Anthropic

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Disputa bilionária: Anthropic quer seu próprio chip de IA

A Anthropic está em conversas com a Samsung para estudar o desenvolvimento de um chip de inteligência artificial próprio. A ideia ainda está no começo, mas já entra na disputa por infraestrutura no setor.

Não há definição sobre como esse chip seria usado — ou até se ele vai sair do papel.

Corrida por chips de IA acelera com empresas buscando reduzir dependência da Nvidia no setor. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Chip próprio entra no radar da Anthropic

A informação foi divulgada pelo The Information, que aponta negociações iniciais entre Anthropic e Samsung para um chip voltado a IA. Ainda não existem detalhes técnicos definidos.

A empresa disse que segue uma estratégia mais ampla de infraestrutura, combinando diferentes fornecedores como Google, Amazon e Nvidia.

  • chips voltados a tarefas específicas de IA
  • redução gradual da dependência da Nvidia
  • ganho de eficiência em modelos complexos
  • resposta à demanda crescente por processamento

Corrida por chips acelera entre gigantes de IA

A Anthropic não está sozinha nesse movimento. Outras empresas também começam a olhar para hardware próprio como estratégia, comenta o TechCrunch.

A escassez de chips e o domínio da Nvidia continuam pressionando o mercado.

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A OpenAI, por exemplo, fechou parceria com a Broadcom para desenvolver seu chip de inferência, chamado “Jalapeño”.

Fachada da Samsung
Samsung reforça papel no ecossistema de IA ao lado de Nvidia e Google na produção de semicondutores. – Imagem: Robert Way/Shutterstock

Samsung amplia presença no ecossistema de IA

A Samsung já é um nome consolidado na produção de chips e trabalha junto à Nvidia na fabricação de semicondutores avançados. Também colabora com o Google em projetos do setor.

A possível entrada da Anthropic reforça essa posição estratégica da empresa sul-coreana.

É mais um sinal de como o ecossistema de IA está se reorganizando em torno do hardware.

Infraestrutura vira ponto central da disputa

Amazon e Google já operam chips próprios dentro de suas plataformas de nuvem. Isso muda a dinâmica do mercado.

O foco deixa de ser apenas o modelo de IA e passa a incluir a base que sustenta esses sistemas.

E, aos poucos, o chip deixa de ser apenas infraestrutura — e vira vantagem competitiva.

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Nova DeepSeek? IA chinesa desafia gigantes do Ocidente

Um novo modelo de IA desenvolvido na China vem chamando atenção no setor. Para a Reuters, o GLM-5.2, da startup Z.ai, aparece com desempenho próximo ao de sistemas dos Estados Unidos, mas com um custo bem mais baixo.

Esse equilíbrio entre preço e capacidade recoloca a disputa entre China e EUA no centro do debate sobre inteligência artificial.

A IA da startup Z.ai ganha espaço no Vale do Silício e já aparece em plataformas usadas por desenvolvedores do mundo todo. – Imagem: gguy/Shutterstock

GLM-5.2 entra no radar do Vale do Silício

Depois do impacto da DeepSeek, que mostrou que modelos mais baratos também podem ser competitivos, outras empresas chinesas aceleraram seus lançamentos. O GLM-5.2 é o exemplo mais recente dessa movimentação.

Criado em Pequim, o modelo ganhou destaque por executar tarefas complexas com poucos comandos e atuar como agente de IA, tomando decisões intermediárias durante processos mais longos. Na prática, isso reduz a necessidade de intervenção constante do usuário.

No Vale do Silício, o sistema começou a aparecer com força em plataformas como o OpenRouter, chegando a ultrapassar modelos da Anthropic em uso entre desenvolvedores.

Agora temos um modelo chinês de pesos abertos que é tão bom quanto os modelos atualmente disponíveis da OpenAI e da Anthropic.

David Sacks, ex-responsável pela política de IA no governo dos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump, à Reuters

Ele também disse que o GLM-5.2 está “apenas um pouco abaixo do Opus 4.8 (da Anthropic) e no mesmo nível do GPT 5.5 (da OpenAI)”.

