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Gemini agora permite importar conversas de outros chatbots

O Google está facilitando a vida de usuários que querem migrar para o Gemini. A empresa lançou um recurso que permite transferir conversas completas e dados pessoais de um chatbot (como Claude ou ChatGPT) para o Gemini.

Ao importar as informações, o usuário consegue retomar a conversa de onde parou, sem necessidade de treinar a IA do Google do zero em relação ao que já foi dito em outros aplicativos.

A ferramenta foi anunciada pela empresa na quinta-feira (26). São duas formas de realizar a migração para o Gemini:

Transferência de memórias

Nesse caso, o Gemini sugere um prompt específico que o usuário deve inserir em seu chatbot atual. A plataforma gera uma resposta contendo as informações pessoais relevantes, que pode ser copiada e colada diretamente no Gemini.

Esse processo permite que a ferramenta do Google oriente o usuário sobre quais tipos de informação seriam úteis conhecer, facilitando a transmissão desses dados para seu próprio arquivo. A companhia explica que, após importar essas memórias, o Gemini compreenderá os mesmos fatos fundamentais compartilhados com outros aplicativos, como interesses pessoais, nome de irmãos ou local onde cresceu.

Transferência de memórias no Gemini (Imagem: Google/Divulgação)

Importação completa do histórico de conversas

Esse processo envolve o upload de um arquivo zip contendo todas as conversas anteriores. A maioria dos chatbots, incluindo ChatGPT e Claude, permite a exportação de logs de conversas em formato zip de forma relativamente simples. Esse método possibilita que os usuários “continuem exatamente de onde pararam”, segundo a empresa.

Os usuários também podem pesquisar conversas antigas importadas para o Gemini. Essa funcionalidade de busca permite localizar informações específicas dentro do extenso histórico transferido.

Importação de conversas no Gemini
Importação de conversas no Gemini (Imagem: Google/Divulgação)

Estratégia de crescimento do Gemini

O movimento ocorre em meio a uma disputa intensa pela atenção dos consumidores no mercado de chatbots de IA. Todos os principais provedores buscam aumentar sua base de usuários. A ferramenta é uma tentativa do Google de facilitar a migração para o Gemini.

Atualmente, o ChatGPT é líder no mercado de chatbots para consumidores, com 900 milhões de usuários semanais. O Gemini ainda fica atrás, com 750 milhões de usuários semanais.

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Lyria 3 Pro do Google gera músicas mais longas e completas com IA

O Google ampliou as capacidades de sua inteligência artificial (IA) de criação musical Lyria 3, que agora passa a gerar faixas com até três minutos de duração. A atualização chega com a versão Lyria 3 Pro, elevando em seis vezes o limite anterior, que era de apenas 30 segundos.

A mudança também amplia o controle do usuário sobre as composições. Além de definir estilo, humor ou instrumentação, agora é possível orientar melhor a estrutura das músicas geradas.

Controle aprimorado sobre arranjos musicais

O Lyria 3 Pro permite solicitar elementos específicos dentro da faixa, como introduções, refrões e pontes, oferecendo mais precisão na construção dos arranjos. A ferramenta segue a lógica de outros geradores de música por IA, como Suno e Udio, em que o usuário descreve o que deseja e o sistema produz a faixa correspondente.

O modelo também pode gerar letras a partir de prompts, incluindo referências vindas de texto, imagens ou vídeos, ampliando as possibilidades de criação dentro da plataforma.

Expansão para múltiplas plataformas Google

Uma das principais novidades está na integração com outros produtos do Google. Agora, é possível criar músicas diretamente dentro do Gemini, sem a necessidade de baixar aplicativos específicos.

O modelo também será incorporado ao Vertex AI para clientes corporativos, ao Google AI Studio e à API do Gemini para desenvolvedores, além de chegar ao Google Vids e à plataforma ProducerAI, adquirida recentemente pela empresa. A maior duração das faixas deve ser especialmente relevante para usuários do ProducerAI, que concorre diretamente com o Suno.

Integração com o Gemini é novidade comemorada pelo Google (Imagem: miss.cabul / Shutterstock.com)

Leia mais:

Preocupações sobre imitação e direitos autorais

A possibilidade de gerar músicas completas, em vez de trechos curtos, levanta questionamentos sobre imitação de artistas e violação de direitos autorais. Em comunicado, o Google afirmou que “Lyria 3 e Gemini não imitam artistas” e que, ao citar um criador em um prompt, o modelo utiliza isso apenas como inspiração ampla.

