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Anthropic lança Claude Design para criação visual com IA

A Anthropic anunciou nesta sexta-feira (17) o lançamento do Claude Design, um novo produto experimental que permite criar visuais como protótipos, apresentações e one-pagers a partir de comandos em linguagem natural. A ferramenta foi apresentada pela empresa como uma forma de facilitar a criação de materiais visuais tanto para designers quanto para profissionais sem experiência na área.

Com o Claude Design, o usuário descreve o que deseja e recebe uma versão inicial do projeto. A partir daí, é possível refinar o resultado por meio de conversas, comentários em elementos específicos, edições diretas e ajustes finos em aspectos como layout, cores e tipografia.

Complemento ao Canva, não concorrente

Apesar de lembrar plataformas como o Canva, que também vêm incorporando recursos de inteligência artificial, a Anthropic afirmou anteriormente que o Claude Design foi pensado para complementar esse tipo de ferramenta, e não substituí-la.

Os projetos criados podem ser exportados em diferentes formatos, como PDF, PPTX, URLs internas ou HTML, além da possibilidade de envio direto ao Canva. Segundo a empresa, os arquivos permanecem editáveis e podem ser trabalhados de forma colaborativa após a exportação.

Sistema de design e colaboração

Um dos recursos centrais do Claude Design é a aplicação automática do sistema de design de uma empresa. Durante a configuração inicial, a ferramenta pode analisar código e arquivos de design para definir padrões de cores, tipografia e componentes, que passam a ser utilizados em todos os projetos.

As equipes também podem manter mais de um sistema de design e ajustá-los ao longo do tempo. Além disso, o produto inclui recursos de colaboração, permitindo compartilhar projetos dentro da organização, com diferentes níveis de acesso, e editar conteúdos em conjunto.

Entre os usos citados pela Anthropic estão a criação de protótipos interativos, wireframes, apresentações, materiais de marketing e páginas visuais, além da possibilidade de desenvolver projetos com recursos como vídeo, áudio e elementos em 3D.

Anthropic anunciou o lançamento do Claude Design – Imagem: Divulgação / Anthropic

Expansão no mercado corporativo

O Claude Design é alimentado pelo modelo Claude Opus 4.7 e está disponível em versão de pré-visualização para assinantes dos planos Claude Pro, Max, Team e Enterprise, com liberação gradual.

O lançamento reforça a estratégia da Anthropic de ampliar sua atuação em ferramentas voltadas ao ambiente corporativo e a usuários avançados, em um cenário de maior competição no setor.

Em janeiro, a empresa apresentou o Claude Cowork, um assistente voltado a tarefas mais complexas. Semanas depois, adicionou plug-ins com foco em automatizar atividades específicas em diferentes áreas dentro das organizações.

O anúncio também ocorre poucos dias após a Bloomberg informar que investidores ofereceram uma rodada de financiamento que avaliaria a Anthropic em US$ 800 bilhões ou mais. Segundo o relatório, a empresa não demonstrou interesse nas propostas até o momento.

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Startups usam deepfakes para ensinar IAs a não serem enganadas por deepfakes

Uma nova frente de segurança digital adota a estratégia de “combater fogo com fogo” para frear o avanço de fraudes com uso de inteligência artificial (IA) envolvido. Startups especializadas, como Reality Defender, Pindrop e GetReal, desenvolvem seus próprios deepfakes e os usam em treinamentos de algoritmos para torná-los capazes de identificar fraudes em áudio e vídeo. 

O foco principal é blindar grandes corporações contra golpes que usam IA para clonar vozes e rostos e, no fim, autorizar transações financeiras ilícitas, segundo o site The Verge.

O surgimento desse setor é uma resposta direta à popularização de ferramentas de IA generativa, que tornaram a criação de conteúdos falsos um processo praticamente sem barreiras técnicas. 

Atualmente, o maior impacto dessas tecnologias de detecção ocorre no ambiente corporativo, no qual golpes aplicados contra empresas podem resultar em prejuízos superiores a US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5 milhões) numa única transferência fraudulenta.

