais cautelosa. Parte dos especialistas considera que a reação pública e política ao Mythos foi além do que as capacidades atuais do sistema efetivamente demonstram.

“Eu acho que existe uma grande lacuna de comunicação entre profissionais da área e formuladores de políticas públicas”, afirmou Isaac Evans, fundador e CEO da empresa de segurança de software Semgrep, à Reuters. Segundo ele, o modelo representa “um avanço técnico real”, mas a resposta em torno da tecnologia “não é sustentada pelo que realmente sabemos sobre como essas capacidades irão se traduzir no mundo real”.

Especialistas que utilizaram o modelo em ambientes controlados relataram melhorias substanciais na descoberta de vulnerabilidades. Equipes de tecnologia de bancos também vêm trabalhando para corrigir diversas fragilidades em sistemas bancários de grande e pequeno porte.

As preocupações aumentaram após sucessivos relatos envolvendo casos de ataques cibernéticos ligados ao uso de IA. Em 11 de maio, o Google informou ter detectado o primeiro caso conhecido de um grande grupo de cibercrime utilizando IA para descobrir uma falha de software até então desconhecida e planejar uma exploração em massa.

Quando apresentou o sistema em abril, a Anthropic afirmou que o Mythos havia identificado milhares de vulnerabilidades de software, incluindo falhas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Especialistas apontam risco mais moderado

  • A diferença entre a percepção de risco de profissionais da segurança e a visão de formuladores de políticas públicas ajudou a alimentar a narrativa de que o Mythos estaria no centro de uma iminente crise de segurança digital, embora capacidades semelhantes já estivessem disponíveis há algum tempo;
  • Somos capazes de usar IA para encontrar mais falhas do que sabemos o que fazer com elas há meses, talvez anos”, afirmou uma fonte com ampla experiência em pesquisa de vulnerabilidades e acesso antecipado ao Mythos à Reuters;
  • Segundo essa pessoa, o desafio não está apenas em encontrar vulnerabilidades, mas em validá-las, priorizá-las e corrigi-las sem comprometer sistemas existentes. A capacidade das organizações de processar e validar um grande volume de falhas recém-descobertas ainda seria insuficiente;
  • Mesmo assim, a fonte reconheceu avanços do Mythos em relação a modelos anteriores. “Ele é capaz de encontrar mais vulnerabilidades com prompts mais simples do que os modelos anteriores”, afirmou. Segundo a avaliação, sistemas anteriores exigiam instruções mais detalhadas e complexas, o que significa que a barreira de entrada foi reduzida.

Anthony Grieco, vice-presidente sênior e diretor de segurança e confiança da Cisco, afirmou que uma das novidades mais úteis do Mythos é a capacidade não apenas de identificar vulnerabilidades, mas também de analisar grandes volumes de código de maneira muito mais rápida e ajudar especialistas a reduzir falsos positivos.

Segundo Grieco, isso permite que equipes de defesa foquem nos riscos cibernéticos mais urgentes dentro de seus contextos. Ele também afirmou que o modelo possui menos barreiras de proteção do que sistemas anteriores, permitindo instruções mais específicas capazes de habilitar atividades que outros modelos não permitiam.

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Projeto Glasswing da Anthropic testa defesas

Grieco afirmou que, para aproveitar totalmente o potencial do Mythos, as organizações precisam contar com infraestrutura computacional adequada e também com um ambiente controlado de execução, conhecido como “harness”, no qual o modelo opera com instruções e limitações específicas.

“Se você tem um carro de Fórmula 1, mas só andou de bicicleta a vida inteira, talvez consiga fazê-lo andar em linha reta, mas você não vai conseguir extrair o máximo desempenho imediatamente”, disse Grieco.

A estratégia da Anthropic de apresentar o Mythos dessa forma e convidar empresas selecionadas para testar defesas em um programa chamado Project Glasswing ajudou a ampliar o debate sobre o modelo para além dos círculos tradicionais de segurança.

