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ChatGPT acessa suas contas bancárias e gerencia suas finanças, se você deixar

A OpenAI lançou, nesta sexta-feira (15), uma ferramenta de finanças pessoais para assinantes do ChatGPT Pro nos Estados Unidos. O recurso, que está em fase de testes, permite que os usuários conectem suas contas bancárias ao chatbot para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados.

A integração é feita por meio de uma parceria com o serviço de conexão financeira Plaid, que dá acesso a mais de 12 mil instituições financeiras, como Chase, Schwab e Robinhood. O sistema usa o modelo GPT-5.5.

Nova ferramenta do ChatGPT exibe painel interativo e promete segurança rigorosa dos dados bancários

Ao ativar o recurso por meio da opção “Finances” (“Finanças”, em tradução livre) na barra lateral ou digitando o comando “@Finances, connect my accounts” (“@Finanças, conecte minhas contas bancárias”), o ChatGPT gera um painel visual que detalha o desempenho do portfólio, histórico de gastos, assinaturas ativas e pagamentos futuros. 

A plataforma foi calibrada com especialistas do setor para responder de forma detalhada a pedidos como planejamentos de cinco anos para a compra de imóveis. 

Além disso, a OpenAI informou que planeja integrar o suporte à Intuit em breve. Isso vai viabilizar análises do impacto de venda de ações em impostos e probabilidades de aprovação de cartões de crédito.

Novo recurso em fase de testes no ChatGPT permite que usuários conectem suas contas bancárias para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados – Imagem: Divulgação/OpenAI

Para mitigar os receios sobre privacidade, o escopo do chatbot se limita a saldos, transações, investimentos e passivos. Ou seja, a IA não vê números de conta completos, por exemplo. 

Caso o usuário decida desconectar o serviço, as informações sincronizadas são removidas definitivamente em até 30 dias. O usuário também mantém controle total para gerenciar e excluir “lembranças financeiras” diretamente pela página de configurações do ChatGPT. 

Outro ponto importante: as diretrizes padrão de controle de dados garantem que esses dados e comandos não sejam usados pela OpenAI para treinar futuros modelos.

Essa iniciativa da OpenAI consolida uma tendência de especialização em setores sensíveis. Afinal, vem poucos meses após a estreia do ChatGPT Health. E no mesmo mês que a concorrente Perplexity lançou um produto voltado a pesquisas financeiras com base em seu agente de computador.

A OpenAI justificou a expansão para o setor apontando a demanda massiva dos seus consumidores. “Mais de 200 milhões de pessoas já acessam o ChatGPT todos os meses com dúvidas sobre finanças – desde orçamento até dicas de como reduzir gastos”, informou a empresa, em comunicado

Após coletar o feedback desse grupo inicial de assinantes da categoria Pro, o objetivo é aprimorar o serviço antes de disponibilizá-lo para a base de usuários Plus. E, eventualmente, para o público geral. 

“Estamos começando com uma prévia para um grupo menor para que possamos aprender com o uso no mundo real, melhorar a experiência e expandir de forma ponderada”, complementou um porta-voz da OpenAI, segundo o Engadget.

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Crise entre Apple e OpenAI pode acabar na Justiça

A relação entre Apple e OpenAI atravessa um momento de desgaste quase dois anos após o anúncio da integração do ChatGPT aos sistemas da fabricante do iPhone. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a startup de inteligência artificial avalia medidas legais contra a Apple por suposto descumprimento contratual.

De acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, advogados da OpenAI trabalham com um escritório externo em diferentes possibilidades jurídicas que podem ser executadas em breve. Entre elas, estaria o envio de uma notificação formal alegando quebra de contrato, sem necessariamente iniciar um processo judicial imediatamente. As discussões ocorrem de forma privada, e representantes das duas empresas se recusaram a comentar o caso.

Criadora do ChatGPT avalia ações legais contra a Apple – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

OpenAI diz que integração ficou aquém do esperado

Quando a parceria foi anunciada, em junho de 2024, a OpenAI esperava que a presença do ChatGPT nos sistemas da Apple ajudasse a impulsionar assinaturas pagas do serviço. A companhia também contava com integrações mais profundas em aplicativos do ecossistema da Apple e maior destaque dentro da assistente Siri.