(Para quem não sabe: Deepfake é quando se usa IA para criar áudios e imagens falsas extremamente realistas para fingir ser outra pessoa.)

Treinamento usa IA para deixar IA mais capaz de distinguir real do manipulado

A Reality Defender usa o que chama de “modelo baseado em inferência” para fazer as detecções. 

O sistema funciona sob uma lógica de “aluno e professor”: os desenvolvedores apresentam uma vasta quantidade de arquivos reais e manipulados para que a IA aprenda a categorizar as diferenças. 

Segundo o CTO da empresa, Alex Lisle, esse método permite que o software identifique falhas e padrões inconsistentes que seriam invisíveis para o olho ou ouvido humano.

Um dos maiores desafios técnicos da “corrida armamentista” de deepfakes é o equilíbrio entre velocidade e qualidade – Imagem: FAMILY STOCK/Shutterstock

Testes práticos indicam que, embora a tecnologia de voz ainda enfrente dificuldades para enganar familiares próximos, que possuem referências auditivas muito íntimas, ela já é eficaz o suficiente para ludibriar colegas de trabalho ou sistemas bancários. 

Para você ter ideia: em experimentos de laboratório, foram necessários apenas nove segundos de áudio e dados coletados em redes sociais para criar um agente de IA convincente o suficiente para manter diálogos em tempo real.

Um dos maiores desafios técnicos dessa “corrida armamentista” digital é o equilíbrio entre velocidade e qualidade. Para que um deepfake de áudio responda instantaneamente numa ligação, ele costuma sacrificar a nitidez sonora. 

Por outro lado, modelos de alta fidelidade, que soam quase idênticos ao original, ainda exigem um tempo de processamento maior para serem gerados, o que dificulta sua aplicação em interações ao vivo.

Fraudes e ‘máscaras digitais’ ameaçam segurança de grandes empresas

O cenário de crimes cibernéticos atingiu um nível “industrial“, com fraudadores utilizando modelos de linguagem para mapear estruturas organizacionais inteiras. 

Criminosos extraem nomes e cargos de redes profissionais como o LinkedIn e coletam amostras de voz no TikTok ou Facebook para criar um banco de dados de cada funcionário. Com essas informações, executam ataques em massa, contatando colaboradores de diversos setores.

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Uma das startups identificou o uso crescente de deepfakes “máscaras digitais” em processos seletivos e reuniões via Zoom – Imagem: MDV Edwards/Shutterstock

A Pindrop identificou o uso crescente de “máscaras digitais” em processos seletivos e reuniões via Zoom. Nesses casos, o golpista usa a IA para alterar suas feições em tempo real, assumindo outra identidade. E táticas simples de verificação, como pedir para a pessoa passar a mão na frente do rosto para causar uma falha visual na IA, já não funcionam.

Os modelos atuais são tão sofisticados que conseguem renderizar mãos e movimentos complexos sem distorções, o que torna a manipulação praticamente imperceptível aos olhos.

Como o cidadão comum ainda não tem acesso fácil a softwares de detecção, o futuro dessa tecnologia deve seguir o caminho dos antivírus

Especialistas consultados pelo The Verge preveem que a proteção contra deepfakes será integrada diretamente em navegadores e provedores de e-mail. 

Assim, arquivos e comunicações seriam escaneados automaticamente em busca de sinais de manipulação antes mesmo de chegarem ao usuário final. Seria uma camada de defesa nativa contra a desinformação.

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Geração Z usa IA com frequência, mas desconfiança e medo crescem entre os jovens

Segundo uma nova pesquisa realizada pela Gallup junto com a Walton Family Foundation e a GSV Ventures, mais da metade da Geração Z estadunidense utiliza a IA generativa com frequência. Apesar da assiduidade, a opinião dos internautas sobre esta tecnologia apenas piora com o tempo.

No ano passado, a mesma pesquisa relatou que 27% dos entrevistados entre 14 e 29 anos diziam sentir esperanças em relação à inteligência artificial. Já em 2026, esse número caiu 9 pontos percentuais e chegou à marca de 18%. O entusiasmo dos jovens sobre a IA caiu e um terço dos entrevistados relataram sentir raiva da tecnologia.

