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Domínio do ChatGPT encolhe e concorrentes ganham força no mercado de IA

Pela primeira vez desde seu lançamento, o ChatGPT perdeu a marca de 50% de participação no mercado global de assistentes de IA. O movimento reflete o avanço de concorrentes que vêm atraindo cada vez mais usuários, segundo o relatório State of AI 2026, da Sensor Tower.

Embora siga na liderança, o chatbot da OpenAI viu sua fatia de mercado cair para 46,4% em maio. Enquanto isso, Gemini e Claude ganharam espaço em um setor que continua crescendo rapidamente, comenta o TechCrunch.

ChatGPT ainda lidera em usuários, mas já sente a pressão dos concorrentes no mercado global de IA. Imagem: Primakov / Shutterstock – Imagem: Primakov / Shutterstock

ChatGPT segue líder, mas vê concorrência avançar

Até janeiro de 2026, o ChatGPT concentrava mais da metade do mercado de assistentes de IA. No fim de maio, sua participação havia recuado para 46,4%. O Gemini, do Google, alcançou 27,7%, enquanto o Claude, da Anthropic, chegou a 10,3%.

Apesar da queda relativa, o ChatGPT continua sendo o assistente de IA mais utilizado do mundo, com mais de 1,1 bilhão de usuários mensais. O Gemini aparece em segundo lugar, com 662 milhões, seguido pelo Claude, com 245 milhões.

O relatório também destaca que os usuários estão mais dispostos a experimentar diferentes plataformas. Um dos fatores observados foi o aumento das desinstalações após o anúncio do acordo entre a OpenAI e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O episódio sugere que muitos usuários levam em consideração não apenas os recursos oferecidos, mas também as decisões tomadas pelas empresas responsáveis pelas ferramentas.

Enquanto o crescimento do Gemini está ligado à integração com o ecossistema do Google, o Claude ganhou destaque em tarefas de produtividade e vem se aproximando dos índices de retenção do ChatGPT.

Ícone do ChatGPT em um smartphone
OpenAI testa anúncios no ChatGPT e amplia estratégia de monetização da plataforma de IA. Imagem: Ascannio/Shutterstock – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Mercado de IA acelera receitas e tempo de uso

A Sensor Tower estima que os usuários baixarão quase 2,3 bilhões de aplicativos de IA no primeiro semestre de 2026. Além disso, os gastos devem superar US$ 4,2 bilhões, acima dos US$ 1,83 bilhão registrados no mesmo período de 2025.

Os principais destaques do levantamento incluem:

  • ChatGPT abaixo de 50% de participação pela primeira vez;
  • Crescimento consistente de Gemini e Claude;
  • Quase 2,3 bilhões de downloads previstos em 2026;
  • Mais de US$ 4,2 bilhões em gastos com aplicativos de IA;
  • Maior foco das empresas em monetização.

O estudo também aponta que o tempo gasto em aplicativos de IA deve saltar de 17,2 bilhões para cerca de 36 bilhões de horas entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026. Os três principais assistentes concentram 89% desse total.

As diferenças regionais também chamam atenção. A Ásia registrou queda de 3,3% nos downloads no primeiro trimestre de 2026, puxada por recuos na China e na Índia. Ainda assim, a região segue liderando em volume de instalações.

Anúncios e compras ganham espaço

A OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT em fevereiro de 2026. Em maio, cerca de 17% dos usuários diários visualizaram publicidade na plataforma.

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Ao mesmo tempo, o chatbot ampliou sua atuação no comércio eletrônico, direcionando tráfego para varejistas como Walmart, Target e Costco. Já a Amazon, que bloqueou os rastreadores web do ChatGPT, registrou crescimento estagnado nesse tipo de tráfego.

O relatório mostra que a disputa entre assistentes de IA está entrando em uma nova fase. Além de conquistar usuários, as empresas agora buscam aumentar receitas, fortalecer a retenção e ampliar sua presença em áreas como publicidade e compras digitais.

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Liberação do Estreito de Ormuz não abre caminho para cortes de juros do Fed, diz economista do Citi

🔍 Curadoria Studio Mestre Digital: Nossa equipe monitora as principais movimentações de mercado e tecnologia para manter você atualizado.


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O acordo entre Estados Unidos e Irã para pôr fim à guerra abre caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, aliviando as pressões inflacionárias que o conflito trouxe para o mundo e para os Estados Unidos. Para Andrew Hollenhorst, economista-chefe para os Estados Unidos do Citi, o desenvolvimento não deve levar o Federal Reserve […]

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Insight Studio Mestre: Esta notícia reflete tendências que podem impactar diretamente o seu modelo de negócio digital.

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O que é Manus, IA chinesa que Meta tentou comprar e não conseguiu

A Manus AI se tornou um dos nomes mais comentados do mercado de inteligência artificial (IA) após apresentar uma plataforma baseada em agentes autônomos, sistemas capazes de executar tarefas complexas com pouca intervenção humana. A rápida expansão da empresa chamou a atenção da Meta, que anunciou a compra da startup por cerca de US$ 2 bilhões no fim de 2025.

