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IA vira aliada da NASA na busca por novos segredos do universo

Nesta quarta-feira (22), a NASA anunciou a sua adesão à Genesis Mission, iniciativa nacional dos Estados Unidos criada para ampliar o uso da inteligência artificial em desafios científicos e tecnológicos complexos. A participação busca transformar décadas de dados e conhecimento acumulados pela agência em novas ferramentas de descoberta.

O projeto, liderado pelo Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, reúne mais de 15 órgãos federais norte-americanos e pretende acelerar processos de pesquisa, engenharia e inovação. A NASA participará com seus arquivos de missões, capacidade técnica e experiência em exploração espacial.

A agência espacial informou que pretende aplicar recursos de inteligência artificial tanto no desenvolvimento de sistemas para missões futuras quanto na análise de mais de 150 petabytes de informações coletadas ao longo de décadas. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade de encontrar padrões e gerar novos conhecimentos a partir desse acervo.

Inteligência artificial será usada para ampliar descobertas da NASA

Donald Trump – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

A entrada da NASA na Genesis Mission ocorre dentro de um esforço federal lançado por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em novembro de 2025. A determinação estabeleceu uma estratégia nacional para utilizar inteligência artificial como instrumento de avanço científico.

Segundo a agência, a colaboração permitirá unir sua experiência em missões espaciais às capacidades de computação e inteligência artificial do Departamento de Energia dos Estados Unidos. A expectativa é reduzir o tempo necessário entre a criação de conceitos e a preparação de sistemas capazes de operar em ambientes espaciais.

O desafio envolve uma área considerada estratégica pela NASA: desenvolver tecnologias capazes de funcionar em um cenário espacial mais complexo, com aumento da quantidade de atividades e necessidade de integração entre diferentes sistemas. Entre os setores envolvidos estão comunicação, logística, operações em superfície e equipamentos espaciais.

Galáxia em espiral
Via Láctea – Imagem: Triff/Shutterstock

O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que a iniciativa representa uma oportunidade para transformar investimentos históricos em ciência e tecnologia em resultados mais rápidos. “A Genesis Mission é uma oportunidade de transformar essa base em ciência mais rápida, engenharia mais forte e melhores resultados de missão”, declarou o chefe da agência espacial americana em comunicado oficial da NASA.

Isaacman também destacou que a parceria pode fortalecer a liderança dos Estados Unidos no espaço e criar novas formas de compreender a Terra e o universo. De acordo com o administrador, a NASA pretende ainda aplicar sua pesquisa e desenvolvimento em outras iniciativas governamentais que tragam benefícios aos contribuintes americanos.

Além das aplicações voltadas à engenharia espacial, a agência pretende explorar o potencial da inteligência artificial para examinar seu vasto conjunto de dados científicos. O material reúne observações produzidas por telescópios, satélites, orbitadores, veículos de pouso e programas de aeronáutica.

A NASA avalia que ferramentas avançadas de IA poderão cruzar informações de diferentes missões, instrumentos, simulações e áreas científicas, ajudando pesquisadores a identificar relações que poderiam permanecer ocultas em análises tradicionais. A tecnologia também poderá aprimorar previsões e revelar descobertas em dados que já foram examinados anteriormente.

Com a Genesis Mission, a agência espacial busca ampliar o retorno de investimentos feitos durante décadas em exploração e pesquisa. A iniciativa representa uma tentativa de transformar seus arquivos históricos em uma fonte ativa para novos avanços científicos e tecnológicos.

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A Meta demitiu por IA? A resposta pode estar perdida entre algoritmos

Funcionários da Meta Platforms abriram uma ação judicial nos Estados Unidos contra a empresa, alegando que sistemas de inteligência artificial escolheram os funcionários a serem demitidos pela empresa. O processo coloca em debate os obstáculos para comprovar o papel dessas tecnologias em decisões trabalhistas.

A disputa ocorre após cortes anunciados pela companhia e envolve 26 empregados que afirmam ter sido prejudicados por critérios relacionados a deficiência, afastamentos médicos ou licenças familiares. A ação tramita nos EUA e busca impedir temporariamente a conclusão das demissões enquanto os argumentos são analisados.

O principal desafio dos trabalhadores é demonstrar como as ferramentas de IA foram utilizadas internamente pela empresa. Sem acesso aos sistemas e aos critérios adotados, os funcionários enfrentam dificuldades para reunir provas capazes de sustentar a acusação.

Processo revela dificuldade de responsabilizar empresas pelo uso de inteligência artificial no trabalho

Meta – Imagem: IgorGolovniov/Shutterstock

A ação contra a Meta é apontada como uma das primeiras iniciativas judiciais a questionar diretamente o uso de inteligência artificial em um processo de redução de quadro de funcionários. O caso também ajuda a explicar por que ainda são raras as disputas públicas envolvendo decisões trabalhistas tomadas com apoio de tecnologia.