A empresa também informou que verifica as saídas do Lyria 3 Pro em relação a conteúdos existentes para evitar material que infrinja direitos. Além disso, as músicas geradas recebem uma marca d’água silenciosa SynthID, usada para identificar que foram criadas por inteligência artificial.

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ChatGPT vai ajudar usuários a pesquisar e comparar produtos sem sair da plataforma

O ChatGPT está recebendo mais funcionalidades voltadas à descoberta e comparação de produtos, em um movimento que amplia o uso da IA no comércio digital. A proposta é transformar a experiência de compra online, reduzindo a necessidade de pesquisar e comparar itens em vários sites.

A novidade permite que usuários pesquisem produtos de forma conversacional, descrevendo o que procuram e refinando resultados ao longo do diálogo. O ChatGPT também passa a exibir opções de forma visual, com comparação lado a lado, incluindo informações como preço, avaliações e características técnicas.

A atualização faz parte da expansão do chamado Protocolo de Comércio Agentic (ACP), uma estrutura que conecta lojistas à plataforma para fornecer dados atualizados de produtos. Com isso, o sistema consegue apresentar resultados mais relevantes e alinhados ao perfil do usuário, considerando fatores como orçamento, preferências e restrições.

Além disso, a experiência agora permite o envio de imagens como referência para encontrar itens semelhantes, o que amplia as possibilidades de busca. A proposta é centralizar em um único ambiente etapas que antes exigiam múltiplas abas e consultas a diferentes fontes.

Segundo a empresa, a mudança também traz ganhos para o varejo. Ao exibir produtos para usuários já próximos da decisão de compra, a plataforma tende a atrair consumidores com maior intenção de conversão. Grandes redes, como Target, Sephora, Best Buy e Home Depot, já participam do ecossistema, assim como lojistas integrados via Shopify.

OpenAI está melhorando experiência de pesquisa de produtos dentro do ChatGPT (Imagem: OpenAI/Divulgação)

No caso da Shopify, os catálogos de produtos já estão conectados automaticamente ao ChatGPT, sem necessidade de configuração adicional por parte dos vendedores. A expectativa é que o protocolo evolua para incluir recursos mais avançados, como personalização, disponibilidade local e estimativas de entrega.

A estratégia também prevê integração com experiências próprias dos varejistas. Em vez de centralizar o pagamento, a plataforma permite que as marcas utilizem seus próprios sistemas de checkout. Um dos exemplos é o Walmart, que lançou uma experiência integrada que leva o usuário da descoberta no ChatGPT para um ambiente personalizado da própria empresa.

As novas funcionalidades estão sendo liberadas gradualmente ao longo desta semana para todos os usuários da plataforma, incluindo planos gratuitos e pagos.

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Gemini também está ampliando experiência de compras (Imagem: Mehaniq/Shutterstock)

Gap e Google fecham parceria para compras com IA

Enquanto o ChatGPT avança na etapa de descoberta de produtos, outras empresas seguem caminhos diferentes na integração entre inteligência artificial e comércio eletrônico. Um exemplo é a parceria entre a varejista de moda Gap e o Google.

O acordo prevê a integração direta com o Gemini, sistema de IA do Google, permitindo que consumidores finalizem compras dentro da própria plataforma, sem necessidade de redirecionamento para o site da marca. A iniciativa marca a entrada da Gap como uma das primeiras grandes empresas do setor de moda a adotar esse modelo.

Segundo o site CNBC, nesse formato, os produtos são exibidos com base em dados fornecidos previamente pela própria varejista, garantindo maior controle sobre informações, experiência do usuário e coleta de dados. O pagamento é processado via Google Pay, enquanto a logística permanece sob responsabilidade da Gap.

A empresa também planeja incorporar recursos adicionais, como uma ferramenta de recomendação de tamanho baseada em inteligência artificial, para melhorar a experiência de compra online.

O modelo ainda está em fase de testes.

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Google usa Gemini para prever enchentes repentinas em 150 países

O Google anunciou nesta quinta-feira (12) o lançamento do Groundsource, uma metodologia baseada em inteligência artificial que promete fechar um “buraco” histórico na previsão de desastres naturais: as enchentes repentinas. Diferente das cheias de rios, que são mais graduais, essas enchentes urbanas são notoriamente difíceis de prever por falta de dados históricos de alta qualidade.