Meses depois, porém, o negócio se transformou em um impasse geopolítico. Reguladores chineses determinaram a reversão da aquisição por razões ligadas à segurança nacional e ao controle de tecnologias consideradas estratégicas. A Meta iniciou a separação operacional entre as duas companhias, interrompendo o compartilhamento de dados e restringindo o acesso da Manus a seus sistemas internos.

O que é a Manus

A Manus surgiu a partir da Butterfly Effect, empresa fundada na China pelo empreendedor Xiao Hong. Em 2025, a companhia transferiu sua sede e parte relevante de sua equipe para Singapura, movimento que antecedeu a aquisição anunciada pela Meta meses depois.

A startup ganhou projeção internacional após uma demonstração viral de sua tecnologia. Diferentemente dos chatbots que popularizaram a inteligência artificial generativa nos últimos anos, a proposta da Manus era permitir que sistemas de IA executassem tarefas de forma mais independente.

A Manus ganhou notoriedade ao desenvolver agentes de IA capazes de executar tarefas de forma autônoma, sem depender de comandos constantes dos usuários – Imagem: QINQIE99/Shutterstock

Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, explicou ao Olhar Digital que a empresa ajudou a popularizar uma nova abordagem para o uso da inteligência artificial. “Enquanto nós estávamos em uma corrida de ferramentas, como ChatGPT, Gemini e Copilot, [a Manus] foi a primeira a apontar esse caminho da IA agêntica, da IA assumindo o trabalho”, afirma.

Na prática, o usuário pode definir um objetivo e deixar que o sistema realize diferentes etapas para chegar ao resultado final. Dependendo da tarefa, a plataforma pode pesquisar informações, navegar por páginas na internet, organizar dados, gerar arquivos e integrar diferentes ferramentas sem a necessidade de novos comandos a cada etapa.

Segundo Lucas Gilbert, especialista em inovação e tecnologia, a principal mudança está na forma como o usuário interage com a ferramenta.

Você não fica conversando com ela, você entrega um objetivo e ela se vira pra cumprir. Você pode dizer ‘encontra os dez melhores candidatos pra essa vaga, organiza numa planilha e me devolve pronto’, e ela vai pesquisar, abrir os sites, escrever o código que precisar, montar a planilha e te entregar o resultado, tudo sozinha, sem você ficar empurrando cada etapa.

Lucas Gilbert

A empresa também registrou um crescimento acelerado após o lançamento. Segundo a própria Manus, a startup atingiu US$ 100 milhões em receita recorrente anual (ARR) oito meses após seu lançamento.

O que diferencia a Manus de ChatGPT, Gemini e Claude?

A principal aposta da Manus está no conceito conhecido como agentes de IA. Enquanto ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude operam principalmente por meio de interações em formato de conversa, agentes autônomos são projetados para planejar e executar sequências de ações para cumprir um objetivo definido pelo usuário.

Gilbert afirma que esses sistemas utilizam capacidades já presentes nos grandes modelos de linguagem, mas acrescentam mecanismos para executar ações e planejar etapas sem depender de comandos constantes dos usuários.

O ChatGPT, o Gemini e o Claude funcionam como o cérebro: eles pensam, escrevem, raciocinam muito bem, mas ficam parados esperando você dizer o que fazer a cada passo.

Lucas Gilbert

Ícones dos aplicativos ChatGPT, Claude e Gemini exibidos na tela de um smartphone
ChatGPT, Claude e Gemini se popularizaram por meio de conversas com usuários, enquanto agentes de IA como a Manus buscam executar tarefas de forma mais autônoma – Imagem: Primakov / Shutterstock

Segundo o especialista, o diferencial da Manus não está necessariamente em um modelo de inteligência artificial mais avançado do que os concorrentes, mas na forma como essa tecnologia é aplicada. “A Manus não inventou um cérebro novo nem uma inteligência superior. O mérito dela nunca foi criar a inteligência, foi dar mãos pra ela”, afirma.

Igreja também vê os agentes autônomos como uma evolução importante do setor. “A questão é a IA agêntica, é a IA que assume trabalho, que gera escala, que gera economia”, afirma.

Por que a Meta quis comprar a startup

A aquisição anunciada pela Meta foi interpretada como uma tentativa de acelerar sua atuação no mercado de agentes autônomos, considerado por parte da indústria como uma das principais tendências da inteligência artificial.

Para Igreja, o valor da negociação ajuda a explicar como grandes empresas de tecnologia costumam agir diante de startups promissoras.

Para a Meta é mais barato ir lá e comprar. Ela já larga com um baita time e uma baita marca. Até ela copiar, o pessoal da Manus já vai mais adiante.

Arthur Igreja

O especialista lembra que a companhia tem histórico de adquirir empresas ainda em estágio inicial de crescimento, em vez de esperar que elas se transformem em concorrentes maiores ou mais caras.

Gilbert avalia que a tecnologia da Manus poderia complementar a base de bilhões de usuários dos serviços da Meta ao oferecer sistemas capazes de executar tarefas concretas, e não apenas responder perguntas.

