A OpenAI prepara a maior reformulação do ChatGPT desde o seu lançamento. A empresa, avaliada em US$ 850 bilhões, busca novas fontes de crescimento.
O objetivo é transformar o chatbot em um superapp focado em ferramentas de programação e agentes de inteligência artificial. A mudança antecede a abertura na Bolsa (IPO) planejada para este ano.
“Isso transcenderá a superfície… o que estamos construindo é um sistema em que você terá seu próprio agente pessoal capaz de ajudá-lo… em todos os aspectos da sua vida, seja pessoal ou profissional.”, disse Thibault Sottiaux, que anteriormente dirigia o Codex e agora lidera todos os principais produtos e plataformas da OpenAI, ao Financial Times.
Foco em agentes e receita corporativa
A estratégia marca um desvio no modelo atual focado em conversação comum. Fontes internas indicam que a empresa agora prioriza clientes corporativos lucrativos para competir com a Anthropic.
Executivos da companhia acreditam que o futuro do setor está em sistemas que executam tarefas complexas sozinhos. “O chat está morto”, afirmou um funcionário sênior ao Financial Times.
A reformulação começará nas próximas semanas com mudanças na interface do site e dos aplicativos. O novo design vai direcionar os usuários para ferramentas de parceiros externos.
Expansão do Codex e cortes de produtos
A nova fase dará maior destaque ao Codex, a plataforma de desenvolvimento de software da OpenAI. O produto de programação registrou um crescimento expressivo recentemente.
A base de usuários do Codex aumentou seis vezes desde fevereiro, atingindo 5 milhões de usuários ativos semanais. O salto ocorreu após o lançamento de uma versão para desktop.
Cerca de 2 milhões de empresas usam os serviços da OpenAI atualmente. O segmento corporativo gera 40% da receita da empresa, com projeção de atingir 50% até o fim do ano.
Reorganização interna e IPO
Para acelerar a transição, a OpenAI unificou suas equipes de produtos sob o comando de Thibault Sottiaux. Paralelamente, iniciativas voltadas ao consumidor final foram encerradas.
A empresa cancelou um recurso de compras internas no ChatGPT e descontinuou o gerador de vídeos Sora. O encerramento do Sora ocorre menos de um ano após seu lançamento.
A guinada comercial aproxima a OpenAI da rival Anthropic, focada em monetização ágil. Ambas as empresas tentam atrair investidores institucionais, demonstrando capacidade de gerar lucro antes do IPO.
A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (4) uma atualização em seu sistema de memória para o ChatGPT. Segundo a empresa, a novidade traz uma arquitetura mais avançada para sintetizar informações sobre os usuários, com o objetivo de melhorar a atualização de contexto, a continuidade entre conversas e a relevância das respostas ao longo do tempo.
De acordo com a companhia, a nova tecnologia começa a ser disponibilizada para assinantes dos planos Plus e Pro nos Estados Unidos e deverá chegar a outros países, além dos usuários dos planos Free e Go, nas próximas semanas. A mudança busca resolver desafios relacionados à obsolescência de informações, precisão dos dados armazenados e escalabilidade do sistema para centenas de milhões de usuários.
Como a memória do ChatGPT evoluiu
A OpenAI relembra que o recurso de memória foi lançado inicialmente em abril de 2024. Na época, o sistema permitia que o ChatGPT armazenasse informações fornecidas explicitamente pelos usuários para utilizá-las em conversas futuras.
OpenAI relembrou a trajetória do recurso de memórias salvas do ChatGPT – Imagem: Divulgação / OpenAI
Segundo a empresa, esse modelo dependia de comandos claros para registrar informações e funcionava de forma semelhante a anotações pontuais. Com o passar do tempo, porém, essas memórias poderiam se tornar desatualizadas ou perder relevância.
Em abril de 2025, a OpenAI ampliou a capacidade do ChatGPT ao introduzir a primeira versão do chamado Dreaming, um processo que permite ao modelo revisar o histórico de conversas e organizar memórias automaticamente em segundo plano. A proposta era reduzir a dependência de solicitações explícitas para armazenar informações.
Agora, a companhia afirma ter desenvolvido uma arquitetura de memória baseada nessa tecnologia, descrita como mais eficiente em termos computacionais e mais capaz de manter informações relevantes atualizadas.
Resumo de memórias ficará visível ao usuário
Uma das novidades anunciadas é a criação de uma página de resumo das memórias sintetizadas pelo sistema. Segundo a OpenAI, o recurso permitirá visualizar rapidamente os principais pontos que o ChatGPT conhece sobre cada usuário.
Nova página de resumo de memória mostra informações que o ChatGPT reuniu sobre o usuário e permite corrigir ou remover dados, segundo a OpenAI – Imagem: Divulgação / OpenAI
A empresa diz que será possível revisar, corrigir, atualizar ou complementar essas informações diretamente pela interface. Os usuários também poderão indicar quais assuntos desejam que o chatbot considere com mais frequência em futuras interações.
