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O PSG agora tem um novo “companheiro de equipe”: a IA

O Paris Saint-Germain (PSG) anunciou um acordo com o Google que coloca a inteligência artificial no centro da relação entre clube e torcedores. Segundo comunicado, o Gemini será o assistente oficial de IA da equipe, enquanto o Google Pixel será o smartphone oficial.

A iniciativa terá duração até 2029 e busca criar novas experiências digitais, além de ampliar o uso de soluções do Google dentro da estrutura do clube francês.

Gemini virou o novo aliado do PSG: a IA ajudará o clube a produzir conteúdos mais criativos. – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

Gemini será o assistente oficial de IA do PSG

Atual campeão francês e vencedor da última edição da Liga dos Campeões, o PSG passa a contar com o Google Gemini como assistente oficial de inteligência artificial. A ferramenta será usada pelas equipes internas do clube para desenvolver conteúdos mais criativos e próximos do público.

Segundo o comunicado do PSG, a tecnologia permitirá explorar novas formas de criar materiais para os fãs e melhorar a conexão com a rotina da equipe.

O acordo também define o Google Pixel como smartphone oficial do clube. O aparelho será utilizado para registrar e compartilhar momentos dos jogos, dos bastidores e de outras atividades ligadas ao time.

Entre os principais pontos da parceria estão:

  • Gemini como assistente oficial de IA do PSG;
  • Google Pixel como smartphone oficial do clube;
  • Criação de um espaço do Google no estádio Parc des Princes;
  • Uso de soluções digitais em diferentes áreas da equipe.

Parc des Princes terá espaço dedicado ao Google

A colaboração também prevê a criação de um espaço do Google dentro do Parc des Princes, em Paris. O local receberá parceiros, criadores de conteúdo e convidados interessados em conhecer as novidades da empresa, com destaque para recursos de inteligência artificial.

Além da experiência para visitantes, o Google ajudará diferentes departamentos do PSG a integrar suas soluções ao funcionamento do clube.

Richard Heaselgrave, Chief Revenue Officer do Paris Saint-Germain, afirmou que a iniciativa representa uma oportunidade de unir inovação e a identidade global da equipe.

“Esta parceria com o Google reflete perfeitamente nossa ambição de colaborar com as empresas mais inovadoras do mundo. Ao combinar a experiência tecnológica do Google com a força global da marca Paris Saint-Germain, exploraremos novas maneiras de criar, inovar e expressar nossa identidade parisiense por meio de conteúdos que conectem fãs ao redor do mundo”, afirmou Heaselgrave.

Imagem de um jogador de futebol chutando uma bola de futebol em um campo dentro de um estádio. Ao redor da bola, há sinais que correlacionam futebol com tecnologia
IA já faz parte do futebol: clubes usam tecnologia para analisar dados e melhorar a comunicação. Imagem: Shutterstock AI Generator

Inteligência artificial ganha espaço no futebol

O acordo entre PSG e Google acompanha um movimento que cresce no esporte. Clubes e ligas já usam inteligência artificial para analisar dados, criar conteúdos e melhorar a comunicação com seus públicos.

Leia mais:

Em 2025, a Premier League anunciou uma parceria de cinco anos com a Microsoft para utilizar o Copilot em suas plataformas digitais, oferecendo informações e estatísticas rápidas sobre partidas.

Em comunicado, o Google afirmou que a parceria permitirá aproveitar tecnologias como Gemini e Pixel para ajudar torcedores a se conectarem mais com os momentos importantes do clube.

A iniciativa mostra que a disputa tecnológica no futebol vai além dos resultados em campo. Cada vez mais, equipes buscam ferramentas digitais para criar novas experiências e fortalecer o relacionamento com seus fãs.

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DeepSeek mostra que IA mais barata pode ganhar espaço no mercado

A DeepSeek apresentou uma nova versão de seu modelo de inteligência artificial com foco em baixo custo. Segundo uma análise, o V4-Flash tem uma das operações mais econômicas entre as principais tecnologias avaliadas.

De acordo com a Reuters, a estratégia da startup chinesa é oferecer uma alternativa mais acessível para empresas que querem adotar IA em larga escala.

O DeepSeek V4-Flash pode custar mais de 100 vezes menos para operar que alguns rivais, segundo análise da Artificial Analysis. Imagem: Mamun_Sheikh / Shutterstock

V4-Flash aposta no preço para conquistar empresas

Lançado oficialmente na sexta-feira, o V4-Flash é a nova aposta da DeepSeek para voltar aos holofotes da inteligência artificial. A empresa ganhou projeção mundial no início de 2025 com o modelo R1, que chamou atenção e levantou dúvidas sobre os altos investimentos feitos por companhias americanas no setor.