Na prática, porém, executivos da OpenAI consideram que o uso da tecnologia permaneceu limitado e pouco visível para os usuários. Um executivo da empresa afirmou que a Apple “não fez um esforço honesto” para promover a integração.

O acordo permitiu que usuários acessassem respostas do ChatGPT pela Siri e utilizassem a IA em recursos como o Visual Intelligence do iPhone. Posteriormente, a Apple adicionou o ChatGPT ao aplicativo Image Playground para criação de imagens e análise de conteúdos exibidos na tela.

Mesmo assim, estudos internos da OpenAI apontaram que clientes da Apple preferem utilizar o aplicativo independente do ChatGPT em vez da integração nativa da Siri e de outros serviços da empresa.

Recursos limitados geraram frustração

Segundo as fontes da Bloomberg, o formato adotado pela Apple dificultou o uso da tecnologia da OpenAI. Em muitos casos, os usuários precisavam mencionar explicitamente “ChatGPT” ao fazer comandos para a Siri. Além disso, as respostas apareciam em uma janela reduzida e com menos informações do que no aplicativo oficial da OpenAI.

Executivos da startup acreditavam inicialmente que a parceria poderia render bilhões de dólares por ano em assinaturas. Esse cenário, porém, não se concretizou. A OpenAI também avalia que a implementação da Apple acabou prejudicando a percepção da marca entre consumidores.

As tentativas de renegociação do acordo teriam perdido força nos últimos meses. Ainda assim, segundo as fontes, a OpenAI continua tentando resolver o impasse sem recorrer aos tribunais. Uma eventual ação legal não deve acontecer antes do encerramento do processo envolvendo Elon Musk e a OpenAI.

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Eventual ação judicial só deve acontecer após encerramento envolvendo Elon Musk e a OpenAI – Imagem: miss.cabul/Shutterstock

Apple amplia suporte a rivais do ChatGPT

Outro ponto de tensão envolve os planos da Apple de abrir seus sistemas para outros modelos de IA. A empresa testa integrações com o Claude, da Anthropic, e o Gemini, da Google.

A nova estrutura, chamada de Extensions, deve chegar ao iOS 27 e permitirá que usuários escolham diferentes modelos de IA para responder perguntas na Siri ou gerar textos e imagens. A novidade deve ser apresentada durante a Apple Worldwide Developers Conference, marcada para 8 de junho.

Apesar do aumento da concorrência, um executivo da OpenAI afirmou que a futura integração não motivou a possível ação judicial, já que o acordo nunca foi pensado como exclusivo.

Relação também enfrenta disputas por hardware e talentos

As empresas acumulam outros atritos além do software. A Apple demonstrou preocupação com os padrões de privacidade do ChatGPT desde o início da parceria, embora tenha considerado necessária a integração por causa do atraso de suas próprias ferramentas de IA generativa.

Ao mesmo tempo, a OpenAI passou a atuar de forma mais agressiva no setor de hardware. No ano passado, a companhia adquiriu uma startup de dispositivos criada pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive. O projeto também conta com ex-executivos da Apple, como Tang Tan e Evans Hankey, e trabalha em alternativas ao iPhone e outros aparelhos.

Segundo a reportagem, executivos da Apple também ficaram incomodados com a contratação de engenheiros da divisão de hardware pela OpenAI, que teria oferecido pacotes de ações avaliados em milhões de dólares acima da remuneração praticada pela fabricante do iPhone.

As dificuldades da Apple em entregar recursos de IA dentro do cronograma também aumentaram a pressão sobre a empresa. Neste mês, a companhia fechou um acordo de US$ 250 milhões para encerrar uma ação coletiva que a acusava de publicidade enganosa relacionada às novas funções da Siri anunciadas em 2024.

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OpenAI sugere órgão global de IA nos moldes de agência nuclear sob comando dos EUA

A OpenAI sugeriu a criação de um órgão global de governança para a inteligência artificial (IA), que seria liderado pelos Estados Unidos e contaria com a participação da China como membro. 

