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Spark, Omni… veja tudo o que o Google anunciou no I/O 2026

Nesta terça-feira (19), o Google realizou vários anúncios durante o Google I/O 2026, evento voltado para desenvolvedores. Contudo, novidades para o usuário final também foram apresentadas, como o Gemini Spark e o Gemini Omni. Confira um apanhado geral a seguir.

Tudo o que o Google anunciou no I/O 2026

Gemini Omni

O Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind, que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.

Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações.

O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.

O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.

O Gemini Omni funciona por meio de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.

Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt” – Imagem: Google

Gemini Spark

O Gemini Spark é um agente de IA que funciona 24h por dia, sete dias por semana. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.

O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.

Gemini 3.5 Flash

Gemini 3.5 Flash “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.

Ele traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.

“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”

Leia mais:

IA conversacional no Gmail e Docs

O Google Workspace também receberá um incremento com inteligência artificial (IA). Entre as novidades, estão ferramentas conversacionais para Gmail, Docs e Keep.

Segundo a empresa, os novos recursos têm como objetivo ajudar usuários a organizar tarefas, criar documentos e administrar e-mails usando comandos de voz e ferramentas de IA integradas aos aplicativos do ecossistema Google.

Uma das novidades anunciadas é o Gmail Live, descrito pelo Google como uma ferramenta de busca por voz dentro da caixa de entrada. A proposta é permitir que usuários façam perguntas em linguagem natural para localizar informações presentes nos e-mails.

Docs Live funcionará como um recurso de apoio para criação de documentos por voz. Segundo o Google, a ferramenta poderá organizar ideias, estruturar textos e montar rascunhos a partir de comandos falados.

Com autorização do usuário, o sistema também poderá buscar informações no Gmail, Drive, Chat e até na internet para complementar os documentos.

O Google também confirmou novidades para o Google Keep, aplicativo usado para criar notas, listas e lembretes. Segundo a empresa, o sistema passará a entender comandos mais livres e organizar automaticamente as informações inseridas pelos usuários.

Os recursos serão liberados “nos próximos meses” para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.

Google Pics

Outra novidade anunciada foi o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens baseado no modelo Nano Banana, que poderá ser usado tanto para criar imagens a partir de uma tela em branco quanto para editar fotos já existentes.

Segundo o Google, a ferramenta permitirá modificar partes específicas de imagens, editar textos dentro de fotos e traduzir conteúdos, mantendo o estilo visual original.

A ferramenta foi desenvolvida para permitir alterações mais precisas em imagens geradas por IA sem exigir que o usuário recomece o processo do zero.

A empresa afirma que o aplicativo também terá integração com serviços do Workspace, inicialmente no Slides e no Drive, além de permitir edição colaborativa em tempo real. O Google Pics começou a ser liberado para um grupo limitado de testadores.

Nos próximos meses, a ferramenta chegará globalmente aos assinantes Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.

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Google Pics é o novo app do Google para geração e edição de imagens – Imagem: Reprodução / Google

Incremento ao Circule para Pesquisar

O Google também anunciou a expansão de ferramentas de verificação de conteúdo em seus produtos de busca e IA.

Entre os destaques está a atualização do Circule para Pesquisar, que passa a permitir que usuários identifiquem se uma imagem foi criada ou alterada por IA.

A novidade faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa voltadas à transparência digital, em um contexto no qual conteúdos gerados por IA se tornam cada vez mais comuns e difíceis de distinguir de materiais autênticos. A atualização também se estende à Busca, ao Gemini e ao Chrome.

Segundo a empresa, a ferramenta pode ser acionada a partir de perguntas simples feitas pelo usuário, como verificar a origem de uma imagem ou confirmar se ela foi gerada por IA.

Busca muda após 25 anos

O Google anunciou uma ampla reformulação da sua experiência de busca, incluindo mudanças na tradicional caixa de pesquisa, novos recursos com IA e ferramentas automatizadas para compras, produtividade e monitoramento de informações.

A principal mudança envolve justamente a icônica barra de pesquisa do Google, que mantém o mesmo formato básico desde 2001. Segundo a companhia, esta é a primeira grande alteração nas dimensões e na interação da caixa de busca em mais de 25 anos.

O novo campo foi redesenhado para acomodar perguntas mais longas, permitir uploads de diferentes tipos de mídia e integrar recursos conversacionais com IA.

De acordo com a companhia, a nova caixa inteligente de busca poderá expandir dinamicamente para acomodar perguntas maiores e também sugerir formulações com apoio de IA, indo além do tradicional autocomplete. O recurso começou a ser distribuído nos países e idiomas em que o Modo IA já está disponível.

