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OpenAI prepara corte de preços e acirra disputa na IA

A OpenAI está avaliando reduzir os preços cobrados pelo acesso aos seus modelos de inteligência artificial, segundo reportagem do Wall Street Journal publicada na quarta-feira, com base em fontes próximas ao tema.

A movimentação não parece casual. Nos bastidores, a companhia estuda cortar de forma relevante o valor cobrado por tokens — unidade usada para medir e faturar o uso de sistemas de IA. A leitura no mercado é de que a decisão mira um ambiente mais competitivo, especialmente com a Anthropic ganhando espaço e pressionando margens.

Disputa entre OpenAI e Anthropic avança e pode impactar custos de acesso à inteligência artificial no mundo. Imagem: Primakov / Shutterstock – Imagem: Primakov / Shutterstock

Preços atuais das duas plataformas

Hoje, a OpenAI trabalha com três faixas de assinatura: US$ 8 (cerca de R$ 40), US$ 20 (aproximadamente R$ 100) e US$ 100 ou mais (em torno de R$ 500) para acesso aos modelos GPT-5.5. A Anthropic segue uma estrutura parecida, com o Claude Pro a US$ 17 (aprox. R$ 85) por mês em plano anual e o Claude Max a partir de US$ 100 (cerca de R$ 500).

Na prática, os valores mostram duas estratégias muito próximas. A diferença real, neste momento, está na disputa por escala e fidelização de usuários.

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Guerra de preços na IA pode ficar mais intensa com possível corte de valores pela OpenAI. Imagem: Hamara/Shutterstock

Disputa acirrada entre as empresas

Na segunda-feira, a OpenAI protocolou de forma confidencial um pedido de oferta pública inicial (IPO) junto à SEC, reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos. Pouco depois, a Anthropic avançou em direção semelhante.

Não é coincidência. As duas empresas disputam capital, usuários e influência ao mesmo tempo.

Leia mais:

A Anthropic encerrou sua rodada Série H em 28 de maio com avaliação de US$ 965 bilhões (aproximadamente R$ 4,8 trilhões), superando levemente a OpenAI, avaliada em US$ 852 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões) em março.

Enquanto isso, o ChatGPT atingiu a marca de 1 bilhão de usuários mensais ativos em maio — cerca de três anos após o lançamento. O ritmo supera plataformas como o Google Maps, que levou aproximadamente cinco anos para alcançar o mesmo patamar, segundo estimativas da Sensor Tower.

No fim, o que parece uma disputa de preços é, na prática, uma corrida mais ampla: quem vai definir não só o custo, mas o ritmo de expansão da inteligência artificial no mercado global.

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Como a IA e satélites podem ajudar a proteger os oceanos

A combinação entre inteligência artificial e observação por satélite está no centro de uma iniciativa da União Europeia voltada ao monitoramento dos oceanos. Apresentado pelas instituições europeias e incorporado recentemente a um plano para ampliar a vigilância marítima, o projeto pretende fornecer informações detalhadas para pesquisadores e gestores públicos.

A ferramenta, chamada European Digital Twin Ocean, reúne dados sobre diferentes condições oceânicas e permite simular cenários futuros. A proposta surge em um contexto de preocupação crescente com a elevação do nível do mar, o aquecimento das águas e a redução do gelo marinho no Ártico.

O sistema utiliza modelos digitais alimentados por informações coletadas em diversas regiões do planeta. Com isso, busca ampliar a compreensão sobre transformações ambientais e oferecer suporte a decisões relacionadas à conservação e ao uso sustentável dos recursos marinhos.

Réplica digital amplia capacidade de análise dos oceanos

A iniciativa tem como principal produto o European Digital Twin Ocean, conhecido pela sigla EDITO. A plataforma funciona como uma representação digital do ambiente marinho e pode ser acessada gratuitamente pela internet. Seu desenvolvimento é conduzido pela organização francesa Mercator Ocean International em parceria com o Flanders Marine Institute.

A estrutura reúne informações sobre diferentes aspectos dos oceanos, incluindo temperatura, salinidade, correntes marítimas, ondas e características biológicas. O objetivo é oferecer uma visão integrada do ambiente marinho por meio de mapas interativos e bases de dados consolidadas.

Em entrevista à Euronews, Alain Arnaud, diretor do programa de oceano digital da Mercator Ocean International, explicou que a plataforma opera com elevado nível de detalhamento e incorpora múltiplos indicadores sobre as condições dos mares. “É um modelo de altíssima resolução que reúne informações sobre o estado do oceano“, informou.