A proposta foi detalhada pelo vice-presidente de Assuntos Globais da empresa, Chris Lehane, em Washington, poucas horas antes do início da cúpula entre o presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, em Pequim.

O projeto surge num momento de tensão, no qual empresas americanas acusam desenvolvedores chineses de “destilarem” modelos de ponta dos EUA de forma injusta para criar sistemas rivais sem gastar tanto.

OpenAI propõe modelo baseado na segurança nuclear e cooperação técnica

“A IA, em algum nível, transcende muitos dos problemas predominantes ou tradicionais relacionados ao comércio”, afirmou Chris Lehane em coletiva acompanhada pela Bloomberg.

Segundo o executivo, existe uma oportunidade real para que países de todo o mundo participem de uma construção global. Lehane citou que uma organização desse tipo poderia se assemelhar à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que já inclui o país asiático e define padrões de segurança nuclear.

Para colocar esse plano em prática, a OpenAI sugeriu unir o centro de tecnologia do governo dos EUA a outros institutos de segurança mundo afora. 

OpenAI sugeriu unir o centro de tecnologia do governo dos EUA a outros institutos de segurança mundo afora – Imagem: Evolf/Shutterstock

A ideia é criar um conjunto de regras que todos os países sigam para garantir o uso seguro da IA. Mas a recepção da Casa Branca à ideia de diretrizes mundiais que incluam Pequim ainda é incerta.

Além da cooperação internacional, a empresa propôs que o governo dos EUA passe a exigir que pesquisadores federais avaliem os modelos de ponta

O objetivo é testar a segurança dessas tecnologias em ambiente sigiloso antes da implantação comercial. Isso garantiria um nível rigoroso de supervisão sobre as capacidades mais avançadas da IA.

Essa postura contrasta com as diretrizes atuais do governo Trump, que prepara uma ordem executiva voltada para a cibersegurança em IA. O texto governamental prioriza uma revisão voluntária dos modelos por parte das empresas, em vez de uma obrigatoriedade.

No entanto, o recente alerta da Anthropic sobre riscos cibernéticos globais descobertos por meio do seu modelo de IA Mythos impactou discussões internas na Casa Branca.

A discussão sobre regulação ocorre enquanto uma comitiva americana, que inclui o CEO da Nvidia, Jensen Huang, cumpre agenda na China. Embora temas como o fluxo de terras-raras e produtos agrícolas estejam na pauta comercial, a IA tornou-se ponto central das negociações.

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OpenAI lança Daybreak, IA voltada à cibersegurança de empresas

Na última segunda-feira (11), a OpenAI anunciou em seu site oficial o lançamento do Daybreak: um conjunto de sistemas de inteligência artificial voltado para cibersegurança, projetado para auxiliar na detecção, análise e resposta a possíveis vulnerabilidades em ambientes corporativos e infraestruturas digitais.

A empresa responsável pelo ChatGPT posiciona o Daybreak como uma espécie de “hacker do bem”, capaz de simular técnicas usadas em ataques cibernéticos para testar a resistência de sistemas de forma controlada e defensiva.

O sistema combina diferentes módulos de IA para mapear superfícies de ataque, analisar possíveis vetores de exploração, validar falhas prováveis e priorizar vulnerabilidades de maior risco, integrando essas etapas em um fluxo contínuo de segurança.

Como o Daybreak auxilia na segurança cibernética de uma rede

Fachada empresa OpenAI – Imagem: Stock all/Shutterstock

O objetivo dos desenvolvedores do Daybreak era criar um sistema completo de defesa digital, o qual utilizasse ferramentas anteriormente criadas pela própria OpenAI para proteger uma rede, funcionando como parte de um fluxo integrado de segurança e resposta a vulnerabilidades.

Dentre as ferramentas utilizadas, uma se destaca das demais: o Codex Security, lançado em março deste ano, um agente de IA que funciona como um “engenheiro de segurança automatizado.”