A empresa também informou que os usuários poderão continuar conversas diretamente a partir dos AI Overviews, recurso que gera resumos automáticos nas buscas. Agora, será possível fazer perguntas complementares dentro do Modo IA sem perder o contexto anterior.

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Google apresentou mudanças em sua caixa de pesquisa – Imagem: Reprodução / Google

Novidades no YouTube

O Google anunciou uma ampliação das capacidades de busca do YouTube com um novo recurso de IA chamado “Pergunte ao YouTube”, capaz de responder perguntas em linguagem mais natural e direcionar usuários diretamente aos trechos de vídeos considerados mais relevantes para suas buscas.

O novo sistema de busca permite que usuários façam pesquisas mais complexas e conversacionais, em vez de apenas inserir palavras-chave.

A novidade já está disponível para assinantes do YouTube Premium nos Estados Unidos, com 18 anos ou mais. Segundo a empresa, a ferramenta deverá ser liberada em breve para mais usuários da plataforma.

Novos óculos

O Google aproveitou para dar novos detalhes sobre seus próximos óculos inteligentes. A empresa anunciou que serão dois modelos, um com áudio e outro com tela integrada para exibição de informações em tempo real.

Os modelos vão funcionar a partir da plataforma Android XR, desenvolvida em parceria com a Samsung e Qualcomm para experiências que unem realidade virtual e a inteligência artificial Gemini.

Segundo o Google, a ideia é dar suporte aos usuários sem que eles tenham que tirar o celular do bolso ou interromper o que estão fazendo.

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Óculos inteligentes do Google – Imagem: Google

Investimentos em IA

A empresa revelou que seus gastos com infraestrutura de IA estão crescendo de forma exponencial. Após investir US$ 31 bilhões (R$ 156,6 bilhões) em despesas de capital em 2022, a empresa espera que o valor alcance entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões (R$ 909,6 bilhões/R$ 960,2 bilhões) neste ano.

O principal fator por trás desse aumento são os chips personalizados da empresa para IA: as Unidades de Processamento Tensor (TPUs).

Diferentemente dos chips Tensor usados nos smartphones Pixel, essas TPUs são projetadas para data centers, onde servem para treinar e executar modelos de IA.

A geração mais recente divide o trabalho em dois chips: um voltado para tarefas massivas de treinamento e outro otimizado para respostas rápidas quando os usuários interagem com os modelos.

Universal Cart

O Google anunciou uma nova etapa na sua estratégia de comércio digital com IA. A empresa apresentou o Universal Cart, um carrinho inteligente que unifica compras feitas em diferentes serviços da companhia e promete automatizar parte da experiência de consumo online.

A novidade foi divulgada como parte do avanço da chamada “agentic commerce”, em que sistemas de IA passam a atuar de forma ativa na organização, comparação e execução de tarefas relacionadas a compras. Segundo o Google, a ferramenta funciona integrada ao Search, ao Gemini e a outros produtos do ecossistema da empresa.

O sistema também promete acompanhar variações de preço, disponibilidade de produtos e oferecer sugestões personalizadas com base em dados do usuário e do mercado.

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Gemini Omni: Google anuncia modelo para criar “qualquer coisa” com um único comando

O Google anunciou nesta terça-feira (19) o Gemini Omni, um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A apresentação aconteceu durante o evento Google I/O, uma das principais conferências da big tech no ano.

A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind (braço de pesquisa da empresa), que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.

Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações. O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.

O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.

Na demonstração ao vivo durante o evento, Hassabis pediu que o Gemini Omni fizesse uma animação stop motion, com estética de massinha, para explicar o funcionamento de proteínas.

Demonstração do Gemini Omni durante o evento Google I/O – Imagem: Google

Imagens realistas e tom conversacional

O Gemini Omni funciona através de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.

O modelo também permite editar imagens que já existem, sem necessidade de criar algo do zero. Na demonstração, Hassabis pediu que o Omni distorcesse a realidade de um vídeo dele mesmo se olhando no espelho. Também é possível ajustar a estética e adicionar itens.

“Tudo se torna uma tela para criar novas realidades”, afirmou o CEO da DeepMind.

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Gemini Omni Flash é o primeiro modelo da família Omni disponível ao público – Imagem: Google

Gemini Omni Flash

Durante o Google I/O, a big tech anunciou que o primeiro modelo da família Gemini Omni, o Gemini Omni Flash, já está disponível para o público. Ele funciona no aplicativo do Gemini, no YouTube Shorts e no modelo Flow.