Resultados da pesquisa evidenciam preocupação dos jovens com a influência da IA no futuro.

Jovens se preocupam com o futuro de seus empregos com a IA – Imagem: Stokkete/Shutterstock

O estudo ocorreu entre fevereiro e março desse ano e ouviu mais de 1.500 usuários. Os resultados sugerem que a antipatia pela IA se estende até às gerações mais novas — que ainda tentam se firmar no mercado de trabalho.

Muitos entrevistados reconheceram que a tecnologia poderia aumentar a eficiência deles nas atividades cotidianas, como escola e trabalho. Mas se preocupam com o impacto disso na criatividade e no pensamento crítico.

Esse dado surpreendeu Zach Hrynowski, pesquisador sênior de educação da Gallup, que disse: “Na maioria desses casos, a Geração Z tornou-se cada vez mais cética, cada vez mais negativa — partindo de uma posição em que, mesmo no ano passado, eles não eram particularmente positivos em relação a isso.”

E os jovens já empregados se mostravam com esse pensamento ainda mais maturado. Quase metade desses entrevistados afirmou que os riscos da IA superavam suas possíveis vantagens no ofício, 11 pontos percentuais acima do resultado no ano anterior. Apenas 15% disseram enxergar a IA como um benefício completo.

Pesquisa alimenta debate sobre a IA na vida do jovem

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Jovens usam a IA para sanar dúvidas sensíveis (Imagem: Javier Bermudez Zayas/Shutterstock)

Essa pesquisa surge em um momento de discussão no ambiente escolar. Pais, alunos, docentes e políticos debatem qual o papel da inteligência artificial na vida do jovem.

Esses jovens têm recorrido a chatbots, como o ChatGPT, para questões da juventude, como conselhos sobre relações sociais e ajuda com tarefas escolares, podendo escalar para questões complexas, como a escolha de uma universidade.

Metade dos entrevistados pelo estudo relataram usar a IA diariamente ou semanalmente; esse número é ainda maior entre os entrevistados mais jovens, segundo Hrynowski. E pouco menos de 20% disseram não usar a tecnologia.

Ainda durante as entrevistas, jovens adultos citaram ameaça ao emprego inicial, a disseminação de desinformação e a substituição de interações com humanos como principais receios em relação a IA.

Sinto que tudo aquilo que me interessa tem potencial para ser substituído, mesmo nos próximos anos.“, disse Sydney Gill, de 19 anos e caloura da Universidade Rice, em Houston. Ela se dizia otimista sobre a tecnologia durante o ensino médio.

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Homem trabalhando no computador – (Imagem gerada por inteligência artificial-GPT)

Leia mais:

Abigail Hackett, de 27 anos, trabalha no setor de turismo e hotelaria e disse que algumas IAs economizam bastante tempo de trabalho. Porém, não as usam na sua vida pessoal por medo de que suas habilidades sociais sejam afetadas.

Acho que algumas dessas coisas são muito humanas, e gostaria que continuassem assim“, disse Hackett para a pesquisa da Gallup.

Já outros participantes se mostravam mais esperançosos. Como Ryan Guckian, de 30 anos, que trabalha com testes de software. Ele disse usar um chatbot de IA para questões cotidianas, como melhorar uma linha de código ou pensar em uma receita para a namorada.

Apesar dos sentimentos contraditórios, muitos desses entrevistados acreditam que o domínio da IA como uma ferramenta será crucial ao longo de suas vidas. Mesmo tão jovens, quase metade dos entrevistados no ensino médio tem uma consciência da necessidade de dominar essa tecnologia para suas futuras carreiras.

Apesar de tudo, ainda pode haver espaço para evolução na maneira como veem a inteligência artificial. Ao serem perguntados sobre emoções pela pesquisa, a resposta mais escutada foi curiosidade.

