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Alibaba proíbe funcionários de usar IA da Anthropic por “risco à segurança”

A Alibaba vai proibir seus funcionários de usar as ferramentas de inteligência artificial (IA) da Anthropic para fins de trabalho a partir desta sexta-feira (10).

A empresa chinesa incluiu o Claude Code em uma lista interna de softwares de alto risco, alegando que a companhia estadunidense representa riscos de segurança por meio de backdoors. A informação foi confirmada pela CNBC com pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram anonimato para falar sobre operações internas.

Os funcionários da Alibaba estão sendo obrigados a desinstalar todos os modelos e produtos de agentes da Anthropic e a adotar o assistente de IA próprio da empresa chinesa, chamado Qoder.

O contexto da decisão

  • A medida ocorre após a Anthropic enviar, em junho, uma carta ao Comitê do Senado dos Estados Unidos sobre Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos;
  • No documento, a empresa estadunidense acusou a Alibaba de tentar extrair suas capacidades de IA de forma “descarada” e “ilícita”, classificando a ação como “o maior ataque de destilação conhecido” contra ela até o momento;
  • Os termos de serviço da Anthropic proíbem empresas chinesas e de outras “nações adversárias” de usar seus modelos;
  • A decisão da Alibaba coincide ainda com uma onda de reações negativas na China contra a Anthropic, após publicações no Reddit e no GitHub descreverem o uso de código oculto destinado a detectar se usuários estariam baseados no país.
Empresa dos EUA acusa a chinesa de ataque de destilação – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

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Outras empresas chinesas no centro do debate

O Financial Times reportou na sexta-feira (3) que a Anthropic está tomando medidas para fechar brechas que permitiram a empresas chinesas contornar as restrições e acessar o Claude por meio de terceiros países.

O jornal britânico citou fontes segundo as quais o grupo de fintech Ant teria fornecido a funcionários contas corporativas do Claude acessadas pela intranet da empresa, conectada à sua entidade sediada em Singapura.

Ainda segundo o FT, a ByteDance, controladora do TikTok, não facilita o acesso ao Claude, mas iniciou um programa de reembolso que permite a engenheiros registrar assinaturas pessoais como despesas, acessadas por redes privadas virtuais.

Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à CNBC que a política, divulgada em 2 de abril, tem como objetivo incentivar os funcionários a “experimentar e aprender” sobre uma gama mais ampla de produtos de IA para aprimorar suas habilidades. A pessoa pediu anonimato para falar sobre políticas internas.

Ant e ByteDance não comentaram o relato do Financial Times. Alibaba e Anthropic também não se manifestaram.

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EUA: agência usa IA da Anthropic para encontrar falhas em sistemas do governo

A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA, na sigla em inglês) está utilizando o modelo de inteligência artificial Mythos, desenvolvido pela Anthropic, para auditar códigos de software do governo em busca de vulnerabilidades de segurança. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6) por três fontes com conhecimento do assunto à Reuters.

Segundo as fontes, a ferramenta está sendo empregada para analisar repositórios de código do governo estadunidense em busca de falhas que possam ser exploradas por espiões estrangeiros ou criminosos cibernéticos.

De acordo com uma das fontes, o trabalho de análise está sendo conduzido pela equipe Attack Surface Evaluation, unidade da CISA responsável por realizar avaliações de segurança digital e exercícios de invasão em órgãos do governo.

Duas das fontes afirmaram que as auditorias já identificaram um grande número de vulnerabilidades, mas não forneceram detalhes. A Reuters não conseguiu confirmar quanto código-fonte já foi analisado nem a quantidade, a natureza ou a gravidade das falhas encontradas.

Relação conturbada entre Anthropic e governo dos EUA

A utilização do Mythos pela CISA ocorre em meio a uma relação marcada por tensões entre a Anthropic e o governo dos Estados Unidos.

