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Nas artes marciais japonesas, existe um conceito que não tem boa tradução para o português. Chama-se zanshin, a atenção que permanece depois que a técnica foi realizada. O golpe terminou, mas o guerreiro não relaxa, porque sabe que o momento ainda não terminou. Os gregos chamavam de phronesis a prudência prática, agir no momento certo, […]
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A corrida da inteligência artificial é também uma disputa geopolítica pela hegemonia tecnológica global. É por isso que Estados Unidos e China investem pesado para que as suas empresas assumam o protagonismo no mercado de IA.
Neste cenário, países com menor capacidade tecnológica são obrigados a escolher um lado. É exatamente o que acontece com o Brasil, fortemente pretendido por norte-americanos e chineses devido ao importante mercado consumidor nacional.
Brasil é pretendido pelos dois países
No ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando a exportação de “pacotes completos” de inteligência artificial, colocando o Brasil entre os destinos prioritários ao lado de Egito e Indonésia.
O nosso país figura nominalmente na lista de mercados emergentes onde Washington busca consolidar sua presença antes que a influência chinesa se torne irreversível.
Em meio a este cenário, o Brasil tenta se equilibrar.
O país firmou um memorando de entendimento com Pequim sobre cooperação em IA e avançou em negociações com os Estados Unidos, recebendo anúncios de investimentos bilionários em data centers da Microsoft, Amazon e Oracle.
O ponto central dessa disputa vai muito além de quem exporta os chips. O que importa é quem é responsável pelo treinamento dos modelos de IA. Os sistemas já utilizados pelo setor público e privado brasileiro, na análise de crédito, triagem de políticas, recomendação de conteúdo e gestão de contratos, foram desenvolvidos majoritariamente por empresas dos Estados Unidos, segundo padrões norte-americanos e com dados que refletem realidades daquele país.
O viés estrutural se aprofunda na medida em que o Brasil sustenta sua infraestrutura cognitiva sobre servidores sujeitos a uma lei que autoriza o governo dos EUA a requisitar dados armazenados por provedores norte-americanos em qualquer jurisdição do mundo, independentemente da localização física do servidor.
EUA ou China: de que lado o Brasil deve ficar? (Imagem:leolintang/Shutterstock)
Apesar disso, o país tem uma importante carta na manga. O Brasil é o maior mercado de dados da América Latina, tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo – fator crucial para data centers – e produziu o PIX, um dos sistemas de pagamentos digitais mais sofisticados em operação global.
Isso significa que o nosso país pode escolher o lado mais vantajoso. Hoje, ele parece muito mais alinhado aos Estados Unidos neste quesito, mas será que a China pode oferecer melhores benefícios? E seria esse um melhor caminho a ser adotado?
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Na corrida para ser o principal nome de inteligência artificial (IA) do mundo, a Anthropic está buscando recursos e fechando acordos comerciais para não ser atrapalhada pelo próprio sucesso e seguir tranquila rumo ao IPO. O mais recente acerto é com o Google, com quem fechou um aporte adicional que pode alcançar US$ 40 bilhões, […]
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou um alerta diplomático global sobre supostos esforços generalizados de empresas chinesas, incluindo a startup de inteligência artificial (IA) DeepSeek, para roubar propriedade intelectual de laboratórios estadunidenses de IA, segundo documento diplomático obtido pela Reuters.
O documento afirma que seu propósito é “alertar sobre os riscos de utilizar modelos de IA destilados de modelos proprietários dos EUA e estabelecer as bases para possível acompanhamento e contato do governo americano”.
Processo de destilação e acusações
A destilação é o processo de treinar modelos menores de IA usando saídas de modelos maiores e mais caros como parte de um esforço para reduzir os custos de treinamento de uma nova ferramenta poderosa de IA. A DeepSeek, startup chinesa cujo modelo de baixo custo surpreendeu o mundo no ano passado, lançou na sexta-feira uma prévia de um novo modelo altamente antecipado, adaptado para a tecnologia de chips Huawei, destacando a crescente autonomia da China no setor.
