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Você assistiria? Elon Musk anuncia filme de “A Odisseia” criado por inteligência artificial

Recentemente, o empresário Elon Musk anunciou que sua plataforma de IA, a Grok Imagine, lançará um longa-metragem. O filme será uma adaptação do poema épico “A Odisseia”, do poeta grego Homero, e pode chegar à internet antes do final de 2026.

A declaração foi publicada por Musk na rede social X, após o bilionário direcionar críticas recorrentes à adaptação cinematográfica de Christopher Nolan, que levou a epopeia grega aos cinemas com escolhas de elenco que geraram debates públicos antes da estreia.

A iniciativa de Musk inclui um vídeo de aproximadamente três minutos divulgado por um usuário da plataforma, apresentado como uma produção gerada pelo Grok Imagine, com uma cena envolvendo o herói Odisseu e a ninfa Calipso.

Disputa sobre representação e uso de inteligência artificial marca nova adaptação de “A Odisseia”

Cena do filme A Odisseia – (Reprodução: Universal Pictures)

Musk afirmou que a produção criada por sua ferramenta de IA buscará preservar a fidelidade ao universo concebido por Homero. Segundo ele, o projeto será um filme completo e seguirá a arte associada ao poema épico da Grécia Antiga.

A proposta surge depois da repercussão positiva do filme dirigido por Christopher Nolan, que estreou com forte desempenho comercial e recebeu ampla aprovação do público. A produção tem Matt Damon no papel de Odisseu e Anne Hathaway interpretando Penélope.

Antes do lançamento do longa, Musk havia criticado as escolhas de elenco feitas por Nolan e compartilhado mensagens contrárias à participação de atores como Lupita Nyong’o e Elliot Page. De acordo com as manifestações republicadas pelo empresário, o diretor teria priorizado reconhecimento em premiações e comprometido sua integridade artística.

As críticas, porém, não impediram o desempenho do filme. A produção alcançou US$ 264 milhões em bilheteria mundial no primeiro fim de semana e registrou 97% de aprovação da audiência no Rotten Tomatoes, conforme os dados apresentados no texto original.

Pôster do filme A Odisseia
“A Odisseia”, de Christopher Nolan, estreou nos cinemas em 16 de julho de 2026 – Imagem: Divulgação

A atriz Lupita Nyong’o respondeu aos questionamentos de setores da direita sobre a escalação do elenco. Em declaração citada pelo jornal britânico, ela afirmou que a equipe de atores representa diferentes pessoas do mundo e que não pretendia dedicar seu tempo a justificar a escolha.

Christopher Nolan também comentou a reação negativa antes da estreia. O cineasta avaliou que debates antecipados sobre uma obra costumam perder relevância porque acontecem antes de o público conhecer o resultado final do trabalho.

O diretor ainda manifestou ceticismo sobre o impacto da inteligência artificial na produção audiovisual. Para Nolan, a ideia de substituir completamente os seres humanos e a criatividade humana por tecnologia não faria sentido, segundo declaração reproduzida pelo veículo.

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A inteligência artificial ficou grande demais para caber dentro das Sete Magníficas

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Sete magníficas ações

Durante os últimos três anos, as Sete Magníficas ficaram marcadas como símbolo da principal mudança no mercado acionário americano. Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta, Nvidia e Tesla eram as ações que explicavam a transformação da inteligência artificial no crescimento do S&P 500. O problema é que a concentração de valor nas grandes empresas de tecnologia […]

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A conta da inteligência artificial chegou para as Big Techs?

A inteligência artificial começa a gerar resultados para as gigantes da tecnologia, mas o ritmo dos investimentos também aumenta a pressão sobre o caixa dessas empresas.

Segundo a Reuters, o mercado acompanhará os próximos balanços em busca de sinais de que o crescimento das receitas conseguirá acompanhar os gastos com infraestrutura.