A empresa, sediada em San Francisco e que apresentou de forma confidencial um pedido de abertura de capital (IPO) nos Estados Unidos, enfrentou um dos momentos mais delicados dessa relação em fevereiro, quando se recusou a remover mecanismos de proteção que impediam que sua inteligência artificial fosse utilizada em armas autônomas ou em sistemas de vigilância doméstica.

Como consequência, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos classificou formalmente a Anthropic como um risco para a cadeia de suprimentos, uma designação que, até então, havia sido aplicada apenas a empresas estrangeiras suspeitas de facilitar atividades de espionagem.

Essa medida acabou sendo bloqueada por um juiz em março. Desde então, o conflito diminuiu após o lançamento privado do Mythos, modelo de inteligência artificial descrito como altamente capaz de identificar e explorar vulnerabilidades de segurança cibernética.

Outras agências federais também estariam utilizando a IA da Anthropic – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

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NSA também testa modelo

Segundo informações publicadas anteriormente pelo Axios, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) utiliza o Mythos desde pelo menos abril, mesmo durante o período em que a classificação de risco ainda estava em vigor.

No fim do mês passado, o jornal The New York Times informou que analistas da NSA vinham testando o modelo em ambientes classificados e haviam ficado impressionados com suas capacidades.

Posteriormente, a Anthropic lançou uma versão pública do Mythos chamada Fable, que, segundo a empresa, incluía mecanismos de proteção voltados para segurança cibernética.

Após esse lançamento, a Casa Branca exigiu que a Anthropic impedisse o acesso de usuários estrangeiros ao modelo. A decisão provocou uma suspensão global da ferramenta, que só foi encerrada na semana passada.

O que dizem os citados

A Reuters procurou a Anthropic, que não respondeu aos questionamentos sobre a iniciativa. Um representante da CISA informou no mês passado que verificaria se havia informações que poderiam ser compartilhadas sobre o projeto, mas não respondeu aos contatos posteriores. Por fim, a NSA não quis comentar o assunto.

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Anthropic pretende desenvolver medicamentos com uso de IA

A Anthropic comunicou sua intenção de desenvolver medicamentos próprios, marcando uma ampliação significativa de sua atuação para além da criação de sistemas de inteligência artificial. A iniciativa foi apresentada em um contexto de crescente interesse do setor tecnológico pela pesquisa farmacêutica, com empresas buscando aplicar modelos avançados na geração de novos tratamentos.

De acordo com a companhia, o foco inicial estará na identificação de terapias voltadas a doenças negligenciadas. A informação foi compartilhada por um responsável pela área de ciências da vida da empresa durante um evento recente dedicado ao uso de inteligência artificial na ciência.

Especialistas ouvidos no setor afirmam que, embora a inteligência artificial já esteja integrada a diferentes fases da pesquisa biomédica, o desenvolvimento de um medicamento ainda depende de etapas extensas de validação experimental, o que torna o caminho até pacientes longo e incerto.

Expansão da atuação da Anthropic na saúde

Medicamentos – Imagem: Rizieq/Shutterstock

A decisão da Anthropic de entrar diretamente no campo da descoberta de fármacos ocorre em meio a uma movimentação mais ampla de empresas de tecnologia e biotecnologia que buscam aplicar inteligência artificial no desenvolvimento de novos tratamentos. A companhia passa a integrar um grupo que inclui iniciativas de grandes empresas de tecnologia, startups especializadas e projetos ligados a farmacêuticas tradicionais.

Segundo Eric Kauderer Abrams, responsável pela área de ciências da vida da empresa, a estratégia inicial envolve a busca por tratamentos destinados a doenças negligenciadas. Ele não detalhou, no entanto, como possíveis candidatos a medicamentos seriam conduzidos nas etapas posteriores do processo de desenvolvimento, como testes laboratoriais ou ensaios clínicos.