O cabo também mencionou as empresas chinesas de IA Moonshot AI e MiniMax. O Departamento de Estado, a DeepSeek e a Embaixada Chinesa em Washington não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
DeepSeek, que deixou o mundo da IA de queixo caído, estaria envolvida na atividade – Imagem: Mojahid Mottakin/Shutterstock
Resposta Chinesa e Contexto Diplomático
Esta semana, a Casa Branca fez acusações similares, que a Embaixada Chinesa em Washington chamou de “alegações infundadas”, acrescentando que Pequim “atribui grande importância à proteção dos direitos de propriedade intelectual”.
O cabo, datado de sexta-feira e enviado a postos diplomáticos e consulares ao redor do mundo, instrui funcionários diplomáticos a falar com suas contrapartes estrangeiras sobre “preocupações com a extração e destilação de modelos de IA dos EUA por adversários”.
“Um pedido e uma mensagem de protesto separados foram enviados a Pequim para serem discutidos com a China”, afirma o documento. Ele, que não foi reportado anteriormente, sinaliza que a administração Trump está levando a sério as crescentes preocupações sobre a destilação chinesa de modelos estadunidenses de IA.
“Modelos de IA desenvolvidos a partir de campanhas de destilação sub-reptícias e não autorizadas permitem que atores estrangeiros lancem produtos que parecem ter desempenho comparável em benchmarks selecionados por uma fração do custo, mas não replicam o desempenho completo do sistema original”, disse o documento, acrescentando que as campanhas também “deliberadamente removem protocolos de segurança dos modelos resultantes e desfazem mecanismos que garantem que esses modelos de IA sejam ideologicamente neutros e busquem a verdade”.
Advertências anteriores da OpenAI
A OpenAI alertou legisladores estadunidenses que a DeepSeek estava mirando a fabricante do ChatGPT e as principais empresas de IA do país para replicar modelos e usá-los para seu próprio treinamento, reportou a Reuters em fevereiro.
O memorando e o documento de acompanhamento, divulgados apenas semanas antes de o presidente estadunidense Donald Trump visitar o presidente chinês Xi Jinping em Pequim, prometem elevar as tensões em uma guerra tecnológica de longa data entre as superpotências rivais, que havia sido diminuída por uma distensão negociada em outubro passado.
Um policial militar foi indiciado por utilizar uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para simular a voz da ex-companheira desaparecida e, com isso, atrair e supostamente matar três pessoas da mesma família em Cachoeirinha (RS).
De acordo com as investigações, Cristiano Domingues Francisco teria usado a tecnologia para reproduzir a voz de Silvana de Aguiar, sua ex-companheira, que está desaparecida desde o final de janeiro. Os áudios teriam sido enviados aos pais da vítima como um pedido de ajuda, segundo informações exclusivas do g1.
Segundo a polícia, Silvana já estava desaparecida quando as mensagens foram encaminhadas. Após serem atraídos pelo suposto pedido de socorro da filha, os pais teriam sido mortos pelo suspeito.
Silvana, de 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro. Cristiano, ex-marido de Silvana, é apontado como principal suspeito. Ele está preso preventivamente.
Além das conclusões da investigação, duas ferramentas de detecção de inteligência artificial foram consultadas pelo g1. Tanto a Hiya Deepfake Voice Detector quanto a undetectable.AI indicaram ser altamente provável que os áudios tenham sido gerados por IA.
Um dia após a data apontada para o desaparecimento de Silvana, os pais receberam uma ligação do celular dela informando que havia sofrido um acidente em Gramado (RS). No entanto, conforme a apuração, tanto o celular de Silvana quanto o de Cristiano estavam na região de Gravataí (RS) naquele momento.
Na mesma manhã, uma publicação também foi feita pelo celular de Silvana sobre o suposto acidente. O inquérito, porém, apontou que o aparelho estava na região da casa de Cristiano.
Indiciamentos
A investigação aponta que seis pessoas são suspeitas de envolvimento em nove crimes.