A inteligência artificial já traz receitas, mas também exige aportes cada vez maiores das gigantes. – Imagem: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digita

Mercado observa se a conta vai fechar

Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Oracle — as chamadas hyperscalers — seguem ampliando seus investimentos em inteligência artificial. A expectativa, porém, é que o avanço dos gastos supere a geração de fluxo de caixa livre até 2027.

Leia mais:

Levantamento da Reuters, com base em estimativas da LSEG, aponta que essas empresas deverão ampliar o fluxo de caixa operacional anual em US$ 340 bilhões (aproximadamente R$ 1,72 trilhão) entre 2025 e 2027. No mesmo período, os investimentos devem crescer cerca de US$ 534 bilhões (aproximadamente R$ 2,71 trilhões), o equivalente a US$ 1,57 aplicado para cada US$ 1 adicional gerado em caixa.

Receita cresce, mas os gastos também

Os primeiros sinais de retorno já aparecem. A Microsoft informou que sua divisão de IA alcançou um ritmo anual de receita superior a US$ 37 bilhões (cerca de R$ 187,6 bilhões). Na Amazon, a AWS registrou crescimento de 28% no primeiro trimestre.

Segundo Shay Boloor, estrategista-chefe de mercado da Futurum Equities, “os investidores estão subestimando o quanto a IA está mudando fundamentalmente o modelo de negócios das Big Tech”.

Ele afirma que software, publicidade e computação em nuvem passaram a depender cada vez mais de grandes investimentos em infraestrutura física.

Esse movimento inclui:

  • Construção de novos data centers;
  • Compra de servidores e equipamentos de rede;
  • Expansão da infraestrutura em nuvem;
  • Maior demanda por aplicações de inteligência artificial.
Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
Data centers e servidores viraram peças-chave na nova fase de expansão da inteligência artificial. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

Oracle concentra as maiores preocupações

A Microsoft registrou US$ 35,8 bilhões (cerca de R$ 181,5 bilhões) em fluxo de caixa operacional no segundo trimestre fiscal, enquanto seus investimentos chegaram a US$ 37,5 bilhões (aproximadamente R$ 190,1 bilhões).

O crescimento dos lucros pode não ser suficiente para justificar os investimentos se os gastos de capital estiverem consumindo o caixa. As empresas existem para ganhar dinheiro, não para gastá-lo.

David Russell, chefe global de estratégia de mercado da TradeStation, à Reuters.

Entre as cinco empresas, a Oracle desperta maior preocupação. As ações acumulam queda de 36% no ano, o fluxo de caixa livre ficou negativo e a companhia pretende captar entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões (cerca de R$ 228,2 bilhões a R$ 253,5 bilhões) para ampliar sua infraestrutura em nuvem. Os próximos balanços mostrarão se o avanço da IA conseguirá acompanhar esse ritmo de investimentos.

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Sem precedentes: novo ChatGPT perde o controle em teste e faz ataque hacker

Rebelião das máquinas! A OpenAI afirmou nesta terça-feira (21) que um agente de inteligência artificial autônomo, alimentado por modelos da empresa, se descontrolou durante um teste de segurança e atacou a infraestrutura da startup Hugging Face – plataforma que hospeda grandes modelos de linguagem e conjuntos de dados de código aberto. O caso aconteceu na semana passada.

A OpenAI classificou o evento como “sem precedentes” em post em seu blog.

“Após investigação, agora sabemos que esse incidente específico foi causado por uma combinação de modelos da OpenAI — incluindo o GPT-5.6 Sol e um modelo ainda mais capaz em versão pré-lançamento, todos com menos recusas cibernéticas para fins de avaliação — enquanto estavam sendo testados internamente em um benchmark de capacidades cibernéticas. Consideramos este incidente um ataque cibernético sem precedentes, envolvendo recursos cibernéticos de última geração, e estamos respondendo de acordo. Estamos compartilhando descobertas preliminares nesta fase para ajudar os profissionais de segurança a entender o que aconteceu e a calibrar os modelos disponíveis atualmente. Continuaremos conduzindo uma investigação completa em conjunto com a Hugging Face e compartilharemos mais detalhes sobre as vulnerabilidades, o incidente e as descobertas assim que nossa investigação for concluída.”

