laurent tavares acelera varejo neosummit ia na real 300x169

IA ainda é “bicho de sete cabeças” para pequenos varejistas, diz CEO da Acelera Varejo

🔍 Curadoria Studio Mestre Digital: Nossa equipe monitora as principais movimentações de mercado e tecnologia para manter você atualizado.


Laurent Tavares Acelera Varejo NeoSummit IA na Real

A adoção de inteligência artificial ainda é um “bicho de sete cabeças” para pequenas e médias varejistas, segundo Laurent Tavares, CEO da Acelera Varejo. Para o executivo, os altos custos e a dificuldade de coordenar projetos fazem com que o uso da tecnologia ainda seja pontual no setor. “Os investimentos ainda são muito caros. Não […]

O post IA ainda é “bicho de sete cabeças” para pequenos varejistas, diz CEO da Acelera Varejo apareceu primeiro em NeoFeed.


Insight Studio Mestre: Esta notícia reflete tendências que podem impactar diretamente o seu modelo de negócio digital.

Conteúdo original publicado em: Acesse a fonte oficial

IA ainda é “bicho de sete cabeças” para pequenos varejistas, diz CEO da Acelera Varejo Read More »

john ternus apple 3 300x169

O teste de fogo do novo CEO da Apple: reinventar o iPhone e superar o atraso em IA

🔍 Curadoria Studio Mestre Digital: Nossa equipe monitora as principais movimentações de mercado e tecnologia para manter você atualizado.


John Ternus Apple 3 300x169

“Surpreenda e brilhe”. Esse é o tema no principal e já tradicional evento anual de lançamentos da Apple, marcado para amanhã, dia 9 de setembro. Mas não seria exagero dizer que essas três palavras resumem, em boa medida, as expectativas em torno de John Ternus, o novo CEO da empresa. Com 25 anos de casa […]

O post O teste de fogo do novo CEO da Apple: reinventar o iPhone e superar o atraso em IA apareceu primeiro em NeoFeed.


Insight Studio Mestre: Esta notícia reflete tendências que podem impactar diretamente o seu modelo de negócio digital.

Conteúdo original publicado em: Acesse a fonte oficial

O teste de fogo do novo CEO da Apple: reinventar o iPhone e superar o atraso em IA Read More »

saas ia 300x169

O “SaaSpocalypse” passou longe de acontecer (ao menos por enquanto)

🔍 Curadoria Studio Mestre Digital: Nossa equipe monitora as principais movimentações de mercado e tecnologia para manter você atualizado.


saas + IA

A inteligência artificial parecia pronta para provocar uma ruptura no mercado de software corporativo ao tornar mais fácil e barato desenvolver aplicações que poderiam substituir produtos tradicionais. Meses depois, os balanços das grandes empresas do setor mostram que essa transformação está avançando de forma mais lenta do que se esperava inicialmente. O temor ganhou até […]

O post O “SaaSpocalypse” passou longe de acontecer (ao menos por enquanto) apareceu primeiro em NeoFeed.


Insight Studio Mestre: Esta notícia reflete tendências que podem impactar diretamente o seu modelo de negócio digital.

Conteúdo original publicado em: Acesse a fonte oficial

O “SaaSpocalypse” passou longe de acontecer (ao menos por enquanto) Read More »

istock 2285744191 1024x576

Chance de IA levar humanos a extinção supera 10%, diz especialista de startup

A inteligência artificial teria mais de 10% de chance de “matar todos os humanos” até o fim da década, segundo Evan Hubinger, líder de teste de alinhamento da Anthropic. O alerta surgiu poucas horas depois de Jacob Coxon, pesquisador da empresa, anunciar sua saída e criticar a corrida dos laboratórios por sistemas cada vez mais avançados.

O episódio expõe uma preocupação que ganhou força entre pesquisadores envolvidos diretamente no desenvolvimento da tecnologia: o risco de sistemas avançados escaparem ao controle humano. Anthropic e OpenAI continuam trabalhando no desenvolvimento de modelos cada vez mais capazes, enquanto levantam grandes quantias de dinheiro e se aproximam de possíveis ofertas públicas de ações.