Cristiano foi indiciado por feminicídio contra Silvana, dois homicídios contra os pais dela e outros crimes, totalizando nove acusações. Milena Ruppenthal Domingues, atual esposa de Cristiano, foi indiciada por ocultação de cadáver, furto qualificado, falso testemunho, fraude processual e associação criminosa.
“Ao que tudo indica, participou do pós-crime, manipulando dados e conduzindo depoimentos. Ela seria uma peça fundamental. Há indicativos de que ela excluiu contas. Inclusive, o próprio aplicativo de clonagem de voz foi descredenciado quando o autor já estava preso. Então, ela tinha o conhecimento desse aplicativo e realizou o descredenciamento para tentar encobrir essa evidência”, afirmou o delegado Diego Traesel, diretor da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal, ao g1.
Segundo o delegado, o software de clonagem de voz por IA teria sido utilizado por Cristiano para simular a voz de Silvana com o objetivo de despistar a polícia e atrair os pais da vítima.
“Tem também a questão do furto na residência (de Silvana), uma conduta totalmente incompatível com uma pessoa supostamente desaparecida e que deveria voltar. Verificamos que ambos se dirigiram à casa da vítima e de lá retiraram dois aparelhos televisores”, completou.
Wagner Domingues Francisco, irmão de Cristiano, foi indiciado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.
“Eles (Cristiano e Wagner) somem em um período crítico e os próprios familiares ficam sem contato com ambos por cerca de 13 horas. Somado ao fato de o DNA dele ter sido encontrado junto ao telefone da vítima, leva-nos a crer que ele tenha participado dessa ocultação”, disse Traesel.
A investigação também aponta que Wagner pode ter participado da destruição de provas, incluindo a retirada de HDs de câmeras de monitoramento.
Ferramentas de detecção apontaram como sendo alta a probabilidade de os áudios terem sido gerados por IA – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock
Paulo da Silva, amigo de Cristiano, foi indiciado por falso testemunho, fraude processual e associação criminosa. “Esse amigo próximo da vítima, que tinha conhecimento de informática, concorreu nessa fraude estabelecida, nessa limpeza de evidências, apagando conteúdos”, afirmou o delegado.
Ainda segundo Traesel, Paulo teria mentido em depoimento. “Mentiu para nós na fase policial. Conseguimos comprovar que a fala em relação ao Cristiano foi orquestrada e organizada pela esposa. Isso aí está documentado.”
Maria Rosane Domingues Francisco, mãe de Cristiano, foi indiciada por fraude processual e associação criminosa. De acordo com a polícia, ela teria participado da retirada de HDs de sua residência e da manipulação de mensagens para apagar dados e conteúdos.
Ivone Ruppenthal, sogra de Cristiano, também foi indiciada por fraude processual e associação criminosa. Segundo o delegado, ela teria atuado na ação coordenada para apagar vestígios e encobrir rastros do crime.
Na prática, o caso reúne acusações de feminicídio, homicídios e uma série de ações voltadas à ocultação de provas e manipulação de evidências após os crimes.
O que dizem as defesas dos acusados
Cristiano Domingues Francisco: “A Defesa de Cristiano aguarda o encaminhamento do inquérito, sendo que, pela finalização das investigações, deverá ter acesso amplo e irrestrito a todos os procedimentos cautelares que se encontram em segredo de justiça, possibilitando um posicionamento mais assertivo.”
Milena Ruppenthal Domingues (mulher de Cristiano), Paulo da Silva (amigo de Cristiano), Maria Rosane Domingues Francisco (mãe de Cristiano) e Ivone Ruppenthal (sogra de Cristiano):
“A defesa de Milena, Paulo, Maria Rosane e Ivone informa que, ao longo do regular trâmite processual, será devidamente demonstrada — com a garantia do contraditório e da ampla defesa — a inocência dos envolvidos, bem como a fragilidade dos indícios apresentados no inquérito policial.