Por que a China barrou o negócio?

Apesar de a aquisição ter sido anunciada em dezembro de 2025, reguladores chineses passaram a examinar a operação nos meses seguintes. As autoridades apontaram preocupações relacionadas à exportação de tecnologia, investimento estrangeiro e segurança nacional.

Em abril deste ano, Pequim determinou a reversão do negócio. Desde então, Meta e Manus vêm conduzindo um processo de separação que inclui o encerramento do compartilhamento de dados e a migração de projetos para sistemas próprios da empresa americana.

Bandeira da China ao lado do logo da Meta exibido em um smartphone
O governo chinês determinou a reversão da compra da Manus pela Meta, citando preocupações com tecnologia estratégica e segurança nacional – Imagem: Koshiro K / Shutterstock

Na avaliação de Igreja, a reação chinesa está ligada ao valor estratégico que tecnologias de IA passaram a ter para governos. “Será que eu quero deixar essa tecnologia, esse time sair daqui? Tem mais a ver com isso, com governança, segurança, soberania”, afirma.

Para Gilbert, o episódio mostra que a inteligência artificial passou a ocupar um papel semelhante ao de setores considerados estratégicos para os países. “A IA deixou de ser assunto de empresa e virou questão de Estado”, diz.

O especialista avalia que o caso também reforça uma tendência de maior separação entre os ecossistemas de inteligência artificial da China e dos Estados Unidos. Segundo ele, investimentos, talentos e tecnologias passam a enfrentar cada vez mais restrições para circular entre os dois mercados.

Para Igreja, o episódio da Manus dificilmente será um caso isolado. O especialista compara a situação às disputas envolvendo o TikTok nos Estados Unidos e avalia que aquisições internacionais de empresas de IA podem enfrentar obstáculos semelhantes nos próximos anos.

São ativos estratégicos. Não só do ponto de vista empresarial. É estratégico para a Meta, estratégico para a China, estratégico para um país.

Arthur Igreja

Os fundadores da Manus agora buscam levantar cerca de US$ 1 bilhão para recomprar a empresa e reorganizar suas operações, enquanto a startup continua desenvolvendo novos recursos e integrações para sua plataforma.

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Anthropic intensifica negociações para derrubar bloqueio dos EUA a modelos de inteligência artificial

A Anthropic mobilizou sua cúpula técnica e representantes de políticas públicas para Washington no fim de semana, após o governo de Donald Trump restringir o uso internacional dos modelos de inteligência artificial Fable 5 e Mythos 5. A medida, anunciada na sexta-feira (12), levou a empresa a suspender o acesso às ferramentas fora dos Estados Unidos.

As conversas envolveram integrantes da administração federal e executivos da startup, que buscam uma saída para as limitações impostas às tecnologias. O impasse surgiu depois que autoridades americanas passaram a questionar mecanismos de proteção dos sistemas, diante de pesquisas que apontaram a possibilidade de obter informações sobre vulnerabilidades de softwares.

O objetivo das negociações é encontrar uma solução que permita restabelecer o acesso aos modelos mais avançados da companhia, ao mesmo tempo em que atenda às exigências de segurança levantadas pelo governo.

Empresa busca acordo após restrição atingir modelos de ponta

Outdoor da Anthropic – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Segundo o The Wall Street Journal, representantes da Anthropic e integrantes do governo estadunidense passaram horas em reuniões e ligações ao longo do fim de semana para discutir os impactos da decisão.

Entre os participantes estavam o secretário de Comércio, Howard Lutnick, o diretor nacional de cibernética, Sean Cairncross, além de Tom Brown, cofundador e diretor de computação da startup, e Sarah Heck, responsável pela área de políticas públicas da empresa.

Pessoas familiarizadas com as conversas relataram à publicação que existe interesse mútuo em encerrar o impasse. Ainda assim, não havia clareza sobre quais condições poderiam viabilizar a retomada do acesso aos modelos bloqueados.

Paralelamente, especialistas da área de segurança digital manifestaram preocupação com a decisão. Um grupo de profissionais divulgou uma carta defendendo a retirada das restrições, argumentando que a medida pode prejudicar a posição dos Estados Unidos na corrida pela liderança em inteligência artificial.

Na avaliação dos signatários, “essa ação tirou os melhores modelos dos defensores, criou incerteza no mercado e colocou em risco a liderança de IA dos Estados Unidos sem nenhum risco real para justificá-la”, afirmaram pesquisadores de segurança cibernética em carta encaminhada à administração estadunidense.

O episódio ocorre após meses de divergências entre a Anthropic e órgãos do governo sobre regras de utilização e supervisão de sistemas avançados de inteligência artificial. O texto informa que também havia desacordos envolvendo o uso dos modelos pela área militar e discussões relacionadas à formulação de políticas públicas para o setor.

A controvérsia ganhou força depois que pesquisadores da Amazon identificaram formas de contornar determinadas barreiras de proteção do Fable. Segundo a reportagem, os testes permitiram obter informações sobre falhas existentes em pelo menos quatro programas de computador ao modificar a forma como os pedidos eram feitos ao sistema.