O cenário competitivo já conta com empresas como Insilico, o projeto Isomorphic Labs e diversas iniciativas de grandes farmacêuticas que utilizam sistemas de inteligência artificial para acelerar etapas da pesquisa. Apesar disso, especialistas afirmam que essas tecnologias ainda atuam principalmente como suporte, sem substituir o processo experimental tradicional.

Pesquisadores do setor observam que a inteligência artificial pode contribuir para a geração de hipóteses, identificação de moléculas e análise de dados biológicos. Ainda assim, apontam que a transição dessas descobertas para medicamentos aprovados depende de validações rigorosas e demoradas.

Limitações e desafios no caminho até os pacientes

Robô humanoide Eno trabalhando em um laboratório
Robô humanoide trabalhando em um laboratório – (Reprodução: Genesis AI)

Especialistas destacam que o uso de inteligência artificial na descoberta de medicamentos não elimina a necessidade de experimentação em laboratório e em seres humanos. Testes de segurança, eficácia e estabilidade continuam sendo etapas obrigatórias e complexas no desenvolvimento de qualquer fármaco.

Pesquisadores também ressaltam que a limitação de dados experimentais disponíveis dificulta avanços mais rápidos. Mesmo com ferramentas capazes de explorar combinações químicas em larga escala, ainda existem lacunas relevantes no entendimento de como diferentes substâncias se comportam no organismo.

Outro ponto apontado no setor é o tempo necessário para aprovação regulatória. O desenvolvimento completo de um medicamento pode levar anos, e não há registros de fármacos desenvolvidos por inteligência artificial que tenham concluído todas as fases até chegar ao mercado. Em alguns casos, candidatos gerados com apoio de IA já chegaram a testes clínicos, mas sem clareza sobre o grau real de contribuição dessas ferramentas.

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Disputa bilionária: Anthropic quer seu próprio chip de IA

A Anthropic está em conversas com a Samsung para estudar o desenvolvimento de um chip de inteligência artificial próprio. A ideia ainda está no começo, mas já entra na disputa por infraestrutura no setor.

Não há definição sobre como esse chip seria usado — ou até se ele vai sair do papel.

Corrida por chips de IA acelera com empresas buscando reduzir dependência da Nvidia no setor. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Chip próprio entra no radar da Anthropic

A informação foi divulgada pelo The Information, que aponta negociações iniciais entre Anthropic e Samsung para um chip voltado a IA. Ainda não existem detalhes técnicos definidos.

A empresa disse que segue uma estratégia mais ampla de infraestrutura, combinando diferentes fornecedores como Google, Amazon e Nvidia.

  • chips voltados a tarefas específicas de IA
  • redução gradual da dependência da Nvidia
  • ganho de eficiência em modelos complexos
  • resposta à demanda crescente por processamento

Corrida por chips acelera entre gigantes de IA

A Anthropic não está sozinha nesse movimento. Outras empresas também começam a olhar para hardware próprio como estratégia, comenta o TechCrunch.

A escassez de chips e o domínio da Nvidia continuam pressionando o mercado.

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A OpenAI, por exemplo, fechou parceria com a Broadcom para desenvolver seu chip de inferência, chamado “Jalapeño”.

Fachada da Samsung
Samsung reforça papel no ecossistema de IA ao lado de Nvidia e Google na produção de semicondutores. – Imagem: Robert Way/Shutterstock

Samsung amplia presença no ecossistema de IA

A Samsung já é um nome consolidado na produção de chips e trabalha junto à Nvidia na fabricação de semicondutores avançados. Também colabora com o Google em projetos do setor.

A possível entrada da Anthropic reforça essa posição estratégica da empresa sul-coreana.

É mais um sinal de como o ecossistema de IA está se reorganizando em torno do hardware.

Infraestrutura vira ponto central da disputa

Amazon e Google já operam chips próprios dentro de suas plataformas de nuvem. Isso muda a dinâmica do mercado.

O foco deixa de ser apenas o modelo de IA e passa a incluir a base que sustenta esses sistemas.

