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Instituto de Ciência e Tecnologia entra na rota global e carimba o passaporte da inovação no Itaú

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Desde a semana passada, Carlos Eduardo Mazzei cumpre uma agenda intensa no exterior. A primeira parada foi na Stanford University. Ainda em maio, ele irá participar de um encontro com CIOs de todo o mundo, também em solo americano. Já no início de junho, seus destinos serão a China e Cingapura. Nessa peregrinação, o diretor […]

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Funcionários da OpenAI transformam ações da empresa em bilhete premiado de loteria

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O segmento de pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial (IA) está provocando um dos maiores choques de investimento setorial da história do capitalismo nos Estados Unidos. A OpenAI, startup de pesquisa e implementação de IA criada em 2015, reflete esse boom, se consolidando como uma das empresas privadas mais valiosas da história – e ajudando […]

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OpenAI lança Daybreak, IA voltada à cibersegurança de empresas

Na última segunda-feira (11), a OpenAI anunciou em seu site oficial o lançamento do Daybreak: um conjunto de sistemas de inteligência artificial voltado para cibersegurança, projetado para auxiliar na detecção, análise e resposta a possíveis vulnerabilidades em ambientes corporativos e infraestruturas digitais.

A empresa responsável pelo ChatGPT posiciona o Daybreak como uma espécie de “hacker do bem”, capaz de simular técnicas usadas em ataques cibernéticos para testar a resistência de sistemas de forma controlada e defensiva.

O sistema combina diferentes módulos de IA para mapear superfícies de ataque, analisar possíveis vetores de exploração, validar falhas prováveis e priorizar vulnerabilidades de maior risco, integrando essas etapas em um fluxo contínuo de segurança.

Como o Daybreak auxilia na segurança cibernética de uma rede

Fachada empresa OpenAI – Imagem: Stock all/Shutterstock

O objetivo dos desenvolvedores do Daybreak era criar um sistema completo de defesa digital, o qual utilizasse ferramentas anteriormente criadas pela própria OpenAI para proteger uma rede, funcionando como parte de um fluxo integrado de segurança e resposta a vulnerabilidades.

Dentre as ferramentas utilizadas, uma se destaca das demais: o Codex Security, lançado em março deste ano, um agente de IA que funciona como um “engenheiro de segurança automatizado.”

Ainda é possível citar a utilização do ChatGPT-5.5 para auxiliar no raciocínio rápido das informações recebidas, softwares de validação e patching e muito mais. Assim, cria-se um fluxo completo de deteção, validação, correção, e auditoria quanto às falhas de segurança.

Ou seja, o Daybreak não só acha o problema, como gerencia o ciclo inteiro de cibersegurança.

Foto de silhueta de hacker encapuzado
Cibercriminoso acessando um sistema – Imagem: iJeab/Shutterstock

Leia mais:

O lançamento do Daybreak, contudo, não é por acaso: ocorre apenas um mês depois do anúncio do Claude Mythos (da Anthropic), uma IA generativa a qual explora sistemas em busca de vulnerabilidades zero-day. Neste caso da Anthropic, entretanto, o produto não foi lançado ao público por ser “perigoso demais“; em vez disso, a empresa o compartilhou com alguns funcionários pertencentes à iniciativa Project Glasswing.

Semelhante ao projeto Claude Mythos, o software Daybreak reúne diferentes e avançados modelos de IA para trabalhar ‘em equipe’ por um mesmo propósito.

O Daybreak também incorpora modelos voltados especificamente para cibersegurança, como o GPT-5.5 com Trusted Access for Cyber e o GPT-5.5-Cyber, modelos especializados em análise de segurança e suporte a testes controlados, disponibilizados gradualmente para integração com parceiros selecionados.

A OpenAI informa ainda que vem colaborando com parceiros da indústria e do setor público, enquanto se prepara para disponibilizar modelos progressivamente mais avançados na área de segurança cibernética.

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OpenClaw: o que é, como lucrar com agentes de IA e por que a hospedagem VPS é essencial

A evolução dos Large Language Models (LLMs) mudou a forma como interagimos com a tecnologia, mas o próximo passo dessa revolução não está no chat, e sim na ação. O OpenClaw lidera essa transição. Anteriormente conhecido como Clawdbot e Moltbot, este agente de IA autônomo e open-source permite que modelos como Claude, GPT-4 e Gemini não apenas respondam perguntas, mas executem tarefas complexas de forma independente.

O que é o OpenClaw e por que ele é diferente?

