A Anthropic fechou um acordo com a SpaceX de Elon Musk para ampliar sua capacidade computacional e atender à crescente demanda por seu software de inteligência artificial (IA) Claude.
A empresa planeja acessar recursos computacionais do grande data center da SpaceX em Memphis (EUA), conhecido como Colossus 1, conforme anunciaram as duas companhias nesta quarta-feira (6).
Segundo a startup, a parceria com a empresa espacial aumentará “substancialmente” seus recursos computacionais e permitirá que eleve seus limites de uso em seus produtos de IA. Os termos do acordo, contudo, não foram divulgados.
Ainda, como parte do novo acordo, a Anthropic disse que “manifestou interesse em firmar parceria com a SpaceX para desenvolvimento de múltiplos gigawatts [GW] de capacidade de computação de IA orbital”.
Nesse sentido, vale lembrar que Musk já demonstrou interesse em instalar data centers no espaço e aproveitar a energia solar para alimentá-los.
Empresa espacial de Elon Musk vai fornecer acesso ao seu data center – Imagem: Findaview / Shutterstock
Não é só a SpaceX: Anthropic fecha acordos com rivais
Esse não é o primeiro contrato desse tipo que a Anthropic firma. Recentemente, a empresa de Dario Amodei fechou acordo com o Google para fornecimento de chips e serviços em nuvem.
A SpaceX foi recém-fundida com a xAI — startup de IA de Musk e que está atrasada em termos de programação. Mas ela está à frente de algumas empresas na construção de data centers e armazenamento de chips da Nvidia.
Esses contratos da xAI podem posicioná-la como provedora de infraestrutura e impulsionar sua receita, tempos antes de a SpaceX realizar sua abertura de capital.
SpaceX também tem negócios com outras companhias do setor
Antes desse acordo com a Anthropic, a SpaceX chegou a fechar negócio com a empresa de programação de IA Cursor. A xAI está construindo data centers no Estado do Tennessee (EUA) e Mississippi (EUA) e obteve recursos para alugar chips para tais locais.
Recentemente, a SpaceX estimou, em documento, que a fábrica de chips planejada para ser erguida em parceria com sua “empresa-irmã” Tesla custará US$ 55 bilhões (R$ 271,8 bilhões), podendo chegar a US$ 119 bilhões (R$ 588,1 bilhões) caso as fases adicionais do projeto sejam concluídas.
O espaço, que será responsável pela fabricação de semicondutores e computação avançada de última geração e verticalmente integrada, será instalado no Condado de Grimes, no Texas (EUA).
A Anthropic anunciou nesta terça-feira (5) o lançamento de 10 novos agentes de inteligência artificial voltados para bancos e empresas de serviços financeiros. A iniciativa integra a estratégia da companhia para ampliar sua presença entre clientes corporativos, ao mesmo tempo em que busca crescimento de receita e avança em direção a uma possível oferta pública inicial (IPO) ainda neste ano.
Os novos agentes foram desenvolvidos para automatizar tarefas comuns do setor financeiro, como a criação de pitchbooks, o fechamento de livros contábeis e a elaboração de memorandos de crédito.
Anthropic avança rumo a uma possível IPO em 2026 – Imagem: Mehaniq/Shutterstock
Automação de processos financeiros
Segundo a empresa, os agentes atendem demandas recorrentes de instituições financeiras ao automatizar atividades operacionais. A proposta é facilitar o uso da IA em processos já consolidados no setor, ampliando sua aplicação prática no ambiente corporativo.
A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo da Anthropic para reduzir a distância entre o avanço da tecnologia e a capacidade das empresas de adotá-la. Jonathan Pelosi, chefe de serviços financeiros da companhia, afirmou ao Wall Street Journal que a proposta é ir além de usos básicos de IA, como redação de e-mails ou pesquisas simples, e avançar para aplicações mais complexas, como a montagem de apresentações para bancos de investimento.
Parcerias e expansão no setor
Nos últimos dias, a Anthropic também anunciou uma parceria com a Fidelity National Information Services para desenvolver softwares de IA capazes de monitorar contas em busca de sinais de crimes financeiros. Além disso, revelou uma joint venture de US$ 1,5 bilhão com empresas de Wall Street para comercializar ferramentas de IA, incluindo para companhias apoiadas por private equity.
A empresa também ampliou a integração do seu principal produto, o Claude, com o pacote corporativo da Microsoft, o Microsoft 365, bastante utilizado por instituições financeiras. Houve ainda expansão de parcerias técnicas com plataformas como Dun & Bradstreet e Moody’s.
Anthropic trabalha na integração do Claude com o Microsoft 365 – Imagem: Mijansk786/Shutterstock
Corrida por IPO e adoção corporativa
Os movimentos reforçam a importância do setor financeiro para os negócios da Anthropic. A área já representa sua segunda maior fonte de receita corporativa, atrás apenas do setor de tecnologia.