Hugging Face hospeda grandes modelos de IA (Imagem: Robert Way
/Shutterstock)

Ataque da OpenAI à Hugging Face

  • A OpenAI disse que testava capacidades de modelos avançados em um ambiente controlado.
  • Contudo, o agente de IA escapou do confinamento, acessou a internet e invadiu o sistema da Hugging Face com o intuito de completar um objetivo do teste.
  • Por sua vez, a Hugging Face informou ter sido alvo de um ataque cibernético “diferente de tudo o que já enfrentou antes”.
  • A startup destacou que o ataque foi “conduzido, de ponta a ponta, por um sistema autônomo de agentes de IA”.

A Hugging Face detalhou as medidas tomadas após o ataque:

“Corrigida a vulnerabilidade raiz: os caminhos de execução do código do conjunto de dados usados ​​para o acesso inicial foram fechados. Eliminamos a presença do atacante nos clusters afetados (…) e implementamos medidas de segurança adicionais e controles de acesso mais rigorosos em nossos clusters”.

OpenAI promete cuidado

A startup afirmou que, como parte da investigação, está implementando controles rigorosos na configuração da infraestrutura – o que pode comprometer a velocidade da pesquisa enquanto as vulnerabilidades são corrigidas.

A OpenAI afirmou, ainda, que trabalha com a Hugging Face para investigar o incidente.

“Estamos aprimorando e adicionando proteções mais robustas para treinamentos e avaliações futuras. (…) Este incidente aponta para a necessidade de fortalecer ainda mais o alinhamento do nosso modelo, as proteções cibernéticas durante o período de avaliação e o monitoramento durante os testes internos” – concluiu a OpenAI.

O novo ChatGPT

A OpenAI lançou a família GPT-5.6 neste mês, composta por três modelos com perfis distintos de capacidade e custo. São eles:

  • Sol – o mais potente, voltado a tarefas complexas;
  • Terra – equilibrado para o trabalho cotidiano;
  • Luna – o mais rápido e acessível.
Novo GPT 5.6 é composto por três modelos: Sol, Terra e Lua
Novo GPT 5.6 é composto por três modelos: Sol, Terra e Luna – OpenAI / Reprodução

A geopolítica das IAs

Estados Unidos e China estão numa disputa tecnológica intensa em que a IA é protagonista. Modelos de inteligência artificial avançados poderiam acelerar ciberataques em setores consolidados há décadas e com uma infraestrutura totalmente interligada.

Diante disso, a Casa Branca vem fiscalizando novos modelos de inteligência artificial para identificar eventuais ameaças.

A maior preocupação é de que a tecnologia seja usada para fins militares por outros países – como China e Rússia.

Em Pequim, a estratégia não muda muito. O governo vem dialogando com as principais empresas do setor para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de ponta do país, segundo a Reuters.

Vale lembrar

  • Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
  • Um exemplo que ilustra o atual momento é o da Anthropic. Os modelos Fable 5 e Mythos 5 voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à startup. A mudança ocorreu menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
  • As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
  • Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 foi disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde o último dia 1º.
  • Pela mesma lógica, a OpenAI não colocou o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez.

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OpenAI hackeia Hugging Face sem querer; entenda

A OpenAI revelou que dois de seus modelos de inteligência artificial (IA) violaram, sem intenção, a plataforma de código aberto Hugging Face durante uma avaliação interna de capacidades de cibersegurança. A empresa confirmou o episódio em um post publicado nesta terça-feira (21), assumindo responsabilidade pelo incidente que a própria Hugging Face havia tornado público cinco dias antes.

Os modelos envolvidos são o GPT-5.6 Sol e o que a OpenAI descreve como “um modelo pré-lançamento ainda mais capaz”.