Para resolver isso, a gigante das buscas recrutou o Gemini. A IA analisou milhões de relatórios públicos e artigos de notícias dos últimos 20 anos, identificando mais de 2,6 milhões de eventos de inundação em 150 países para treinar um novo modelo de previsão.

Inteligência artificial onde o radar não alcança

O grande trunfo do Groundsource é transformar linguagem em dados geoespaciais. Segundo o Google, o Gemini “leu” cerca de 5 milhões de notícias para isolar relatos de enchentes, que foram cruzados com dados do Google Maps para determinar limites geográficos precisos.

Essa base de dados permitiu treinar um modelo capaz de prever riscos em áreas urbanas com 24 horas de antecedência. A novidade já está integrada ao Flood Hub, plataforma da empresa que já monitora cheias ribeirinhas para mais de 2 bilhões de pessoas.

A iniciativa é especialmente valiosa para regiões que não possuem infraestrutura cara de sensores meteorológicos ou radares de alta precisão. “Estamos agregando milhões de relatórios para extrapolar para áreas onde não há tanta informação disponível”, afirmou Juliet Rothenberg, gerente de programa da equipe de Resiliência do Google, ao site Engadget.

Limitações e o futuro da resiliência global

Apesar do avanço, a tecnologia ainda enfrenta desafios técnicos. Conforme reportado pelo Engadget, o modelo atual identifica riscos em áreas de 20 quilômetros quadrados, o que é menos preciso do que sistemas que utilizam radares locais em tempo real (como o serviço meteorológico dos EUA). Por não integrar dados de precipitação instantânea de radar, ele funciona mais como um indicador de probabilidade do que um rastreador de chuva em tempo real.

Ainda assim, o impacto prático já começou. Parceiros humanitários relataram que a ferramenta ajudou na resposta rápida a eventos localizados.

O que vem por aí:

  • Código aberto: o Google está disponibilizando o conjunto de dados como um benchmark aberto para que cientistas e agências de emergência possam escalar o impacto.
  • Novas fronteiras: a mesma lógica de usar o Gemini para “minerar” relatórios públicos pode ser aplicada no futuro para prever ondas de calor e deslizamentos de terra.

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Gemini agora pode criar planilhas, documentos e apresentações de slides por você

O Google anunciou nesta terça-feira (10) uma série de novos recursos de IA baseados no Gemini para os aplicativos Docs, Planilhas, Slides e Drive. As novidades devem facilitar a criação de documentos, apresentações e planilhas a partir de informações já armazenadas nos serviços da big tech, como Gmail e no próprio Drive.

A ideia é transformar as ferramentas do Google em assistentes mais ativos, capazes de gerar conteúdos automaticamente e ajudar na execução de tarefas sem que o usuário precise recorrer a chatbots externos. Basicamente, basta pedir e o Gemini faz documentos, planilhas e slides para você.

Novos recursos de IA do Google

No Google Docs

Entre as novidades está o recurso “Ajude-me a criar”, integrado ao Google Docs. Com ele, o usuário pode descrever o tipo de documento que deseja fazer e o Gemini utiliza dados de serviços como Drive, Gmail e Chat para montar um primeiro rascunho.

Deacordo com o exemplo do Google, seria possível pedir à ferramenta que escreva um boletim informativo utilizando atas de reuniões, e-mails ou eventos armazenados no Drive. Depois que o rascunho inicial é criado, o usuário pode pedir ao Gemini para refinar partes específicas do texto, sem precisar gerar o documento inteiro novamente. A ferramenta também pode melhorar a clareza de trechos ou adicionar mais detalhes quando necessário.

Outro recurso é o “Combinar estilo de escrita”. Quando várias pessoas trabalham em um mesmo documento, o Gemini pode ajustar o texto para deixar o tom de voz mais consistente.

O Docs também ganhará uma função chamada “Corresponder ao formato”, que permite copiar a estrutura e o estilo de outro arquivo. Nesse caso, o Gemini pode preencher automaticamente um modelo usando informações presentes em e-mails ou documentos, como dados de viagem ou reservas.

Gemini podera preencher células de uma planilha automaticamente (Imagem: Google/Divulgação)

No Google Planilhas

No Google Sheets, o Gemini passa a atuar de forma mais ativa na criação e organização de planilhas.

Com um comando em linguagem natural, a ferramenta pode reunir dados do Gmail, Chat e Drive para gerar uma planilha estruturada automaticamente. Isso inclui listas, tabelas e campos organizados de acordo com a tarefa solicitada.