Site da Z.ai
O modelo chinês já aparece entre os mais bem posicionados nos rankings de inteligência artificial, como o Artificial Analysis. – Imagem: Reprodução/Z.ai

Desempenho competitivo e custo agressivo

O interesse pelo GLM-5.2 está diretamente ligado à combinação entre capacidade técnica e preço reduzido. Em comparação com modelos fechados de ponta, o custo operacional pode chegar a cerca de um sexto.

Entre os principais destaques do modelo estão:

  • bom desempenho em programação e raciocínio lógico
  • capacidade de atuar como agente de IA com comandos simples
  • arquitetura aberta e fácil de implementar
  • custo significativamente menor que concorrentes diretos

Nos rankings da Artificial Analysis, o GLM-5.2 aparece na quinta posição entre os grandes modelos de linguagem. Já no Code Arena, ocupa o segundo lugar em tarefas de desenvolvimento front-end, como criação de sites e aplicações.

Logo da Anthropic ao fundo, com silhuetas de pessoas passando à frente
Especialistas comparam o modelo chinês a sistemas da OpenAI e da Anthropic em desempenho em programação e raciocínio. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Segurança ainda trava parte da adoção

Apesar do avanço técnico, a adoção global ainda não é uniforme. O principal ponto de cautela segue sendo a segurança dos dados, especialmente em empresas dos Estados Unidos e em setores regulados.

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Mesmo assim, parte do mercado já testa alternativas de implantação em nuvem própria ou servidores internos, buscando equilibrar risco e custo.

Ao mesmo tempo, o avanço desses modelos amplia a presença chinesa no mercado global de IA e pressiona concorrentes norte-americanos, em um cenário em que custo, desempenho e acesso aberto começam a pesar tanto quanto a origem da tecnologia.

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Chatbots podem ter consciência? Big techs investigam

Anthropic, Google e Meta estão olhando para uma questão que, até pouco tempo atrás, parecia mais filosófica do que técnica: será que modelos de IA podem ter consciência ou algum tipo de emoção? Hoje, essa discussão já envolve cientistas de áreas bem diferentes.

O tema ganhou força no Vale do Silício junto com o avanço acelerado da IA que começa a levantar dúvidas menos técnicas e mais profundas sobre o que esses sistemas realmente representam, comenta o The Washington Post.

“IA pode ter consciência?” debate cresce no Vale do Silício com avanço acelerado dos modelos de linguagem. – Imagem: Layse Ventura via Gemini / Olhar Digital

Um debate que saiu da teoria

Durante muito tempo, falar em máquinas conscientes parecia coisa de ficção científica. Agora, isso entrou de vez na agenda de grandes empresas.

O pesquisador Cameron Berg contou que, em 2024, perguntou ao CEO da OpenAI, Sam Altman, se a empresa considerava seriamente a possibilidade de consciência em sistemas de IA.

Segundo ele, Altman disse que o assunto já fazia parte das discussões internas. “Era algo que ele obviamente já havia considerado”, afirmou Berg.

Depois dessa conversa, Berg criou uma organização sem fins lucrativos dedicada a estudar formas de avaliar consciência em sistemas artificiais.

Tela de smartphone exibe ícones de chatbots de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot
Chatbots cada vez mais realistas levantam dúvidas sobre limites entre simulação e experiência real. – Imagem: jackpress / Shutterstock

Quando a IA começa a ser vista como algo que pode ter “bem-estar”

Na Anthropic, criadora do Claude, equipes internas passaram a investigar o que chamam de “estados internos” dos modelos de IA.

A empresa afirma que ainda não há evidências de experiências reais nesses sistemas, mas considera o tema relevante o bastante para pesquisa contínua.

Continuamos profundamente incertos sobre o status moral de Claude e de outros modelos de IA, mas acreditamos que a questão é séria o suficiente para ser estudada cuidadosamente à medida que os sistemas se tornam mais capazes.