Hassabis ainda revelou que a próxima versão, o Omni Pro, estará disponível em breve, mas sem dar detalhes.

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Google lança Gemini 3.5 Flash e muda a cara da IA

O CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou o Gemini 3.5 Flash (o primeiro desta “linha”) nesta terça-feira (19), durante o Google I/O 2026, evento da big tech voltado para desenvolvedores.

O novo modelo “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.

Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.

“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”

Gemini 3.5 Flash: O que muda?

O Gemini 3.5 Flash traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. O que muda, na prática, é o seguinte:

  • Velocidade maior: Ele consegue processar e gerar respostas quatro vezes mais rápido do que outros modelos avançados concorrentes, segundo o Google;
  • Foco em “agentes”: A principal evolução é a capacidade de agir como agente de IA. Em vez de responder perguntas isoladas, o modelo consegue planejar, criar e executar tarefas com vários passos sozinho (como programar, criar aplicativos ou automatizar fluxos de trabalho complexos). Aliás, ele superou o modelo anterior Gemini 3.1 Pro nessas tarefas de programação e autonomia, de acordo com a empresa;
  • Menos tempo e custo: Atividades de desenvolvimento ou auditoria que antes demoravam dias ou semanas podem ser resolvidas numa fração do tempo, custando frequentemente menos da metade do preço de outros modelos de ponta, diz a empresa;
  • Gráficos e telas interativas: O Gemini 3.5 Flash tem mais facilidade para entender imagens e gerar códigos visuais complexos, segundo o Google. Na prática, ele é usado no “Modo IA” da Busca do Google para construir gráficos e animações interativas em tempo real enquanto você pesquisa sobre um tema, por exemplo;
  • Segurança ajustada: Ele foi treinado com filtros mais avançados, o que diminui as chances de gerar conteúdos perigosos e reduz os erros nos quais o sistema se recusava, injustamente, a responder a uma pergunta segura, informou a empresa.

A atualização do grande modelo de linguagem (LLM, na sigla em inglês) da empresa chega com uma repaginação da interface do Gemini – seja no site ou no aplicativo. Agora, a interface a IA do Google está com uma cara mais clean.

Em testes feitos pelo Olhar Digital, deu para escolher entre: 3.1 Flash Lite, 3 Flash e 3.1 Pro. Também deu para ajustar o “nível de raciocínio” do modelo escolhido – entre “Padrão” e “Estendido”.

Confira abaixo:

Agora dá para escolher entre modelos Flash e Pro no Gemini; e ajustar o “nível de raciocínio” usado pelo modelo escolhido – Imagem: Reprodução/Google

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Gemini Spark é seu novo agente de IA do Google

Durante o Google I/O 2026, a big tech apresentou seu próprio agente de inteligência artificial (IA), o Gemini Spark.

O recurso funciona 24h por dia, sete dias por semana e está hospedado em máquinas virtuais dedicadas. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.

O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.

“É o seu agente pessoal de IA que ajuda você a navegar na sua vida digital, agindo em seu nome e sob sua direção”, disse Sundar Pichai, CEO da Alphabet, a jornalistas durante apresentação no evento. “Ele funciona perfeitamente em máquinas virtuais dedicadas no Google Cloud, [então] você não precisa manter seu laptop aberto para garantir que ele esteja funcionando.”

Gemini Spark quer seu agente de IA 24/7

  • O Gemini Spark se difere de produtos, como o Claude Cowork e o ChatGPT Agent, por estar inteiramente integrado ao ecossistema Google;
  • Enquanto pode enviar e-mails com a integração com o Gmail, ele pode interagir com a web via Chrome;
  • Em dispositivos móveis, você também consegue acompanhar o progresso do Spark por meio do sistema para Android chamado Halo;
  • Assim como outros agentes virtuais, o Spark pode ser integrado a vários serviços via MCP. O Google quer lançar mais conexões nos próximos meses.

“Precisa enviar um e-mail para o seu chefe com uma atualização de status? O Spark pode extrair todas as informações dos seus e-mails, documentos, planilhas e apresentações e escrever o rascunho para você”, disse Josh Woodward, vice-presidente do Gemini App and AI Studio do Google Labs.

“Pequenas empresas estão usando o Spark. Elas podem monitorar sua caixa de entrada e nunca perder uma pergunta de um cliente.”

Hoje, o assistente de IA está em testes, mas deve ser disponibilizado para assinantes do Google AI Ultra na semana que vem.

Google atualiza Antigravity com versão 2.0

O Antigravity, app de programação do Google utilizado para construir o Spark, recebeu nova versão. O Google Antigravity 2.0 possui app para desktop, ferramenta de linha de comando (CLI) e SDK para fluxos de trabalho personalizados.