Ainda é possível citar a utilização do ChatGPT-5.5 para auxiliar no raciocínio rápido das informações recebidas, softwares de validação e patching e muito mais. Assim, cria-se um fluxo completo de deteção, validação, correção, e auditoria quanto às falhas de segurança.

Ou seja, o Daybreak não só acha o problema, como gerencia o ciclo inteiro de cibersegurança.

Foto de silhueta de hacker encapuzado
Cibercriminoso acessando um sistema – Imagem: iJeab/Shutterstock

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O lançamento do Daybreak, contudo, não é por acaso: ocorre apenas um mês depois do anúncio do Claude Mythos (da Anthropic), uma IA generativa a qual explora sistemas em busca de vulnerabilidades zero-day. Neste caso da Anthropic, entretanto, o produto não foi lançado ao público por ser “perigoso demais“; em vez disso, a empresa o compartilhou com alguns funcionários pertencentes à iniciativa Project Glasswing.

Semelhante ao projeto Claude Mythos, o software Daybreak reúne diferentes e avançados modelos de IA para trabalhar ‘em equipe’ por um mesmo propósito.

O Daybreak também incorpora modelos voltados especificamente para cibersegurança, como o GPT-5.5 com Trusted Access for Cyber e o GPT-5.5-Cyber, modelos especializados em análise de segurança e suporte a testes controlados, disponibilizados gradualmente para integração com parceiros selecionados.

A OpenAI informa ainda que vem colaborando com parceiros da indústria e do setor público, enquanto se prepara para disponibilizar modelos progressivamente mais avançados na área de segurança cibernética.

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ChatGPT agora tem contato de emergência caso usuários estejam em risco

A OpenAI anunciou nesta semana um novo recurso de segurança no ChatGPT: o “Contato de Confiança”. O sistema agora permite que adultos indiquem uma pessoa próxima (como amigo, familiar ou cuidador) para ser avisada caso a empresa identifique sinais graves de risco de automutilação ou suicídio durante as conversas com o chatbot.

A novidade chega em meio ao crescimento do uso do ChatGPT como uma espécie de terapeuta digital. Segundo informações divulgadas pela OpenAI à BBC, mais de um milhão dos cerca de 800 milhões de usuários semanais da plataforma relatam pensamentos suicidas em conversas com a inteligência artificial.

O novo recurso amplia mecanismos de segurança que antes eram voltados apenas a adolescentes em contas supervisionadas pelos pais. Agora, qualquer usuário maior de 18 anos poderá cadastrar um adulto como contato de emergência diretamente nas configurações do ChatGPT. Na Coreia do Sul, a idade mínima será de 19 anos.

O funcionamento do sistema inclui várias etapas:

  • Primeiro, o contato indicado recebe um convite explicando sua função e precisa aceitar a solicitação em até uma semana. Caso isso não aconteça, o usuário poderá selecionar outra pessoa.
  • Se os sistemas automatizados da OpenAI identificarem conversas relacionadas a automutilação ou suicídio consideradas potencialmente graves, o ChatGPT avisará o usuário de que o contato poderá ser notificado;
  • O sistema também incentivará a pessoa a procurar ajuda diretamente e até sugerirá maneiras de iniciar a conversa.

A OpenAI afirma que o processo não será totalmente automático. Antes de qualquer alerta ser enviado, uma equipe humana especializada analisará a situação.

“Embora nenhum sistema seja perfeito e uma notificação para um Contato de Confiança nem sempre reflita exatamente o que alguém está vivenciando, cada notificação passa por uma revisão humana especializada antes de ser enviada, e nos esforçamos para revisar essas notificações de segurança em menos de uma hora”, informou a empresa em comunicado.

Se a equipe concluir que existe uma ameaça séria à segurança do usuário, o contato cadastrado poderá receber uma mensagem por e-mail, SMS ou notificação no aplicativo.

[Nome do usuário] pode estar passando por um momento difícil. Como seu Contato de Confiança, recomendamos que você entre em contato com ele.

Segundo a OpenAI, o alerta enviado será limitado para preservar a privacidade do usuário. O contato receberá apenas uma explicação geral de que houve uma conversa relacionada a risco de autolesão, sem acesso às transcrições do chat.

