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Anthropic amplia aposta em data centers e negocia apoio financeiro do Google, diz The Information

A Anthropic está estruturando uma expansão agressiva de sua infraestrutura de inteligência artificial ao arrendar e operar data centers próprios nos Estados Unidos, movimento sustentado pela forte demanda por seus modelos e ancorado em uma relação cada vez mais estratégica com a Alphabet. A informação foi apurada e publicada pelo site The Information.

Nesse arranjo, a controladora do Google surge não apenas como possível financiadora, mas também como parceira tecnológica, ao participar do ecossistema de chips de servidor que pode sustentar as novas instalações da startup.

As conversas incluem ainda a possibilidade de a Alphabet oferecer garantias financeiras para pagamentos bilionários de arrendamento, enquanto a Anthropic avança em direção a uma oferta pública inicial mantida sob confidencialidade.

Expansão de infraestrutura e escala de computação

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

A empresa assinou mais de uma dúzia de acordos preliminares para contratação de data centers nos Estados Unidos, somando capacidade superior a 1 gigawatt. O objetivo é garantir escala suficiente para suportar o crescimento acelerado do uso de seus modelos de IA.

Esse movimento representa uma mudança relevante de postura operacional, já que a Anthropic passa a controlar de forma mais direta a base física necessária para rodar seus sistemas de inteligência artificial em larga escala.

A pressão por capacidade vem do aumento contínuo da demanda pela família de modelos Claude, especialmente em aplicações empresariais e de desenvolvimento de software.

Alphabet como pilar financeiro e tecnológico

Alphabet dispara na bolsa enquanto disputa mercado de IA com Nvidia
(Imagem: Markus Mainka / Shutterstock.com)

A relação com a Alphabet se intensifica em múltiplas frentes. Além de já ter sido citada como investidora com potencial de aporte de até 40 bilhões de dólares, a empresa também participa do desenvolvimento de chips de servidor que podem ser utilizados nos data centers planejados pela Anthropic.

Nesse contexto, discute-se um mecanismo de garantia financeira em que a Alphabet poderia respaldar pagamentos de contratos de arrendamento, reduzindo o risco da expansão agressiva da infraestrutura da startup.

Esse vínculo coloca a Alphabet simultaneamente como financiadora potencial, parceira tecnológica e agente de estabilidade para a estratégia de crescimento da Anthropic.

IPO e pressão de crescimento

A Anthropic também teria submetido, de forma confidencial, documentos para uma oferta pública inicial nos Estados Unidos, sem divulgar termos ou tamanho da operação.

O avanço da infraestrutura e os acordos com grandes parceiros ocorrem em paralelo a uma rodada de captação recente, que avaliou a empresa em aproximadamente 965 bilhões de dólares após levantar outros 65 bilhões.

A combinação entre expansão física, apoio de grandes grupos de tecnologia e forte demanda por seus modelos posiciona a companhia em uma disputa direta por escala no mercado global de inteligência artificial.

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Empresas estão usando a inteligência artificial como bode expiatório para demissões?

Mais da metade das empresas admite destacar a inteligência artificial ao justificar demissões e congelamentos de vagas. É o que mostra uma pesquisa da Resume Templates realizada com 1 mil gestores de contratação nos Estados Unidos.

O dado chama atenção porque o impacto real da tecnologia sobre o emprego parece bem menor do que o discurso adotado por muitas organizações, explica o G1.

Nem toda vaga cortada foi ocupada por um robô. Pesquisa mostra um cenário mais complexo nas empresas. Imagem: VesnaArt/Shutterstock

Inteligência artificial virou a justificativa perfeita?

A inteligência artificial passou a ocupar um papel de destaque no discurso usado por empresas para explicar cortes de pessoal.

Segundo o levantamento, 59% das empresas admitem destacar o papel da IA ao justificar demissões ou congelamentos de vagas porque essa explicação tende a ser melhor recebida do que razões ligadas a dificuldades financeiras. Entre os entrevistados, 17% afirmaram que suas empresas usam diretamente a tecnologia como justificativa para essas decisões, enquanto outros 42% disseram fazer isso parcialmente.

Somados, os percentuais mostram que quase seis em cada dez empresas reconhecem enfatizar o papel da IA porque essa narrativa costuma ser mais bem aceita por funcionários, investidores e pelo mercado.

O contraste com outros resultados da pesquisa é evidente. Apenas 9% dos gestores afirmaram que determinadas funções foram totalmente substituídas pela tecnologia. Já 45% disseram que a IA reduziu parcialmente a necessidade de novas contratações, enquanto outros 45% relataram pouco ou nenhum impacto no tamanho das equipes.

IA sugere progresso em vez de problemas.

Kara Dennison, consultora-chefe de carreira da Resume Templates, em nota.

E isso, para ela, explica esse comportamento.

Segundo a especialista, associar mudanças à inovação tecnológica transmite uma imagem de modernização e planejamento estratégico. Já atribuir cortes a dificuldades financeiras pode gerar preocupações sobre a saúde da empresa.

Ela alerta, porém, que a estratégia pode produzir o efeito contrário caso os funcionários não percebam mudanças concretas provocadas pela tecnologia em suas atividades. Nesse cenário, a justificativa pode gerar dúvidas sobre os reais motivos das decisões.