Na avaliação de especialistas citados no processo, trabalhadores costumam ter pouco conhecimento sobre a forma como sistemas automatizados são empregados pelas companhias. Além disso, muitos profissionais estão submetidos a acordos de arbitragem, mecanismos que retiram determinados conflitos da Justiça tradicional e levam a discussão para procedimentos privados.

Essa combinação de falta de acesso às informações e limitações processuais dificulta a formação de ações coletivas. Os empregados, nesses casos, podem perder a possibilidade de apresentar o caso perante um júri ou buscar compensações em processos públicos.

A advogada Christine Webber, integrante da área de direitos civis e relações trabalhistas do escritório Cohen Milstein Sellers & Toll, afirmou que mesmo uma eventual identificação de falhas em um sistema poderia ficar restrita ao caso individual.

Mesmo que seja comprovado que um determinado sistema produziria resultados discriminatórios repetidamente, não haveria uma forma de compartilhar essa informação com outros funcionários”, declarou Webber, em entrevista mencionada pela Reuters. A profissional não representa os trabalhadores envolvidos no processo contra a Meta.

Outro caso envolvendo inteligência artificial no ambiente de trabalho envolve a Workday, empresa que fornece softwares de gestão de recursos humanos. A companhia é acusada de manter uma ferramenta que teria eliminado candidatos a vagas com base em características como raça, idade e deficiência.

A empresa nega as acusações, e a questão da arbitragem não aparece nesse processo porque a Workday não possui acordos desse tipo com candidatos das empresas que utilizam seus serviços.

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Funcionário demitido levando seus pertences para casa (Imagem: 4 PM production/Shutterstock)

No processo contra a Meta, os funcionários tentam obter uma decisão judicial que suspenda temporariamente os desligamentos. Embora os contratos assinados pelos trabalhadores tenham uma exceção que permite pedidos urgentes à Justiça, esse tipo de medida costuma ser usado em situações como disputas envolvendo segredos comerciais, e não em cortes de empregados.

O juiz William Orrick recusou inicialmente o pedido para impedir que a Meta concluísse as demissões. Segundo a decisão, os trabalhadores não apresentaram provas suficientes capazes de contrariar a versão da empresa de que as escolhas foram feitas por pessoas, e não por sistemas automatizados.

Ainda assim, o magistrado deixou aberta a possibilidade de rever a decisão caso surjam evidências sobre um eventual uso inadequado de inteligência artificial. Uma audiência está marcada para 24 de agosto, e qualquer uma das partes poderá recorrer.

Os funcionários sustentam que a Meta utilizou diferentes ferramentas internas de IA durante a avaliação dos trabalhadores, incluindo sistemas capazes de acompanhar produtividade e uso de recursos tecnológicos. Eles alegam que essas análises teriam prejudicado pessoas que ficaram afastadas por motivos médicos ou por responsabilidades familiares.

Entre as ferramentas citadas na ação está o assistente interno chamado “Metamate”, descrito pelos autores do processo como uma espécie de apoio baseado em inteligência artificial para funcionários.

A petição também menciona um sistema de pontuação de produtividade que analisaria informações como registros de teclado, conteúdo de telas, mensagens eletrônicas e histórico de navegação.

A Meta rejeita essa interpretação. Em documentos apresentados ao tribunal e em declarações após a abertura do processo, a companhia afirmou que as decisões relativas às quase 8 mil demissões anunciadas no período foram tomadas por seres humanos. A empresa também negou que o uso de inteligência artificial tenha servido como critério para selecionar funcionários dispensados ou avaliar desempenho.

Os advogados dos trabalhadores reconhecem que a principal dificuldade está no acesso às informações internas da companhia. Em manifestação conjunta, eles pediram que atuais e antigos funcionários da Meta apresentem dados sobre a maneira como ferramentas de inteligência artificial teriam sido usadas na definição dos cortes.

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OpenAI lança o Presence, plataforma para aprimorar o uso de agentes de IA nas empresas

A OpenAI anunciou nesta quarta-feira (22) o Presence, uma plataforma destinada a clientes corporativos que desejam colocar agentes de inteligência artificial em operação em processos internos e de atendimento ao público. A solução está disponível em um programa limitado para empresas elegíveis.

O produto foi desenvolvido para executar tarefas específicas, como responder a dúvidas, solucionar demandas, acessar sistemas autorizados, realizar ações previamente aprovadas e encaminhar casos para equipes humanas quando necessário. A proposta é oferecer maior confiabilidade para aplicações de alto impacto.

Segundo a empresa, o Presence reúne modelos de IA, políticas operacionais, mecanismos de controle, avaliações e um processo contínuo de aprimoramento para adaptar os agentes às mudanças em produtos, regras internas e comportamento dos usuários.