Durante os testes, eles identificaram vulnerabilidades no ambiente de sandbox em que operavam, obtiveram acesso à internet e, a partir daí, direcionaram ações contra a Hugging Face. A plataforma havia divulgado o incidente em 16 de julho, descrevendo-o como conduzido por “um sistema de agente de IA autônomo”, e informou que seus próprios agentes de IA detectaram e interromperam a invasão.

Como a invasão aconteceu

  • A OpenAI afirma que “todas as evidências sugerem que os modelos estavam hiperfocados em encontrar uma solução para o ExploitGym”, sistema de benchmark que mede se modelos de IA conseguem transformar vulnerabilidades de segurança em exploits;
  • Para cumprir essa avaliação, os modelos exploraram uma vulnerabilidade zero-day no ambiente de sandbox para sair do isolamento e acessar a internet;
  • A partir daí, segundo a OpenAI, os modelos “inferiram que a Hugging Face potencialmente hospedava modelos, conjuntos de dados e soluções para o ExploitGym” e então “buscaram e encontraram com sucesso formas de acessar informações secretas que poderiam usar para trapacear na avaliação”;
  • A empresa detalhou um dos ataques:
  • Em um exemplo, o modelo encadeou múltiplos vetores de ataque, incluindo o uso de credenciais roubadas e vulnerabilidades zero-day para encontrar um caminho de execução remota de código nos servidores da Hugging Face.
OpenAI confirmou o episódio em um post publicado nesta terça-feira (21), assumindo responsabilidade pelo incidente que a própria Hugging Face havia tornado público cinco dias antes – Imagem: Evolf/Shutterstock

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Incidente usado como vitrine competitiva

Apesar da gravidade do episódio, a OpenAI aproveitou o comunicado para destacar as capacidades ofensivas de seus sistemas.

O post inclui um gráfico mostrando a evolução do GPT-5.6 Sol em operações cibernéticas de múltiplas etapas e um convite para que clientes corporativos se cadastrem para acessar seu modelo de segurança “Cyber”. O ataque é descrito pela empresa como “sem precedentes”.

A OpenAI concorre no segmento de cibersegurança com o Mythos, da Anthropic, e o Gemini Flash 3.5 Cyber, do Google.

A empresa informou que está trabalhando com a Hugging Face para investigar o incidente e que implementará novos controles em seu ambiente de pesquisa.

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Modelo chinês de IA pressiona OpenAI e muda disputa tecnológica

A OpenAI vai apresentar ao governo Trump e a parlamentares dos Estados Unidos seus próximos modelos de inteligência artificial. A reunião ocorre enquanto autoridades americanas trabalham em um processo para avaliar a segurança de sistemas avançados.

A empresa pretende explicar como essas ferramentas podem afetar o mercado de trabalho e defender regras comuns para que os EUA acompanhem o avanço da China no setor.

Novos modelos de IA entram no debate nos EUA enquanto cresce a disputa tecnológica com a China. – Imagem:kritsapong jieantaratip/iStock

OpenAI mostra novos modelos e impacto no trabalho

Segundo a Bloomberg, o CEO da OpenAI, Sam Altman, deve se reunir na próxima semana com autoridades americanas para apresentar a nova geração de sistemas da empresa. Os encontros acontecem durante a criação de um modelo de revisão de segurança para tecnologias consideradas de ponta.

A informação foi divulgada por Chris Lehane, chefe de assuntos públicos globais da OpenAI, em uma reunião em Washington. De acordo com ele, parte das conversas será dedicada à nova família de modelos da companhia e aos possíveis efeitos dessas ferramentas nas atividades profissionais.

“Achamos que haverá capacidades realmente interessantes com essa família de modelos, especialmente no que diz respeito ao trabalho e à ampliação do trabalho”, afirmou Lehane.

A previsão é que o governo americano conclua nas próximas semanas uma estrutura para analisar sistemas avançados. A discussão ganhou força após novos lançamentos de empresas chinesas aumentarem a pressão sobre os desenvolvedores dos Estados Unidos.