Paruul Maheshwary, porta-voz da Anthropic, ao The Washington Post.

A OpenAI também já tratou do tema internamente, em canais de trabalho onde se discute a possibilidade de consciência em modelos de linguagem.

Nesse cenário, grupos ligados ao altruísmo eficaz defendem que entender possíveis implicações morais da IA será importante no longo prazo.

Ilustração de mãos humanas em volta de cérebro humano ilustrando a ideia e que a inteligência artificial (IA) é a peça que falta no órgão
Modelos como Claude são estudados para entender possíveis “estados internos” e comportamento emocional. – Imagem: Jack_the_sparow/Shutterstock

O que a ciência realmente aceita hoje

Na visão da maioria dos neurocientistas, não há evidências de que sistemas de IA sejam conscientes ou sintam emoções.

Para esses especialistas, o que os modelos fazem é reproduzir padrões de linguagem humana com alta eficiência, sem qualquer experiência interna comprovada.

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Ainda assim, a forma como esses sistemas se comunicam é convincente o suficiente para fazer usuários atribuírem características humanas a eles.

Pesquisadores como Margaret Mitchell, da Hugging Face, alertam que parte desse debate também é influenciada pela forma como as próprias empresas apresentam suas tecnologias.

Um debate que ainda está longe de terminar

O interesse por esse tema tende a crescer conforme a IA se torna mais presente no cotidiano.

Por enquanto, não existe consenso científico sobre consciência em máquinas, mas a discussão já deixou de ser marginal e passou a fazer parte do centro do debate tecnológico e ético.

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Após reforçar a segurança, Anthropic consegue liberar seus modelos de IA

Os modelos Fable 5 e Mythos 5 voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à Anthropic. A mudança ocorre menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.

A decisão, segundo a Reuters, sinaliza uma tentativa de equilibrar o avanço da inteligência artificial com medidas voltadas à proteção de tecnologias consideradas sensíveis.

Restrição anterior levou a Anthropic a desativar modelos por não conseguir verificar nacionalidade de usuários em tempo real. – Crédito: Saulo Ferreira Angelo/Shutterstock

Mudança amplia o acesso aos modelos

As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.

Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 será disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais do programa Glasswing, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, ficará disponível a partir de quarta-feira.

Antes disso, o Mythos 5 havia sido liberado apenas para um grupo restrito de organizações norte-americanas consideradas confiáveis.

Fachada de prédio da Amazon com logo da empresa
Pesquisadores da Amazon encontraram uma forma de contornar proteções do Fable 5 durante testes de segurança em IA. – Imagem: Golden Shrimp/Shutterstock

O que mudou na segurança da IA

A revisão das restrições aconteceu depois que pesquisadores da Amazon encontraram uma forma de contornar as proteções do Fable 5. Em um dos testes, o sistema conseguiu identificar vulnerabilidades de software e produzir um código demonstrando como uma falha poderia ser explorada.

Para evitar novos casos, a Anthropic adotou uma série de medidas:

  • bloqueio do comportamento identificado pelos pesquisadores;
  • encaminhamento das solicitações bloqueadas para o modelo Opus 4.8;
  • criação de padrões para avaliar tentativas de jailbreak;
  • continuidade dos testes de segurança (red-teaming).

A empresa afirmou considerar “provavelmente impossível” tornar qualquer modelo totalmente imune a jailbreaks e alertou para o risco de surgir um método capaz de liberar uma ampla categoria de comportamentos prejudiciais.

Logo da OpenAI em um prédio
OpenAI também sofreu impacto regulatório e adiou lançamento do GPT-5.6 após pedido do governo norte-americano. – Imagem: Stock all/Shutterstock

Cooperação continua sob vigilância

A Anthropic também ampliará a colaboração com o governo dos Estados Unidos e com empresas como Amazon, Microsoft e Google para desenvolver padrões comuns de proteção contra jailbreaks.

Em carta enviada à companhia, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, informou que a exigência de licença poderá voltar caso as circunstâncias mudem ou os compromissos assumidos deixem de ser cumpridos.