A possibilidade de uma superinteligência que se aprimora sozinha está no centro do alerta feito por pesquisadores da Anthropic. – Imagem: Infinite Creations/iStock

Pesquisador deixa a Anthropic

Como o Olhar Digital comentou, Coxon anunciou sua saída da Anthropic na terça-feira. Em uma publicação no X, afirmou que a Anthropic e a OpenAI não estão agindo de maneira responsável diante dos riscos envolvidos no avanço da inteligência artificial.

“Eles estão correndo diretamente rumo à superinteligência que se aprimora sozinha e apostando nossas vidas”, escreveu.

O pesquisador se referia à possibilidade de sistemas melhorarem suas próprias capacidades sem muita intervenção humana. O chamado autoaperfeiçoamento recursivo ainda não é possível, mas os laboratórios de IA trabalham para alcançar esse objetivo.

Coxon também afirmou que pessoas envolvidas na construção de sistemas de IA acreditam seriamente que a tecnologia poderia matar toda a humanidade até o fim da década.

Anthropic admite risco superior a 10%

A declaração recebeu uma resposta de Evan Hubinger, líder de teste de alinhamento da Anthropic. Ele concordou com Coxon e afirmou que a empresa ainda não possui um plano para resolver o alinhamento de uma eventual superinteligência.

Jacob está correto aqui — nós realmente acreditamos sinceramente que a IA poderia matar todos os humanos! Eu pessoalmente acho que é superior a 10% na próxima década.

Evan Hubinger, líder de teste de alinhamento da Anthropic, em post no X.

Ele acrescentou que acredita que a Anthropic está fazendo o melhor que pode, mas que a empresa “não está claramente no caminho” para resolver o problema.

Entre os riscos mencionados no debate estão:

  • Sistemas que podem superar os humanos em diferentes áreas;
  • A possibilidade de autoaperfeiçoamento recursivo;
  • A dificuldade de proteger, monitorar e orientar sistemas mais avançados;
  • O risco de uma corrida global pelo desenvolvimento da IA.

Alertas sobre perda de controle

Em junho, a própria Anthropic havia alertado que o autoaperfeiçoamento recursivo completo poderia aumentar os riscos de os humanos perderem o controle sobre sistemas de IA.

A empresa afirmou que, se os sistemas forem capazes de construir seus próprios sucessores, será ainda mais importante proteger, monitorar e moldar seu comportamento.

Coxon citou como exemplo um incidente envolvendo um modelo da OpenAI que, em julho, teria saído do controle e violado a plataforma Hugging Face. Para ele, episódios desse tipo são “sinais de alerta” e podem tornar acordos entre laboratórios dos Estados Unidos mais viáveis.

logotipo da inteligência artificial Claude, desenvolvido pela Anthropic, aparece em um smartphone
A Anthropic reconhece que sistemas capazes de criar seus próprios sucessores podem aumentar o risco de perda de controle humano. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Corrida global preocupa pesquisador

Coxon, porém, afirmou não acreditar que o setor esteja no caminho para evitar uma corrida global pelo desenvolvimento de IA. Segundo ele, impedir esse cenário pode exigir medidas custosas.

Leia mais:

“Não sinto que estamos no caminho certo para evitar uma corrida global, que pode exigir medidas custosas, como uma proibição temporária do aumento das capacidades dos modelos”, disse.

O debate mostra que as preocupações com o controle de sistemas cada vez mais capazes também partem de profissionais que trabalham diretamente no desenvolvimento da tecnologia.

O post Chance de IA levar humanos a extinção supera 10%, diz especialista de startup apareceu primeiro em Olhar Digital.

Chance de IA levar humanos a extinção supera 10%, diz especialista de startup Read More »

openai 1 1024x576

Anthropic: pesquisador deixa empresa por medo de IA “sair do controle”

Um pesquisador da Anthropic decidiu deixar a indústria de inteligência artificial (IA) por temer que a corrida entre empresas do setor esteja levando ao desenvolvimento de sistemas que, no futuro, poderão escapar do controle humano.

Jacob Coxon, de 27 anos, trabalhava na Anthropic com treinamento de novos modelos de IA a partir do processamento de grandes volumes de dados. Ele deixou a empresa porque não quer participar do que considera uma corrida da indústria para criar sistemas capazes de melhorar a si próprios.

Segundo Coxon, esses modelos poderiam evoluir rapidamente a ponto de se tornarem impossíveis de controlar e, em cenário extremo, representar uma ameaça à humanidade.