E, aos poucos, o chip deixa de ser apenas infraestrutura — e vira vantagem competitiva.

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Nova DeepSeek? IA chinesa desafia gigantes do Ocidente

Um novo modelo de IA desenvolvido na China vem chamando atenção no setor. Para a Reuters, o GLM-5.2, da startup Z.ai, aparece com desempenho próximo ao de sistemas dos Estados Unidos, mas com um custo bem mais baixo.

Esse equilíbrio entre preço e capacidade recoloca a disputa entre China e EUA no centro do debate sobre inteligência artificial.

A IA da startup Z.ai ganha espaço no Vale do Silício e já aparece em plataformas usadas por desenvolvedores do mundo todo. – Imagem: gguy/Shutterstock

GLM-5.2 entra no radar do Vale do Silício

Depois do impacto da DeepSeek, que mostrou que modelos mais baratos também podem ser competitivos, outras empresas chinesas aceleraram seus lançamentos. O GLM-5.2 é o exemplo mais recente dessa movimentação.

Criado em Pequim, o modelo ganhou destaque por executar tarefas complexas com poucos comandos e atuar como agente de IA, tomando decisões intermediárias durante processos mais longos. Na prática, isso reduz a necessidade de intervenção constante do usuário.

No Vale do Silício, o sistema começou a aparecer com força em plataformas como o OpenRouter, chegando a ultrapassar modelos da Anthropic em uso entre desenvolvedores.

Agora temos um modelo chinês de pesos abertos que é tão bom quanto os modelos atualmente disponíveis da OpenAI e da Anthropic.

David Sacks, ex-responsável pela política de IA no governo dos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump, à Reuters

Ele também disse que o GLM-5.2 está “apenas um pouco abaixo do Opus 4.8 (da Anthropic) e no mesmo nível do GPT 5.5 (da OpenAI)”.

Site da Z.ai
O modelo chinês já aparece entre os mais bem posicionados nos rankings de inteligência artificial, como o Artificial Analysis. – Imagem: Reprodução/Z.ai

Desempenho competitivo e custo agressivo

O interesse pelo GLM-5.2 está diretamente ligado à combinação entre capacidade técnica e preço reduzido. Em comparação com modelos fechados de ponta, o custo operacional pode chegar a cerca de um sexto.

Entre os principais destaques do modelo estão:

  • bom desempenho em programação e raciocínio lógico
  • capacidade de atuar como agente de IA com comandos simples
  • arquitetura aberta e fácil de implementar
  • custo significativamente menor que concorrentes diretos

Nos rankings da Artificial Analysis, o GLM-5.2 aparece na quinta posição entre os grandes modelos de linguagem. Já no Code Arena, ocupa o segundo lugar em tarefas de desenvolvimento front-end, como criação de sites e aplicações.

Logo da Anthropic ao fundo, com silhuetas de pessoas passando à frente
Especialistas comparam o modelo chinês a sistemas da OpenAI e da Anthropic em desempenho em programação e raciocínio. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Segurança ainda trava parte da adoção

Apesar do avanço técnico, a adoção global ainda não é uniforme. O principal ponto de cautela segue sendo a segurança dos dados, especialmente em empresas dos Estados Unidos e em setores regulados.

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Mesmo assim, parte do mercado já testa alternativas de implantação em nuvem própria ou servidores internos, buscando equilibrar risco e custo.

Ao mesmo tempo, o avanço desses modelos amplia a presença chinesa no mercado global de IA e pressiona concorrentes norte-americanos, em um cenário em que custo, desempenho e acesso aberto começam a pesar tanto quanto a origem da tecnologia.

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Chatbots podem ter consciência? Big techs investigam

Anthropic, Google e Meta estão olhando para uma questão que, até pouco tempo atrás, parecia mais filosófica do que técnica: será que modelos de IA podem ter consciência ou algum tipo de emoção? Hoje, essa discussão já envolve cientistas de áreas bem diferentes.

