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Material de abuso infantil continua circulando no X de Musk

O X, plataforma de Elon Musk, continua apresentando material de abuso sexual infantil, segundo análises do Canadian Center for Child Protection e do The New York Times. As verificações encontraram tanto imagens já conhecidas pelas autoridades quanto conteúdo sexualizado gerado pelo Grok.

Os resultados revelam problemas na remoção de material ilegal pela plataforma. As duas análises foram feitas por amostragem, já que o X restringe o acesso a dados abrangentes da rede social.

Mais de 75 imagens de abuso sexual infantil foram encontradas em uma análise do The New York Times no X. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Grok gerou imagens de crianças

O Canadian Center for Child Protection identificou 65 casos em que o Grok criou imagens sexualizadas ou exploratórias de crianças. Entre elas estavam vítimas de abuso sexual infantil já conhecidas pelas autoridades.

Os pesquisadores também encontraram pedidos para que o chatbot alterasse fotos de vítimas conhecidas, representando-as com roupas íntimas ou biquínis.

Os casos ocorreram antes de o X interromper a capacidade do bot de produzir esse tipo de imagem, após uma reação pública. Em dezembro e janeiro, a conta do Grok no X havia produzido milhões de imagens de pessoas sem roupas em resposta a pedidos de usuários.

Imran Ahmed, CEO do Center for Countering Digital Hate, classificou as descobertas como “uma das maiores falhas corporativas da minha vida”.

Imagens conhecidas reapareceram

O The New York Times realizou uma análise própria entre janeiro e junho. Um programa de computador procurou termos relacionados ao material de abuso sem exibir as imagens. Os links foram enviados a um serviço da Microsoft para verificar se correspondiam a arquivos já identificados por organizações de proteção infantil.

A busca encontrou mais de 75 imagens. Todas foram removidas depois de denunciadas, mas algumas haviam sido visualizadas centenas de vezes.

O ponto mais preocupante foi a presença de arquivos que as autoridades já conheciam. Cerca de um terço das imagens encontradas pelo jornal fazia parte de uma lista usada por empresas de tecnologia para detectar e remover material de abuso previamente identificado.

Entre os resultados das duas análises estão:

  • 65 casos de imagens sexualizadas ou exploratórias de crianças geradas pelo Grok;
  • mais de 75 imagens encontradas pelo The New York Times;
  • arquivos já conhecidos pelas autoridades que continuaram disponíveis no X;
  • imagens que chegaram a receber centenas de visualizações.
imagem mostra um criminoso gerando imagens de abuso sexual infantil de crianças usando inteligência artificial
Algumas imagens encontradas na plataforma haviam sido visualizadas centenas de vezes antes de serem removidas. Imagem gerada por IA via DALL-E/Olhar Digital

X afirma ter tolerância zero

O X afirmou que continua utilizando filtros automáticos e tecnologia própria para identificar material de abuso sexual infantil.

“Levamos a sério nossa responsabilidade de proteger menores de idade”, afirmou a empresa. “O X tem tolerância zero com material de abuso sexual infantil, incluindo material de abuso sexual infantil gerado por IA.”

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A companhia também disse que bloqueia usuários que publicam ou interagem com esse conteúdo e os denuncia às autoridades. Segundo o X, 780 mil usuários foram denunciados no último mês, enquanto 1,3 milhão de imagens foram encaminhadas ao National Center for Missing and Exploited Children neste ano.

Musk comprou o então Twitter em 2022 e classificou a remoção desse material como “Prioridade nº 1”. Em janeiro, afirmou que usuários que utilizassem o Grok para criar imagens de abuso sexual infantil enfrentariam as mesmas consequências aplicadas a quem compartilhasse material não gerado por IA, incluindo possível banimento.

As análises colocam em questão a eficácia das medidas adotadas pelo X: mesmo arquivos já identificados pelas autoridades voltaram a aparecer na plataforma, enquanto o Grok foi usado para gerar novas imagens envolvendo crianças.

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O que está pressionando os Treasuries e levando as taxas ao maior nível desde 2007

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A pressão sobre os Treasuries, títulos da dívida do governo americano, vai além da inflação e da alta do petróleo. Preocupações com as contas públicas americanas e até a corrida por investimentos em inteligência artificial ajudam a explicar por que os investidores vêm exigindo retornos maiores para comprar esses papéis. Nesta quinta-feira, 10 de setembro, […]

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OpenAI pede regras obrigatórias de segurança para IA nos EUA

A OpenAI está pedindo ao Congresso dos Estados Unidos que aprove normas nacionais obrigatórias de segurança para os sistemas de inteligência artificial (IA) mais avançados. A empresa defende que os requisitos sejam definidos de acordo com as capacidades dos modelos, e não pelo tamanho das companhias que os desenvolvem.

O pedido foi apresentado por Chris Lehane, diretor de assuntos globais da OpenAI, que afirmou que compromissos voluntários já não são suficientes diante do avanço da tecnologia.