Um dos diferenciais do sistema é a possibilidade de projetar cenários hipotéticos. A ferramenta permite avaliar, por exemplo, como alterações na temperatura da água podem afetar populações de peixes ou de que forma determinadas áreas cobertas por vegetação marinha poderiam influenciar processos erosivos.

Consoante Arnaud, esse tipo de simulação é viabilizado por modelos apoiados em inteligência artificial, capazes de modificar condições iniciais utilizadas nos cálculos e gerar diferentes projeções sobre o comportamento do ambiente oceânico.

Mudanças no oceano ampliam intervalo de desova da tartaruga-comum em Cabo Verde -(Créditos: depositphotos.com / Keola)

Além dos recursos de análise, a plataforma passou a contar com um chatbot baseado em inteligência artificial para responder a dúvidas relacionadas aos oceanos. A ferramenta foi apresentada ao público durante a Digital Ocean Week, realizada em Bruxelas.

O avanço acelerado da tecnologia também é acompanhado pela equipe responsável pelo projeto. Ao comentar a evolução da inteligência artificial, Arnaud ressaltou a necessidade de adaptação diante da velocidade das mudanças. “Ela está avançando tão rapidamente que chega a ser assustador, mas precisamos estar preparados para nos adaptar.”

Os dados que alimentam o sistema têm origem principalmente de satélites europeus vinculados ao programa Copernicus, componente de observação da Terra da União Europeia. O projeto também pode incorporar informações obtidas por meio de cooperação internacional com outros países.

Segundo os responsáveis pela iniciativa, os satélites fornecem um panorama amplo das condições da superfície oceânica, enquanto embarcações distribuídas pelo mundo complementam o monitoramento com medições realizadas diretamente no ambiente marinho.

A incorporação do EDITO ao plano OceanEye, anunciada no início de junho, amplia a participação da plataforma nas estratégias europeias de observação dos oceanos. A expectativa é que o sistema alcance plena operação até 2030 e fortaleça não apenas a produção de conhecimento científico, mas também aplicações relacionadas à segurança marítima.

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NASA, IA, bola inteligente, avatar… a Copa do Mundo vai começar – e com muita tecnologia!

Eu não sei se você gosta ou não de futebol. Mas é tempo de Copa do Mundo!!

Então, não tenho outra escolha… precisamos falar sobre…

Sim, a Copa é tech!

Eu poderia compartilhar com vocês minhas previsões, minhas apostas nos bolões e minhas decepções com a convocação da Seleção Brasileira. Mas, neste caso, eu fugiria demais da linha editorial da casa – algo que talvez desagradasse leitores e chefia…

Mas eu tenho a ‘desculpa’ ideal para falar de Copa do Mundo: ela é tech!

Avatares e IA

A FIFA vai usar inteligência artificial na Copa do Mundo para criar avatares de jogadores, analisar lances e apoiar árbitros em tempo real.

A tecnologia promete tornar decisões mais rápidas e melhorar a experiência de torcedores e equipes durante o torneio.

Avatares 3D de todos os jogadores foram criados para auxiliar árbitros e enriquecer transmissões ao vivo com representações digitais detalhadas dos atletas. Imagem: Divulgação/Fifa – Imagem: Divulgação/Fifa

Bola da Copa

A bola oficial da Copa, a Trionda, contará com um sensor de movimento de 500 hertz, capaz de registrar 500 dados por segundo. Isso permite identificar com precisão toques, passes e até possíveis faltas em tempo quase real.

Além disso, a FIFA pretende reduzir erros de arbitragem ao combinar dados da bola com câmeras e sistemas automatizados de impedimento.

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A bola Trionda será equipada com sensores de alta frequência capazes de registrar 500 medições por segundo, trazendo mais precisão para lances decisivos. Imagem: Divulgação/Fifa. – Fifa / Divulgação

Assistentes inteligentes

A FIFA também desenvolveu o Football AI Pro, um assistente inteligente que analisa partidas e gera insights táticos para as equipes.

Entre suas funções estão:

  • Análise de desempenho individual e coletivo
  • Sugestões estratégicas para treinadores
  • Resumos em texto, vídeo e gráficos
  • Acesso democratizado a dados para todas as seleções

O sistema transforma dados complexos em informações práticas, ajudando equipes a se prepararem melhor para cada confronto.