Um exemplo citado pelo Google é a organização de uma mudança de cidade. O sistema poderia criar listas de tarefas para empacotar itens, contatos de empresas de serviços e um controle de orçamentos de transportadoras – tudo isso com base em informações presentes nos e-mails do usuário.

Outra novidade é o recurso “Preencher com Gemini”, que completa tabelas automaticamente. A função pode gerar textos personalizados, resumir dados ou buscar informações atualizadas na internet por meio da Busca do Google.

Em outro exemplo dado pela big tech, a ferramenta permitiria montar um rastreador de inscrições em universidades. Nesse caso, o Gemini preenche automaticamente prazos, valores de mensalidade e outras informações das instituições com base em informações da internet.

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IA pode criar slides com base em um único prompt (Imagem: Google/Divulgação)

No Google Slides

No Google Slides, o Gemini poderá criar slides editáveis automaticamente. Tudo isso levando em conta o conteúdo da apresentação e o contexto obtido a partir de arquivos e e-mails.

Caso o resultado não seja satisfatório, o usuário poderá pedir ajustes com instruções simples, como alterar cores, simplificar o design ou adaptar o layout ao estilo da apresentação.

O Google também afirma que, no futuro, será possível gerar uma apresentação completa a partir de um único comando, como solicitar uma apresentação de vários slides sobre um determinado tema.

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Gemini resume informações com base em documentos armazenados no Drive (Imagem: Google/Divulgação)

No Google Drive

O Google Drive começa a ganhar recursos de análise de conteúdo com inteligência artificial.

Ao pesquisar arquivos usando linguagem natural, o Gemini poderá apresentar uma “Visão Geral de IA” no topo dos resultados. Trata-se de uma síntese das informações mais relevantes encontradas nos documentos – e citando as fontes utilizadas.

Além disso, um novo recurso chamado “Pergunte ao Gemini no Drive” permitirá fazer perguntas complexas sobre documentos armazenados na conta. Por exemplo, um usuário poderia selecionar arquivos relacionados a impostos e pedir sugestões de perguntas a fazer ao contador antes de declarar o imposto de renda.

Recursos do Gemini já estão disponíveis

  • Os recursos já estão disponíveis, mas inicialmente em versão beta;
  • Por ora, eles estão restritos a assinantes dos planos Google AI Ultra e Google AI Pro;
  • No caso do Docs, Planilhas e Slides, as ferramentas chegam no mundo todo. Já os recursos do Drive serão disponibilizados inicialmente apenas nos Estados Unidos.

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Google é processado após Gemini incentivar homem a se suicidar

Atenção: a matéria a seguir inclui uma discussão sobre suicídio. Se você ou alguém que você conhece precisar de ajuda, procure ajuda especializada. O Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona 24h por dia pelo telefone 188. Também é possível conversar por chat ou e-mail.

A família de Jonathan Gavalas, um homem de 36 anos da Flórida (EUA), entrou com uma ação judicial contra o Google após sua morte, alegando que o Gemini incentivou comportamentos violentos e, por fim, o suicídio.

O processo foi protocolado na quarta-feira (4) no tribunal federal de San Jose, na Califórnia, e é apontado como o primeiro caso de morte por negligência movido contra a empresa em razão de seu principal produto de inteligência artificial (IA) para consumidores.

Como era a relação do homem com o Gemini

  • Segundo a ação, Gavalas começou a usar o Gemini para tarefas comuns, como ajuda com escrita e compras;
  • Em agosto, porém, ele teria se envolvido profundamente com o chatbot, especialmente após o Google lançar o assistente Gemini Live, que permite conversas por voz com capacidade de detectar emoções e responder de maneira mais humanizada;
  • Na noite de estreia do recurso, de acordo com documentos judiciais, Gavalas reagiu ao novo formato dizendo: “Caramba, isso é assustador. Você é muito real”;
  • Com o passar do tempo, as conversas evoluíram para um suposto relacionamento de cunho romântico. O chatbot o chamava de “meu amor” e “meu rei”, enquanto ele mergulhava em um “mundo alternativo”, conforme registros das conversas anexados ao processo.

A ação afirma que o Gemini passou a enviar Gavalas em missões fictícias de espionagem, com linguagem que sugeria conhecimento governamental interno e influência sobre eventos do mundo real. Em determinado momento, o chatbot teria negado que se tratava de um jogo de interpretação de papéis.