Plataforma combina IA, regras de negócio e supervisão humana

Chatbot responde os usuários no sistema Presence da OpenAI – (Divulgação: OpenAI)

A OpenAI afirma que cada implementação do Presence começa com a definição de um fluxo de trabalho específico. A partir dessa etapa, o agente recebe apenas o conhecimento e as permissões indispensáveis para executar aquela função.

Também cabe à empresa cliente estabelecer quais atividades podem ser realizadas automaticamente, quais exigem aprovação e em quais situações um atendente humano deve assumir o atendimento. Após a entrada em operação, as interações reais e os casos encaminhados para pessoas passam a servir como base para identificar limitações do sistema.

Conforme a OpenAI, o Codex sugere alterações que podem ser avaliadas pelas equipes antes da aprovação, permitindo que os agentes acompanhem mudanças nas políticas corporativas e nos hábitos dos usuários sem perder o controle das empresas sobre o processo.

A companhia informa ainda que acompanha os clientes durante toda a implantação, desde a identificação dos processos considerados mais relevantes até a integração com bases de conhecimento, sistemas internos, definição de permissões, testes e início da operação. Em projetos de maior escala, esse suporte pode continuar com participação da própria OpenAI e de integradores parceiros.

Neste momento, o Presence atende operações em voz e chat. Entre os exemplos apresentados estão atendimento ao cliente, vendas ativas e fluxos internos considerados de maior risco. Em um cenário descrito pela empresa, o agente pode compreender uma solicitação relacionada à cobrança, confirmar a identidade do usuário, consultar informações da conta, aplicar as regras definidas pela organização e executar uma ação autorizada.

A OpenAI afirma que parte dos elementos permanece padronizada entre diferentes implementações, como políticas, avaliações e critérios de escalonamento. Outros componentes podem ser personalizados conforme o canal de atendimento ou o processo escolhido, permitindo ampliar o uso da plataforma sem reconstruir toda a estrutura.

A empresa sustenta que o produto foi aperfeiçoado ao longo de projetos conduzidos com grandes organizações. Como exemplo, informa que o Presence é utilizado na linha telefônica em inglês da OpenAI, onde realiza verificação de identidade, utiliza informações da conta e executa ações autorizadas.

Segundo a companhia, o sistema passou a resolver 75% das demandas recebidas sem intervenção humana e reduziu em 15 pontos percentuais os encaminhamentos para atendentes após dez dias de melhorias promovidas com auxílio do Codex.

Sistema do Presence organizando as informações de uma empresa
Sistema do Presence organizando as informações de uma empresa – (Divulgação: OpenAI)

Entre as organizações que participam das primeiras iniciativas estão o BBVA, que avalia o uso de atendimento por voz para operações bancárias no México; o SoftBank, que testa conversas em japonês; e o IAG, que estuda a aplicação da tecnologia para oferecer suporte durante períodos de alta demanda, como eventos climáticos severos.

Ao comentar a parceria, Daniel Ordaz, responsável pela transformação em inteligência artificial do BBVA no México, afirmou que a instituição participa do desenvolvimento da plataforma para explorar novas experiências de atendimento financeiro por voz.

No BBVA, estamos trabalhando em estreita colaboração com a OpenAI para explorar como agentes confiáveis de atendimento podem ajudar a moldar o futuro dos serviços financeiros. Como parceiro de design do Presence, colaboramos para desenvolver e aperfeiçoar experiências de voz voltadas ao atendimento financeiro, com foco em oferecer interações mais rápidas, fluidas e personalizadas”, explicou Daniel Ordaz, Head de Transformação em IA do BBVA México, em declaração publicada pela OpenAI.

Antes da liberação para usuários, o Presence passa por simulações que incluem solicitações comuns, situações de exceção e cenários considerados de maior risco. A OpenAI explica que essas avaliações verificam se o agente alcançou o resultado esperado, respeitou as políticas estabelecidas, utilizou corretamente as ferramentas disponíveis e encaminhou casos para pessoas quando necessário.

Depois da implantação, indicadores de qualidade, registros das conversas e ocorrências de escalonamento continuam alimentando o processo de revisão. Conforme a empresa, o Codex analisa essas informações, propõe alterações e permite que cada atualização seja comparada com a versão em produção antes da aprovação definitiva.

A OpenAI informa que o Presence está disponível apenas para clientes corporativos elegíveis por meio de um programa de disponibilidade geral limitada. As implementações são conduzidas por engenheiros da própria empresa e por integradores globais selecionados. Até o momento, a plataforma não possui modalidade de contratação autônoma.

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Anthropic recebe aporte bilionário para acelerar o Claude

A AMD anunciou um acordo de até US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25,3 bilhões) com a Anthropic para ampliar a infraestrutura usada no desenvolvimento de inteligência artificial.

