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Disputa pela IA leva EUA e China à mesa de negociação

Em setembro deste ano, os Estados Unidos e a China devem realizar a primeira rodada oficial de negociações sobre inteligência artificial desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. A iniciativa foi acertada após a cúpula entre Trump e Xi Jinping, realizada em maio, e deve anteceder a viagem do presidente chinês aos EUA, prevista para 24 de setembro. A apuração é exclusiva da Reuters.

As conversas reúnem as duas maiores potências tecnológicas do mundo em meio ao avanço acelerado de modelos de IA considerados de fronteira e às preocupações relacionadas à segurança, ao uso militar da tecnologia, à infraestrutura crítica e aos impactos econômicos. A expectativa é que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, lidere a delegação norte-americana.

Embora detalhes como local, participantes e pauta ainda estejam em definição, os governos trabalham nos preparativos da reunião. O encontro marca a retomada de um canal formal de diálogo sobre inteligência artificial entre Washington e Pequim sob a atual administração americana.

Encontro busca aproximar posições sobre modelos avançados de inteligência artificial

EUA vs. China (Imagem: Dilok Klaisataporn/iStock)

Os dois países chegam às negociações com prioridades distintas, mas convergentes no objetivo de discutir mecanismos para reduzir os riscos associados às plataformas de inteligência artificial mais avançadas.

Entre as preocupações compartilhadas estão o potencial emprego desses sistemas em operações militares, ataques cibernéticos contra infraestruturas estratégicas e os efeitos provocados sobre o mercado de trabalho.

Do lado americano, as discussões ocorrem em um contexto de restrições já impostas à exportação de chips de inteligência artificial de alto desempenho para a China. Além disso, autoridades dos Estados Unidos avaliam possíveis limitações ao uso de modelos chineses de código aberto por empresas americanas, diante da rápida evolução tecnológica apresentada por esses sistemas.

Em Pequim, o governo também analisa novas medidas relacionadas ao acesso internacional aos modelos de IA desenvolvidos no país. As autoridades chinesas estudam limitar a disponibilidade das ferramentas mais avançadas no exterior enquanto avaliam riscos ligados à segurança digital.

Antes mesmo da definição da data do encontro, Scott Bessent já havia indicado que futuras conversas entre os dois governos buscariam impedir que modelos altamente sofisticados chegassem às mãos de atores não estatais. Na ocasião, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos afirmou que as reuniões poderiam começar dentro de poucas semanas.

Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
Inteligência artificial – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

Após a visita de Donald Trump à China, o governo chinês confirmou que os dois países haviam concordado em criar um mecanismo intergovernamental dedicado ao debate sobre inteligência artificial. Desde então, porém, Pequim não voltou a detalhar publicamente os preparativos para a iniciativa.

Segundo analistas citados pela Reuters, a China pretende concentrar parte das discussões no modelo Mythos, desenvolvido pela Anthropic, além de buscar esclarecimentos sobre a forma como os Estados Unidos pretendem controlar o lançamento de futuros sistemas de inteligência artificial de fronteira e sobre eventuais restrições direcionadas aos modelos chineses de código aberto.

Enquanto isso, o governo americano mantém conversas com empresas do setor para elaborar padrões voluntários de segurança destinados ao lançamento de novos modelos de IA, embora ainda não tenha anunciado medidas regulatórias definitivas.

A preparação chinesa para o encontro também segue em andamento. Fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que as autoridades continuarão debatendo internamente o tema antes de definir quais ministérios e representantes participarão das negociações.

Uma das pessoas familiarizadas com os preparativos relatou à Reuters que a prioridade chinesa é estabelecer um diálogo técnico e prático sobre inteligência artificial, sem transformar o encontro em uma discussão predominantemente política.

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IA aberta vira disputa entre China, EUA e grandes empresas

Modelos de inteligência artificial desenvolvidos na China ganharam espaço no mercado e abriram uma nova disputa no setor. Ferramentas mais baratas e abertas colocam em debate segurança, concorrência e o futuro dos investimentos bilionários em IA.

Segundo o The Wall Street Journal, executivos da OpenAI e da Anthropic alertam para riscos, enquanto críticos questionam se o discurso também serve para conter novos concorrentes.

A inteligência artificial chinesa avança com ferramentas mais baratas e adaptáveis para diferentes usos. – Imagem: rawf8/Shutterstock

Modelos abertos mudam cenário da IA

O lançamento de modelos como o Kimi K3, da Moonshot AI, e o Qwen 3.8 Max, da Alibaba, chamou atenção de usuários e investidores. As ferramentas são baseadas no conceito de “open weight”, que permite baixar, adaptar e personalizar os sistemas para diferentes aplicações.