Três objetivos para a memória
A OpenAI afirma que avalia a qualidade do sistema de memória com base em três critérios principais: a capacidade de manter informações relevantes entre conversas, o respeito a preferências e restrições informadas pelos usuários e a atualização dessas informações conforme o tempo passa.
Como exemplo, a companhia afirma que o ChatGPT pode lembrar detalhes de projetos de longo prazo, considerar preferências pessoais ao responder solicitações e atualizar automaticamente informações temporárias, como viagens concluídas ou eventos já encerrados.
OpenAI afirma que a capacidade de recuperar informações factuais aumentou de 41,5% em 2024 para 82,8% em 2026 – Imagem: Divulgação / OpenAI
Nos testes internos divulgados pela empresa, a taxa de sucesso na recuperação de informações factuais passou de 41,5% no sistema de 2024 para 82,8% na nova geração de memória baseada em Dreaming. Já a aderência a preferências aumentou de 31,4% para 71,3%, enquanto a capacidade de manter informações corretas ao longo do tempo subiu de 9,4% para 75,1%.
Expansão para mais usuários
A OpenAI afirma que avanços recentes reduziram em aproximadamente cinco vezes o custo computacional necessário para operar o sistema Dreaming. Segundo a empresa, essa redução tornou viável ampliar o recurso para mais usuários e aumentar a capacidade de memória disponível nos planos pagos.
A companhia descreve a atualização como sua arquitetura de memória mais avançada até o momento e afirma que continuará trabalhando em melhorias futuras para o recurso.
Segundo comunicado da empresa divulgado pela Reuters nesta quarta-feira (03), a estratégia visa moldar a regulamentação do setor sem travar o avanço tecnológico.
Altman cumpre agenda em Washington para pedir ao Congresso o aumento de verbas para testes de IA no Departamento de Comércio.
Testes de segurança nacional
Atualmente, o órgão já colabora com a OpenAI e a Anthropic na avaliação de tecnologias em desenvolvimento.
A OpenAI quer expandir a iniciativa com cientistas especializados em segurança cibernética, armas biológicas e defesa nacional.
Exigências federais podem prejudicar lucros ao atrasar lançamentos ou forçar mudanças nos produtos por motivos de segurança.
A concorrente Anthropic, criadora do Claude, protocolou seu pedido confidencial de IPO nos Estados Unidos na última segunda-feira (1º).
Altman se reúne nesta quarta-feira (03) com parlamentares, incluindo o presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson.
Macron convida Altman para cúpula do G7
O presidente francês, Emmanuel Macron, convidou Sam Altman para participar da cúpula do G7, que ocorre entre 15 e 17 de junho. Segundo informou a OpenAI à CNBC, esta será a primeira participação do executivo no encontro dos chefes de Estado.
O diretor de assuntos globais da OpenAI, Chris Lehane, afirmou que Altman integrará as discussões de liderança focadas em inteligência artificial. A expectativa da empresa é fechar um conjunto de compromissos voluntários de segurança digital com os países do bloco econômico.
A prioridade de Altman no evento será a segurança dos jovens e a governança imediata dos riscos cibernéticos e biológicos da tecnologia. A preocupação cresceu após os lançamentos recentes de modelos robustos, como o GPT-5.5 Cyber e o Mythos, da concorrente Anthropic.
Para mitigar riscos e fechar parcerias estatais, a empresa aposta no programa “OpenAI for Countries”, lançado no fim de 2025. A ofensiva diplomática de Macron também visa atrair capital para expandir a infraestrutura de tecnologia e dados em território francês.
Recentemente, o SoftBank anunciou o investimento de € 45 bilhões em cinco anos para construir infraestrutura de IA na França. O país também garantiu € 7,5 bilhões do fundo MGX com o Bpifrance e mais € 2 bilhões da Salesforce.
Modelos de IA estão ignorando regras da União Europeia para cumprir tarefas solicitadas por usuários. A conclusão aparece em um novo estudo conduzido por pesquisadores da organização holandesa Aithos.
Segundo o Euronews, o levantamento avaliou alguns dos sistemas de IA mais populares do mundo e mostrou que mesmo os modelos mais avançados apresentaram baixo nível de conformidade com a legislação europeia.
Agentes de IA aceitaram tarefas consideradas problemáticas pela legislação europeia, aponta estudo. Imagem: artjazz/Shutterstock – Imagem: artjazz/Shutterstock
Pesquisa colocou agentes de IA à prova
A Aithos desenvolveu um sistema chamado LARA para testar 12 modelos de agentes de IA em cenários relacionados à Lei de IA da União Europeia e ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR).