Logo da Anthropic em um smartphone; ao fundo, várias linhas de código de programação
Preocupações com segurança ganharam força – Imagem: Photo For Everything/Shutterstock

Especialistas ouvidos pela publicação observaram, porém, que o estudo não apontou a geração de ferramentas ofensivas destinadas a ataques cibernéticos. O material teria demonstrado a capacidade de localizar vulnerabilidades, recurso que também pode ser empregado por equipes responsáveis pela defesa de redes e sistemas.

Consoante a posição divulgada pela Anthropic, as fragilidades destacadas pelos pesquisadores seriam relativamente simples e poderiam ser identificadas por outros modelos já disponíveis ao público. A empresa também sustentou que os resultados não configurariam uma quebra completa das salvaguardas implementadas na tecnologia.

Em meio à escalada da crise, a companhia enviou a Washington alguns de seus principais especialistas em segurança e avaliação de riscos. A expectativa era apresentar detalhes técnicos sobre os mecanismos de proteção adotados e reduzir a tensão entre a empresa e a administração federal.

A reação do governo ocorreu rapidamente. Após discussões internas e contatos entre autoridades e representantes do setor privado, a Anthropic recebeu pressão para retirar os modelos de circulação. Na mesma noite em que a restrição foi formalizada, a startup interrompeu o acesso ao Fable 5 e ao Mythos 5 para cumprir a determinação.

Para parte da comunidade de segurança digital, a resposta oficial foi excessiva. Katie Moussouris, diretora-executiva da empresa de cibersegurança Luta Security, avaliou que a suspensão da versão mais recente do Mythos produz efeitos negativos para atividades de proteção digital e para interesses estratégicos do próprio país.

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O que está por trás das demissões atribuídas à inteligência artificial?

Lucros em alta e demissões em massa. Esse contraste tem marcado 2026 no setor de tecnologia, onde a inteligência artificial passou a aparecer com frequência nas explicações para os cortes, explica o TechCrunch.

Segundo a TrueUp, uma plataforma de emprego e recrutamento que acompanha o mercado de trabalho, cerca de 150.000 profissionais foram afetados neste ano, em um ritmo próximo de 974 desligamentos por dia — 44% mais rápido do que no mesmo período do ano passado.

Mais de 150 mil profissionais já foram afetados por demissões no setor de tecnologia em 2026. Imagem: Stock-Asso/Shutterstock – Imagem: Stock-Asso/Shutterstock

IA como justificativa — ou como desculpa?

Nem todos acreditam que a IA seja a verdadeira responsável por essa onda de demissões. O tema ganhou força à medida que empresas lucrativas passaram a associar cortes de pessoal ao avanço da tecnologia.

Um dos casos mais comentados envolve a empresa de pagamentos Block. Após demitir quase metade de seus funcionários no início de 2026 — cerca de 4.000 pessoas —, o fundador Jack Dorsey afirmou que as ferramentas de IA “estão viabilizando uma nova forma de trabalhar que muda fundamentalmente o que significa construir e operar uma empresa”.

Mais tarde, após ser questionado por usuários no X, Dorsey reconheceu que a companhia havia contratado além do necessário durante a pandemia.

O investidor Marc Andreessen também colocou essa explicação em dúvida. Em conversa com o podcaster e investidor Harry Stebbings, ele classificou a IA como uma “desculpa bala de prata” para cortes que teriam outras origens. Segundo Andreessen: “Essencialmente, toda grande empresa está com excesso de pessoal. No mínimo 25%. Acho que a maioria está com excesso de 50%. Muitas, com 75%. Agora todas têm a desculpa bala de prata: ah, é a IA.”

A Uber também acabou envolvida nessa controvérsia. A empresa reduziu cerca de 23% de sua divisão de recursos humanos e recrutamento, afetando menos de 1% de seus 34.000 funcionários. A companhia negou qualquer relação entre os cortes e a IA. Ainda assim, a decisão ocorreu pouco depois de seu diretor de tecnologia revelar que todo o orçamento anual destinado a ferramentas de programação baseadas em IA havia sido consumido em apenas quatro meses.

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Mais de 150 mil profissionais já foram afetados por demissões no setor de tecnologia em 2026. Imagem: TStudious/Shutterstock

Fortunas crescem enquanto vagas desaparecem

Os cortes ocorrem justamente quando empresas ligadas à inteligência artificial vivem um período de forte valorização.

A fabricante de chips Cerebras Systems estreou na Nasdaq com alta de 68% em relação ao preço inicial de suas ações, alcançando valor de mercado de aproximadamente US$ 67 bilhões. O resultado transformou seus cofundadores, Andrew Feldman e Sean Lie, em bilionários.

A SpaceX também simboliza esse momento de valorização acelerada do setor. A empresa alcançou uma avaliação de US$ 2,1 trilhões e pode transformar milhares de funcionários em milionários. Anthropic e OpenAI também aparecem entre as companhias que caminham para avaliações próximas ou superiores a US$ 1 trilhão.

