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ChatGPT vai ajudar usuários a pesquisar e comparar produtos sem sair da plataforma

O ChatGPT está recebendo mais funcionalidades voltadas à descoberta e comparação de produtos, em um movimento que amplia o uso da IA no comércio digital. A proposta é transformar a experiência de compra online, reduzindo a necessidade de pesquisar e comparar itens em vários sites.

A novidade permite que usuários pesquisem produtos de forma conversacional, descrevendo o que procuram e refinando resultados ao longo do diálogo. O ChatGPT também passa a exibir opções de forma visual, com comparação lado a lado, incluindo informações como preço, avaliações e características técnicas.

A atualização faz parte da expansão do chamado Protocolo de Comércio Agentic (ACP), uma estrutura que conecta lojistas à plataforma para fornecer dados atualizados de produtos. Com isso, o sistema consegue apresentar resultados mais relevantes e alinhados ao perfil do usuário, considerando fatores como orçamento, preferências e restrições.

Além disso, a experiência agora permite o envio de imagens como referência para encontrar itens semelhantes, o que amplia as possibilidades de busca. A proposta é centralizar em um único ambiente etapas que antes exigiam múltiplas abas e consultas a diferentes fontes.

Segundo a empresa, a mudança também traz ganhos para o varejo. Ao exibir produtos para usuários já próximos da decisão de compra, a plataforma tende a atrair consumidores com maior intenção de conversão. Grandes redes, como Target, Sephora, Best Buy e Home Depot, já participam do ecossistema, assim como lojistas integrados via Shopify.

OpenAI está melhorando experiência de pesquisa de produtos dentro do ChatGPT (Imagem: OpenAI/Divulgação)

No caso da Shopify, os catálogos de produtos já estão conectados automaticamente ao ChatGPT, sem necessidade de configuração adicional por parte dos vendedores. A expectativa é que o protocolo evolua para incluir recursos mais avançados, como personalização, disponibilidade local e estimativas de entrega.

A estratégia também prevê integração com experiências próprias dos varejistas. Em vez de centralizar o pagamento, a plataforma permite que as marcas utilizem seus próprios sistemas de checkout. Um dos exemplos é o Walmart, que lançou uma experiência integrada que leva o usuário da descoberta no ChatGPT para um ambiente personalizado da própria empresa.

As novas funcionalidades estão sendo liberadas gradualmente ao longo desta semana para todos os usuários da plataforma, incluindo planos gratuitos e pagos.

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Gemini também está ampliando experiência de compras (Imagem: Mehaniq/Shutterstock)

Gap e Google fecham parceria para compras com IA

Enquanto o ChatGPT avança na etapa de descoberta de produtos, outras empresas seguem caminhos diferentes na integração entre inteligência artificial e comércio eletrônico. Um exemplo é a parceria entre a varejista de moda Gap e o Google.

O acordo prevê a integração direta com o Gemini, sistema de IA do Google, permitindo que consumidores finalizem compras dentro da própria plataforma, sem necessidade de redirecionamento para o site da marca. A iniciativa marca a entrada da Gap como uma das primeiras grandes empresas do setor de moda a adotar esse modelo.

Segundo o site CNBC, nesse formato, os produtos são exibidos com base em dados fornecidos previamente pela própria varejista, garantindo maior controle sobre informações, experiência do usuário e coleta de dados. O pagamento é processado via Google Pay, enquanto a logística permanece sob responsabilidade da Gap.

A empresa também planeja incorporar recursos adicionais, como uma ferramenta de recomendação de tamanho baseada em inteligência artificial, para melhorar a experiência de compra online.

O modelo ainda está em fase de testes.

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Claude agora usa seu computador para executar tarefas

A Anthropic anunciou uma nova funcionalidade que permite enviar comandos ao Claude pelo smartphone para que o assistente execute tarefas diretamente no computador do usuário. A novidade foi apresentada na segunda-feira (23) e faz parte da estratégia da empresa de avançar no desenvolvimento de agentes de IA.