A Artificial Analysis apontou que o sistema tem o menor custo de operação entre os modelos conhecidos analisados pela empresa.

Os valores informados são:

  • US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada (cerca de R$ 0,71);
  • US$ 0,28 por milhão de tokens de saída (aproximadamente R$ 1,42);
  • Custo médio de US$ 0,03 por teste (cerca de R$ 0,15);
  • Token é uma unidade de dados usada para calcular o consumo de uma IA.

Na comparação de gastos médios, o V4-Flash ficou abaixo do Kimi K3, da Moonshot AI, com US$ 0,86 (cerca de R$ 4,36), do GPT-5.6 Sol, da OpenAI, com US$ 1,86 (aproximadamente R$ 9,43), e do Claude Fable 5, da Anthropic, que chega a US$ 3,15 (cerca de R$ 15,97).

Preço menor não revela tudo sobre a tecnologia

O valor cobrado por uma IA não é o único fator que define seu custo real. Segundo a Artificial Analysis, alguns sistemas podem exigir mais etapas para concluir uma tarefa, aumentando o gasto final.

Por isso, a avaliação considera também a quantidade de dados processados e gerados durante os testes, criando uma comparação mais próxima do uso prático.

A disputa por clientes dentro da China ficou mais intensa. A DeepSeek enfrenta concorrentes como Moonshot AI, MiniMax e Z.AI, além de grandes empresas como ByteDance e Alibaba, que também buscam espaço entre negócios interessados em soluções mais econômicas.

Celular colocado sobre teclado de notebook; ambos exibem logomarca do Google Gemini nas suas telas
O modelo da DeepSeek marcou 50 pontos no Intelligence Index, ficando no mesmo nível do Gemini 3.6 Flash. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Desempenho ainda fica atrás de modelos líderes

O levantamento também avaliou o desempenho do V4-Flash no Intelligence Index, indicador baseado em nove testes envolvendo programação, raciocínio e tarefas comuns do ambiente profissional.

Leia mais:

O modelo alcançou 50 pontos, mesma nota do Gemini 3.6 Flash, do Google. O resultado ficou um ponto abaixo do Muse Spark 1.1, da Meta, e do GLM-5.2, da Z.AI.

Apesar do destaque pelo preço, a ferramenta ainda ficou atrás do Kimi K3, que marcou 57 pontos, e de modelos como Claude Opus 5, Claude Fable 5 e GPT-5.6.

A DeepSeek também prepara uma versão mais potente, chamada V4-Pro, mas ainda não informou quando ela será lançada. A movimentação mostra que a disputa pela IA não depende apenas de criar sistemas mais avançados: reduzir custos também virou uma peça importante para conquistar mercado.

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Nova IA chinesa custa mais de 100 vezes menos para operar

A disputa entre gigantes chinesas da inteligência artificial ganhou novos capítulos nesta semana. Enquanto a Alibaba revelou seu maior modelo de IA até agora, a DeepSeek chamou atenção por seguir um caminho diferente: reduzir drasticamente o custo de operação.

Segundo a Reuters, os anúncios mostram que a corrida tecnológica na China não envolve apenas desempenho, mas também tornar essas ferramentas mais acessíveis para desenvolvedores e empresas.

A Alibaba revelou sua maior IA, mas quem roubou a cena foi a DeepSeek com um modelo que promete operar por uma fração do custo das rivais. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Alibaba apresenta seu modelo mais ambicioso

O Qwen3.8-Max é a nova aposta da Alibaba para competir entre os sistemas de IA mais avançados do mercado. A novidade repercutiu rapidamente e ajudou as ações da companhia a subir 7% na Bolsa de Hong Kong.

A tecnologia reúne 2,4 trilhões de parâmetros, configurações aprendidas durante o treinamento que permitem reconhecer padrões, gerar respostas e executar tarefas. Embora essa quantidade não determine sozinha a qualidade de um sistema, ela continua sendo uma referência para medir a escala dos modelos mais modernos.

Pouco depois do lançamento, o Qwen3.8-Max tornou-se o modelo chinês mais bem colocado no ranking de texto da Arena.AI. Na categoria de análise de imagens e outros conteúdos visuais, ficou na segunda posição mundial.

Segundo a Alibaba, entre os principais recursos estão:

  • Processamento de textos, imagens e vídeos;
  • Capacidade para analisar até 1 milhão de tokens por vez;
  • Arquitetura “mixture-of-experts”, que ativa apenas parte do modelo em cada tarefa;
  • Uso simultâneo de apenas 95 bilhões de parâmetros, reduzindo custos e o tempo de resposta.

A empresa informou ainda que a novidade será disponibilizada na próxima semana e concluiu um projeto de engenharia de software em apenas 16 dias.