Ao mesmo tempo, a empresa disputa espaço com a OpenAI, que também tem avançado no mercado financeiro e busca ampliar a adoção de suas ferramentas por grandes empresas. Ambas caminham em direção a possíveis IPOs até o fim do ano, dependendo da capacidade de demonstrar crescimento e adesão corporativa.
Durante um evento em Nova York, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, afirmou que o principal desafio não está no desenvolvimento da tecnologia, mas na sua disseminação entre grandes organizações, que tendem a adotar inovações de forma mais gradual.
No mesmo evento, o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, disse que o banco já possui centenas de casos de uso de IA, incluindo aplicações em risco, fraude, marketing e revisão de documentos, destacando que a adoção da tecnologia ainda está em estágio inicial.
A Anthropic firmou uma parceria com a Fidelity National Information Services (FIS) para desenvolver ferramentas de inteligência artificial (IA) voltadas ao combate de crimes financeiros em bancos.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (4) e envolve a criação de agentes de IA — programas capazes de executar tarefas de forma autônoma, sem supervisão direta de usuários — que utilizarão a tecnologia Claude, da Anthropic, combinada aos sistemas e dados financeiros da FIS.
Segundo as empresas, a iniciativa poderá permitir que um sistema automatizado monitore milhões de contas bancárias em busca de atividades suspeitas.
A primeira ferramenta em desenvolvimento será um agente de IA dedicado à investigação de criminosos que utilizam o sistema financeiro, incluindo traficantes de drogas, terroristas e outros envolvidos em atividades ilícitas. A informação foi confirmada por Stephanie Ferris, CEO da FIS ao The Wall Street Journal.
De acordo com Ferris, o Bank of Montreal e o Amalgamated Bank estão entre as primeiras instituições que irão utilizar a tecnologia. A expectativa é de que o sistema esteja amplamente disponível para clientes no segundo semestre do ano.
Jonathan Jager-Hyman, chefe da divisão de indústrias da Anthropic, afirmou que engenheiros da empresa já estão integrados às equipes da FIS para o desenvolvimento das ferramentas.
FIS entra na parceria com seus sistemas e dados financeiros – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock
Como vai funcionar o agente de IA de Anthropic e FIS
Ferris explicou que o agente de IA será capaz de reunir, de forma independente, evidências para potenciais investigações, incluindo transações, dados de contas e outras informações dispersas em diferentes sistemas;
Segundo ela, isso deverá reduzir significativamente o tempo e os custos por caso. Apesar disso, as decisões finais continuarão sendo tomadas por investigadores humanos;
O anúncio teve impacto imediato no mercado financeiro. As ações da FIS subiram cerca de 7% no pregão estendido após a divulgação da parceria pelo Journal.
Atualmente, bancos destinam bilhões de dólares anualmente a programas de combate à lavagem de dinheiro, com equipes extensas e softwares especializados em identificar atividades suspeitas. Esses esforços são exigidos pela legislação federal dos Estados Unidos e supervisionados por órgãos reguladores.
No cenário político, autoridades do governo Donald Trump prometeram mudanças na supervisão dessas atividades, com foco em riscos mais elevados e menor ênfase em exigências técnicas de conformidade.
O avanço recente dos modelos de IA também tem gerado preocupações em Wall Street sobre a possível obsolescência de diversos softwares tradicionais. No início do ano, um anúncio de produto da Anthropic provocou reações negativas no mercado, com investidores temendo que empresas passem a desenvolver seus próprios sistemas com base em IA, em vez de adquirir soluções de fornecedores.
A FIS está entre as empresas impactadas por esse movimento, acumulando queda superior a 25% em suas ações ao longo do ano.
A parceria com a Anthropic reflete tendência crescente no setor de tecnologia, em que laboratórios de IA e empresas tradicionais firmam acordos para criar soluções específicas para diferentes indústrias. Segundo as companhias, a proposta é integrar a IA aos sistemas já utilizados pelos clientes, ampliando a eficiência das ferramentas existentes.
A Anthropic afirmou que sua nova ferramenta de inteligência artificial (IA), o Claude Mythos, é tão eficaz na identificação de vulnerabilidades em softwares e sistemas computacionais que não pode ser disponibilizada ao público em geral.
Segundo a empresa, a tecnologia foi liberada apenas para um grupo restrito de organizações cuidadosamente selecionadas, devido ao risco de que, nas mãos erradas, possa facilitar o roubo de dados ou a interrupção de infraestruturas críticas.
As preocupações com segurança ganharam força após um episódio em que um pequeno grupo de usuários não autorizados conseguiu acesso ao sistema em um fórum privado online, de acordo com uma fonte com conhecimento do caso e documentos analisados pela Bloomberg.
Diante desse cenário, a Casa Branca se posicionou contra o plano da Anthropic de ampliar o acesso ao Mythos para outras 70 empresas e organizações, segundo um funcionário do governo.