Alguns números ajudam a dimensionar o cenário:

  • Cerca de 150.000 profissionais afetados por demissões no setor em 2026;
  • Aproximadamente 40.000 cortes registrados apenas em maio;
  • A possibilidade de surgirem cerca de 4.400 novos milionários ligados à SpaceX;
  • Empresas que continuaram se valorizando mesmo após anunciar reduções de pessoal.

Em março, Mark Zuckerberg comprou uma mansão de US$ 170 milhões na ilha conhecida como “Billionaire Bunker”, em Miami. Dois meses depois, a Meta anunciou a demissão de 8.000 funcionários, cerca de 10% de sua força de trabalho, ampliando o contraste entre a valorização do setor e os cortes de pessoal.

Fachada da SpaceX
A SpaceX pode criar milhares de novos milionários em meio a uma onda histórica de demissões no setor. Imagem: Walter Cicchetti/Shutterstock – Imagem: Walter Cicchetti/Shutterstock

O custo de vida amplia a tensão

As demissões acontecem em um momento delicado para muitos trabalhadores americanos. Os custos com saúde, moradia e financiamento imobiliário continuam em alta nos Estados Unidos, aumentando a pressão sobre famílias que já enfrentam um cenário econômico mais difícil.

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Não por acaso, o assunto ganhou destaque. De um lado, empresas lucrativas e investidores ligados à IA acumulam riqueza em velocidade impressionante. Do outro, milhares de profissionais enfrentam um ambiente econômico cada vez mais desafiador.

O texto também relembra o movimento Occupy Wall Street, que surgiu após a crise financeira de 2008 e refletiu a insatisfação popular com a concentração de perdas e ganhos. Para muitos críticos, o paralelo mostra como a insatisfação pode crescer quando riqueza e perdas parecem distribuídas de forma desigual.

Empresas como Block, Atlassian e Cloudflare chegaram a ver suas ações subirem após relacionarem cortes de pessoal à inteligência artificial. O fato é que a relação entre IA e demissões continua cercada de dúvidas. E, quanto mais empresas usam essa justificativa, maior tende a ser o escrutínio sobre os reais motivos por trás dos cortes.

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Matemáticos testam IAs em Harvard e modelos são aprovados em 7 dos 10 problemas

Trinta matemáticos se reuniram em Harvard esta semana para fazer algo incomum: corrigir provas feitas por inteligência artificial. O projeto First Proof testou quatro sistemas de IA em dez problemas que haviam sido resolvidos por humanos, mas nunca publicados.

O resultado, anunciado na semana passada, surpreendeu: sete dos dez problemas receberam ao menos uma solução correta. Os quatro sistemas usaram principalmente o GPT-5.5 Pro, da OpenAI – presente em três das quatro configurações – e o Gemini 3.1 Pro Preview, do Google. O Claude Opus 4.7, da Anthropic, apareceu como modelo secundário em um dos sistemas.

Algumas foram classificadas como “impecáveis.” Em um caso, o modelo usou uma estratégia diferente da humana e impressionou os avaliadores.

Por que matemáticos criaram seu próprio teste

A iniciativa surgiu da insatisfação com a narrativa das empresas de tecnologia. As companhias anunciam conquistas, mas verificar as soluções é difícil e os modelos são inconsistentes.

“Não escreve da forma como nós escrevemos – de certa forma, não escreve de maneira honesta”, disse Martin Hairer, matemático do Imperial College London e vencedor da Medalha Fields, ao Washington Post.

Humanos como alpinistas, IA como saltadores

Terry Tao, outro medalhista Fields e professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles, encontrou uma analogia precisa para a diferença.

Especialistas humanos são como alpinistas: exploram o terreno com paciência, identificam submetas e se ajudam mutuamente. Os sistemas de IA seriam “saltadores” – capazes de atingir alturas que humanos não atingiriam de uma vez, mas que não falham com elegância. Uma tentativa fracassada da IA raramente oferece algo aproveitável para o próximo passo.

O que a IA ainda não sabe fazer

O ponto crítico, segundo matemáticos, não é resolver problemas, é escolhê-los. Definir o que vale a pena investigar exige julgamento, intuição e percepção do contexto maior da disciplina.

Lauren Williams, professora em Harvard e uma das líderes do First Proof, usou um exemplo simples ao Washington Post: um geólogo poderia perguntar qual é a cor média de uma pedra na Terra. É uma pergunta válida – mas provavelmente não é uma pergunta interessante. A IA não distingue as duas.

Sébastien Bubeck, matemático da OpenAI, concorda: os modelos resolvem, mas não entendem por que estão resolvendo – nem qual o papel daquele problema no programa maior da matemática.

2.300 matemáticos assinam manifesto

Em paralelo aos testes, matemáticos lançaram a Declaração de Leiden – manifesto internacional com mais de 2.300 signatários que estabelece diretrizes para o uso ético e transparente da IA na área.