Aposta em modelos abertos

Outra característica compartilhada pelo Qwen3.8-Max e pelo V4-Flash, da DeepSeek, é o uso de modelos de pesos abertos. Na prática, desenvolvedores podem baixar esses parâmetros e adaptá-los para diferentes aplicações.

As empresas chinesas de IA encontraram um mercado importante. Muitos fluxos de trabalho corporativos não precisam do melhor modelo da indústria.

Lian Jye Su, analista-chefe da Omdia, à Reuters.

Para ele, esse movimento responde a uma necessidade importante do mercado. “Eles precisam de modelos bons o suficiente, acessíveis, transparentes e disponíveis, e os modelos de pesos abertos ajudam a atender essa demanda.”

Enquanto isso, OpenAI, Anthropic e Google seguem apostando em modelos de código fechado.

Ilustração de chip com bandeira da China em placa-mãe
A nova corrida da IA já não depende apenas de desempenho. Reduzir custos virou um dos maiores diferenciais do setor. – Imagem: rawf8/Shutterstock

DeepSeek mira a redução dos custos

Se a Alibaba apostou no tamanho do novo modelo, a DeepSeek resolveu competir pelo preço. O V4-Flash foi classificado pela Artificial Analysis como o modelo mais barato de operar entre os principais sistemas avaliados em testes de desempenho.

O levantamento aponta um custo de US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada (cerca de R$ 0,71) e de US$ 0,28 por milhão de tokens de saída (aproximadamente R$ 1,42). No custo médio por teste, o V4-Flash ficou em cerca de US$ 0,03 (aproximadamente R$ 0,15), contra US$ 0,86 (cerca de R$ 4,36) do Kimi K3, US$ 1,86 (aproximadamente R$ 9,43) do GPT-5.6 Sol e US$ 3,15 (cerca de R$ 15,97) do Claude Fable 5.

Os anúncios reforçam que a concorrência entre as empresas chinesas deixou de ser apenas uma disputa por modelos maiores. Agora, eficiência e custo também passaram a definir quem ganha espaço na próxima fase da inteligência artificial.

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Ferramenta detecta deepfakes com 91% de precisão e ainda explica por que a imagem é falsa

Detectar deepfakes já é difícil. Explicar por que uma imagem é falsa é mais difícil ainda. Pesquisadores do Instituto Fraunhofer de Optrônica, Tecnologias de Sistemas e Exploração de Imagens (IOSB), na Alemanha, desenvolveram uma ferramenta que faz os dois, e com taxa de detecção entre 85% e 91%, segundo comunicado do instituto.

A ferramenta se chama RealorRender e foi desenvolvida em parceria com o Escritório Federal Alemão de Segurança da Informação (BSI), que também financia o projeto.

Como funciona

A abordagem é híbrida e inédita. Em vez de usar apenas um classificador tradicional de aprendizado profundo, a RealorRender combina dois métodos:

Primeiro, um gerador de imagens de IA tenta reconstruir a imagem analisada. Quanto mais bem-sucedida a reconstrução, maior a probabilidade de que a imagem original também tenha sido gerada por IA – afinal, uma IA consegue replicar com mais facilidade o que outra IA criou.

Em seguida, um modelo de classificação calcula o erro de reconstrução e gera uma estimativa de autenticidade em porcentagem.

“Primeiro, usamos um gerador de imagens de IA para reconstruir a imagem. Em seguida, um modelo de IA assume a classificação e realiza um cálculo híbrido do erro de reconstrução. Por fim, obtemos uma estimativa que exibe a precisão do reconhecimento em porcentagem”, explicou Andreas Specker, cientista sênior do grupo de pesquisa de Sistemas de Segurança e Assistência por Vídeo do Fraunhofer IOSB, em comunicado.

O que diferencia: a explicação

Detectar não basta. A RealorRender também explica por que classificou uma imagem como falsa, usando métodos de IA explicável (XAI).

“Texturas distintivas ou padrões de frequência característicos podem indicar a origem sintética de uma imagem. O XAI ajuda a mostrar quais características o modelo usa em sua decisão”, disse Nadia Burkart, chefe do grupo de IA Explicável Aplicada do Fraunhofer IOSB, em comunicado.

A ferramenta usa dois tipos de visualização: mapas de calor, que destacam as regiões da imagem que mais contribuíram para a decisão do modelo, e análise por segmentos, que identifica áreas semânticas específicas (como rosto, cabelo ou fundo) que denunciam a origem artificial.

Por que isso importa

O problema que a RealorRender tenta resolver é massivo. Em 2025, fraudes envolvendo deepfakes ultrapassaram US$ 1,5 bilhão globalmente. Uma investigação de 2023 encontrou 276.149 deepfakes sexuais em um único site dedicado ao tema, 96% deles retratando mulheres.