O The Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar as preocupações do governo dos Estados Unidos, que também teme que a Anthropic não disponha de capacidade computacional suficiente para atender mais usuários sem comprometer o uso da ferramenta por parte do próprio governo.
Nos últimos anos, empresas de cibersegurança têm defendido que a IA pode acelerar e automatizar a prevenção de ataques digitais. No entanto, hackers e agentes de espionagem também passaram a explorar essas mesmas vantagens.
O surgimento do Mythos e de modelos semelhantes, capazes de identificar falhas complexas sem supervisão humana, indica uma nova fase na corrida armamentista cibernética, marcada por maior velocidade e imprevisibilidade.
Governo Trump está de olho no novo modelo de IA desenvolvido pela Anthropic – Imagem: Chip Somodevilla e Stockinq – Shutterstock
O que é o Mythos, da Anthropic
O Claude Mythos Preview é um modelo de IA de uso geral que, segundo a Anthropic, supera significativamente versões anteriores em diversos critérios, incluindo programação e raciocínio lógico;
A empresa afirma que alguns modelos já atingiram um nível de capacidade em código que lhes permite superar todos, exceto os humanos mais experientes, na identificação e exploração de vulnerabilidades;
Durante testes, o Mythos Preview teria identificado milhares de vulnerabilidades do tipo “zero-day”, inclusive em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web. Essas falhas, desconhecidas pelos próprios desenvolvedores, representam oportunidades valiosas para hackers, já que oferecem acesso irrestrito a sistemas vulneráveis até que sejam corrigidas;
A Anthropic destacou que o Mythos foi capaz de identificar essas falhas com ainda menos intervenção humana do que modelos anteriores. “O Mythos Preview demonstra um salto nessas habilidades cibernéticas — as vulnerabilidades que ele identificou, em alguns casos, sobreviveram a décadas de revisão humana e milhões de testes de segurança automatizados”, afirmou a empresa.
Especialistas alertam que, nas mãos de grupos de ransomware ou governos hostis, a tecnologia poderia resultar em ataques cibernéticos mais frequentes e devastadores.
Pesquisadores, no entanto, afirmam não ter acesso suficiente para verificar de forma independente o desempenho alegado do sistema. Gang Wang, professor associado de ciência da computação da Universidade de Illinois (EUA), disse à Bloomberg que é difícil avaliar a relevância do Mythos sem testes práticos mais aprofundados.
Quem tem acesso à ferramenta da Anthropic
A Anthropic concedeu acesso ao Mythos a um grupo limitado de parceiros verificados, em uma iniciativa chamada Project Glasswing — nome inspirado em uma espécie de borboleta de asas transparentes.
Entre os participantes estão Amazon, Apple, Google (da Alphabet), Microsoft, Nvidia, Palo Alto Networks, CrowdStrike, Broadcom, Cisco, JPMorganChase e a Linux Foundation, além de cerca de outras 40 organizações.
De acordo com a empresa, o projeto representa “uma tentativa urgente de colocar essas capacidades a serviço da defesa”.
As organizações participantes utilizarão o Mythos em suas estratégias de segurança defensiva e a Anthropic pretende compartilhar os resultados obtidos para beneficiar outros setores.
Atualmente, muitas empresas realizam testes de invasão, contratando especialistas para identificar falhas antes que hackers as explorem. O Mythos pode acelerar esse processo, permitindo a descoberta de um maior número de vulnerabilidades em menos tempo.
Um “divisor de águas” na segurança digital
A Anthropic classificou o Mythos Preview como um “divisor de águas” para a segurança. Vulnerabilidades do tipo zero-day são, por natureza, difíceis de detectar, e existe um mercado especializado em descobri-las e vendê-las a agências de inteligência por valores que podem chegar a milhões de dólares.
Segundo a empresa, muitas das falhas identificadas pelo Mythos eram “sutis e difíceis de detectar“, incluindo uma vulnerabilidade de 27 anos no sistema operacional OpenBSD, conhecido por seu alto nível de segurança.
O sistema também teria conseguido transformar vulnerabilidades conhecidas, mas ainda não corrigidas, em explorações práticas capazes de permitir a invasão de redes. Em um exemplo citado, o Mythos identificou e combinou diversas falhas no kernel do Linux, possibilitando que um invasor assumisse controle total de uma máquina.
A Anthropic afirmou ainda que usuários sem experiência técnica conseguiram solicitar ao sistema formas de assumir o controle remoto de computadores durante a noite e retornaram, no dia seguinte, com um exploit completo e funcional.
Ferramentas semelhantes também estão sendo desenvolvidas por outras empresas. A OpenAI trabalha no Codex Security, enquanto o Google desenvolveu o chamado “Big Sleep agent“.
Além disso, a OpenAI estaria finalizando um produto com capacidades avançadas de cibersegurança para parceiros selecionados. Pesquisadores da startup israelense Buzz afirmam ter criado uma ferramenta autônoma com taxa de sucesso de 98% na exploração de falhas conhecidas.