O aumento da fiscalização não se limita à Anthropic. A OpenAI também adiou o lançamento público completo do GPT-5.6 a pedido do governo norte-americano, indicando que modelos avançados de IA continuarão sob análise antes de chegarem a um público mais amplo.

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Anthropic lança Claude Sonnet 5, nova aposta em IA mais autônoma e menor custo

Nesta terça-feira (30), a Anthropic anunciou o Claude Sonnet 5, nova versão de seu modelo de inteligência artificial voltado para tarefas autônomas. A empresa apresentou o sistema como uma evolução da linha Sonnet, agora mais apto a planejar ações, utilizar ferramentas digitais e executar fluxos de trabalho com menor intervenção humana.

Segundo a companhia, o lançamento ocorre em um momento em que a chamada IA agentic passa a ser o padrão de desenvolvimento entre grandes laboratórios do setor. O modelo passa a integrar diferentes planos de acesso e já nasce com posicionamento de uso amplo, incluindo usuários gratuitos e corporativos.

A proposta central do Sonnet 5 é combinar maior capacidade de execução independente com redução de custos operacionais, aproximando seu desempenho de modelos mais avançados da própria empresa, porém com preço inferior.

Claude Sonnet 5 redefine disputa por IA autônoma e reduz distância para modelos mais avançados

Anthropic lança seu novo modelo de IA, Claude Sonnet 5. (Imagem: Anthropic / Divulgação)

O novo modelo da Anthropic foi apresentado como uma versão mais eficiente dentro da linha intermediária da empresa, com destaque para sua capacidade de realizar tarefas complexas sem supervisão constante. Ele atua em atividades como planejamento de ações, uso de navegadores e terminais, além da execução de processos completos de trabalho digital.

De acordo com a empresa, o Sonnet 5 representa um avanço em relação ao Sonnet 4.6, com melhorias em raciocínio, programação, uso de ferramentas e tarefas de conhecimento. A companhia também afirma que o sistema reduz comportamentos indesejados, como falhas de coerência e respostas inadequadas em contextos sensíveis.

notebook com várias linhas coloridas de código na tela
Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

O modelo foi desenhado para reduzir a diferença de desempenho em relação ao Opus 4.8, versão mais robusta da família Claude. Em determinadas avaliações internas, o Sonnet 5 se aproxima desse nível superior, embora ainda mantenha diferenças em precisão e capacidade geral.

Outro ponto destacado no lançamento é o posicionamento de mercado. A Anthropic afirma que o novo modelo amplia as opções de custo e desempenho para desenvolvedores, permitindo ajustes conforme a complexidade da tarefa e o orçamento disponível.

O modelo chega com precificação inicial de 2 dólares por milhão de tokens de entrada e 10 dólares por milhão de saída até o fim de agosto de 2026, com reajuste posterior para 3 e 15 dólares, respectivamente. Além disso, passa a ser disponibilizado como opção padrão em planos gratuitos e pagos.

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Anthropic lança Claude Science, IA para revolucionar pesquisas científicas

A empresa Anthropic apresentou nesta terça-feira (30) uma nova plataforma de inteligência artificial voltada exclusivamente ao ambiente científico, batizada de Claude Science. A ferramenta foi desenhada para reunir, em um único espaço digital, atividades que vão da análise de dados à produção de artigos e simulações complexas.

O lançamento ocorre em meio à expansão das iniciativas da companhia na área de ciências da vida, com foco em pesquisa biomédica e desenvolvimento de aplicações em saúde. Segundo a organização, o objetivo é reduzir a fragmentação típica do trabalho científico, concentrando etapas em um fluxo contínuo.

A solução, ainda em fase beta, foi disponibilizada inicialmente para usuários selecionados e promete acelerar processos de investigação ao integrar modelos de IA, bases de dados especializadas e recursos de computação em escala.

