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Google lança Gemma 4 e novos recursos no Vids

O Google lançou a família de modelos de código aberto Gemma 4, trazendo para a comunidade de código aberto a tecnologia desenvolvida para os modelos de linguagem grande proprietários da empresa, como o Gemini 3 Pro. Essa nova família de modelos oferece quatro variantes distintas, que se diferenciam pelo número de parâmetros disponíveis.

Diversidade de modelos e capacidade de processamento do Gemma 4

  • Para dispositivos de borda, como smartphones, o Google disponibiliza os modelos “Effective” com dois bilhões e quatro bilhões de parâmetros;
  • Para máquinas mais potentes, as opções são os sistemas “Mixture of Experts” com 26 bilhões de parâmetros e “Dense” com 31 bilhões de parâmetros;
  • Em termos de inteligência, o Google afirma que conseguiu até então um nível sem precedentes de “inteligência-por-parâmetro” com a Gemma 4;
  • Essa afirmação é sustentada pelo desempenho das variantes de 31 bilhões e 26 bilhões de parâmetros, que conquistaram o terceiro e sexto lugares, respectivamente, no leaderboard de texto da Arena AI, superando modelos até 20 vezes maiores.

Todos os modelos Gemma 4 são capazes de processar vídeo e imagens, sendo ideais para tarefas, como reconhecimento óptico de caracteres. Os modelos menores, além disso, podem processar entradas de áudio e compreender fala. Outra funcionalidade destacada é a capacidade dos modelos de gerar código offline, possibilitando a programação sem a necessidade de uma conexão com a internet.

Além disso, a Gemma 4 foi treinada para operar em mais de 140 idiomas, refletindo a intenção da Google de criar modelos versáteis e acessíveis globalmente.

Os modelos Gemma 4 estão sendo disponibilizados sob a licença Apache 2.0, marcando uma mudança em relação aos modelos anteriores que estavam sob a licença própria da Gemma. Este licenciamento oferece maior flexibilidade para desenvolvedores modificarem os sistemas conforme necessário, permitindo controle total sobre dados, infraestrutura e modelos.

“Essa licença de código aberto proporciona uma base para completa flexibilidade do desenvolvedor e soberania digital, garantindo controle total sobre seus dados, infraestrutura e modelos”, declarou o Google. “Ela permite construir livremente e implantar com segurança em qualquer ambiente, seja on-premises ou na nuvem.”

Para aqueles interessados em explorar um dos sistemas Gemma 4, os pesos dos modelos estão disponíveis nas plataformas Hugging Face, Kaggle e Ollama. A movimentação da Google para tornar os modelos mais acessíveis reforça seu compromisso com a inovação colaborativa no campo da inteligência artificial (IA).

Google Vids também recebeu atualizações – Mamun_Sheikh/Shutterstock

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Google Vids recebe controle de avatares por comandos de texto

O Google também introduziu, nesta quinta-feira (2), novas funcionalidades no seu aplicativo de edição de vídeos, o Vids. Entre os novos recursos, destaca-se a capacidade de direcionar e customizar avatares usando comandos de texto. Além disso, o aplicativo agora suporta a integração com o Veo 3.1 e permite a exportação de vídeos diretamente para o YouTube, além de gravar com uma extensão do Chrome.

Utilizando comandos em linguagem natural, os usuários do Vids podem fazer com que os avatares “atuem” em cenas específicas. Isso inclui interações com produtos, adereços ou equipamentos.

O Google assegura que, mesmo com a natureza dinâmica dessas interações, o Vids mantém a consistência dos personagens. Além disso, os usuários podem personalizar os personagens, ajustando a aparência, roupas e cenários por meio de comandos, dependendo do tema do vídeo.

No mês passado, o Google havia adicionado os modelos de criação musical Lyria 3 e Lyria 3 Pro ao Vids, permitindo que os usuários adicionassem efeitos sonoros ou música aos seus clipes. Com este novo lançamento, a empresa introduziu o modelo de geração de vídeos Veo 3.1, que pode criar clipes de até oito segundos dentro da ferramenta de edição de vídeo do aplicativo.

Todos os usuários receberão dez gerações gratuitas por mês. Para aqueles com contas Google AI Ultra e Workspace AI Ultra, será possível gerar até mil vídeos Veo mensalmente.