O pesquisador, que estudou matemática anteriormente, afirmou que colegas do setor passaram a utilizar expressões como “crunchtime” e “endgame” para descrever o caminho em direção a modelos capazes de autoaperfeiçoamento.

“Estamos a caminho de muitos dos cenários mais agressivos, nos quais, até o fim do próximo ano, as coisas já poderiam estar fora de controle”, afirmou Coxon.

Para ele, a competição entre empresas estadunidenses e novas companhias chinesas torna inevitáveis determinados compromissos entre segurança e velocidade de desenvolvimento.

Pesquisador trocou OpenAI pela Anthropic

  • Coxon havia deixado a OpenAI no início deste ano para trabalhar na Anthropic justamente porque a empresa era conhecida pelos esforços voltados à segurança de seus modelos;
  • Embora tenha considerado sinceros os esforços da Anthropic nessa área, ele chegou à conclusão de que nenhuma empresa conseguiria desenvolver de maneira responsável uma IA capaz de superar seres humanos em uma ampla variedade de tarefas — conceito frequentemente associado à IA geral, ou IAG — sem intervenção governamental ou uma desaceleração coordenada do setor;
  • A Anthropic não comentou imediatamente a saída do pesquisador;
  • O CEO da companhia, Dario Amodei, e outros executivos da empresa têm alertado repetidamente sobre os riscos de modelos de IA que poderiam agir de maneira inesperada e defendido uma redução no ritmo de desenvolvimento.

Ataques recentes aumentam preocupação

Coxon também citou ataques cibernéticos recentes envolvendo modelos da OpenAI e da Anthropic como exemplos dos riscos associados ao avanço das capacidades dos sistemas.

Alguns desses modelos operaram em grupos de agentes colaborativos e demonstraram comportamentos considerados problemáticos, incluindo a adoção de objetivos potencialmente prejudiciais e tentativas de esconder suas ações dos seres humanos.

Na avaliação de Coxon, o risco aumenta caso os sistemas passem a conseguir melhorar suas próprias capacidades. Nesse cenário, eles poderiam avançar a ponto de se recusarem a obedecer comandos humanos.

A saída de Coxon é apontada como um dos primeiros casos de um funcionário da Anthropic deixando a empresa especificamente por preocupações relacionadas à segurança da IA. No início deste ano, outro pesquisador que trabalhava com segurança deixou a companhia para estudar poesia e alertou que “o mundo está em perigo”.

Pesquisadores também deixaram a OpenAI e outras empresas do setor nos últimos anos, alegando preocupações semelhantes.

Pesquisador que se demitiu da Anthropic trabalhou na OpenAI – Imagem: Iljanaresvara Studio/Shutterstock

Leia mais:

Executivos de IA também pedem cautela

A preocupação não está restrita a pesquisadores que deixaram as empresas. Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou recentemente que os avanços da IA exigem atenção urgente, especialmente na área de segurança cibernética.

“Eu acho que algumas coisas vão dar muito errado com a cibersegurança, a menos que as pessoas ajam com bastante urgência”, afirmou Altman durante uma reunião com autoridades do G20, na Carolina do Norte (EUA).

Jakub Pachocki, cientista-chefe da OpenAI, também defendeu uma postura de extrema cautela. “Este é um momento que exige extrema cautela. Estou preocupado que ninguém esteja preparado para as consequências de um crescimento contínuo e rápido da inteligência das máquinas”, escreveu Pachocki em uma publicação no domingo. Ele defendeu uma desaceleração coordenada entre as empresas e a intervenção dos governos.

Coxon, Pachocki e Amodei estão entre mais de mil pesquisadores de IA que recentemente assinaram uma declaração pedindo coordenação internacional dos governos para estabelecer um mecanismo capaz de desacelerar o desenvolvimento caso seja necessário controlar modelos que consigam melhorar suas próprias capacidades.

EUA ainda não têm regulamentação federal para IA

A discussão acontece em cenário de ausência de regulamentação federal específica para IA nos Estados Unidos.

O governo de Donald Trump adotou uma abordagem considerada mais flexível, priorizando o potencial econômico da tecnologia. Críticos, porém, argumentam que esse ambiente pode aumentar o risco de grandes ataques cibernéticos e outros danos associados ao avanço acelerado da IA.