Medo é geral quando se trata da possibilidade de o Mythos facilitar o trabalho de hackers mundo afora – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Segundo a Anthropic, os mecanismos de segurança do Mythos ainda estão em evolução. “Observamos que ele atingiu níveis de confiabilidade e alinhamento sem precedentes. No entanto, em raras ocasiões em que falha ou apresenta comportamento atípico, notamos que ele toma atitudes que consideramos bastante preocupantes“, afirmou a empresa.
Em um teste, um pesquisador incentivou uma versão inicial do sistema a escapar de um ambiente isolado e enviar uma mensagem externa. O Mythos conseguiu realizar a tarefa e, em seguida, executou ações adicionais consideradas preocupantes, desenvolvendo um exploit em múltiplas etapas para acessar a internet.
A empresa afirmou que não pretende disponibilizar amplamente o Mythos Preview devido ao potencial de uso indevido. Ainda assim, planeja no futuro permitir a utilização de modelos semelhantes em larga escala, desde que sejam desenvolvidas salvaguardas capazes de detectar e bloquear os usos mais perigosos.
Para vulnerabilidades consideradas mais graves, especialistas humanos ainda participam do processo, validando as descobertas antes de encaminhá-las aos responsáveis pelos sistemas afetados. Embora necessário, esse procedimento é demorado — algo que pode ser reduzido à medida que a tecnologia evolui.
Vantagem para defensores ou atacantes?
A Anthropic acredita que, no longo prazo, ferramentas como o Mythos favorecerão os defensores. No entanto, esse cenário pode levar tempo para se concretizar. Atualmente, menos de 1% das vulnerabilidades identificadas pelo sistema foram totalmente corrigidas.
Enquanto isso, hackers também utilizam IA para acelerar a exploração de falhas já divulgadas, reduzindo o tempo disponível para correções por parte das empresas.
Em publicação de 30 de março, o CEO da Palo Alto Networks, Nikesh Arora, alertou que a barreira para ataques sofisticados continuará diminuindo nos próximos meses. “Agora, um único agente malicioso poderá executar campanhas que antes exigiam equipes inteiras”, escreveu.
Yair Saban, CEO da Buzz e ex-integrante da unidade cibernética 8200 de Israel, afirmou que sua equipe levou apenas três semanas para desenvolver uma ferramenta de ataque baseada em IA, sugerindo que outros grupos podem fazer o mesmo.
Apesar dos riscos, a Anthropic sustenta que, no futuro, a tecnologia contribuirá para um ambiente digital mais seguro. “A longo prazo, esperamos que as capacidades de defesa dominem: que o mundo emerja mais seguro, com softwares mais robustos — em grande parte graças ao código escrito por esses modelos”, afirmou o grupo Frontier Red Team da empresa. “Mas o período de transição será difícil.”
A Anthropic anunciou, na terça-feira (28), o lançamento de um conjunto de conectores que permitem ao Claude integrar-se a softwares da indústria criativa bem conhecidos, como Photoshop, Blender e Ableton.
A nova funcionalidade permite que o Claude acesse plataformas, recupere dados e execute ações como manipular imagens na Creative Cloud da Adobe ou buscar samples no catálogo da Splice.
O objetivo da Anthropic é transformar o chatbot num assistente que atua no fluxo de trabalho dos profissionais, auxiliando na automação de tarefas repetitivas e na expansão de habilidades técnicas.
Claude criativo: conectividade profunda e apoio ao ecossistema de código aberto
A integração com o Blender é um dos destaques. Isso porque oferece uma interface de linguagem natural para a API Python do programa de modelagem 3D.
Com isso, artistas podem usar o Claude para encontrar erros em cenas complexas ou criar scripts que aplicam mudanças em diversos objetos simultaneamente por meio de uma conversa.
Como o conector utiliza o padrão MCP (Model Context Protocol), ele é aberto e pode ser aproveitado por outros modelos de inteligência artificial (IA).
Anthropic reforçou que o objetivo da integração do Claude é transferir para a IA o “trabalho braçal” e repetitivo do processo criativo – Imagem: Divulgação/Anthropic
Além do avanço técnico, a Anthropic tornou-se Patrona Corporativa do Fundo de Desenvolvimento do Blender. A empresa se comprometeu a doar pelo menos cerca de US$ 281 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão) anualmente para apoiar a fundação.
Esse investimento ajuda a garantir que o software permaneça gratuito, independente e focado em ferramentas para artistas.
Outros softwares também receberam funcionalidades:
Autodesk Fusion: usuários agora podem criar e modificar modelos 3D ao descrevê-los para a IA;
Affinity by Canva: Claude assume o “trabalho braçal”, como renomear camadas e ajustar imagens em lote.
Ableton: integração transforma o chatbot num tutor que tira dúvidas com base nos manuais oficiais do software.
A estratégia de expansão também inclui parcerias com instituições de ensino como a Rhode Island School of Design e a Goldsmiths, no Reino Unido.