Uma das funcionalidades mais aguardadas é a possibilidade de exportar vídeos diretamente para o YouTube. Com isso, elimina-se a etapa de download e posterior upload manual para o canal. Os vídeos exportados são, por padrão, privados, permitindo que o autor revise antes de torná-los públicos.

Além disso, uma nova extensão para o Chrome foi adicionada ao conjunto de suas ferramentas de vídeo. Essa extensão permite que os usuários capturem a tela com áudio ou vídeo, ampliando as possibilidades criativas dentro do ecossistema do Vids.

Desde o seu lançamento em 2024, voltado inicialmente para a criação de conteúdo empresarial, o Vids tem sofrido diversas atualizações. No ano passado, o aplicativo incorporou avatares de IA e expandiu seu uso para consumidores gerais. Em fevereiro deste ano, foram adicionados avatares em 2D e 3D no estilo cartoon, além do suporte a sete novos idiomas para narração, incluindo o português.

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Gemini agora permite importar conversas de outros chatbots

O Google está facilitando a vida de usuários que querem migrar para o Gemini. A empresa lançou um recurso que permite transferir conversas completas e dados pessoais de um chatbot (como Claude ou ChatGPT) para o Gemini.

Ao importar as informações, o usuário consegue retomar a conversa de onde parou, sem necessidade de treinar a IA do Google do zero em relação ao que já foi dito em outros aplicativos.

A ferramenta foi anunciada pela empresa na quinta-feira (26). São duas formas de realizar a migração para o Gemini:

Transferência de memórias

Nesse caso, o Gemini sugere um prompt específico que o usuário deve inserir em seu chatbot atual. A plataforma gera uma resposta contendo as informações pessoais relevantes, que pode ser copiada e colada diretamente no Gemini.

Esse processo permite que a ferramenta do Google oriente o usuário sobre quais tipos de informação seriam úteis conhecer, facilitando a transmissão desses dados para seu próprio arquivo. A companhia explica que, após importar essas memórias, o Gemini compreenderá os mesmos fatos fundamentais compartilhados com outros aplicativos, como interesses pessoais, nome de irmãos ou local onde cresceu.

Transferência de memórias no Gemini (Imagem: Google/Divulgação)

Importação completa do histórico de conversas

Esse processo envolve o upload de um arquivo zip contendo todas as conversas anteriores. A maioria dos chatbots, incluindo ChatGPT e Claude, permite a exportação de logs de conversas em formato zip de forma relativamente simples. Esse método possibilita que os usuários “continuem exatamente de onde pararam”, segundo a empresa.

Os usuários também podem pesquisar conversas antigas importadas para o Gemini. Essa funcionalidade de busca permite localizar informações específicas dentro do extenso histórico transferido.

Importação de conversas no Gemini
Importação de conversas no Gemini (Imagem: Google/Divulgação)

Estratégia de crescimento do Gemini

O movimento ocorre em meio a uma disputa intensa pela atenção dos consumidores no mercado de chatbots de IA. Todos os principais provedores buscam aumentar sua base de usuários. A ferramenta é uma tentativa do Google de facilitar a migração para o Gemini.

Atualmente, o ChatGPT é líder no mercado de chatbots para consumidores, com 900 milhões de usuários semanais. O Gemini ainda fica atrás, com 750 milhões de usuários semanais.

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Google expande Search Live para o mundo todo

O Google informou, nesta quinta-feira (26), a expansão global de seu recurso de busca conversacional com inteligência artificial (IA), o Search Live, para todos os idiomas e localizações onde o Modo IA está disponível. A expansão coloca a ferramenta ao alcance de usuários em mais de 200 países e territórios.

A funcionalidade permite que usuários direcionem a câmera do smartphone para objetos e recebam assistência em tempo real. O sistema possibilita conversas bidirecionais que utilizam o contexto visual capturado pela câmera do dispositivo.

O Search Live foi lançado pela primeira vez em julho de 2025. Antes da expansão global anunciada nesta quinta, o recurso estava disponível apenas nos Estados Unidos e na Índia.