Segundo a companhia, após receber um comando, o Claude consegue abrir aplicativos, navegar em um navegador e preencher planilhas. Em um vídeo divulgado, um usuário pede que o sistema exporte uma apresentação em PDF e a anexe a um convite de reunião, tarefa que é realizada pelo assistente.

OpenClaw como referência no avanço dos agentes

A atualização reforça o movimento do setor em direção a agentes capazes de executar tarefas de forma autônoma. Esse tipo de tecnologia ganhou destaque após o lançamento do OpenClaw, que se tornou viral.

O OpenClaw se conecta a modelos da OpenAI e da própria Anthropic, permitindo que usuários enviem comandos por aplicativos como WhatsApp e Telegram. Assim como o novo recurso do Claude, ele roda localmente no dispositivo, o que possibilita acesso a arquivos.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou à CNBC na semana passada que o OpenClaw é “definitivamente o próximo ChatGPT”. A empresa também anunciou o NemoClaw, uma versão corporativa do sistema.

Já a OpenAI contratou, no mês passado, Peter Steinberger, criador do OpenClaw, com o objetivo de “impulsionar a próxima geração de agentes pessoais”.

Funcionalidades e limitações técnicas

A Anthropic afirma que o uso do computador ainda está em estágio inicial, especialmente quando comparado à capacidade do Claude de programar ou interagir com texto.

“O Claude pode cometer erros e, embora continuemos aprimorando nossas salvaguardas, as ameaças estão em constante evolução”, informou a empresa.

A companhia diz ter desenvolvido o recurso com salvaguardas para minimizar riscos. O sistema também solicita permissão antes de acessar novos aplicativos.

Sistema solicita permissão antes de acessar novos aplicativos (Imagem: Divulgação / Anthropic)

Ferramentas adicionais e uso contínuo

Os usuários também podem recorrer ao Dispatch, recurso lançado na semana passada dentro do Claude Cowork. A ferramenta permite manter uma conversa contínua com o assistente pelo celular ou desktop, além de atribuir tarefas ao agente.

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Dispatch também é uma opção para usuários do Claude (Imagem: Divulgação / Anthropic)

Leia mais:

Movimento das empresas por agentes de IA

A iniciativa da Anthropic ocorre em meio a uma disputa mais ampla entre empresas de tecnologia para desenvolver agentes capazes de executar tarefas em nome dos usuários ao longo do dia.

Esses sistemas buscam ampliar as capacidades dos assistentes de IA ao permitir que realizem ações diretamente em dispositivos e aplicativos, em vez de apenas responder comandos em texto.

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Alcançamos a inteligência artificial geral?

Esse é um trecho da newsletter Primeiro Olhar, disponível para assinantes do Clube Olhar Digital
Uma das obsessões da tecnologia, hoje, é atingir a tal inteligência artificial geral. Para uns, ficção. Para outros, questão de tempo.

Inteligência artificial geral, ou IAG, é uma IA capaz de aprender, raciocinar e resolver problemas em muitas áreas diferentes, como um ser humano.

Ela não ficaria limitada a uma tarefa específica, como traduzir texto ou reconhecer imagens. A IAG poderia adaptar conhecimento de um contexto para outro com autonomia e flexibilidade.

Em outras palavras, é um conceito ainda vagamente definido que descreve sistemas capazes de realizar qualquer tarefa intelectual humana

Hoje, os sistemas de IA existentes ainda são limitados, pois funcionam bem em tarefas específicas. E nem sempre funcionam bem, diga-se de passagem.

Além de um desafio tecnológico, a IAG seria um desafio ético e de segurança.

Eu disse que a IAG pode ser uma questão de tempo. Mas, para um dos principais nomes da tecnologia, nem isso.

Durante participação no podcast do cientista da computação Lex Fridman nesta segunda-feira (23), Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou categoricamente: “Acho que já alcançamos a AGI“.

Jensen Huang é o CEO da empresa mais valiosa do mundo. (Imagem: FotoField/Shutterstock)

Para Fridman, o benchmark da IAG é específico: um sistema que consiga iniciar, crescer e gerir uma empresa de tecnologia de US$ 1 bilhão. Ao ser questionado se isso levaria 5 ou 20 anos, Huang respondeu: “Acho que é agora”.