A declaração reconhece o potencial da tecnologia, mas aponta riscos: os modelos não creditam as ideias que utilizam, e as empresas promovem sucessos sem transparência sobre os casos de falha.

O contexto: o problema de 80 anos

Em maio, a OpenAI anunciou que um modelo havia refutado uma conjectura de Paul Erdős sem solução há 80 anos. O resultado foi chamado de “solução espetacular” pelo matemático de Princeton Noga Alon.

O First Proof surge como resposta organizada da comunidade científica: em vez de reagir aos anúncios das empresas, os matemáticos passaram a definir seus próprios critérios de avaliação.

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Policial do Reino Unido é afastado por fabricar provas criminais com ajuda de IA

Um policial do condado de Derbyshire, no Reino Unido, passou a ser alvo de investigação criminal após suspeitas de ter recorrido a sistemas de inteligência artificial para produzir material utilizado como evidência em diferentes processos judiciais. O caso envolve a apuração de possível adulteração do curso da justiça e foi tornado público recentemente pelo The Guardian.

De acordo com autoridades locais, o agente em questão já foi retirado de funções operacionais enquanto o procedimento investigativo segue em fase inicial. A apuração ocorre em cooperação com o Crown Prosecution Service, órgão responsável pela persecução penal no país.

Segundo a polícia de Derbyshire, ainda não houve prisões relacionadas ao caso e detalhes sobre a identidade do servidor ou a natureza exata das supostas condutas não foram divulgados.

Entenda os desdobramentos da investigação

(Imagem: NorthSky Films / Shutterstock.com)

A corporação policial de Derbyshire confirmou que instaurou investigação criminal após a suspeita de que um de seus integrantes teria utilizado ferramentas de inteligência artificial na elaboração de material probatório em múltiplas ocorrências. O enquadramento inicial da apuração aponta para a hipótese de interferência indevida em procedimentos judiciais.

Conforme comunicado pela força policial, o servidor foi afastado de atividades de linha de frente enquanto as diligências prosseguem. A instituição também informou que mantém articulação com o Crown Prosecution Service para avaliar eventuais impactos em casos já em andamento.

Martelo de tribunal
Kuzma/iStock

O episódio ocorre em meio a alertas emitidos por órgãos de coordenação policial no Reino Unido sobre o uso de inteligência artificial em atividades judiciais. O responsável pelo centro de IA do National Police Chiefs’ Council afirmou que algumas forças foram orientadas a interromper o uso de sistemas automatizados na redação de declarações e documentos utilizados em tribunais, sob dúvida quanto à confiabilidade dessas ferramentas.

Em paralelo, a polícia metropolitana de Londres também conduz apurações internas envolvendo o emprego de tecnologia baseada em dados para monitoramento de servidores. Segundo informações oficiais, o sistema teria sido utilizado para identificar possíveis irregularidades funcionais e condutas criminosas, o que resultou em detenções de agentes sob suspeitas graves, incluindo abuso de autoridade e fraude.

A reportagem do The Guardian não especificou em quais crimes o policial teria falsificado evidências ou mesmo o sistema de inteligência artificial utilizado.

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Copa do Mundo 2026: segundo supercomputador reforça previsão para o vencedor

Nesta sexta-feira (12), a Universidade de Liverpool, na Inglaterra, divulgou as projeções de um supercomputador desenvolvido por pesquisadores da instituição sobre o resultado da Copa do Mundo Fifa 2026. 

A seleção apontada como campeã por esse modelo de inteligência artificial (IA) é a mesma revelada como favorita ao título pelo supercomputador da Opta Analyst, empresa especializada em estatísticas esportivas: a Espanha.

Enquanto o modelo de Liverpool, desenvolvido pelos pesquisadores Benjamin Holmes e Ian McHale, considera variáveis como desempenho individual dos jogadores, lesões, suspensões, condições climáticas e até os efeitos da altitude, a Opta Analyst adota uma abordagem baseada em rankings de desempenho, força das seleções e milhões de simulações computacionais do torneio.

Mais um supercomputador fez previsões nada animadoras para o Brasil sobre quem vai vencer a Copa do Mundo de 2026 – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

O que o supercomputador projeta para a Copa

Nas projeções, a Opta realizou 25 mil simulações da Copa do Mundo e apontou 16,38% de probabilidade de título para a Espanha. Já o modelo britânico simulou mil cenários e atribuiu ao time comandado por Luis de la Fuente 26,1% de chances de conquistar a taça.

Além da Espanha, o supercomputador de Liverpool coloca a Inglaterra como principal rival na disputa pelo título, ainda que com uma probabilidade menor, em torno de 17%. França aparece logo atrás, seguida pela Argentina, atual campeã, e por Portugal, que também surge como candidato relevante. O cenário desenhado reforça um equilíbrio entre seleções tradicionais do futebol mundial.

As simulações também projetam possíveis caminhos no mata-mata. A Inglaterra, por exemplo, teria boas chances de liderar seu grupo e avançar com certa tranquilidade. No caminho, poderia enfrentar adversários como o Brasil nas quartas de final e Portugal na semifinal, em um roteiro que já começa a animar torcedores mais ansiosos – e a dar dor de cabeça aos matemáticos.