A nova expansão é viabilizada pelo modelo de áudio e voz Gemini 3.1 Flash Live, desenvolvido pelo Google. Segundo a empresa, o modelo oferece conversas mais naturais e intuitivas.

Como usar o Search Live

  • Para acessar o Search Live, usuários precisam abrir o aplicativo Google em dispositivos Android ou iOS e tocar no ícone Live localizado abaixo da barra de pesquisa;
  • A partir daí, é possível fazer perguntas em voz alta para receber respostas em áudio e continuar a conversa com questões de acompanhamento;
  • O Google descreve o recurso como projetado para momentos que exigem ajuda em tempo real, quando digitar uma consulta não é suficiente;
  • Usuários podem ativar a câmera para adicionar contexto visual, permitindo que o sistema veja o que a câmera captura e ofereça sugestões úteis, além de links para mais informações na web.
Recurso auxilia o usuário na hora de realizar uma busca com o uso da câmera do aparelho (Imagem: Reprodução/Google)

O exemplo dado pela empresa ilustra situações, como perguntar sobre a instalação de uma nova estante. O sistema pode ver por meio da câmera e fornecer orientações específicas baseadas no contexto visual.

Usuários que já estão utilizando a câmera com o Google Lens podem acessar o Search Live tocando na opção “Live” na parte inferior da tela. Esta integração amplia as formas de acesso ao recurso conversacional.

Os usuários também têm a opção de explorar links da web para aprofundar suas pesquisas após receberem as respostas iniciais do sistema.

Expansão do Google Tradutor

Paralelamente ao lançamento global do Search Live, o Google anunciou a expansão do recurso Tradução Ao Vivo do Google Tradutor para iOS. A funcionalidade permite ouvir traduções em tempo real via fones de ouvido.

O Tradutor Ao Vivo também está se expandindo para mais países, incluindo Alemanha, Espanha, França, Nigéria, Itália, Reino Unido, Japão, Bangladesh e Tailândia. Com essa expansão, usuários de Android e iOS podem acessar traduções em tempo real em qualquer par de fones de ouvido em mais de 70 idiomas.

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Google: nova tecnologia TurboQuant permite à IA lembrar muito mais com menos espaço

Nesta terça-feira (24), o Google revelou o TurboQuant, uma tecnologia de compressão ultraeficiente que promete mudar a forma como as inteligências artificiais lidam com grandes volumes de informação. O sistema permite que os modelos “lembrem” de muito mais dados ao mesmo tempo em que ocupam menos espaço físico na memória do hardware, tudo isso sem perder a precisão nas respostas.

Para entender o impacto do TurboQuant, é preciso conhecer o KV Cache, que funciona como uma “memória de curto prazo” para a IA. Nessa memória temporária, o sistema anota as características mais importantes de uma conversa ou documento para não precisar reprocessar tudo do zero a cada nova interação.

Atualmente, essa “memória de curto prazo” é o grande vilão do consumo de hardware: quanto mais a IA precisa lembrar, mais memória RAM de alta performance ela exige, o que encarece o serviço e limita a capacidade dos chatbots. O TurboQuant consegue comprimir esses dados em pelo menos 6 vezes, permitindo que a IA lide com contextos imensos de forma muito mais leve e econômica.

PolarQuant e QJL: a matemática da eficiência

O funcionamento do TurboQuant baseia-se em dois pilares técnicos que simplificam o armazenamento de dados:

  • PolarQuant (troca de coordenadas): em vez de usar mapas complexos para localizar cada bit de informação, o algoritmo converte os dados para um sistema polar (baseado em ângulos e raios). Isso simplifica a geometria dos dados e remove o “peso morto” que métodos antigos de compressão carregavam.
  • QJL (o revisor de 1 bit): para garantir que nenhuma informação vital seja perdida ao “espremer” os dados, o Google utiliza o QJL. Ele atua como um revisor matemático que elimina distorções, garantindo que a IA continue precisa mesmo operando com arquivos reduzidos.

O “momento DeepSeek” do Google

Segundo o TechCrunch, a inovação está sendo comparada ao “momento DeepSeek” do Google, uma referência ao modelo chinês que provou ser possível alcançar alta performance com custos de hardware reduzidos. Em testes realizados com modelos como Gemma e Mistral, o TurboQuant não apenas economizou espaço, mas também aumentou a velocidade de processamento em até 8 vezes em aceleradores H100.