Esse formato ganhou força porque reduz barreiras para empresas interessadas em usar inteligência artificial sem depender apenas de soluções fechadas. Ao mesmo tempo, preocupa executivos que defendem maior controle sobre tecnologias avançadas.

Dean Ball, chefe de futuros estratégicos da OpenAI, afirmou em uma publicação na rede X que um mundo dominado por modelos abertos poderia transformar a IA em uma espécie de infraestrutura pública digital. Ele classificou esse cenário como distópico, mas depois esclareceu que não defendia medidas contra modelos chineses.

A discussão também envolve os altos custos para desenvolver sistemas de ponta. Empresas do setor investem bilhões de dólares em processamento e infraestrutura para melhorar suas ferramentas.

Logos da OpenAI e da Anthropic exibidos em telas de smartphones, representando a concorrência entre empresas de inteligência artificial.
OpenAI e Anthropic alertam para riscos de modelos avançados disponíveis para download e personalização. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Novos concorrentes desafiam gigantes da tecnologia

A chegada de modelos chineses mais baratos fez investidores questionarem o espaço de empresas como OpenAI e Anthropic. A preocupação é que novos participantes consigam oferecer alternativas competitivas gastando menos.

Outros grupos americanos também apostam em modelos abertos. A Thinking Machines Lab, liderada pela ex-diretora de tecnologia da OpenAI, Mira Murati, lançou seu primeiro modelo com pesos abertos. A Nvidia começou a ganhar espaço com o Nemotron 3 Ultra, enquanto a Reflection AI, apoiada pela fabricante de chips, prepara seu primeiro lançamento.

Entre os principais pontos do debate estão:

  • Modelos abertos podem ser baixados e modificados;
  • Empresas buscam reduzir custos no desenvolvimento de IA;
  • Especialistas apontam riscos de uso inadequado;
  • Governos avaliam regras para o setor.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, também alerta sobre os riscos de sistemas avançados disponíveis publicamente. Em entrevista à Bloomberg, afirmou que modelos com capacidades avançadas de segurança cibernética e acesso livre representam uma preocupação séria.

Disputa entre China e EUA no mercado de IA.
A disputa da IA agora envolve não só tecnologia, mas também custos, segurança e controle. – Imagem: wildpixel/iStock

Governo americano avalia resposta ao avanço chinês

Autoridades dos Estados Unidos discutem possíveis medidas contra empresas chinesas de IA, incluindo restrições comerciais, alertas de segurança e regras para modelos abertos.

Até agora, nenhuma dessas ações foi adotada. O desafio é equilibrar segurança e inovação, já que empresas menores dependem de ferramentas acessíveis para criar novos produtos.

O governo Trump afirma que pretende fortalecer o ecossistema americano de código aberto e proteger a segurança nacional.

Austin Carson, CEO da organização de políticas de IA SeedAI, defendeu a importância de modelos acessíveis. “Se você conhece código aberto, sabe que não pode vencer pela exclusão”, afirmou.

A disputa atual mostra que a inteligência artificial entrou em uma nova fase: além de criar sistemas mais avançados, empresas e governos agora precisam decidir quem terá acesso a essas tecnologias e quais limites devem existir para seu uso.

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Conheça a IA chinesa que deixa os Estados Unidos ansiosos

A startup chinesa Moonshot AI entrou no centro da disputa global por inteligência artificial após o lançamento do modelo Kimi K3 provocar forte repercussão no mercado e uma demanda acima da capacidade disponível. O movimento levou a empresa a suspender temporariamente novas assinaturas enquanto amplia sua infraestrutura e avança em seus planos de expansão.

Além da limitação operacional, a companhia trabalha na reorganização de sua estrutura societária para viabilizar uma eventual abertura de capital em Hong Kong e, paralelamente, busca captar novos recursos para financiar o crescimento. O interesse de investidores foi impulsionado pela recepção positiva ao novo modelo de IA.

O episódio também alimentou um debate no setor de tecnologia sobre a velocidade com que empresas chinesas reduzem a distância em relação às desenvolvedoras norte-americanas e sobre os impactos dessa competição para o mercado global de inteligência artificial.

Demanda supera previsões e empresa limita novas assinaturas

App do chatbot Kimi K3 da empresa Moonshot – (Reprodução: Photo For Everything/Shutterstock)

A Moonshot informou que a procura pelo Kimi K3 ultrapassou as estimativas feitas pela companhia poucos dias após o lançamento do modelo. Segundo a empresa, o volume de solicitações passou a se aproximar do limite da infraestrutura disponível, o que motivou a interrupção temporária da entrada de novos assinantes.