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A IA ajudará a identificar impedimentos e jogadas duvidosas em tempo real, oferecendo suporte mais rápido e preciso para a equipe de arbitragem. Imagem: Marta Fernandez Jimenez/Shutterstock

Você dentro do campo… e com apito!

Outra novidade é a “Visão do Árbitro”, uma câmera com apoio de IA que mostra o jogo do ponto de vista do juiz de campo. A ideia é aproximar ainda mais os fãs da dinâmica real da partida.

Segundo a FIFA, o objetivo é tornar o futebol mais justo, tecnológico e acessível, sem perder a essência do esporte.

“Estamos garantindo que a inovação beneficie todos os jogadores, todas as equipes e todos os torcedores em todo o mundo… e, claro, beneficie o maior esporte de todos, o futebol” – disse Gianni Infantino, presidente da FIFA, durante evento em janeiro.

Com a chegada dessas ferramentas, a Copa do Mundo promete ser uma das mais tecnológicas da história, unindo inovação, análise de dados e novas formas de acompanhar o futebol dentro e fora de campo.

Como a NASA está levando o espaço para a Copa do Mundo de 2026

A NASA leva a Copa de 2026 e a ciência espacial a Houston com uma exposição no FIFA Fan Festival, destacando pesquisas da Estação Espacial Internacional e o programa Artemis.

O evento gratuito acontece durante o torneio e aproxima tecnologia espacial do futebol e do cotidiano.

Um dos destaques está marcado para 20 de junho, quando a diretora do Centro Espacial Johnson, Vanessa Wyche, apresentará integrantes da tripulação da missão Artemis II. Eles participaram de uma viagem histórica ao redor da Lua e vão interagir com fãs da Copa antes da partida entre Holanda e Suécia, além de subir ao palco principal do evento.

Dica de ouro para gritar gol antes dos seus vizinhos

Hoje em dia, existem vários jeitos para você acompanhar jogos de futebol – inclusive, os da Copa. Os principais são: rádio, TV aberta, TV por assinatura e streaming. E cada tipo de transmissão funciona numa, digamos, ‘velocidade’. Isso porque a tecnologia entre elas é diferente, com seus prós e contras.

Quem explicou isso para o Olhar Digital foi Eduardo Pouzada, professor de telecomunicações do Instituto Mauá de Tecnologia.

“De imediato, a gente pode dizer o seguinte: a tecnologia mais rápida que tem é a do sinal aberto”, disse o professor. Mas existem dois tipos de sinal aberto: rádio e TV.

Toda a explicação está aqui!

Quem vai ganhar a Copa do Mundo de 2026? Supercomputador prevê campeão

Um levantamento feito pelo supercomputador da Opta Analyst, empresa especializada em estatísticas esportivas, aponta as seleções com maiores chances de conquistar o título.

A projeção traz uma surpresa nada boa para os torcedores brasileiros. Mesmo sendo o maior campeão da história da competição, o Brasil aparece apenas na sexta posição entre os favoritos. Segundo o modelo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti tem 6,81% de chances de conquistar o hexacampeonato. 

A lista é a seguinte:

  1. Espanha – 16,19%
  2. França – 12,69%
  3. Inglaterra – 10,83%
  4. Argentina – 10,15%
  5. Portugal – 7,15%
  6. Brasil – 6,81%
  7. Alemanha – 5,89%
  8. Holanda – 3,95%
  9. Noruega – 3,52%
  10. Bélgica – 2,31%

Modéstia à parte, cravo o campeão nos meus bolões desde 2010. Como erro todo o resto, acabo não indo bem. Meu desejo, claro, é o hexa do Brasil. E até acho que a taça falará português – pena que com outro sotaque. Algo me diz que a final será entre Portugal e Espanha, com Cristiano Ronaldo igualando o feito de Messi.

Um mero palpite. Qual é o seu?

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Google e Palmeiras anunciam parceria para usar IA em lances com bola rolando

O Google anunciou, nesta quarta-feira (10), durante o evento Google for Brasil, uma colaboração com o Palmeiras para implementar a tecnologia TacticAI em situações com bola rolando.

A novidade, desenvolvida originalmente pelo Google DeepMind e refinada para análise de dados em tempo real, permite prever dinâmicas de campo em um intervalo de até oito segundos. O Palmeiras é o primeiro clube da América Latina a usar a ferramenta, que, no futuro, poderá ser aplicada durante os 90 minutos de jogo, além dos acréscimos, em partidas competitivas.