O tema ganhou força no Vale do Silício junto com o avanço acelerado da IA que começa a levantar dúvidas menos técnicas e mais profundas sobre o que esses sistemas realmente representam, comenta o The Washington Post.

“IA pode ter consciência?” debate cresce no Vale do Silício com avanço acelerado dos modelos de linguagem. – Imagem: Layse Ventura via Gemini / Olhar Digital

Um debate que saiu da teoria

Durante muito tempo, falar em máquinas conscientes parecia coisa de ficção científica. Agora, isso entrou de vez na agenda de grandes empresas.

O pesquisador Cameron Berg contou que, em 2024, perguntou ao CEO da OpenAI, Sam Altman, se a empresa considerava seriamente a possibilidade de consciência em sistemas de IA.

Segundo ele, Altman disse que o assunto já fazia parte das discussões internas. “Era algo que ele obviamente já havia considerado”, afirmou Berg.

Depois dessa conversa, Berg criou uma organização sem fins lucrativos dedicada a estudar formas de avaliar consciência em sistemas artificiais.

Tela de smartphone exibe ícones de chatbots de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot
Chatbots cada vez mais realistas levantam dúvidas sobre limites entre simulação e experiência real. – Imagem: jackpress / Shutterstock

Quando a IA começa a ser vista como algo que pode ter “bem-estar”

Na Anthropic, criadora do Claude, equipes internas passaram a investigar o que chamam de “estados internos” dos modelos de IA.

A empresa afirma que ainda não há evidências de experiências reais nesses sistemas, mas considera o tema relevante o bastante para pesquisa contínua.

Continuamos profundamente incertos sobre o status moral de Claude e de outros modelos de IA, mas acreditamos que a questão é séria o suficiente para ser estudada cuidadosamente à medida que os sistemas se tornam mais capazes.

Paruul Maheshwary, porta-voz da Anthropic, ao The Washington Post.

A OpenAI também já tratou do tema internamente, em canais de trabalho onde se discute a possibilidade de consciência em modelos de linguagem.

Nesse cenário, grupos ligados ao altruísmo eficaz defendem que entender possíveis implicações morais da IA será importante no longo prazo.

Ilustração de mãos humanas em volta de cérebro humano ilustrando a ideia e que a inteligência artificial (IA) é a peça que falta no órgão
Modelos como Claude são estudados para entender possíveis “estados internos” e comportamento emocional. – Imagem: Jack_the_sparow/Shutterstock

O que a ciência realmente aceita hoje

Na visão da maioria dos neurocientistas, não há evidências de que sistemas de IA sejam conscientes ou sintam emoções.

Para esses especialistas, o que os modelos fazem é reproduzir padrões de linguagem humana com alta eficiência, sem qualquer experiência interna comprovada.

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Ainda assim, a forma como esses sistemas se comunicam é convincente o suficiente para fazer usuários atribuírem características humanas a eles.

Pesquisadores como Margaret Mitchell, da Hugging Face, alertam que parte desse debate também é influenciada pela forma como as próprias empresas apresentam suas tecnologias.

Um debate que ainda está longe de terminar

O interesse por esse tema tende a crescer conforme a IA se torna mais presente no cotidiano.

Por enquanto, não existe consenso científico sobre consciência em máquinas, mas a discussão já deixou de ser marginal e passou a fazer parte do centro do debate tecnológico e ético.

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Após reforçar a segurança, Anthropic consegue liberar seus modelos de IA

Os modelos Fable 5 e Mythos 5 voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à Anthropic. A mudança ocorre menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.

A decisão, segundo a Reuters, sinaliza uma tentativa de equilibrar o avanço da inteligência artificial com medidas voltadas à proteção de tecnologias consideradas sensíveis.