Contato cadastrado receberá uma mensagem avisando que seu amigo ou familiar está passando por um momento difícil, com um resumo da conversa – Imagem: OpenAI

Novidade no ChatGPT teve apoio de profissionais de saúde

A empresa afirma que o recurso foi desenvolvido com apoio de especialistas em saúde mental, pesquisadores e organizações ligadas à prevenção do suicídio. Entre os colaboradores estão membros da Rede Global de Médicos da OpenAI e do Conselho de Especialistas em Bem-Estar e Inteligência Artificial.

“A ciência psicológica demonstra consistentemente que a conexão social é um poderoso fator de proteção, especialmente durante períodos de sofrimento emocional. Ajudar as pessoas a identificar antecipadamente uma pessoa de confiança, preservando ao mesmo tempo sua capacidade de escolha e autonomia, pode facilitar a busca por apoio presencial quando mais importa”, afirmou Arthur Evans, diretor executivo da Associação Americana de Psicologia.

A OpenAI também destacou que o recurso não substitui ajuda profissional, linhas de emergência ou acompanhamento psicológico presencial. Segundo a companhia, o objetivo é criar uma camada adicional de proteção em momentos de crise.

O anúncio acontece após uma série de críticas envolvendo o comportamento do ChatGPT em conversas relacionadas à saúde mental. No ano passado, a OpenAI foi alvo de um processo por homicídio culposo envolvendo o suicídio de um adolescente. A ação alegava que o chatbot teria discutido métodos de suicídio e ajudado o jovem a planejar sua morte. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.

Além disso, uma investigação publicada pela BBC em 2025 apontou casos em que o ChatGPT teria fornecido orientações sobre automutilação. Desde então, a empresa afirma ter reforçado os mecanismos de segurança da plataforma.

Entre as medidas citadas pela OpenAI estão a recusa em fornecer instruções relacionadas a suicídio, o incentivo ao contato com serviços de emergência e o aprimoramento das respostas do sistema em situações de sofrimento emocional.

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OpenAI lança modelos de áudio para tarefas de voz em tempo real

A OpenAI apresentou, nesta quinta-feira (7), três modelos de áudio para sua plataforma de desenvolvedores, com o objetivo de tornar agentes de software baseados em voz mais conversacionais e capazes de completar tarefas em tempo real.

O lançamento da interface de programação de aplicações (API, na sigla em inglês) leva a criadora do ChatGPT além da transcrição e chat, direcionando para agentes que podem ouvir, traduzir e agir durante conversas ao vivo.

  • Os novos modelos são GPT-Realtime-2, GPT-Realtime-Translate e GPT-Realtime-Whisper, disponíveis para teste no playground de desenvolvedores da OpenAI;
  • O GPT-Realtime-2 foi projetado para gerenciar solicitações mais complexas, chamar ferramentas, lidar com interrupções e manter contexto em sessões de voz mais longas;
  • O segundo modelo suporta tradução de mais de 70 idiomas para 13 idiomas de saída, direcionado para suporte ao cliente, educação e outros ambientes;
  • O GPT-Realtime-Whisper fornece conversão de fala para texto ao vivo, permitindo que legendas, notas de reuniões e atualizações de fluxo de trabalho sejam geradas enquanto o palestrante fala.
Novos modelos são GPT-Realtime-2, GPT-Realtime-Translate e GPT-Realtime-Whisper, disponíveis para teste no playground de desenvolvedores da OpenAI – Imagem: Primakov/Shutterstock

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Clientes da OpenAI e preços dos novos modelos

Entre os clientes testando os modelos estão o marketplace imobiliário online Zillow, a agência de viagens online Priceline e a empresa europeia de telecomunicações Deutsche Telekom. Os preços do GPT-Realtime-2 começam em US$ 32 (R$ 158,26) por milhão de tokens de entrada de áudio, o GPT-Realtime-Translate custa US$ 0,034 (R$ 0,17) por minuto e o GPT-Realtime-Whisper US$ 0,017 (R$ 0,084) por minuto.