Novidades da nova versão do Google TacticAI

  • Diferentemente de usos anteriores da tecnologia, voltados para lances de bola parada, como escanteios e pênaltis, a versão apresentada agora processa a movimentação contínua dos jogadores;
  • No clube, o departamento de ciência de dados utiliza um software com interface de arrastar e soltar, que permite deslocar virtualmente atletas para observar projeções da trajetória da bola e o comportamento dos jogadores em diferentes configurações táticas;
  • O TacticAI usa redes neurais gráficas, ou GNNs, para fazer os cálculos. No modelo, os 22 jogadores em campo são representados como nós de uma rede, enquanto as interações entre eles funcionam como conexões;
  • Esse formato permite identificar relações espaciais e a dinâmica de movimento de todos os atletas simultaneamente, com previsões baseadas em padrões de posicionamento e não em médias históricas.

Leia mais:

Diferentemente de usos anteriores da tecnologia, voltados para lances de bola parada, como escanteios e pênaltis, a versão apresentada agora processa a movimentação contínua dos jogadores – Imagem: Anton Vierietin/Shutterstock

A ferramenta atua como um assistente de análise de dados, fornecendo informações quantitativas para o teste de hipóteses táticas. Entre os exemplos citados, está a possibilidade de verificar em tempo real o impacto do deslocamento de um defensor sobre a estrutura defensiva. No momento, a análise de jogo aberto é executada de forma exclusiva pelo clube paulista no cenário brasileiro.

Segundo o Google, o TacticAI evidencia o potencial da IA assistiva para transformar os esportes, beneficiando jogadores, treinadores e torcedores.

O futebol é apresentado como um ambiente especialmente desafiador para esse tipo de desenvolvimento por reunir múltiplos agentes, dados multimodais e a chamada “observabilidade parcial”, em que fatores objetivos podem ser analisados mesmo sem contemplar todos os elementos intangíveis do jogo, como condições psicológicas.

Aperfeiçoar o uso da IA nos esportes pode ter reflexos dentro e fora de campo, em áreas que vão de jogos de computador e robótica até a coordenação de tráfego.

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Engenheiro acusa xAI de demissão retaliatória após alertas sobre riscos de segurança no Grok

Um ex-engenheiro da xAI, empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk em 2023, abriu um processo judicial na Califórnia alegando que foi demitido após levantar preocupações sobre a segurança no desenvolvimento de sistemas de IA. Devin Kim afirma que sua atuação interna buscava reforçar mecanismos de proteção no chatbot Grok, mas que suas advertências teriam sido ignoradas pela liderança da companhia.

De acordo com a ação apresentada na última terça-feira (09), Kim sustenta que suas tentativas de alertar sobre possíveis riscos associados à tecnologia resultaram em retaliação dentro da empresa. Ele alega, ainda, que sua dispensa ocorreu em setembro do ano passado, pouco antes de uma apresentação que faria sobre segurança em inteligência artificial para executivos da organização.

O processo também aponta que a xAI, responsável pelo Grok, estaria sob críticas devido a conteúdos gerados pelo sistema, incluindo a produção de imagens sexualizadas envolvendo mulheres e menores. A empresa e a SpaceX, também citada na ação, não comentaram o caso até o momento.

Acusações envolvem práticas internas e disputa sobre segurança em IA

xAI e SpaceX – Imagem: Sergii Chernov – Shutterstock / Edição: Ana Figueiredo – Olhar Digital

No detalhamento da ação, Devin Kim afirma que ingressou na xAI em 2024 como um dos primeiros funcionários e que, em poucos meses, chegou a ocupar posição de liderança. Segundo ele, havia expectativa de implementação de protocolos rigorosos de segurança, alinhados ao discurso inicial de Elon Musk ao criar a empresa como alternativa considerada mais segura em relação a outras organizações do setor.

O engenheiro sustenta que essas diretrizes não teriam sido seguidas internamente. Ele afirma que seu supervisor, identificado como Jimmy Ba, cofundador da xAI, teria rejeitado propostas de mecanismos de proteção e ignorado alertas sobre riscos mais amplos ligados ao uso da inteligência artificial, incluindo potenciais impactos sociais e legais.

Kim também relata que suas preocupações incluíam a possibilidade de sistemas como o Grok contribuírem para problemas mais graves, como discriminação e até facilitação de armas de destruição em massa, segundo o conteúdo do processo.