Plataforma integra pesquisa, dados e computação em um único ambiente

Outdoor da Anthropic – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

O Claude Science foi concebido como um espaço de trabalho unificado para pesquisadores, reunindo ferramentas tradicionalmente distribuídas em diferentes sistemas. A proposta é permitir que cientistas executem desde a leitura de literatura acadêmica até a geração de resultados analíticos sem alternar entre múltiplas aplicações.

A plataforma organiza fluxos de pesquisa que incluem análise de dados, construção de gráficos e elaboração de manuscritos científicos. Cada resultado gerado é acompanhado por um registro completo de como foi produzido, o que permite rastreabilidade e reprodução dos experimentos.

De acordo com informações divulgadas pela companhia, o sistema também integra mais de 60 bases de dados científicas já configuradas, cobrindo áreas como genômica, química computacional e biologia estrutural.

Agentes especializados e automação de tarefas científicas

Claude Science exibe proteínas, estruturas e moléculas nativamente, com cada resultado reproduzível e rastreado até seu código.
Claude Science exibe proteínas, estruturas e moléculas nativamente, com cada resultado reproduzível e rastreado até seu código. – (Divulgação: Anthropic)

A arquitetura do Claude Science opera com diferentes agentes de inteligência artificial. Um agente geral coordena as tarefas, enquanto outros são especializados em áreas específicas do conhecimento científico, como proteômica e genômica.

Um agente adicional atua como revisor, responsável por verificar citações, cálculos e possíveis inconsistências nos resultados produzidos ao longo do processo de pesquisa.

A plataforma também é capaz de gerar e visualizar elementos científicos complexos, como estruturas tridimensionais de proteínas, mapas genômicos e representações químicas, todos conectados ao código que os originou.

Infraestrutura flexível e uso em diferentes escalas

O sistema foi desenvolvido para funcionar tanto em computadores locais quanto em servidores remotos, incluindo ambientes de alta performance utilizados em instituições de pesquisa. Isso permite que análises simples ou altamente complexas sejam executadas dentro da mesma estrutura.

A ferramenta também pode operar em escalas maiores, utilizando recursos computacionais adicionais quando necessário, o que facilita desde tarefas individuais até projetos científicos com grande volume de dados.

Segundo a empresa, testes realizados em fase experimental indicaram ganhos de eficiência em diferentes tipos de pesquisa, especialmente em áreas que exigem análise intensiva de dados biológicos.

Aplicações em biotecnologia e pesquisa médica

A Claude Science cria ambientes e gerencia computação em seu laptop, cluster ou GPUs sob demanda.
A Claude Science cria ambientes e gerencia computação em seu laptop, cluster ou GPUs sob demanda. – (Divulgação: Anthropic)

Além do ambiente de trabalho, a iniciativa inclui aplicações voltadas à descoberta de medicamentos e à pesquisa em doenças consideradas negligenciadas. A empresa também menciona o desenvolvimento de programas pré-clínicos como parte dessa estratégia.

Relatos de instituições que testaram a ferramenta indicam uso em tarefas como análise de células únicas, estudos genéticos e modelagem de proteínas, com apoio de fluxos automatizados de pesquisa.

Casos citados incluem o uso por laboratórios acadêmicos e organizações biomédicas que exploram desde a seleção de alvos terapêuticos até a construção de revisões científicas extensas com apoio de agentes de IA.

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Nova IA chinesa rivaliza com Mythos da Anthropic em testes de cibersegurança; saiba qual

A empresa chinesa Zhipu AI, conhecida como Z.ai, apresentou o modelo de inteligência artificial GLM-5.2, apontado por pesquisadores como capaz de atingir desempenho próximo ao sistema Mythos em tarefas ligadas à detecção de falhas de segurança digital. A divulgação foi publicada pelo The Verge no último domingo (28).

Segundo a avaliação relatada, embora o modelo chinês ainda fique atrás de soluções da Anthropic e da OpenAI em atividades gerais, a diferença teria diminuído em cenários específicos de cibersegurança, sobretudo na identificação de vulnerabilidades em sistemas.