A primeira versão do Antigravity foi lançada no ano passado como resposta a softwares de programação ética, como o Cursor.

Novidades

Agora, no novo app para desktop do Antigravity 2.0, os usuários podem lidar com diversos agentes e executar tarefas simultaneamente. Também é possível criar fluxos de trabalho personalizados para subagentes, bem como agendar tarefas a serem executadas de forma automática em segundo plano. Também está mais fácil integrá-lo a projetos, como o AI Studio, Android e Firebase.

Boa parte é impulsionada pelo Gemini 3.5 Flash, novo modelo de IA desenvolvido em conjunto com o Antigravity.

Além disso, o sistema está recebendo suporte nativo a comandos de voz, algo similar ao que foi realizado em outros produtos da big tech, como Gmail e Docs.

A nova ferramenta de linha de comando (CLI) é destinada a desenvolvedores que queiram usar um terminal para a criação de agentes. O Google está pedindo que usuários que utilizam o Gemini CLI migrem para a nova ferramenta do Antigravity.

Já o SDK do Antigravity permite aos desenvolvedores a criação de agentes personalizados com base na ferramenta de codificação do Google. Clientes do Google Cloud poderão se conectar ao Antigravity para desenvolver projetos.

Além disso, o Google disse que vai disponibilizar modelos de agentes personalizados no AI Studio para que os usuários corporativos os utilizem.

Uma ferramenta de exportação do Antigravity também está sendo adicionada ao AI Studio para exportação de projetos atuais e prosseguimento do trabalho de forma local.

A expertise em programação da empresa no Antigravity também será espelhada para o consumidor. Produtos, como a Busca, receberão esse upgrade.

Nela, os usuários receberão interface personalizada em tempo real como parte da resposta. Assim, as pessoas poderão criar miniaplicativos enquanto exploram um tópico dentro da busca.

Nos EUA, o Google lançou novo plano AI Ultra por US$ 100 (R$ 505,73), que possui limites de IA cinco vezes maiores no Antigravity que o plano Pro. O plano mais completo também sofrerá redução de preço: de US$ 250 para US$ 200 (R$ 1,2 mil/R$ 1 mil), com limites 20 vezes maiores que o plano Pro.

Matéria em atualização

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Detector de IA: 5 sites em 2026 para conferir se um texto foi escrito pelo ChatGPT, Gemini ou Claude

Com a popularização das ferramentas de inteligência artificial, ficou cada vez mais difícil distinguir o que é feito por humanos daquilo produzido por softwares sofisticados. Por isso, o Olhar Digital separou uma lista com 5 sites diferentes que vão ajudá-lo a detectar se um texto foi escrito ou não por IA’s como ChatGPT, Gemini ou Claude. Confira mais informações a seguir.

Texto feito por IA? Confira 5 detectores que analisam se a mídia foi gerada por inteligência artificial

Atenção: apesar de extremamente úteis, as plataformas citadas não são infalíveis. É possível que um texto seja apontado como “produzido por IA” mesmo que tenha sido 100% redigido por um humano.

Quetext AI Detector

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

O Quetext é uma plataforma que combina duas funções principais: identificação de plágio e análise de textos possivelmente gerados por inteligência artificial. Seu sistema avalia elementos como repetição de padrões, estrutura frasal e semelhança com conteúdos já existentes para estimar se o material foi produzido de forma automática.

A ferramenta ganhou espaço entre estudantes e escritores por oferecer uma interface direta e fácil de usar, além de apresentar resultados em relatórios visuais mais intuitivos.

O acesso é feito totalmente via navegador, sem necessidade de instalação, e inclui uma versão gratuita com recursos limitados, além de planos pagos destinados a uso mais intensivo.

Seu uso é especialmente comum em contextos acadêmicos e editoriais, onde há maior preocupação com originalidade e verificação da autoria dos textos.

Copyleaks AI Detector

O Copyleaks é uma plataforma que reúne, em um único ambiente, recursos de verificação de plágio e identificação de textos gerados por inteligência artificial. Seu sistema é baseado em técnicas de aprendizado de máquina, capazes de reconhecer padrões linguísticos frequentemente associados a modelos como ChatGPT, Gemini e outros grandes modelos de linguagem.

A ferramenta é amplamente adotada em contextos acadêmicos e corporativos, em parte por oferecer suporte a diversos idiomas, o que amplia sua aplicabilidade em ambientes multilíngues.