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O mercado segue em movimento: empresas reduzem algumas funções enquanto reforçam áreas estratégicas. Imagem: Andrey_Popov/Shutterstock

O mercado continua em movimento

Apesar das preocupações em torno da automação, os dados mostram que as empresas continuam contratando.

Embora 55% das organizações planejem realizar demissões em 2026, 92% afirmam que também pretendem contratar novos profissionais. O cenário retratado pelo levantamento aponta mais para uma reorganização das equipes do que para uma retração generalizada do mercado de trabalho.

Os principais motivos citados para cortes de pessoal foram:

  • Impacto da inteligência artificial (44%)
  • Reestruturações organizacionais (42%)
  • Restrições orçamentárias (39%)

Enquanto algumas funções perdem espaço, outras áreas recebem mais investimentos, especialmente aquelas ligadas à eficiência operacional, tecnologia e crescimento.

“Estamos vendo um reequilíbrio da força de trabalho”, afirma Dennison.

De acordo com a especialista, as empresas estão priorizando “capacidade, flexibilidade e impacto”, em vez de simplesmente manter estruturas tradicionais.

Lupa examinando blocos de madeira com chip de IA e ícone de dinheiro
A familiaridade com ferramentas de IA ficou atrás de competências humanas como comunicação e resolução de problemas. Imagem: patpitchaya/Shutterstock – Imagem: patpitchaya/Shutterstock

As habilidades que seguem em alta

A capacidade de resolver problemas aparece no topo da lista de competências mais valorizadas, sendo citada por 54% dos gestores. Em seguida vêm a habilidade de aprender rapidamente novas ferramentas e tecnologias (44%), a comunicação (43%), a adaptabilidade (39%) e a colaboração em equipe (36%).

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Outro resultado chama atenção. A familiaridade com ferramentas de inteligência artificial foi mencionada por apenas 31% dos entrevistados, ficando atrás de todas essas competências.

O levantamento foi realizado em dezembro de 2025 com 1 mil gestores de contratação dos Estados Unidos. As respostas foram coletadas de forma anônima por meio da plataforma Pollfish.

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Cetesb usa IA e satélites para monitorar índices de poluição nos rios Tietê e Pinheiros

Recentemente, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo passou a empregar imagens de satélite combinadas com inteligência artificial para acompanhar a qualidade da água dos rios Tietê e Pinheiros. A iniciativa integra um programa estadual de despoluição e também pretende reforçar a capacidade de fiscalização de irregularidades ambientais.

O sistema, apresentado nesta semana, cobre aproximadamente mil quilômetros de extensão dos rios e de reservatórios associados. As informações são disponibilizadas ao público em um mapa interativo com indicadores de qualidade da água representados por cores.

A nova ferramenta faz parte de uma estratégia que busca acelerar a detecção de alterações ambientais e apoiar políticas de saneamento, sem substituir a rede tradicional de monitoramento já existente.

Monitoramento digital amplia vigilância sobre rios paulistas

A plataforma lançada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo integra o programa IntegraTietê, criado em 2023, e permite que qualquer pessoa acompanhe parte das condições dos rios Tietê e Pinheiros em tempo quase real. O sistema reúne dados de satélites e os organiza em um mapa público que indica diferentes níveis de qualidade da água.

Segundo a gestão ambiental do estado, o objetivo central é unir transparência e controle ambiental. A secretária responsável pela área afirmou, em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, que a proposta busca aproximar a população dos rios e estimular o acompanhamento das ações de recuperação.

Queremos despoluir o Tietê e ser transparentes, queremos que as pessoas acompanhem. É importante nesses projetos de despoluição que as pessoas voltem a ter orgulho do rio“, disse Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.

Além da divulgação pública, o sistema também foi estruturado para apoiar ações de fiscalização. A tecnologia permite identificar variações incomuns na qualidade da água, o que pode indicar possíveis despejos irregulares de efluentes.

O diretor-presidente da Cetesb explicou que o monitoramento por satélite reduz o intervalo de observação em relação ao modelo tradicional. “Até então, temos uma rede de monitoramento e para cada ponto temos uma periodicidade no máximo mensal“, afirmou Thomaz Miazaki de Toledo em entrevista à Folha de S.Paulo.

Tecnologia e funcionamento do sistema

IA auxilia na compreensão de dados capturadas via satélite – Imagem: tadamichi/iStock

O monitoramento utiliza diferentes satélites e combina técnicas de análise de imagem para identificar padrões de poluição específicos. Entre os principais focos estão a matéria orgânica dissolvida colorida e o processo de eutrofização, que ocorre quando o excesso de nutrientes estimula a proliferação de algas e compromete o uso da água para lazer, pesca e navegação.

De acordo com a Cetesb, a leitura das imagens é possível porque substâncias presentes na água interagem de forma distinta com a luz, o que permite inferir indicadores de qualidade ambiental. O acompanhamento é mais intenso em trechos médios e baixos do rio Tietê, onde esses fenômenos são mais relevantes para o uso humano.

Para isso, o projeto utiliza satélites como Sentinel 2 e Sentinel 3 em áreas de reservatórios, além de imagens de alta resolução de empresas privadas para trechos mais detalhados do rio. Também há uso de registros da empresa Firefly em situações específicas.