O senador Bernie Sanders, de Vermont (EUA), e o deputado Greg Casar, do Texas (EUA), estão entre os poucos parlamentares que propõem limites mais rígidos para a tecnologia.

Na semana passada, os dois apresentaram um projeto de lei que prevê a proibição permanente da superinteligência e uma pausa no desenvolvimento de modelos até que um órgão regulador do setor estabeleça novas regras.

Saída acontece antes de possível IPO bilionário

A saída de Coxon ocorre enquanto a Anthropic se prepara para uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que pode estar entre as maiores já realizadas. A empresa busca avaliação de US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10,4 trilhões) e tem enfatizado o desenvolvimento responsável da IA para atrair investidores.

Amodei e outros executivos da companhia também entraram em conflito em algumas ocasiões com o governo Trump e com outros líderes do setor em razão de práticas que, segundo eles, não dão prioridade suficiente à segurança da IA.

A Anthropic mantém ainda um canal no Slack utilizado por seus funcionários para discutir as capacidades mais avançadas de seus modelos, segundo Coxon.

Para o pesquisador, o fato de discussões dessa dimensão ocorrerem dentro de uma ferramenta de comunicação utilizada por engenheiros demonstra o tamanho da influência que as empresas de IA passaram a exercer sobre o desenvolvimento da tecnologia.

“É meio insano que isso precise acontecer nos MacBooks de alguns engenheiros que vivem em San Francisco, em vez de um bunker no deserto, como aquele onde eles trabalhavam durante o Projeto Manhattan”, afirmou Coxon ao The Wall Street Journal.

O post Anthropic: pesquisador deixa empresa por medo de IA “sair do controle” apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anthropic: pesquisador deixa empresa por medo de IA “sair do controle” Read More »

nizan guanaes dois 300x169

Nizan Guanaes prepara livro sobre marketing dos fundadores e “clona” sua mente em plataforma de IA

🔍 Curadoria Studio Mestre Digital: Nossa equipe monitora as principais movimentações de mercado e tecnologia para manter você atualizado.


Nizan Guanaes Dois 300x169

Aos 68 anos, Nizan Guanaes coleciona muitos roteiros e reinvenções. Da rua do Carmo, número 4, no Pelourinho, em Salvador, onde nasceu, ele chegou à “primeira liga” dos publicitários do Brasil e do mundo. E foi mais além. Hoje, à frente da N Ideias, aconselha o C-Level de grandes empresas no País. Seu próximo destino, […]

O post Nizan Guanaes prepara livro sobre marketing dos fundadores e “clona” sua mente em plataforma de IA apareceu primeiro em NeoFeed.


Insight Studio Mestre: Esta notícia reflete tendências que podem impactar diretamente o seu modelo de negócio digital.

Conteúdo original publicado em: Acesse a fonte oficial

Nizan Guanaes prepara livro sobre marketing dos fundadores e “clona” sua mente em plataforma de IA Read More »

grego ia1 300x169

ARTIGO: Com a IA, o valor migra para a decisão humana

🔍 Curadoria Studio Mestre Digital: Nossa equipe monitora as principais movimentações de mercado e tecnologia para manter você atualizado.


Grego Ia1 300x169

Passei boa parte da minha carreira acreditando que influência era convencer pessoas. Conseguir um lugar na mesa. Traduzir pautas em números. Construir o melhor argumento. E confiar que a lógica venceria. Levei anos para ver o quanto isso, às vezes, me atrapalhava. Uma vez, levei ao conselho do BID um projeto em que o meu […]

O post ARTIGO: Com a IA, o valor migra para a decisão humana apareceu primeiro em NeoFeed.


Insight Studio Mestre: Esta notícia reflete tendências que podem impactar diretamente o seu modelo de negócio digital.

Conteúdo original publicado em: Acesse a fonte oficial

ARTIGO: Com a IA, o valor migra para a decisão humana Read More »

meta apps e1749557682990 1024x577

Meta lança Muse, agente de IA que envia e-mails, compra produtos e reserva viagens

A Meta lançou, nesta terça-feira (8), o Muse, agente de inteligência artificial (IA) criado para funcionar como uma espécie de assistente digital pessoal. A ferramenta é capaz de utilizar aplicativos e sites de forma autônoma em nome do usuário, realizando tarefas, como enviar e-mails, reservar viagens e fazer compras pela internet.