Como resultado, houve uma mobilização ampla em torno do tema, o que ampliou tanto a percepção de ameaça quanto a relevância da Anthropic no debate público. Enquanto isso, o Pentágono classificou a empresa como um risco para cadeias de suprimentos, ao passo que outros setores do governo estadunidense buscavam acesso à tecnologia.

Segundo um funcionário da Casa Branca ouvido pela Reuters, o governo dos Estados Unidos vem discutindo com laboratórios de IA uma utilização mais ampla dessas tecnologias.

Um porta-voz da Anthropic afirmou que a empresa trabalha “de perto com o governo dos Estados Unidos para avançar rapidamente prioridades compartilhadas” e também para ampliar o acesso de mais organizações ao Mythos.

Encontrar vulnerabilidades é apenas o começo

O Mythos — e, em certa medida, o GPT-5.5, da OpenAI — passou a dominar discussões sobre segurança nacional relacionadas à inteligência artificial (IA).

No entanto, especialistas afirmam que esses debates frequentemente ignoram um ponto central: o uso de IA para localizar vulnerabilidades não é algo novo. O problema maior estaria nas etapas seguintes de exploração e resposta.

“Nossos adversários ficaram realmente muito bons sem IA”, afirmou Cynthia Kaiser, ex-integrante sênior da divisão de cibersegurança do FBI e atualmente ligada à empresa Halcyon. “Ataques de ransomware estão acontecendo em menos de uma hora”, disse ela, acrescentando que a maioria das ameaças ainda não depende de IA.

Por enquanto, as exigências de escala computacional e infraestrutura do Mythos também limitam quem consegue utilizar o sistema. Especialistas, porém, acreditam que essas barreiras não devem durar muito tempo.

“Eu não acho que a arquitetura esteja otimizada”, afirmou Nick Adam, da empresa de serviços financeiros State Street, durante um painel na Vanderbilt University (EUA). Ele citou justamente os desafios de infraestrutura e ambiente operacional mencionados por Grieco. “Existe uma barreira de entrada, mas ela será resolvida rapidamente.

Interface AI mostrando aviso de erro de prompt e alerta do sistema
Especialistas afirmam que esses debates frequentemente ignoram um ponto central: o uso de IA para localizar vulnerabilidades não é algo novo – Imagem: Digineer Station/Shutterstock

Anthropic fará apresentação a órgão global de estabilidade financeira

Em meio às discussões sobre os riscos do Mythos, a Anthropic deverá apresentar ao Financial Stability Board (FSB) vulnerabilidades cibernéticas identificadas pelo modelo no sistema financeiro global.

Segundo o jornal Financial Times, a startup responsável pelo chatbot Claude discutirá as capacidades do Mythos Preview com ministérios da Fazenda e bancos centrais ligados ao FSB, após um pedido do presidente da instituição e governador do Bank of England, Andrew Bailey.

O FSB é um órgão internacional responsável por coordenar regras financeiras entre as economias do G20. Um porta-voz do FSB afirmou que a organização “recebe positivamente o engajamento com a Anthropic e outras empresas sobre riscos emergentes e de fronteira para a estabilidade financeira global”.

A Anthropic não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. Segundo a empresa, o Mythos é um modelo de cibersegurança projetado para detectar vulnerabilidades antigas em navegadores, infraestrutura e softwares.

Especialistas em segurança cibernética alertaram que o sistema poderia potencializar ataques mais sofisticados, criando riscos para o setor bancário, especialmente devido à dependência de sistemas legados.

Em abril, Bailey afirmou que o Mythos poderia representar riscos significativos para a segurança cibernética global.

“Seria razoável pensar que os eventos no Golfo são o desafio mais recente que enfrentamos neste mundo até que, acho que foi na última sexta-feira [11 de abril], você acorda e descobre que a Anthropic pode ter encontrado uma forma de abrir completamente o mundo do risco cibernético”, afirmou Bailey durante um evento na Universidade de Columbia, em Nova York (EUA).

“A questão é: até que ponto essa nova versão do produto será capaz de identificar vulnerabilidades em outros sistemas que possam ser exploradas para ataques cibernéticos”, acrescentou Bailey.