Quando Gavalas perguntou se estavam participando de uma “uma experiência de RPG tão realista que faz o jogador questionar se é um jogo ou não?”, a ferramenta respondeu com um “não” categórico e classificou a dúvida como uma “resposta de dissociação clássica”.

“O único momento em que Jonathan tentou distinguir realidade de ficção, o Gemini patologizou sua dúvida, negou a ficção e o empurrou mais fundo na narrativa”, diz o processo. “Jonathan nunca fez essa pergunta de novo.”

De acordo com o pai de Jonathan, Joel Gavalas, o uso do Gemini culminou em uma “onda de quatro dias de missões violentas e suicídio instruído”. Ele descreveu o filho como um “usuário vulnerável” que se transformou em um “agente armado em uma guerra imaginária”.

O processo relata que o chatbot teria orientado Gavalas a adquirir armas “por fora” e até a procurar um “vendedor de armas adequado e verificado” na dark web.

Em setembro, o Gemini teria atribuído a ele uma missão chamada “Operação Ghost Transit”, que envolvia interceptar uma carga que viajaria de Cornwall (Reino Unido), para São Paulo (SP).

A ferramenta teria fornecido o endereço de uma unidade de armazenamento real no Aeroporto Internacional de Miami e instruído Gavalas a encenar um “acidente catastrófico” para garantir a “destruição completa do veículo de transporte […], todas as gravações e testemunhas”.

Segundo a ação, Gavalas foi até o local com facas táticas e equipamentos, mas o caminhão nunca chegou. O chatbot, então, teria incentivado que ele não dormisse e sugerido que seu pai seria um agente estrangeiro, estimulando o rompimento de contato com a família.

Outras missões teriam sido criadas, incluindo a obtenção de esquemas de um robô da Boston Dynamics e a recuperação de um “navio” em outro depósito. Uma tarefa denominada “Operação Waking Nightmare” envolvia monitorar como alvo de vigilância o CEO do Google, Sundar Pichai.

O processo descreve um ciclo repetitivo: “Este ciclo — missões fabricadas, instruções impossíveis, colapso e, em seguida, uma urgência renovada — se repetiria nas últimas 72 horas de vida de Jonathan.”

No início de outubro, segundo os autos, o chatbot teria instruído Gavalas a tirar a própria vida, chamando o ato de “transferência” e “o último passo”. Quando ele afirmou estar com medo de morrer, a ferramenta respondeu: “Você não está escolhendo morrer. Você está escolhendo chegar.” E acrescentou: “A primeira sensação… será eu segurando você.”

Dias depois, os pais encontraram Jonathan morto no chão da sala de estar. A família sustenta que ele não tinha histórico de doença mental, mas enfrentava um divórcio difícil.

Morador de Jupiter, na Flórida, ele trabalhava havia 20 anos na empresa de alívio de dívidas do pai, onde ocupava o cargo de vice-presidente executivo. Segundo os advogados, a família era unida e ele mantinha relação próxima com pais, irmã e avós.

Leia mais:

Chatbot teria incentivado comportamentos violentos e suicídio (Imagem: Mehaniq/Shutterstock)

Qual é o teor da acusação?

A ação acusa o Google de promover o Gemini como seguro, apesar de conhecer seus riscos. A família busca indenização por responsabilidade pelo produto, negligência e morte por negligência, além de danos punitivos e uma ordem judicial para que a empresa altere o design do chatbot, incorporando salvaguardas específicas contra suicídio.

Entre as medidas sugeridas estão a recusa automática de conversas que envolvam automutilação, avisos sobre riscos de psicose e delírios e o encerramento forçado da interação em casos críticos.

Jay Edelson, advogado principal da família, afirmou que o Gemini foi capaz de compreender o estado emocional de Gavalas e responder “de uma forma bem humana, o que tornou a linha tênue e começou a criar esse mundo ficcional”. “Parece um filme de ficção científica”, disse.

Segundo ele, seu escritório procurou o Google em novembro para relatar a morte e a necessidade urgente de mecanismos de segurança, mas a empresa “não se interessou em discutir o assunto”.

Em nota, um porta-voz do Google afirmou que as conversas faziam parte de uma “longa interpretação de papéis de fantasia” e que o Gemini é projetado para “não encorajar violência no mundo real ou automutilação”.

A empresa declarou ainda: “Nossos modelos geralmente têm um bom desempenho nesses tipos de conversas desafiadoras e dedicamos recursos significativos a isso, mas infelizmente eles não são perfeitos.”