Troféu da Copa do Mundo
E aí, quem deve vencer a Copa do Mundo 2026, que promete ser a mais tecnológica da história? – Crédito: Paparacy/Shutterstock

Outro destaque curioso das projeções envolve a Escócia, que aparece como possível terceira colocada em seu grupo, com chance de 11,8% de chegar às oitavas de final. Não é exatamente um favoritismo, mas já seria suficiente para manter viva a esperança dos torcedores britânicos mais otimistas.

A disputa pela Chuteira de Ouro também entrou nas contas do modelo. O norueguês Erling Haaland e o espanhol Mikel Oyarzabal aparecem empatados nas simulações, com média de 5,2 gols cada. A briga promete ser apertada, embora os goleiros certamente não compartilhem do mesmo entusiasmo.

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“Futebol é imprevisível”, reforça pesquisador

Segundo Holmes, o modelo foi aprimorado com novas variáveis, como a forma de interação entre jogadores em campo. Ele explica: “Desde o Euro 2024, expandimos nosso modelo de simulação com uma série de novos recursos”.

O pesquisador afirma que fatores externos também foram incluídos. “Agora adicionamos simulações de lesões, suspensões e até quem marca os gols. Também modelamos clima e altitude”, disse.

Holmes reconhece que, apesar da sofisticação do modelo, o futebol continua imprevisível. “Embora nosso modelo concorde com as casas de apostas, que apontam a Espanha como favorita”, disse, “o futebol ainda guarda espaço para surpresas”.

Então, não vamos desanimar! Afinal, os números não entram em campo. Por mais avançados que sejam os modelos matemáticos e as simulações feitas por IA, o futebol continua sendo decidido por talento, estratégia e momentos que nenhum algoritmo consegue prever. 

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EUA proíbem uso das novas IAs da Anthropic por estrangeiros

Uma decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos na sexta-feira (12) provocou forte repercussão no setor de inteligência artificial. O Departamento de Comércio determinou que estrangeiros não poderão acessar os novos modelos de IA lançados pela Anthropic, empresa responsável pelo assistente Claude

A medida vale tanto para pessoas que vivem fora do país quanto para estrangeiros que estão em território estadunidense.

Especialistas alertam que a IA poderosa da Anthropic pode ser usada para obter informações sensíveis, burlar regras de segurança ou explorar vulnerabilidades tecnológicas. – Crédito: Saulo Ferreira Angelo/Shutterstock

Em resumo:

  • EUA proibiram estrangeiros de acessar novos modelos da Anthropic;
  • Anthropic suspendeu globalmente ferramentas Fable 5 e Mythos 5;
  • Governo teme jailbreaks que burlam proteções de segurança;
  • Empresa critica medida e pede regras transparentes;
  • Caso amplia debate entre inovação, segurança e regulação.

Para cumprir a determinação, a companhia precisou interromper o acesso global aos modelos recém-lançados. A ordem foi emitida poucos dias após a chegada ao mercado das ferramentas Fable 5 e Mythos 5, apresentadas pela empresa como uma nova geração de sistemas de inteligência artificial com capacidades avançadas.

Anthropic vê exagero na decisão do governo

Embora o governo não tenha detalhado oficialmente os motivos da restrição, fontes ligadas ao caso indicam que a preocupação estaria relacionada à possibilidade de os sistemas serem alvo de técnicas conhecidas como “jailbreak”, segundo o jornal The New York Times. Esse tipo de procedimento busca contornar os mecanismos de segurança das IAs para obter respostas ou comportamentos que normalmente seriam bloqueados.

Na prática, um jailbreak utiliza instruções elaboradas, simulações ou estratégias de engenharia de prompt para convencer o sistema a ignorar limitações impostas pelos desenvolvedores. Especialistas alertam que esse recurso pode ser usado para obter informações sensíveis, burlar regras de segurança ou explorar vulnerabilidades tecnológicas.

A Anthropic afirmou que sempre reconheceu a existência desse tipo de risco, mas considera a reação do governo exagerada. Em comunicado divulgado em seu site e nas redes sociais, a empresa classificou a decisão como um possível mal-entendido e defendeu que eventuais restrições devem seguir critérios transparentes, baseados em evidências técnicas e em processos regulatórios claros.

Para a companhia, impedir o acesso aos modelos por causa da possibilidade de jailbreak criaria um precedente que poderia afetar praticamente toda a indústria de inteligência artificial. Isso porque nenhuma grande empresa do setor está totalmente livre desse tipo de vulnerabilidade, apesar dos constantes investimentos em mecanismos de proteção.

Os modelos afetados haviam sido disponibilizados ao público poucos dias antes da restrição. Inicialmente, o acesso seria gratuito por um período limitado. Depois, os usuários passariam a utilizar a tecnologia por meio de cobrança baseada em requisições feitas às interfaces de programação (APIs).