O lançamento representa uma das primeiras tentativas de uma grande empresa de tecnologia de levar um agente de IA ao mercado de massa. Diferentemente dos chatbots tradicionais, esses sistemas são projetados para executar tarefas por conta própria, em vez de apenas responder a comandos.

O Muse pode ser utilizado como um chatbot, por meio de conversas, e receber instruções para executar diferentes atividades. A ferramenta está disponível por meio de um aplicativo e também pelo WhatsApp, plataforma que pertence à própria Meta.

O agente pode ser conectado aos demais serviços da empresa, incluindo Facebook e Instagram. Com autorização do usuário, também pode acessar aplicativos e serviços de terceiros, como Spotify, Ticketmaster, Shopify, Gmail e OpenTable.

A integração permite que o Muse utilize informações de diferentes contas para compreender melhor o usuário e executar tarefas em seu nome.

Muse pode enviar e-mails e fazer compras

  • Entre as funções do agente estão o envio de e-mails, reservas de viagens e compras online;
  • Quando o usuário conecta contas do OpenTable ou Ticketmaster, por exemplo, o Muse pode enviar mensagens sobre reservas de restaurantes ou ingressos para shows que considere relevantes. Essas atividades podem ser concluídas com apenas um clique;
  • O sistema também se conecta ao Stripe e ao Shopify para realizar compras em nome do usuário;
  • Segundo a Meta, o Muse é o primeiro agente de IA coberto pelas garantias e pela política de devolução do Stripe. A proteção foi criada para situações em que o agente cometa um erro durante uma compra;
  • A empresa reconhece, porém, que a tecnologia não é infalível. A Meta afirma que o Muse “às vezes cometerá erros”, mas que foi desenvolvido para permitir que o usuário permaneça no controle sem ficar sobrecarregado;
  • A companhia também criou um programa que recompensa pessoas que identificarem e relatarem falhas no funcionamento do agente.

Agente acessa dados de Facebook e Instagram

Uma das características que diferenciam o Muse de outros agentes de IA é sua integração com o ecossistema da Meta. A ferramenta pode acessar informações do Facebook e do Instagram e utilizar esses dados para conhecer melhor seus usuários. A partir dessas conexões, o agente pode atuar de maneira mais personalizada.

Essa capacidade também amplia as preocupações relacionadas à privacidade. A Meta afirma que os dados pessoais coletados pelo Muse, assim como o próprio agente, são armazenados com segurança em seus servidores e equipamentos de computação em nuvem.

O Muse também é destinado exclusivamente a adultos. Os usuários podem personalizar a ferramenta com um nome e um avatar próprios.

Leia mais:

Uma das características que diferenciam o Muse de outros agentes de IA é sua integração com o ecossistema da Meta – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Meta aposta em agentes para avançar na corrida da IA

O Muse é um dos primeiros produtos relevantes voltados ao consumidor desenvolvidos pelo Meta Superintelligence Labs, divisão criada pelo CEO Mark Zuckerberg para acelerar os esforços da companhia na corrida da IA.

Zuckerberg já descreveu o Muse como o próximo grande avanço da Meta. Segundo ele, o agente foi desenvolvido para trabalhar “24 horas por dia, sete dias por semana em seu nome” e ajudar o usuário a atingir objetivos e melhorar aspectos, como vida pessoal, saúde, relacionamentos e finanças.

A Meta vem investindo bilhões de dólares no desenvolvimento de modelos fundamentais de IA e na construção de data centers para competir com empresas, como Google, OpenAI e Anthropic.

Até agora, a estratégia da companhia apresentou resultados variados. Os óculos inteligentes de IA da Meta já venderam milhões de unidades, mas também provocaram preocupações relacionadas à privacidade.

Em julho, a empresa retirou temporariamente do ar seu gerador de imagens de IA do Instagram após críticas relacionadas a direitos autorais e privacidade.

Modelo do Muse ainda fica atrás de rivais

O agente é alimentado pelo Muse Spark, modelo de IA lançado pela Meta em abril. Foi o primeiro modelo desenvolvido pela divisão sob o comando de Alexandr Wang, diretor de IA da empresa.