“A perspectiva de um desenvolvimento de IA acelerado pela própria IA exige algo mais do que compromissos voluntários”, escreveu Lehane. Segundo ele, os Estados Unidos precisam de uma regulamentação nacional obrigatória, baseada nas capacidades dos sistemas e capaz de acompanhar a evolução da tecnologia.

A OpenAI quer que o Congresso avance com as regras antes de encerrar suas atividades em dezembro. Atualmente, os Estados Unidos não possuem uma legislação federal específica para regulamentar esses modelos, enquanto diferentes estados vêm criando suas próprias normas.

O que a OpenAI quer mudar

  • A proposta da empresa prevê padrões comuns de testes, avaliações independentes dos modelos mais avançados, requisitos mais rígidos de cibersegurança e notificação obrigatória de incidentes graves de segurança;
  • A ideia é estabelecer um sistema capaz de acompanhar o aumento das capacidades dos modelos. No texto publicado pela empresa, Lehane afirma que o desenvolvimento acelerado de IA exige nova abordagem de políticas públicas;
  • A OpenAI também defende a criação de padrões que possam ser compatíveis internacionalmente. Segundo a companhia, os Estados Unidos precisam estabelecer regras confiáveis internamente caso queiram liderar a definição de padrões globais.

Mudança de postura

O posicionamento representa uma mudança relevante na estratégia da OpenAI. A empresa havia defendido anteriormente uma legislação federal que impedisse estados estadunidenses de estabelecerem regras próprias para IA.

Agora, enquanto pede uma regulamentação nacional obrigatória, a OpenAI também anunciou apoio a quatro projetos de lei da Califórnia relacionados à segurança de IA.

Dois deles, SB 813 e AB 1405, estabelecem estruturas para avaliações independentes e auditorias de sistemas de IA. Os outros dois, AB 1864 e SB 1119, tratam de medidas de proteção contra ameaças biológicas habilitadas por IA e de proteção de crianças em chatbots, respectivamente.

Segundo a OpenAI, alguns desses projetos não tinham recebido seu apoio anteriormente. A empresa mudou de posição após reconsiderar o cenário diante do recente salto nas capacidades dos sistemas.

Agentes de IA aumentam preocupação

O movimento ocorre depois de uma série de episódios envolvendo agentes de IA que apresentaram comportamentos não autorizados durante testes.

Em um deles, agentes da OpenAI utilizaram mais de dez sites que ainda não haviam sido divulgados para realizar comunicações não autorizadas. Em outro episódio, agentes da empresa sequestraram um site alemão e o transformaram em uma espécie de quadro de mensagens para outros agentes de IA.

Movimento ocorre depois de uma série de episódios envolvendo agentes de IA que apresentaram comportamentos não autorizados durante testes – Imagem: Olhar Digital via ChatGPT

A OpenAI também foi alvo de críticas após um incidente em julho, no qual uma tecnologia da empresa, operando sem supervisão humana, invadiu de forma autônoma a plataforma Hugging Face.

A Anthropic, por sua vez, revelou outro caso de um modelo de IA invadindo sistemas externos durante testes. A empresa já havia informado anteriormente que alguns modelos Claude haviam conseguido invadir sistemas de três companhias durante avaliações de segurança.

Esses episódios aumentaram as preocupações sobre a dificuldade de controlar agentes capazes de interagir diretamente com sistemas externos.

Leia mais:

IA que se aperfeiçoa sozinha ainda não existe, diz OpenAI

Um dos pontos centrais da nova política da OpenAI é o chamado aperfeiçoamento recursivo, cenário no qual uma IA seria capaz de conduzir de maneira autônoma o desenvolvimento das próximas gerações de sistemas de IA.

A empresa afirma que esse tipo de aperfeiçoamento recursivo totalmente autônomo não está acontecendo atualmente. Ao mesmo tempo, a OpenAI diz que esse tipo de desenvolvimento não deveria ser buscado enquanto não houver condições para fazê-lo com segurança.

No texto publicado em seu site, a companhia afirma que chegou a um novo capítulo das capacidades da IA e que isso exige também uma nova etapa nas políticas públicas.

A OpenAI diz que continuará trabalhando em soluções técnicas para alinhamento e monitoramento, além de sistemas defensivos e da possibilidade de desacelerar o desenvolvimento quando necessário. A empresa, porém, afirma que o trabalho técnico realizado individualmente pelos laboratórios não será suficiente.

Por isso, também defende padrões compartilhados sobre quando o desenvolvimento de IA deve ser desacelerado ou interrompido.

Regras também fora dos EUA

Além da regulamentação nacional, a OpenAI defende padrões internacionais compatíveis para medir capacidades, administrar riscos, preservar o controle humano e determinar quando o desenvolvimento de modelos deve ser reduzido ou interrompido.

Segundo a empresa, os riscos e as capacidades dos sistemas não ficarão restritos aos poucos laboratórios que atualmente desenvolvem os modelos mais avançados.

“Os Estados Unidos precisam estabelecer padrões confiáveis internamente se quiserem liderar internacionalmente — e estamos cada vez mais convencidos de que padrões internacionais compatíveis serão necessários”, afirmou a OpenAI.