Humanos têm enorme dificuldade em distinguir imagens autênticas de falsificações. Ferramentas automáticas existem, mas raramente explicam seus resultados – o que limita sua utilidade para jornalistas, plataformas de redes sociais e agências de segurança que precisam justificar decisões de moderação.

Quem pode usar

A RealorRender está sendo incorporada a um demonstrador que inicialmente auxiliará o BSI na detecção de deepfakes. O uso é simples: o usuário faz o upload da imagem, recebe o resultado da detecção seguido de uma explicação e um resumo em texto.

Os pesquisadores publicaram dois relatórios sobre o projeto. A tecnologia tem aplicação potencial para agências de segurança, plataformas de redes sociais, empresas de mídia e agências de fotografia.

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Lei da IA entra em vigor na União Europeia; veja o que muda

A União Europeia inicia neste domingo (2) uma nova fase da implementação da Lei da Inteligência Artificial da União Europeia (AI Act), legislação que regulamenta o uso da IA no bloco. Embora o regulamento tenha entrado formalmente em vigor em agosto de 2024 e algumas regras já estivessem sendo aplicadas desde 2025, a maior parte das disposições passa a valer a partir de agora.

A legislação classifica os sistemas de inteligência artificial conforme o risco que representam e estabelece obrigações diferentes para cada categoria. Com a nova fase da implementação, aumentam as exigências para empresas que desenvolvem e utilizam essas tecnologias, incluindo medidas de transparência para conteúdos gerados por IA e o início da fiscalização de modelos de IA de propósito geral pela Comissão Europeia.

O que muda com o AI Act da UE?

O AI Act é considerado a primeira legislação abrangente sobre IA aprovada por um grande órgão regulador.

A legislação adota uma abordagem baseada em risco, classificando as aplicações de IA em três categorias: sistemas de risco inaceitável (proibidos), sistemas de alto risco (sujeitos a requisitos específicos) e sistemas que não são proibidos nem classificados como de alto risco. Além disso, o regulamento estabelece obrigações de transparência previstas no Artigo 50 para situações específicas, como o uso de chatbots e a geração de conteúdo sintético, independentemente da classificação de risco do sistema.

Sistemas considerados de risco inaceitável, como determinadas formas de pontuação social e algumas práticas de manipulação comportamental, são proibidos. Já aplicações classificadas como de alto risco — utilizadas em áreas como saúde, educação, recrutamento, concessão de crédito e serviços públicos — precisam cumprir requisitos específicos antes de serem disponibilizadas.

A partir de 2 de agosto, entram em vigor também as obrigações de transparência previstas no Artigo 50 da legislação. Ao contrário de outras partes do AI Act, essas regras não se limitam aos sistemas classificados como de alto risco: elas se aplicam a qualquer sistema de IA utilizado nas situações previstas pela norma.

As exigências se aplicam tanto aos provedores desses sistemas quanto às empresas e organizações que utilizam ferramentas de IA.

A legislação europeia estabelece diferentes níveis de risco para sistemas de inteligência artificial e amplia as obrigações de transparência e fiscalização sobre empresas que desenvolvem ou utilizam a tecnologia – Imagem: RaffMaster / Shutterstock

Novas regras para chatbots, deepfakes e conteúdo gerado por IA

Entre as principais obrigações que passam a valer estão:

  • provedores de chatbots, assistentes virtuais e outros sistemas que interagem diretamente com pessoas deverão informar aos usuários que eles estão conversando com uma IA;
  • provedores de sistemas capazes de gerar textos, imagens, vídeos e áudios deverão garantir que esses conteúdos sejam marcados em formato legível por máquina, para que possam ser identificados como produzidos ou manipulados por IA;
  • empresas e organizações que utilizarem IA para criar deepfakes deverão informar que aquele conteúdo foi gerado ou alterado artificialmente;
  • textos gerados por IA publicados com o objetivo de informar o público sobre temas de interesse público também deverão ser identificados, exceto quando tiverem passado por revisão humana e houver responsabilidade editorial sobre a publicação.

As regras também se aplicam a sistemas de código aberto quando eles se enquadram nas situações previstas pelo Artigo 50. Modelos de IA generativa que já estavam disponíveis no mercado antes de 2 de agosto de 2026 terão até 2 de dezembro deste ano para cumprir especificamente a exigência de marcação em formato legível por máquina.

Comissão Europeia poderá fiscalizar e multar empresas

Outra novidade é que a Comissão Europeia passa a exercer poderes de supervisão sobre provedores de modelos de inteligência artificial de propósito geral (GPAI), categoria que inclui grandes modelos de linguagem usados em chatbots e outras ferramentas de IA generativa.