O Muse Spark ainda apresenta desempenho inferior ao de modelos líderes da Anthropic e da OpenAI. A Meta, porém, trabalha em um sistema mais poderoso, conhecido internamente pelo codinome Watermelon, que pode ser lançado já no próximo mês.

A empresa também pretende ampliar as funções do Muse nos próximos meses. Entre os planos está a integração com os óculos inteligentes da Meta, que contam com câmera e assistente de voz.

Muse chega com diferentes planos de uso

O aplicativo do Muse é gratuito, mas possui limites de utilização. Para ampliar esses limites, os usuários poderão pagar US$ 20 (cerca de R$ 104) ou US$ 100 (cerca de R$ 520) por mês.

Com a chegada do Muse, a Meta entra de maneira mais direta em uma categoria de IA que promete substituir parte das tarefas atualmente realizadas diretamente pelos usuários.

A diferença está justamente no grau de autonomia: em vez de apenas conversar, o agente pode acessar serviços, realizar determinadas ações e concluir tarefas em nome de quem o utiliza.

O post Meta lança Muse, agente de IA que envia e-mails, compra produtos e reserva viagens apareceu primeiro em Olhar Digital.

Meta lança Muse, agente de IA que envia e-mails, compra produtos e reserva viagens Read More »

openai 1024x683

IA da OpenAI resolve um dos problemas mais difíceis da matemática

A OpenAI afirma ter resolvido um dos problemas mais difíceis e antigos da matemática: o chamado problema de existência e suavidade de Navier-Stokes, uma das sete questões do “Prêmio do Milênio” estabelecidas pelo Clay Mathematics Institute.

Segundo a empresa, um sistema interno de inteligência artificial (IA) produziu uma prova analítica que demonstra que as equações de Navier-Stokes podem desenvolver uma singularidade em tempo finito. A OpenAI também apresentou uma formalização da prova na linguagem Lean, usada para verificar matematicamente o resultado.

O anúncio representa um avanço significativo para a IA aplicada à matemática. As equações de Navier-Stokes são usadas para descrever o movimento de fluidos e aparecem em áreas, como previsão do tempo, projeto de aeronaves e estudo do fluxo sanguíneo.

A questão que permaneceu sem resposta por décadas é se essas equações conseguem manter uma solução suave em três dimensões ou se, em determinadas condições, podem entrar em colapso e produzir uma singularidade. Nesse cenário, a velocidade do fluido cresceria sem limite em um intervalo finito de tempo.

O problema foi formulado como uma das sete questões do Millennium Prize Problems em 2000. Cada uma delas recebeu um prêmio de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) para quem apresentasse uma solução correta.

IA encontrou uma situação em que as equações “quebram”

  • De acordo com a OpenAI, a solução encontrada descreve um vórtice, ou redemoinho, que gira para dentro e se alonga progressivamente. A região central diminui enquanto a velocidade aumenta, mas a energia permanece finita;
  • A dificuldade matemática estava justamente em fazer com que a singularidade surgisse a partir do próprio movimento do fluido. A solução não poderia simplesmente introduzir uma força infinita externamente para provocar o colapso;
  • A prova apresentada pela empresa mostra que uma situação inicialmente suave e com o fluido em repouso pode evoluir para uma singularidade em tempo finito, mesmo com a aplicação de uma força externa suave. Segundo a OpenAI, isso resolve o problema de Navier-Stokes ao estabelecer uma das possibilidades previstas na formulação oficial do Clay Mathematics Institute;
  • Embora a conclusão tenha implicações matemáticas profundas, isso não significa que fluidos reais passem a explodir ou que as leis da física deixem de funcionar. A singularidade representa um ponto em que o modelo matemático deixa de conseguir descrever adequadamente o comportamento do fluido.

Cerca de dez mil agentes de IA trabalharam no problema

Para chegar ao resultado, a OpenAI utilizou um sistema formado por agentes de IA coordenados entre si. Segundo a empresa, aproximadamente dez mil agentes trabalharam simultaneamente na resolução de Navier-Stokes. Eles receberam diferentes versões do problema e foram divididos em grupos para explorar abordagens distintas.