Embora ainda seja um avanço de laboratório que será detalhado na conferência ICLR 2026, a tecnologia deve ser integrada a sistemas de busca semântica e modelos como o Gemini, tornando as interações com IA muito mais ágeis. É importante notar, porém, que o TurboQuant foca na memória de uso (inferência) e não diminui a necessidade de RAM para o treinamento de novos modelos.

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Lyria 3 Pro do Google gera músicas mais longas e completas com IA

O Google ampliou as capacidades de sua inteligência artificial (IA) de criação musical Lyria 3, que agora passa a gerar faixas com até três minutos de duração. A atualização chega com a versão Lyria 3 Pro, elevando em seis vezes o limite anterior, que era de apenas 30 segundos.

A mudança também amplia o controle do usuário sobre as composições. Além de definir estilo, humor ou instrumentação, agora é possível orientar melhor a estrutura das músicas geradas.

Controle aprimorado sobre arranjos musicais

O Lyria 3 Pro permite solicitar elementos específicos dentro da faixa, como introduções, refrões e pontes, oferecendo mais precisão na construção dos arranjos. A ferramenta segue a lógica de outros geradores de música por IA, como Suno e Udio, em que o usuário descreve o que deseja e o sistema produz a faixa correspondente.

O modelo também pode gerar letras a partir de prompts, incluindo referências vindas de texto, imagens ou vídeos, ampliando as possibilidades de criação dentro da plataforma.

Expansão para múltiplas plataformas Google

Uma das principais novidades está na integração com outros produtos do Google. Agora, é possível criar músicas diretamente dentro do Gemini, sem a necessidade de baixar aplicativos específicos.

O modelo também será incorporado ao Vertex AI para clientes corporativos, ao Google AI Studio e à API do Gemini para desenvolvedores, além de chegar ao Google Vids e à plataforma ProducerAI, adquirida recentemente pela empresa. A maior duração das faixas deve ser especialmente relevante para usuários do ProducerAI, que concorre diretamente com o Suno.

Integração com o Gemini é novidade comemorada pelo Google (Imagem: miss.cabul / Shutterstock.com)

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Preocupações sobre imitação e direitos autorais

A possibilidade de gerar músicas completas, em vez de trechos curtos, levanta questionamentos sobre imitação de artistas e violação de direitos autorais. Em comunicado, o Google afirmou que “Lyria 3 e Gemini não imitam artistas” e que, ao citar um criador em um prompt, o modelo utiliza isso apenas como inspiração ampla.

A empresa também informou que verifica as saídas do Lyria 3 Pro em relação a conteúdos existentes para evitar material que infrinja direitos. Além disso, as músicas geradas recebem uma marca d’água silenciosa SynthID, usada para identificar que foram criadas por inteligência artificial.

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Google Stitch: big tech remodela design da platafoma

A ferramenta Google Stitch, voltada ao design de interfaces com uso de inteligência artificial (IA), está sendo reformulada para se tornar uma plataforma nativa de IA capaz de transformar descrições em linguagem natural em interfaces completas, interativas e de alta fidelidade.

A proposta é permitir que qualquer pessoa — de designers profissionais a iniciantes — possa criar, iterar e colaborar no desenvolvimento de software de forma mais rápida e intuitiva.

Segundo os desenvolvedores, o avanço da IA ao longo do último ano mudou profundamente a forma como softwares são criados, permitindo que descrições simples se convertam diretamente em aplicações funcionais. O Stitch foi lançado com o objetivo de dar vida a ideias desde o início do processo de design e, agora, evolui para ampliar esse conceito.

Vibe design no Google Stitch

  • A nova abordagem introduz o conceito de “vibe design”, em que o processo criativo começa não com wireframes, mas com intenções;
  • Em vez de desenhar estruturas iniciais, o usuário pode descrever objetivos de negócio, sensações desejadas para o usuário ou até referências inspiradoras;
  • A IA atua como um multiplicador de criatividade, possibilitando a exploração rápida de múltiplas ideias e contribuindo para resultados de maior qualidade;
  • Uma das principais mudanças é a reformulação completa da interface da plataforma, que passa a contar com um canvas infinito nativo de IA;
  • Esse espaço permite que ideias evoluam desde concepções iniciais até protótipos funcionais, reunindo diferentes formatos de entrada — como texto, imagens e código — em um único ambiente;
  • O objetivo é acompanhar o fluxo natural do design, que alterna entre momentos de expansão e refinamento até chegar a uma solução final.