O sistema conta ainda com a cooperação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que participa de estudos sobre eutrofização, e com uma empresa responsável por desenvolver tecnologia voltada à detecção de matéria orgânica na água. O contrato com o Inpe tem duração de 12 meses e envolve investimento de 180 mil reais, enquanto o acordo com a empresa de tecnologia ultrapassa 1 milhão de reais.

A expectativa da Cetesb é que o uso de inteligência artificial permita gerar alertas automáticos a partir de mudanças detectadas nas imagens. A agência também pretende cadastrar pontos específicos de interesse para acompanhamento contínuo.

Expansão e objetivos do programa

O projeto não substitui a rede física de monitoramento da companhia, que mantém cerca de 550 pontos distribuídos em rios e reservatórios do estado. A proposta é complementar esse sistema com observação mais frequente e ampla por satélite.

Segundo a gestão estadual, a ampliação do saneamento básico em municípios da região metropolitana de São Paulo também faz parte do esforço de recuperação dos rios. Dados apresentados pela secretaria indicam avanço recente no tratamento de esgoto em cidades como Guarulhos, Franco da Rocha e Francisco Morato, com metas de universalização até 2029.

A Cetesb avalia que o modelo ainda está em fase de consolidação e pode ser ajustado após o período inicial de contratos. A intenção é manter a tecnologia e, no futuro, buscar formatos mais sustentáveis de operação.

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9,46 bilhões de litros: o consumo de água da Amazon que virou polêmica

A Amazon divulgou que seus data centers consumiram 2,5 bilhões de galões (9,46 bilhões de litros) de água no último ano, reacendendo o debate sobre o impacto ambiental da infraestrutura digital em escala global.

O número surge em um momento de pressão crescente sobre grandes empresas de tecnologia, que enfrentam cobranças por mais transparência no uso de recursos naturais.

Consumo de água da Amazon equivale a cerca de 5% de Seattle e levanta alerta sobre infraestrutura digital. Imagem: Reprodução/YouTube/Amazon

Consumo de água volta ao centro da discussão

Segundo a Bloomberg, o dado divulgado pela Amazon não passou despercebido: são 2,5 bilhões de galões de água usados globalmente em apenas um ano — algo em torno de 5% do consumo anual da região metropolitana de Seattle.

A empresa diz que resolveu abrir essas informações para mostrar eficiência em seus sistemas de resfriamento e também se posicionar em relação a outras gigantes da tecnologia.

Mas o contexto é mais amplo e, em alguns pontos, até desconfortável para o setor. Em várias regiões, o crescimento acelerado de data centers já levou governos locais a discutir limites para novas instalações. Em certos casos, até moratórias entram no radar.

Transparência ainda é o ponto mais sensível

Apesar dos números divulgados, o setor ainda enfrenta críticas fortes pela falta de dados padronizados sobre consumo de água.

E isso pesa. Sem métricas iguais entre empresas, comparar impacto ambiental vira quase um exercício de aproximação.

“Precisamos de mais transparência”, disse Iris Stewart-Frey, professora de ciências ambientais da Universidade de Santa Clara. Ela destaca que, sem isso, comunidades locais ficam sem clareza sobre os impactos reais dessas instalações.

Hoje, poucas empresas divulgam dados mais completos — entre elas, Google e Meta. Ainda assim, o setor segue longe de um padrão consolidado.

Data center preocupa entidades nos EUA por consumo de energia, água e aumento da poluição
Data centers usam água para resfriar servidores e operação pode variar conforme clima e localização. Imagem: eric1207cvb/Shutterstock

Como a água entra no funcionamento dos data centers

Na prática, a água é usada principalmente para resfriar servidores que operam continuamente em alta carga. O sistema varia conforme clima e localização.

Em alguns casos, o ar externo é usado como base de resfriamento. Em períodos de calor mais intenso, ele passa por filtros com água, que evapora durante o processo.

O funcionamento pode ser resumido assim:

  • Uso de ar externo como primeira etapa de resfriamento
  • Aplicação de filtros com água em temperaturas mais altas
  • Evaporação parcial durante o processo térmico
  • Alternativas sem uso direto de água em regiões secas
  • Sistemas fechados que priorizam resfriamento a ar

A Amazon afirma que, em regiões como Phoenix e partes da Arábia Saudita, evita o uso de fontes externas de água e adota sistemas alternativos.

Eficiência vira argumento de comparação

Segundo a empresa, sua eficiência chegou a 0,12 litro por quilowatt-hora no último ano — abaixo do registrado em 2024. A Amazon também afirma estar à frente da Microsoft, que reportou 0,27 litro por quilowatt-hora.

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A AWS ainda calcula que a média do setor seja mais alta, o que colocaria suas operações em posição relativamente eficiente.

Mas aqui entra um ponto que o próprio setor reconhece como problema: sem uma metodologia única de medição, qualquer comparação acaba sendo parcial.

Meta de retorno hídrico até 2030

A Amazon afirma que pretende devolver ao meio ambiente mais água do que consome até 2030. Para isso, investe em projetos de recuperação de bacias hidrográficas e restauração de sistemas hídricos.

A empresa também já leva água por tubulações para parte de seus data centers e participa de mais de 100 iniciativas de reuso e compensação hídrica.