Logo da OpenAI em um smartphone
OpenAI quer mostrar como suas futuras ferramentas podem transformar o mercado de trabalho. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Modelo chinês amplia disputa pela liderança em IA

O lançamento do Kimi K3, da startup chinesa Moonshot, levantou questionamentos sobre a vantagem americana no setor. A ferramenta passou a competir com soluções de empresas como OpenAI e Anthropic.

O movimento também chamou a atenção de investidores, que passaram a avaliar se os grandes aportes em infraestrutura de IA terão o resultado esperado. Para Lehane, o momento mostra a necessidade de uma coordenação maior entre governo, empresas e especialistas.

Entre os pontos defendidos pela OpenAI estão:

  • Criação de padrões nacionais para avaliação de modelos de IA;
  • Maior colaboração entre governo, empresas e especialistas;
  • Garantia de acesso de especialistas em segurança cibernética aos principais modelos;
  • Coordenação entre estados americanos para evitar regras diferentes.

É realmente importante que exista um processo para garantir que estamos disponibilizando nossos modelos líderes.

Chris Lehane, chefe de assuntos públicos globais da OpenAI, em nota.

O executivo também destaca que a iniciativa deveria envolver aliados dos Estados Unidos.

Ao fundo, bandeira dos Estados Unidos; à frente, os dizeres
EUA avaliam criar órgão independente para analisar novos modelos de inteligência artificial. Imagem: Pixels Hunter/Shutterstock

EUA discutem regras para controlar novos sistemas

O governo americano avalia criar um órgão independente para analisar modelos de IA com participação da indústria. A proposta pretende dar mais clareza às empresas sobre como os sistemas serão avaliados antes de chegar ao público.

Leia mais:

A discussão ganhou força após críticas do setor tecnológico sobre a falta de um padrão definido para lidar com ferramentas avançadas. Recentemente, medidas de controle de exportação dos EUA afetaram sistemas da Anthropic, enquanto a OpenAI fez alterações em seus modelos após pedidos das autoridades antes do lançamento de novas versões.

Sem uma diretriz única, Lehane afirmou que a OpenAI pretende aproximar as regras adotadas pelos estados americanos. A empresa apoia uma proposta em Massachusetts que exige que grandes desenvolvedores adotem medidas para identificar riscos considerados catastróficos.

A disputa pela próxima geração de inteligência artificial não envolve apenas criar modelos mais capazes. Governos e empresas agora precisam definir como essas ferramentas serão testadas, disponibilizadas e utilizadas com segurança.

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Alphabet: atraso no Gemini 3.5 Pro amplia pressão antes de balanço trimestral

A Alphabet chega à divulgação de seus resultados do segundo trimestre sob pressão crescente de investidores, à medida que o adiamento do lançamento de um modelo estratégico de inteligência artificial (IA) se soma às preocupações sobre o retorno dos elevados investimentos em infraestrutura de data centers. O cenário contrasta com o entusiasmo registrado meses atrás, quando a empresa superou expectativas, impulsionada pelo forte desempenho de sua divisão de computação em nuvem.

A controladora do Google divulgará seus resultados financeiros do segundo trimestre na quarta-feira (22). Entre os fatores que têm chamado a atenção do mercado está o adiamento do lançamento do Gemini 3.5 Pro, seu próximo modelo principal de IA.

Inicialmente previsto para junho, o modelo foi desenvolvido para reforçar a competitividade da empresa no mercado de ferramentas de programação baseadas em IA e aplicações de IA agêntica. Apesar disso, a empresa diminuiu a ansiedade nesta terça-feira (21) ao lançar outras atualizações para o Gemini.

O atraso do lançamento do Gemini 3.5 Pro ocorre em momento em que modelos chineses de código aberto vêm aumentando a concorrência com os principais laboratórios estadunidenses na disputa por clientes. Ao mesmo tempo, crescem os receios em torno dos altos custos envolvidos no desenvolvimento da IA, alimentando preocupações de que as grandes empresas de tecnologia possam estar investindo em capacidade além da demanda futura.