Ressalta-se, ainda, que serão levadas ao conhecimento do Poder Judiciário as irregularidades ocorridas durante a investigação, somadas a eventuais abusos praticados, os quais serão oportunamente apurados pelos meios legais cabíveis.
A defesa reitera sua confiança na Justiça e no devido processo legal, certos de que os fatos serão esclarecidos de forma técnica e fundamentada.
Declaram-se absolutamente inocentes das acusações.”
Wagner Domingues Francisco (irmão de Cristiano): “A Defesa técnica de WAGNER DOMINGUES FRANCISCO, com o senso de responsabilidade que o momento exige, vem a público manifestar-se acerca do Inquérito Policial que apura as circunstâncias envolvendo o desaparecimento da família Aguiar, no município de Cachoeirinha/RS.
A Defesa tomou conhecimento, exclusivamente por intermédio da mídia e de coletiva de imprensa, da existência de 37 medidas cautelares, além de buscas, apreensões e indiciamentos, sem que lhe tenha sido assegurado, até o presente momento, acesso aos respectivos expedientes, circunstância que impede o pleno conhecimento das teses investigativas.
Importa destacar que as imputações até então divulgadas consistem, neste estágio, em meras hipóteses investigativas, ainda não submetidas ao contraditório, sendo o inquérito policial, por sua natureza, procedimento de caráter unilateral.
Reitera-se, por fim, que WAGNER DOMINGUES FRANCISCO sempre esteve, e assim permanecerá, à inteira disposição das autoridades. A Defesa aguarda o acesso integral aos elementos de prova para manifestação oportuna e aprofundada, confiante de que o devido processo legal conduzirá ao pleno esclarecimento dos fatos, com a consequente demonstração de sua inocência e a prevalência da Justiça.”
A Anthropic deu um passo importante para entender como a inteligência artificial pode transformar o comércio global. Em um experimento recente batizado de Project Deal, a startup colocou agentes baseados em seu modelo de linguagem, o Claude, para negociar bens físicos em um marketplace exclusivo. O resultado confirmou uma suspeita da indústria: a “inteligência” do modelo influencia diretamente a lucratividade dos negócios.
Como funcionou o marketplace de IAs
Para realizar o estudo, a empresa recrutou 69 funcionários voluntários em seu escritório de São Francisco, nos Estados Unidos. Cada participante recebeu um orçamento de US$ 100 e passou por uma entrevista inicial com o Claude para definir o que desejava vender, o que gostaria de comprar e quais seriam suas margens de preço e estilo de negociação.
A partir desse momento, os humanos saíram de cena. De acordo com o relato da Anthropic, os agentes foram integrados a canais do Slack onde podiam:
Postar itens à venda;
Fazer ofertas por produtos de terceiros;
Selar acordos sem qualquer intervenção humana.
Ao final de uma semana, o saldo foi impressionante: 186 acordos fechados, movimentando um valor total de transação superior a US$ 4.000. Os itens trocados foram de pranchas de snowboard a sacos de bolinhas de pingue-pongue.
De livros a eletrônicos: mesa exibe os objetos físicos que foram negociados autonomamente pelos agentes de IA durante o “Project Deal” no escritório da Anthropic; participantes se reuniram para trocar os itens após os acordos firmados pelo Claude – Anthropic / Divulgação
A vantagem invisível dos modelos avançados
O ponto mais crítico do experimento foi um teste comparativo mantido em segredo durante a execução. A empresa dividiu os participantes entre dois modelos de capacidades distintas: o Claude Opus 4.5 (seu modelo de fronteira mais potente na época) e o Claude Haiku 4.5 (uma versão menor e mais ágil).
Os dados coletados pela Anthropic mostraram que os usuários representados pelo modelo mais robusto, o Opus 4.5, obtiveram resultados objetivamente melhores nas negociações. Em termos práticos, a IA mais avançada conseguiu comprar por menos e vender por mais.