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Cannes recebe filme criado inteiramente por IA; custo foi de US$ 500 mil

O longa-metragem Hell Grind, produzido inteiramente com inteligência artificial, estreou nesta quinta-feira no Festival de Cannes. Segundo a startup Higgsfield AI, responsável pelo projeto, o filme de 95 minutos custou US$ 500 mil para ser produzido, sendo que US$ 400 mil foram destinados aos custos computacionais usados na geração das cenas.

A empresa, sediada em San Francisco e fundada há três anos, levou apenas duas semanas para concluir o projeto. O filme acompanha quatro ladrões de rua em uma jornada rumo ao inferno, enquanto o protagonista Roco atravessa um cenário distópico para salvar Lulu, sua parceira e interesse amoroso.

Debate sobre IA no cinema

A estreia de “Hell Grind” acontece em um momento em que o uso de inteligência artificial continua no centro das discussões em Cannes. Nos últimos anos, o festival tem reunido debates sobre até que ponto ferramentas de IA podem substituir etapas da produção cinematográfica, incluindo roteiro, atuação, direção, edição e efeitos visuais.

Segundo participantes do evento, o clima neste ano mudou de um receio mais intenso para uma postura de aceitação cautelosa. Durante uma coletiva de imprensa no festival, a atriz Demi Moore afirmou que profissionais do setor precisam encontrar maneiras de trabalhar com a tecnologia. “A IA está aqui. E lutar contra isso é lutar uma batalha que vamos perder”, disse.

Para a Higgsfield, o filme também funciona como uma demonstração da capacidade de suas ferramentas para estúdios de Hollywood. A empresa não desenvolve os modelos de geração de vídeo usados no projeto, recorrendo a tecnologias já existentes, como o Veo 3, do Google. O foco da startup está nas ferramentas usadas para manter consistência visual entre as diferentes gerações de imagem.

Processo exigiu milhares de gerações de vídeo

De acordo com Adil Alimzhanov, líder de conteúdo da Higgsfield e integrante da equipe do filme, cada prompt gerava cerca de 15 segundos de vídeo. Essas sequências precisavam ser refeitas diversas vezes até chegar ao resultado desejado.

Os primeiros 25 minutos do longa exigiram 16.181 gerações iniciais de vídeo, que resultaram em 253 tomadas finais. Um dos principais desafios foi manter a consistência visual ao longo do filme, já que modelos de IA podem produzir resultados muito diferentes entre uma cena e outra.

Por isso, os prompts utilizados eram longos e detalhados, com média de 3 mil palavras. As instruções incluíam definições sobre estilo visual, iluminação, tipo de lente e até orientações para respeitar leis da física, como gravidade e peso dos objetos.

Segundo Alimzhanov, a equipe descartou centenas de vídeos durante o processo por pequenos problemas visuais ou movimentos considerados inadequados. “Você não pode entrar na IA e pedir para ela fazer um vídeo legal de 95 minutos”, afirmou.

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Anthropic paga bilhões à SpaceX e negocia com Microsoft para expandir infraestrutura de IA

A Anthropic, empresa de inteligência artificial, conduz negociações com a Microsoft para acesso a chips de servidores de IA, conforme informações divulgadas nesta quarta-feira (21) pelo The Information. A iniciativa busca aumentar sua capacidade de processamento para sustentar a demanda crescente por seus modelos Claude.

Em paralelo, a companhia firmou um contrato de larga escala para utilização de centros de dados associados à SpaceX, localizados em Memphis, nos Estados Unidos. O acordo envolve pagamentos anuais estimados em 15 bilhões de dólares.

As duas movimentações indicam a intensificação da disputa por infraestrutura computacional no setor de IA, com contratos que combinam expansão de capacidade e mecanismos de flexibilidade operacional.

Para quem tem pressa:

  • A Anthropic busca ampliar sua capacidade de IA negociando acesso a chips da Microsoft e avançando em novas parcerias de infraestrutura;
  • A empresa também fechou um acordo de US$ 15 bilhões por ano com data centers ligados à SpaceX em Memphis até 2029;
  • Os contratos incluem cláusulas de ajuste e saída rápida, refletindo a disputa global por poder computacional em IA.