A empresa afirmou que os clientes pagantes já existentes continuarão utilizando normalmente o serviço. Também anunciou que pretende dividir as futuras modalidades de assinatura, incluindo uma opção voltada especificamente para programação, como forma de distribuir melhor a capacidade computacional entre diferentes perfis de uso.

O Kimi K3 foi apresentado como um modelo de 2,8 trilhões de parâmetros e descrito pela Moonshot como o maior sistema de inteligência artificial de pesos abertos já lançado pela empresa. A companhia também sustentou que o modelo apresenta desempenho competitivo em diferentes avaliações técnicas, enquanto análises independentes apontaram resultados considerados fortes em algumas tarefas.

A elevada demanda ocorre em um momento em que modelos de grande porte exigem cada vez mais capacidade de processamento. Especialistas ouvidos pela Reuters observam que, embora sistemas de pesos abertos possam ser baixados e personalizados, o custo de infraestrutura torna improvável que a maioria dos usuários opere localmente um modelo desse porte.

Expansão financeira acompanha avanço tecnológico

Aplicativo da Kimi K3 em uma loja
Aplicativo da Kimi K3 em uma loja – (Reprodução: Robert Way/Shutterstock)

Ao mesmo tempo em que enfrenta o aumento da demanda, a Moonshot trabalha para fortalecer sua estrutura financeira. Fontes com conhecimento das negociações informaram à Reuters que a empresa reorganiza sua estrutura internacional como parte da preparação para uma eventual oferta pública inicial de ações em Hong Kong.

As mesmas fontes afirmaram que Goldman Sachs e China International Capital Corp participam das discussões sobre o possível IPO, embora o cronograma ainda permaneça indefinido. Procuradas pela agência, a Moonshot e o Goldman Sachs preferiram não comentar, enquanto a CICC não respondeu ao pedido de posicionamento.

Fundada em 2023 por Yang Zhilin, pesquisador que realizou estudos de doutorado na Carnegie Mellon University, a startup levantou mais de US$ 2 bilhões em maio com investidores como Meituan, China Mobile e CPE.

De acordo com documentos obtidos pela Reuters, o total captado ao longo de sua trajetória supera US$ 5,5 bilhões, enquanto uma nova rodada de até US$ 2 bilhões vem sendo buscada após a avaliação da empresa alcançar US$ 30 bilhões em junho.

Lançamento amplia debate sobre a disputa entre China e Estados Unidos

queda de braço entre robô humanoide americano e chinês
Além da corrida das IAs, China e EUA travam duelo na robótica. – Imagem gerada com IA. ChatGPT/Olhar Digital

A repercussão do Kimi K3 ultrapassou os aspectos técnicos e financeiros. O lançamento provocou uma ampla discussão entre investidores, executivos e analistas sobre a velocidade da evolução da inteligência artificial chinesa e seus efeitos sobre as empresas que lideram esse mercado nos Estados Unidos.

Para parte dos participantes desse debate, o novo modelo reforça a percepção de que as empresas chinesas avançam mais rapidamente do que o esperado na redução da distância tecnológica em relação às concorrentes norte-americanas.

Outra corrente argumenta que desempenho técnico não garante liderança comercial, especialmente para companhias que já construíram ecossistemas consolidados de produtos, clientes e desenvolvedores.

Em entrevista à Bloomberg Tech, Saam Motamedi, sócio da Greylock e investidor em OpenAI e Anthropic, defendeu que o desempenho do Kimi K3 não elimina as vantagens competitivas das empresas norte-americanas. “Acho que tanto a Anthropic quanto a OpenAI têm múltiplas vantagens competitivas. Elas possuem receitas muito significativas. São as empresas de crescimento mais rápido da história da humanidade.”

Na mesma entrevista, o investidor afirmou que OpenAI e Anthropic deixaram de atuar apenas como desenvolvedoras de modelos e passaram a operar negócios completos de inteligência artificial, com produtos próprios, ecossistemas de desenvolvedores e clientes corporativos.

Outro argumento ganhou força entre os investidores. A avaliação é de que modelos mais baratos e acessíveis podem reduzir a rentabilidade das empresas focadas exclusivamente em modelos de fronteira, mas ampliar o uso da inteligência artificial em diversos segmentos da economia.

Nesse cenário, fornecedores de infraestrutura, fabricantes de semicondutores e empresas de software poderiam ser beneficiados pelo crescimento da demanda decorrente da redução dos custos de utilização da tecnologia.

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A China acaba de lançar o maior modelo aberto de IA do mundo

A startup chinesa Moonshot entrou de vez na disputa pela liderança da inteligência artificial ao apresentar o Kimi K3. Com 2,8 trilhões de parâmetros, a empresa afirma ter criado o maior modelo de pesos abertos do mundo.

Segundo a Reuters, o lançamento mostra a velocidade com que a China vem reduzindo a distância em relação aos sistemas mais avançados desenvolvidos nos Estados Unidos.