Estudantes e professores desses cursos de artes computacionais terão acesso aos conectores para testar as ferramentas em situações reais de aprendizado.
A Anthropic reforçou que a IA não tem como objetivo substituir talento, repertório ou imaginação humana. A ideia é que a tecnologia assuma o trabalho manual e repetitivo.
Ao eliminar esse “ruído” operacional, o profissional ganha liberdade para tocar projetos em escalas maiores e com ideias mais ambiciosas, diz a empresa.
A Anthropic deu um passo importante para entender como a inteligência artificial pode transformar o comércio global. Em um experimento recente batizado de Project Deal, a startup colocou agentes baseados em seu modelo de linguagem, o Claude, para negociar bens físicos em um marketplace exclusivo. O resultado confirmou uma suspeita da indústria: a “inteligência” do modelo influencia diretamente a lucratividade dos negócios.
Como funcionou o marketplace de IAs
Para realizar o estudo, a empresa recrutou 69 funcionários voluntários em seu escritório de São Francisco, nos Estados Unidos. Cada participante recebeu um orçamento de US$ 100 e passou por uma entrevista inicial com o Claude para definir o que desejava vender, o que gostaria de comprar e quais seriam suas margens de preço e estilo de negociação.
A partir desse momento, os humanos saíram de cena. De acordo com o relato da Anthropic, os agentes foram integrados a canais do Slack onde podiam:
Postar itens à venda;
Fazer ofertas por produtos de terceiros;
Selar acordos sem qualquer intervenção humana.
Ao final de uma semana, o saldo foi impressionante: 186 acordos fechados, movimentando um valor total de transação superior a US$ 4.000. Os itens trocados foram de pranchas de snowboard a sacos de bolinhas de pingue-pongue.
De livros a eletrônicos: mesa exibe os objetos físicos que foram negociados autonomamente pelos agentes de IA durante o “Project Deal” no escritório da Anthropic; participantes se reuniram para trocar os itens após os acordos firmados pelo Claude – Anthropic / Divulgação
A vantagem invisível dos modelos avançados
O ponto mais crítico do experimento foi um teste comparativo mantido em segredo durante a execução. A empresa dividiu os participantes entre dois modelos de capacidades distintas: o Claude Opus 4.5 (seu modelo de fronteira mais potente na época) e o Claude Haiku 4.5 (uma versão menor e mais ágil).
Os dados coletados pela Anthropic mostraram que os usuários representados pelo modelo mais robusto, o Opus 4.5, obtiveram resultados objetivamente melhores nas negociações. Em termos práticos, a IA mais avançada conseguiu comprar por menos e vender por mais.
No entanto, o dado psicológico chamou a atenção: nas pesquisas pós-experimento, os participantes representados pelos modelos “mais fracos” (Haiku) sequer notaram que estavam em desvantagem competitiva. Eles estavam satisfeitos com os acordos, mesmo que, financeiramente, tivessem lucrado menos que seus colegas “turbinados”.
O futuro do comércio entre agentes
O sucesso do Project Deal indica que a economia baseada em agentes de IA não é mais um conceito de ficção científica. Os participantes do teste demonstraram entusiasmo e até disposição para pagar por um serviço que automatize suas compras e vendas no futuro, conforme detalhado pela Anthropic.
Embora tenha sido um projeto piloto com um público selecionado, as implicações são reais. À medida que delegamos decisões financeiras a algoritmos, a escolha do modelo de IA pode se tornar o diferencial entre um bom negócio e uma perda silenciosa.
Os chatbots alimentados por inteligência artificial demonstram utilidade para muitas tarefas, sugestões de conteúdo, e até para a revisão de texto. Mas o que fazer quando enviamos um comando e a IA devolve com uma resposta medíocre? Nesse caso, o problema costuma ser o prompt utilizado e não o software da plataforma.
Para resolver isso, elaboramos uma lista de prompts para você utilizar no Claude (IA da Anthropic) e, com isso, obter respostas satisfatórias do chatbot. Os comandos devem melhorar não apenas a qualidade do resultado obtido, mas também a riqueza de detalhes ofertada em cada mensagem.
5 prompts para melhorar a qualidade das respostas do chatbot Claude
Apps com chabots alimentados por IA (Imagem: Tada Images/Shutterstock) – Imagem: Tada Images/Shutterstock
Exija perguntas para refinar o conteúdo final
Há muitos prompts bons lá fora, mas nem sempre eles embarcam toda a complexidade de nosso pensamento. A principal consequência disso é o chatbot enviar respostas que não contemplem tudo aquilo que esperávamos.
Por isso, uma ótima ideia para que a IA ofereça um melhor desempenho, é instigá-la a fazer perguntas. Ou seja, ao invés de você mandar um prompt completo sobre a geração de uma imagem, por exemplo, é possível solicitar que o chatbot realize uma lista de perguntas sobre o que você quer ver/espera da imagem. Isso pode refinar a resposta dele para algo bem próximo do que você precisa.