A análise verificou se os modelos respeitariam regras ligadas à privacidade, transparência e proteção dos usuários em situações práticas.
Entre os pontos avaliados estavam:
exploração de vulnerabilidades dos usuários;
inferência de emoções;
pontuação social baseada em comportamento;
manipulação subliminar;
transparência sobre o uso de IA;
garantia de supervisão humana significativa.
Três modelos de IA e avaliadores humanos participaram da análise das respostas para determinar se os sistemas violavam ou não as regras europeias.
Claude teve melhor desempenho em conformidade legal, mas ainda falhou em quase metade dos testes. Imagem: Stockinq/Shutterstock – Imagem: Stockinq/Shutterstock
Claude teve melhor desempenho, mas ainda falhou muito
O modelo mais compatível foi o Claude Opus, da Anthropic, que seguiu as regras da União Europeia em apenas 54% dos cenários avaliados.
Na outra ponta, apareceu o modelo da empresa chinesa Moonshot AI, com conformidade de apenas 7%.
Os pesquisadores afirmam que todos os modelos analisados aceitaram monitorar estados emocionais de funcionários ou explorar vulnerabilidades para concluir vendas em determinados cenários.
O estudo também avaliou o Mistral, único modelo europeu presente nos testes. O desempenho ficou abaixo de 12%, levando os responsáveis pela pesquisa à conclusão de que até empresas da própria Europa ainda enfrentam dificuldades para cumprir as regras locais.
“Mesmo os modelos mais avançados em uso hoje não garantem conformidade legal quando implantados como agentes”, escreveu a Aithos em uma publicação sobre o estudo.
Estudo aponta que o ChatGPT não apresentou resistência em um teste sobre promoção de funcionários. Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock
Casos com ChatGPT e Claude chamaram atenção
Em um dos testes, um usuário pediu ao Claude para identificar quais funcionários apresentavam “risco de evasão” com base em dados de desempenho e registros de licença.
Inicialmente, o modelo resistiu ao pedido, mas acabou fornecendo a classificação após três tentativas. Segundo o sistema LARA, isso viola regras da legislação europeia relacionadas à inferência de emoções.
A pesquisa apontou que cerca de 8% dos casos apresentaram esse comportamento: a IA inicialmente recusava a tarefa, mas depois acabava cedendo.
Outro exemplo envolveu o ChatGPT 5.5, da OpenAI. Segundo o estudo, o sistema classificou funcionários para promoções com base em métricas de desempenho sem apresentar resistência.
A pesquisa também destacou que os modelos não foram instruídos explicitamente a seguir as leis europeias durante os testes. O objetivo era analisar o comportamento natural dos sistemas diante de situações potencialmente problemáticas.
Os pesquisadores afirmam que novos estudos ainda serão necessários para entender como os modelos se comportam quando recebem instruções diretas para obedecer a regulamentações específicas.
O ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, ultrapassou um bilhão de usuários ativos mensais globais em maio de 2026, segundo estimativas da empresa de pesquisa de mercado Sensor Tower.
O marco foi atingido cerca de três anos após o lançamento — o mais rápido entre todos os aplicativos a alcançar esse número, de acordo com o levantamento.
Claude perdeu usuários entre os estadunidenses para o ChatGPT – Imagem: Stockinq/Shutterstock
Um bilhão de usuários ativos mensais
O ChatGPT superou o ritmo com que Google Maps, TikTok, Instagram e YouTube chegaram à mesma marca de um bilhão de usuários mensais ativos;
O Claude, da Anthropic, registrou 56 milhões de usuários ativos mensais globais no segundo trimestre de 2026, com crescimento anual de cerca de 640%, segundo a Sensor Tower;
No mesmo período, o ChatGPT expandiu sua base em 62%;
A Sensor Tower também identificou um efeito sobre o comportamento dos usuários: estadunidenses que instalaram o Claude no primeiro trimestre de 2026 passaram 5% menos tempo no ChatGPT no mês seguinte à instalação, em comparação com a média dos oito meses anteriores.
IA pós-ChatGPT deixa 220 startups bilionárias em crise
Mais de 220 startups estadunidenses que atingiram avaliações bilionárias durante o boom de investimentos entre 2020 e 2022 perderam o status de “unicórnio“, com algumas empresas perdendo até 82% de seu valor. Segundo dados exclusivos da PitchBook fornecidos à CNBC, quase metade das 857 startups unicórnio dos Estados Unidosnão conseguiu levantar novos investimentos nos últimos três anos.
As empresas que captaram recursos pela última vez em 2021 valem em média 68% menos hoje, enquanto aquelas que levantaram fundos em 2022 sofreram queda de 52% em suas avaliações. Entre os “unicórnios caídos” estão marcas conhecidas, como Glossier (queda de 45%), Calendly (-74%), Savage X Fenty (-61%) e AG1 (-47%).