O avanço chama a atenção de autoridades dos Estados Unidos, que já tratam modelos avançados capazes de encontrar brechas digitais como potenciais riscos à segurança nacional, especialmente em um contexto de restrições tecnológicas impostas à China.

Avanço técnico e impacto geopolítico na IA

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

O GLM-5.2, desenvolvido pela Zhipu AI, integra o grupo dos chamados modelos de pesos abertos, o que permite seu download e execução em diferentes tipos de hardware disponíveis no mercado. Essa característica amplia o acesso à tecnologia, mas também levanta preocupações sobre uso indevido.

Conforme a reportagem, pesquisadores apontam que, em testes relacionados à detecção de vulnerabilidades, o sistema chinês teria alcançado resultados comparáveis ao Mythos, desenvolvido pela Anthropic. Apesar disso, seu desempenho geral ainda não alcança modelos como os da própria Anthropic e da OpenAI.

Representação de um processador com as bandeiras de China e EUA irradiando energia
EUA x China – Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock

No cenário mais amplo, o texto indica que a disputa tecnológica entre China e Estados Unidos se intensifica, com destaque para restrições impostas pelo governo norte-americano ao acesso chinês a modelos avançados e componentes necessários para treinamento de sistemas de inteligência artificial.

Autoridades dos Estados Unidos, segundo o material analisado, consideram ferramentas como Mythos e outros modelos avançados potenciais ameaças à segurança nacional, sobretudo quando aplicadas à identificação de falhas em infraestruturas digitais críticas.

Além disso, o lançamento recente de versões mais avançadas da OpenAI, como o GPT-5.6, também aparece no contexto de debates regulatórios e preocupações sobre possíveis usos indevidos dessas tecnologias.

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Após impasse regulatório, EUA liberam acesso parcial a modelo de IA da Anthropic

O governo dos Estados Unidos autorizou, nesta sexta-feira (26), a liberação parcial do modelo de inteligência artificial Mythos 5, desenvolvido pela Anthropic, permitindo seu uso por cerca de cem empresas e órgãos federais. A decisão ocorre após um período de negociações intensas entre a companhia e autoridades norte-americanas.

A medida encerra, ainda que de forma limitada, um impasse iniciado após restrições impostas por motivos de segurança nacional. O caso envolveu também a suspensão temporária de sistemas da empresa e discussões diretas com integrantes do governo em Washington.

Segundo informações atribuídas a interlocutores oficiais e reportes da imprensa internacional, o entendimento busca equilibrar inovação tecnológica e controle sobre riscos associados à exportação de modelos avançados de IA.

Impasse regulatório e liberação condicionada

Mythos 5 da Anthropic – Imagem: gguy/Shutterstock

A autorização concedida pelo governo norte-americano permite que o Mythos 5 seja disponibilizado de forma restrita a aproximadamente cem organizações, incluindo empresas e instituições federais. A decisão representa um avanço em relação às limitações anteriores impostas ao modelo.

A Anthropic havia interrompido o acesso ao Mythos 5 e também ao Fable 5 após receber uma diretriz de controle de exportação. A ordem citava preocupações ligadas à segurança nacional e determinava restrições amplas ao uso das ferramentas, incluindo bloqueios a estrangeiros dentro e fora dos Estados Unidos.

Em resposta ao cenário, executivos da empresa se deslocaram até Washington para reuniões com representantes do governo. O objetivo, segundo relatos institucionais, era restabelecer o funcionamento dos modelos sob um novo conjunto de condições regulatórias.

Segurança nacional no centro da decisão

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Imagem: mailcaroline/Shutterstock

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos, em comunicação enviada a veículos de imprensa, afirmou que o acordo foi construído para preservar a liderança norte-americana em inteligência artificial ao mesmo tempo em que protege interesses estratégicos do país.

A Anthropic informou anteriormente que seguiu as determinações recebidas, suspendendo acessos para cumprir exigências oficiais relacionadas ao controle de tecnologias sensíveis. A empresa destacou que a interrupção atingiu inclusive o uso por funcionários estrangeiros.