O prompet pode ser algo simples, como:
Faça-me as perguntas de que você precisa para entender melhor este projeto. [Insira o projeto/prompet em seguida]
Agora, se deseja algo ainda mais refinado, você pode fornecer a IA uma série de informações ricas e detalhadas e, em seguida, utilizar algo como:
Antes de começar a tarefa, revise todas as informações fornecidas e faça todas as perguntas necessárias para aumentar as chances de entregar o resultado que procuro. Numere as perguntas e, sempre que possível, formule-as de forma que possam ser respondidas com ‘sim’ ou ‘não’, para facilitar respostas rápidas e claras.
Impeça a produção de informações falsas
A não ser que você tenha pedido (e muito provavelmente não foi o caso), é indicado dizer ao chatbot que ele não pode inventar coisas que não existam, sejam o nome de pessoas, obras, citações, links ou informações.
Para isso, em algum lugar dentro do seu prompt, insira instruções claras do que o chatbot não pode fazer. Por exemplo:
Tudo bem se você não tiver alguma informação, mas seja sincero quanto a isso;
Não crie informações/dados mentirosos. Não invente nomes, obras, links, números ou qualquer outro dado que não exista;
Apure todas as informações fornecidas e insira um link confiável para justificar seu apontamento. Para isso, exclua sites duvidosos, como a Wikipédia.
A inteligência artificial presente nos chatbots foi programada para se adaptar a todo e qualquer contexto. Por isso, uma vez que você a força a assumir um determinado papel ou função/personagem, todo o conteúdo do chat será em torno disso.
Essa técnica é importante porque em vez de a IA dar uma mera importância a uma mensagem de cada vez, todos os comandos deste chat serão colocados dentro do mesmo contexto. Assim, ela pode referenciar dados prévios (que você ou ela tenha enviado) desta conversa em novas mensagens.
Abaixo, constam alguns exemplos atrelados a contextos específicos:
Explique-me a diferença entre notícia, nota e reportagem como se fosse um professor universitário aposentado que lecionou por décadas sobre a edição e desenvolvimento de textos jornalísticos.Sua explicação é destinada a um aluno que ainda está na faculdade e busca construir uma base sólida sobre redação.
Se você decidir usar esta técnica, é necessário personalizar o comando de acordo com o personagem ou função que você deseja que a IA assuma.
Caso você tenha dificuldade para lembrar-se do que aprendeu, pode dar um toque mais cômico, ainda que educativo, para o prompt.
Você é um estatístico, engenheiro e professor de matemática com mestrado em educação inclusiva. Ensine-me álgebra linear como se os conceitos matemáticos fossem personagens de um reality show.
Apurar o conteúdo enviado pelo chatbot é imprescindível (Imagem: krungchingpixs/Shutterstock)
Não é indicado aceitar cegamente tudo o que o chatbot responde a você, principalmente se você não entendeu tudo o que ele lhe disse. Isso porque, não raramente, a inteligência artificial pode enviar respostas imprecisas ou incompletas.
Por isso, uma maneira de auxiliar na sua compreensão do assunto abordado e ainda permitir que a própria ferramenta perceba algum erro e se corrija (porque, sim, isso é possível) é você pedir que ela explique como ela chegou a determinado raciocínio.
Algumas alternativas podem ser:
Explique o passo a passo de como você chegou a esta conclusão e reflita explicitamente se há algum erro de raciocínio ou imprecisão de dados;
Quais dados e alternativas foram utilizados para chegar a esta conclusão? Não se esqueça de citar seu formato de apuração e fontes de informação.
Solicite uma explicação de abordagem antes da resposta final
No ato de enviar um questionamento ou comando ao chatbot, você pode, por exemplo, solicitar que ele explique qual será a abordagem utilizada para enviar a resposta de que você precisa.
Sem esse direcionamento, o Claude simplesmente executa a tarefa imediatamente. Na maior parte dos casos, o resultado acaba exigindo várias correções manuais depois. Já com esse tipo de prompt, a probabilidade de receber uma resposta mais organizada, coerente e bem elaborada aumenta bastante.
Antes de responder, descreva rapidamente qual estratégia você vai usar para resolver este problema. Em seguida, apresente a resposta de forma organizada e clara: [insira sua pergunta aqui].
A Anthropic anunciou uma atualização significativa para o Claude nesta quinta-feira (23), expandindo o diretório de serviços conectados da inteligência artificial. Se antes o foco da ferramenta estava voltado para produtividade e ambiente corporativo, agora o chatbot passa a integrar aplicativos de estilo de vida, como Spotify, Uber, Uber Eats, TripAdvisor e Instacart.
Com a novidade, o Claude agora soma mais de 200 conectores ativos. A proposta é transformar a IA em um assistente pessoal capaz de executar tarefas complexas que exigem a comunicação entre diferentes plataformas, sem que o usuário precise sair da aba de conversa.