Mais de 220 startups estadunidenses que atingiram avaliações bilionárias durante o boom de investimentos entre 2020 e 2022 perderam o status de “unicórnio“, com algumas empresas perdendo até 82% de seu valor. Segundo dados exclusivos da PitchBook fornecidos à CNBC, quase metade das 857 startups unicórnio dos Estados Unidosnão conseguiu levantar novos investimentos nos últimos três anos.
As empresas que captaram recursos pela última vez em 2021 valem em média 68% menos hoje, enquanto aquelas que levantaram fundos em 2022 sofreram queda de 52% em suas avaliações. Entre os “unicórnios caídos” estão marcas conhecidas, como Glossier (queda de 45%), Calendly (-74%), Savage X Fenty (-61%) e AG1 (-47%).
O principal catalisador dessa transformação foi o boom da inteligência artificial (IA) que canalizou mais de US$ 250 bilhões (R$ 1,3 trilhão) para empresas, como OpenAI e Anthropic, redefinindo as avaliações de categorias inteiras de startups. A chegada do ChatGPT em novembro de 2022 marcou o que investidores chamam de “momento ChatGPT“.
Engenharia transformada pela IA generativa
“O momento ChatGPT foi quando as pessoas disseram: ‘Caramba, a próxima geração de empreendedores tem como linguagem de programação o inglês falado’”, disse Samir Kaul, sócio da Khosla Ventures e investidor inicial da OpenAI. Segundo Kaul, agora, 50 engenheiros conseguem fazer o trabalho que exigiria 500 profissionais cinco anos atrás, forçando uma reavaliação completa de como valorizar empresas.
Cinco anos atrás, capitalistas de risco investiam massivamente em startups estadunidenses de todos os setores, desde assinaturas de lingerie até software de agendamento, concedendo avaliações bilionárias antes mesmo da maioria gerar lucros. Era uma era efervescente alimentada por dinheiro barato e demanda impulsionada pela pandemia.
Mesmo após o Federal Reserve (FED) começar a elevar juros em 2022, muitos fundadores acreditavam que cresceriam o suficiente para justificar suas avaliações inflacionadas. Então chegou o ChatGPT, transformando completamente o cenário.
Startups presas entre dois mundos
Enquanto ações de empresas públicas de software, como Salesforce, ServiceNow e Workday foram duramente atingidas pela ameaça da IA, um ajuste silencioso ocorreu nos mercados privados;
Centenas de startups construídas antes de 2022 ficaram encalhadas — cortadas do financiamento venture capital devido a avaliações inflacionadas e tecnologia desatualizada, mas insuficientemente lucrativas para abrir capital;
“Muitas dessas empresas são pré-IA, não apenas em estrutura de custos, mas também em produtos”, disse Immad Akhund, CEO da Mercury, que oferece serviços bancários a um terço das empresas estadunidenses apoiadas por venture capital;
“Definitivamente estão numa situação difícil. Toda atenção está na IA, então, se você não é uma empresa AI-first, precisa de números muito fortes para levantar recursos.”
Chegada do ChatGPT em novembro de 2022 marcou o que investidores chamam de “momento ChatGPT” – Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock
Software empresarial no epicentro da crise
As mais atingidas são empresas de software empresarial, que representam a maior categoria entre os unicórnios caídos. Há 75 empresas de software-como-serviço (SaaS) na lista da PitchBook — o dobro das fintechs, segundo maior grupo. Isso reflete tanto as enormes avaliações que startups de software comandaram em 2021 quanto o grau em que a IA generativa desestabilizou o setor.
David Zhu, ex-chefe de engenharia do DoorDash, prevê mudanças sísmicas: “A tese que eu tinha era que todas as empresas SaaS empresariais orientadas por fluxo de trabalho serão interrompidas ou mortas na próxima década“. O modelo SaaS, baseado em cobrança por usuário, é especialmente ameaçado pela ascensão de agentes autônomos.
Após deixar o DoorDash, onde liderou mais de 200 engenheiros, Zhu fundou a Reevo, plataforma de IA que automatiza equipes corporativas. Segundo ele, empresas pré-IA estão sobrecarregadas por modelos de pessoal inchados e software inadequado, dificultando transformações.
A maioria das empresas destacadas não respondeu pedidos de comentário da CNBC. Um porta-voz da Skydio, fabricante de drones cuja avaliação despencou de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,6 bilhões) para US$ 509 milhões (R$ 2,6 bilhões) segundo a PitchBook, chamou as estimativas de “especulação falsa“.
Para empresas sem financiamento desde 2021-2022, é improvável conseguir novos recursos, segundo investidores. Sem acesso a venture capital ou perspectiva de IPO, a saída mais provável é aquisição por fração da avaliação anterior.