“Embora o Google esteja perdendo o barco na programação com IA — e essa é uma preocupação real e crescente… a estratégia do Google gira totalmente em torno do ecossistema”, afirmou, à Reuters, Dave Wagner, gestor de portfólio da Aptus Capital Advisors.

Leia mais:

Empresa liberou novas versões do Gemini nesta terça, mas segue sem anunciar o Gemini 3.5 Pro – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Investimentos elevados e queda das ações

  • Em abril, a Alphabet elevou sua projeção de investimentos em capital para 2026, passando a estimar gastos entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões (R$ 915,4 bilhões/R$ 966,2 bilhões);
  • Paralelamente, anunciou planos para captar aproximadamente US$ 85 bilhões (R$ 432,3 bilhões) por meio de ofertas de ações, incluindo um investimento da Berkshire Hathaway;
  • Desde o fim de abril, as ações da Alphabet acumulam queda de cerca de 9%, período em que a companhia havia registrado um crescimento de 63% nas vendas de sua divisão de nuvem;
  • Com esse desempenho, os papéis ficaram atrás das demais empresas que compõem o grupo conhecido como “As Sete Magníficas”.

Além da pressão sobre os investimentos e do desempenho recente das ações, a empresa também perdeu profissionais de destaque para concorrentes. Entre eles estão o co-líder do projeto Gemini, Noam Shazeer, e o vencedor do Prêmio Nobel John Jumper, descrito como um executivo-chave do Google DeepMind.

Apesar dos desafios, analistas avaliam que a principal vantagem competitiva da Alphabet na corrida pela IA continua sendo sua ampla rede de distribuição voltada ao consumidor, combinada com seus modelos de IA, infraestrutura de computação em nuvem e chips personalizados.

No acumulado de 2026, as ações da companhia ainda registram valorização próxima de 13%, desempenho que coloca a Alphabet como a segunda empresa com melhor performance entre as integrantes das chamadas “As Sete Magníficas”.

Mercado espera novo avanço da receita

Para o segundo trimestre, analistas projetam uma desaceleração apenas moderada no crescimento da receita em comparação com os três primeiros meses de 2026, mantendo a divisão de nuvem como principal motor dos resultados.

Segundo dados compilados pela LSEG, a expectativa é de que a Alphabet registre receita de US$ 116,9 bilhões (R$ 594,7 bilhões) entre abril e junho, representando crescimento de 21,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A previsão também aponta que as vendas da divisão de computação em nuvem mantenham um ritmo de expansão de 64%, enquanto a receita com publicidade deverá crescer de forma mais moderada, em 13,7%.

O desempenho da área de nuvem vem sendo impulsionado pela expansão dos contratos relacionados aos chips personalizados de IA desenvolvidos pelo Google, incluindo acordos bilionários firmados com a Meta e a Anthropic.

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IA encontra resposta que matemáticos buscavam há 87 anos

Um problema matemático que resistiu por 87 anos teve um desfecho inesperado: uma inteligência artificial ajudou um pesquisador a encontrar um contraexemplo capaz de derrubar uma das conjecturas mais conhecidas da área.

Segundo a New Scientist, a descoberta feita pelo matemático Levent Alpöge pode ser o caso mais complexo já resolvido com participação significativa de uma IA na matemática.

IA encontra falha em uma das maiores conjecturas da matemática moderna. Imagem: PeachShutterStock/Shutterstock

Conjectura de 1939 é derrubada por uma linha matemática

Alpöge, pesquisador da Universidade Harvard, publicou em 19 de julho, na rede social X, um contraexemplo de apenas 216 caracteres que contradiz a chamada conjectura de Jacobiano.