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Nova abordagem introduz o conceito de “vibe design”, em que o processo criativo começa não com wireframes, mas com intenções (Imagem: Divulgação/Google)

O sistema também incorpora um novo agente de design capaz de analisar todo o histórico e evolução de um projeto. Esse agente trabalha em conjunto com o chamado “Agent manager”, que organiza o progresso e permite explorar múltiplas direções simultaneamente, mantendo o processo estruturado.

Outra novidade é a ampliação das ferramentas de design system. A plataforma agora permite extrair sistemas de design a partir de qualquer URL e introduz o arquivo DESIGN.md, um formato em markdown voltado para agentes de IA. Com ele, é possível exportar e importar regras de design entre diferentes ferramentas, facilitando a reutilização de padrões e evitando retrabalho em novos projetos.

A rapidez na prototipagem é outro destaque. O Stitch transforma designs estáticos em protótipos interativos de forma imediata, permitindo que o usuário visualize a jornada completa do usuário em tempo real.

Telas podem ser conectadas em segundos, e um simples comando de “Play” permite testar o fluxo da aplicação. A ferramenta também é capaz de sugerir automaticamente próximas etapas com base nas interações, mapeando jornadas de forma ágil.

Esse ciclo acelerado de feedback permite ajustes rápidos, seja em elementos específicos ou em fluxos completos, com o objetivo de validar e refinar ideias em menos tempo.

A colaboração também ganha um novo papel dentro da plataforma, passando a ser tratada como uma parceria criativa integrada à IA. Entre os recursos adicionados estão comandos por voz, que permitem ao usuário interagir diretamente com o sistema. O agente pode oferecer críticas em tempo real, sugerir soluções e até conduzir entrevistas para criação de páginas, além de executar alterações instantâneas a partir de instruções faladas.

Nesse contexto, a IA funciona como um “interlocutor criativo”, ajudando o usuário a desenvolver e refinar ideias por meio de diálogo contínuo, sem interromper o fluxo de trabalho.

Além do design, o Stitch também busca integrar-se ao restante do ecossistema de desenvolvimento. A ferramenta pode atuar como ponte para outras soluções utilizadas por equipes, por meio do servidor MCP e de um kit de desenvolvimento (SDK). Também é possível exportar projetos para ferramentas de desenvolvimento, garantindo continuidade entre as etapas de design e implementação.

De acordo com os desenvolvedores, o objetivo é reduzir significativamente o tempo entre a concepção de uma ideia e sua execução prática. A proposta é que tanto designers experientes quanto empreendedores em estágio inicial consigam transformar conceitos em produtos funcionais em minutos, e não mais em dias.

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Google usa Gemini para prever enchentes repentinas em 150 países

O Google anunciou nesta quinta-feira (12) o lançamento do Groundsource, uma metodologia baseada em inteligência artificial que promete fechar um “buraco” histórico na previsão de desastres naturais: as enchentes repentinas. Diferente das cheias de rios, que são mais graduais, essas enchentes urbanas são notoriamente difíceis de prever por falta de dados históricos de alta qualidade.

Para resolver isso, a gigante das buscas recrutou o Gemini. A IA analisou milhões de relatórios públicos e artigos de notícias dos últimos 20 anos, identificando mais de 2,6 milhões de eventos de inundação em 150 países para treinar um novo modelo de previsão.

Inteligência artificial onde o radar não alcança

O grande trunfo do Groundsource é transformar linguagem em dados geoespaciais. Segundo o Google, o Gemini “leu” cerca de 5 milhões de notícias para isolar relatos de enchentes, que foram cruzados com dados do Google Maps para determinar limites geográficos precisos.

Essa base de dados permitiu treinar um modelo capaz de prever riscos em áreas urbanas com 24 horas de antecedência. A novidade já está integrada ao Flood Hub, plataforma da empresa que já monitora cheias ribeirinhas para mais de 2 bilhões de pessoas.