Nomeação em entidade de segurança em IA ocorre após saída

Elon Musk
Elon Musk – Imagem: FotoField/Shutterstock

Na semana anterior à divulgação da ação, o ex-engenheiro foi nomeado para liderar uma organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo de riscos da inteligência artificial, o Center for AI Safety. A indicação ocorreu após sua saída da xAI e passou a ser mencionada no contexto do debate público sobre segurança em IA.

O processo judicial também contextualiza a disputa dentro de um cenário mais amplo envolvendo empresas de Elon Musk. A ação menciona que a SpaceX e outros empreendimentos do empresário enfrentam, há anos, alegações relacionadas à segurança operacional e às condições de trabalho, incluindo registros de acidentes em operações da companhia espacial, segundo investigação jornalística citada no texto-base.

Histórico de disputas e contexto envolvendo Musk e OpenAI

A fundação da xAI por Elon Musk em 2023 é descrita no processo como parte de uma iniciativa para criar uma alternativa mais segura no setor de inteligência artificial.

O texto também relembra que Musk esteve entre os fundadores da OpenAI, embora tenha posteriormente entrado em disputa judicial contra a organização, alegando desvio de sua missão original, ação que acabou rejeitada por um júri no ano anterior.

Até o momento, xAI e SpaceX não se manifestaram publicamente sobre as acusações apresentadas por Devin Kim.

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Google for Brasil 2026: big tech lança conjunto de ferramentas de IA

Nesta quarta-feira (10), durante o evento anual Google for Brasil, realizado em São Paulo (SP), o Google anunciou uma série de inovações baseadas em inteligência artificial (IA) destinadas ao mercado nacional. As novidades abrangem desde a busca por locais e navegação na web até ferramentas de suporte para o ecossistema de criadores de conteúdo do país.

Novidades do Google

Google Maps: conversas em linguagem natural e reservas

  • Uma das principais atualizações é o recurso “Pergunte ao Maps”, que transforma o aplicativo em um assistente de recomendações conversacional baseado na IA Gemini;
  • A ferramenta permite que usuários façam perguntas complexas em linguagem natural, como “quero uma hamburgueria com mesas ao ar livre” ou “onde levar meu filho em um dia de chuva?”;
  • O sistema gera respostas personalizadas cruzando informações de mais de 300 milhões de lugares e avaliações de 500 milhões de usuários da comunidade;
  • Além de sugestões de restaurantes e passeios, o assistente pode tirar dúvidas sobre transporte público, como se um ônibus específico utiliza corredores exclusivos ou qual a entrada de metrô mais próxima;
  • A função, que já estava disponível nos EUA e na Índia, começou a ser liberada nesta quarta para um grupo seleto de usuários engajados e chegará a todos os brasileiros nas próximas semanas;
  • O acesso é feito por um ícone no canto superior esquerdo do aplicativo para celulares, com previsão de chegada aos navegadores futuramente.
Pergunte ao Maps já está integrado ao Brasil – Imagem: Divulgação/Google

Somado a isso, o Google introduziu a reserva direta de restaurantes na busca, por meio de parcerias com os sistemas Tagme e Get In. Os usuários podem solicitar: “encontre uma reserva para três pessoas às 18h em um restaurante francês próximo a mim”, evitando filas de espera.

Gemini no Chrome: navegação contextual

O navegador Chrome também recebeu uma integração profunda com o Gemini por meio de uma nova extensão localizada no canto superior direito. Esse assistente permite realizar consultas baseadas no conteúdo da página ou vídeo que está sendo visualizado.

Entre as funcionalidades, destacam-se a capacidade de resumir conteúdos, comparar informações entre diferentes abas e explicar o significado de imagens. De acordo com Charmeine D’Silva, diretora-sênior de produto do Chrome, “a grande mudança é que você faz perguntas, e o sistema entende você… não é necessário aprender a escrever um comando”. A extensão também se integra ao Gmail e Calendar, permitindo, por exemplo, criar rascunhos de e-mail com informações pesquisadas ou adicionar eventos diretamente.

Embora o recurso esteja se expandindo para América Latina, Oriente Médio e África, ele permanece indisponível na Europa devido às regras estritas do GDPR. No Brasil, a liberação ocorre de forma gradual a partir desta quarta, exigindo a atualização do navegador. O sistema também inclui o gerador de imagens interno Nano Banana 2.