GPT-Fone? Rumores sobre celular da OpenAI estão aumentando

OpenAI pode estar desenvolvendo seu primeiro produto de hardware: um smartphone voltado ao ChatGPT. De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, o projeto está sendo acelerado, com previsão de início da produção em massa no começo de 2027.

Leia a matéria completa aqui

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OpenAI lança GPT-5.5-Cyber em resposta ao Claude Mythos

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (7), o lançamento do GPT-5.5-Cyber, uma variação do seu modelo de inteligência artificial (IA) mais recente, disponível em capacidade de pré-visualização limitada para equipes de cibersegurança selecionadas. O movimento ocorre um mês após a rival Anthropic ter atraído investidores e autoridades governamentais com o Claude Mythos Preview.

A pré-visualização do GPT-5.5-Cyber não pretende ser um grande avanço em termos de capacidade cibernética, mas foi treinada para ser mais permissiva em tarefas relacionadas à segurança, informou a OpenAI em post no blog. A empresa havia anunciado o GPT-5.5 no final do mês passado.

GPT-5.5-Cyber, da OpenAI, chega para rivalizar com Claude Mythos, da Anthropic

Com a versão específica para cibersegurança, equipes aprovadas terão mais facilidade para usar o modelo mais recente da OpenAI em fluxos de trabalho, como identificação e triagem de vulnerabilidades, validação de patches e análise de malware. As proteções integradas ao modelo GPT-5.5 disponível publicamente tornariam essas tarefas mais desafiadoras.

“O GPT‑5.5‑Cyber permite que um conjunto menor de parceiros estude fluxos de trabalho avançados, onde o comportamento de acesso especializado pode importar”, disse a OpenAI no post.

Com a versão específica para cibersegurança, equipes aprovadas terão mais facilidade para usar o modelo mais recente da OpenAI em fluxos de trabalho, como identificação e triagem de vulnerabilidades, validação de patches e análise de malware – Imagem: JRdes/Shutterstock

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Anthropic iniciou corrida com Projeto Glasswing

  • Ao lançar o Mythos no mês passado, a Anthropic decidiu limitar o acesso a um grupo seleto de empresas como parte de uma nova iniciativa de cibersegurança chamada Projeto Glasswing;
  • O CEO da Anthropic, Dario Amodei, reuniu-se com membros seniores do governo de Donald Trump para discutir o modelo e seu potencial poder, mesmo após a empresa ter sido colocada na lista negra pelo Pentágono apenas semanas antes;
  • O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reuniram-se com CEOs de grandes bancos estadunidenses para discutir o Mythos no mês passado;
  • O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e Bessent também realizaram uma ligação com CEOs de tecnologia líderes antes do lançamento do modelo.

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GPT-Fone? Rumores sobre celular da OpenAI estão aumentando

A OpenAI pode estar desenvolvendo seu primeiro produto de hardware: um smartphone voltado ao ChatGPT. De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, o projeto está sendo acelerado, com previsão de início da produção em massa no começo de 2027.

As informações foram divulgadas pelo MacRumors com base nas análises de Kuo, que descreve o dispositivo como um possível novo passo da empresa além do software.

Especificações técnicas focadas em IA

Segundo o analista, o aparelho deve utilizar uma versão customizada do processador MediaTek Dimensity 9600, previsto para chegar ao mercado ainda neste outono. O chip será sucessor do Dimensity 9500, atualmente presente em modelos como o Vivo X300 Pro e o Oppo Find X9 Pro.

A principal característica do componente será o processador de sinal de imagem (ISP) com HDR aprimorado. A proposta é melhorar as capacidades de percepção visual em cenários do mundo real. O smartphone também pode contar com memória LPDDR6, armazenamento UFS 5.0 e uma arquitetura de dupla NPU, voltada para executar simultaneamente tarefas de IA, como linguagem e visão.

Projeções ambiciosas de vendas

Kuo afirma que os envios combinados entre 2027 e 2028 podem alcançar cerca de 30 milhões de unidades. O volume aproximaria o desempenho do aparelho ao de um flagship típico da Samsung.