Esses provedores já estavam sujeitos a obrigações desde agosto de 2025, mas a legislação previa um período de adaptação de um ano antes do início da fiscalização. A partir deste domingo, a Comissão poderá solicitar documentação técnica, realizar avaliações, exigir medidas para adequação às regras, restringir a oferta desses modelos e até determinar sua retirada do mercado.

As multas podem chegar a 3% do faturamento global anual da empresa ou 15 milhões de euros, prevalecendo o maior valor, dependendo da infração cometida.

Mapa da Europa em azul, com os dizeres
A partir de 2 de agosto, a Comissão Europeia passa a exercer poderes de fiscalização sobre provedores de modelos de IA de propósito geral, podendo exigir adequações e aplicar multas em caso de descumprimento das regras – Imagem: Ivan Marc/Shutterstock

Como o AI Act foi implementado

A aplicação do AI Act foi dividida em diferentes fases. O regulamento entrou formalmente em vigor em agosto de 2024, mas boa parte de suas disposições teve períodos de transição.

Em fevereiro de 2025 começaram a valer as regras que proíbem determinadas práticas consideradas de risco inaceitável. Em agosto do mesmo ano, passaram a ser aplicadas as obrigações para modelos de IA de propósito geral (GPAI). Agora, em 2 de agosto de 2026, entra em vigor a maior parte das disposições da legislação, incluindo as regras de transparência previstas no Artigo 50 e o início da fiscalização da Comissão Europeia sobre esses modelos.

Empresas brasileiras também podem ser afetadas

Embora o Brasil ainda discuta seu próprio marco regulatório para inteligência artificial, empresas brasileiras que desenvolvem soluções de IA ou prestam serviços para clientes da União Europeia também poderão precisar cumprir as exigências previstas pelo AI Act.

A legislação se aplica aos provedores de modelos colocados no mercado europeu, independentemente do país onde estejam sediados. Isso significa que empresas de fora da União Europeia também podem ficar sujeitas às regras caso disponibilizem seus sistemas para usuários do bloco.

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google earth agora permite uso de ia do nano banana 2 1024x576

Google recua e suspende recurso de IA no Google Earth

O Google voltou atrás e começou a desativar um novo recurso de inteligência artificial no Google Earth apenas um dia após seu lançamento. A ferramenta, apresentada na quinta-feira (30), permitia criar imagens geradas por IA sobrepostas às imagens reais de satélite, aéreas e em 3D da plataforma por meio de comandos em texto. A decisão foi anunciada na sexta-feira, depois que usuários passaram a compartilhar conteúdos que, segundo a empresa, pareciam violar suas políticas.

O recurso utilizava o modelo Nano Banana 2 e havia sido desenvolvido para incentivar usos criativos da geografia. No entanto, a funcionalidade rapidamente passou a ser alvo de críticas devido ao potencial para produzir cenários falsos sobre locais reais, o que levantou preocupações relacionadas à disseminação de desinformação.

O Google Earth ganhou atualizações com IA do Nano Banana 2, mas o Google voltou atrás por enquanto – Imagem: Reprodução / Google

Google diz que reforçará mecanismos de proteção

Em comunicado, o Google afirmou ter observado profissionais da área de geoprocessamento utilizando a ferramenta para diferentes finalidades consideradas úteis. Ao mesmo tempo, a empresa disse que identificou usuários compartilhando capturas de tela de imagens geradas que aparentavam descumprir suas políticas.

Diante desse cenário, a companhia informou que está recuando na disponibilização do recurso enquanto trabalha na implementação de mecanismos de proteção mais robustos. Segundo a empresa, a pausa é temporária e tem como objetivo reforçar as salvaguardas da ferramenta.

A empresa não detalhou quais tipos de imagens teriam violado suas regras. Também afirmou que o conteúdo criado pela IA não aparecia na experiência principal do Google Earth e que as imagens produzidas eram identificadas com uma marca indicando que haviam sido geradas por inteligência artificial.

Ferramenta gerou críticas por risco de desinformação

A funcionalidade permitia que qualquer usuário digitasse um comando de texto para criar imagens fotorrealistas em qualquer ponto do planeta utilizando como base as imagens do Google Earth. Na prática, isso possibilitava adicionar elementos fictícios sobre monumentos, cidades e outros locais reais.

Pouco depois do lançamento, o recurso passou a receber críticas por seu potencial de facilitar a criação e a disseminação de desinformação. Como a ferramenta permitia sobrepor imagens geradas por IA a locais reais do Google Earth, especialistas e usuários apontaram que seria possível criar cenários falsos envolvendo monumentos, pontos turísticos e outras áreas geográficas.