Exemplo de uso do Gemini no Chrome
Assistente permite realizar consultas baseadas no conteúdo da página ou vídeo que está sendo visualizado – Imagem: Divulgação/Google

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YouTube: IA para criadores

Para os produtores de vídeo, foi lançado o “Pergunte ao Studio”, um chat de IA integrado ao YouTube Studio. A ferramenta funciona como um assistente que ajuda a analisar métricas do canal, resumir o feedback do público e identificar tendências.

O assistente pode sugerir ideias para novos vídeos e até revisar roteiros antes da gravação, oferecendo feedbacks baseados nas melhores práticas da plataforma. Max Oliveira, gerente sênior de marketing do YouTube, afirmou que a IA pode dar orientações para “melhorar a geração de receita dentro da plataforma”. O recurso já está disponível para todos os criadores brasileiros por meio de um ícone de brilho (✨).

Exemplo de uso do Gemini no YouTube
Criadores agora podem usar IA para saber mais informações sobre seus trabalhos – Imagem: Divulgação/Google

Impacto econômico e social

O Google aproveitou o evento para destacar a relevância do YouTube no Brasil. Segundo dados da empresa, o ecossistema de criadores gerou mais de 150 mil empregos em 2025 e contribuiu com mais de R$ 6 bilhões para o PIB brasileiro. Atualmente, mais de 4,5 mil canais brasileiros possuem mais de um milhão de inscritos.

Essas atualizações ocorrem em um momento em que redes sociais, como TikTok e Instagram, têm ganhado espaço como ferramentas de descoberta de lugares, desafiando a busca tradicional do Google. Com a IA, a empresa busca oferecer respostas mais diretas e personalizadas para manter sua relevância no cotidiano dos usuários.

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IA da Anthropic bloqueia até tarefas básicas de cibersegurança

A Anthropic lançou, na terça-feira, o Fable, descrito pela empresa como uma versão pública e limitada do Mythos, seu sistema voltado à segurança digital. O lançamento rapidamente virou alvo de reclamações entre pesquisadores e profissionais da área, que consideram os bloqueios amplos demais até para tarefas simples.

Segundo a TechCrunch, as críticas começaram a aparecer em redes sociais e fóruns especializados. Valentina “Chompie” Palmiotti, pesquisadora de segurança que trabalha na IBM X-Force, escreveu que o Fable “rejeita qualquer requisição que possa ser tangencialmente relacionada a cibersegurança. Até tarefas inócuas, como ler uma postagem de blog”. Outro pesquisador reclamou no X que “até pedir uma revisão de código” aciona as barreiras da plataforma.

Nova IA da Anthropic interrompe conversas ao detectar temas ligados à cibersegurança ou biologia. Imagem: Photo For Everything/Shutterstock – Imagem: Photo For Everything/Shutterstock

O que faz o Fable bloquear pedidos

Quando um prompt ativa os mecanismos internos de proteção, o Fable interrompe a conversa e exibe uma mensagem informando que suas “medidas de segurança sinalizaram esta mensagem por tópicos de cibersegurança ou biologia”. Nesses casos, a ferramenta retorna automaticamente ao Claude Opus 4.8.

A empresa afirma que os filtros existem para evitar que o sistema seja usado na criação de malware ou para invadir softwares — uma preocupação antiga da Anthropic. A companhia também bloqueia pedidos ligados à biologia por receio de uso indevido envolvendo armas biológicas.

Especialistas reclamam dos filtros

Matt Suiche, veterano da área e membro da equipe técnica da Tolmo, startup de segurança digital com IA, disse ao TechCrunch que “se você pede para ele escrever código seguro, ele assume que é trabalho relacionado a cibersegurança em vez de boas práticas de engenharia de software, e você é rebaixado”. Suiche afirmou ainda que o sistema “parece ser baseado em palavras-chave, então qualquer coisa no campo lexical de ‘cibersegurança’ aciona as restrições”.

Mesmo criticando o funcionamento do sistema, Suiche disse entender a postura da empresa. “Ainda estamos nos primeiros dias e eles ainda estão adaptando suas restrições. Tenho certeza de que vão evoluir com o tempo, à medida que a Anthropic e outras empresas de modelos de fronteira colaborarem com a nova geração de empresas de cibersegurança”, afirmou. “É melhor pegar mais pessoas do que pegar de menos quando você faz um lançamento assim, e relaxar as restrições ao longo do tempo.”