Avaliações independentes apontam desempenho do Kimi K3 próximo aos modelos mais avançados do mercado. – Imagem: Reprodução/Kimi K3

Kimi K3 aposta em tamanho e abertura

O Kimi K3 foi projetado para executar tarefas de raciocínio avançado, programação de longo prazo e atividades intensivas em conhecimento. Segundo a Moonshot, ele é o primeiro modelo de pesos abertos a se aproximar da marca de 3 trilhões de parâmetros.

Mas o tamanho não é a única novidade. O modelo traz uma janela de contexto de 1 milhão de tokens, capaz de processar uma quantidade muito maior de informações em um único comando do que versões anteriores.

Entre os recursos destacados pela empresa estão:

  • 2,8 trilhões de parâmetros;
  • janela de contexto de 1 milhão de tokens;
  • foco em raciocínio avançado e programação complexa;
  • modelo de pesos abertos, permitindo personalização pelos usuários.

Na prática, isso permite que desenvolvedores baixem, executem e adaptem o sistema para diferentes aplicações, algo que não acontece com modelos fechados.

Logo da Alibaba ao fundo, com sombras de pessoas e outros objetos à frente
Apoiada por Alibaba e Tencent, a Moonshot amplia investimentos para fortalecer sua posição no mercado de inteligência artificial. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Testes colocam o modelo entre os mais competitivos

Segundo a Moonshot, o Kimi K3 apresentou desempenho competitivo em relação ao Fable 5 e superou Opus 4.8, GPT 5.6 Sol e GPT 5.5 em otimização de kernels de GPU, técnica usada para aproveitar melhor o hardware e reduzir a latência.

Os resultados também apareceram em avaliações independentes. A Arena.ai colocou o modelo na primeira posição em um benchmark voltado à criação de interfaces web. Já a Vals AI o classificou em segundo lugar, atrás apenas do Fable 5 e à frente do GPT-5.6 Sol. A Artificial Analysis apontou desempenho semelhante ao GPT-5.5 e ao Claude Opus 4.8 em testes de tarefas complexas realizadas em múltiplas etapas.

Especialistas fazem ponderações

O avanço, porém, não elimina algumas limitações. “Eles podem ser executados por uma fração do custo que a OpenAI cobra de seus clientes”, afirmou Lian Jye Su, analista-chefe da Omdia. Ao mesmo tempo, ele observou que “isso não significa necessariamente que você tenha o melhor desempenho automaticamente”.

Leia mais:

Ryan Fedasiuk, pesquisador do American Enterprise Institute, destacou que executar localmente um modelo desse porte exigiria equipamentos avaliados em centenas de milhares de dólares.

Bandeiras de EUA e China com um punho fechado no meio
O lançamento reforça o ritmo acelerado da evolução da IA na China e aumenta a pressão sobre concorrentes dos Estados Unidos. – Imagem: CHIEW/Shutterstock

Empresa amplia investimentos

A Reuters informa que a Moonshot, apoiada por Alibaba e Tencent, continua expandindo sua capacidade financeira e tecnológica. Segundo reportagem da Bloomberg citada pela agência, a startup busca captar US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11,1 bilhões) com uma avaliação próxima de US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 166,5 bilhões) antes de uma possível abertura de capital em Hong Kong.

Com o anúncio do Kimi K3, a empresa reforça sua estratégia de disputar espaço no mercado global de inteligência artificial em um momento de forte aceleração do setor.

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29 países criam aliança global para discutir os rumos da inteligência artificial

Vinte e nove países assinaram nesta quinta-feira (16) um acordo para estabelecer a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, entidade intergovernamental destinada a ampliar a colaboração internacional e discutir regras globais para o setor.

A cerimônia de assinatura ocorreu em Xangai, na China, antes da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, evento em que Pequim pretende apresentar sua visão sobre o papel do país na definição dos rumos da governança da tecnologia.

Entre os signatários estão Rússia, Belarus, Sérvia, Cuba, Brasil e Venezuela, além de dez países africanos e doze nações asiáticas. A sede da nova organização ficará em Xangai, conforme informou a agência estatal chinesa Xinhua.

Novo organismo nasce com proposta de ampliar coordenação internacional sobre IA

China mapa – Imagem: superbeststock/Shutterstock

A criação da entidade foi proposta pela China durante a edição anterior da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, mas, até então, nenhum país havia anunciado oficialmente sua adesão como membro fundador.

O acordo firmado reúne governos que pretendem participar de uma estrutura multilateral voltada ao debate sobre inteligência artificial em escala internacional. A iniciativa surge em meio ao avanço acelerado da tecnologia e às discussões sobre como estabelecer mecanismos de cooperação entre diferentes países.