Documentos e declarações citados no contexto da negociação indicam que o governo busca estabelecer limites mais rígidos para modelos considerados de alto risco, enquanto empresas do setor pressionam por maior previsibilidade regulatória.

Decisão em meio a pressões políticas e tecnológicas

A liberação parcial ocorre após semanas de tensão entre a administração norte-americana e a Anthropic. O diálogo entre as partes incluiu reuniões em alto nível e trocas formais de comunicação sobre riscos e conformidade regulatória.

De acordo com uma carta atribuída ao secretário de Comércio, Howard Lutnick, a empresa passou a cooperar com o governo para tratar de preocupações relacionadas aos chamados “modelos cobertos” pelas novas regras de exportação.

O desfecho provisório indica um cenário ainda em construção, no qual o acesso a tecnologias avançadas de inteligência artificial permanece condicionado a avaliações governamentais contínuas.

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IA barata: Z.ai muda o jogo e pressiona empresas de inteligência artificial dos EUA

O avanço dos modelos chineses de inteligência artificial vem mexendo com o equilíbrio das grandes empresas de tecnologia. A Z.ai é um dos nomes que mais chamam atenção, oferecendo sistemas quase no nível dos principais modelos americanos, mas com custos bem menores.

Nos bastidores, a percepção é de que a distância caiu rápido. “Com o Fable restrito, a diferença entre os EUA e a China é muito pequena”, afirmou Rehaan Ahmad, cofundador da alphaXiv, ao The New York Times.

E não é só sobre desempenho bruto. O setor também está mudando a forma de pensar: eficiência virou prioridade, e soluções em código aberto começaram a ganhar mais espaço, disputando diretamente com modelos fechados e caros.

O modelo GLM-5.2 da Z.ai se destaca por custo reduzido e forte desempenho em tarefas de programação e automação. – Imagem: Reprodução/Z.ai

Z.ai, GLM-5.2 e a pressão pelo preço mais baixo

A Z.ai ganhou visibilidade com o modelo GLM-5.2, que apareceu em rankings globais de popularidade e começou a ser usado por desenvolvedores e empresas. O ponto que mais pesa é o custo — em várias tarefas, ele pode sair várias vezes mais barato que alternativas americanas.

O modelo também tem bom desempenho em geração de código e na operação de agentes de IA, sistemas que funcionam como assistentes dentro de outras ferramentas e conseguem executar tarefas de forma autônoma.

Esse avanço já chegou com força no Vale do Silício. “Você precisa dirigir uma Ferrari para todo lugar?”, provocou o investidor Vivek Ramaswamy, ao comentar o crescimento dessas alternativas mais baratas.

Um mercado dividido entre acesso e desconfiança

Mesmo com o avanço rápido, os modelos chineses ainda enfrentam resistência fora do país. Temas como privacidade de dados, disputas geopolíticas e regras mais duras nos Estados Unidos seguem pesando bastante na adoção.

Também há preocupação com possíveis exigências de censura e com o uso de dados sensíveis em sistemas hospedados na China. Por outro lado, empresas como Microsoft e Amazon já começaram a oferecer acesso a esses modelos em suas plataformas, o que amplia bastante o alcance.

O resultado é um cenário meio dividido. Em alguns rankings, modelos chineses já aparecem entre os mais usados, o que mostra uma mudança em andamento, ainda sem uma dominância clara de nenhum lado.

Ícones dos aplicativos ChatGPT, Claude e Gemini exibidos na tela de um smartphone
A corrida da inteligência artificial entra em nova fase, com modelos chineses ganhando força e disputando espaço com líderes americanos. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Uma corrida que muda de direção o tempo todo

Especialistas dizem que ainda não dá para apontar um vencedor claro. As empresas americanas seguem na frente nos modelos mais avançados, mas a China reduziu a distância em pouco tempo e já pressiona em várias frentes ao mesmo tempo.

Leia mais:

O mercado, na prática, virou uma corrida constante. A liderança muda de posição conforme novos modelos surgem e começam a ser adotados.