No entanto, o dado psicológico chamou a atenção: nas pesquisas pós-experimento, os participantes representados pelos modelos “mais fracos” (Haiku) sequer notaram que estavam em desvantagem competitiva. Eles estavam satisfeitos com os acordos, mesmo que, financeiramente, tivessem lucrado menos que seus colegas “turbinados”.
O futuro do comércio entre agentes
O sucesso do Project Deal indica que a economia baseada em agentes de IA não é mais um conceito de ficção científica. Os participantes do teste demonstraram entusiasmo e até disposição para pagar por um serviço que automatize suas compras e vendas no futuro, conforme detalhado pela Anthropic.
Embora tenha sido um projeto piloto com um público selecionado, as implicações são reais. À medida que delegamos decisões financeiras a algoritmos, a escolha do modelo de IA pode se tornar o diferencial entre um bom negócio e uma perda silenciosa.
A chinesa DeepSeek lançou o modelo de inteligência artificial (IA) V4. A ferramenta chega ao mercado com o título de LLM (grande modelo de linguagem) de código aberto mais “potente” da atualidade..
O lançamento ocorre num momento decisivo para a startup de Hangzhou, que busca sua primeira rodada de investimento externo para cobrir os altos custos de talentos e processamento.
O valor da empresa agora depende do desempenho real desse modelo. Enquanto isso, o fundador Liang Wenfeng tenta levantar pelo menos US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) com investidores que observam de perto se a tecnologia entrega o que promete.
Eficiência bruta e preços agressivos marcam a nova fase da DeepSeek
A grande evolução técnica do V4 está no que os especialistas chamam de janela de contexto, que ficou oito vezes maior em relação à versão de dezembro de 2024.
Na prática, isso significa que a IA consegue “ler” e lembrar de documentos muito mais longos e manter conversas complexas sem se perder.
Além disso, a empresa focou em tarefas agênticas, que são funções nas quais o modelo resolve problemas lógicos e executa ações com mais autonomia.
Para atrair usuários, a DeepSeek iniciou uma verdadeira guerra de preços: enquanto modelos americanos como o Claude Opus 4.6 cobram US$ 25 (R$ 125) por um milhão de tokens, a versão Pro do V4 custa US$ 3,50 (R$ 18).
Testes indicam que o modelo de IA V4, da DeepSeek, continua atrás do Claude 4.6, da Anthropic, em certas áreas – Imagem: Stock all/Shutterstock
Essa economia é possível graças a novos designs e técnicas de treinamento criadas pela startup para reduzir o gasto de energia e computação.
A expectativa é que o preço caia mais quando a Huawei, parceira local e rival da Nvidia, aumentar a entrega de novos chips de IA, o que está previsto para ocorrer ainda em 2026.
Entretanto, o modelo tem limitações claras e não supera os sistemas de código fechado mais avançados dos EUA. Testes indicam que o V4 empata com tecnologias americanas do final de 2025, mas continua atrás do Gemini 3.1 Pro e do Claude 4.6 em certas áreas.
Outro ponto de atenção é a ausência de recursos multimodais, ou seja, a IA da DeepSeek ainda não processa de forma nativa áudio, imagens ou vídeos, algo que concorrentes chineses como Alibaba e ByteDance já oferecem.
O avanço também carrega polêmicas de bastidores e barreiras políticas. Funcionários do governo dos EUA acusam laboratórios chineses de driblar controles de exportação, enquanto a OpenAI e a Anthropic afirmam que a DeepSeek usou outputs de modelos americanos para acelerar seu próprio desenvolvimento.
A startup não respondeu a essas acusações, mas enfrenta dificuldades reais com a escassez de chips avançados e a perda de talentos para concorrentes com orçamentos maiores.
No fim, a DeepSeek tenta provar que seu modelo de negócio baseado em código aberto (no qual o usuário pode baixar e modificar o software livremente) é sustentável.
Até agora, a empresa foi mantida quase inteiramente com a fortuna pessoal de Liang e lucros de seu fundo de hedge. Com o V4, o objetivo é mostrar que a China pode competir na inovação global com uma tecnologia eficiente e, acima de tudo, mais barata que a do Vale do Silício.