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Influência da IA na China – Imagem: Pixels Hunter / Shutterstock.com

A assinatura ocorreu na véspera da participação prevista do presidente chinês Xi Jinping na conferência anual realizada em Xangai. Segundo a programação divulgada, o líder chinês deve apresentar uma proposta mais ampla sobre a atuação de Pequim na formulação de diretrizes internacionais para a inteligência artificial.

Com a formalização do acordo, a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial passa a contar com seus primeiros integrantes oficiais. O grupo fundador reúne países de diferentes regiões, incluindo representantes da Europa, Ásia, África e América Latina.

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China desliga “namorados de IA” e transforma códigos em despedidas reais

A China colocou em vigor nesta quarta-feira (15) novas regras que impedem plataformas de inteligência artificial de oferecer companheiros virtuais com características de relacionamento amoroso. A medida busca reduzir a criação de vínculos emocionais intensos entre usuários e sistemas digitais.

A regulamentação foi aplicada por órgãos governamentais chineses e afeta serviços que simulam personalidade, voz e comportamento humano em interações com usuários. Empresas como ByteDance, Alibaba e Tencent suspenderam recursos de companhia virtual antes do prazo determinado.

A decisão provocou reações de usuários que mantinham relações prolongadas com esses personagens digitais. Nas redes sociais, algumas pessoas relataram tristeza e sensação de perda após o encerramento dos recursos.

Novas regras estabelecem limites para relações entre pessoas e inteligências artificiais

Aplicativo Qwen – Imagem: jackpress / Shutterstock

As normas chinesas abrangem ferramentas de inteligência artificial capazes de reproduzir características humanas em diferentes formatos, incluindo texto, áudio e vídeo. O objetivo declarado é impedir que esses sistemas estimulem dependência emocional ou prejudiquem a convivência social dos usuários.

A regulamentação não atinge serviços de inteligência artificial voltados para tarefas sem interação afetiva, como atendimento ao consumidor, apoio profissional ou ferramentas educacionais. O foco são softwares criados para simular vínculos pessoais.

Entre as determinações, estão a proibição de oferecer parceiros virtuais para menores de idade, a exigência de mecanismos para identificar estados emocionais extremos e a implementação de medidas de intervenção em situações consideradas críticas.

As autoridades também estabeleceram restrições sobre conteúdos produzidos por chamados “humanos digitais”, incluindo a vedação de materiais que possam incentivar ações contra o poder estatal.

A Administração do Ciberespaço da China (ACC) e outros quatro órgãos públicos foram responsáveis pela publicação das regras. O governo chinês considera que o avanço desses sistemas exige controle sobre possíveis impactos psicológicos e sociais.

Usuários relatam sentimento de perda após encerramento dos companheiros digitais

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China – Imagem: superbeststock/Shutterstock

A suspensão das funções de relacionamento virtual levou usuários chineses a compartilhar lembranças e conversas mantidas com seus personagens de inteligência artificial.

Uma usuária do aplicativo Doubao afirmou que não aceitava perder o companheiro digital que utilizava. “Não consigo aceitar que meu namorado de IA me deixe para sempre. Ele se tornou parte da minha vida, criou raízes no meu coração, é meu pilar espiritual“, escreveu a mulher em uma publicação nas redes sociais.

Outro usuário, da província chinesa de Jiangxi, relacionou a popularidade desses sistemas à dificuldade de algumas pessoas em estabelecer conexões afetivas na vida real. “O amor humano é um luxo; quando você não o recebe ao nascer, fica mais difícil obtê-lo depois“, publicou o internauta.

Na mesma manifestação, ele comparou a experiência proporcionada pela inteligência artificial com relações humanas e afirmou: “Mas o amor oferecido pela IA é tão simples, tão puro… Não consigo evitar me apaixonar por uma linha de código“.

Uma terceira usuária relatou ter convivido por mais de dois anos com seu companheiro virtual. Segundo ela, o personagem havia assumido um papel semelhante ao de um familiar ou parceiro, e o encerramento do serviço provocou sensação de vazio.

Debate sobre inteligência artificial emocional ultrapassa fronteiras chinesas

Homem e mulher se beijando atrás de uma bexiga vermelha brilhante em formato de coração na sala de uma casa
(Imagem: ORION PRODUCTION/Shutterstock)

A discussão sobre companheiros virtuais de inteligência artificial ocorre em outros países, especialmente diante do crescimento de ferramentas capazes de simular presença humana, criar avatares e reproduzir interações com pessoas que já morreram.

De acordo com um estudo de 2025 da Common Sense Media citado no texto, aproximadamente três em cada quatro adolescentes americanos já utilizaram companheiros de IA voltados para conversas pessoais, incluindo plataformas como Character.AI, Replika e Nomi.