Para fundamentar sua visão, Huang apontou para o sucesso viral do OpenClaw, uma plataforma de código aberto para agentes de IA. Ele destacou como as pessoas estão usando esses agentes para criar influenciadores digitais, gerir aplicações sociais e até cuidar de “Tamagotchis” modernos, transformando ideias em sucessos instantâneos.

No entanto, o executivo ponderou sobre a efemeridade de algumas dessas aplicações, notando que muitos usuários abandonam as ferramentas após alguns meses de uso.

Apesar da declaração bombástica, Huang deu um leve passo atrás ao final da conversa. Ao ser confrontado com a possibilidade de a IA substituir completamente a liderança humana em larga escala, ele foi realista: “As chances de 100 mil desses agentes construírem a Nvidia são de zero por cento”.

A fala ocorre em um momento em que outros líderes do setor tentam se distanciar do termo “AGI” por considerá-lo saturado de hype, preferindo termos mais técnicos e limitados.

E você? Acredita que já estamos na era da AGI? Eu acho que não…

E, honestamente, nem vejo essa tecnologia com bons olhos. Não por querer colocar freios na inovação. Mas por entender que isso criaria problemas para muito além da nossa capacidade de resolução.

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“Acho que alcançamos a AGI”, afirma Jensen Huang, CEO da Nvidia

O debate sobre quando a inteligência artificial alcançará ou superará a inteligência humana ganhou uma resposta definitiva (e polêmica) de um dos homens mais influentes da tecnologia. Durante participação no podcast de Lex Fridman nesta segunda-feira (23), Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou categoricamente: “Acho que já alcançamos a AGI“.

A sigla AGI refere-se à inteligência artificial geral, um conceito ainda vagamente definido que descreve sistemas capazes de realizar qualquer tarefa intelectual humana. Para Fridman, o benchmark é específico: um sistema que consiga iniciar, crescer e gerir uma empresa de tecnologia de US$ 1 bilhão. Ao ser questionado se isso levaria 5 ou 20 anos, Huang respondeu: “Acho que é agora”.

O sucesso dos agentes e o “OpenClaw”

Para fundamentar sua visão, segundo o The Verge, Huang apontou para o sucesso viral do OpenClaw, uma plataforma de código aberto para agentes de IA. Ele destacou como as pessoas estão usando esses agentes para criar influenciadores digitais, gerir aplicações sociais e até cuidar de “Tamagotchis” modernos, transformando ideias em sucessos instantâneos.

No entanto, o executivo ponderou sobre a efemeridade de algumas dessas aplicações, notando que muitos usuários abandonam as ferramentas após alguns meses de uso.

Leia também:

Apesar da declaração bombástica, Huang deu um leve passo atrás ao final da conversa. Ao ser confrontado com a possibilidade de a IA substituir completamente a liderança humana em larga escala, ele foi realista: “As chances de 100 mil desses agentes construírem a Nvidia são de zero por cento”.

A fala ocorre em um momento em que outros líderes do setor tentam se distanciar do termo “AGI” por considerá-lo saturado de hype, preferindo termos mais técnicos e limitados. Ainda assim, para o CEO da gigante dos chips, o marco que todos esperavam já está entre nós.

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Alibaba aposta em IA que age sozinha para empresas

A Alibaba acaba de entrar de cabeça na disputa mundial por inteligência artificial (IA) agêntica. A divisão de comércio internacional da empresa chinesa lançou o Accio Work, plataforma que promete executar sozinha operações comerciais complexas para pequenas e médias empresas.

O que diferencia essa nova ferramenta? Ela funciona como uma “força-tarefa de IA” que não precisa de programação ou configurações complicadas. É só conectar e usar.

O timing não é coincidência. A China vive um verdadeiro boom de IA agêntica desde que a OpenClaw surgiu no mercado. A ferramenta virou febre entre consumidores de todas as idades, que aderiram ao que chamam de “lobster raising” (uma referência ao símbolo da lagosta usado pela plataforma).