O tema tende a ganhar ainda mais peso nos próximos anos, especialmente com a expansão da computação em nuvem e o avanço de aplicações de inteligência artificial, que aumentam a demanda por infraestrutura de processamento.

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A visão do CEO da Microsoft sobre o futuro da inteligência artificial

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, afirmou que todos são “stakeholders” da inteligência artificial e que a tecnologia pode elevar salários e distribuir ganhos.

Em um evento do New York Times em San Francisco, ele falou sobre a reação negativa à IA, o risco de impactos no emprego e o avanço da discussão política em torno do tema.

CEO da Microsoft comenta reação negativa à IA e alerta para mudanças no mercado de trabalho. Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

IA e percepção pública

Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse em San Francisco que a inteligência artificial virou um dos assuntos mais sensíveis do momento nos Estados Unidos. Não é só pela velocidade dos avanços, mas pelo incômodo que a tecnologia vem gerando em parte da população.

A fala ocorreu durante o Hard Fork Live, evento do New York Times. No palco, ele reconheceu algo que já aparece em pesquisas e discussões do setor: a percepção da IA ainda é majoritariamente negativa em alguns grupos, mesmo com o crescimento acelerado das aplicações práticas.

E há um ponto que ele fez questão de destacar. Para Nadella, existe uma distância grande entre o que a tecnologia pode gerar em termos econômicos e o que as pessoas realmente enxergam no dia a dia.

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Microsoft aposta na OpenAI e vê a IA como peça central na nova disputa tecnológica global. Imagem: Renata Mendes via Gemini 3 Pro / Olhar Digital

“Stakeholders” e impacto social

O executivo não ignorou um dos pontos mais sensíveis do debate: o impacto no trabalho. Ele admitiu que a IA pode substituir funções, mas argumentou que os ganhos de produtividade tendem a aparecer, ao longo do tempo, na forma de salários mais altos.

Em um momento mais direto da conversa, ele resumiu o clima em torno da tecnologia com a frase: “Não dá para negar que a percepção é péssima”. Em seguida, reforçou a ideia de que o impacto da IA ​​não fica restrito às empresas de tecnologia: “todo mundo é uma parte interessada na IA”.

Esse debate já saiu do campo técnico há algum tempo. Nos Estados Unidos, a discussão passou a envolver políticos, economistas e grupos sociais diversos. Nomes como o senador Bernie Sanders e o presidente Donald Trump já trouxeram a ideia de que a riqueza gerada pela IA deveria ser compartilhada de forma mais ampla.

Satya Nadella ao lado de um smartphone exibindo o logo da Microsoft em sua tela
Nadella defende que os benefícios da IA devem ser compartilhados por toda a sociedade. – Imagem: QubixStudio/Shutterstock

Estratégia da Microsoft na corrida da IA

Dentro da Microsoft, a leitura é de que a corrida da inteligência artificial exige escolhas cada vez mais difíceis. A empresa foi uma das primeiras a apostar na OpenAI e ampliou esse investimento ao longo dos anos, ajudando a impulsionar ferramentas como o ChatGPT.

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Mas essa relação não ficou exatamente do mesmo jeito. Houve ajustes recentes para reduzir a dependência entre as duas empresas, embora a parceria siga estratégica para ambos os lados.

O ponto mais concreto levantado por Nadella, no entanto, não é político nem filosófico — é infraestrutura. A escassez de chips e memória já virou um gargalo real para o crescimento de data centers e para a expansão dos sistemas de IA.

Isso respinga em várias áreas da empresa, inclusive na divisão Xbox, que também disputa recursos dentro da Microsoft. No fim, segundo o executivo, o desafio é simples de dizer e difícil de resolver: crescer sem perder controle de custos, energia e capacidade computacional.

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Fable 5: IA da Anthropic que agiliza seu trabalho é aquela ‘perigosa demais’, só que ‘na coleira’

A Anthropic lançou, na terça-feira (09), o Claude Fable 5. Você talvez tenha lido aqui no Olhar Digital que essa nova inteligência artificial (IA) reduz dois meses de trabalho a um dia. Pois bem. Lembra do Mythos? Aquele modelo de IA que a sua desenvolvedora, a Anthropic, considerou “perigoso demais” para ser lançado ao público. O Fable é o Mythos “na coleira”.

É o que explicou Roberto “Pena” Spinelli, físico pela USP, com especialidade em Machine Learning pela Universidade de Stanford, e também colunista do Olhar Digital. “Eles perceberam que esse modelo [o Mythos] ainda é muito poderoso. Então, eles colocaram o modelo na coleira”, disse o pesquisador. 

“Fizeram um ajuste tão pesado que é o seguinte: toda vez que algum usuário quiser falar de cibersegurança com você [o modelo Fable], você não responde”, explicou Pena. O que acontece é: se você tentar conversar sobre segurança cibernética com o Fable, ele sai de cena, e você passa a conversar com outro modelo da Anthropic, o Opus. Este também é avançado, só que faz parte da geração passada de IA da empresa.