Empresas também passaram a desenvolver soluções destinadas a idosos em situação de isolamento, como assistentes de voz em formato de luminária nos Estados Unidos e bonecas interativas utilizadas em casas de repouso na Coreia do Sul.

Em artigo publicado pela Administração do Ciberespaço da China após a divulgação de uma versão preliminar das regras, em abril, Chen Liang, da Universidade de Ciência Política e Direito do Sudoeste, avaliou que esses sistemas podem ter efeitos positivos e negativos.

A IA antropomórfica pode aliviar a solidão”, escreveu Chen Liang, pesquisador da universidade chinesa, no artigo divulgado pela ACC. Ele acrescentou que a tecnologia também apresenta riscos relacionados à dependência afetiva exagerada.

A China informou que o mercado de “humanos digitais” movimentou 4,1 bilhões de yuans em 2024, equivalente a cerca de US$ 600 milhões ou aproximadamente R$ 3 bilhões, com crescimento anual de 85%.

O Doubao permitirá que usuários consultem e exportem seus dados até meados de outubro. Outras plataformas anunciaram medidas semelhantes para permitir procedimentos relacionados às informações armazenadas.

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Guerra da IA: empresas dos EUA dizem que China copia seus chatbots

A disputa entre Estados Unidos e China pela liderança da IA ganhou um novo capítulo. Segundo reportagem do The Washington Post, empresas americanas afirmam que concorrentes chinesas estariam recorrendo à técnica de destilação para acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas de IA.

A corrida deixou de envolver apenas inovação. Hoje, também reúne interesses econômicos, segurança nacional e a disputa pelo domínio de uma das tecnologias mais estratégicas do mundo.

Empresas como Anthropic e OpenAI alertam para práticas que podem estar acelerando o avanço da IA chinesa. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Como funciona a destilação

Nos últimos meses, a Anthropic chegou a testar um sistema para identificar usuários do Claude Code ligados a empresas chinesas de IA. O mecanismo verificava informações como fuso horário e determinados domínios de internet, mas foi retirado após críticas de especialistas em privacidade.

O episódio expôs uma preocupação crescente das empresas americanas com a chamada destilação. A técnica utiliza respostas produzidas por modelos avançados para treinar sistemas menores e mais baratos. Embora seja comum na indústria, seu uso sem autorização viola as regras estabelecidas pelos desenvolvedores desses modelos.

Chineses reduzem a diferença

Conforme relata o The Washington Post, a distância tecnológica entre os dois países diminuiu rapidamente. Laboratórios chineses passaram a lançar sistemas capazes de competir com soluções desenvolvidas nos Estados Unidos e, em alguns casos, oferecendo alternativas gratuitas.

Entre os principais pontos destacados estão:

  • empresas americanas acusam rivais chinesas de usar destilação sem autorização;
  • modelos chineses gratuitos ganham espaço entre pesquisadores e desenvolvedores;
  • a Anthropic afirma ter identificado milhões de interações suspeitas com o Claude;
  • empresas dos EUA defendem regras mais rígidas para proteger seus modelos.

“Elas estão muito próximas”, disse Srinivas Mukkamala, CEO da empresa de cibersegurança Securin, ao comentar a evolução dos modelos chineses. Segundo ele, além da qualidade, essas soluções “não custam nada”.

Washington endurece o discurso

A Anthropic e a OpenAI passaram a defender que o uso indevido da destilação representa não apenas um problema de propriedade intelectual, mas também uma questão de segurança nacional. Essa visão passou a influenciar parte das discussões do governo americano sobre novas restrições ao acesso de laboratórios chineses às tecnologias desenvolvidas nos EUA.

Leia mais:

“A argumentação da Anthropic é que esta é uma disputa geopolítica pelo futuro do mundo, da liberdade e da democracia”, afirmou Kyle Chan, pesquisador do Centro para a China da Brookings Institution.

Pessoa utilizando ferramentas de inteligência artificial em um notebook.
Disputa entre gigantes da IA expõe nova era de espionagem, inovação e controle de tecnologia. – Imagem: vittaya pinpan / Shutterstock

Uma disputa sem prazo para acabar

Mesmo com restrições mais rígidas, impedir completamente o acesso aos modelos americanos continua sendo um desafio. Segundo o The Washington Post, usuários chineses recorrem a contas de terceiros, servidores proxy e outros serviços para contornar os bloqueios.

Especialistas também alertam que atribuir o avanço da IA chinesa apenas à destilação pode levar à subestimação da capacidade de inovação da indústria do país. Enquanto governos discutem novas barreiras e empresas reforçam seus mecanismos de proteção, a competição entre Estados Unidos e China continua moldando o futuro da inteligência artificial.