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Pesquisadores da Anthropic fazem alerta assustador: IA pode levar à extinção humana

Pesquisadores e funcionários da Anthropic estão aumentando publicamente os alertas sobre os riscos do avanço da inteligência artificial (IA). Integrantes da própria empresa afirmam que a tecnologia pode se tornar tão avançada e perigosa que teria potencial para provocar a extinção humana na próxima década.

As declarações surgiram um dia depois de Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic, anunciar que deixaria a empresa. Em uma publicação que viralizou, ele afirmou que tanto a Anthropic quanto a OpenAI, onde trabalhou anteriormente, não estariam desenvolvendo modelos de IA de maneira responsável e estariam “apostando com nossas vidas”.

A manifestação de Coxon provocou reação de outros funcionários da Anthropic, que passaram a publicar seus próprios alertas sobre os riscos associados ao desenvolvimento acelerado da tecnologia.

Anna Wang, que trabalha com segurança de Inteligência Artificial Geral (IAG) na Anthropic e anteriormente atuou no Google DeepMind, afirmou que muitas pessoas dentro da empresa querem desacelerar o desenvolvimento para elaborar um plano capaz de reduzir os riscos associados aos modelos avançados.

“Não existe ainda um plano científico viável para resolver os riscos de uma IA que se autoaperfeiçoa recursivamente”, escreveu Wang.

Outro funcionário da Anthropic, Drake Thomas, afirmou respeitar a decisão de Coxon de não participar do desenvolvimento desses modelos caso ele considere que possam representar riscos em escala planetária.

“As coisas estão avançando rápido demais e não temos nem de longe o grau de garantia que gostaríamos para uma superinteligência artificial”, escreveu Thomas.

Pesquisador estima mais de 10% de chance de extinção

  • Entre os alertas mais contundentes está o de Evan Hubinger, que se identifica como líder na divisão de alinhamento da Anthropic, área dedicada a garantir que os modelos da empresa funcionem de acordo com objetivos humanos;
  • Hubinger afirmou que Coxon está correto e que a indústria está ficando para trás na tentativa de lidar com o potencial catastrófico da tecnologia. “Nós realmente acreditamos que a IA poderia matar todos os humanos!”, escreveu;
  • O pesquisador acrescentou que, pessoalmente, estima em mais de 10% a probabilidade de isso acontecer na próxima década;
  • Outro pesquisador de segurança da Anthropic, Samuel Marks, também afirmou que desenvolvedores de IA acreditam que a tecnologia poderia provocar a extinção humana ou consequências igualmente graves;
  • Segundo Marks, isso poderia acontecer nos próximos anos e, de maneira geral, quanto mais sênior o funcionário, maior seria sua preocupação.

Musk chama alertas de “psyop”

As declarações provocaram reação de Elon Musk, que adotou postura muito mais cética em relação aos alertas. “Isso parece uma armação”, escreveu Musk no X.

Posteriormente, o bilionário afirmou que o episódio poderia fazer parte de uma “psyop”, termo usado para descrever uma operação psicológica destinada a influenciar a percepção pública.

Musk respondeu a uma publicação de Parker Thayer, pesquisador do grupo conservador Capital Research, que levantou, sem apresentar evidências, a hipótese de que a declaração de Coxon seria o início de uma operação de relações públicas sofisticada e financiada para obter apoio a regulamentações mais rígidas contra a IA.

Elon Musk desqualificou as falas de Coxon – Imagem: Joshua Sukoff/Shutterstock

Musk afirmou que os preparativos para essa suposta operação já vinham acontecendo há algum tempo e que a publicação de Coxon teria sido apenas a faísca que iniciou o processo.

Coxon respondeu diretamente ao bilionário, publicando uma selfie e afirmando que é uma pessoa real e que aquelas são suas crenças reais. Ele ainda disse que Musk poderia perguntar sobre ele aos pesquisadores da xAI, caso não tivesse demitido alguns deles.

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Anthropic defende suas medidas de segurança

Em resposta aos questionamentos, a Anthropic defendeu sua estratégia. “Sempre fomos transparentes de que a IA trará enormes benefícios e riscos sem precedentes“, afirmou um porta-voz da empresa ao The Guardian.

Segundo a companhia, seus modelos continuam sendo desenvolvidos com algumas das medidas de segurança mais fortes existentes na indústria. Nem todos os especialistas, porém, acreditam que o principal risco seja necessariamente uma superinteligência capaz de exterminar a humanidade.

O cientista Gary Marcus, uma das vozes conhecidas no debate sobre IA, afirmou que é hora de boicotar a tecnologia, mas por danos que já estão ocorrendo.

Para Marcus, preocupações mais imediatas incluem patógenos produzidos com auxílio de IA, guerras iniciadas ou agravadas por desinformação gerada por sistemas de IA e ataques capazes de destruir infraestruturas críticas. “Não vi nada que indique que qualquer uma dessas coisas esteja sob controle”, afirmou.