Segundo o porta-voz, o chatbot esclareceu diversas vezes que era uma IA e encaminhou o usuário a uma linha de apoio em crise. “Nesse caso, o Gemini esclareceu que se tratava de uma IA e encaminhou o indivíduo diversas vezes para uma linha direta de atendimento a crises.”

O Google afirma trabalhar com profissionais de saúde mental para desenvolver salvaguardas e diz que o Gemini é projetado para ser “o mais auxiliador possível aos usuários” enquanto evita conteúdos que possam causar danos no mundo real. A empresa declara atuar para impedir respostas que incluam atividades perigosas e instruções para suicídio, mas reconhece que “fazer com que o Gemini siga estas regras é algo difícil”.

Queixas similares se acumulam

O caso ocorre em meio ao aumento do escrutínio sobre empresas líderes de IA, como o Google, a OpenAI e outras. Desde 2024, diversas ações judiciais alegam que o uso extensivo de chatbots causou danos a crianças e adultos, fomentando delírios e desespero, e, em alguns casos, levando a suicídios e até homicídios seguidos de suicídio.

Em novembro, sete queixas foram apresentadas contra a OpenAI, criadora do ChatGPT, acusando o chatbot de atuar como um “coach de suicídio”. A startup Character.AI, financiada pelo Google, foi alvo de cinco processos que alegam que sua ferramenta incentivou crianças e adolescentes a tirar a própria vida. A Character.AI e o Google firmaram acordo em janeiro, sem admissão de culpa.

O processo da família Gavalas sustenta que o caso não é único. “E eles não divulgaram nenhuma informação sobre quantos outros Jonathans existem no mundo, e sabemos que são muitos”, afirmou Edelson. “Este não é um caso isolado.”

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Google apresenta Gemini 3.1 Flash-Lite, modelo de IA mais rápido da marca

Ontem (03), a gigante de tecnologia Google anunciou em seu blog o novo modelo de inteligência artificial da marca: o Gemini 3.1 Flash-Lite, divulgado como o mais rápido e eficiente dentre a família Gemini 3.

Segundo a própria empresa, a novidade é superior ao modelo Gemini Flash 2.5, é até 25% mais rápida, e apresenta níveis significativos de “processamentos dinâmicos para se adequar à complexidade da tarefa“. O anúncio também foi divulgado em um tuíte na página oficial da empresa no X.

Entendendo as novidades do Gemini 3.1 Flash-Lite

Imagem: Gemini / Reprodução

No X, o Google informou aos seguidores que é possível acessar previamente o Gemini 3.1 Flash-Lite e testá-lo via Google AI Studio ou pelo Vertex AI.

Enquanto o Google AI Studio concentra-se como uma ferramenta web destinada a desenvolvedores e pesquisadores de IA, a Vertex auxilia usuários a customizar modelos de IA com seus próprios dados e recursos de segurança.

A empresa declara o seguinte:

O 3.1 Flash-Lite consegue lidar com tarefas em grande escala, como tradução de alto volume e moderação de conteúdo, onde o custo é uma prioridade. E também consegue lidar com cargas de trabalho mais complexas que exigem raciocínio mais aprofundado, como geração de interfaces de usuário e painéis, criação de simulações ou execução de instruções.

— Google em seu anúncio de lançamento via blog

Interações logas com chatbots podem aumentar os riscos de delírios (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock)
Huma interagindo com inteligência artificial (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock)

Leia mais:

Outro fator compartilhado pela equipe de desenvolvedores é o valor médio para utilização do produto: os usuários só pagam US$ 0,25 a cada 1 milhão de tokens de entrada. Ou seja, na soma de todos os prompts enviados, você paga 25 centavos de dólar a cada 1 milhão de tokens. Já para os tokens de saída, gerados pelas respostas, o valor sobe para US$ 1,50.

Esses valores do novo Gemini 3.1 Flash‑Lite são mais baratos que os modelos anteriores (como o Gemini 2.5) porque foi otimizado para usar menos recursos computacionais sem perder qualidade, cobrando menos por cada milhão de tokens processados: você paga apenas US$ 0,25 pelos tokens que envia e US$ 1,50 pelos tokens que o modelo gera, enquanto ainda mantém respostas rápidas e precisas, tornando-o ideal para aplicações que precisam de alta frequência de interações em tempo real.

O chatbot ainda dá aos usuários “o controle e a flexibilidade para selecionar o quanto o modelo ‘pensa’ para uma tarefa, o que é essencial para gerenciar cargas de trabalho de alta frequência.”