Logo da Anthropic em um smartphone
Profissionais da área reclamam que até pedidos considerados inofensivos são barrados pelo Fable. Imagem: JRdes/Shutterstock – Imagem: JRdes/Shutterstock

Como o Mythos chegou ao mercado

O Mythos foi lançado pela Anthropic em abril, inicialmente com acesso restrito a um grupo limitado de empresas e organizações dentro do Projeto Glasswing, iniciativa voltada à proteção de softwares e infraestruturas críticas. Na semana passada, a companhia ampliou o acesso ao sistema para centenas de organizações em 15 países.

Leia mais:

Além dos filtros internos, a Anthropic exige que profissionais da área se inscrevam no Cyber Verification Program. Profissionais aprovados conseguem usar o Claude com menos bloqueios para trabalhos ligados à segurança digital. A OpenAI mantém um programa semelhante chamado Trusted Access for Cyber.

As críticas continuam circulando entre profissionais da área, principalmente por causa dos bloqueios considerados exagerados. A Anthropic não respondeu ao pedido de comentário da reportagem.

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Cresce o medo de desemprego ligado à inteligência artificial

A preocupação com o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho já é realidade para boa parte dos americanos, segundo uma nova pesquisa Reuters/Ipsos. O levantamento revela que 53% dos entrevistados acreditam que a IA pode provocar desemprego em suas casas.

O dado ajuda a explicar o clima de incerteza nos Estados Unidos, em meio a cortes de empregos em grandes empresas e ao avanço acelerado da tecnologia no cotidiano.

O avanço da IA já aparece como fator de preocupação para a maioria dos entrevistados nos Estados Unidos, segundo levantamento recente. Imagem: Altheas Joni/Shutterstock – Imagem: Altheas Joni/Shutterstock

Medo de perder o emprego cresce nos EUA

A pesquisa foi realizada ao longo de seis dias e concluída na última segunda-feira, ouvindo 4.531 adultos em todo o país. O retrato é relativamente uniforme: a preocupação aparece de forma semelhante entre idades, gêneros e níveis de escolaridade.

No total, 53% dos entrevistados dizem estar preocupados com a possibilidade de perda de emprego por causa da tecnologia. Outros 37% afirmam não ter esse receio, enquanto 10% estão indecisos ou não responderam.

Um ponto que chama atenção é a intensidade da preocupação geral: cerca de 73% dos americanos dizem se preocupar com o avanço da inteligência artificial no dia a dia.

  • 53% temem perda de emprego em casa por causa da IA
  • 37% não veem esse risco como preocupante
  • 10% não souberam ou preferiram não responder
  • 73% demonstram preocupação geral com o avanço da tecnologia
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Cortes em grandes empresas e adoção acelerada de IA ajudam a explicar o clima de incerteza no mercado de trabalho americano. Imagem: Andrii Yalanskyi / Shutterstock.com

Cortes e mudanças no mercado acendem alerta

O levantamento da Reuters/Ipsos foi divulgado em meio a uma sequência de demissões associadas à adoção de IA por grandes empresas. Um dos exemplos citados é a Intuit, que anunciou a demissão de 17% de sua força de trabalho global para reorganizar operações e concentrar esforços em iniciativas estratégicas, incluindo inteligência artificial.

O debate também ganhou força em eventos públicos recentes. Em uma cerimônia de formatura na Universidade do Arizona, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, foi vaiado ao comentar os impactos da IA no futuro do trabalho — um sinal de como o tema já desperta reações mais intensas na sociedade.

Ao mesmo tempo, especialistas e líderes políticos alertam para o uso da tecnologia em áreas sensíveis, como propaganda, entretenimento e até aplicações militares, ampliando o alcance das discussões sobre seus limites.

Diferenças políticas e impacto no mercado

A pesquisa também identificou uma diferença relevante entre grupos políticos. Entre os democratas, 61% afirmam estar preocupados com a substituição de empregos pela IA, enquanto entre republicanos o índice é de 47%.

Outro dado importante mostra como a tecnologia já está mais presente na rotina de quem tem ensino superior: metade dos graduados afirma usar IA regularmente, contra 34% entre pessoas sem diploma universitário e 40% da população geral.

Esse quadro ajuda a entender um ponto central do cenário americano: apesar da preocupação crescente, o mercado de trabalho ainda apresenta sinais de crescimento em diferentes áreas, o que mantém o impacto da IA cercado de incerteza.

Como a IA está abrindo caminho para novas profissões no mercado de trabalho
Ferramentas como ChatGPT e soluções da Anthropic já fazem parte da rotina de usuários e empresas nos Estados Unidos. Imagem: VideoFlow / Shutterstock

IA avança entre ferramentas e decisões profissionais

A discussão envolve o uso cada vez mais frequente de ferramentas como ChatGPT, da OpenAI, e soluções corporativas da Anthropic, que vêm se consolidando tanto entre usuários comuns quanto em ambientes empresariais.