Alibaba: foco nas empresas

  • Enquanto os chineses se divertem com suas “lagostas digitais”, a Alibaba mirou em outro público: o corporativo;
  • Kuo Zhang, vice-presidente internacional da empresa, deixa claro o posicionamento: “Nós nos distinguimos por sermos uma ferramenta B2B especializada em vez de uma plataforma generalista”, explicou Zhang à Reuters;
  • A empresa também estabeleceu limites claros de segurança. Qualquer operação que envolva transações financeiras, pagamentos ou acesso a arquivos privados precisa de autorização explícita do usuário;
  • Essa abordagem cautelosa faz sentido quando você considera os riscos. Zhang vê perigo no uso indiscriminado de modelos generalistas para tarefas empresariais específicas.

Leia mais:

Alibaba mirou em outro público: o corporativo (Imagem: Shutterstock)

Não é a primeira investida em IA agêntica

O Accio Work chegou apenas uma semana depois de outra divisão da Alibaba apresentar o Wukong. Essa plataforma também trabalha com IA agêntica, mas coordena múltiplos agentes para realizar tarefas, como edição de documentos, atualização de planilhas, transcrição de reuniões e pesquisas.

A empresa também anunciou recentemente uma reorganização significativa: separou seus negócios de IA do braço de computação em nuvem. O novo grupo, chamado Alibaba Token Hub, fica sob comando do CEO Eddie Wu.

Essa mudança estrutural revela muito sobre as intenções da gigante chinesa. O foco agora está em assistentes digitais que consomem muito mais tokens — unidades de dados que alimentam esses sistemas — do que os chatbots tradicionais de perguntas e respostas.

O dilema entre automação e controle

Para Zhang, o segredo está no equilíbrio. A empresa aposta em modelos especializados que combinam automação com camadas de aprovação humana. “Acreditamos que o maior risco está no uso de modelos horizontais e generalistas para tarefas comerciais verticais“, afirmou o executivo.

Essa estratégia permite que as empresas aproveitem os benefícios de uma força de trabalho autônoma sem os riscos associados à IA sem restrições.

O movimento da Alibaba acontece em um momento crucial para o mercado de IA agêntica. Empresas ao redor do mundo correm para desenvolver sistemas que não apenas respondem perguntas, mas executam tarefas complexas de forma independente.

Com essa dupla de lançamentos em uma semana, a Alibaba deixa claro que não quer ficar para trás nessa corrida tecnológica. A aposta é alta: transformar como as empresas trabalham, uma tarefa automatizada de cada vez.

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OpenAI negocia compra de energia com startup de fusão nuclear

A OpenAI pode estar em negociações para firmar um acordo de fornecimento de energia com a Helion, startup de fusão nuclear que também conta com apoio de Sam Altman. As conversas ainda estão em estágio inicial e foram reportadas pelo Axios.

Pelos termos discutidos, a OpenAI poderia garantir 12,5% da produção de energia da Helion, o equivalente a cinco gigawatts até 2030 e 50 gigawatts até 2035. Até o momento, a empresa não respondeu a pedidos de comentário sobre o possível acordo.

Microsoft já fechou acordo similar

Esta não seria a primeira parceria da Helion com uma grande empresa de tecnologia. Em 2023, a Microsoft, parceira da OpenAI, assinou um contrato para comprar energia da startup a partir de 2028.

O movimento indica o interesse de grandes companhias em projetos de fusão nuclear, ainda que a tecnologia esteja em desenvolvimento e não tenha aplicação comercial consolidada.

Microsoft já fechou acordo similar com a Helion (Imagem: Tang Yan Song / Shutterstock.com)

A escala necessária para cumprir as metas

Se os números reportados estiverem corretos, a Helion precisará ampliar rapidamente sua capacidade de produção. A empresa afirma que cada reator será capaz de gerar 50 megawatts de eletricidade.

Para atingir os volumes previstos, seria necessário construir cerca de 800 reatores até 2030 e outros 7.200 até 2035, o que representa um desafio significativo de engenharia e infraestrutura.

A corrida contra o tempo da fusão nuclear

A Helion está trabalhando para desenvolver seu primeiro reator em escala comercial dentro desse cronograma. Caso consiga, a empresa pode avançar à frente de concorrentes, que em sua maioria projetam operações comerciais apenas para o início da década de 2030.