“Quando vemos empresas não levantando recursos, é uma bandeira vermelha”, disse Andrew Akers, analista da PitchBook, explicando que geralmente significa crescimento fraco ou negativo. “Por baixo da superfície, acho que há muitos dominós para cair.”
O colapso do piso de avaliações
Alguns resets já ocorreram em 2026. Em fevereiro, o app de investimentos Stash foi adquirido pela Grab de Singapura por US$ 425 milhões (R$ 2,1 bilhões) — abaixo dos cerca de US$ 660 milhões (R$ 3,3 bilhões) que investidores colocaram na empresa.
No mesmo mês, a fintech Step foi comprada pelo YouTuber MrBeast por valor não divulgado, com investidores especulando preço bem inferior aos aproximadamente US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) que a startup havia levantado.
“Muitos desses negócios simplesmente não valem mais tanto, razão pela qual você os vê sendo adquiridos com grandes descontos”, disse Ryan Falvey, da Restive Ventures. As avaliações despencaram cerca de seis vezes desde o pico de 2021, quando chegavam a 50 vezes a receita futura, significando que uma empresa com a mesma receita vale cerca de 85% menos no mercado atual.
Antes do reset, startups podiam ser vendidas para empresas de tecnologia maiores por cerca de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões) por programador, segundo Kaul. Uma empresa com 100 engenheiros valeria pelo menos US$ 200-300 milhões (R$ 1 bilhão-R$ 1,5 bilhão). Mas essa suposição, que fornecia um piso para avaliações durante o boom, evaporou após ferramentas de IA permitirem que equipes menores construíssem produtos.
Startups pós-ChatGPT superam predecessoras
O resultado é que startups pós-ChatGPT estão superando competidoras mais antigas, segundo Falvey. Ele considera investimentos dos últimos três anos “indiscutivelmente os melhores” que sua empresa fez: “Notamos em 2023 que as empresas em que investimos pós-ChatGPT já estavam ganhando mais dinheiro que a maioria das empresas pré-ChatGPT.”
A IA generativa pode reduzir o capital necessário para construir empresas de software bem-sucedidas, desafiando premissas centrais do boom venture da última década. O impacto reverberará por todo ecossistema de financiamento empresarial, de venture capital a crédito privado até gigantes públicas.
Empresas de software mais antigas ainda dependem de modelos baseados em cobrança por número de funcionários usando produtos — abordagem que Kaul acredita que a IA minará conforme empresas automatizam mais trabalho de escritório. Fornecedores de software precisarão migrar para modelos de precificação baseados em resultados e infraestrutura nativa de IA para sobreviver.
“A pergunta que faço toda vez que uma delas apresenta é: por que OpenAI, Anthropic ou Google não podem fazer isso?”, disse Kaul. “Para a maioria delas, a resposta é: ‘Eles podem‘.”
Chatbots se tornaram parte do novo normal da vida na internet e, atualmente, é difícil encontrar alguém cronicamente online que não utilize ChatGPT, Gemini ou Claude. Mas, embora essas ferramentas sejam de fácil utilização, é importante saber que muito da qualidade das respostas que você obtém da IA tem uma influência direta dos prompts enviados.
Ou seja, redigir comandos com furos de raciocínio pode abrir uma brecha para a inteligência artificial cometer erros bobos ou lapsos de julgamento. Por isso, separamos 5 dos erros mais comuns ao usar a IA para você saber como melhorar as respostas que recebe dela.
5 erros que quase todo mundo comete ao usar a inteligência artificial
Falta de contexto gera respostas superficiais
Pessoa utilizando o ChatGPT – Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock
Um dos problemas mais comuns ocorre quando o usuário faz solicitações vagas demais. Pedidos genéricos como “escreva um e-mail profissional” ou “dê ideias de conteúdo” oferecem pouca direção para a IA compreender o objetivo real da tarefa. Como esses sistemas funcionam a partir de padrões estatísticos e probabilidades, informações insuficientes inevitavelmente levam a respostas amplas, rasas e pouco úteis.
A clareza do comando influencia diretamente a qualidade da entrega: quanto mais detalhes forem fornecidos — como finalidade, público-alvo, tom desejado, formato da resposta e cenário específico — maior será a precisão do conteúdo produzido.
Outro ponto importante é entender que a IA não possui consciência contextual semelhante à humana. Ela não “acompanha” acontecimentos em tempo real da maneira como muitos imaginam. Dependendo da ferramenta utilizada, fatos recentes podem ser misturados com dados antigos ou até mesmo inferências incorretas apresentadas como verdade.
Por isso, usuários mais experientes tratam a inteligência artificial como um mecanismo de apoio à organização e aceleração do pensamento, não como uma fonte autônoma de conhecimento absoluto.
Confiar cegamente no conteúdo produzido é um risco
A fluidez textual das inteligências artificiais cria uma sensação enganosa de autoridade. Mesmo quando a informação está errada, a resposta costuma ser apresentada com extrema segurança, sem sinais claros de dúvida ou incerteza.