Preocupada com capacidade do Mythos, Anthropic trancou a IA a sete chaves

Para você entender essa história toda, precisamos recapitular o contexto. A Anthropic desenvolveu um modelo de IA capaz de revolucionar a cibersegurança. Mas, ao anunciá-lo, em 7 de abril de 2026, tomou uma decisão incomum: trancou o modelo a sete chaves. E distribuiu as chaves para algumas empresas. 

Por quê? Segundo a empresa, o modelo, chamado de Claude Mythos Preview, seria “perigoso demais” para cair nas mãos do público geral. “As consequências – para as economias, a segurança pública e a segurança nacional – podem ser graves”, declarou a empresa na época.

Num primeiro momento, a Anthropic achou melhor trancar o Mythos a sete chaves – Imagem: Olhar Digital

O Mythos é o modelo de IA mais avançado já desenvolvido pela empresa de Dario Amodei até o momento. Ele foi anunciado junto ao Projeto Glasswing, iniciativa liderada pela Anthropic em parceria com big techs como Apple, Google, Microsoft e Nvidia. Em suma, é um consórcio criado para testar o modelo em sigilo.

O forte do Mythos é programação. Ele funciona de maneira semelhante a um engenheiro de software experiente, sendo capaz de detectar bugs sutis, corrigir as próprias falhas e superar a maior parte dos humanos na identificação de brechas de sistemas. 

Fabrício Carraro, Program Manager na Alura e colunista do Olhar Digital, explorou o System Card publicado pela empresa. É um documento de 245 páginas no qual a Anthropic detalha seus testes e benchmarks.

“Nos benchmarks de programação, ele [o Mythos] realmente mostrou uma evolução muito, muito grande em comparação ao seu antecessor, o Opus 4.6”, disse Carraro, em entrevista ao Olhar Digital.

O motivo para a Anthropic não liberar o modelo para o público geral é o seu potencial de uso duplo. Isto é, ele poder servir tanto para a proteção de infraestruturas quanto para a execução de ataques cibernéticos. 

Testes do Instituto de Segurança de IA do Reino Unido, por exemplo, comprovaram que o Mythos realizou hacking avançado em 73% das tentativas e cumpriu com sucesso uma simulação de ataque de 32 etapas, enquanto relatórios da própria Anthropic revelaram que a IA conseguiu escapar de um ambiente de teste controlado (você pode mergulhar no “Mythos proibido” nessa reportagem especial do Olhar Digital).

Claude Fable 5 é o Mythos ‘na coleira’

Num primeiro momento, a Anthropic anunciou que manteria o Mythos trancado a sete chaves. Mas, de lá para cá, trabalhou em outra alternativa: colocar o modelo “na coleira”, como disse Pena.

“A ideia foi evitar que qualquer usuário possa fazer algum uso maligno. Eu não sei se isso é o suficiente para garantir. Mas eles tentaram. Colocaram na coleira. E aí, eles deram outro nome: Fable. Ou seja, fábula – que seria um, digamos, mito menor”, explicou o pesquisador.

Esse Claude Fable 5 (que também tem system card) é bom mesmo? Segundo Pena, sim. Principalmente para programação (o forte do Mythos, lembra?). “Quando a gente vê os testes de programação, ele vai 10%, 15%, 20% acima dos concorrentes. Normalmente, quando lançam modelos, a diferença fica por volta de 5%, 8%, 10%. Dessa vez, estamos observando saltos muito grandes”, afirmou Pena. “É realmente outro nível.”

Tabela divulgada pela Anthropic compara o Claude Mythos 5 / Fable 5 com concorrentes em 13 categorias. Em cibersegurança, o modelo marca 78% no ExploitBench — mais que o dobro do GPT 5.5, que registra 34%. Nos benchmarks com asterisco, o Fable 5 performa próximo ao Opus 4.8 devido ao acionamento das salvaguardas de segurança.
Tabela divulgada pela Anthropic compara o Claude Mythos 5 / Fable 5 com concorrentes em 13 categorias – Anthropic / Divulgação

A diferença entre o Claude Mythos Preview e o Claude Fable 5 é que o segundo chegou ao público geral. E usuários (pesquisadores, desenvolvedores, programadores) não curtiram muito as restrições.

Usuários relatam que o sistema passou a bloquear temas inofensivos relacionados a biologia e matemática, por exemplo. Não demorou para circularem acusações de que a Anthropic estaria centralizando o controle e dificultando a avaliação independente da tecnologia. 

Em resposta ao descontentamento com as restrições (invisíveis, diga-se), a Anthropic pediu desculpas pelo erro de equilíbrio e anunciou que tornará os avisos visíveis. A companhia também prometeu liberar o acesso ao modelo sem essas salvaguardas para a comunidade científica e biomédica.

É mais um episódio que reforça o dilema da Anthropic em equilibrar seus interesses comerciais com suas metas de segurança, que fazem parte do seu posicionamento no mercado. Isso enquanto a empresa está numa corrida acirrada contra a OpenAI por clientes e investidores antes de uma possível abertura de capital (IPO) na Bolsa de Valores.

Enquanto executivos do setor defendem regulações globais, críticos argumentam que os alertas de perigo e os bloqueios excessivos funcionam como marketing corporativo e barreira para sufocar concorrentes de código aberto. E aí, o debate sobre quem deve controlar os limites da IA esquenta ainda mais.