Formulada pelo matemático Ott-Heinrich Keller em 1939, a hipótese defendia que determinado tipo de função matemática também deveria funcionar no sentido inverso. O problema atravessou décadas sem uma resposta definitiva e chegou a integrar, em 1998, uma lista de 18 grandes desafios matemáticos para o século XXI criada por Stephen Smale.

Em sua publicação, Alpöge afirmou que contou com a ajuda de seu “amigo próximo Fable”, aparentemente uma referência ao Claude Fable 5, modelo de IA da Anthropic. O pesquisador também agradeceu ao sistema pelo trabalho realizado durante a final da Copa do Mundo.

Logo do Claude Fable
A participação do Fable na pesquisa mostra como modelos de IA começam a influenciar descobertas em áreas como a matemática. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Especialistas destacam avanço da inteligência artificial

Para Abhishek Saha, pesquisador da área de matemática da Queen Mary University of London, o resultado amplia o papel da IA na pesquisa matemática.

“Provavelmente esta é a maior conjectura na qual a IA desempenhou um papel significativo [ao provar ou refutar] até agora na matemática”, afirmou. “Isso é muito importante. A IA fez um progresso notável no último ano.”

Segundo Saha, o contraexemplo publicado é simples de verificar, e diversos matemáticos já confirmaram sua validade. A grande questão agora é entender como a IA chegou ao caminho da solução.

Entre os pontos que chamaram atenção estão:

  • a conjectura permaneceu sem resposta por 87 anos;
  • o contraexemplo possui apenas 216 caracteres;
  • a descoberta derruba a hipótese em determinadas condições;
  • o processo usado pela IA ainda não foi totalmente explicado.

O pesquisador destacou que o resultado surpreendeu porque muitos pesquisadores acreditavam que a conjectura parecia intuitivamente correta.

As pessoas tentavam provar a conjectura porque ela parecia, intuitivamente, muito verdadeira. Não acho que muitos estivessem tentando refutá-la. E agora temos esse contraexemplo em uma única sentença”, disse.

Abhishek Saha, pesquisador da área de matemática da Queen Mary University of London, ao New Scientist.

Schopenhauer, filósofo:
A solução inesperada abre uma nova discussão sobre como humanos e inteligência artificial podem trabalhar juntos na ciência. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Criatividade humana ainda tem papel central

Apesar do impacto da descoberta, o resultado ainda não encerra todas as questões envolvendo a conjectura de Jacobiano. O contraexemplo encontrado por Alpöge derruba a hipótese no caso de três variáveis, mas uma versão equivalente envolvendo apenas duas variáveis ainda pode permanecer válida, mantendo parte do problema em aberto.

Leia mais:

O avanço também reacendeu o debate sobre até onde a inteligência artificial pode chegar na matemática. Para Chris Bowman-Scargill, da Universidade de York, a tecnologia já mostrou capacidade para encontrar soluções em problemas complexos, mas isso não significa que a criatividade humana tenha perdido espaço.

O pesquisador lembra que algumas das maiores conquistas da área exigiram muito mais do que uma resposta final. Ele cita o Último Teorema de Fermat, solucionado por Andrew Wiles em 1994, como exemplo de um problema cuja resolução dependeu da criação de novas teorias matemáticas ao longo de anos de trabalho.

Na mesma linha, Ivan Fesenko, da Westlake University, avalia que modelos de IA cada vez mais avançados devem transformar a pesquisa matemática nos próximos anos. Para ele, a tecnologia pode alterar profundamente a maneira como novos conhecimentos são desenvolvidos, abrindo espaço para uma nova fase da descoberta científica.

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Google atualiza Gemini, lança concorrente do Mythos e apimenta corrida das IAs

O Google apresentou três novos modelos de inteligência artificial para acelerar a disputa com OpenAI e Anthropic. As novidades incluem versões mais rápidas, econômicas e especializadas em segurança digital.

Os lançamentos reforçam a estratégia da empresa para ampliar sua presença na corrida da IA, com foco em agentes inteligentes, programação e proteção contra ataques cibernéticos.