O processo começou depois que pesquisadores da OpenAI ouviram, em 1º de setembro, rumores de que dois problemas do milênio poderiam ter sido resolvidos. A empresa decidiu então testar seu novo modelo interno nos problemas ainda abertos.

O sistema também foi utilizado para investigar uma questão semelhante relacionada às equações de Euler, que não incluem o termo de viscosidade presente nas equações de Navier-Stokes. Quase 100 agentes trabalharam durante aproximadamente 50 horas para chegar a uma solução para esse problema.

Depois desse resultado, a OpenAI concentrou seus recursos em Navier-Stokes. Os grupos de agentes passaram a compartilhar descobertas, com o Codex sendo utilizado para consolidar as informações consideradas mais úteis entre as diferentes equipes.

Os agentes chegaram à solução de Navier-Stokes em 5 de setembro, cerca de 88 horas depois do início do trabalho. A formalização e a verificação da prova em Lean exigiram outras 17 horas.

Ao longo de todas as tentativas realizadas no projeto, os agentes enviaram 4,9 milhões de mensagens e utilizaram cerca de 300 bilhões de tokens. Apenas no trabalho relacionado a Navier-Stokes foram 2,7 milhões de mensagens e aproximadamente 130 bilhões de tokens.

O custo computacional também foi elevado. Segundo o material de apoio, a operação exigiu um poder de processamento avaliado na casa dos milhões de dólares, devido à enorme quantidade de recursos necessários para executar tantos sistemas de IA simultaneamente.

OpenAI diz que não pretende ficar com o prêmio de R$ 5 milhões

Apesar de considerar o resultado uma resolução do problema de Navier-Stokes, a OpenAI afirmou que não pretende reivindicar o prêmio de US$ 1 milhão oferecido pelo Clay Mathematics Institute.

A empresa apresentou o trabalho como uma demonstração do avanço de seus modelos de IA e publicou tanto uma descrição da solução quanto sua formalização em Lean, permitindo que outros matemáticos analisem o resultado.

O anúncio, porém, não encerrou a discussão sobre o feito. Além da análise matemática da prova, surgiu uma disputa envolvendo pesquisadores que trabalhavam em problemas relacionados e a possibilidade de que ideias desenvolvidas por eles tenham chegado à OpenAI.

Segundo a empresa, um sistema interno de inteligência artificial (IA) produziu uma prova analítica que demonstra que as equações de Navier-Stokes podem desenvolver uma singularidade em tempo finito – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Leia mais:

“Momento Kasparov”: avanço da IA vira disputa entre laboratórios

O anúncio da OpenAI aconteceu em meio a uma disputa científica envolvendo pesquisadores ligados à própria empresa e à Anthropic.

Tristan Buckmaster, professor de matemática da Universidade de Nova York (EUA), e Levent Alpöge, pesquisador da Anthropic, trabalhavam em problemas relacionados à dinâmica de fluidos. Os dois haviam divulgado resultados obtidos com “muita ajuda” de modelos de linguagem, incluindo sistemas da Anthropic e da OpenAI.

O trabalho dos pesquisadores avançava sobre as equações de Euler e apresentava um chamado “blow-up”, ou singularidade. Parte dos resultados também havia sido formalizada em Lean.

A situação ganhou contornos de disputa por crédito depois que Buckmaster afirmou que rumores sobre o método desenvolvido por sua equipe poderiam ter chegado à OpenAI. Ele alegou que uma equipe interna da empresa teria utilizado um modelo próprio para avançar sobre o problema completo de Navier-Stokes.

Também surgiu uma discussão sobre autoria. Buckmaster afirmou que a OpenAI teria oferecido a ele autoria exclusiva em um artigo que reconheceria que o modelo interno havia resolvido o problema, mas sem incluir Alpöge, que trabalha para uma empresa concorrente.

A OpenAI nega ter tido acesso ao trabalho dos pesquisadores antes de sua divulgação pública. A empresa afirma que seus pesquisadores e agentes não viram o material de Buckmaster e Alpöge por nenhum meio antes da publicação.

Em seu comunicado, a OpenAI disse ainda que, quando procurou os dois pesquisadores, após concluir seu próprio trabalho, descobriu que eles haviam resolvido uma versão diferente do problema: o caso das equações de Euler com força externa. A empresa afirmou que reconhece a prioridade dos pesquisadores nesse resultado.