O acesso pode ser feito diretamente pelo navegador, sem necessidade de instalação, e há também integração via API, permitindo que empresas e instituições incorporem suas funcionalidades em sistemas próprios ou plataformas educacionais.

Além de uma versão gratuita com recursos restritos, o Copyleaks também disponibiliza planos pagos com capacidades mais avançadas, voltados principalmente para uso contínuo em escala profissional.

Winston AI

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Professora dando aula (Imagem: Drazen Zigic/Shutterstock)

O Winston AI é uma ferramenta desenvolvida para atender principalmente professores, editores e organizações que precisam validar a originalidade de textos com maior nível de detalhamento.

Seu sistema realiza uma análise minuciosa do conteúdo, examinando o texto em partes e atribuindo uma pontuação que indica a probabilidade de ele ter sido produzido por inteligência artificial.

Além de identificar produções feitas por modelos como Claude e Gemini, a plataforma também procura detectar situações em que há combinação entre escrita humana e geração automatizada, tentando classificar esses formatos híbridos.

O acesso é feito totalmente online, sem necessidade de instalação, e o serviço opera no modelo SaaS, com planos pagos e a possibilidade de testes gratuitos limitados.

Por ser voltado a ambientes acadêmicos e editoriais, o Winston AI acabou sendo incorporado com frequência em rotinas de verificação de autenticidade de conteúdo, especialmente onde há exigência de maior controle sobre a origem dos textos.

Leia mais:

Originality.ai

O Originality.ai é uma plataforma desenvolvida sobretudo para atender produtores de conteúdo digital e equipes que trabalham com otimização para mecanismos de busca (SEO). Ela reúne, em um único sistema, duas funções principais: a identificação de textos gerados por inteligência artificial e a checagem de plágio em materiais publicados ou em produção.

Um dos pontos que mais se destacam nessa ferramenta é a capacidade de lidar com textos extensos, oferecendo resultados considerados consistentes em avaliações independentes. Por isso, ela costuma ser vista como uma opção mais robusta em cenários profissionais, especialmente quando há necessidade de análise em grande escala.

O serviço funciona no modelo online (SaaS), sendo acessado diretamente pelo navegador, sem instalação de aplicativos. Trata-se de uma solução paga, direcionada principalmente a agências, redatores, empresas de marketing e equipes editoriais que lidam com produção frequente de conteúdo.

GPTZero

O GPTZero é uma das ferramentas mais populares para identificar textos gerados por inteligência artificial.

Seu funcionamento se baseia na avaliação de padrões linguísticos, principalmente métricas como “perplexidade”, que indica o quão previsível é um texto, e “burstiness”, que mede a oscilação entre frases mais simples e outras mais complexas: características usadas para distinguir produções humanas de conteúdos gerados por modelos como o ChatGPT.

Essa ferramenta é bastante adotada em contextos acadêmicos, especialmente por professores e instituições que buscam verificar a autoria de trabalhos.

Ela pode ser utilizada diretamente pelo navegador e oferece uma versão gratuita com recursos limitados, além de planos pagos voltados para quem precisa de análises mais frequentes ou detalhadas.

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Chrome instala IA de 4 GB sem avisar (explicitamente), mas tem como impedir

O Google Chrome tem instalado o modelo de inteligência artificial (IA) Gemini Nano em computadores de usuários sem pedir autorização de maneira explícita. Ele ocupa cerca de 4 GB de armazenamento e é ativado automaticamente em versões recentes do navegador.

A instalação, que atinge dispositivos com a versão 147 do Chrome, foi detalhada pelo cientista da computação e advogado sueco Alexander Hanff em postagem no seu blog That Privacy Guy

De resumos a detecção de golpes: para que serve o modelo de IA instalado compulsoriamente pelo Google

Segundo o Google, o Gemini Nano é necessário para a execução de recursos de segurança e processamento de dados local.

O modelo de IA generativa é voltado para funções integradas ao navegador, como detecção de golpes, resumos de páginas da web e organização de abas. 

A tecnologia também permite que o Chrome ofereça assistência para a escrita e reformulação de textos diretamente no computador do usuário.

Gemini Nano instalado pelo Chrome é necessário para a execução de recursos de segurança e processamento de dados local, diz o Google – Imagem: Poetra.RH/Shutterstock

Segundo Hanff, o download do arquivo ocorre quando as funções de IA estão ativas nas configurações. Como esses recursos estão ligados por padrão nas atualizações mais recentes do software, computadores compatíveis recebem a IA de forma automática durante o uso.