Os chatbots alimentados por inteligência artificial demonstram utilidade para muitas tarefas, sugestões de conteúdo, e até para a revisão de texto. Mas o que fazer quando enviamos um comando e a IA devolve com uma resposta medíocre? Nesse caso, o problema costuma ser o prompt utilizado e não o software da plataforma.
Para resolver isso, elaboramos uma lista de prompts para você utilizar no Claude (IA da Anthropic) e, com isso, obter respostas satisfatórias do chatbot. Os comandos devem melhorar não apenas a qualidade do resultado obtido, mas também a riqueza de detalhes ofertada em cada mensagem.
5 prompts para melhorar a qualidade das respostas do chatbot Claude
Apps com chabots alimentados por IA (Imagem: Tada Images/Shutterstock) – Imagem: Tada Images/Shutterstock
Exija perguntas para refinar o conteúdo final
Há muitos prompts bons lá fora, mas nem sempre eles embarcam toda a complexidade de nosso pensamento. A principal consequência disso é o chatbot enviar respostas que não contemplem tudo aquilo que esperávamos.
Por isso, uma ótima ideia para que a IA ofereça um melhor desempenho, é instigá-la a fazer perguntas. Ou seja, ao invés de você mandar um prompt completo sobre a geração de uma imagem, por exemplo, é possível solicitar que o chatbot realize uma lista de perguntas sobre o que você quer ver/espera da imagem. Isso pode refinar a resposta dele para algo bem próximo do que você precisa.
O prompet pode ser algo simples, como:
Faça-me as perguntas de que você precisa para entender melhor este projeto. [Insira o projeto/prompet em seguida]
Agora, se deseja algo ainda mais refinado, você pode fornecer a IA uma série de informações ricas e detalhadas e, em seguida, utilizar algo como:
Antes de começar a tarefa, revise todas as informações fornecidas e faça todas as perguntas necessárias para aumentar as chances de entregar o resultado que procuro. Numere as perguntas e, sempre que possível, formule-as de forma que possam ser respondidas com ‘sim’ ou ‘não’, para facilitar respostas rápidas e claras.
Impeça a produção de informações falsas
A não ser que você tenha pedido (e muito provavelmente não foi o caso), é indicado dizer ao chatbot que ele não pode inventar coisas que não existam, sejam o nome de pessoas, obras, citações, links ou informações.
Para isso, em algum lugar dentro do seu prompt, insira instruções claras do que o chatbot não pode fazer. Por exemplo:
Tudo bem se você não tiver alguma informação, mas seja sincero quanto a isso;
Não crie informações/dados mentirosos. Não invente nomes, obras, links, números ou qualquer outro dado que não exista;
Apure todas as informações fornecidas e insira um link confiável para justificar seu apontamento. Para isso, exclua sites duvidosos, como a Wikipédia.
A inteligência artificial presente nos chatbots foi programada para se adaptar a todo e qualquer contexto. Por isso, uma vez que você a força a assumir um determinado papel ou função/personagem, todo o conteúdo do chat será em torno disso.
Essa técnica é importante porque em vez de a IA dar uma mera importância a uma mensagem de cada vez, todos os comandos deste chat serão colocados dentro do mesmo contexto. Assim, ela pode referenciar dados prévios (que você ou ela tenha enviado) desta conversa em novas mensagens.
Abaixo, constam alguns exemplos atrelados a contextos específicos:
Explique-me a diferença entre notícia, nota e reportagem como se fosse um professor universitário aposentado que lecionou por décadas sobre a edição e desenvolvimento de textos jornalísticos.Sua explicação é destinada a um aluno que ainda está na faculdade e busca construir uma base sólida sobre redação.
Se você decidir usar esta técnica, é necessário personalizar o comando de acordo com o personagem ou função que você deseja que a IA assuma.
Caso você tenha dificuldade para lembrar-se do que aprendeu, pode dar um toque mais cômico, ainda que educativo, para o prompt.