No ano passado, a startup levantou US$ 425 milhões em investimentos, com participação de Sam Altman e de fundos como Mithril, Lightspeed e SoftBank.

Sam Altman sorrindo em frente letreiro onde está escrito OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT (Imagem: Photo Agency / Shutterstock.com)

Uma abordagem diferente para fusão

Enquanto a maior parte das startups do setor aposta em capturar o calor das reações de fusão para gerar eletricidade via turbinas a vapor, a Helion segue um caminho distinto. A empresa desenvolve um sistema que utiliza campos magnéticos para converter diretamente a energia da fusão em eletricidade.

Esse modelo elimina etapas intermediárias do processo tradicional e é parte central da proposta tecnológica da companhia.

Como funciona o reator da Helion

No interior do reator, que tem formato semelhante a uma ampulheta, o combustível de fusão é transformado em plasma em duas extremidades. Esses plasmas são então lançados um contra o outro por meio de campos magnéticos.

Quando se encontram no centro, um novo conjunto de ímãs comprime a massa resultante até que a fusão ocorra. A reação empurra de volta contra os ímãs, permitindo a conversão direta dessa energia em eletricidade.

Resultados recentes com o protótipo

A Helion opera atualmente o protótipo Polaris enquanto avança rumo à aplicação comercial. Em fevereiro, a empresa conseguiu gerar plasmas que atingiram 150 milhões de graus Celsius dentro do reator.

Segundo a própria companhia, o nível necessário para operações comerciais é de cerca de 200 milhões de graus Celsius, indicando que o projeto ainda está em fase de desenvolvimento.

Leia mais:

Altman se afasta das negociações

Apesar de estar ligado às duas empresas, Sam Altman teria se afastado das discussões e deixado o cargo de presidente do conselho da Helion, evitando possíveis conflitos de interesse.

Movimento semelhante ocorreu anteriormente com a Oklo, startup de reatores nucleares modulares que se fundiu à empresa de aquisição AltC. Na ocasião, Caroline Cochran, cofundadora e diretora de operações da Oklo, afirmou à CNBC que a decisão permitiria explorar parcerias estratégicas com empresas de IA, incluindo potencialmente a própria OpenAI.

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IA ajuda tutores a reencontrar pets perdidos nos EUA

A inteligência artificial (IA) tem sido usada para ajudar tutores a localizar animais desaparecidos, com casos recentes mostrando reencontros em diferentes regiões dos Estados Unidos. A tecnologia compara fotos enviadas pelos donos com imagens de animais encontrados em abrigos ou registrados online, facilitando a identificação mesmo após mudanças na aparência.

Os relatos foram reunidos por uma reportagem do Washington Post, destacando histórias de tutores que conseguiram recuperar seus pets após dias ou até meses de busca. A iniciativa envolve bancos de dados alimentados por organizações de bem-estar animal e o uso de algoritmos que analisam características físicas específicas dos animais.

IA identifica estrutura facial dos pets, assim como padrões de palagem e formato de orelhas para localizar animais perdidos (Imagem: Reddogs / Shutterstock.com)

Como funciona a busca com IA

O sistema funciona a partir do envio de fotos dos pets desaparecidos para plataformas digitais. A IA analisa traços como estrutura facial, padrão da pelagem e formato das orelhas, cruzando essas informações com milhares de imagens disponíveis em redes sociais e em cerca de 3 mil abrigos e centros de resgate.

Mesmo quando os animais estão sujos ou com aparência diferente após viverem nas ruas, o sistema consegue identificar semelhanças. Segundo a organização Petco Love, responsável pela plataforma Petco Love Lost, mais de 200 mil reencontros entre animais e tutores foram registrados desde 2021.

Julie Castle, CEO da Best Friends Animal Society, afirmou que a tecnologia não substitui o uso de microchips, mas amplia as chances de localização. Segundo ela, “essa é uma das áreas em que a IA realmente traz ganhos e pode mudar o jogo na reunião de pets com seus donos”.