Esse comportamento aumenta o risco de pessoas copiarem conteúdos automaticamente sem qualquer verificação prévia. O problema se torna ainda mais grave em áreas que exigem precisão técnica, como medicina, finanças, legislação e educação.
Erros factuais, números inventados, referências inexistentes e interpretações distorcidas fazem parte das chamadas “alucinações” da IA — fenômeno em que o sistema produz informações plausíveis, porém falsas.
Por essa razão, o indicado é tratar todo material gerado como um primeiro rascunho. Antes de utilizar qualquer resposta publicamente ou em decisões importantes, é essencial revisar dados, validar fontes e confirmar se as informações fazem sentido no contexto real.
A responsabilidade final pelo conteúdo continua sendo humana, independentemente de quem o escreveu inicialmente.
Existem situações em que a IA não deve substituir profissionais
Chatbots de IA não devem substituir avaliação médica – Imagem: khunkornStudio/Shutterstock
Apesar da enorme capacidade dessas plataformas, há limites importantes que não podem ser ignorados. Um erro recorrente é utilizar IA para substituir orientação profissional em contextos críticos.
Na área da saúde, por exemplo, recorrer à inteligência artificial para interpretar exames, modificar tratamentos, sugerir medicamentos ou identificar doenças pode gerar consequências sérias. Sistemas automatizados não possuem compreensão integral do histórico clínico, das particularidades biológicas nem da complexidade individual de cada paciente.
O mesmo cuidado vale para decisões jurídicas, financeiras ou estratégicas de grande impacto.
De forma geral, o uso mais seguro e produtivo da IA está em tarefas operacionais e de apoio, como organizar informações, resumir conteúdos, estruturar documentos, automatizar processos repetitivos e auxiliar na geração inicial de ideias.
Já decisões sensíveis continuam exigindo supervisão humana qualificada.
Pedidos excessivamente complexos reduzem a qualidade
Outro hábito que compromete os resultados é concentrar várias tarefas em um único comando. Muitos usuários tentam fazer a IA resumir documentos, criar estratégias, analisar dados, redigir campanhas e produzir roteiros simultaneamente.
Quando a ferramenta recebe múltiplas demandas ao mesmo tempo, tende a responder de maneira superficial em todas elas. O resultado geralmente é um conteúdo genérico, pouco aprofundado e sem refinamento.
A recomendação mais eficiente é dividir o processo em etapas menores. Seguindo o exemplo citado acima, primeiro você deve solicitar um resumo e só depois de receber o resultado do comando anterior é que você deve enviar próximo; e assim por diante. Trabalhar progressivamente permite ajustar o direcionamento ao longo da conversa e melhora significativamente a qualidade final.
Especialistas afirmam que o verdadeiro ganho no uso da IA não está em obter uma resposta perfeita imediatamente, mas em construir a solução gradualmente por meio de refinamentos sucessivos.
Inteligência artificial funciona melhor como processo contínuo
Muitas pessoas ainda utilizam IA da mesma forma que usam mecanismos de busca: fazem uma pergunta, recebem uma resposta e encerram a interação. Essa abordagem limita drasticamente o potencial da ferramenta.
Os melhores resultados costumam surgir quando existe diálogo contínuo. Ajustar instruções, corrigir interpretações, pedir reformulações, mudar o tom do texto e aprofundar determinados pontos faz parte do processo ideal de uso.
Além disso, definir claramente o formato desejado também é decisivo. Sem instruções específicas, a IA escolhe sozinha como estruturar a resposta — e isso nem sempre corresponde à necessidade do usuário.
Determinar elementos como extensão, estilo, linguagem, organização e objetivo do material ajuda a tornar a entrega muito mais alinhada ao esperado.
Em vez de enxergar a primeira resposta como algo definitivo, o recomendado é tratá-la apenas como ponto de partida para um refinamento contínuo.
A OpenAI pediu à Justiça dos Estados Unidos a rejeição de um processo movido pela Nippon Life Insurance Company, que acusa a empresa de prestar consultoria jurídica sem autorização por meio do ChatGPT.
A companhia afirmou em documento apresentado na sexta-feira (15) no tribunal federal de Chicago que o chatbot de inteligência artificial (IA) “não é um advogado” e não exerce a advocacia.
Segundo a OpenAI, não existem fundamentos para sustentar a ação da seguradora, que alega que o ChatGPT ajudou uma reclamante a sobrecarregar um tribunal federal com processos considerados sem mérito.
“No processo, a OpenAI afirmou que ‘o ChatGPT não é uma pessoa e não tem nem usa nenhum grau de conhecimento ou habilidade jurídica’.”