Alerta surge no mesmo dia de caso envolvendo arma biológica

A discussão ganhou um elemento especialmente concreto no mesmo dia em que as declarações dos pesquisadores ganharam força.

A Anthropic divulgou um relatório documentando como a empresa desmantelou uma operação que tentava construir uma arma biológica utilizando seus modelos de IA.

O episódio não demonstra que uma IA autônoma tenha desenvolvido uma arma por conta própria, mas mostra como modelos disponíveis atualmente podem ser envolvidos em tentativas de uso para fins extremamente perigosos.

O caso acabou colocando lado a lado duas discussões que normalmente aparecem separadas: os riscos futuros de uma IA potencialmente superinteligente e os riscos mais imediatos associados ao uso de modelos atuais para atividades capazes de causar danos graves.

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OpenAI suspende novas assinaturas do ChatGPT Pro após enorme demanda pelo Astra

A OpenAI decidiu suspender temporariamente novas assinaturas do ChatGPT Pro, plano que custa US$ 200 (cerca de R$ 1.050) por mês, devido à demanda considerada sem precedentes pelo novo modelo de inteligência artificial (IA) GPT-6 Astra.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira (10) por Tibo Sottiaux, integrante da equipe responsável pelo Codex na OpenAI. Segundo ele, a empresa está mobilizando todos os recursos disponíveis para conseguir atender à procura pelo Astra, mas a prioridade é garantir uma boa experiência para quem já utiliza o serviço.

Pouco depois, a companhia confirmou que decidiu colocar em pausa as novas assinaturas do plano Pro. A justificativa é que esse nível de assinatura é o que mais pressiona a infraestrutura da OpenAI.

A suspensão, porém, não afeta os clientes que já possuem uma assinatura Pro. Segundo a empresa, os demais planos e a API continuam disponíveis enquanto a OpenAI trabalha para ampliar sua capacidade.

Astra provoca corrida pelo ChatGPT

O motivo da pressão sobre os servidores é o novo modelo da OpenAI. O GPT-6 Astra foi lançado em 3 de setembro e passou a ser disponibilizado gradualmente para clientes pagos, incluindo usuários dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise, além de desenvolvedores por meio da API.

A empresa descreveu o Astra como seu modelo mais avançado e afirmou que ele representa um salto especialmente importante em tarefas envolvendo uso de computadores e navegadores, programação, cibersegurança e trabalho profissional.

A demanda, contudo, teria superado as expectativas da própria companhia. “Estamos diante de uma demanda realmente sem precedentes pelo Astra”, afirmou Sottiaux. Ele acrescentou que a OpenAI está utilizando todos os recursos possíveis para sustentar esse crescimento e que nunca havia visto algo semelhante, mesmo durante períodos anteriores de expansão acelerada.

Motivo da pressão sobre os servidores é o novo modelo da OpenAI; o GPT-6 Astra foi lançado em 3 de setembro e passou a ser disponibilizado gradualmente para clientes pagos – Imagem: Robalito/Shutterstock

Leia mais:

Medida é para preservar usuários atuais

  • A decisão de interromper novas assinaturas do plano mais caro segue uma lógica simples: a OpenAI prefere limitar a entrada de novos clientes a correr o risco de prejudicar quem já utiliza o serviço;
  • Na manifestação publicada nesta quinta-feira, a empresa afirmou que a suspensão tem como objetivo garantir que os usuários atuais continuem tendo uma boa experiência e acesso ao Astra;
  • O plano Pro é particularmente exigente para a infraestrutura da empresa, razão pela qual a OpenAI escolheu essa modalidade como o primeiro ponto de contenção;
  • A companhia afirmou que está trabalhando para adicionar capacidade “o mais rápido possível”.

Problemas já apareceram durante lançamento

A decisão ocorre poucos dias depois de a chegada do Astra ter provocado problemas de acesso para usuários pagos.

O lançamento do modelo foi realizado de maneira escalonada, inicialmente priorizando determinados clientes e aplicações. A OpenAI chegou a reconhecer que a implementação foi problemática e adotou medidas para compensar usuários que tiveram dificuldades para acessar o novo modelo.

Agora, a companhia enfrenta um problema diferente: há usuários demais querendo utilizar a nova IA ao mesmo tempo.

A OpenAI não informou quanto tempo a suspensão das novas assinaturas do Pro deverá durar. A empresa trabalha na expansão da capacidade dos sistemas antes de voltar a aceitar novos clientes do plano de US$ 200.

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OpenAI cria ChatGPT que pesquisa empresas, analisa dados e monta apresentações

A OpenAI lançou, nesta quinta-feira (10), uma versão do ChatGPT voltada especificamente ao setor financeiro. Batizado de ChatGPT for Financial Services, o produto foi desenvolvido para realizar tarefas que tradicionalmente ocupam boa parte do trabalho de analistas e banqueiros juniores de Wall Street.

A ferramenta é direcionada inicialmente a equipes de bancos de investimento e pesquisa de ações e combina o modelo GPT-6 Astra com acesso integrado a dados financeiros de empresas, como LSEG, PitchBook e Daloopa.