Casos de reencontro chamam atenção

Entre os exemplos está o de Sweetie, uma cadela desaparecida por quase dois meses na Califórnia. A tutora, Ivelis Alday, recebeu um e-mail com a correspondência feita pela IA e reconheceu o animal imediatamente. O reencontro ocorreu após a identificação em um abrigo.

Outro caso envolve Sandy, uma cadela que desapareceu durante uma tempestade. Sem microchip, ela foi localizada 33 dias depois em um centro de resgate em San Antonio, após a IA identificar padrões únicos, como marcas na língua.

Já a gata Lucy foi encontrada em menos de 12 horas em Ohio. O animal havia se escondido no capô de um carro e foi levado a outro local sem que o motorista percebesse. A correspondência gerada pelo sistema permitiu que a família a recuperasse no mesmo dia.

Leia mais:

Tecnologia complementa métodos tradicionais

A busca por animais desaparecidos já contava com ferramentas como microchips, redes sociais, coleiras com GPS e câmeras térmicas. A chegada da inteligência artificial amplia esse conjunto de soluções, especialmente em cenários em que não há identificação eletrônica.

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IA se soma a outras ferramentas tecnológicas para encontrar animais perdidos, como microchips, coleiras GPS, câmeras térmicas e, é claro, as próprias redes sociais (Imagem: DimaBerlin / Shutterstock.com)

Em um dos casos, a cadela Millie foi localizada cerca de 15 horas após fugir em Manhattan, mesmo sem o microchip devidamente registrado. A IA cruzou a imagem com um registro feito em uma clínica veterinária em outro estado, permitindo o reencontro.

Segundo responsáveis por abrigos, muitos dos animais resgatados ainda não possuem microchip, o que reforça o papel complementar da tecnologia. Em alguns casos, a IA foi decisiva para que os animais tivessem qualquer chance de voltar para casa.

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China pressiona liderança dos EUA em IA com modelos abertos

Um relatório publicado nesta segunda-feira (23) por um órgão consultivo do Congresso dos Estados Unidos aponta que a dominância da China em inteligência artificial (IA) de código aberto está criando uma vantagem competitiva crescente frente a rivais norte-americanos. O documento afirma que, mesmo com restrições de acesso a chips avançados, o país asiático tem conseguido avançar rapidamente no setor.

Segundo o texto, esse movimento é impulsionado principalmente pelo menor custo dos modelos chineses e pela ampla adoção global. Empresas como Alibaba, Moonshot e MiniMax aparecem entre as responsáveis por liderar rankings de uso em plataformas como HuggingFace e OpenRouter.

Empresas como a Alibaba impulsionam a dominância chinesa em IA de código aberto (Imagem: rafapress / Shutterstock.com)

Ecossistema aberto acelera desenvolvimento

O relatório destaca que a estratégia chinesa de integrar a inteligência artificial em setores como manufatura, logística e robótica tem gerado grandes volumes de dados do mundo real. Essas informações são usadas para aprimorar continuamente os modelos, criando um ciclo de evolução tecnológica.

De acordo com a Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China, esse ecossistema aberto permite que a China inove próxima da fronteira tecnológica, mesmo enfrentando limitações de capacidade computacional. O documento também afirma que laboratórios chineses reduziram a diferença de desempenho em relação aos principais modelos ocidentais.

Enquanto isso, os Estados Unidos têm investido bilhões por meio de empresas como OpenAI e Anthropic, além de gigantes tradicionais de tecnologia. Ainda assim, o relatório alerta que a posição do país pode estar sob pressão devido à expansão dos modelos abertos chineses.

Adoção global e avanço em novos campos

Estimativas citadas indicam que cerca de 80% das startups de IA nos Estados Unidos já utilizam modelos abertos desenvolvidos na China. Um dos exemplos mencionados é o modelo R1, da DeepSeek, que superou o ChatGPT como o mais baixado na App Store dos EUA após seu lançamento no ano passado.

Outro destaque é a família de modelos Qwen, da Alibaba, que ultrapassou o Llama, da Meta, em downloads globais acumulados, segundo dados da HuggingFace.