A parceria inclui novos chips da AMD e uma colaboração para fortalecer a operação do Claude.

O acordo une investimento bilionário, novos chips e colaboração em engenharia entre AMD e Anthropic. – Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock

Infraestrutura ganha reforço

Pelo acordo, a Anthropic poderá implantar até 2 gigawatts de GPUs Instinct MI450 usando o sistema Helios, desenvolvido pela AMD. O investimento, de até US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 25,3 bilhões), faz parte da expansão da capacidade necessária para treinar e operar seus modelos de IA.

A primeira etapa está prevista para o primeiro semestre de 2027, quando será instalado o primeiro gigawatt da nova estrutura.

Acordo amplia rede de parceiros

A Anthropic já havia fechado projetos de data centers com a SpaceX e a TeraWulf. A empresa também mantém acordos de infraestrutura de IA com Google, Broadcom e Amazon. Além disso, há rumores sobre uma possível parceria com a Meta, ainda sem confirmação.

Os principais pontos do acordo são:

  • Investimento de até US$ 5 bilhões da AMD na Anthropic;
  • Implantação de até 2 gigawatts de GPUs Instinct MI450;
  • Primeiro gigawatt previsto para o primeiro semestre de 2027;
  • Uso do sistema Helios na nova infraestrutura.
Ao fundo, meio desfocado, logo da Anthropic; à frente, smartphone mostrando a página de download do Claude
A expansão permitirá à Anthropic aumentar a capacidade para treinar e operar seus modelos de inteligência artificial. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Claude também entra na parceria

O acordo prevê ainda uma colaboração de engenharia de longo prazo. Com isso, a AMD passará a utilizar o Claude em atividades de desenvolvimento de software, engenharia e criação de produtos.

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Segundo Tom Brown, cofundador e diretor de computação da Anthropic, a parceria vai além do fornecimento de chips. “Ao fazer parceria com a AMD em toda a pilha tecnológica, estamos garantindo a capacidade de que precisamos e otimizando essa infraestrutura para treinar e operar o Claude.”

O anúncio reúne investimento, expansão da infraestrutura e cooperação tecnológica entre as duas empresas, com a primeira fase da implantação prevista para 2027.

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EUA acusam empresa chinesa de IA de “roubar” tecnologia da Anthropic

O governo dos Estados Unidos acusou a startup chinesa Moonshot AI de ter utilizado informações extraídas do modelo de inteligência artificial Fable, da Anthropic, para desenvolver sua nova geração de sistema, o Kimi K3. A denúncia foi apresentada por Michael Kratsios, principal autoridade de tecnologia da Casa Branca, em uma publicação na rede social X.

Segundo as autoridades americanas, a empresa chinesa também teria obtido servidores equipados com chips avançados da Nvidia, incluindo unidades GB300, que teriam sido usados fora da China para treinamento de modelos de inteligência artificial. As acusações foram divulgadas em Washington, nesta quarta-feira (22).

A Casa Branca afirma que a prática faria parte de uma estratégia de aquisição indevida de tecnologia desenvolvida por empresas americanas de IA. A Reuters, a Moonshot AI e a Embaixada da China em Washington não haviam apresentado resposta aos pedidos de comentário até a publicação da denúncia.

Acusações envolvem transferência de conhecimento e disputa tecnológica entre EUA e China

Outdoor Anthropic – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Michael Kratsios, responsável pela área de tecnologia da Casa Branca, afirmou que a Moonshot AI teria realizado um processo conhecido como destilação de modelos, técnica que permite treinar sistemas menores a partir das respostas geradas por modelos mais avançados.

Temos informações de que a Moonshot AI destilou o Fable da Anthropic para o desenvolvimento de seu modelo K3. A destilação industrial clandestina em larga escala destinada a roubar tecnologia proprietária dos Estados Unidos e enfraquecer a pesquisa americana é inaceitável”, disse Kratsios online.

A destilação é uma técnica utilizada no desenvolvimento de inteligência artificial para reduzir custos de treinamento, aproveitando resultados produzidos por sistemas mais complexos. De acordo com o Departamento de Estado americano, esse método teria sido empregado por empresas chinesas para criar modelos com desempenho semelhante em determinados testes, mas sem reproduzir completamente as capacidades dos sistemas originais.

O governo dos Estados Unidos já havia demonstrado preocupação com esse tipo de prática. Um documento diplomático citado pela Reuters indicou que o Departamento de Estado orientou uma mobilização internacional para alertar sobre supostos esforços de empresas chinesas, incluindo a Moonshot AI, para obter propriedade intelectual de laboratórios americanos de inteligência artificial.

A disputa ocorre em meio ao avanço acelerado do setor chinês de inteligência artificial. A Moonshot AI apresentou o Kimi K3 como um modelo de código aberto com 2,8 trilhões de parâmetros, descrito pela empresa como um dos maiores sistemas desse tipo no mundo e com desempenho próximo ao Fable, da Anthropic.