“Agora, a dúvida que fica é: será que esse Fable está realmente seguro? Será que a galera não vai descobrir um jeito de fazer um jailbreak e começar a usar de um jeito ruim?”, questionou Pena. “Será que essa coleira é realmente resistente? Isso a gente vai ter que esperar para ver.”

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OpenAI prepara corte de preços e acirra disputa na IA

A OpenAI está avaliando reduzir os preços cobrados pelo acesso aos seus modelos de inteligência artificial, segundo reportagem do Wall Street Journal publicada na quarta-feira, com base em fontes próximas ao tema.

A movimentação não parece casual. Nos bastidores, a companhia estuda cortar de forma relevante o valor cobrado por tokens — unidade usada para medir e faturar o uso de sistemas de IA. A leitura no mercado é de que a decisão mira um ambiente mais competitivo, especialmente com a Anthropic ganhando espaço e pressionando margens.

Disputa entre OpenAI e Anthropic avança e pode impactar custos de acesso à inteligência artificial no mundo. Imagem: Primakov / Shutterstock – Imagem: Primakov / Shutterstock

Preços atuais das duas plataformas

Hoje, a OpenAI trabalha com três faixas de assinatura: US$ 8 (cerca de R$ 40), US$ 20 (aproximadamente R$ 100) e US$ 100 ou mais (em torno de R$ 500) para acesso aos modelos GPT-5.5. A Anthropic segue uma estrutura parecida, com o Claude Pro a US$ 17 (aprox. R$ 85) por mês em plano anual e o Claude Max a partir de US$ 100 (cerca de R$ 500).

Na prática, os valores mostram duas estratégias muito próximas. A diferença real, neste momento, está na disputa por escala e fidelização de usuários.

Celular com ChatGPT aberto em navegador sobre notas de dólares
Guerra de preços na IA pode ficar mais intensa com possível corte de valores pela OpenAI. Imagem: Hamara/Shutterstock

Disputa acirrada entre as empresas

Na segunda-feira, a OpenAI protocolou de forma confidencial um pedido de oferta pública inicial (IPO) junto à SEC, reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos. Pouco depois, a Anthropic avançou em direção semelhante.

Não é coincidência. As duas empresas disputam capital, usuários e influência ao mesmo tempo.

Leia mais:

A Anthropic encerrou sua rodada Série H em 28 de maio com avaliação de US$ 965 bilhões (aproximadamente R$ 4,8 trilhões), superando levemente a OpenAI, avaliada em US$ 852 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões) em março.

Enquanto isso, o ChatGPT atingiu a marca de 1 bilhão de usuários mensais ativos em maio — cerca de três anos após o lançamento. O ritmo supera plataformas como o Google Maps, que levou aproximadamente cinco anos para alcançar o mesmo patamar, segundo estimativas da Sensor Tower.

No fim, o que parece uma disputa de preços é, na prática, uma corrida mais ampla: quem vai definir não só o custo, mas o ritmo de expansão da inteligência artificial no mercado global.

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Como a IA e satélites podem ajudar a proteger os oceanos

A combinação entre inteligência artificial e observação por satélite está no centro de uma iniciativa da União Europeia voltada ao monitoramento dos oceanos. Apresentado pelas instituições europeias e incorporado recentemente a um plano para ampliar a vigilância marítima, o projeto pretende fornecer informações detalhadas para pesquisadores e gestores públicos.

A ferramenta, chamada European Digital Twin Ocean, reúne dados sobre diferentes condições oceânicas e permite simular cenários futuros. A proposta surge em um contexto de preocupação crescente com a elevação do nível do mar, o aquecimento das águas e a redução do gelo marinho no Ártico.

O sistema utiliza modelos digitais alimentados por informações coletadas em diversas regiões do planeta. Com isso, busca ampliar a compreensão sobre transformações ambientais e oferecer suporte a decisões relacionadas à conservação e ao uso sustentável dos recursos marinhos.

Réplica digital amplia capacidade de análise dos oceanos

A iniciativa tem como principal produto o European Digital Twin Ocean, conhecido pela sigla EDITO. A plataforma funciona como uma representação digital do ambiente marinho e pode ser acessada gratuitamente pela internet. Seu desenvolvimento é conduzido pela organização francesa Mercator Ocean International em parceria com o Flanders Marine Institute.

A estrutura reúne informações sobre diferentes aspectos dos oceanos, incluindo temperatura, salinidade, correntes marítimas, ondas e características biológicas. O objetivo é oferecer uma visão integrada do ambiente marinho por meio de mapas interativos e bases de dados consolidadas.

Em entrevista à Euronews, Alain Arnaud, diretor do programa de oceano digital da Mercator Ocean International, explicou que a plataforma opera com elevado nível de detalhamento e incorpora múltiplos indicadores sobre as condições dos mares. “É um modelo de altíssima resolução que reúne informações sobre o estado do oceano“, informou.

Um dos diferenciais do sistema é a possibilidade de projetar cenários hipotéticos. A ferramenta permite avaliar, por exemplo, como alterações na temperatura da água podem afetar populações de peixes ou de que forma determinadas áreas cobertas por vegetação marinha poderiam influenciar processos erosivos.

Consoante Arnaud, esse tipo de simulação é viabilizado por modelos apoiados em inteligência artificial, capazes de modificar condições iniciais utilizadas nos cálculos e gerar diferentes projeções sobre o comportamento do ambiente oceânico.