“Oferecemos o Gemini Nano para o Chrome desde 2024 como um modelo leve de processamento no dispositivo (on-device). Ele viabiliza recursos de segurança essenciais, como detecção de golpes e APIs para desenvolvedores, sem o envio de dados para a nuvem”, afirmou o Google em nota, segundo o G1

A empresa acrescentou que o modelo é desinstalado automaticamente caso o computador apresente escassez de recursos de hardware.

Desde fevereiro de 2026, o navegador disponibiliza uma opção para interromper o funcionamento do modelo. O usuário pode desativar a função “IA do dispositivo” no menu “Sistema” dentro das configurações do Chrome para remover o Gemini Nano e impedir novos downloads ou atualizações.

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Governo Trump estuda controle prévio de modelos de IA

A Donald Trump pode mudar a abordagem dos Estados Unidos em relação à inteligência artificial (IA). Autoridades e pessoas envolvidas nas discussões afirmaram à reportagem do The New York Times que a Casa Branca avalia criar mecanismos de supervisão para modelos de IA antes de sua liberação pública.

A proposta marca uma possível inflexão na política adotada desde o retorno de Trump à presidência, quando a administração priorizou uma postura não intervencionista e incentivou empresas de tecnologia a avançarem rapidamente com o desenvolvimento da tecnologia.

Casa Branca discute revisão prévia de modelos de IA

Entre as medidas em análise está a criação de um grupo de trabalho dedicado à IA, que reuniria executivos do setor e representantes do governo. Esse grupo avaliaria diferentes formas de supervisão, incluindo um possível processo formal de revisão antes do lançamento de novos modelos.

Autoridades afirmam que a ideia foi apresentada recentemente a executivos de empresas como Anthropic, Google e OpenAI. O modelo em discussão pode seguir uma linha semelhante à adotada no Reino Unido, onde órgãos governamentais verificam se sistemas de IA atendem a padrões de segurança.

Apps de IA como ChatGPT, Claude e Gemini estão no centro das discussões sobre possível regulação nos EUA – Imagem: Primakov / Shutterstock

Apesar das conversas, um funcionário da Casa Branca disse que a possibilidade de uma ordem executiva ainda é tratada como “especulação” e que qualquer decisão será anunciada diretamente por Trump.

Mudança ocorre após avanço de modelo da Anthropic

A revisão da política ganhou força após o anúncio do modelo Mythos, da Anthropic. Segundo a empresa, o sistema tem capacidade avançada de identificar vulnerabilidades em softwares, o que poderia provocar um “acerto de contas” na área de cibersegurança. O modelo não foi disponibilizado publicamente.

O governo teme impactos políticos caso um ataque cibernético significativo ocorra com apoio de IA. Além disso, autoridades avaliam se novos modelos podem oferecer capacidades úteis ao Pentágono e a agências de inteligência.

Uma das propostas discutidas prevê que o governo tenha acesso antecipado a modelos avançados, sem necessariamente impedir sua liberação ao público.

Divergências e disputa com o Pentágono

As discussões geraram divergências entre empresas de tecnologia. Parte dos executivos avalia que uma supervisão excessiva pode desacelerar a inovação dos EUA em relação à China, enquanto outros defendem algum nível de controle.

Dean Ball, ex-conselheiro de IA do governo Trump e atualmente na Foundation for American Innovation, afirmou que o cenário exige equilíbrio: há poucas regras formais, mas também preocupação em evitar regulação excessiva.

A situação é agravada por um conflito entre a Anthropic e o Pentágono envolvendo um contrato de US$ 200 milhões. Após desacordo sobre o uso militar da tecnologia, o Departamento de Defesa interrompeu o uso da IA da empresa em março, levando a uma ação judicial por parte da startup.

Mesmo assim, sistemas da Anthropic seguem em uso em projetos militares, como o Maven, que analisa inteligência e sugere alvos em operações.

Reorganização interna influencia política de IA

A mudança de direção também coincide com alterações na liderança da Casa Branca. Em março, David Sacks deixou o cargo de responsável por IA. A função passou a ser dividida por Susie Wiles e Scott Bessent, que sinalizaram maior envolvimento na formulação de políticas para o setor.

O novo grupo de trabalho pode incluir órgãos como a Agência de Segurança Nacional e o Escritório do Diretor Nacional de Inteligência para conduzir avaliações de modelos.

Também está em análise o papel do Center for A.I. Standards and Innovation, criado no governo anterior para revisar modelos compartilhados voluntariamente com o governo, mas que perdeu protagonismo sob Trump.

Pressão entre segurança e inovação

A possível mudança representa um contraste com declarações anteriores do governo. Em discurso em Paris, o vice-presidente JD Vance alertou que a regulação excessiva poderia comprometer o desenvolvimento da tecnologia.