Modelo de inteligência artificial Kimi K3 é um chatbot da empresa Moonshot
Modelo de inteligência artificial Kimi K3 é um chatbot da empresa Moonshot – (Reprodução: Samuel Boivin/Shutterstock)

Além das acusações relacionadas ao desenvolvimento do modelo, a administração americana também afirmou que a companhia chinesa teria adquirido servidores equipados com chips Nvidia GB300 e utilizado esses equipamentos na Tailândia, possivelmente para treinamento de seus sistemas.

A alegação sobre o uso de hardware avançado da Nvidia ocorre após autoridades americanas levantarem preocupações semelhantes envolvendo a startup chinesa DeepSeek. Segundo um funcionário do governo Trump, que não foi identificado, um modelo recente da empresa teria sido treinado com chips avançados da Nvidia, o que poderia representar violação das restrições americanas de exportação.

A Anthropic, empresa responsável pelo Fable, aparece no centro da disputa por desenvolver alguns dos modelos de inteligência artificial considerados mais avançados. Segundo o texto-base, os modelos Fable e Mythos chegaram a ser retirados de circulação temporariamente pelo governo americano devido a preocupações relacionadas à segurança.

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Você assistiria? Elon Musk anuncia filme de “A Odisseia” criado por inteligência artificial

Recentemente, o empresário Elon Musk anunciou que sua plataforma de IA, a Grok Imagine, lançará um longa-metragem. O filme será uma adaptação do poema épico “A Odisseia”, do poeta grego Homero, e pode chegar à internet antes do final de 2026.

A declaração foi publicada por Musk na rede social X, após o bilionário direcionar críticas recorrentes à adaptação cinematográfica de Christopher Nolan, que levou a epopeia grega aos cinemas com escolhas de elenco que geraram debates públicos antes da estreia.

A iniciativa de Musk inclui um vídeo de aproximadamente três minutos divulgado por um usuário da plataforma, apresentado como uma produção gerada pelo Grok Imagine, com uma cena envolvendo o herói Odisseu e a ninfa Calipso.

Disputa sobre representação e uso de inteligência artificial marca nova adaptação de “A Odisseia”

Cena do filme A Odisseia – (Reprodução: Universal Pictures)

Musk afirmou que a produção criada por sua ferramenta de IA buscará preservar a fidelidade ao universo concebido por Homero. Segundo ele, o projeto será um filme completo e seguirá a arte associada ao poema épico da Grécia Antiga.

A proposta surge depois da repercussão positiva do filme dirigido por Christopher Nolan, que estreou com forte desempenho comercial e recebeu ampla aprovação do público. A produção tem Matt Damon no papel de Odisseu e Anne Hathaway interpretando Penélope.

Antes do lançamento do longa, Musk havia criticado as escolhas de elenco feitas por Nolan e compartilhado mensagens contrárias à participação de atores como Lupita Nyong’o e Elliot Page. De acordo com as manifestações republicadas pelo empresário, o diretor teria priorizado reconhecimento em premiações e comprometido sua integridade artística.

As críticas, porém, não impediram o desempenho do filme. A produção alcançou US$ 264 milhões em bilheteria mundial no primeiro fim de semana e registrou 97% de aprovação da audiência no Rotten Tomatoes, conforme os dados apresentados no texto original.

Pôster do filme A Odisseia
“A Odisseia”, de Christopher Nolan, estreou nos cinemas em 16 de julho de 2026 – Imagem: Divulgação

A atriz Lupita Nyong’o respondeu aos questionamentos de setores da direita sobre a escalação do elenco. Em declaração citada pelo jornal britânico, ela afirmou que a equipe de atores representa diferentes pessoas do mundo e que não pretendia dedicar seu tempo a justificar a escolha.

Christopher Nolan também comentou a reação negativa antes da estreia. O cineasta avaliou que debates antecipados sobre uma obra costumam perder relevância porque acontecem antes de o público conhecer o resultado final do trabalho.

O diretor ainda manifestou ceticismo sobre o impacto da inteligência artificial na produção audiovisual. Para Nolan, a ideia de substituir completamente os seres humanos e a criatividade humana por tecnologia não faria sentido, segundo declaração reproduzida pelo veículo.

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A conta da inteligência artificial chegou para as Big Techs?

A inteligência artificial começa a gerar resultados para as gigantes da tecnologia, mas o ritmo dos investimentos também aumenta a pressão sobre o caixa dessas empresas.

Segundo a Reuters, o mercado acompanhará os próximos balanços em busca de sinais de que o crescimento das receitas conseguirá acompanhar os gastos com infraestrutura.