Na prática, o ChatGPT pode pesquisar empresas, analisar demonstrações financeiras, construir modelos e transformar os resultados em materiais para clientes, incluindo apresentações no PowerPoint e pitchbooks usando os modelos visuais da própria instituição financeira.

O produto foi desenvolvido com a participação de Morgan Stanley e Evercore, que atuaram como parceiros de design durante sua criação.

IA quer fazer trabalho de analista

  • A proposta vai além de simplesmente responder perguntas sobre o mercado financeiro;
  • Em uma demonstração apresentada pela OpenAI, o sistema analisou uma possível aquisição, identificou empresas comparáveis, buscou preços de ações em uma planilha, verificou um gráfico em relação aos dados originais e analisou uma queda e posterior recuperação das ações;
  • Depois, transformou a análise em uma apresentação formatada de acordo com o padrão visual de um banco;
  • Segundo Nick Turley, vice-presidente de produto da OpenAI, a empresa está ensinando o ChatGPT a trabalhar de maneira semelhante a um analista financeiro. “Estamos efetivamente ensinando o ChatGPT a pesquisar como um analista e a respaldar suas conclusões como um analista”, disse à CNBC;
  • A ferramenta também pode trabalhar com dados provenientes de assinaturas que as instituições financeiras já possuem. Entre as integrações estão FactSet, S&P Global, Preqin e Datasite.

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Ferramenta também pode trabalhar com dados provenientes de assinaturas que as instituições financeiras já possuem – Imagem: Gorodenkoff – Shutterstock / Montagem: Pedro Spadoni – Olhar Digital

Dados financeiros direto no ChatGPT

O ChatGPT for Financial Services terá acesso integrado a conjuntos de dados da Daloopa, LSEG News, PitchBook, Crunchbase e Quartr, entre outros.

As bases incluem informações como transcrições de resultados financeiros, demonstrações financeiras e dados fundamentais de empresas. A OpenAI afirma que esses conteúdos são indexados em sua própria infraestrutura para melhorar a recuperação das informações e as citações utilizadas nas respostas.

O sistema também foi desenvolvido com mecanismos para ambientes que lidam com informações sensíveis. Entre os recursos estão controles de acesso baseados em funções, criptografia e possibilidade de exportar registros do ambiente de trabalho para processos de auditoria.

A ferramenta ainda permite rastrear informações até os documentos de origem e verificar gráficos em relação aos dados que os geraram.

O que acontece com os banqueiros juniores?

O lançamento levanta uma questão importante para Wall Street: se a IA consegue fazer boa parte do trabalho dos profissionais iniciantes, como ficam esses empregos?

O trabalho de analistas juniores costuma envolver justamente atividades, como pesquisa de empresas, construção de modelos financeiros, levantamento de dados e preparação de apresentações — tarefas que agora estão entre os principais alvos do novo ChatGPT.

Turley, porém, rejeitou a ideia de que o objetivo seja simplesmente substituir esses profissionais. Segundo ele, a tecnologia deve aumentar a produtividade de cada funcionário, de maneira semelhante ao que aconteceu com o Excel no setor financeiro.

“Se você estudar a vida de um analista ou de um banqueiro, dependendo do setor, eles trabalham 100 horas por semana”, afirmou Turley.

A comparação, entretanto, não elimina uma preocupação específica do setor: o trabalho realizado por profissionais no início da carreira também funciona como uma espécie de treinamento para que eles desenvolvam as habilidades necessárias para assumir posições mais importantes.

A automação dessas tarefas pode, portanto, mudar não apenas a quantidade de trabalho executada por humanos, mas também a forma como novos profissionais aprendem a atuar no mercado financeiro.

OpenAI amplia presença no setor financeiro

O lançamento faz parte de uma estratégia mais ampla da OpenAI para adaptar seus sistemas de IA a setores específicos da economia.

A empresa afirma que pretende ampliar a quantidade de dados financeiros disponíveis no produto e continuar treinando seus modelos para identificar, interpretar e utilizar essas informações em tarefas que hoje são executadas por analistas experientes.

Inicialmente, o foco está em bancos de investimento e pesquisa de ações, mas a OpenAI pretende expandir o produto para outras áreas do setor financeiro.

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Anthropic identifica tentativas de usar IA em pesquisas biológicas perigosas

A Anthropic diz ter bloqueado cientistas que usavam seus modelos de IA em pesquisas que poderiam contribuir para o desenvolvimento de armas biológicas. A empresa não conseguiu determinar se os trabalhos tinham finalidade legítima ou maliciosa, mas decidiu interrompê-los diante do risco.

Um dos casos envolveu um pesquisador que pediu ajuda para modificar o vírus chikungunya e torná-lo mais nocivo. A Anthropic identificou que a pesquisa seria realizada em um instituto militar, o que aumentou a preocupação com o possível uso dos resultados.