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Val Kilmer volta ao cinema com ajuda de IA em trailer

O ator Val Kilmer voltará a aparecer no cinema por meio do uso de inteligência artificial (IA). A recriação digital do artista, que morreu em 2025 aos 65 anos, integra o primeiro trailer do filme “As Deep as the Grave” (“Tão Profundo Quanto a Sepultura”, em tradução livre), drama histórico apresentado na quarta-feira (15) durante a CinemaCon, em Las Vegas (EUA).

Dirigido por Coerte Voorhees, o longa independente é estrelado por Abigail Lawrie, Tom Felton e Abigail Breslin. A trama acompanha os arqueólogos Ann e Earl Morris, personagens reais, durante a descoberta de restos mortais dos Ancestral Puebloans na década de 1920.

Kilmer “interpreta” Father Fintan, um padre católico e espiritualista nativo estadunidense. No trailer, o personagem surge em uma cena marcante e diz: “Não tema os mortos e nem a mim.

O ator havia sido escalado para o papel anos antes, mas não conseguiu participar das filmagens devido ao agravamento de seu estado de saúde. Com a autorização de seu espólio, incluindo sua filha Mercedes, os realizadores recorreram à IA generativa para completar a atuação com base em materiais de arquivo.

Ator estava escalado para o projeto, em 2020, mas a pandemia causou atrasos na produção – Imagem: Reprodução/YouTube/FirstLineFilms

As imagens mostram Kilmer em diferentes fases da vida, desde um padre mais jovem até uma figura com aparência fantasmagórica.

Assista, a seguir, ao trailer de “As Deep as The Grave” com Val Kilmer e IA:

IA apoiando Hollywood

  • O uso de IA para recriar atores falecidos tem gerado debate em Hollywood;
  • Durante a CinemaCon, Voorhees afirmou que a equipe trabalhou em estreita colaboração com a família de Kilmer e seguiu diretrizes da indústria, segundo a Associated Press (AP);
  • “Val Kilmer influenciou essa atuação”, afirmou o diretor;
  • O produtor John Voorhees classificou o processo como um território arriscado, mas destacou que a produção seguiu os padrões do sindicato SAG-AFTRA, centrados em “consentimento, compensação e colaboração”.

De acordo com os realizadores, o espólio de Kilmer aprovou o projeto, recebeu compensação e contribuiu com materiais para viabilizar a recriação.

Os cineastas também destacaram que o próprio Kilmer já havia utilizado tecnologia de IA em vida. Após perder a voz natural em decorrência de um câncer na garganta, o ator recorreu a softwares para recriá-la, recurso posteriormente utilizado no filme “Top Gun: Maverick“.

A produção de “As Deep as the Grave” começou em 2020, no Novo México (EUA), mas enfrentou atrasos durante a pandemia de Covid-19. Em vez de substituir o ator após sua saída, a equipe optou por seguir com o projeto e, posteriormente, encontrou uma forma de incorporar o personagem à narrativa.

“Ficamos muito felizes por eles estarem tão entusiasmados e apoiarem tanto a ideia”, disse Voorhees, referindo-se aos filhos de Kilmer, em declaração citada pela AP. “Não queríamos fazer isso a menos que todos achassem que ia funcionar corretamente.”

Segundo os realizadores, Kilmer aparece em tela por mais de uma hora. A data de estreia do filme ainda não foi anunciada.

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Gemini agora cria imagens personalizadas baseadas nas suas fotos e estilo de vida

O Google anunciou nesta quinta-feira (16) uma atualização significativa para o Gemini que promete tornar a geração de imagens muito mais pessoal e menos trabalhosa. Por meio do recurso “Personal Intelligence” (Inteligência Pessoal), a IA agora pode acessar dados de aplicativos conectados, como o Google Fotos, para criar imagens que refletem automaticamente os gostos, o estilo de vida e até o rosto do usuário e de seus familiares.

A novidade utiliza o modelo de imagem de última geração Nano Banana 2. Segundo o comunicado oficial, o objetivo é eliminar a necessidade de prompts longos e complexos. Em vez de descrever cada detalhe, o usuário pode dar ordens simples, e o Gemini usará o contexto que já possui para “preencher as lacunas”.