A inteligência artificial já traz receitas, mas também exige aportes cada vez maiores das gigantes. – Imagem: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digita

Mercado observa se a conta vai fechar

Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Oracle — as chamadas hyperscalers — seguem ampliando seus investimentos em inteligência artificial. A expectativa, porém, é que o avanço dos gastos supere a geração de fluxo de caixa livre até 2027.

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Levantamento da Reuters, com base em estimativas da LSEG, aponta que essas empresas deverão ampliar o fluxo de caixa operacional anual em US$ 340 bilhões (aproximadamente R$ 1,72 trilhão) entre 2025 e 2027. No mesmo período, os investimentos devem crescer cerca de US$ 534 bilhões (aproximadamente R$ 2,71 trilhões), o equivalente a US$ 1,57 aplicado para cada US$ 1 adicional gerado em caixa.

Receita cresce, mas os gastos também

Os primeiros sinais de retorno já aparecem. A Microsoft informou que sua divisão de IA alcançou um ritmo anual de receita superior a US$ 37 bilhões (cerca de R$ 187,6 bilhões). Na Amazon, a AWS registrou crescimento de 28% no primeiro trimestre.

Segundo Shay Boloor, estrategista-chefe de mercado da Futurum Equities, “os investidores estão subestimando o quanto a IA está mudando fundamentalmente o modelo de negócios das Big Tech”.

Ele afirma que software, publicidade e computação em nuvem passaram a depender cada vez mais de grandes investimentos em infraestrutura física.

Esse movimento inclui:

  • Construção de novos data centers;
  • Compra de servidores e equipamentos de rede;
  • Expansão da infraestrutura em nuvem;
  • Maior demanda por aplicações de inteligência artificial.
Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
Data centers e servidores viraram peças-chave na nova fase de expansão da inteligência artificial. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

Oracle concentra as maiores preocupações

A Microsoft registrou US$ 35,8 bilhões (cerca de R$ 181,5 bilhões) em fluxo de caixa operacional no segundo trimestre fiscal, enquanto seus investimentos chegaram a US$ 37,5 bilhões (aproximadamente R$ 190,1 bilhões).

O crescimento dos lucros pode não ser suficiente para justificar os investimentos se os gastos de capital estiverem consumindo o caixa. As empresas existem para ganhar dinheiro, não para gastá-lo.

David Russell, chefe global de estratégia de mercado da TradeStation, à Reuters.

Entre as cinco empresas, a Oracle desperta maior preocupação. As ações acumulam queda de 36% no ano, o fluxo de caixa livre ficou negativo e a companhia pretende captar entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões (cerca de R$ 228,2 bilhões a R$ 253,5 bilhões) para ampliar sua infraestrutura em nuvem. Os próximos balanços mostrarão se o avanço da IA conseguirá acompanhar esse ritmo de investimentos.

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Sem precedentes: novo ChatGPT perde o controle em teste e faz ataque hacker

Rebelião das máquinas! A OpenAI afirmou nesta terça-feira (21) que um agente de inteligência artificial autônomo, alimentado por modelos da empresa, se descontrolou durante um teste de segurança e atacou a infraestrutura da startup Hugging Face – plataforma que hospeda grandes modelos de linguagem e conjuntos de dados de código aberto. O caso aconteceu na semana passada.

A OpenAI classificou o evento como “sem precedentes” em post em seu blog.

“Após investigação, agora sabemos que esse incidente específico foi causado por uma combinação de modelos da OpenAI — incluindo o GPT-5.6 Sol e um modelo ainda mais capaz em versão pré-lançamento, todos com menos recusas cibernéticas para fins de avaliação — enquanto estavam sendo testados internamente em um benchmark de capacidades cibernéticas. Consideramos este incidente um ataque cibernético sem precedentes, envolvendo recursos cibernéticos de última geração, e estamos respondendo de acordo. Estamos compartilhando descobertas preliminares nesta fase para ajudar os profissionais de segurança a entender o que aconteceu e a calibrar os modelos disponíveis atualmente. Continuaremos conduzindo uma investigação completa em conjunto com a Hugging Face e compartilharemos mais detalhes sobre as vulnerabilidades, o incidente e as descobertas assim que nossa investigação for concluída.”

Hugging Face hospeda grandes modelos de IA (Imagem: Robert Way
/Shutterstock)

Ataque da OpenAI à Hugging Face

  • A OpenAI disse que testava capacidades de modelos avançados em um ambiente controlado.
  • Contudo, o agente de IA escapou do confinamento, acessou a internet e invadiu o sistema da Hugging Face com o intuito de completar um objetivo do teste.
  • Por sua vez, a Hugging Face informou ter sido alvo de um ataque cibernético “diferente de tudo o que já enfrentou antes”.
  • A startup destacou que o ataque foi “conduzido, de ponta a ponta, por um sistema autônomo de agentes de IA”.