As informações não foram confirmadas oficialmente pela OpenAI e seguem no campo de rumores de mercado.

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ChatGPT: novo GPT-5.5 Instant promete muito menos alucinações

A OpenAI anunciou uma atualização no modelo padrão do ChatGPT, introduzindo o GPT-5.5 Instant como a nova base da plataforma. Segundo a empresa, a nova versão é mais inteligente, mais precisa e oferece respostas mais claras e concisas, além de ampliar os recursos de personalização.

De acordo com a OpenAI, o GPT-5.5 Instant apresenta “melhorias significativas em factualidade em todos os aspectos”, atacando um dos principais problemas dos modelos de inteligência artificial: as chamadas alucinações, quando o sistema inventa informações.

Com base em “avaliações internas”, o modelo produziu “52,5% menos alegações alucinadas” em comparação com o GPT-5.3 Instant em prompts de alto risco envolvendo áreas, como medicina, direito e finanças. Além disso, houve uma redução de 37,3% em afirmações incorretas em conversas especialmente desafiadoras sinalizadas por usuários por conterem erros factuais.

A empresa também afirma que o modelo é “mais capaz em tarefas do dia a dia”, incluindo análise de imagens e fotos, respostas a questões relacionadas a ciência, tecnologia, engenharia e matemática, além de decidir quando recorrer à busca na web para oferecer respostas mais úteis. Esses avanços também se refletem em melhorias em avaliações relacionadas a raciocínio visual, matemática e ciência.

Segundo a OpenAI, o GPT-5.5 Instant traz respostas “mais enxutas e diretas ao ponto”, mantendo o conteúdo essencial, mas reduzindo a verbosidade e o excesso de formatação que tornavam respostas longas demais.

O modelo também faz menos perguntas de acompanhamento desnecessárias e evita elementos que podem poluir a resposta, como “emojis gratuitos”. Ainda assim, a empresa afirma que o sistema mantém um tom conversacional mais natural e a “calidez” que caracteriza o ChatGPT.

OpenAI promete menos alucinações na nova atualização – Imagem: JRdes/Shutterstock

Leia mais:

Mais avanços e novidades do GPT-5.5 Instant

  • Outro destaque da atualização é o avanço na personalização. O GPT-5.5 Instant passa a utilizar de forma mais eficiente o contexto de interações anteriores, arquivos e até contas conectadas, como o Gmail, para oferecer respostas mais relevantes;
  • O modelo também consegue identificar quando a personalização pode melhorar uma resposta e realiza buscas mais rápidas em conversas passadas, reduzindo a necessidade de o usuário repetir informações;
  • A OpenAI também introduziu o recurso “memory sources” em todos os modelos do ChatGPT, que permite ao usuário visualizar quais informações foram utilizadas para personalizar uma resposta. Com a funcionalidade, é possível ver, por exemplo, memórias salvas ou trechos de conversas anteriores usados como base, além de excluir ou corrigir dados considerados desatualizados ou irrelevantes;
  • A empresa ressalta que os “memory sources” não são exibidos para outras pessoas caso uma conversa seja compartilhada e que o usuário mantém controle total sobre suas informações. É possível apagar chats, editar memórias salvas ou utilizar conversas temporárias que não utilizam nem atualizam a memória;
  • A OpenAI também observa que o recurso pode não exibir todos os fatores que influenciaram uma resposta, mostrando apenas os contextos mais relevantes, mas afirma que continuará aprimorando a ferramenta.
Ícone do app do ChatGPT em um smartphone
GPT-5.5 Instant passa a utilizar de forma mais eficiente o contexto de interações anteriores, arquivos e até contas conectadas, para oferecer respostas mais relevantes – Imagem: Primakov/Shutterstock

Disponibilidade

O GPT-5.5 Instant começou a ser disponibilizado a partir desta terça-feira (5) para todos os usuários do ChatGPT, substituindo o GPT-5.3 Instant como modelo padrão. Ainda assim, a versão anterior permanecerá disponível por três meses, antes de ser descontinuada, permitindo uma transição gradual.