O OpenClaw é uma estrutura de agente autônomo que conecta LLMs às ferramentas que você utiliza diariamente: sistemas de arquivos, calendários, e-mails, navegadores e terminais de comando. A grande diferença para um chatbot tradicional reside na proatividade e na capacidade de execução. Enquanto um chat convencional espera por um comando, o OpenClaw pode agir por agendamento através do seu heartbeat scheduler.

Com a atualização de março de 2026 (versão 1.4), a ferramenta introduziu um vetor de memória nativo. Isso garante memória persistente entre sessões, permitindo que o agente aprenda o contexto de longo prazo do usuário ou da empresa, um diferencial crítico para automações de alto nível. Com mais de 250 mil estrelas no GitHub, o projeto registrou o crescimento mais rápido na história da plataforma.

Funcionalidades principais e flexibilidade de modelos

A versatilidade do OpenClaw torna o projeto uma peça central para qualquer infraestrutura de automação moderna:

  • Agnóstico de modelo: Liberdade total para escolher o “cérebro” do agente. É possível utilizar APIs pagas ou rodar modelos locais via Ollama.
  • Integração nativa: Conecta-se diretamente ao WhatsApp, Telegram, Slack, Signal e Discord sem a necessidade de APIs intermediárias pagas.
  • ClawHub: Um marketplace oficial com mais de 1.700 skills (fluxos de trabalho) prontos para instalação, abrangendo desde gestão de e-commerce até triagem em saúde.
  • Execução de Shell e Browser: O agente pode navegar na web para coletar dados e executar comandos diretamente no terminal do servidor.
Openclaw – Imagem: Stockinq/Shutterstock.com

Como ganhar dinheiro com o OpenClaw: casos de uso práticos

A automação autônoma abre verticais de receita escaláveis para desenvolvedores, freelancers e agências. Abaixo, listamos as principais estratégias de monetização:

1. Serviços de automação para empresas

Pequenas e médias empresas carecem de integração entre seus sistemas de CRM e canais de atendimento. Configurar o OpenClaw para filtrar e-mails, gerar relatórios automáticos e atualizar bases de clientes permite cobrar taxas de implementação (setup) entre R$ 1.500 e R$ 4.000, além de um contrato mensal de manutenção (retainer) que varia de R$ 500 a R$ 1.500.

2. Qualificação de leads em escala

Um agente bem configurado substitui assistentes virtuais humanos na primeira triagem de leads via WhatsApp ou Telegram. O OpenClaw qualifica o potencial cliente, coleta briefings e entrega apenas os contatos prontos para o fechamento. Para uma empresa, isso representa uma economia drástica em relação a estruturas tradicionais de SDR (Sales Development Representative).

3. Fábrica de conteúdo e pesquisa

Redatores e agências de marketing podem multiplicar a produtividade. O agente assume a pesquisa de fontes, a criação de esboços e a adaptação de um único artigo para múltiplos formatos (LinkedIn, e-mail marketing, Twitter), permitindo que um profissional triplique sua entrega semanal sem abrir mão da revisão humana final.

4. Desenvolvimento e venda de Skills no ClawHub

Desenvolvedores podem criar automações verticais específicas e publicá-las no marketplace. Um portfólio de 3 a 5 skills bem estruturadas pode gerar uma renda recorrente de R$ 500 a R$ 5.000, dependendo da demanda e da complexidade da solução oferecida.

Segurança e a importância do isolamento em um VPS

O poder do OpenClaw exige responsabilidade técnica. Por ter acesso ao shell e ao sistema de arquivos, o agente deve ser tratado como uma aplicação crítica. Rodar essa estrutura em um computador pessoal ou de trabalho representa um risco desnecessário; qualquer vulnerabilidade em uma skill de terceiros poderia comprometer arquivos sensíveis.

A prática recomendada pela documentação oficial e por especialistas de segurança é o uso de um ambiente isolado. Ao hospedar o OpenClaw em um servidor privado virtual (VPS), o “raio de impacto” de qualquer incidente fica restrito ao servidor. Além disso, a execução contínua em uma máquina local exige que o computador fique ligado 24/7, sem garantias de uptime ou proteção robusta contra ataques de rede.

Openclaw
Openclaw – Imagem: Reprodução

Por que hospedar o OpenClaw em um VPS?