IA que conhece você

Com a nova integração, o Gemini passa a ter uma compreensão inerente das preferências do usuário desde o início. Se você pedir para a IA “projetar a casa dos meus sonhos”, o resultado refletirá escolhas estéticas baseadas no seu histórico e contexto colhidos nos apps do Google.

O maior destaque, porém, é a integração com a biblioteca de fotos. O Gemini pode usar fotos reais de você, de seus amigos, familiares e até animais de estimação para guiar a criação.

  • Uso de etiquetas: a IA aproveita as etiquetas que você já criou no Google Fotos para identificar pessoas e pets.
  • Comandos criativos: é possível pedir, por exemplo, para “criar uma imagem em estilo massinha de mim e minha família curtindo nossa atividade favorita”, e a IA gerará a cena automaticamente com base nas referências visuais da sua galeria.
  • Estilos artísticos: o recurso suporta diversos estilos, como aquarela, esboços a carvão ou pinturas a óleo.

Privacidade e controle

Um ponto crítico abordado pelo Google é a privacidade. A empresa enfatizou que não treina seus modelos de IA diretamente na sua biblioteca privada do Google Fotos. O treinamento ocorre apenas em “informações limitadas”, como os prompts específicos enviados ao Gemini e as respostas geradas pelo modelo.

Para garantir que o usuário mantenha o controle criativo, foram adicionadas ferramentas de ajuste:

  • Refinamento: se a imagem não ficar correta, você pode dizer ao Gemini o que está errado ou clicar no ícone “+” para selecionar manualmente uma foto de referência diferente no Google fotos.
  • Botão de fontes: um novo botão “Sources” mostrará exatamente qual foto da sua biblioteca foi selecionada automaticamente para guiar a criação.
  • Transparência: segundo o portal The Verge, o porta-voz do Google, Elijah Lawal, confirmou que o sistema usa as etiquetas do Google Fotos para identificar as pessoas, mas o usuário pode questionar a IA sobre as atribuições usadas em cada imagem.

Disponibilidade

Por enquanto, a experiência está sendo lançada gradualmente para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra localizados nos Estados Unidos. O Google planeja expandir o recurso para o Gemini no Chrome (desktop) e para mais usuários em breve.

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GPT-Rosalind: OpenAI lança modelo de IA voltado às ciências da vida

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (16), o lançamento do GPT-Rosalind, um novo modelo de inteligência artificial (IA) com foco ampliado em biologia e capacidades avançadas de pesquisa científica. A iniciativa marca um avanço da empresa na área de ciências da vida.

O GPT-Rosalind, batizado em homenagem à cientista britânica do século XX Rosalind Franklin, foi desenvolvido para apoiar pesquisas em áreas, como bioquímica, descoberta de medicamentos e medicina translacional.

OpenAi atende à demanda crescente

  • A demanda por ferramentas baseadas em IA para acelerar a descoberta de medicamentos e pesquisas científicas tem crescido entre empresas farmacêuticas, instituições acadêmicas e companhias de biotecnologia;
  • “Ao apoiar a síntese de evidências, geração de hipóteses, planejamento experimental e outras tarefas de pesquisa em múltiplas etapas, este modelo foi projetado para ajudar pesquisadores a acelerar as fases iniciais da descoberta”, afirmou a OpenAI em um blog;
  • De acordo com a empresa, pesquisadores que utilizarem o modelo poderão consultar bancos de dados, ler os mais recentes artigos científicos, utilizar outras ferramentas científicas e sugerir novos experimentos;
  • O GPT-Rosalind foi construído com base nos modelos internos mais recentes da OpenAI.
Dona do ChatGPT atende a uma demanda crescente com o GPT-Rosalind – Imagem: Primakov/Shutterstock

Leia mais:

O modelo está disponível como uma prévia de pesquisa no ChatGPT, no Codex e na API para clientes qualificados por meio da estrutura de acesso confiável da OpenAI. A empresa também lançou um plugin gratuito de pesquisa em ciências da vida para o Codex, conectando cientistas a mais de 50 ferramentas científicas e fontes de dados.

A OpenAI informou ainda que está trabalhando com clientes, como Amgen, Moderna e Thermo Fisher Scientific, entre outros, para aplicar o GPT-Rosalind em diferentes fluxos de trabalho.