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A família de modelos Qwen é destaque, ultrapassando o Llama, da Meta, em downloads globais acumulados (Imagem: jackpress / Shutterstock.com)

O relatório também aponta uma mudança no foco da inteligência artificial, que vai além dos modelos de linguagem para incluir a chamada IA incorporada (embodied AI). Nesse campo, que envolve robôs humanoides, direção autônoma e outras aplicações físicas, a China pode ter vantagem devido à sua capacidade de coletar e utilizar dados em larga escala.

Leia mais:

Disputa tecnológica e preocupações

Michael Kuiken, vice-presidente da comissão, afirmou que existe uma diferença de implementação entre os dois países na área de IA incorporada, o que pode se ampliar ao longo do tempo. Segundo ele, esse efeito acumulativo já começa a aparecer.

O governo chinês classificou essa área como estratégica, e diversas empresas de robótica humanoide no país planejam abrir capital ainda este ano.

Apesar de alertas de organizações ocidentais sobre possíveis riscos de segurança e viés político em modelos chineses, empresas continuam adotando essas tecnologias. O CEO da Siemens, Roland Busch, afirmou que não vê desvantagens no uso de IA aberta chinesa para treinar modelos industriais, destacando custo reduzido e facilidade de personalização.

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Por que a IA é a arma secreta do Spotify para reter assinantes

As plataformas de streaming de música têm conduzido seus usuários para a era da inteligência artificial (IA) com um histórico de sucesso ainda discreto. No entanto, conforme informações reportadas pela CNBC, gigantes como Apple, Amazon e Spotify estão acelerando seus investimentos em ferramentas de recomendação. Para o Spotify, o foco está em transformar a descoberta musical em uma experiência conversacional e profundamente personalizada.

Recentemente, o Spotify lançou uma integração direta com o ChatGPT, da OpenAI. A novidade permite que os assinantes conectem suas contas ao chatbot para solicitar músicas, artistas ou podcasts baseados em humores, gêneros ou temas específicos. Diferente do clássico “curtir/não curtir”, o formato de chat permite uma especificidade muito maior, criando trilhas sonoras que se moldam ao contexto de uma conversa ou momento de vida.

Especialistas apontam que esses investimentos são cruciais para que a empresa continue competitiva. Como os catálogos de quase todos os aplicativos são virtualmente idênticos, o que diferencia uma plataforma de outra não é mais o que ela oferece, mas como ela ajuda o usuário a encontrar o que ouvir.

A ofensiva das gigantes: Apple e Amazon

A concorrência não está parada. A Apple tem implementado camadas de IA no Apple Music de forma gradual. O recurso “Playlist Playground”, ainda em fase beta, é o que mais se aproxima da estratégia do Spotify, focando na interação via chat para ajustar recomendações. Além disso, a empresa introduziu o AutoMix, que utiliza aprendizado de máquina para analisar batidas e tempos, criando transições perfeitas entre as faixas, e ferramentas de tradução e pronúncia de letras em tempo real.

Já a Amazon Music lançou, em meados de 2024, o Maestro. A ferramenta permite a criação de playlists por meio de comandos de texto ou até mesmo emojis. Embora ainda esteja em fase de testes, o recurso demonstra que o setor caminha para um modelo onde o usuário “escreve” sua própria experiência sonora.

Interface do Maestro, ferramenta da Amazon Music que usa IA para criar playlists via prompts. (Imagem: Amazon/Reprodução)

iDJ: O fenômeno de engajamento do Spotify

Um dos pilares dessa estratégia de retenção é o iDJ. Introduzido em 2023, o recurso interativo já alcançou a marca de 90 milhões de assinantes, com usuários acumulando mais de 4 bilhões de horas de uso na plataforma. O sucesso da ferramenta é visto pela liderança da empresa como uma prova de que a personalização gera “fidelidade”.

Em entrevista para CNBC, o co-CEO do Spotify, afirmou:

Se o iDJ funciona como uma interface casual para conversar com a plataforma, o novo recurso de “Playlists por Comandos” (Prompted Playlists) é o modo de “pesquisa profunda”. “Ele permite que você descreva e defina regras para suas próprias listas, literalmente escrevendo seu próprio algoritmo”, afirmou o executivo em teleconferência com investidores.