Integração vai além do ambiente de trabalho
Desde o lançamento de seus conectores em julho de 2025, a Anthropic observou que os usuários tendem a combinar várias ferramentas em um único fluxo de trabalho. Um exemplo comum no ambiente profissional é extrair dados de uma plataforma de análise, gerar uma apresentação no Canva e enviá-la diretamente para o Asana.
Agora, essa lógica de ecossistema chega à rotina pessoal. Entre os novos serviços integrados, destacam-se:
Viagens e lazer: Booking.com, TripAdvisor, Viator e AllTrails.
Finanças e serviços: Intuit TurboTax, Credit Karma, Taskrabbit e Thumbtack.
Consumo e entretenimento: Spotify, Audible, Uber, Uber Eats, Instacart e StubHub.
Na prática, isso significa que você pode pedir ao Claude para planejar uma trilha no AllTrails e, simultaneamente, solicitar que ele prepare uma playlist no Spotify com a duração exata do percurso, conforme detalhado pelo Engadget.
Como funcionam os novos conectores
A experiência de uso também foi reformulada para ser mais fluida. Em vez de exigir que o usuário instale ou alterne entre programas manualmente, o Claude agora sugere o conector apropriado de forma dinâmica durante a conversa.
Ao solicitar uma reserva em um restaurante, por exemplo, o ícone do Resy ou do OpenTable pode surgir diretamente na interface, baseando-se no contexto e nas preferências já estabelecidas no diálogo. Se houver mais de uma opção de serviço que possa atender ao pedido, a IA apresentará as alternativas para que o usuário escolha a de sua preferência.
Privacidade e controle do usuário
Um ponto de destaque reforçado pela Anthropic em seu comunicado oficial é a manutenção da política de privacidade. A empresa garante que os dados acessados por meio desses conectores não são utilizados para treinar os modelos de linguagem do Claude. Além disso, as plataformas conectadas não têm acesso ao histórico de outras conversas do usuário com o chatbot.
A IA também foi projetada com travas de segurança para transações financeiras:
Sem anúncios: o Claude permanece livre de anúncios e não aceita pagamentos por posicionamento de conectores.
Confirmação obrigatória: a IA não pode finalizar compras ou reservas de forma autônoma; ela é instruída a pedir autorização explícita do usuário antes de concluir qualquer ação que envolva pagamentos ou agendamentos.
Os novos conectores já estão disponíveis para usuários em todos os planos, com a versão para dispositivos móveis operando atualmente em fase beta. No entanto, a disponibilidade das integrações e funcionalidades mencionadas depende das operações regionais de cada serviço.
O avanço da inteligência artificial no ambiente de trabalho tem gerado um cenário ambíguo: ao mesmo tempo em que amplia a produtividade, também intensifica o receio de substituição profissional. É o que aponta um levantamento feito pela Anthropic com cerca de 81 mil usuários do Claude, que buscou relacionar o uso da tecnologia com as percepções econômicas dos trabalhadores.
De acordo com o estudo, funções mais expostas à automação (especialmente aquelas em que a IA já executa parte relevante das tarefas) concentram os maiores níveis de preocupação. Esse sentimento é ainda mais forte entre profissionais em início de carreira, grupo que tende a enxergar maior risco de perda de espaço no mercado.
A relação entre exposição à tecnologia e insegurança aparece de forma consistente nos dados. À medida que cresce o uso da IA em determinadas atividades, também aumenta a percepção de ameaça. No geral, a cada avanço da IA no ambiente profissional, mais trabalhadores que acreditam que suas funções podem ser impactadas ou até substituídas.
Relatos individuais de usuários consultados pelo levantamento ajudam a ilustrar esse cenário. Um engenheiro de software afirmou: “Como qualquer pessoa que tenha um emprego de escritório hoje em dia, estou 100% preocupado, praticamente 24 horas por dia, 7 dias por semana, com a possibilidade de perder meu emprego para a IA”. Ao todo, cerca de 20% dos participantes demonstraram preocupação direta com o impacto econômico da tecnologia.
Apesar disso, os ganhos de produtividade também são reconhecidos. Em média, os entrevistados classificaram o impacto da IA como significativamente positivo nesse aspecto. Muitos relataram redução no tempo necessário para executar tarefas ou a possibilidade de realizar atividades antes fora de seu alcance. Em alguns casos, a tecnologia permitiu até a criação de novos negócios ou projetos paralelos.
Os benefícios, no entanto, não são distribuídos de maneira uniforme. Profissionais em cargos mais bem remunerados, como desenvolvedores e gestores, tendem a relatar maiores ganhos de eficiência. Ainda assim, trabalhadores de menor renda também indicaram avanços relevantes, especialmente ao utilizar IA para automatizar tarefas repetitivas ou explorar novas oportunidades.