A mesma tecnologia que promete acelerar a criação de vacinas pode ser explorada de forma velada para criar patógenos perigosos. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

O jogo duplo da pesquisa biológica

O problema para a Anthropic está em distinguir uma pesquisa legítima de uma possível tentativa de causar danos. Estudos biológicos podem contribuir para vacinas e outros avanços médicos, mas conhecimentos semelhantes também podem ser usados para tornar agentes infecciosos mais perigosos.

Você não está vendo alguém dizer, de uma forma típica de história em quadrinhos: ‘Quero construir uma arma biológica para matar todo mundo’. É uma situação incrivelmente complexa.”

Jacob Klein, responsável pela inteligência de ameaças da Anthropic, ao The New York Times.

Diante dessa incerteza, a empresa decidiu agir com cautela. Os pesquisadores também contornaram controles destinados a impedir o acesso de usuários de regiões bloqueadas e tentaram ocultar a finalidade das pesquisas para escapar das salvaguardas. As contas associadas foram banidas.

Entre os principais pontos identificados pela empresa estão:

  • tentativas de contornar os controles de acesso;
  • ocultação da finalidade das pesquisas;
  • dificuldade para determinar a intenção dos pesquisadores;
  • maior capacidade dos modelos atuais para pesquisas científicas complexas;
  • reforço das restrições para consultas de biologia de uso duplo.

O caso do chikungunya

Em maio, um cientista pediu ao Claude ajuda para elaborar uma solicitação de financiamento para uma pesquisa com o vírus chikungunya, transmitido por mosquitos e capaz de provocar meses de dor intensa e outros sintomas.

O projeto pretendia introduzir mutações no vírus para torná-lo mais nocivo durante infecções repetidas em animais vivos. Esse tipo de estudo, conhecido como ganho de função, pode ter aplicações legítimas, inclusive no desenvolvimento de vacinas. Também pode resultar em versões mais perigosas de vírus.

O fato de o trabalho estar previsto para um instituto de pesquisa militar pesou na avaliação da Anthropic.

“O que não sabemos é se a pesquisa pretendia ser transformada em arma”, disse Klein. “Mas uma instituição militar realizando pesquisa de ganho de função é preocupante.”

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O caso mais grave envolveu tentativas de usar o chatbot Claude para gerar mutações nocivas no vírus chikungunya. – Imagem: martinatobolova/iStock

Quando a capacidade da IA vira risco

Avaliações feitas no ano passado indicaram que os modelos antigos da Anthropic ainda não conseguiam oferecer ajuda significativa em pesquisas biológicas perigosas. Os sistemas atuais, segundo a empresa, são mais capazes de realizar pesquisas científicas complexas, o que levou à adoção de salvaguardas mais rígidas.

Leia mais:

Susan Monarez, microbiologista e especialista em saúde pública, afirmou que os casos fornecem evidências concretas de tentativas de usar IA de forma clandestina para aumentar as chances de desenvolver agentes biológicos capazes de causar danos significativos.

Ela também destacou que as mesmas capacidades podem acelerar descobertas médicas. O desafio é identificar quando uma investigação aparentemente legítima pode esconder uma finalidade prejudicial.

A Anthropic também relatou outros usos indevidos do Claude, envolvendo vigilância, propaganda e desenvolvimento de armas convencionais. Os casos biológicos, porém, estão entre os mais preocupantes pela dificuldade de separar uma pesquisa científica legítima de uma possível preparação para causar danos.

A empresa decidiu bloquear os casos identificados mesmo sem comprovar que os pesquisadores pretendiam criar armas. O episódio mostra como modelos de IA mais capazes também tornam mais difícil avaliar os riscos escondidos por trás de pesquisas que, à primeira vista, podem parecer legítimas.

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Conselheiro da OpenAI alerta para risco de perda de controle da IA

Um novo conselheiro da OpenAI alertou para os riscos do avanço acelerado da inteligência artificial. Para Paul Christiano, a indústria ainda não está no caminho para reduzir a um nível aceitável o risco de uma perda catastrófica de controle.

Ex-líder de alinhamento da OpenAI e conselheiro de tecnologia do governo dos EUA, Christiano passou a integrar o conselho da fundação sem fins lucrativos da empresa e o comitê responsável pela segurança e proteção.

O alerta ocorre enquanto empresas testam sistemas cada vez mais capazes de agir de forma autônoma. – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

Christiano alerta sobre avanço da IA

Na publicação no X, o pesquisador foi direto sobre o preparo atual do setor. “Existe um risco significativo de que a rápida aceleração das capacidades de IA leve a uma perda catastrófica e irreversível de controle em um futuro muito próximo.”

Não acredito que a indústria de IA em geral, incluindo a OpenAI, esteja atualmente no caminho para reduzir esse risco a um nível aceitável.

Paul Christiano, conselheiro da OpenAI, em post no X.

Christiano, porém, avalia que a situação ainda pode ser revertida. Segundo ele, a OpenAI teria condições de reduzir significativamente os riscos se agir de forma adequada.