IA utiliza tecnologia do Nano Banana 2 e a integra no Google Earth para recriar Pompeia
Imagem gerada por IA no Google Earth mostra uma recriação de Pompeia, exemplo do tipo de conteúdo que o recurso permitia produzir – (Reprodução: Google)

Empresas de tecnologia têm ajustado recursos de IA

O caso ocorre em meio à expansão de ferramentas de IA generativa em produtos de grandes empresas de tecnologia. Ao mesmo tempo em que essas funcionalidades vêm sendo incorporadas a diferentes serviços, companhias também têm restringido ou suspendido recursos após casos de uso inadequado, preocupações com políticas internas ou riscos de desinformação.

A Meta interrompeu o Muse Image, ferramenta que permitia gerar imagens utilizando contas públicas do Instagram. A decisão ocorreu após críticas relacionadas à privacidade, incluindo manifestações de um sindicato de Hollywood.

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Lei da IA entra em vigor amanhã na União Europeia; o que muda?

A União Europeia inicia neste domingo (2) uma nova fase da implementação da Lei da Inteligência Artificial da União Europeia (AI Act), legislação que regulamenta o uso da IA no bloco. Embora o regulamento tenha entrado formalmente em vigor em agosto de 2024 e algumas regras já estivessem sendo aplicadas desde 2025, a maior parte das disposições passa a valer a partir de agora.

A legislação classifica os sistemas de inteligência artificial conforme o risco que representam e estabelece obrigações diferentes para cada categoria. Esta etapa amplia as exigências para empresas que desenvolvem e utilizam essas tecnologias, incluindo medidas de transparência para conteúdos gerados por IA e o início da fiscalização de modelos de IA de propósito geral pela Comissão Europeia.

O que muda com o AI Act da UE?

O AI Act é considerado a primeira legislação abrangente sobre IA aprovada por um grande órgão regulador.

A legislação adota uma abordagem baseada em risco, classificando as aplicações de IA em três categorias principais: sistemas de risco inaceitável (proibidos), sistemas de alto risco (sujeitos a requisitos específicos) e sistemas que não são proibidos nem classificados como de alto risco. Além disso, o regulamento estabelece obrigações de transparência previstas no Artigo 50 para situações específicas, como o uso de chatbots e a geração de conteúdo sintético, independentemente da classificação de risco do sistema.

Sistemas considerados de risco inaceitável, como determinadas formas de pontuação social e algumas práticas de manipulação comportamental, são proibidos. Já aplicações classificadas como de alto risco — utilizadas em áreas como saúde, educação, recrutamento, concessão de crédito e serviços públicos — precisam cumprir requisitos específicos antes de serem disponibilizadas.

A partir de 2 de agosto, entram em vigor também as obrigações de transparência previstas no Artigo 50 da legislação. Diferentemente de outras partes do AI Act, essas regras não se limitam aos sistemas classificados como de alto risco: elas se aplicam a qualquer sistema de IA utilizado nas situações previstas pela norma.

As exigências se aplicam tanto aos provedores desses sistemas quanto às empresas e organizações que utilizam ferramentas de IA.

A legislação europeia estabelece diferentes níveis de risco para sistemas de inteligência artificial e amplia as obrigações de transparência e fiscalização sobre empresas que desenvolvem ou utilizam a tecnologia – Imagem: RaffMaster / Shutterstock

Novas regras para chatbots, deepfakes e conteúdo gerado por IA

Entre as principais obrigações que passam a valer estão:

  • provedores de chatbots, assistentes virtuais e outros sistemas que interagem diretamente com pessoas deverão informar aos usuários que eles estão conversando com uma IA;
  • provedores de sistemas capazes de gerar textos, imagens, vídeos e áudios deverão garantir que esses conteúdos sejam marcados em formato legível por máquina, permitindo que sejam identificados como produzidos ou manipulados por IA;
  • empresas e organizações que utilizarem IA para criar deepfakes deverão informar que aquele conteúdo foi gerado ou alterado artificialmente;
  • textos gerados por IA publicados com o objetivo de informar o público sobre temas de interesse público também deverão ser identificados, exceto quando tiverem passado por revisão humana e houver responsabilidade editorial sobre a publicação.

As regras também se aplicam a sistemas de código aberto quando eles se enquadram nas situações previstas pelo Artigo 50. Modelos de IA generativa que já estavam disponíveis no mercado antes de 2 de agosto de 2026 terão até 2 de dezembro deste ano para cumprir especificamente a exigência de marcação em formato legível por máquina.