Restrição anterior levou a Anthropic a desativar modelos por não conseguir verificar nacionalidade de usuários em tempo real. – Crédito: Saulo Ferreira Angelo/Shutterstock

Mudança amplia o acesso aos modelos

As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.

Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 será disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais do programa Glasswing, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, ficará disponível a partir de quarta-feira.

Antes disso, o Mythos 5 havia sido liberado apenas para um grupo restrito de organizações norte-americanas consideradas confiáveis.

Fachada de prédio da Amazon com logo da empresa
Pesquisadores da Amazon encontraram uma forma de contornar proteções do Fable 5 durante testes de segurança em IA. – Imagem: Golden Shrimp/Shutterstock

O que mudou na segurança da IA

A revisão das restrições aconteceu depois que pesquisadores da Amazon encontraram uma forma de contornar as proteções do Fable 5. Em um dos testes, o sistema conseguiu identificar vulnerabilidades de software e produzir um código demonstrando como uma falha poderia ser explorada.

Para evitar novos casos, a Anthropic adotou uma série de medidas:

  • bloqueio do comportamento identificado pelos pesquisadores;
  • encaminhamento das solicitações bloqueadas para o modelo Opus 4.8;
  • criação de padrões para avaliar tentativas de jailbreak;
  • continuidade dos testes de segurança (red-teaming).

A empresa afirmou considerar “provavelmente impossível” tornar qualquer modelo totalmente imune a jailbreaks e alertou para o risco de surgir um método capaz de liberar uma ampla categoria de comportamentos prejudiciais.

Logo da OpenAI em um prédio
OpenAI também sofreu impacto regulatório e adiou lançamento do GPT-5.6 após pedido do governo norte-americano. – Imagem: Stock all/Shutterstock

Cooperação continua sob vigilância

A Anthropic também ampliará a colaboração com o governo dos Estados Unidos e com empresas como Amazon, Microsoft e Google para desenvolver padrões comuns de proteção contra jailbreaks.

Em carta enviada à companhia, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, informou que a exigência de licença poderá voltar caso as circunstâncias mudem ou os compromissos assumidos deixem de ser cumpridos.

O aumento da fiscalização não se limita à Anthropic. A OpenAI também adiou o lançamento público completo do GPT-5.6 a pedido do governo norte-americano, indicando que modelos avançados de IA continuarão sob análise antes de chegarem a um público mais amplo.

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Anthropic lança Claude Sonnet 5, nova aposta em IA mais autônoma e menor custo

Nesta terça-feira (30), a Anthropic anunciou o Claude Sonnet 5, nova versão de seu modelo de inteligência artificial voltado para tarefas autônomas. A empresa apresentou o sistema como uma evolução da linha Sonnet, agora mais apto a planejar ações, utilizar ferramentas digitais e executar fluxos de trabalho com menor intervenção humana.

Segundo a companhia, o lançamento ocorre em um momento em que a chamada IA agentic passa a ser o padrão de desenvolvimento entre grandes laboratórios do setor. O modelo passa a integrar diferentes planos de acesso e já nasce com posicionamento de uso amplo, incluindo usuários gratuitos e corporativos.

A proposta central do Sonnet 5 é combinar maior capacidade de execução independente com redução de custos operacionais, aproximando seu desempenho de modelos mais avançados da própria empresa, porém com preço inferior.

Claude Sonnet 5 redefine disputa por IA autônoma e reduz distância para modelos mais avançados

Anthropic lança seu novo modelo de IA, Claude Sonnet 5. (Imagem: Anthropic / Divulgação)

O novo modelo da Anthropic foi apresentado como uma versão mais eficiente dentro da linha intermediária da empresa, com destaque para sua capacidade de realizar tarefas complexas sem supervisão constante. Ele atua em atividades como planejamento de ações, uso de navegadores e terminais, além da execução de processos completos de trabalho digital.