Leia mais:

Esse avanço já começa a aparecer na rotina de trabalho e até em decisões pessoais. Uma escritora freelancer ouvida na pesquisa relatou ter perdido parte de seus contratos e suspeita que a IA tenha influenciado essa mudança.

Outro caso vem da área da saúde mental: uma psicóloga afirmou estar preocupada com pacientes que recorrem à IA entre sessões de terapia, levantando dúvidas sobre limites e qualidade das respostas.

No fim, o levantamento ajuda a traçar um panorama mais concreto: a inteligência artificial já não é apenas uma tendência tecnológica, mas um fator real de ansiedade, adaptação e mudança no mercado de trabalho — especialmente nos Estados Unidos.

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A velha economia está entre as “vencedoras improváveis” da onda de IA

🔍 Curadoria Studio Mestre Digital: Nossa equipe monitora as principais movimentações de mercado e tecnologia para manter você atualizado.


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As Big Techs, as fabricantes de processadores e os operadores de data centers não são os únicos a se beneficiar da onda da inteligência artificial (IA) em suas ações. Um grupo de “ganhadores improváveis”, formado por nomes da “velha economia”, também está vendo seus valuations crescerem, diante da importância que essas empresas têm para colocar […]

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RJ terá R$ 2,8 bi em data centers de IA no Parque Olímpico

A empresa estadunidense Elea vai investir US$ 550 milhões (R$ 2,8 bilhões) na primeira etapa do Rio AI City, um campus de data centers a ser instalado no Parque Olímpico do Rio de Janeiro (RJ). O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pelo prefeito Eduardo Cavaliere durante coletiva de imprensa no Web Summit Rio, o maior evento de tecnologia da América do Sul.

O projeto prevê capacidade para alcançar até 3,2 gigawatts de geração até 2032. Cavaliere apontou a combinação de ampla oferta de água, conectividade por cabos submarinos e capacidade de formar e atrair talentos locais como pilares do empreendimento.

Educação como parte da estratégia para formação de profissionais para data centers

O prefeito reforçou o investimento da prefeitura em educação voltada para STEM — sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Segundo ele, 312 escolas do município já contam com programas de robótica, programação e lógica desde os primeiros anos. “É preciso aprender matemática, mas também português, para executar bem os prompts”, disse.

Cavaliere também destacou crescimento de 12% nos anos iniciais do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), conforme o relatório de 2024.

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Instalações serão criadas no Parque Olímpico – Imagem: Diego Thomazini/iStock

Web Summit Rio cresce 20% ao ano

A coletiva contou com a presença de Paddy Cosgrove, fundador do Web Summit, que organiza cinco edições ao redor do mundo — em Lisboa (Portugal), Rio de Janeiro (RJ), Doha (Catar) e Vancouver (Canadá). No Brasil, o crescimento é de cerca de 20% ao ano desde a primeira edição, há quatro anos.

Para Cosgrove, o Rio percorre o mesmo caminho de Lisboa: “cidades que têm qualidade de vida, retêm e atraem talentos.” Ele afirmou ainda que o Rio é uma porta de entrada para a América Latina e registra interesse crescente de empresas chinesas. Nesta edição, cerca de 40 mil participantes de mais de 100 países devem circular pelo evento, cujo público principal é composto por investidores e empreendedores de startups.

  • No último painel do dia, Bruno Lewicki, head de políticas públicas da OpenAI, e o advogado especializado em tecnologia Ronaldo Lemos subiram ao palco principal;
  • Lewicki destacou a parceria da OpenAI com o TSE no desenvolvimento do Synth ID, protocolo para identificação de imagens geradas por IA. “Com a presença de novas tecnologias, teremos uma eleição de aprendizado mútuo”, afirmou;
  • Os dois criticaram a tramitação do PL 2338/2023, o Marco Legal da Inteligência Artificial no Brasil;
  • Lemos foi direto: “Copiamos a lei europeia de 2019, que já foi toda modificada. Somos o país que criou o Marco Civil da Internet. Não precisamos copiar ninguém“;
  • Ao encerrar sua participação, o advogado defendeu a adoção de modelos open source e provocou os presentes. “Precisamos de regulamentação no Brasil para não depender da OpenAI. O Brasil tem desenvolvedores incríveis.”

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