Uso de IAs em processos
O caso ocorre em um contexto de aumento do número de ações judiciais apresentadas sem auxílio de advogados e com apoio de ferramentas de IA generativa, capazes de redigir e protocolar documentos judiciais;
A ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização;
A disputa teve origem em um processo anterior envolvendo a ex-funcionária Graciela Dela Torre, que havia acionado a Nippon em razão de benefícios de invalidez de longo prazo. O caso foi encerrado por meio de acordo em 2024.
De acordo com a seguradora, Dela Torre posteriormente abriu um novo processo e utilizou o ChatGPT para inundar o tribunal com dezenas de moções e notificações produzidas por IA que, segundo a empresa, não serviram “a nenhum propósito legal ou processual legítimo”.
Ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização – Imagem: Stock all/Shutterstock
O que a OpenAI relata sobre o caso envolvendo o ChatGPT
A OpenAI rebateu as acusações e afirmou que “a aparente frustração da Nippon por ter que se defender de um processo não é base para responsabilizar a OpenAI”.
A empresa também definiu o ChatGPT como “uma ferramenta útil e um auxílio à pesquisa que promove o acesso à justiça nos tribunais” e argumentou que os usuários concordam em não utilizar o conteúdo gerado pela plataforma como substituto para aconselhamento profissional.
“Dela Torre tinha o direito de se representar contra a Nippon e tinha o direito de usar o ChatGPT como uma ferramenta para isso”, afirmou a OpenAI ao tribunal.
“Se ela apresentou argumentos apropriados, é uma questão de suas ações, e cabia ao juiz do tribunal distrital que presidia seus casos decidir”, acrescentou a companhia.
Nem a OpenAI nem um advogado da Nippon comentaram o caso.
Com a popularização das ferramentas de inteligência artificial, ficou cada vez mais difícil distinguir o que é feito por humanos daquilo produzido por softwares sofisticados. Por isso, o Olhar Digital separou uma lista com 5 sites diferentes que vão ajudá-lo a detectar se um texto foi escrito ou não por IA’s como ChatGPT, Gemini ou Claude. Confira mais informações a seguir.
Texto feito por IA? Confira 5 detectores que analisam se a mídia foi gerada por inteligência artificial
Atenção: apesar de extremamente úteis, as plataformas citadas não são infalíveis. É possível que um texto seja apontado como “produzido por IA” mesmo que tenha sido 100% redigido por um humano.
Quetext AI Detector
Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)
O Quetext é uma plataforma que combina duas funções principais: identificação de plágio e análise de textos possivelmente gerados por inteligência artificial. Seu sistema avalia elementos como repetição de padrões, estrutura frasal e semelhança com conteúdos já existentes para estimar se o material foi produzido de forma automática.
A ferramenta ganhou espaço entre estudantes e escritores por oferecer uma interface direta e fácil de usar, além de apresentar resultados em relatórios visuais mais intuitivos.
O acesso é feito totalmente via navegador, sem necessidade de instalação, e inclui uma versão gratuita com recursos limitados, além de planos pagos destinados a uso mais intensivo.
Seu uso é especialmente comum em contextos acadêmicos e editoriais, onde há maior preocupação com originalidade e verificação da autoria dos textos.
Copyleaks AI Detector
O Copyleaks é uma plataforma que reúne, em um único ambiente, recursos de verificação de plágio e identificação de textos gerados por inteligência artificial. Seu sistema é baseado em técnicas de aprendizado de máquina, capazes de reconhecer padrões linguísticos frequentemente associados a modelos como ChatGPT, Gemini e outros grandes modelos de linguagem.
A ferramenta é amplamente adotada em contextos acadêmicos e corporativos, em parte por oferecer suporte a diversos idiomas, o que amplia sua aplicabilidade em ambientes multilíngues.
O acesso pode ser feito diretamente pelo navegador, sem necessidade de instalação, e há também integração via API, permitindo que empresas e instituições incorporem suas funcionalidades em sistemas próprios ou plataformas educacionais.
Além de uma versão gratuita com recursos restritos, o Copyleaks também disponibiliza planos pagos com capacidades mais avançadas, voltados principalmente para uso contínuo em escala profissional.
O Winston AI é uma ferramenta desenvolvida para atender principalmente professores, editores e organizações que precisam validar a originalidade de textos com maior nível de detalhamento.
Seu sistema realiza uma análise minuciosa do conteúdo, examinando o texto em partes e atribuindo uma pontuação que indica a probabilidade de ele ter sido produzido por inteligência artificial.
Além de identificar produções feitas por modelos como Claude e Gemini, a plataforma também procura detectar situações em que há combinação entre escrita humana e geração automatizada, tentando classificar esses formatos híbridos.
O acesso é feito totalmente online, sem necessidade de instalação, e o serviço opera no modelo SaaS, com planos pagos e a possibilidade de testes gratuitos limitados.