De acordo com a empresa, o Sonnet 5 representa um avanço em relação ao Sonnet 4.6, com melhorias em raciocínio, programação, uso de ferramentas e tarefas de conhecimento. A companhia também afirma que o sistema reduz comportamentos indesejados, como falhas de coerência e respostas inadequadas em contextos sensíveis.

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Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

O modelo foi desenhado para reduzir a diferença de desempenho em relação ao Opus 4.8, versão mais robusta da família Claude. Em determinadas avaliações internas, o Sonnet 5 se aproxima desse nível superior, embora ainda mantenha diferenças em precisão e capacidade geral.

Outro ponto destacado no lançamento é o posicionamento de mercado. A Anthropic afirma que o novo modelo amplia as opções de custo e desempenho para desenvolvedores, permitindo ajustes conforme a complexidade da tarefa e o orçamento disponível.

O modelo chega com precificação inicial de 2 dólares por milhão de tokens de entrada e 10 dólares por milhão de saída até o fim de agosto de 2026, com reajuste posterior para 3 e 15 dólares, respectivamente. Além disso, passa a ser disponibilizado como opção padrão em planos gratuitos e pagos.

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Anthropic lança Claude Science, IA para revolucionar pesquisas científicas

A empresa Anthropic apresentou nesta terça-feira (30) uma nova plataforma de inteligência artificial voltada exclusivamente ao ambiente científico, batizada de Claude Science. A ferramenta foi desenhada para reunir, em um único espaço digital, atividades que vão da análise de dados à produção de artigos e simulações complexas.

O lançamento ocorre em meio à expansão das iniciativas da companhia na área de ciências da vida, com foco em pesquisa biomédica e desenvolvimento de aplicações em saúde. Segundo a organização, o objetivo é reduzir a fragmentação típica do trabalho científico, concentrando etapas em um fluxo contínuo.

A solução, ainda em fase beta, foi disponibilizada inicialmente para usuários selecionados e promete acelerar processos de investigação ao integrar modelos de IA, bases de dados especializadas e recursos de computação em escala.

Plataforma integra pesquisa, dados e computação em um único ambiente

Outdoor da Anthropic – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

O Claude Science foi concebido como um espaço de trabalho unificado para pesquisadores, reunindo ferramentas tradicionalmente distribuídas em diferentes sistemas. A proposta é permitir que cientistas executem desde a leitura de literatura acadêmica até a geração de resultados analíticos sem alternar entre múltiplas aplicações.

A plataforma organiza fluxos de pesquisa que incluem análise de dados, construção de gráficos e elaboração de manuscritos científicos. Cada resultado gerado é acompanhado por um registro completo de como foi produzido, o que permite rastreabilidade e reprodução dos experimentos.

De acordo com informações divulgadas pela companhia, o sistema também integra mais de 60 bases de dados científicas já configuradas, cobrindo áreas como genômica, química computacional e biologia estrutural.

Agentes especializados e automação de tarefas científicas

Claude Science exibe proteínas, estruturas e moléculas nativamente, com cada resultado reproduzível e rastreado até seu código.
Claude Science exibe proteínas, estruturas e moléculas nativamente, com cada resultado reproduzível e rastreado até seu código. – (Divulgação: Anthropic)

A arquitetura do Claude Science opera com diferentes agentes de inteligência artificial. Um agente geral coordena as tarefas, enquanto outros são especializados em áreas específicas do conhecimento científico, como proteômica e genômica.

Um agente adicional atua como revisor, responsável por verificar citações, cálculos e possíveis inconsistências nos resultados produzidos ao longo do processo de pesquisa.

A plataforma também é capaz de gerar e visualizar elementos científicos complexos, como estruturas tridimensionais de proteínas, mapas genômicos e representações químicas, todos conectados ao código que os originou.

Infraestrutura flexível e uso em diferentes escalas

O sistema foi desenvolvido para funcionar tanto em computadores locais quanto em servidores remotos, incluindo ambientes de alta performance utilizados em instituições de pesquisa. Isso permite que análises simples ou altamente complexas sejam executadas dentro da mesma estrutura.