Um dos pontos de preocupação é a possibilidade de a IA assumir parte do próprio desenvolvimento da tecnologia. A OpenAI prevê que sistemas possam automatizar completamente a pesquisa na área em até 18 meses. Christiano considera esse prazo incerto: isso poderia acontecer em alguns meses ou levar vários anos.

Incidentes aumentam preocupação

O alerta ocorre após episódios envolvendo agentes de IA durante treinamentos. A OpenAI admitiu que centenas deles acessaram a internet, interagiram em fóruns e invadiram um site de terceiros durante um exercício.

A Anthropic também revelou um incidente com uma versão do Claude. A empresa identificou dois comportamentos de desalinhamento:

  • interpretações tendenciosas de evidências para justificar as próprias ações;
  • insistência em continuar tarefas mesmo quando isso poderia causar danos.

Em um dos episódios, um modelo acessou a internet e enviou código malicioso a um repositório público. A Anthropic informou que quatro incidentes serão analisados em uma investigação independente conduzida pela organização METR.

Debate sobre IA superinteligente

O tema ganhou ainda mais atenção após Evan Hubinger, líder de ciência de alinhamento da Anthropic, estimar em mais de 10% a possibilidade de a IA “matar todos os humanos” na próxima década.

Leia mais:

Geoffrey Hinton, vencedor do Nobel e um dos pioneiros da área, considerou a estimativa razoável, mas ressaltou que ninguém sabe como calcular esse tipo de probabilidade.

Jacob Coxon, pesquisador de 27 anos que deixou a Anthropic, fez outro alerta sobre a velocidade do desenvolvimento. Ele afirmou que os modelos atuais ainda não são inteligentes o suficiente para provocar uma extinção humana, mas apontou para a possibilidade de autoaperfeiçoamento recursivo em um futuro próximo.

Conceito de segurança cibernética de IA mostrando o sistema de proteção digital contra ameaças cibernéticas, hackers e ataques de malware. Tecnologia de inteligência artificial que protege dados, rede e privacidade.
O debate envolve o risco de uma IA superinteligente escapar do controle humano. – Imagem: Mer_Studio/Shutterstock

O que Christiano defende

Para Christiano, uma inteligência artificial superinteligente sem mecanismos de segurança robustos poderia provocar uma perda permanente do controle humano, com consequências potencialmente fatais para grande parte da população.

O pesquisador defende:

  • reforço das proteções;
  • compartilhamento transparente de evidências sobre riscos e resultados;
  • criação de padrões comuns de segurança;
  • desaceleração do desenvolvimento quando os riscos aumentarem significativamente.

A Anthropic também defende que segurança e alinhamento avancem mais rapidamente do que as capacidades dos modelos. Para Christiano, governos e empresas precisarão coordenar suas ações se o ritmo de desenvolvimento elevar o risco de perda de controle.

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DeepSeek lança nova IA mais rápida e com custo reduzido

A DeepSeek lançou o V4.1-Flash, novo modelo de IA da empresa chinesa. A tecnologia foi apresentada como a menor da nova família de modelos da startup e promete respostas mais rápidas, maior capacidade de processamento e custos menores.

O lançamento acontece enquanto a DeepSeek começa a se preparar para uma oferta pública inicial de ações no mercado STAR, em Xangai, segundo a Reuters. A empresa também está substituindo modelos anteriores pelo V4.1-Flash.

O novo modelo utiliza um quarto da memória HBM necessária pela geração anterior, segundo a DeepSeek. – Imagem: mundissima/Shutterstock

Modelo quer fazer mais gastando menos

Embora seja considerado o menor modelo da nova família, o V4.1-Flash reúne 552 bilhões de parâmetros, que são elementos usados pela inteligência artificial para processar informações e produzir respostas.

A tecnologia consegue usar apenas uma parte desses recursos durante cada tarefa. São 8 bilhões de parâmetros ativos para receber informações e 16 bilhões para gerar as respostas.

Para o usuário, a ideia é fazer o modelo funcionar com mais velocidade e atender um volume maior de solicitações sem exigir tantos recursos. A DeepSeek também afirma que o sistema foi preparado para facilitar a criação de modelos maiores no futuro.

“Apresentamos o menor modelo da nossa nova família de arquitetura, com compreensão visual nativa.”

O V4.1-Flash também consegue interpretar informações visuais, como imagens. Segundo a DeepSeek, testes feitos por diferentes partes colocaram o novo modelo à frente do V4-Pro em desempenho, custo, velocidade e tempo total de execução.

Menos espaço para guardar informações

Outra mudança importante está na forma como o modelo guarda informações durante uma tarefa. Isso pode pesar nos custos de serviços que utilizam inteligência artificial por longos períodos.

Na comparação com a geração anterior, a DeepSeek afirma que o V4.1-Flash precisa de:

  • um quarto da memória HBM;
  • um oitavo do espaço de armazenamento SSD;
  • menos espaço para manter informações das interações;
  • menos recursos para lidar com esses dados.

A empresa diz que essa redução pode diminuir significativamente os custos, especialmente em agentes de inteligência artificial, sistemas capazes de realizar tarefas com menor intervenção humana.