Comissão Europeia poderá fiscalizar e multar empresas

Outra mudança importante é o início dos poderes de supervisão da Comissão Europeia sobre provedores de modelos de inteligência artificial de propósito geral (GPAI), categoria que inclui grandes modelos de linguagem usados em chatbots e outras ferramentas de IA generativa.

Esses provedores já estavam sujeitos a obrigações desde agosto de 2025, mas a legislação previa um período de adaptação de um ano antes do início da fiscalização. A partir deste domingo, a Comissão poderá solicitar documentação técnica, realizar avaliações, exigir medidas para adequação às regras, restringir a disponibilização de modelos e até determinar sua retirada do mercado.

As multas podem chegar a 3% do faturamento global anual da empresa ou 15 milhões de euros, prevalecendo o maior valor, dependendo da infração cometida.

Ilustração mostra uma mão robótica encaixando uma peça de quebra-cabeça sobre um fundo com as estrelas da bandeira da União Europeia, simbolizando a regulamentação da inteligência artificial
A partir de 2 de agosto, a Comissão Europeia passa a exercer poderes de fiscalização sobre provedores de modelos de IA de propósito geral, podendo exigir adequações e aplicar multas em caso de descumprimento das regras – Imagem: RaffMaster / Shutterstock

Cronograma da implementação

A aplicação do AI Act foi dividida em diferentes fases. O regulamento entrou formalmente em vigor em agosto de 2024, mas boa parte de suas disposições teve períodos de transição.

Em fevereiro de 2025 começaram a valer as regras que proíbem determinadas práticas consideradas de risco inaceitável. Em agosto do mesmo ano, passaram a ser aplicadas as obrigações para modelos de IA de propósito geral (GPAI). Agora, em 2 de agosto de 2026, entra em vigor a maior parte das disposições da legislação, incluindo as regras de transparência previstas no Artigo 50 e o início da fiscalização da Comissão Europeia sobre esses modelos.

Empresas brasileiras também podem ser afetadas

Embora o Brasil ainda discuta seu próprio marco regulatório para inteligência artificial, empresas brasileiras que desenvolvem soluções de IA ou prestam serviços para clientes da União Europeia também poderão precisar cumprir as exigências previstas pelo AI Act.

A legislação se aplica aos provedores de modelos colocados no mercado europeu, independentemente do país onde estejam sediados. Isso significa que empresas de fora da União Europeia também podem ficar sujeitas às regras caso disponibilizem seus sistemas para usuários do bloco.

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OpenAI alcança quase “cinco Brasis” em número de usuários no mundo

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Após anunciar que estava reduzindo os preços de seus modelos de inteligência artificial (IA), a gigante de tecnologia OpenAI alcançou a marca de um bilhão de usuários cadastrados em sua plataforma. Isso equivale a praticamente toda a população da China (1,4 bilhão) e quase cinco vezes a do Brasil (213 milhões). No início da semana, […]

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USP e 99 anunciam parceria para pesquisas em IA no Brasil

A Universidade de São Paulo (USP) e a empresa de transporte por aplicativo 99 firmaram uma parceria para desenvolver pesquisas em inteligência artificial (IA) no Brasil.

A iniciativa prevê estudos voltados à melhoria da experiência do usuário e aos impactos da IA na organização do trabalho, além de aproximar pesquisadores da universidade dos desafios enfrentados pela indústria.

O acordo foi formalizado na última terça-feira (28) entre a diretora da Escola Politécnica (Poli) da USP, Anna Helena Reali Costa, e o diretor-geral da 99, Simeng Wang. Segundo as instituições, esta é a primeira parceria desse tipo realizada pela 99 no país.

A colaboração faz parte do programa global de cooperação entre universidades e indústria da DiDi Chuxing, controladora da 99. Em funcionamento desde 2017, a iniciativa reúne mais de 70 universidades em diferentes países e já resultou em mais de 300 projetos de pesquisa.

Duas linhas iniciais de pesquisa

  • Inicialmente, a parceria será desenvolvida em duas frentes de pesquisa aplicada:
  • A primeira terá como foco a otimização da experiência do usuário, utilizando modelos avançados de IA para aprimorar continuamente o atendimento aos clientes da plataforma;
  • A segunda linha investigará como a adoção de agentes de IA pode transformar a organização do trabalho, analisando mudanças estruturais provocadas pelo uso dessas tecnologias em ambientes corporativos;
  • Segundo Eduardo Zancul, professor da Escola Politécnica da USP e idealizador da cooperação na universidade, a iniciativa aproxima a pesquisa acadêmica das demandas do mercado. “Os estudos planejados demandam tanto conhecimento científico quanto conhecimento aplicado.”
  • Roberto Marcondes Cesar Junior, diretor do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (IME-USP) e coordenador de uma das frentes de pesquisa, destacou que os trabalhos abordarão temas considerados estratégicos para o avanço da IA. “As pesquisas serão realizadas em áreas avançadas, que demandam novos estudos sobre os potenciais e os impactos da inteligência artificial.”
Inicialmente, a parceria será desenvolvida em duas frentes de pesquisa aplicada – Imagem: JPCarnevalli/Shutterstock

Leia mais:

Aproximação entre universidade e indústria

A diretora da Escola Politécnica, Anna Helena Reali Costa, afirmou que a parceria fortalece a conexão entre a produção científica da universidade e desafios enfrentados pelo setor produtivo.