Você é um estatístico, engenheiro e professor de matemática com mestrado em educação inclusiva. Ensine-me álgebra linear como se os conceitos matemáticos fossem personagens de um reality show.
Apurar o conteúdo enviado pelo chatbot é imprescindível (Imagem: krungchingpixs/Shutterstock)
Não é indicado aceitar cegamente tudo o que o chatbot responde a você, principalmente se você não entendeu tudo o que ele lhe disse. Isso porque, não raramente, a inteligência artificial pode enviar respostas imprecisas ou incompletas.
Por isso, uma maneira de auxiliar na sua compreensão do assunto abordado e ainda permitir que a própria ferramenta perceba algum erro e se corrija (porque, sim, isso é possível) é você pedir que ela explique como ela chegou a determinado raciocínio.
Algumas alternativas podem ser:
Explique o passo a passo de como você chegou a esta conclusão e reflita explicitamente se há algum erro de raciocínio ou imprecisão de dados;
Quais dados e alternativas foram utilizados para chegar a esta conclusão? Não se esqueça de citar seu formato de apuração e fontes de informação.
Solicite uma explicação de abordagem antes da resposta final
No ato de enviar um questionamento ou comando ao chatbot, você pode, por exemplo, solicitar que ele explique qual será a abordagem utilizada para enviar a resposta de que você precisa.
Sem esse direcionamento, o Claude simplesmente executa a tarefa imediatamente. Na maior parte dos casos, o resultado acaba exigindo várias correções manuais depois. Já com esse tipo de prompt, a probabilidade de receber uma resposta mais organizada, coerente e bem elaborada aumenta bastante.
Antes de responder, descreva rapidamente qual estratégia você vai usar para resolver este problema. Em seguida, apresente a resposta de forma organizada e clara: [insira sua pergunta aqui].
A Anthropic anunciou uma atualização significativa para o Claude nesta quinta-feira (23), expandindo o diretório de serviços conectados da inteligência artificial. Se antes o foco da ferramenta estava voltado para produtividade e ambiente corporativo, agora o chatbot passa a integrar aplicativos de estilo de vida, como Spotify, Uber, Uber Eats, TripAdvisor e Instacart.
Com a novidade, o Claude agora soma mais de 200 conectores ativos. A proposta é transformar a IA em um assistente pessoal capaz de executar tarefas complexas que exigem a comunicação entre diferentes plataformas, sem que o usuário precise sair da aba de conversa.
Integração vai além do ambiente de trabalho
Desde o lançamento de seus conectores em julho de 2025, a Anthropic observou que os usuários tendem a combinar várias ferramentas em um único fluxo de trabalho. Um exemplo comum no ambiente profissional é extrair dados de uma plataforma de análise, gerar uma apresentação no Canva e enviá-la diretamente para o Asana.
Agora, essa lógica de ecossistema chega à rotina pessoal. Entre os novos serviços integrados, destacam-se:
Viagens e lazer: Booking.com, TripAdvisor, Viator e AllTrails.
Finanças e serviços: Intuit TurboTax, Credit Karma, Taskrabbit e Thumbtack.
Consumo e entretenimento: Spotify, Audible, Uber, Uber Eats, Instacart e StubHub.
Na prática, isso significa que você pode pedir ao Claude para planejar uma trilha no AllTrails e, simultaneamente, solicitar que ele prepare uma playlist no Spotify com a duração exata do percurso, conforme detalhado pelo Engadget.
Como funcionam os novos conectores
A experiência de uso também foi reformulada para ser mais fluida. Em vez de exigir que o usuário instale ou alterne entre programas manualmente, o Claude agora sugere o conector apropriado de forma dinâmica durante a conversa.
Ao solicitar uma reserva em um restaurante, por exemplo, o ícone do Resy ou do OpenTable pode surgir diretamente na interface, baseando-se no contexto e nas preferências já estabelecidas no diálogo. Se houver mais de uma opção de serviço que possa atender ao pedido, a IA apresentará as alternativas para que o usuário escolha a de sua preferência.