Expansão da base computacional e contratos de grande escala

Fachada da Microsoft – Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

As tratativas com a Microsoft envolvem o uso de chips desenvolvidos para infraestrutura de inteligência artificial, conhecidos internamente como Maia.

Esses componentes fazem parte da estratégia da empresa de tecnologia para reduzir dependência de fornecedores externos e ampliar sua atuação no mercado de hardware para IA. No caso da Anthropic, o objetivo é utilizar esse tipo de recurso para executar seus modelos Claude com maior escala.

No outro eixo de sua estratégia, a empresa fechou um acordo com a SpaceX para acesso a centros de dados conhecidos como Colossus I e Colossus II.

O contrato estabelece pagamentos de aproximadamente 1,25 bilhão de dólares por mês (isto é, 15 bilhões anualmente), com vigência até 2029. O arranjo prevê ajustes de custo durante a fase inicial de expansão da capacidade operacional.

Fachada da Starbase, da Spacex
SpaceX – Imagem: Findaview/Shutterstock

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O acordo também inclui uma cláusula que permite a qualquer uma das partes encerrar a parceria mediante aviso prévio de 90 dias. Segundo informações vinculadas ao documento regulatório da SpaceX, o volume financeiro do contrato tem potencial para se aproximar ou até superar parte relevante da receita anual da empresa em 2025.

Além disso, o cenário descrito aponta para uma pressão crescente sobre empresas de IA na busca por poder computacional, em um ambiente marcado por limitações de infraestrutura e expansão acelerada de demanda.

Em declarações associadas ao tema, foi mencionado que a oferta de capacidade de processamento em larga escala está se tornando um componente estratégico central nesse mercado.

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Califórnia quer frear impacto da IA no mercado de trabalho

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, assinou nesta quinta-feira (21) uma ordem executiva para estudar mudanças nas políticas trabalhistas diante do avanço da inteligência artificial (IA). A medida busca preparar o estado para possíveis impactos da tecnologia no mercado de trabalho, especialmente em funções administrativas e de escritório.

Segundo o The New York Times, agências estaduais deverão trabalhar em conjunto com universidades, sindicatos e empresas de IA para analisar formas de incentivar companhias a manter funcionários, em vez de substituí-los por sistemas automatizados. O governo também pretende ampliar programas de qualificação profissional voltados a áreas que podem ser afetadas pela tecnologia.

A iniciativa surge em meio ao aumento das discussões sobre o efeito da IA no emprego. Empresas de tecnologia têm promovido cortes de pessoal enquanto ampliam investimentos em automação e ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Ordem cita treinamento profissional e renda baseada em ativos

A ordem executiva assinada por Newsom prevê a expansão de programas de treinamento profissional, com foco em trabalhadores de áreas como atendimento ao cliente, desenvolvimento de software, marketing e vendas.

O governo da Califórnia também determinou estudos sobre um modelo chamado “capital básico universal”. A proposta analisaria formas de dar aos moradores participação em ativos financeiros, como ações corporativas, títulos e fundos patrimoniais.

Em comunicado, Newsom afirmou que a Califórnia não deve “assistir passivamente” às mudanças provocadas pela IA. O governador disse ainda que o momento exige repensar “como as pessoas trabalham, governam e se preparam para o futuro”.

O NYT afirma que seguros-desemprego e mecanismos tradicionais de proteção podem não ser suficientes diante das transformações provocadas pela tecnologia.

Empresas de tecnologia ampliam debate sobre empregos

A discussão ganhou força após novas demissões no setor de tecnologia. A Meta reduziu seu quadro de funcionários em 10%, cerca de 8 mil pessoas, mencionando uma mudança estratégica voltada à IA.

Outras empresas como Intel, Cisco e Amazon também são mencionadas como parte da onda de cortes associada a ganhos de eficiência com inteligência artificial.

O cofundador da Anthropic, Dario Amodei, afirmou que aproximadamente metade dos empregos de colarinho branco pode desaparecer nos próximos cinco anos. Embora outras lideranças do setor discordem da previsão, o NYT afirma que há consenso de que áreas como comunicação, direito e engenharia devem passar por substituições causadas pela tecnologia.