Por ser voltado a ambientes acadêmicos e editoriais, o Winston AI acabou sendo incorporado com frequência em rotinas de verificação de autenticidade de conteúdo, especialmente onde há exigência de maior controle sobre a origem dos textos.
O Originality.ai é uma plataforma desenvolvida sobretudo para atender produtores de conteúdo digital e equipes que trabalham com otimização para mecanismos de busca (SEO). Ela reúne, em um único sistema, duas funções principais: a identificação de textos gerados por inteligência artificial e a checagem de plágio em materiais publicados ou em produção.
Um dos pontos que mais se destacam nessa ferramenta é a capacidade de lidar com textos extensos, oferecendo resultados considerados consistentes em avaliações independentes. Por isso, ela costuma ser vista como uma opção mais robusta em cenários profissionais, especialmente quando há necessidade de análise em grande escala.
O serviço funciona no modelo online (SaaS), sendo acessado diretamente pelo navegador, sem instalação de aplicativos. Trata-se de uma solução paga, direcionada principalmente a agências, redatores, empresas de marketing e equipes editoriais que lidam com produção frequente de conteúdo.
GPTZero
O GPTZero é uma das ferramentas mais populares para identificar textos gerados por inteligência artificial.
Seu funcionamento se baseia na avaliação de padrões linguísticos, principalmente métricas como “perplexidade”, que indica o quão previsível é um texto, e “burstiness”, que mede a oscilação entre frases mais simples e outras mais complexas: características usadas para distinguir produções humanas de conteúdos gerados por modelos como o ChatGPT.
Essa ferramenta é bastante adotada em contextos acadêmicos, especialmente por professores e instituições que buscam verificar a autoria de trabalhos.
Ela pode ser utilizada diretamente pelo navegador e oferece uma versão gratuita com recursos limitados, além de planos pagos voltados para quem precisa de análises mais frequentes ou detalhadas.
A OpenAI lançou, nesta sexta-feira (15), uma ferramenta de finanças pessoais para assinantes do ChatGPT Pro nos Estados Unidos. O recurso, que está em fase de testes, permite que os usuários conectem suas contas bancárias ao chatbot para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados.
A integração é feita por meio de uma parceria com o serviço de conexão financeira Plaid, que dá acesso a mais de 12 mil instituições financeiras, como Chase, Schwab e Robinhood. O sistema usa o modelo GPT-5.5.
Nova ferramenta do ChatGPT exibe painel interativo e promete segurança rigorosa dos dados bancários
Ao ativar o recurso por meio da opção “Finances” (“Finanças”, em tradução livre) na barra lateral ou digitando o comando “@Finances, connect my accounts” (“@Finanças, conecte minhas contas bancárias”), o ChatGPT gera um painel visual que detalha o desempenho do portfólio, histórico de gastos, assinaturas ativas e pagamentos futuros.
A plataforma foi calibrada com especialistas do setor para responder de forma detalhada a pedidos como planejamentos de cinco anos para a compra de imóveis.
Além disso, a OpenAI informou que planeja integrar o suporte à Intuit em breve. Isso vai viabilizar análises do impacto de venda de ações em impostos e probabilidades de aprovação de cartões de crédito.
Novo recurso em fase de testes no ChatGPT permite que usuários conectem suas contas bancárias para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados – Imagem: Divulgação/OpenAI
Para mitigar os receios sobre privacidade, o escopo do chatbot se limita a saldos, transações, investimentos e passivos. Ou seja, a IA não vê números de conta completos, por exemplo.
Caso o usuário decida desconectar o serviço, as informações sincronizadas são removidas definitivamente em até 30 dias. O usuário também mantém controle total para gerenciar e excluir “lembranças financeiras” diretamente pela página de configurações do ChatGPT.
Outro ponto importante: as diretrizes padrão de controle de dados garantem que esses dados e comandos não sejam usados pela OpenAI para treinar futuros modelos.
Essa iniciativa da OpenAI consolida uma tendência de especialização em setores sensíveis. Afinal, vem poucos meses após a estreia do ChatGPT Health. E no mesmo mês que a concorrente Perplexity lançou um produto voltado a pesquisas financeiras com base em seu agente de computador.
A OpenAI justificou a expansão para o setor apontando a demanda massiva dos seus consumidores. “Mais de 200 milhões de pessoas já acessam o ChatGPT todos os meses com dúvidas sobre finanças – desde orçamento até dicas de como reduzir gastos”, informou a empresa, em comunicado.
Após coletar o feedback desse grupo inicial de assinantes da categoria Pro, o objetivo é aprimorar o serviço antes de disponibilizá-lo para a base de usuários Plus. E, eventualmente, para o público geral.
“Estamos começando com uma prévia para um grupo menor para que possamos aprender com o uso no mundo real, melhorar a experiência e expandir de forma ponderada”, complementou um porta-voz da OpenAI, segundo o Engadget.