A empresa, criadora do popular chatbot ChatGPT, também apresentou, na terça-feira (14), o GPT-5.4-Cyber, uma variante de seu modelo mais recente ajustada especificamente para aplicações defensivas em cibersegurança. O anúncio ocorre após a rival Anthropic divulgar seu modelo de IA de fronteira chamado Claude Mythos.

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Codex ganha mais funcionalidades e antecipa superapp da OpenAI

A OpenAI deu um novo passo na evolução de suas ferramentas para desenvolvedores ao anunciar uma atualização do Codex, seu assistente de programação baseado em IA. A empresa já confirmou planos para criar um “superaplicativo” que integre ChatGPT, Codex e o navegador Atlas em uma única plataforma – mas a iniciativa parece focar em expandir o que já existe atualmente.

Segundo Thibault Sottiaux, responsável pela ferramenta, a estratégia está sendo construída de forma gradual. “Estamos construindo o superaplicativo de forma aberta”, afirmou durante coletiva de imprensa. “Este lançamento é voltado para desenvolvedores. No futuro, vamos expandi-lo para um público mais amplo”.

De acordo com o Engadget, a principal novidade da atualização é a ampliação do escopo de atuação dos agentes de IA, que passam a executar tarefas de maneira mais autônoma e integrada ao ambiente do usuário. Na prática, o Codex agora consegue interagir diretamente com aplicativos instalados no computador, seja a partir de instruções específicas ou decidindo por conta própria qual ferramenta utilizar para determinada tarefa.

Esse tipo de funcionalidade já aparece em soluções concorrentes, mas a OpenAI afirma ter desenvolvido um diferencial técnico que permite o agente operar sem comprometer o desempenho geral do sistema. A proposta é fazer com que o software funcione em paralelo com outros programas, de forma mais eficiente.

Outro destaque é a chegada de 111 novos plugins, que ampliam as possibilidades de integração com aplicativos, serviços e servidores. Esses recursos ajudam o Codex a acessar mais contexto e utilizar ferramentas externas com maior precisão, especialmente em fluxos de trabalho mais complexos.

Codex é o assistente de programaçõ da OpenAI – Imagem: OpenAI/Divulgação

A atualização também incorpora o modelo GPT-Image-1.5, permitindo a criação de protótipos, conceitos visuais, interfaces e até elementos simples para jogos. Além disso, o sistema passa a utilizar capturas de tela como referência para validar se está executando corretamente uma solicitação.

No campo de personalização, a OpenAI apresentou dois recursos iniciais de memória:

  • Um deles permite que o Codex recupere informações de interações anteriores para melhorar respostas futuras. Com o tempo, isso deve tornar o assistente mais rápido e preciso;
  • O outro recurso adiciona um comportamento mais proativo, sugerindo ações com base no histórico do usuário – como lembrar de responder a um comentário em um documento, por exemplo.

Disponibilidade do Codex atualizado

A nova versão começa a ser liberada para usuários do aplicativo de desktop do ChatGPT.

Inicialmente, o recurso de controle do computador está disponível para macOS, com expansão prevista para outros mercados, incluindo União Europeia e Reino Unido. Já as funcionalidades de memória também serão disponibilizadas gradualmente nessas regiões.

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Stellantis aposta na IA da Microsoft com acordo de 5 anos

A Stellantis e a Microsoft anunciaram nesta quinta-feira uma parceria estratégica de cinco anos para co-desenvolver capacidades de inteligência artificial (IA), cibersegurança e engenharia. O movimento ocorre em meio à corrida das montadoras para acompanhar concorrentes mais focados em tecnologia.

Software e serviços baseados em dados têm ganhado papel central nas estratégias de longo prazo do setor automotivo, especialmente com o avanço de montadoras chinesas no desenvolvimento de recursos voltados a atrair consumidores em diferentes mercados.

Microsoft firmou parceria com a Stellantis para desenvolver capacidades de IA – Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Montadoras tradicionais, que historicamente enfrentam dificuldades para desenvolver software internamente, vêm ampliando parcerias com empresas de tecnologia para acelerar esse processo.