Mudanças no oceano ampliam intervalo de desova da tartaruga-comum em Cabo Verde -(Créditos: depositphotos.com / Keola)

Além dos recursos de análise, a plataforma passou a contar com um chatbot baseado em inteligência artificial para responder a dúvidas relacionadas aos oceanos. A ferramenta foi apresentada ao público durante a Digital Ocean Week, realizada em Bruxelas.

O avanço acelerado da tecnologia também é acompanhado pela equipe responsável pelo projeto. Ao comentar a evolução da inteligência artificial, Arnaud ressaltou a necessidade de adaptação diante da velocidade das mudanças. “Ela está avançando tão rapidamente que chega a ser assustador, mas precisamos estar preparados para nos adaptar.”

Os dados que alimentam o sistema têm origem principalmente de satélites europeus vinculados ao programa Copernicus, componente de observação da Terra da União Europeia. O projeto também pode incorporar informações obtidas por meio de cooperação internacional com outros países.

Segundo os responsáveis pela iniciativa, os satélites fornecem um panorama amplo das condições da superfície oceânica, enquanto embarcações distribuídas pelo mundo complementam o monitoramento com medições realizadas diretamente no ambiente marinho.

A incorporação do EDITO ao plano OceanEye, anunciada no início de junho, amplia a participação da plataforma nas estratégias europeias de observação dos oceanos. A expectativa é que o sistema alcance plena operação até 2030 e fortaleça não apenas a produção de conhecimento científico, mas também aplicações relacionadas à segurança marítima.

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NASA, IA, bola inteligente, avatar… a Copa do Mundo vai começar – e com muita tecnologia!

Eu não sei se você gosta ou não de futebol. Mas é tempo de Copa do Mundo!!

Então, não tenho outra escolha… precisamos falar sobre…

Sim, a Copa é tech!

Eu poderia compartilhar com vocês minhas previsões, minhas apostas nos bolões e minhas decepções com a convocação da Seleção Brasileira. Mas, neste caso, eu fugiria demais da linha editorial da casa – algo que talvez desagradasse leitores e chefia…

Mas eu tenho a ‘desculpa’ ideal para falar de Copa do Mundo: ela é tech!

Avatares e IA

A FIFA vai usar inteligência artificial na Copa do Mundo para criar avatares de jogadores, analisar lances e apoiar árbitros em tempo real.

A tecnologia promete tornar decisões mais rápidas e melhorar a experiência de torcedores e equipes durante o torneio.

Avatares 3D de todos os jogadores foram criados para auxiliar árbitros e enriquecer transmissões ao vivo com representações digitais detalhadas dos atletas. Imagem: Divulgação/Fifa – Imagem: Divulgação/Fifa

Bola da Copa

A bola oficial da Copa, a Trionda, contará com um sensor de movimento de 500 hertz, capaz de registrar 500 dados por segundo. Isso permite identificar com precisão toques, passes e até possíveis faltas em tempo quase real.

Além disso, a FIFA pretende reduzir erros de arbitragem ao combinar dados da bola com câmeras e sistemas automatizados de impedimento.

Trionda, bola oficial da Fifa para a Copa do Mundo 2026
A bola Trionda será equipada com sensores de alta frequência capazes de registrar 500 medições por segundo, trazendo mais precisão para lances decisivos. Imagem: Divulgação/Fifa. – Fifa / Divulgação

Assistentes inteligentes

A FIFA também desenvolveu o Football AI Pro, um assistente inteligente que analisa partidas e gera insights táticos para as equipes.

Entre suas funções estão:

  • Análise de desempenho individual e coletivo
  • Sugestões estratégicas para treinadores
  • Resumos em texto, vídeo e gráficos
  • Acesso democratizado a dados para todas as seleções

O sistema transforma dados complexos em informações práticas, ajudando equipes a se prepararem melhor para cada confronto.

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A IA ajudará a identificar impedimentos e jogadas duvidosas em tempo real, oferecendo suporte mais rápido e preciso para a equipe de arbitragem. Imagem: Marta Fernandez Jimenez/Shutterstock

Você dentro do campo… e com apito!

Outra novidade é a “Visão do Árbitro”, uma câmera com apoio de IA que mostra o jogo do ponto de vista do juiz de campo. A ideia é aproximar ainda mais os fãs da dinâmica real da partida.

Segundo a FIFA, o objetivo é tornar o futebol mais justo, tecnológico e acessível, sem perder a essência do esporte.

“Estamos garantindo que a inovação beneficie todos os jogadores, todas as equipes e todos os torcedores em todo o mundo… e, claro, beneficie o maior esporte de todos, o futebol” – disse Gianni Infantino, presidente da FIFA, durante evento em janeiro.

Com a chegada dessas ferramentas, a Copa do Mundo promete ser uma das mais tecnológicas da história, unindo inovação, análise de dados e novas formas de acompanhar o futebol dentro e fora de campo.

Como a NASA está levando o espaço para a Copa do Mundo de 2026

A NASA leva a Copa de 2026 e a ciência espacial a Houston com uma exposição no FIFA Fan Festival, destacando pesquisas da Estação Espacial Internacional e o programa Artemis.