Trump, por sua vez, já havia defendido que a IA deveria crescer sem entraves políticos, mas admitiu a necessidade de regras, desde que fossem mais avançadas que a própria tecnologia.

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Gemini Enterprise: a plataforma que posiciona o Google como grande ator na era dos agentes de IA

O Google Cloud Next 2026 acontece de 22 a 24 de abril em Las Vegas. A conferência reúne especialistas da área de tecnologia e representantes de diferentes empresas. Entre os principais anúncios do ano está o Gemini Enterprise. Uma plataforma para criar e administrar agentes de inteligência artificial, capaz de reunir, em um só lugar, funcionários, aplicativos e dados de empresas. Nela, equipes de desenvolvedores podem construir ferramentas que atendam às necessidades de cada organização de forma integrada às operações de TI.

De acordo com Brian Delahunty, VP de Engenharia, e Michael Gerstenhaber, VP de Gerenciamento de Produto, ambos da divisão de Cloud AI do Google Cloud, o Gemini Enterprise é “um sistema de ponta a ponta para a era dos agentes, construído para agentes que podem executar processos de trabalho complexos e de várias etapas. Ele combina o acesso a modelos de IA, uma interface intuitiva, uma estrutura de desenvolvimento segura e a capacidade de implementar agentes em escala com sucesso.” A solução é considerada a sucessora da Vertex AI, plataforma de desenvolvimento unificada para criar e utilizar IA generativa.

Confira abaixo os principais anúncios e detalhes relacionados ao ecossistema do Gemini Enterprise:

Gemini Enterprise Agent Platform

A plataforma oferece recursos para que as empresas possam construir, escalar, gerenciar e otimizar agentes, permitindo que operem de forma autônoma em fluxos de trabalho complexos. A escala é garantida pelos “bancos de memória” e “perfis de memória”, recursos que asseguram aos agentes uma memória contextual de longo prazo.

Além disso, o sistema disponibiliza acesso a mais de 200 modelos por meio do Model Garden (Jardim de Modelos). Entre os destaques estão o Gemini 3.1 Pro, Gemini 3.1 Flash Image e Lyria 3, além de modelos abertos, como o Gemma 4, e opções de terceiros, como o Claude Opus e Sonnet.

Gemini Enterprise App

O Gemini Enterprise app permite que as equipes acessem e executem os agentes criados na plataforma, além de possibilitar a criação e o compartilhamento desses agentes. O aplicativo integra informações corporativas, incluindo dados armazenados em sistemas de terceiros.

Gemini Enterprise Canvas
O Canvas permite criar e editar em equipe – Imagem: Google Cloud/Reprodução

O software também permite a colaboração entre membros de uma mesma equipe por meio do Projects. Ele funciona de maneira similar ao Google Docs, permitindo o compartilhamento e a edição conjunta de um mesmo projeto. Outra ferramenta colaborativa é o Canvas, um editor interativo para cocriar e editar no Google Docs e Slides, sendo possível exportar os arquivos para os formatos comuns do Microsoft Office.

Interação entre empresas

A integração do ecossistema permite, ainda, ativar agentes de outras empresas parceiras do Google Cloud Marketplace. Isso ocorre por meio da Agent Gallery, que contém uma coleção de agentes validados de líderes de SaaS e startups inovadoras, como Adobe, Salesforce, ServiceNow e Workday.

Gemini Enterprise  Agent Gallery
A “galeria de agentes” reúne os agentes de IA da empresa e de terceiros – Imagem: Google/Cloud

De acordo com o Google Cloud, o Gemini Enterprise viabiliza o gerenciamento de permissões e atividades de forma segura. A plataforma oferece o mesmo nível de supervisão e auditabilidade encontrado em aplicações de negócios essenciais, como sistemas de folha de pagamento ou relatórios financeiros trimestrais.

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Gemini agora cria imagens personalizadas baseadas nas suas fotos e estilo de vida

O Google anunciou nesta quinta-feira (16) uma atualização significativa para o Gemini que promete tornar a geração de imagens muito mais pessoal e menos trabalhosa. Por meio do recurso “Personal Intelligence” (Inteligência Pessoal), a IA agora pode acessar dados de aplicativos conectados, como o Google Fotos, para criar imagens que refletem automaticamente os gostos, o estilo de vida e até o rosto do usuário e de seus familiares.

A novidade utiliza o modelo de imagem de última geração Nano Banana 2. Segundo o comunicado oficial, o objetivo é eliminar a necessidade de prompts longos e complexos. Em vez de descrever cada detalhe, o usuário pode dar ordens simples, e o Gemini usará o contexto que já possui para “preencher as lacunas”.