A Hugging Face detalhou as medidas tomadas após o ataque:

“Corrigida a vulnerabilidade raiz: os caminhos de execução do código do conjunto de dados usados ​​para o acesso inicial foram fechados. Eliminamos a presença do atacante nos clusters afetados (…) e implementamos medidas de segurança adicionais e controles de acesso mais rigorosos em nossos clusters”.

OpenAI promete cuidado

A startup afirmou que, como parte da investigação, está implementando controles rigorosos na configuração da infraestrutura – o que pode comprometer a velocidade da pesquisa enquanto as vulnerabilidades são corrigidas.

A OpenAI afirmou, ainda, que trabalha com a Hugging Face para investigar o incidente.

“Estamos aprimorando e adicionando proteções mais robustas para treinamentos e avaliações futuras. (…) Este incidente aponta para a necessidade de fortalecer ainda mais o alinhamento do nosso modelo, as proteções cibernéticas durante o período de avaliação e o monitoramento durante os testes internos” – concluiu a OpenAI.

O novo ChatGPT

A OpenAI lançou a família GPT-5.6 neste mês, composta por três modelos com perfis distintos de capacidade e custo. São eles:

  • Sol – o mais potente, voltado a tarefas complexas;
  • Terra – equilibrado para o trabalho cotidiano;
  • Luna – o mais rápido e acessível.
Novo GPT 5.6 é composto por três modelos: Sol, Terra e Lua
Novo GPT 5.6 é composto por três modelos: Sol, Terra e Luna – OpenAI / Reprodução

A geopolítica das IAs

Estados Unidos e China estão numa disputa tecnológica intensa em que a IA é protagonista. Modelos de inteligência artificial avançados poderiam acelerar ciberataques em setores consolidados há décadas e com uma infraestrutura totalmente interligada.

Diante disso, a Casa Branca vem fiscalizando novos modelos de inteligência artificial para identificar eventuais ameaças.

A maior preocupação é de que a tecnologia seja usada para fins militares por outros países – como China e Rússia.

Em Pequim, a estratégia não muda muito. O governo vem dialogando com as principais empresas do setor para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de ponta do país, segundo a Reuters.

Vale lembrar

  • Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
  • Um exemplo que ilustra o atual momento é o da Anthropic. Os modelos Fable 5 e Mythos 5 voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à startup. A mudança ocorreu menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
  • As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
  • Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 foi disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde o último dia 1º.
  • Pela mesma lógica, a OpenAI não colocou o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez.

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OpenAI hackeia Hugging Face sem querer; entenda

A OpenAI revelou que dois de seus modelos de inteligência artificial (IA) violaram, sem intenção, a plataforma de código aberto Hugging Face durante uma avaliação interna de capacidades de cibersegurança. A empresa confirmou o episódio em um post publicado nesta terça-feira (21), assumindo responsabilidade pelo incidente que a própria Hugging Face havia tornado público cinco dias antes.

Os modelos envolvidos são o GPT-5.6 Sol e o que a OpenAI descreve como “um modelo pré-lançamento ainda mais capaz”.

Durante os testes, eles identificaram vulnerabilidades no ambiente de sandbox em que operavam, obtiveram acesso à internet e, a partir daí, direcionaram ações contra a Hugging Face. A plataforma havia divulgado o incidente em 16 de julho, descrevendo-o como conduzido por “um sistema de agente de IA autônomo”, e informou que seus próprios agentes de IA detectaram e interromperam a invasão.

Como a invasão aconteceu

  • A OpenAI afirma que “todas as evidências sugerem que os modelos estavam hiperfocados em encontrar uma solução para o ExploitGym”, sistema de benchmark que mede se modelos de IA conseguem transformar vulnerabilidades de segurança em exploits;
  • Para cumprir essa avaliação, os modelos exploraram uma vulnerabilidade zero-day no ambiente de sandbox para sair do isolamento e acessar a internet;
  • A partir daí, segundo a OpenAI, os modelos “inferiram que a Hugging Face potencialmente hospedava modelos, conjuntos de dados e soluções para o ExploitGym” e então “buscaram e encontraram com sucesso formas de acessar informações secretas que poderiam usar para trapacear na avaliação”;
  • A empresa detalhou um dos ataques:
  • Em um exemplo, o modelo encadeou múltiplos vetores de ataque, incluindo o uso de credenciais roubadas e vulnerabilidades zero-day para encontrar um caminho de execução remota de código nos servidores da Hugging Face.
OpenAI confirmou o episódio em um post publicado nesta terça-feira (21), assumindo responsabilidade pelo incidente que a própria Hugging Face havia tornado público cinco dias antes – Imagem: Evolf/Shutterstock

Leia mais:

Incidente usado como vitrine competitiva

Apesar da gravidade do episódio, a OpenAI aproveitou o comunicado para destacar as capacidades ofensivas de seus sistemas.