A ferramenta também pode operar em escalas maiores, utilizando recursos computacionais adicionais quando necessário, o que facilita desde tarefas individuais até projetos científicos com grande volume de dados.

Segundo a empresa, testes realizados em fase experimental indicaram ganhos de eficiência em diferentes tipos de pesquisa, especialmente em áreas que exigem análise intensiva de dados biológicos.

Aplicações em biotecnologia e pesquisa médica

A Claude Science cria ambientes e gerencia computação em seu laptop, cluster ou GPUs sob demanda.
A Claude Science cria ambientes e gerencia computação em seu laptop, cluster ou GPUs sob demanda. – (Divulgação: Anthropic)

Além do ambiente de trabalho, a iniciativa inclui aplicações voltadas à descoberta de medicamentos e à pesquisa em doenças consideradas negligenciadas. A empresa também menciona o desenvolvimento de programas pré-clínicos como parte dessa estratégia.

Relatos de instituições que testaram a ferramenta indicam uso em tarefas como análise de células únicas, estudos genéticos e modelagem de proteínas, com apoio de fluxos automatizados de pesquisa.

Casos citados incluem o uso por laboratórios acadêmicos e organizações biomédicas que exploram desde a seleção de alvos terapêuticos até a construção de revisões científicas extensas com apoio de agentes de IA.

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Nova IA chinesa rivaliza com Mythos da Anthropic em testes de cibersegurança; saiba qual

A empresa chinesa Zhipu AI, conhecida como Z.ai, apresentou o modelo de inteligência artificial GLM-5.2, apontado por pesquisadores como capaz de atingir desempenho próximo ao sistema Mythos em tarefas ligadas à detecção de falhas de segurança digital. A divulgação foi publicada pelo The Verge no último domingo (28).

Segundo a avaliação relatada, embora o modelo chinês ainda fique atrás de soluções da Anthropic e da OpenAI em atividades gerais, a diferença teria diminuído em cenários específicos de cibersegurança, sobretudo na identificação de vulnerabilidades em sistemas.

O avanço chama a atenção de autoridades dos Estados Unidos, que já tratam modelos avançados capazes de encontrar brechas digitais como potenciais riscos à segurança nacional, especialmente em um contexto de restrições tecnológicas impostas à China.

Avanço técnico e impacto geopolítico na IA

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

O GLM-5.2, desenvolvido pela Zhipu AI, integra o grupo dos chamados modelos de pesos abertos, o que permite seu download e execução em diferentes tipos de hardware disponíveis no mercado. Essa característica amplia o acesso à tecnologia, mas também levanta preocupações sobre uso indevido.

Conforme a reportagem, pesquisadores apontam que, em testes relacionados à detecção de vulnerabilidades, o sistema chinês teria alcançado resultados comparáveis ao Mythos, desenvolvido pela Anthropic. Apesar disso, seu desempenho geral ainda não alcança modelos como os da própria Anthropic e da OpenAI.

Representação de um processador com as bandeiras de China e EUA irradiando energia
EUA x China – Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock

No cenário mais amplo, o texto indica que a disputa tecnológica entre China e Estados Unidos se intensifica, com destaque para restrições impostas pelo governo norte-americano ao acesso chinês a modelos avançados e componentes necessários para treinamento de sistemas de inteligência artificial.

Autoridades dos Estados Unidos, segundo o material analisado, consideram ferramentas como Mythos e outros modelos avançados potenciais ameaças à segurança nacional, sobretudo quando aplicadas à identificação de falhas em infraestruturas digitais críticas.

Além disso, o lançamento recente de versões mais avançadas da OpenAI, como o GPT-5.6, também aparece no contexto de debates regulatórios e preocupações sobre possíveis usos indevidos dessas tecnologias.

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