O sistema Fable 5 foi desenvolvido com camadas extras de proteção para impedir respostas relacionadas a temas considerados sensíveis, como cibersegurança ofensiva, biologia avançada e outras áreas que poderiam ser exploradas para atividades ilegais. A empresa afirma que consultas consideradas de maior risco seriam direcionadas para versões mais antigas da tecnologia.

Logo da Anthropic em um smartphone na horizontal
EUA restringem acesso ao Fable, IA da Anthropic voltada para segurança digital e análise de código. – Crédito: Samuel Boivin/Shutterstock

Especialistas divergem sobre a medida

Apesar dessas barreiras, especialistas divergem sobre a eficácia das medidas. Parte da comunidade de segurança digital considera que sistemas tão avançados podem representar novas ameaças caso caiam em mãos mal-intencionadas. Outros pesquisadores argumentam que as mesmas capacidades podem ser utilizadas para fortalecer defesas e identificar vulnerabilidades antes que criminosos as explorem.

As discussões sobre os riscos dos novos modelos ganharam força após testes realizados por pesquisadores que tiveram acesso antecipado ao Mythos. Alguns classificaram a ferramenta como um avanço preocupante no campo da cibersegurança, enquanto outros a enxergaram como uma evolução gradual das tecnologias já disponíveis no mercado.

A decisão dos EUA também ocorre em meio a um debate mais amplo sobre a supervisão da IA. Recentemente, o governo passou a discutir mecanismos para ampliar o monitoramento de sistemas avançados antes de sua liberação ao público. A mudança representa uma postura mais cautelosa em relação ao rápido crescimento da tecnologia.

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“Não tenho palavras”, diz ex-conselheiro de Inteligência Artificial de Trump

A relação entre a Casa Branca e a Anthropic já vinha apresentando atritos. Meses atrás, órgãos federais foram orientados a interromper o uso de ferramentas da empresa após divergências sobre a utilização dos modelos por forças militares. A startup defendia a adoção de salvaguardas técnicas para evitar usos considerados inadequados.

Mesmo diante das restrições, modelos anteriores da Anthropic continuam disponíveis. A empresa informou que sistemas como o Opus 4.8 não foram afetados pela ordem governamental e seguem operando normalmente para clientes autorizados.

A decisão causou surpresa entre especialistas em tecnologia e ex-integrantes do governo americano. Entre os críticos está Dean Ball, ex-conselheiro de inteligência artificial da administração Trump, que reagiu à notícia nas redes sociais dizendo: “Não tenho palavras”. Em seguida, classificou a medida como “desconcertante”. Para analistas do setor, a restrição contrasta com outras iniciativas recentes dos Estados Unidos voltadas ao fortalecimento da liderança do país no desenvolvimento de tecnologias avançadas.

O caso também reacendeu o debate sobre como equilibrar inovação e segurança. Enquanto governos discutem formas de reduzir riscos associados às novas tecnologias, empresas do setor alertam para a necessidade de regras claras que não impeçam o avanço de ferramentas consideradas estratégicas para a economia e para a pesquisa científica. Por enquanto, não há previsão oficial para o fim das restrições impostas aos novos modelos da Anthropic.

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Google contesta decisão histórica sobre responsabilidade por conteúdo de IA

A Alphabet, empresa-mãe do Google, anunciou, nesta sexta-feira (12), que irá recorrer de uma decisão judicial alemã que considerou a empresa legalmente responsável por alegações falsas que aparecem nos Resumos de IA (AI Overviews), uma funcionalidade que exibe sumários gerados por inteligência artificial (IA) acima dos resultados tradicionais de busca.

Decisão judicial contra o Google marca precedente importante

  • O tribunal de Munique (Alemanha) emitiu uma decisão histórica contra os resumos gerados por IA do Google, determinando que o AI Overviews constitui conteúdo próprio da empresa;
  • Esta decisão pode impactar significativamente outros desenvolvedores de inteligência artificial;
  • “Este caso foca em erros específicos e pontuais, não na forma fundamental como o AI Overviews exibe conteúdo da web. Discordamos da decisão e planejamos recorrer”, disse um porta-voz do Google por e-mail à Reuters;
  • O processo foi movido por duas editoras alemãs que alegaram que os Resumos de IA falsamente as vincularam a golpes e práticas comerciais duvidosas;
  • A empresa reconhece que, embora a grande maioria dos AI Overviews seja precisa, podem ocorrer casos em que os resumos perdem contexto ou interpretam mal o conteúdo da web.
Tribunal de Munique (Alemanha) emitiu uma decisão histórica contra os resumos gerados por IA do Google, determinando que o AI Overviews constitui conteúdo próprio da empresa – Imagem: Ascannio/Shutterstock

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Impactos na indústria de conteúdo

A integração de IA nos resultados de busca online do Google tem gerado críticas de editores e provedores de conteúdo, que afirmam que isso afetou negativamente seu tráfego, audiência e receita. Reguladores antitruste também estão investigando a questão.

O Google afirmou que toma ações rápidas contra violações de suas políticas para AI Overviews e que está comprometido em melhorar continuamente a precisão da tecnologia.

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