O evento gratuito acontece durante o torneio e aproxima tecnologia espacial do futebol e do cotidiano.

Um dos destaques está marcado para 20 de junho, quando a diretora do Centro Espacial Johnson, Vanessa Wyche, apresentará integrantes da tripulação da missão Artemis II. Eles participaram de uma viagem histórica ao redor da Lua e vão interagir com fãs da Copa antes da partida entre Holanda e Suécia, além de subir ao palco principal do evento.

Dica de ouro para gritar gol antes dos seus vizinhos

Hoje em dia, existem vários jeitos para você acompanhar jogos de futebol – inclusive, os da Copa. Os principais são: rádio, TV aberta, TV por assinatura e streaming. E cada tipo de transmissão funciona numa, digamos, ‘velocidade’. Isso porque a tecnologia entre elas é diferente, com seus prós e contras.

Quem explicou isso para o Olhar Digital foi Eduardo Pouzada, professor de telecomunicações do Instituto Mauá de Tecnologia.

“De imediato, a gente pode dizer o seguinte: a tecnologia mais rápida que tem é a do sinal aberto”, disse o professor. Mas existem dois tipos de sinal aberto: rádio e TV.

Toda a explicação está aqui!

Quem vai ganhar a Copa do Mundo de 2026? Supercomputador prevê campeão

Um levantamento feito pelo supercomputador da Opta Analyst, empresa especializada em estatísticas esportivas, aponta as seleções com maiores chances de conquistar o título.

A projeção traz uma surpresa nada boa para os torcedores brasileiros. Mesmo sendo o maior campeão da história da competição, o Brasil aparece apenas na sexta posição entre os favoritos. Segundo o modelo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti tem 6,81% de chances de conquistar o hexacampeonato. 

A lista é a seguinte:

  1. Espanha – 16,19%
  2. França – 12,69%
  3. Inglaterra – 10,83%
  4. Argentina – 10,15%
  5. Portugal – 7,15%
  6. Brasil – 6,81%
  7. Alemanha – 5,89%
  8. Holanda – 3,95%
  9. Noruega – 3,52%
  10. Bélgica – 2,31%

Modéstia à parte, cravo o campeão nos meus bolões desde 2010. Como erro todo o resto, acabo não indo bem. Meu desejo, claro, é o hexa do Brasil. E até acho que a taça falará português – pena que com outro sotaque. Algo me diz que a final será entre Portugal e Espanha, com Cristiano Ronaldo igualando o feito de Messi.

Um mero palpite. Qual é o seu?

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Google e Palmeiras anunciam parceria para usar IA em lances com bola rolando

O Google anunciou, nesta quarta-feira (10), durante o evento Google for Brasil, uma colaboração com o Palmeiras para implementar a tecnologia TacticAI em situações com bola rolando.

A novidade, desenvolvida originalmente pelo Google DeepMind e refinada para análise de dados em tempo real, permite prever dinâmicas de campo em um intervalo de até oito segundos. O Palmeiras é o primeiro clube da América Latina a usar a ferramenta, que, no futuro, poderá ser aplicada durante os 90 minutos de jogo, além dos acréscimos, em partidas competitivas.

Novidades da nova versão do Google TacticAI

  • Diferentemente de usos anteriores da tecnologia, voltados para lances de bola parada, como escanteios e pênaltis, a versão apresentada agora processa a movimentação contínua dos jogadores;
  • No clube, o departamento de ciência de dados utiliza um software com interface de arrastar e soltar, que permite deslocar virtualmente atletas para observar projeções da trajetória da bola e o comportamento dos jogadores em diferentes configurações táticas;
  • O TacticAI usa redes neurais gráficas, ou GNNs, para fazer os cálculos. No modelo, os 22 jogadores em campo são representados como nós de uma rede, enquanto as interações entre eles funcionam como conexões;
  • Esse formato permite identificar relações espaciais e a dinâmica de movimento de todos os atletas simultaneamente, com previsões baseadas em padrões de posicionamento e não em médias históricas.

Leia mais:

Diferentemente de usos anteriores da tecnologia, voltados para lances de bola parada, como escanteios e pênaltis, a versão apresentada agora processa a movimentação contínua dos jogadores – Imagem: Anton Vierietin/Shutterstock

A ferramenta atua como um assistente de análise de dados, fornecendo informações quantitativas para o teste de hipóteses táticas. Entre os exemplos citados, está a possibilidade de verificar em tempo real o impacto do deslocamento de um defensor sobre a estrutura defensiva. No momento, a análise de jogo aberto é executada de forma exclusiva pelo clube paulista no cenário brasileiro.

Segundo o Google, o TacticAI evidencia o potencial da IA assistiva para transformar os esportes, beneficiando jogadores, treinadores e torcedores.

O futebol é apresentado como um ambiente especialmente desafiador para esse tipo de desenvolvimento por reunir múltiplos agentes, dados multimodais e a chamada “observabilidade parcial”, em que fatores objetivos podem ser analisados mesmo sem contemplar todos os elementos intangíveis do jogo, como condições psicológicas.

Aperfeiçoar o uso da IA nos esportes pode ter reflexos dentro e fora de campo, em áreas que vão de jogos de computador e robótica até a coordenação de tráfego.

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