Aplicativos de IA em um smartphone
Segundo a DeepSeek, testes colocaram o V4.1-Flash à frente do V4-Pro em desempenho, custo e velocidade. – Imagem: Robert Way/iStock

Modelos antigos serão substituídos

O V4.1-Flash já está disponível na API da DeepSeek, serviço que permite que outras aplicações utilizem o modelo. Os modelos V4-Flash e V4-Flash-Vision-Exp foram retirados e, temporariamente, suas solicitações serão encaminhadas para o novo sistema.

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O V4-Pro também será retirado gradualmente. A partir de 14 de setembro de 2026, as solicitações feitas para ele serão direcionadas ao V4.1-Flash e terão a cobrança correspondente ao novo modelo. Isso continuará até o lançamento do V4.1-Pro.

Preços também mudam

Os novos preços da API entram em vigor em 10 de setembro. A DeepSeek mantém valores diferentes para períodos de maior e menor demanda. Fora do horário de pico, o preço será equivalente à metade da tarifa de pico.

“V4.1-Flash permite atender mais usuários a um custo menor. Estamos repassando essa economia para você.”

A DeepSeek também pretende trabalhar com a comunidade de código aberto para ampliar o suporte ao modelo e estudar outras formas de implantação.

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Suno lança IA musical treinada com apoio de gravadoras; veja o que mudou

A Suno lançou o v6, seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA) para geração de música desenvolvido com apoio da indústria fonográfica. Segundo a empresa, a nova versão foi treinada do zero com novo conjunto de dados, diferente daquele usado nos modelos anteriores.

Jack Brody, da Suno, afirmou ao The Verge que o v6 foi “treinado do zero, com um novo conjunto de dados que não inclui os mesmos dados usados para treinar nossos modelos anteriores”.

Esse material inclui conteúdo licenciado de parceiros, como Warner Music Group, BMG e Believe, além de “dados de usuários”. No entanto, ainda não está claro se os dados utilizados no treinamento do v6 estão completamente livres de conteúdos obtidos de maneira questionável.

Três modelos diferentes

Uma das principais mudanças do v6 é que a Suno passou a oferecer três modelos diferentes: v6, v6-wild e v6-mini.

O v6-mini é o modelo disponibilizado gratuitamente para todos os usuários. Ele foi desenvolvido para criações mais rápidas e que exigem menos recursos. Em contrapartida, os resultados são mais simples e costumam apresentar mais artefatos que deixam evidente que a música foi produzida a partir de um comando para uma IA.

Já o v6-wild foi projetado para gerar resultados mais imprevisíveis. Segundo Brody, a ideia é favorecer “acidentes felizes e imperfeições naturais”. Em testes limitados, porém, a diferença entre o v6-wild e o v6 convencional foi difícil de perceber.

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Suno é uma IA voltada para a criação de músicas – Imagem: Robert Way/iStock

IA ficou melhor em entender gêneros musicais

  • Os três modelos também apresentam uma melhora significativa na compreensão de gêneros musicais;
  • Testes realizados com comandos utilizados anteriormente para pedir músicas de estilos, como hyperpop e krautrock, mostram uma diferença em relação às versões antigas. Enquanto os modelos anteriores frequentemente erravam completamente o gênero solicitado, o v6 conseguiu reproduzir com maior precisão as características superficiais dos estilos pedidos;
  • O modelo, porém, continua enfrentando dificuldades justamente em um aspecto que a Suno tenta explorar: a reprodução de imperfeições humanas.

Suno ainda não consegue reproduzir erros musicais

Assim como acontecia com o v5, o v6 não conseguiu gerar resultados deliberadamente desafinados, fora do tom ou levemente dissonantes nos testes.

Mesmo quando recebeu comandos específicos para produzir vocais desafinados, piano tocado de maneira desajeitada ou músicas sem preocupação com tonalidade e ritmo, o modelo continuou entregando resultados musicalmente harmônicos e ritmicamente precisos.

Em um dos testes, por exemplo, o comando solicitava vocais monótonos e ausência de bateria, mas o modelo ignorou essas instruções.

O v6 ainda apresenta, por outro lado, as imperfeições artificiais características de músicas geradas por IA. Os vocais, em particular, parecem produzir mais artefatos de bordas ásperas comuns nesse tipo de modelo do que no v5.

Edição por texto e geração a partir de imagens

A Suno também introduziu mudanças na forma como os usuários podem interagir com as músicas. Agora, é possível editar partes de uma faixa usando linguagem natural em uma conversa. Alterações individuais, como modificar uma linha de guitarra ou uma única letra, não exigem necessariamente que toda a música seja gerada novamente.

O v6 também permite combinar diferentes elementos armazenados na biblioteca do usuário, reunindo resultados anteriores para criar novas músicas.

Outra novidade é que os comandos deixaram de ser limitados a descrições em texto. O Suno v6 pode criar faixas a partir de imagens, vídeos ou outros arquivos de áudio.

O Suno v6 começou a ser disponibilizado e, segundo a empresa, os modelos anteriores serão eventualmente aposentados.

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