“Por meio da nossa colaboração com a Microsoft, estamos acelerando nosso avanço em IA em toda a empresa”, afirmou Ned Curic, diretor de Engenharia e Tecnologia da Stellantis, em comunicado conjunto.

Mais de 100 iniciativas conjuntas

A parceria amplia uma relação já existente entre as empresas, que anteriormente colaboraram em plataformas de veículos conectados e serviços digitais embarcados.

Pelo novo acordo, equipes conjuntas irão desenvolver mais de 100 iniciativas de IA. Os projetos abrangem áreas como desenvolvimento e validação de produtos, manutenção preditiva, testes e aceleração do lançamento de recursos e serviços digitais.

A colaboração também prevê o fortalecimento do centro global de defesa cibernética da Stellantis. A proposta é utilizar análises baseadas em IA para prevenir ameaças e proteger veículos, dados de clientes e operações em escala global.

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Parceria com a Microsoft prevê mais de 100 iniciativas de IA voltadas ao desenvolvimento, testes e serviços digitais da Stellantis – Imagem: jetcityimage/iStock

Modernização da infraestrutura de TI

O centro de defesa cibernética deverá cobrir sistemas de TI, veículos conectados, unidades de fabricação e produtos digitais, integrando funções de segurança a aplicativos móveis e serviços embarcados.

Como parte da parceria, a Stellantis também pretende acelerar a modernização de sua infraestrutura de TI na plataforma de nuvem Azure, da Microsoft. A meta é reduzir em 60% a presença de data centers até 2029. Os detalhes financeiros do acordo não foram divulgados.

A Stellantis já vinha recorrendo a parcerias tecnológicas para apoiar suas ambições em software e oferecer experiências mais personalizadas aos motoristas. No entanto, a empresa também tem revisado algumas dessas iniciativas enquanto busca melhorar vendas e qualidade de seus veículos. No ano passado, a Reuters informou que o acordo da montadora com a Amazon para software embarcado estava sendo encerrado.

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Anthropic testa verificação de identidade no Claude

A Anthropic começou a implementar verificação de identidade no Claude para “alguns casos de uso específicos”. A empresa não detalhou quais situações exigirão o procedimento, mas informou que os usuários podem se deparar com a solicitação ao tentar acessar determinadas funcionalidades.

De acordo com a companhia, o processo inclui o envio de um documento oficial com foto emitido pelo governo e a captura de uma selfie, que será comparada ao documento apresentado.

Claude terá recurso de verificação de idade em casos específicos – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Críticas dos usuários

A medida gerou reação negativa entre parte dos usuários. Muitos questionam a necessidade de verificação de identidade para utilizar um chatbot de IA, especialmente no caso de assinantes pagos que já possuem dados de cartão de crédito cadastrados.

As críticas também envolvem a escolha da Persona como parceira para o processo. A empresa também fornece serviços de verificação de idade para outras plataformas, como OpenAI e Roblox. Entre seus investidores está a Founders Fund, cofundada por Peter Thiel, que também é cofundador e presidente da Palantir.

Preocupações com privacidade

A Palantir tem como principais clientes agências federais e órgãos governamentais dos Estados Unidos, incluindo FBI, CIA e o serviço de imigração (ICE). As críticas à empresa costumam se concentrar no uso de suas tecnologias, como reconhecimento facial e inteligência artificial, em iniciativas de vigilância.

No comunicado, a Anthropic afirmou que a Persona será responsável por processar os documentos e selfies, sem copiar ou armazenar essas imagens. A empresa também destacou que a parceira possui limitações contratuais sobre o uso dos dados, e que todas as informações são criptografadas em trânsito e em repouso.

A Anthropic reforçou ainda que não utilizará os dados de identidade para treinar seus modelos nem compartilhará essas informações com terceiros.

Em atualização divulgada em 16 de abril de 2026, a empresa informou que a verificação se aplica a um número limitado de casos, relacionados a atividades que possam indicar comportamento fraudulento ou abusivo, em violação às suas políticas de uso.