IA que conhece você

Com a nova integração, o Gemini passa a ter uma compreensão inerente das preferências do usuário desde o início. Se você pedir para a IA “projetar a casa dos meus sonhos”, o resultado refletirá escolhas estéticas baseadas no seu histórico e contexto colhidos nos apps do Google.

O maior destaque, porém, é a integração com a biblioteca de fotos. O Gemini pode usar fotos reais de você, de seus amigos, familiares e até animais de estimação para guiar a criação.

  • Uso de etiquetas: a IA aproveita as etiquetas que você já criou no Google Fotos para identificar pessoas e pets.
  • Comandos criativos: é possível pedir, por exemplo, para “criar uma imagem em estilo massinha de mim e minha família curtindo nossa atividade favorita”, e a IA gerará a cena automaticamente com base nas referências visuais da sua galeria.
  • Estilos artísticos: o recurso suporta diversos estilos, como aquarela, esboços a carvão ou pinturas a óleo.

Privacidade e controle

Um ponto crítico abordado pelo Google é a privacidade. A empresa enfatizou que não treina seus modelos de IA diretamente na sua biblioteca privada do Google Fotos. O treinamento ocorre apenas em “informações limitadas”, como os prompts específicos enviados ao Gemini e as respostas geradas pelo modelo.

Para garantir que o usuário mantenha o controle criativo, foram adicionadas ferramentas de ajuste:

  • Refinamento: se a imagem não ficar correta, você pode dizer ao Gemini o que está errado ou clicar no ícone “+” para selecionar manualmente uma foto de referência diferente no Google fotos.
  • Botão de fontes: um novo botão “Sources” mostrará exatamente qual foto da sua biblioteca foi selecionada automaticamente para guiar a criação.
  • Transparência: segundo o portal The Verge, o porta-voz do Google, Elijah Lawal, confirmou que o sistema usa as etiquetas do Google Fotos para identificar as pessoas, mas o usuário pode questionar a IA sobre as atribuições usadas em cada imagem.

Disponibilidade

Por enquanto, a experiência está sendo lançada gradualmente para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra localizados nos Estados Unidos. O Google planeja expandir o recurso para o Gemini no Chrome (desktop) e para mais usuários em breve.

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Google discute acordo para levar IA ao setor militar dos EUA

A Alphabet, controladora do Google, está em negociações com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para permitir o uso de seus modelos de inteligência artificial (IA) Gemini em ambientes com informações sigilosas. A informação foi publicada nesta quinta-feira (16) pelo site The Information, com base em duas fontes com conhecimento direto das conversas.

Segundo o relatório, o acordo em discussão permitiria ao Pentágono utilizar a tecnologia do Google para todos os usos legais, ampliando a presença da empresa no setor governamental. As tratativas ocorrem em um contexto de crescente adoção de inteligência artificial por órgãos federais dos EUA, com foco em redução de custos e maior agilidade administrativa.

Gemini, IA do Google, pode passar a ser utilizada em ambientes com informações sigilosas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos – Imagem: Poetra.RH/Shutterstock

Proposta inclui restrições ao uso da IA

Durante as negociações, o Google teria sugerido a inclusão de cláusulas específicas para limitar a aplicação de seus sistemas. Entre os pontos propostos está a proibição do uso da IA em vigilância doméstica em massa e em armas autônomas sem controle humano adequado.

A inclusão dessas condições indica uma tentativa da empresa de estabelecer diretrizes para o uso responsável da tecnologia, mesmo em cenários sensíveis como operações militares e ambientes classificados.

Até o momento, nem a Alphabet nem o Departamento de Defesa responderam aos pedidos de comentário feitos pela Reuters sobre o possível acordo.

Estratégia amplia presença do Google no governo

Um eventual contrato com o Pentágono pode fortalecer os laços da Alphabet com o governo dos Estados Unidos, em um momento em que o país intensifica a incorporação de soluções baseadas em IA em suas operações internas.

A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo do governo norte-americano para modernizar processos, reduzir despesas e aumentar a eficiência administrativa por meio de novas tecnologias.

Mudança de nome do departamento está em discussão

Paralelamente às negociações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o Departamento de Defesa passe a se chamar Departamento de Guerra. A mudança, no entanto, ainda depende de aprovação do Congresso para ser implementada.

Donald Trump falando
Donald Trump quer que o Departamento de Defesa do país seja chamado de Departamento de Guerra – Joshua Sukoff/Shutterstock

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