Os recursos avançados de personalização, incluindo o uso de histórico de chats, arquivos e Gmail, estão sendo liberados inicialmente para usuários dos planos Plus e Pro na versão web, com previsão de chegada aos aplicativos móveis em breve. A OpenAI também planeja expandir essas funcionalidades para usuários Free, Go, Business e Enterprise nas próximas semanas.

Já o recurso de “memory sources” está sendo liberado para todos os planos de consumo do ChatGPT na web e deve chegar em breve aos dispositivos móveis. A disponibilidade de algumas fontes de personalização pode variar conforme a região.

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Pentágono fecha acordo com sete empresas para uso militar da IA; Anthropic ficou de fora

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos formalizou acordos com sete empresas de tecnologia para integrar ferramentas de inteligência artificial em seus sistemas. A iniciativa marca um novo passo na estratégia do Pentágono para ampliar o uso de IA em operações militares e acelerar a adoção no dia a dia das Forças Armadas.

As sete companhias são: OpenAI, Google, Microsoft, Amazon Web Services (AWS), NVIDIA, SpaceX e a startup Reflection AI. Com os contratos, o governo americano passa a utilizar modelos e plataformas dessas empresas em ambientes confidenciais, incluindo redes de alto nível de segurança conhecidas como Níveis de Impacto 6 e 7.

Segundo o Departamento de Defesa, a medida busca ampliar o acesso de militares a ferramentas de ponta. A principal plataforma interna do órgão, a GenAI.mil, já foi utilizada por mais de 1,3 milhão de funcionários em apenas cinco meses de operação.

A expansão ocorre em meio a uma corrida global por aplicações militares de IA. Empresas do Vale do Silício têm demonstrado maior disposição em colaborar com o governo americano, aceitando condições para o uso de suas tecnologias em contextos de defesa. Para autoridades, o objetivo é garantir vantagem estratégica frente às rivais.

Anthropic foi classificada como risco à cadeia de suprimentos e está impedida de fechar contratos governamentais – Imagem: Photo For Everything/Shutterstock

Anthropic ficou de fora

Apesar da ampliação da lista de parceiros, uma ausência chama atenção: a Anthropic. A empresa, que já teve seus modelos amplamente utilizados em ambientes militares, foi recentemente classificada pelo Pentágono como um risco à cadeia de suprimentos, após divergências sobre as regras de uso de suas ferramentas. O Olhar Digital explicou a briga aqui.

A disputa entre a startup e o governo se arrasta há meses. Durante esse período, o governo dos EUA passou a priorizar alternativas para reduzir a dependência de um único fornecedor.

Em declarações recentes, Emil Michael , subsecretário de defesa para pesquisa e engenharia e ex-executivo de tecnologia, afirmou que a Anthropic ainda representa um risco, mas que o modelo Mythos é um “momento de segurança nacional à parte”.

O cenário, no entanto, pode mudar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou recentemente que a desenvolvedora está “melhorando” aos olhos da administração, o que pode abrir caminho para uma eventual reversão da restrição e um novo acordo com o Pentágono.

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Pentágono não quer depender de uma única empresa – Imagem: Keith J Finks/Shutterstock

Pentágono na corrida pela IA militar

Os novos acordos também refletem diferentes abordagens tecnológicas. Enquanto empresas como OpenAI e Google operam majoritariamente com modelos fechados, a inclusão da Nvidia e da Reflection indica o interesse crescente do Pentágono em soluções de código aberto. Esses modelos permitem maior personalização e transparência, características vistas como estratégicas em aplicações militares.

“A segurança é francamente aprimorada com o código aberto”, disse Jensen Huang, CEO da NVIDIA, ao defender esse tipo de abordagem em contextos de segurança nacional.

Ao mesmo tempo, empresas envolvidas nos contratos afirmam ter estabelecido limites para o uso de suas tecnologias, incluindo restrições relacionadas a vigilância em massa e armamentos autônomos. O Departamento de Defesa, por sua vez, declarou que seguirá as leis e diretrizes aplicáveis no uso dessas ferramentas.

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