Debate sobre regulação avança nos Estados Unidos

A ordem assinada por Newsom ocorre enquanto o governo federal dos Estados Unidos discute possíveis regras para modelos de IA.

Na quinta-feira, o presidente Donald Trump cancelou a assinatura de uma ordem executiva que permitiria ao governo avaliar modelos de inteligência artificial antes do lançamento público.

Segundo o NYT, a proposta daria ao governo federal poderes para analisar vulnerabilidades de segurança em novos sistemas de IA e desenvolver mecanismos de proteção contra possíveis ataques cibernéticos.

Trump afirmou que adiou a assinatura porque não gostou de “certos aspectos” da proposta e disse não querer prejudicar a liderança dos Estados Unidos na corrida tecnológica contra a China.

O documento também previa que empresas como OpenAI, Google, Meta, Microsoft e Anthropic compartilhassem voluntariamente seus modelos com o governo antes do lançamento público.

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Google testa publicidade em respostas da Busca com Modo IA

Na última quarta-feira (20), foi apresentada no evento Google Marketing Live 2026 uma nova fase para a publicidade do buscador, dentre outras novidades. No geral, a empresa mostrou testes de anúncios integrados a sistemas de inteligência artificial, especialmente com o uso do Gemini, voltados a tornar as peças mais contextuais e alinhadas às perguntas dos usuários.

A ideia é inserir anúncios nas respostas produzidas pela Busca com IA, de modo que as recomendações de produtos e serviços acompanhem o contexto da pesquisa feita pelo usuário.

Entre os testes já em andamento, estão a exibição de publicidade dentro dessas respostas, a apresentação de ofertas patrocinadas relacionadas a perguntas específicas e recursos que permitem interação direta entre empresas e usuários, incluindo a possibilidade de coleta de informações de contato.

Para quem tem pressa:

  • Google testa anúncios dentro de respostas geradas por inteligência artificial na Busca, com foco em contexto e intenção do usuário;
  • Novos formatos incluem recomendações de produtos e chats que podem captar contatos de potenciais clientes;
  • Funcionalidades estão em fase de testes nos Estados Unidos e ainda não têm previsão de chegada ao Brasil.

Publicidade do Google entra em fase experimental com inteligência artificial

Banner do Google Marketing Live 2026 – (Divulgação: Google)

O Google passou a testar novos formatos de anúncios que se integram às respostas geradas por inteligência artificial dentro da Busca. A iniciativa foi apresentada no Google Marketing Live 2026 e envolve o uso do modelo Gemini para tornar a publicidade mais contextual e conversacional.

Segundo a proposta da empresa, os anúncios deixam de depender apenas de palavras-chave isoladas e passam a ser ativados conforme o sentido da pergunta feita pelo usuário. Dessa forma, a própria resposta da IA pode incluir recomendações patrocinadas relacionadas ao tema pesquisado.

Um dos exemplos apresentados mostra buscas sobre aprendizado de idiomas, nas quais a resposta pode incluir sugestões de aplicativos educacionais patrocinados. Em outro caso, pesquisas sobre produtos específicos, como máquinas de café, podem gerar exibição de itens anunciados de forma destacada.

Print divulgado pelo Google sobre um usuário pesquisando com a Busca no Modo IA
Print divulgado pelo Google sobre um usuário pesquisando com a Busca no Modo IA – (Divulgação: Google)

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Além disso, o Google também testa um modelo de interação em que instituições e empresas podem oferecer chats dentro da busca. Nesse formato, o usuário pode iniciar uma conversa para obter mais informações e, eventualmente, fornecer dados de contato como telefone ou e-mail.

Esses testes fazem parte de uma mudança mais ampla na forma como a Busca funciona, já que o Google vem incorporando respostas geradas por inteligência artificial como elemento central da experiência.

As novas ferramentas estão sendo testadas inicialmente nos Estados Unidos e podem aparecer tanto em computadores quanto em celulares. Até o momento, não há previsão de lançamento dessas funções no Brasil.

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