Alex Norström, co-CEO do Spotify.

Jovem de costas com fones mexendo no app Spotify em um celular.
IA pode tornar spotify cada vez mais atrativo para usuários (Imagem: wichayada suwanachun/Shutterstock)

O custo de mudar de plataforma

Analistas do mercado, como Michael Pachter, da Wedbush Securities, comparam a estratégia do Spotify à do Google. Ao integrar-se a mais de 2.000 tipos de dispositivos e treinar algoritmos com o histórico de anos dos usuários, o Spotify cria uma barreira de saída.

Embora serviços como o Apple Music ofereçam ferramentas para exportar bibliotecas, o “custo” de abandonar um algoritmo que já conhece seus gostos e hábitos é alto. “O Spotify está tentando estabelecer o mesmo nível de necessidade que o Google Search”, diz Pachter à CNBC. Para Wall Street, embora o preço das ações tenha oscilado recentemente, a capacidade da empresa de usar a IA para fortalecer sua plataforma, em vez de ser engolida por ela, parece ser o caminho para a sobrevivência no saturado mercado de streaming.

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Milhares de pessoas estão vendendo seus dados para treinar IAs

O boom da inteligência artificial tem gerado uma grande procura por dados. Essas informações são fundamentais no processo de treinamentos das IAs, o que permite que essas tecnologias se tornem cada vez mais avançadas.

Desde gravações de voz até conversas privadas, essa nova economia digital promete dinheiro rápido, com milhares de pessoas aceitando vender seus dados. No entanto, esconde alguns riscos que muitos descobrem tarde demais.

A corrida global pelos dados

Conforme a ‘fome’ do Vale do Silício por informações supera o que pode ser coletado gratuitamente na internet aberta, surgiu toda uma indústria para preencher essa lacuna. As plataformas se multiplicaram rapidamente, oferecendo alguns centavos por cada conversa, por exemplo.

Bouke Klein Teeselink, professor de economia no King’s College London, prevê que o treinamento de IA como trabalho temporário se tornará uma categoria substancialmente maior nos próximos anos. As empresas sabem que pagar pessoas para licenciar seus dados ajuda a evitar disputas de direitos autorais que poderiam enfrentar dependendo exclusivamente de conteúdo extraído da web.

Os modelos de linguagem de IA, como ChatGPT e Gemini, demandam quantidades enormes de material de aprendizado para se aperfeiçoar. O problema é que as fontes de treinamento mais utilizadas – como C4, RefinedWeb e Dolma, que representam um quarto dos conjuntos de dados de mais alta qualidade na web – agora restringem o uso de suas informações para o treinamento das ferramentas.

Dados humanos são fundamentais para aperfeiçoar sistemas de IA (Imagem: Anggalih Prasetya/Shutterstock)

Pesquisadores estimam que as empresas de IA não terão mais de onde tirar dados ainda em 2026. Alguns laboratórios tentaram alimentar seus sistemas com dados sintéticos que a própria inteligência artificial gera, mas esse processo pode levar os modelos a produzir conteúdos cheios de erros.

Veniamin Veselovsky, pesquisador de IA, explica que as empresas precisam de dados de alta qualidade para modelar comportamentos novos e aprimorados em seus sistemas. “Dados humanos, por enquanto, são o padrão ouro para amostrar fora da distribuição do modelo”, afirma.

Leia mais

Os riscos ocultos do negócio

  • Se, por um lado, vender dados para a IA pode garantir uma grana extra, por outro, há uma série de riscos invisíveis.
  • Isso acontece porque os usuários aceitam abrir mão daquelas informações.
  • Dessa forma, uma gravação de voz de 20 minutos poderia servir como base para a criação de uma obra digital, por exemplo, sem que o dono dos dados receba um centavo a mais por isso.
  • Devido à falta de transparência nesses mercados, o rosto de um usuário poderia acabar em um banco de dados de reconhecimento facial ou em um anúncio do outro lado do mundo.
  • E não há nada que a pessoa possa fazer legalmente para reverter a situação.
  • As informações são do The Guardian.

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