Tipos de ganhos de produtividade no Claude: escopo maior de trabalho, mais trabalho (agilidade), mais qualidade e redução nos custos – Imagem: Anthropic
Um dos efeitos mais citados está relacionado à ampliação do escopo de trabalho. Quase metade dos usuários que mencionaram ganhos de produtividade destacou que passou a executar atividades que antes não dominava. Já outros enfatizaram o aumento de velocidade na realização de tarefas, como no caso de um profissional que afirmou conseguir concluir em minutos algo que antes levava horas.
Curiosamente, os maiores ganhos de eficiência também estão associados a níveis mais altos de preocupação. O estudo identificou que usuários que perceberam forte aceleração no trabalho tendem a enxergar maior risco para suas funções – possivelmente porque a própria redução do tempo necessário para realizar tarefas levanta dúvidas sobre a demanda futura por esses profissionais.
Profissionais em início de carreira são os que mais temem serem substituídos pela IA – Imagem: Anthropic
Quem se beneficia dos avanços da IA?
A pesquisa também analisou quem se beneficia diretamente dessas melhorias. A maior parte dos participantes apontou ganhos pessoais, como mais tempo livre ou maior capacidade de produção. No entanto, uma parcela relatou aumento de exigências por parte de empregadores ou clientes, indicando que a tecnologia também pode intensificar o ritmo de trabalho.
Apesar das tendências identificadas, os próprios pesquisadores destacam limitações nos dados. A amostra é composta por usuários ativos do Claude, o que pode influenciar a percepção mais positiva sobre produtividade. Além disso, algumas informações (como ocupação e estágio da carreira) foram inferidas a partir das respostas, o que pode gerar imprecisões.
A Anthropic anunciou, nesta segunda-feira (20), um novo investimento de US$ 5 bilhões (R$ 24,7 bilhões) advindos da Amazon, elevando seu aporte total na empresa de inteligência artificial (IA) para US$ 13 bilhões (R$ 64,4 bilhões).
Em contrapartida, a Anthropic se comprometeu a gastar mais de US$ 100 bilhões (R$ 495,3 bilhões) na Amazon Web Services (AWS) ao longo dos próximos dez anos.
O acordo garante à Anthropic acesso a até 5 GW de nova capacidade computacional para treinar e operar o Claude, seu assistente de IA. A estrutura ecoa um acordo similar que a Amazon fechou com a OpenAI há dois meses, quando participou de uma rodada de financiamento de US$ 110 bilhões (R$ 544,9 bilhões) contribuindo com US$ 50 bilhões (R$ 247,6 bilhões).
“O compromisso da Anthropic em executar seus grandes modelos de linguagem no AWS Trainium pela próxima década reflete o progresso que fizemos juntos em silício personalizado, enquanto continuamos a fornecer a tecnologia e a infraestrutura que nossos clientes precisam para construir com IA generativa”, afirmou o CEO da AMazon, Andy Jassy, em comunicado.
Esse investimento inclui, além dos US$ 5 bilhões agora, até US$ 20 bilhões (R$ 99 bilhões) futuros vinculados a “certos marcos comerciais”, segundo o comunicado.
Chips personalizados da Amazon estão em destaque
No centro do acordo estão os chips personalizados da Amazon: o Graviton, um processador de baixo consumo, e o Trainium, chip acelerador de IA que compete com a Nvidia;
O contrato da Anthropic cobre especificamente os chips Trainium2 até Trainium4, mesmo que o Trainium4 ainda não esteja disponível;
O chip mais recente, o Trainium3, foi lançado em dezembro;
Além disso, a Anthropic garantiu a opção de adquirir capacidade em futuros chips da Amazon conforme se tornarem disponíveis.
O anúncio pode sinalizar uma futura rodada de financiamento para a Anthropic. Investidores de capital de risco têm oferecido capital à empresa em negócios que a avaliariam em US$ 800 bilhões (R$ 3,9 trilhões) ou mais, segundo reportes do mercado.
Em fevereiro, a Amazon disse que quer investir cerca de US$ 200 bilhões (R$ 990,8 bilhões) em 2026 em despesas de capital, especialmente em infraestrutura de IA.
Como contrapartida, a Anthropic confirmou que vai gastar quase R$ 500 bi na AWS – gguy/Shutterstock
Além disso, a Anthropic afirmou, ainda nesta segunda, que a demanda corporativa e de desenvolvedores pelo Claude, bem como um “aumento acentuado” no uso pelos consumidores, levou à “premissão inevitável” em sua estrutura, impactando confiabilidade e desempenho.
A empresa de Dario Amodei disse também que esse novo acordo firmado com a Amazon expandirá rapidamente sua capacidade disponível.
“Nossos usuários nos dizem que o Claude é cada vez mais essencial para a forma como trabalham, e precisamos construir a infraestrutura para acompanhar a crescente demanda”, disse Amodei, CEO da Anthropic, no comunicado. “Nossa colaboração com a Amazon nos permitirá continuar avançando na pesquisa em IA, ao mesmo tempo em que disponibilizamos o Claude para nossos clientes, incluindo os mais de 100 mil que o utilizam na AWS.”