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Anthropic lança Claude Opus 4.7 para o público e prepara terreno para o poderoso Mythos

A Anthropic anunciou nesta quinta-feira (16) o lançamento global do Claude Opus 4.7. O novo modelo de inteligência artificial chega como uma atualização direta do Opus 4.6, apresentando saltos significativos em programação autônoma (agêntica), raciocínio multidisciplinar e capacidades visuais. No entanto, em um movimento incomum na indústria, a empresa admitiu que o modelo foi “treinado para ser menos capaz” em certas áreas sensíveis do que sua versão experimental mais potente, o Claude Mythos Preview.

Codificação e “Trabalho de Mundo Real”

De acordo com dados divulgados pela Anthropic, o Claude Opus 4.7 estabeleceu novos marcos em benchmarks de produtividade. No SWE-bench Pro, que avalia a capacidade da IA de resolver problemas reais de engenharia de software, o modelo atingiu 64,3% de aproveitamento, superando os 53,4% da versão anterior e os 57,7% do GPT-5.4 da OpenAI.

Os principais avanços técnicos incluem:

  • Seguimento de instruções: o modelo é muito mais literal. A empresa alerta que prompts antigos podem precisar de ajustes, já que a IA agora segue as ordens à risca em vez de interpretá-las livremente.
  • Níveis de esforço: foi introduzido o nível “xhigh” (extra alto), permitindo que desenvolvedores controlem melhor o equilíbrio entre a profundidade do raciocínio e a latência da resposta.
  • Visão de alta resolução: o Opus 4.7 agora suporta imagens de até 3,75 megapixels (2.576 pixels no lado maior), um aumento de três vezes em relação aos modelos anteriores, facilitando a análise de diagramas complexos e capturas de tela densas.

A estratégia do “freio de mão” cibernético

O lançamento do Opus 4.7 ocorre em um momento de intensa disputa narrativa sobre a segurança da IA. Enquanto o Claude Mythos Preview (modelo mais poderoso da casa) permanece restrito a um grupo seleto de empresas no programa Project Glasswing, o Opus 4.7 foi lançado com salvaguardas que detectam e bloqueiam automaticamente solicitações de alto risco cibernético.

A Anthropic afirmou que experimentou reduzir diferencialmente as capacidades cibernéticas do modelo durante o treinamento. A ideia é aprender com o uso do Opus 4.7 no mundo real para, no futuro, liberar modelos da classe “Mythos” com segurança comprovada.

Para profissionais de segurança que precisam realizar testes de intrusão legítimos ou pesquisas de vulnerabilidades, a empresa criou o Cyber Verification Program, um processo de triagem para liberar essas funções específicas.

Anthropic vs. OpenAI: abordagens opostas

O posicionamento da Anthropic marca um contraste direto com a estratégia da OpenAI. Conforme noticiado pelo Olhar Digital, o recém-lançado GPT-5.4-Cyber seguiu um caminho mais “permissivo”, focando em democratizar o acesso de defensores a ferramentas de análise binária e engenharia reversa.

Enquanto a OpenAI aposta que dar ferramentas potentes aos “mocinhos” é a melhor defesa, a Anthropic prefere manter suas IAs mais ofensivas sob chaves rigorosas. Em comunicado oficial, a Anthropic reforçou que o Opus 4.7 é seu modelo mais capaz disponível para o público geral, mas que o Mythos Preview ainda detém a coroa de melhor alinhamento e segurança em seus testes internos.

Disponibilidade e preço

O Claude Opus 4.7 já está disponível para usuários do Claude (web e app), além de desenvolvedores via API. O modelo também foi integrado às plataformas de nuvem Amazon Bedrock, Google Cloud Vertex AI e Microsoft Foundry.

O preço permanece o mesmo praticado na versão 4.6: US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de tokens de saída, conforme apurado pela CNBC.

Claude Opus 4.7: benchmark

Os números divulgados pela Anthropic mostram o Claude Opus 4.7 superando rivais como o GPT-5.4 e o Gemini 3.1 Pro em categorias críticas de programação e raciocínio avançado:

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