A iniciativa é especialmente valiosa para regiões que não possuem infraestrutura cara de sensores meteorológicos ou radares de alta precisão. “Estamos agregando milhões de relatórios para extrapolar para áreas onde não há tanta informação disponível”, afirmou Juliet Rothenberg, gerente de programa da equipe de Resiliência do Google, ao site Engadget.

Limitações e o futuro da resiliência global

Apesar do avanço, a tecnologia ainda enfrenta desafios técnicos. Conforme reportado pelo Engadget, o modelo atual identifica riscos em áreas de 20 quilômetros quadrados, o que é menos preciso do que sistemas que utilizam radares locais em tempo real (como o serviço meteorológico dos EUA). Por não integrar dados de precipitação instantânea de radar, ele funciona mais como um indicador de probabilidade do que um rastreador de chuva em tempo real.

Ainda assim, o impacto prático já começou. Parceiros humanitários relataram que a ferramenta ajudou na resposta rápida a eventos localizados.

O que vem por aí:

  • Código aberto: o Google está disponibilizando o conjunto de dados como um benchmark aberto para que cientistas e agências de emergência possam escalar o impacto.
  • Novas fronteiras: a mesma lógica de usar o Gemini para “minerar” relatórios públicos pode ser aplicada no futuro para prever ondas de calor e deslizamentos de terra.

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Google lança “Ask Maps”, chatbot de IA dentro do Google Maps

Prepare-se para uma nova forma de interação com o Google Maps. O Google começou a implementar uma funcionalidade chamada “Ask Maps” (“Pergunte ao Maps”, em tradução livre), que integra a tecnologia de inteligência artificial Gemini ao aplicativo de navegação. A proposta é permitir que usuários façam perguntas mais complexas, além das buscas tradicionais por rotas ou endereços.

A novidade faz parte de um movimento mais amplo da empresa para ampliar o uso de IA em seu portfólio de produtos. Segundo o Google, a ideia é diferenciar o Gemini de possíveis concorrentes e manter os usuários utilizando seus serviços por mais tempo.

O “Ask Maps” chega levando IA ao Google Maps (Imagem: Divulgação / Google)

Como funciona o “Ask Maps” com a tecnologia Gemini

A vice-presidente do Google Maps, Miriam Daniel, explicou em uma publicação no blog da empresa que o recurso aparece como um novo botão dentro do aplicativo. Ao tocá-lo, o usuário pode conversar com um chatbot para fazer perguntas que vão além das consultas tradicionais de navegação.

Entre os exemplos citados pela empresa estão questões como: “Meu celular está acabando a bateria — onde posso carregá-lo sem precisar esperar muito na fila de um café?” ou “Existe uma quadra pública de tênis com iluminação onde eu possa jogar hoje à noite?”.

As respostas são personalizadas com base em pesquisas anteriores e viagens salvas no Google Maps, o que, segundo a empresa, ajuda a transformar planos em ações com mais facilidade.

Em comunicado, o Google afirmou que o Maps está passando por uma transformação mais ampla.

“O Google Maps está mudando fundamentalmente o que um mapa pode fazer. Ao reunir o mapa mais atualizado do mundo com nossos modelos Gemini mais capazes, estamos transformando a exploração em uma conversa simples e tornando a direção mais intuitiva do que nunca com nossa maior atualização de navegação em mais de uma década.”

Estratégia do Google para ampliar o uso de IA

A integração do Gemini ao Maps faz parte da estratégia do Google de incorporar inteligência artificial em diferentes produtos da empresa. A iniciativa busca fortalecer o posicionamento da tecnologia diante da concorrência e aumentar o tempo de uso das plataformas do grupo.

Com mais de 2 bilhões de usuários mensais, o Google Maps é atualmente o aplicativo de navegação mais utilizado no mundo. O serviço completou 20 anos no ano passado.

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Google Maps é o aplicativo de navegação mais usado no mundo (Imagem: Poetra.RH / Shutterstock.com)

O Ask Maps começou a ser disponibilizado nesta quinta-feira para usuários nos Estados Unidos e na Índia, em dispositivos Android e iOS. A empresa informou que uma versão para desktop deve chegar em breve.