“Quem sabe qual será o modelo líder daqui a três semanas?”, resumiu Justin Summerville, da OpenRouter, refletindo essa sensação de incerteza que hoje domina o setor de IA.

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IA Claude avança entre consumidores pagantes e pressiona liderança do ChatGPT, aponta análise de mercado

Um conjunto de análises sobre transações financeiras e interesse educacional indica que o uso pago do Anthropic por meio do assistente Claude vem crescendo de forma consistente entre consumidores nos Estados Unidos. O movimento aparece em dados de milhões de transações de cartões e em plataformas de ensino de tecnologia.

As informações mostram que esse avanço ocorre em um cenário de competição direta com o ChatGPT, que ainda mantém ampla liderança em volume total de usuários e receitas. Apesar disso, os sinais recentes apontam aumento de interesse e de pagamentos relacionados ao produto da Anthropic.

As tendências também são observadas em indicadores de busca e consumo de cursos, além de mudanças no contexto regulatório envolvendo modelos da empresa, o que adiciona pressão e atenção ao desempenho recente da companhia no mercado de inteligência artificial.

Crescimento de interesse e disputa no mercado de IA

Anthropic cresce – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Levantamentos baseados em bilhões de transações anônimas de cartões, analisados pela empresa de inteligência de dados Indagari, indicam que assinaturas e pagamentos ligados ao Claude avançaram de forma contínua ao longo de 2026 nos Estados Unidos. O recorte analisado inclui cerca de 28 milhões de consumidores e mostra aumento relevante no volume gasto com serviços associados ao sistema da Anthropic.

Segundo esses dados, o crescimento acumulado do grupo de consumidores pagantes ligado ao Claude chegou a aproximadamente 75% desde o início de 2026, com expansão mês a mês. O movimento teria persistido mesmo após um pico registrado em março, período associado a uma decisão da empresa de restringir usos militares e de vigilância em certos contextos.

Além disso, uma plataforma de ensino digital, a DataCamp, relatou aumento expressivo na procura por conteúdos relacionados ao Claude. A empresa afirmou que o termo passou a liderar buscas internas e que o interesse em cursos sobre o sistema cresceu significativamente em um curto intervalo de tempo, superando até mesmo buscas gerais sobre inteligência artificial em alguns recortes de usuários.

Comparação com o ChatGPT e consolidação do mercado

Ao fundo, gráfico financeiro; à frente, o logo da OpenAI em um smartphone
OpenAI continua na frente da Anthropic, por enquanto – Imagem: JarTee/Shutterstock

Apesar do avanço, o ChatGPT segue como a principal ferramenta de inteligência artificial voltada ao consumidor final, tanto em número de usuários quanto em receita estimada. Dados de empresas de inteligência de mercado indicam que a base do produto da OpenAI continua muito superior à do Claude.

Relatórios da empresa Sensor Tower mostram que o Claude apresentou expansão relevante em diferentes plataformas ao longo do ano, mas ainda permanece distante em escala quando comparado ao concorrente. A diferença é atribuída ao alcance já consolidado do ChatGPT no mercado global.

Mesmo assim, observadores do setor apontam que a distância pode estar diminuindo em termos de ritmo de crescimento e atenção do público, especialmente entre usuários que buscam ferramentas alternativas para tarefas específicas.

Fatores regulatórios e contexto empresarial

O desempenho recente da Anthropic também ocorre em meio a tensões regulatórias. Informações indicam que autoridades dos Estados Unidos teriam imposto restrições ao uso de modelos mais avançados da empresa em determinados contextos e regiões, o que levou à retirada temporária de algumas versões do mercado.

Entre os modelos afetados estariam versões chamadas Mythos 5 e Fable 5, associadas a capacidades avançadas em cibersegurança. A medida teria impactado a disponibilidade global desses sistemas.

Até o momento, a Anthropic não comentou oficialmente os dados de crescimento nem os efeitos das restrições. Ainda assim, as informações reunidas sugerem expansão simultânea de interesse consumidor e pressão regulatória.

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