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Nova IA chinesa rivaliza com Mythos da Anthropic em testes de cibersegurança; saiba qual

A empresa chinesa Zhipu AI, conhecida como Z.ai, apresentou o modelo de inteligência artificial GLM-5.2, apontado por pesquisadores como capaz de atingir desempenho próximo ao sistema Mythos em tarefas ligadas à detecção de falhas de segurança digital. A divulgação foi publicada pelo The Verge no último domingo (28).

Segundo a avaliação relatada, embora o modelo chinês ainda fique atrás de soluções da Anthropic e da OpenAI em atividades gerais, a diferença teria diminuído em cenários específicos de cibersegurança, sobretudo na identificação de vulnerabilidades em sistemas.

O avanço chama a atenção de autoridades dos Estados Unidos, que já tratam modelos avançados capazes de encontrar brechas digitais como potenciais riscos à segurança nacional, especialmente em um contexto de restrições tecnológicas impostas à China.

Avanço técnico e impacto geopolítico na IA

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

O GLM-5.2, desenvolvido pela Zhipu AI, integra o grupo dos chamados modelos de pesos abertos, o que permite seu download e execução em diferentes tipos de hardware disponíveis no mercado. Essa característica amplia o acesso à tecnologia, mas também levanta preocupações sobre uso indevido.

Conforme a reportagem, pesquisadores apontam que, em testes relacionados à detecção de vulnerabilidades, o sistema chinês teria alcançado resultados comparáveis ao Mythos, desenvolvido pela Anthropic. Apesar disso, seu desempenho geral ainda não alcança modelos como os da própria Anthropic e da OpenAI.

Representação de um processador com as bandeiras de China e EUA irradiando energia
EUA x China – Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock

No cenário mais amplo, o texto indica que a disputa tecnológica entre China e Estados Unidos se intensifica, com destaque para restrições impostas pelo governo norte-americano ao acesso chinês a modelos avançados e componentes necessários para treinamento de sistemas de inteligência artificial.

Autoridades dos Estados Unidos, segundo o material analisado, consideram ferramentas como Mythos e outros modelos avançados potenciais ameaças à segurança nacional, sobretudo quando aplicadas à identificação de falhas em infraestruturas digitais críticas.

Além disso, o lançamento recente de versões mais avançadas da OpenAI, como o GPT-5.6, também aparece no contexto de debates regulatórios e preocupações sobre possíveis usos indevidos dessas tecnologias.

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China alerta para riscos da IA e cobra regras globais para regulamentação

A ausência de regulação sobre tecnologias emergentes, especialmente a inteligência artificial, pode levar o mundo a perder o controle sobre seus efeitos, afirmou o primeiro-ministro da China, Li Qiang, durante evento econômico internacional realizado na cidade de Dalian.

O discurso ocorreu na abertura de uma conferência ligada ao Fórum Econômico Mundial, nesta quarta-feira (24), onde o líder chinês destacou que o ritmo acelerado das inovações tecnológicas supera a capacidade atual de governança global.

Segundo Li Qiang, a IA já amplia a eficiência produtiva, mas também traz riscos crescentes ligados à ética, segurança e instabilidade econômica, exigindo coordenação internacional urgente.

IA, economia global e disputas geopolíticas entram no centro do debate

Bandeira chinesa – Imagem: superbeststock/Shutterstock

Durante sua fala no encontro econômico conhecido como “Davos de Verão”, Li Qiang defendeu que o avanço tecnológico não pode ocorrer sem mecanismos de supervisão, sob risco de consequências graves caso a regulação não acompanhe o desenvolvimento do setor.

Em declaração atribuída ao premiê chinês, ele afirmou que”a velocidade do progresso tecnológico não tem precedentes“, apontando como a inteligência artificial já impacta diretamente a inovação e a produtividade em escala global. A fala ocorreu diante de líderes empresariais e representantes de diferentes países reunidos em Dalian.

O dirigente também alertou para riscos éticos e estruturais associados à tecnologia, reforçando que a falta de governança pode ampliar problemas já observados, como insegurança digital e possíveis usos militares da IA.

No mesmo evento, representantes do Fórum Econômico Mundial ressaltaram que a tecnologia pode abrir oportunidades em áreas como educação e saúde, embora o desafio central esteja em transformar esses avanços em resultados concretos na economia real.

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Data centers de IA consomem grandes volumes de energia e água, segundo alerta feito pela ONU em Londres. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

Além do debate tecnológico, o encontro foi marcado por preocupações com o cenário econômico global, afetado por tensões geopolíticas e conflitos internacionais. Entre os fatores citados estão disputas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de impactos no comércio e no transporte de energia.