O post inclui um gráfico mostrando a evolução do GPT-5.6 Sol em operações cibernéticas de múltiplas etapas e um convite para que clientes corporativos se cadastrem para acessar seu modelo de segurança “Cyber”. O ataque é descrito pela empresa como “sem precedentes”.

A OpenAI concorre no segmento de cibersegurança com o Mythos, da Anthropic, e o Gemini Flash 3.5 Cyber, do Google.

A empresa informou que está trabalhando com a Hugging Face para investigar o incidente e que implementará novos controles em seu ambiente de pesquisa.

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Modelo chinês de IA pressiona OpenAI e muda disputa tecnológica

A OpenAI vai apresentar ao governo Trump e a parlamentares dos Estados Unidos seus próximos modelos de inteligência artificial. A reunião ocorre enquanto autoridades americanas trabalham em um processo para avaliar a segurança de sistemas avançados.

A empresa pretende explicar como essas ferramentas podem afetar o mercado de trabalho e defender regras comuns para que os EUA acompanhem o avanço da China no setor.

Novos modelos de IA entram no debate nos EUA enquanto cresce a disputa tecnológica com a China. – Imagem:kritsapong jieantaratip/iStock

OpenAI mostra novos modelos e impacto no trabalho

Segundo a Bloomberg, o CEO da OpenAI, Sam Altman, deve se reunir na próxima semana com autoridades americanas para apresentar a nova geração de sistemas da empresa. Os encontros acontecem durante a criação de um modelo de revisão de segurança para tecnologias consideradas de ponta.

A informação foi divulgada por Chris Lehane, chefe de assuntos públicos globais da OpenAI, em uma reunião em Washington. De acordo com ele, parte das conversas será dedicada à nova família de modelos da companhia e aos possíveis efeitos dessas ferramentas nas atividades profissionais.

“Achamos que haverá capacidades realmente interessantes com essa família de modelos, especialmente no que diz respeito ao trabalho e à ampliação do trabalho”, afirmou Lehane.

A previsão é que o governo americano conclua nas próximas semanas uma estrutura para analisar sistemas avançados. A discussão ganhou força após novos lançamentos de empresas chinesas aumentarem a pressão sobre os desenvolvedores dos Estados Unidos.

Logo da OpenAI em um smartphone
OpenAI quer mostrar como suas futuras ferramentas podem transformar o mercado de trabalho. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Modelo chinês amplia disputa pela liderança em IA

O lançamento do Kimi K3, da startup chinesa Moonshot, levantou questionamentos sobre a vantagem americana no setor. A ferramenta passou a competir com soluções de empresas como OpenAI e Anthropic.

O movimento também chamou a atenção de investidores, que passaram a avaliar se os grandes aportes em infraestrutura de IA terão o resultado esperado. Para Lehane, o momento mostra a necessidade de uma coordenação maior entre governo, empresas e especialistas.

Entre os pontos defendidos pela OpenAI estão:

  • Criação de padrões nacionais para avaliação de modelos de IA;
  • Maior colaboração entre governo, empresas e especialistas;
  • Garantia de acesso de especialistas em segurança cibernética aos principais modelos;
  • Coordenação entre estados americanos para evitar regras diferentes.

É realmente importante que exista um processo para garantir que estamos disponibilizando nossos modelos líderes.

Chris Lehane, chefe de assuntos públicos globais da OpenAI, em nota.

O executivo também destaca que a iniciativa deveria envolver aliados dos Estados Unidos.

Ao fundo, bandeira dos Estados Unidos; à frente, os dizeres
EUA avaliam criar órgão independente para analisar novos modelos de inteligência artificial. Imagem: Pixels Hunter/Shutterstock

EUA discutem regras para controlar novos sistemas

O governo americano avalia criar um órgão independente para analisar modelos de IA com participação da indústria. A proposta pretende dar mais clareza às empresas sobre como os sistemas serão avaliados antes de chegar ao público.

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A discussão ganhou força após críticas do setor tecnológico sobre a falta de um padrão definido para lidar com ferramentas avançadas. Recentemente, medidas de controle de exportação dos EUA afetaram sistemas da Anthropic, enquanto a OpenAI fez alterações em seus modelos após pedidos das autoridades antes do lançamento de novas versões.

Sem uma diretriz única, Lehane afirmou que a OpenAI pretende aproximar as regras adotadas pelos estados americanos. A empresa apoia uma proposta em Massachusetts que exige que grandes desenvolvedores adotem medidas para identificar riscos considerados catastróficos.

A disputa pela próxima geração de inteligência artificial não envolve apenas criar modelos mais capazes. Governos e empresas agora precisam definir como essas ferramentas serão testadas, disponibilizadas e utilizadas com segurança.

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