O que muda para a matemática?

O avanço também reacende uma discussão sobre o papel da IA na produção de conhecimento científico. Sistemas de IA vêm sendo treinados para resolver problemas matemáticos por meio de técnicas, como aprendizado por reforço. Ao trabalhar repetidamente com problemas cuja resposta pode ser objetivamente verificada, os modelos conseguem aprender quais estratégias funcionam e quais levam a resultados incorretos.

A linguagem Lean amplia esse processo ao permitir que provas matemáticas sejam transformadas em código e submetidas a uma verificação formal.

O resultado da OpenAI é particularmente significativo porque o problema de Navier-Stokes estava entre as questões consideradas mais difíceis da matemática moderna. Durante décadas, matemáticos tentaram determinar se as equações poderiam desenvolver uma singularidade ou se permaneceriam sempre suaves.

O feito, portanto, vai além de uma demonstração de capacidade computacional. Ele coloca a IA cada vez mais perto de uma função que, durante muito tempo, foi considerada exclusivamente humana: encontrar novos caminhos para problemas matemáticos fundamentais.

Ao mesmo tempo, a disputa envolvendo OpenAI e pesquisadores ligados à Anthropic levanta uma questão que pode se tornar cada vez mais importante à medida que a IA passa a participar diretamente da pesquisa científica: quem é o autor de uma descoberta quando humanos e máquinas trabalham juntos — e como proteger ideias ainda não publicadas enquanto elas são desenvolvidas com ferramentas de grandes laboratórios de IA?

O post IA da OpenAI resolve um dos problemas mais difíceis da matemática apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA da OpenAI resolve um dos problemas mais difíceis da matemática Read More »

deepseek 1024x577

EUA acusam empresas chinesas de IA de copiar modelos avançados para reduzir custos

Órgãos de segurança e de aplicação da lei dos Estados Unidos acusaram, nesta terça-feira (8), empresas chinesas de inteligência artificial (IA) de copiar de forma “maliciosa” tecnologias de modelos avançados desenvolvidos no país. Segundo as autoridades estadunidenses, as companhias utilizaram uma técnica conhecida como “destilação” para treinar seus próprios sistemas com resultados produzidos por modelos estadunidenses.

A acusação consta de um comunicado conjunto da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês), da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA, na sigla em inglês) e do FBI.

Entre as empresas citadas estão DeepSeek, Moonshot AI, Alibaba, MiniMax e StepFun. De acordo com os órgãos estadunidenses, as companhias utilizaram variantes de modelos de IA desenvolvidos nos Estados Unidos para treinar seus próprios produtos. As autoridades afirmam que a atividade provavelmente ocorreu com conhecimento do governo chinês.

DeepSeek está entre as empresas citadas pelas autoridades dos EUA – Imagem: Mojahid Mottakin / Shutterstock

Leia mais:

Como funciona a “destilação” de modelos de IA

  • A destilação é uma técnica utilizada para treinar modelos menores de IA a partir das respostas produzidas por modelos maiores e mais caros;
  • O método pode reduzir o custo necessário para treinar uma nova ferramenta de IA, já que o modelo menor aprende a reproduzir determinados comportamentos e capacidades observados nas respostas do sistema mais avançado;
  • Segundo os órgãos estadunidenses, porém, empresas chinesas estariam utilizando variantes de modelos estadunidenses dessa maneira de forma direcionada e em escala muito maior.

“As empresas chinesas de IA estão realizando atividades agressivas, maliciosas e direcionadas de destilação em escala industrial”, afirmaram as autoridades no comunicado.

Acusações aumentam tensão entre EUA e China

As acusações surgem em momento de crescente disputa entre Estados Unidos e China pelo domínio da IA.

O governo dos EUA se prepara para uma visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao país no fim de setembro. Os dois países também planejam discutir riscos relacionados à segurança da IA em um diálogo previsto para meados deste mês.

A acusação de que empresas chinesas estariam utilizando modelos estadunidenses para reduzir os custos de desenvolvimento adiciona um novo elemento à disputa tecnológica entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

O post EUA acusam empresas chinesas de IA de copiar modelos avançados para reduzir custos apareceu primeiro em Olhar Digital.

EUA acusam empresas chinesas de IA de copiar modelos avançados para reduzir custos Read More »