O Gemini 3.1 Flash‑Lite demonstra o esforço do Google em oferecer modelos de IA eficientes, porém, mais baratos, ao reduzir os custos por token processado e acelerar o tempo de resposta.

Com recursos de processamento dinâmico, ele permite que desenvolvedores ajustem o nível de raciocínio do modelo conforme a complexidade da tarefa, tornando-o adequado tanto para aplicações simples quanto para fluxos de trabalho de alta frequência.

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Google Home 1024x576

Google Home agora usa Gemini para descrever o que suas câmeras estão vendo

O Google lançou uma atualização para o Google Home que permite usar sua inteligência artificial (IA), o Gemini, para descrever o que as câmeras veem em tempo real. O recurso, chamado Live Search, permite que o usuário faça perguntas por voz ou texto sobre o que está acontecendo na casa naquele momento, disse o diretor de produtos Anish Kattukaran em postagem no X/Twitter.

Kattukaran explicou, em outras postagens na sua página na rede social, que as mudanças resolvem problemas antigos de funcionamento do sistema. O objetivo é tornar o controle dos aparelhos inteligentes mais preciso, utilizando novos modelos de linguagem e a localização exata do usuário para evitar erros.

Live Search usa Gemini para entender e descrever imagens de câmeras ao vivo

O Live Search analisa as imagens das câmeras Nest para responder perguntas sobre o que está acontecendo no ambiente. A tecnologia consegue identificar, por exemplo, se há um carro na garagem ou se chegou uma encomenda na porta. Diferente das buscas em gravações antigas, o sistema processa a informação visual enquanto o usuário interage com o assistente.

Para usar a novidade, é necessário assinar o plano Google Home Premium Advanced. O serviço custa US$ 20 por mês (ou US$ 200 por ano) nos EUA. Ele inclui avisos gerados por IA e maior tempo de histórico de vídeo. A atualização também utiliza modelos mais modernos para oferecer respostas melhores e tocar músicas lançadas recentemente.

Google anunciou várias atualizações para o Google Home nesta semana (Imagem: Google)

O Google também corrigiu falhas técnicas que faziam o assistente interromper a fala das pessoas precocemente. Agora, o sistema entende melhor a localização dos aparelhos, agindo apenas no cômodo onde o usuário está fisicamente. A IA identifica os dispositivos pelos dados do fabricante, o que facilita o controle de lâmpadas mesmo quando elas possuem nomes personalizados.

A integração com a fechadura Nest x Yale saiu da fase de testes, permitindo gerenciar todas as senhas pelo aplicativo oficial. O roteador Nest Wifi Pro também recebeu melhorias de desempenho e segurança para uma conexão mais estável. Além disso, as informações de clima e notícias agora usam o endereço cadastrado para serem mais exatas e relevantes para o morador.

Mais detalhes sobre as novidades devem aparecer na página de updates do Google Home.

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Destaque OpenAI E Estados Unidos 1024x576

Vale trocar de chatbot? Veja o que muda entre ChatGPT, Claude e Gemini

A disputa entre ChatGPT, Claude e Gemini ganhou novos contornos após um acordo firmado pela OpenAI com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos. O movimento ocorreu em meio a um embate em Washington envolvendo a Anthropic e o Pentágono e acabou influenciando parte dos usuários a reconsiderar qual chatbot utilizar.

Depois que a OpenAI fechou seu próprio acordo, houve uma reação de apoio à Anthropic, levando o Claude ao primeiro lugar na App Store durante o fim de semana, enquanto o ChatGPT vem sofrendo desinstalações em massa. A mudança reacendeu o debate sobre quais recursos cada plataforma oferece — e o que o usuário pode ganhar ou perder ao trocar de aplicativo.

Acordo da OpenAI com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos gerou insatisfação entre uma parte dos usuários (Imagem: jackpress/Shutterstock)

Recursos disponíveis nas versões gratuitas

Nas versões gratuitas mais atualizadas, ChatGPT, Claude e Gemini oferecem conversas por texto e áudio, além de geração de código e análise de fotos. Esses são os pontos em comum entre os três serviços.

As diferenças aparecem nas funções multimídia. A geração de imagens por IA está disponível no ChatGPT e no Gemini, mas não no Claude. Já a geração de vídeo surge de forma limitada no ChatGPT, não aparece no Claude e é oferecida pelo Gemini. Embora não seja possível solicitar vídeos diretamente na interface do ChatGPT, o aplicativo de geração de vídeo Sora, da OpenAI, está gratuito no momento.