“Esta parceria reforça o compromisso da Poli com a pesquisa de ponta e a inovação aplicada, conectando o conhecimento científico gerado na Universidade a desafios reais do mercado e formando profissionais preparados para liderar as transformações trazidas pela inteligência artificial.”

Para Simeng Wang, diretor-geral da 99, a inteligência artificial já ocupa um papel central nas operações da empresa, e a colaboração com a universidade poderá contribuir para formar profissionais capazes de impulsionar novas transformações.

“Acreditamos que as pessoas, os alunos que estão se formando, podem ser agentes de mudança de cultura da empresa, de pioneirismo na transformação do trabalho.”

Caio Poli, diretor executivo da área de experiência do usuário da 99 e ex-aluno da Escola Politécnica, afirmou que o projeto busca aproximar a pesquisa acadêmica dos desafios concretos da indústria.

“A parceria com a USP representa um passo importante para aproximar a pesquisa de ponta dos desafios concretos da indústria, acelerando o desenvolvimento de aplicações em inteligência artificial, formando profissionais altamente qualificados e contribuindo para fortalecer a cultura de inovação no Brasil. Investir em ciência e talento é investir no futuro do país.”

Cooperação envolve centros de pesquisa da USP

O projeto conta com o apoio do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (IME-USP), do Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina (CIAAM USP) e do Centro de Inovação da USP (InovaUSP).

Segundo as instituições, a expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar a produção científica em inteligência artificial, fortalecer a formação de profissionais especializados e estimular o desenvolvimento de novas tecnologias no país.

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Samsung alerta que IA pode deixar celulares e PCs mais caros até 2028

A Samsung afirmou que a escassez global de chips de memória RAM deve se intensificar em 2027 e continuar pelo menos até 2028, impulsionada pela forte demanda da indústria de inteligência artificial (IA).

A previsão foi apresentada durante a teleconferência de resultados financeiros do segundo trimestre de 2026. A fabricante sul-coreana, responsável por cerca de um terço da produção mundial de chips de memória, informou que laboratórios que desenvolvem modelos avançados de IA passaram a compartilhar previsões de demanda de médio e longo prazo para garantir o fornecimento dos componentes.

Segundo a empresa, esse cenário tem levado clientes a firmarem contratos de longo prazo para assegurar o acesso aos chips, permitindo que a Samsung amplie sua capacidade de produção com maior previsibilidade e reduza a volatilidade que historicamente caracteriza o mercado de memórias.

Leia mais:

IA impulsiona preços

  • A alta demanda por memória para infraestrutura de IA também elevou os preços dos chips nos últimos meses;
  • Para a Samsung, o cenário teve efeitos distintos;
  • A divisão de semicondutores registrou vendas recordes no segundo trimestre, enquanto as áreas de smartphones e televisores tiveram redução na rentabilidade devido ao aumento do custo dos componentes;
  • A empresa informou ainda que parte desses custos já começou a ser repassada aos consumidores por meio de reajustes nos preços de smartphones e tablets da linha Galaxy;
  • Como consequência, a demanda por esses dispositivos diminuiu.
Alta demanda por memória para infraestrutura de IA também elevou os preços dos chips nos últimos meses – Imagem: Kinek00/Shutterstock.com

Consumidores podem sentir impacto

A escassez de memória, apelidada informalmente de “RAMageddon”, também tem afetado outras fabricantes.

Como exemplo, a Apple elevou recentemente os preços de MacBooks, Macs e iPads devido ao aumento do custo das memórias.

Durante a divulgação de seus resultados financeiros, a empresa também afirmou esperar uma desaceleração no crescimento da receita no próximo trimestre, projetando avanço entre 9% e 11%, abaixo dos 16% registrados anteriormente.

O movimento ocorre porque fabricantes de memória têm direcionado parte da capacidade de produção para atender à construção de data centers voltados à IA, reduzindo a oferta destinada a eletrônicos de consumo.

Além disso, a Nvidia deve elevar entre 20% e 30% os preços de suas placas de vídeo para consumidores, o que poderá encarecer computadores, notebooks, consoles, dispositivos para jogos e outros equipamentos que dependem desses componentes.

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