A nova geração de IA do Google aposta em velocidade, economia e recursos para agentes inteligentes em diferentes tarefas. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Gemini ganha versões mais rápidas e especializadas

O destaque é o Gemini 3.6 Flash, descrito pelo Google como o modelo Flash mais avançado da empresa. Ele promete melhor desempenho em programação, tarefas de conhecimento e recursos multimodais, consumindo 17% menos tokens do que a versão anterior e reduzindo os custos de uso.

Ao lado dele chegam o Gemini 3.5 Flash Cyber, ajustado para identificar e corrigir vulnerabilidades em softwares, e o Gemini 3.5 Flash-Lite, criado para tarefas de alto volume e agentes de IA que executam ações de forma autônoma.

“Os novos modelos Flash foram desenvolvidos para atingir o ponto ideal entre eficiência e qualidade”, afirmou Tulsee Doshi, diretora sênior de gerenciamento de produtos da equipe Gemini.

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A estratégia do Google reforça a disputa direta com OpenAI, Anthropic e outras empresas que lideram a corrida da IA. – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock

Segurança e eficiência entram no centro da disputa

Além de aumentar o desempenho, o Google aposta na segurança como um dos diferenciais da nova geração de modelos. A empresa afirma que o Gemini 3.6 Flash recebeu reforços para resistir melhor a tentativas de uso indevido em ataques cibernéticos, sem comprometer aplicações legítimas.

Entre os principais anúncios estão:

  • Gemini 3.6 Flash, mais eficiente e econômico;
  • Gemini 3.5 Flash Cyber, voltado à segurança digital;
  • Gemini 3.5 Flash-Lite para agentes de IA e tarefas em larga escala;
  • início do pré-treinamento do Gemini 4.

Nos testes divulgados pela empresa, o Gemini 3.5 Flash Cyber encontrou 55 problemas no mecanismo V8 JavaScript Engine, incluindo 10 vulnerabilidades que outros modelos não haviam identificado. Por isso, inicialmente ele será disponibilizado apenas para governos e parceiros considerados confiáveis.

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A aposta do Google é oferecer um equilíbrio entre qualidade, velocidade e custo para ampliar o uso da IA em escala. Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock

Gemini 4 já começou a tomar forma

Enquanto os novos modelos chegam ao mercado, o Google informou que o Gemini 3.5 Pro continua em fase de testes e será liberado quando estiver pronto.

Leia mais:

A companhia também revelou que iniciou o pré-treinamento do Gemini 4, sinalizando que a próxima geração da plataforma já está em desenvolvimento. Paralelamente, o Gemini 3.6 Flash e o Flash-Lite começam a ser liberados para desenvolvedores, empresas e usuários do aplicativo Gemini, enquanto o Flash-Lite também será integrado gradualmente à Pesquisa do Google.

Corrida pela IA segue acelerada

Nos últimos meses, Google, OpenAI, Anthropic, Meta e startups chinesas intensificaram a competição por modelos cada vez mais eficientes e especializados. Com os novos lançamentos, o Google tenta recuperar terreno em uma disputa que muda rapidamente e em que custo, desempenho e segurança passaram a pesar tanto quanto a qualidade das respostas. Agora, resta acompanhar se essa estratégia será suficiente para reduzir a vantagem conquistada por alguns concorrentes nos últimos meses.

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    Google divulga novos modelos do Gemini

    O Google apresentou hoje novos modelos de inteligência artificial Gemini.

    São eles:

    • O Gemini 3.5 Flash Cyber ​​foi projetado para encontrar e corrigir vulnerabilidades de software e, inicialmente, seu uso será limitado a governos e parceiros confiáveis.
    • O Gemini 3.6 Flash aprimora os recursos da versão anterior, utiliza até 17% menos tokens e tem um custo por token menor.
    • O Flash-Lite é voltado para cargas de trabalho mais rápidas e de alto volume.

    REPORTAGEM EM ATUALIZAÇÃO

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