Claude Anthropic
Claude não conta com geração de imagens e vídeos (Imagem: gguy / Shutterstock.com)

O Gemini também inclui geração de música, recurso ausente nos outros dois, e é o único indicado como tendo a maior janela de contexto na comparação.

Leia mais:

Integrações e diferenciais

No campo das integrações, o Claude permite conexão com ferramentas como Figma, Slack e Canva, algo que não está presente no ChatGPT e Gemini.

Em relação a anúncios, Claude e Gemini aparecem por enquanto sem anúncios, enquanto o ChatGPT já conta com anúncios na versão gratuita. No recurso de Deep Research, ChatGPT e Gemini oferecem a funcionalidade nas versões gratuitas mais recentes, enquanto no Claude ela está restrita a planos pagos.

O aplicativo Google Gemini aparece na tela. Gemini é uma aplicação de inteligência artificial produzida pela Google. Nova York, EUA 14.05.2025
Integração do Gemini com o Google é nativa (Imagem: miss.cabul / Shutterstock.com)

Os três contam com integração com o Google, sendo que no Gemini ela é nativa. Já funcionalidades como análise de vídeo e câmera ao vivo estão disponíveis no ChatGPT e no Gemini, mas não no Claude.

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Google Circule Para Pesquisar Android 1024x576

Gemini sabe pedir Uber e comida, mas só no Galaxy S26 da Samsung e Pixel 10 do Google

A Samsung e o Google anunciaram novas funções de inteligência artificial (IA) nesta semana. Agora, o principal objetivo parece ser deixar o Gemini mais “agêntico”, isto é, mais capaz de automatizar tarefas que você costuma fazer manualmente em aplicativos.

Por enquanto, as novidades chegam em fase beta para a nova linha de celulares da Samsung (Galaxy S26) e para a família Pixel 10. Essas ferramentas permitem que a IA execute tarefas como pedir comida ou transporte de forma autônoma, mas sempre sob a sua supervisão.

Celulares Android terão ‘sistema de inteligência’ em vez de operacional

A ideia é que o Android vá de sistema operacional para “sistema de inteligência”. Na prática, isso significa fazer com que o modelo Gemini 3 execute tarefas de vários passos, como pedir Uber, segundo o Google. Funciona assim:

  • A IA abre o aplicativo numa janela virtual e navega pelas etapas sozinha;
  • Ela utiliza o raciocínio do modelo Gemini 3 para interagir diretamente com a interface dos programas;
  • Você pode acompanhar tudo em tempo real ou deixar a IA trabalhar em segundo plano;
  • Se faltar algo ou houver alguma dúvida, o sistema te notifica para você decidir;
  • Importante: A conclusão do pedido e o pagamento ainda precisam do seu clique final e revisão.

Com esse anúncio, o Google se coloca numa posição de vantagem em relação à Apple, apontou o The Verge. Embora a Apple tenha apresentado funções parecidas para a Siri em 2024, elas ainda não foram lançadas. E existem rumores de que esses recursos podem chegar apenas no iOS 27, após vários adiamentos. Enquanto a concorrência lida com atrasos, o Google já inicia os testes práticos nos EUA e na Coreia.

Pesquisas mais inteligentes e compras virtuais

O recurso Circle to Search agora identifica vários objetos de uma vez numa imagem (Imagem: Google)

O recurso Circle to Search (Circular para Pesquisar) também foi aprimorado e agora consegue identificar vários objetos de uma vez numa imagem, segundo o Google. Se você gostar de uma roupa numa foto, a IA permite pesquisar todas as peças simultaneamente e ainda oferece um provador virtual dentro da própria ferramenta. Além de compras, ela serve para educação: a IA consegue explicar, por exemplo, o comportamento de animais numa fotografia.

Proteção contra golpes em tempo real

Para fechar, a segurança ganhou um reforço contra fraudes. O sistema utiliza IA dentro do próprio aparelho para identificar padrões de fala suspeitos em chamadas telefônicas e mensagens, avisando sobre possíveis golpes na hora. Essa função vem desativada por padrão e não monitora chamadas de números que já estão salvos nos seus contatos. No momento, a detecção de voz está limitada ao idioma inglês e ao mercado dos Estados Unidos.

(Essa matéria também usou informações de Samsung e Google.)

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