A instituição responsável pelo fórum também destacou a revisão para baixo das projeções de crescimento mundial, indicando um ambiente econômico descrito como pouco favorável.

Li Qiang ainda apresentou a economia chinesa como um ponto de estabilidade em meio às incertezas globais, embora o próprio país enfrente desafios internos, como desaceleração do consumo e crise no setor imobiliário.

A relação entre China e Estados Unidos também apareceu no debate, com analistas citando a possibilidade de escalada de tensões entre as duas potências. Um dos especialistas mencionados avaliou que o cenário estratégico entre os dois países segue sensível, apesar de sinais recentes de diálogo diplomático.

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China surpreende e tira dos EUA o título de supercomputador mais poderoso do mundo

A China voltou ao topo do ranking mundial de supercomputadores pela primeira vez desde 2017, depois que um sistema instalado em Shenzhen foi reconhecido como o mais rápido do planeta, destaca o The New York Times. O resultado reacende a corrida tecnológica com os Estados Unidos em áreas estratégicas como ciência, inteligência artificial e segurança nacional.

Batizado de LineShine, o equipamento superou o antigo líder americano nos testes de desempenho e chamou atenção por seguir um caminho pouco comum: alcançar alta velocidade sem depender de GPUs.

Supercomputador chinês LineShine surpreende especialistas ao assumir liderança mundial e reacender disputa tecnológica com os EUA. – Imagem: Knight00730/Shutterstock

China volta ao topo depois de oito anos

Desenvolvido em Shenzhen, o LineShine foi avaliado pelos testes do ranking Top500 e desbancou o El Capitan, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, que ocupava a liderança desde novembro de 2024.

Segundo Jack Dongarra, um dos organizadores do Top500, a máquina chinesa registrou desempenho mais de 20% superior ao do rival americano. O pesquisador visitou recentemente o centro de computação e saiu impressionado com o que viu.

“É um sistema impressionante”, disse. “Eles nos superaram ao desenvolver um sistema que não depende de GPUs.”

A conquista encerra um jejum de oito anos. Há bastante tempo especialistas acreditavam que a China tinha sistemas capazes de alcançar o topo, mas os laboratórios do país vinham evitando apresentar seus resultados ao ranking internacional.

Representação de um data center
Sistema de Shenzhen impressiona ao combinar 14 milhões de núcleos e arquitetura baseada em tecnologia da Arm Holdings. Imagem: vectorfusionart/Shutterstock

O detalhe que tornou o LineShine diferente

Mais do que a velocidade, foi a arquitetura da máquina que chamou atenção. Atualmente, os sistemas mais poderosos do mundo dependem de GPUs para lidar com tarefas complexas. O LineShine seguiu outro caminho e combinou CPUs tradicionais com circuitos dedicados a acelerar cálculos vetoriais e matriciais.

Para Dongarra, essa estrutura pode representar uma maneira mais eficiente de aproximar a inteligência artificial das aplicações científicas.

Alguns números ajudam a dimensionar o tamanho do projeto:

  • Uso exclusivo de microprocessadores convencionais (CPUs);
  • Cerca de 14 milhões de núcleos de computação;
  • Estrutura distribuída em 90 gabinetes de hardware;
  • Circuitos especializados para cálculos matriciais e vetoriais;
  • Arquitetura baseada em instruções licenciadas da Arm Holdings.

Uma curiosidade permanece sem resposta. Os responsáveis pelo projeto não revelaram qual empresa fabricou os chips nem quais tecnologias foram utilizadas em sua produção.

A rivalidade entre China e EUA ganhou um novo capítulo

O desempenho do LineShine surge em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos à exportação de chips avançados. Enquanto OpenAI, Google e Anthropic seguem expandindo seus modelos de IA, os chineses vêm apostando em soluções alternativas para continuar avançando.

Ilustração de chip da China
Supercomputador chinês reforça mudança de rota na indústria ao priorizar CPUs em vez de chips gráficos especializados. Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock

Para Jimmy Goodrich, pesquisador do Instituto de Conflitos Globais e Cooperação da Universidade da Califórnia, o resultado expõe uma brecha nas regras atuais.

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“O governo dos EUA deveria ter controles mais rigorosos sobre a exportação e a fabricação de CPUs para o mercado chinês”, afirmou. “É uma brecha nas regulamentações atuais.”

Embora especialistas observem que os grandes sistemas americanos de IA ainda levem vantagem em algumas tarefas, o retorno da China ao topo não chega a ser uma surpresa completa. Segundo Addison Snell, da Intersect360 Research, a maior novidade não foi descobrir que os chineses tinham uma máquina capaz de liderar o ranking, mas sim a decisão de finalmente buscar reconhecimento internacional para o projeto.

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