Durante uma conversa com jornalistas antes do anúncio, executivos do Google disseram que o novo recurso não inclui anúncios neste momento, embora a possibilidade não esteja descartada para o futuro.

“Neste momento, estamos muito focados em lançar isso para nossos usuários e oferecer uma ótima experiência”, afirmou Andrew Duchi, diretor de gerenciamento de produto do Google.

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Monetização e o papel do Google Maps

Atualmente, o Google Maps gera receita principalmente por meio da venda de publicidade e de posicionamentos promovidos para empresas. O Google também cobra de companhias que utilizam APIs de mapas e dados de localização em seus próprios produtos.

Mesmo assim, o serviço historicamente é visto como um dos produtos menos monetizados da empresa, segundo Brian Nowak, analista do Morgan Stanley, em entrevista à CNBC.

Nos últimos anos, a unidade tem buscado novas formas de aumentar a receita. Entre as iniciativas está o licenciamento de novos conjuntos de dados de mapeamento, que podem ser utilizados por empresas no desenvolvimento de produtos, incluindo projetos ligados à energia renovável.

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Gemini agora pode criar planilhas, documentos e apresentações de slides por você

O Google anunciou nesta terça-feira (10) uma série de novos recursos de IA baseados no Gemini para os aplicativos Docs, Planilhas, Slides e Drive. As novidades devem facilitar a criação de documentos, apresentações e planilhas a partir de informações já armazenadas nos serviços da big tech, como Gmail e no próprio Drive.

A ideia é transformar as ferramentas do Google em assistentes mais ativos, capazes de gerar conteúdos automaticamente e ajudar na execução de tarefas sem que o usuário precise recorrer a chatbots externos. Basicamente, basta pedir e o Gemini faz documentos, planilhas e slides para você.

Novos recursos de IA do Google

No Google Docs

Entre as novidades está o recurso “Ajude-me a criar”, integrado ao Google Docs. Com ele, o usuário pode descrever o tipo de documento que deseja fazer e o Gemini utiliza dados de serviços como Drive, Gmail e Chat para montar um primeiro rascunho.

Deacordo com o exemplo do Google, seria possível pedir à ferramenta que escreva um boletim informativo utilizando atas de reuniões, e-mails ou eventos armazenados no Drive. Depois que o rascunho inicial é criado, o usuário pode pedir ao Gemini para refinar partes específicas do texto, sem precisar gerar o documento inteiro novamente. A ferramenta também pode melhorar a clareza de trechos ou adicionar mais detalhes quando necessário.

Outro recurso é o “Combinar estilo de escrita”. Quando várias pessoas trabalham em um mesmo documento, o Gemini pode ajustar o texto para deixar o tom de voz mais consistente.

O Docs também ganhará uma função chamada “Corresponder ao formato”, que permite copiar a estrutura e o estilo de outro arquivo. Nesse caso, o Gemini pode preencher automaticamente um modelo usando informações presentes em e-mails ou documentos, como dados de viagem ou reservas.

Gemini podera preencher células de uma planilha automaticamente (Imagem: Google/Divulgação)

No Google Planilhas

No Google Sheets, o Gemini passa a atuar de forma mais ativa na criação e organização de planilhas.

Com um comando em linguagem natural, a ferramenta pode reunir dados do Gmail, Chat e Drive para gerar uma planilha estruturada automaticamente. Isso inclui listas, tabelas e campos organizados de acordo com a tarefa solicitada.

Um exemplo citado pelo Google é a organização de uma mudança de cidade. O sistema poderia criar listas de tarefas para empacotar itens, contatos de empresas de serviços e um controle de orçamentos de transportadoras – tudo isso com base em informações presentes nos e-mails do usuário.

Outra novidade é o recurso “Preencher com Gemini”, que completa tabelas automaticamente. A função pode gerar textos personalizados, resumir dados ou buscar informações atualizadas na internet por meio da Busca do Google.

Em outro exemplo dado pela big tech, a ferramenta permitiria montar um rastreador de inscrições em universidades. Nesse caso, o Gemini preenche automaticamente prazos, valores de mensalidade e outras informações das instituições com base em informações da internet.