Privacidade e controle do usuário
Um ponto de destaque reforçado pela Anthropic em seu comunicado oficial é a manutenção da política de privacidade. A empresa garante que os dados acessados por meio desses conectores não são utilizados para treinar os modelos de linguagem do Claude. Além disso, as plataformas conectadas não têm acesso ao histórico de outras conversas do usuário com o chatbot.
A IA também foi projetada com travas de segurança para transações financeiras:
Sem anúncios: o Claude permanece livre de anúncios e não aceita pagamentos por posicionamento de conectores.
Confirmação obrigatória: a IA não pode finalizar compras ou reservas de forma autônoma; ela é instruída a pedir autorização explícita do usuário antes de concluir qualquer ação que envolva pagamentos ou agendamentos.
Os novos conectores já estão disponíveis para usuários em todos os planos, com a versão para dispositivos móveis operando atualmente em fase beta. No entanto, a disponibilidade das integrações e funcionalidades mencionadas depende das operações regionais de cada serviço.
Esta semana, a gigante Microsoft passou a implementar para os assinantes dos planos do Office uma atualização do Copilot: o Agent Mode. O update é descrito como uma versão mais poderosa, que agora promete a execução de ações diretas nos documentos de formato Word, Excel e PowerPoint.
Outrora conhecida por “vibe working” no ano passado, o Agent Mode oferta um molde de inteligência artificial mais refinado do que a versão anterior do Copilot. A empresa destaca, inclusive, que essa atualização executa tarefas em várias etapas sem se perder no contexto em que trabalha.
Isso é importante porque, anteriormente, o Copilot trabalhava respondendo perguntas e auxiliava em sugestões de aprimoramento de conteúdo. Mas o modelo Agent Mode pode fazer isso enquanto compreende os comandos recebidos com maior eficácia, além de realizar edições diretas. Ou seja, o software tornou-se mais ‘ativo’.
Agent Mode: Microsoft anuncia implementação de um update no Copilot
Sistema Copilot em ação dentro dos softwares do pacote office (Imagem: Azulblue / Shutterstock.com)
Ao site The Verge, o vice-presidente corporativo do grupo, Sumit Chauhan, disse o seguinte:
Quando lançamos o Copilot pela primeira vez, os modelos fundamentais não eram poderosos o suficiente para usar o Copilot para comandar os aplicativos. Isso significava que o Copilot era um parceiro passivo nos documentos: ele podia responder perguntas, mas não conseguia executar ações diretamente no conteúdo.
— Sumit Chauhan, vice-presidente corporativo da Microsoft
A Microsoft também garante uma melhor qualidade geral das respostas geradas, maior capacidade de raciocínio e uma compreensão mais eficiente sobre as instruções recebidas. Isso auxilia na realização de tarefas mais complexas, como múltiplas edições seguidas.
A título de comparação com o Copilot ‘mais simples’, a versão com Agent Mode permite ao usuário acompanhar em tempo real todas as modificações implementadas pela IA via uma barra lateral na tela.
Sistema Copilot atrelado ao Word (Divulgação: Microsoft) – (Divulgação: Microsoft)
Como exemplo de ações práticas, a Microsoft destaca a criação de fórmulas, tabelas e alteração geral de planilhas (no Excel); a atualização de um slide com novas informações pertinentes sem comprometer o design (no PowerPoint); e a edição textual com maior autonomia (no Word).
O update foi desenvolvido para seguir melhor comandos e edições em documentos, planilhas e apresentações. “Ao longo do último ano, os modelos deram avanços significativos na capacidade de seguir instruções, raciocinar e na qualidade geral, e agora são melhores em lidar com edições de múltiplas etapas de forma confiável sem perder a intenção do usuário”, afirmou Chauhan.
Por padrão, o Copilot Agent Mode está em fase de liberação para assinantes dos planos Microsoft 365 Copilot e Microsoft 365 Copilot Premium. Contudo, a empresa ressalta que também estarão disponíveis nos planos Personal e Family.