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IA pode criar slides com base em um único prompt (Imagem: Google/Divulgação)

No Google Slides

No Google Slides, o Gemini poderá criar slides editáveis automaticamente. Tudo isso levando em conta o conteúdo da apresentação e o contexto obtido a partir de arquivos e e-mails.

Caso o resultado não seja satisfatório, o usuário poderá pedir ajustes com instruções simples, como alterar cores, simplificar o design ou adaptar o layout ao estilo da apresentação.

O Google também afirma que, no futuro, será possível gerar uma apresentação completa a partir de um único comando, como solicitar uma apresentação de vários slides sobre um determinado tema.

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Gemini resume informações com base em documentos armazenados no Drive (Imagem: Google/Divulgação)

No Google Drive

O Google Drive começa a ganhar recursos de análise de conteúdo com inteligência artificial.

Ao pesquisar arquivos usando linguagem natural, o Gemini poderá apresentar uma “Visão Geral de IA” no topo dos resultados. Trata-se de uma síntese das informações mais relevantes encontradas nos documentos – e citando as fontes utilizadas.

Além disso, um novo recurso chamado “Pergunte ao Gemini no Drive” permitirá fazer perguntas complexas sobre documentos armazenados na conta. Por exemplo, um usuário poderia selecionar arquivos relacionados a impostos e pedir sugestões de perguntas a fazer ao contador antes de declarar o imposto de renda.

Recursos do Gemini já estão disponíveis

  • Os recursos já estão disponíveis, mas inicialmente em versão beta;
  • Por ora, eles estão restritos a assinantes dos planos Google AI Ultra e Google AI Pro;
  • No caso do Docs, Planilhas e Slides, as ferramentas chegam no mundo todo. Já os recursos do Drive serão disponibilizados inicialmente apenas nos Estados Unidos.

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NotebookLM agora cria vídeos animados com IA; veja como usar

Consumir grandes volumes de informação e documentos extensos costuma ser uma tarefa cansativa. Para ajudar você a organizar esse caos e ser mais produtivo, o Google anunciou uma atualização significativa para o NotebookLM. Agora, além de resumos em texto e áudio, a ferramenta é capaz de gerar vídeos animados e narrados, os chamados “Cinematic Video Overviews”.

A ideia é transformar a leitura passiva em um processo de aprendizado mais engajador, permitindo que o usuário “assista” aos pontos principais de sua própria pesquisa.

Como funciona o novo recurso do NotebookLM

O Google utiliza uma combinação dos seus modelos de IA mais avançados, incluindo o Gemini 3, o Nano Banana Pro e o Veo 3 (especialista em vídeos de alta fidelidade).

De acordo com o anúncio oficial e informações do The Verge, o Gemini agora atua como um verdadeiro “diretor criativo”. Ele toma centenas de decisões estruturais e estilísticas para garantir que o vídeo conte uma história coerente baseada nas suas fontes. A IA não apenas gera as imagens, mas refina o próprio trabalho para manter a consistência visual e narrativa, criando animações fluidas que ajudam na retenção do conteúdo.

Quem pode usar a novidade

Diferente da versão anterior, que era limitada ao navegador, o novo recurso já nasce multiplataforma. Confira os requisitos:

  • Disponibilidade: disponível na Web e em dispositivos móveis (Android e iOS).
  • Idioma: no momento, disponível apenas em inglês.
  • Público: usuários maiores de 18 anos.
  • Assinatura: exclusivo para assinantes do plano Google AI Ultra.
  • Limite: é possível gerar até 20 vídeos cinematográficos por dia.

Embora o botão “Resumo em vídeo” apareça para os usuários do NotebookLM, os vídeos gerados são no formato de slides narrados. Assim, por enquanto, o recurso de “Cinematic Video Overviews” é uma exclusividade do plano Google AI Ultra.

Como ativar e gerar os vídeos

O recurso é liberado via servidor, ou seja, basta estar com o app atualizado ou acessar o site oficial para visualizar a opção.

  1. Acesse o NotebookLM (web ou app) e selecione seu caderno de notas.
  2. Faça o upload dos documentos que deseja “transformar” em filme.
  3. Selecione a opção de “Resumo em vídeo”.
  4. Aguarde o processamento da IA e o vídeo estará pronto para visualização ou download, otimizado para o seu aprendizado.

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