A escolha da infraestrutura separa um experimento instável de uma ferramenta de produção profissional. Os servidores virtuais privados, como é o caso do VPS da Hostinger, é o ambiente ideal para rodar o OpenClaw por diversos fatores técnicos:

Especificações técnicas e performance

O OpenClaw exige no mínimo 2GB de RAM, 2 núcleos de CPU e armazenamento rápido para lidar com o vetor de memória e a execução de comandos. Os planos de VPS oferecem SSDs NVMe e suporte ao Ubuntu 24.04, garantindo a estabilidade necessária para o agente operar sem latência.

Controle total e soberania de dados

Diferente de soluções de chatbot em nuvem proprietária, ao usar um VPS, você detém o controle absoluto. Os logs de conversas, tokens de API e memórias do agente residem no seu servidor. Nenhum dado passa por infraestruturas de terceiros, garantindo privacidade e conformidade.

Facilidade de gestão e custo fixo

O painel de controle do servidor facilita a configuração de firewalls e a instalação do Docker, ambiente onde o OpenClaw é implantado. O custo é previsível: com uma média de R$ 40 mensais, você evita as surpresas de faturas variáveis por volume de requisições, comuns em plataformas serverless.

A comunidade brasileira de desenvolvedores recomenda a Hostinger pelo suporte técnico em português e pela entrega de hardware de alto desempenho a um preço acessível para o mercado local.

Conclusão

O OpenClaw não é apenas mais uma ferramenta de IA; é um sistema operacional para a produtividade autônoma. Seja para otimizar seus próprios fluxos de trabalho ou para construir um novo braço de consultoria e serviços, a barreira de entrada nunca foi tão baixa.

Começar hoje significa garantir uma vantagem competitiva no mercado de automação. Ao escolher um VPS como base, você garante que seu agente tenha a segurança, o desempenho e a autonomia necessários para operar em nível profissional. O futuro da IA é autônomo, e ele começa no seu próprio servidor.

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Para entender o pagamento agêntico, siga uma transação

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Este é o primeiro de três artigos sobre comércio agêntico que publico aqui no NeoFeed nas próximas semanas. Antes de entrar no assunto, vale uma palavra sobre o que motivou a série e como ela se organiza. O tema ganhou tração editorial rápida nas últimas semanas. A Visa formalizou no Brasil o programa Visa Agentic […]

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Processo acusa ChatGPT de orientar ataque nos EUA

A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, está sendo processada pela viúva de uma das vítimas de um tiroteio em massa ocorrido no ano passado na Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos. Vandana Joshi acusa o chatbot de inteligência artificial (IA) de ter contribuído para o ataque que matou seu marido, Tiru Chabba.

De acordo com os promotores, o ChatGPT teria orientado Phoenix Ikner sobre qual local e horário poderiam resultar no maior número de vítimas, além de indicar qual tipo de arma e munição utilizar e se uma arma seria eficaz em curta distância.

OpenAI está sendo acusada de ter contribuído para ataque em universidade nos Estados Unidos – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Acusações e defesa da OpenAI

“A OpenAI sabia que isso aconteceria. Já aconteceu antes e era apenas uma questão de tempo até acontecer de novo”, afirmou Vandana Joshi em comunicado divulgado nesta segunda-feira (11). O ataque também deixou outras seis pessoas feridas.

Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, negou qualquer responsabilidade da empresa “nesse crime terrível”.

“Neste caso, o ChatGPT forneceu respostas factuais a perguntas com informações amplamente disponíveis em fontes públicas na internet e não incentivou nem promoveu atividade ilegal ou prejudicial”, declarou Pusateri em um e-mail enviado à Associated Press nesta segunda-feira (11).

Processo e investigação criminal

O processo foi apresentado no domingo (10) em um tribunal federal.

Phoenix Ikner responde por duas acusações de homicídio em primeiro grau e várias acusações de tentativa de homicídio pelo ataque ocorrido em abril de 2025 no campus da universidade, em Tallahassee, capital da Flórida. Os promotores pretendem pedir a pena de morte, enquanto Ikner se declarou inocente.

Separadamente, em abril, a procuradora-geral da Flórida informou que havia uma rara investigação criminal envolvendo o ChatGPT para apurar se o aplicativo ofereceu orientações a Ikner.

Em comunicado divulgado por seu advogado, Joshi afirmou que a OpenAI “colocou seus lucros acima da nossa segurança, e isso matou meu marido. Eles precisam ser responsabilizados antes que outra família passe por isso”.

Casos contra empresas de tecnologia

Diversos processos civis já pediram indenizações contra empresas de tecnologia e inteligência artificial pelo impacto de chatbots e redes sociais na saúde mental de usuários.

Em março, um júri em Los Angeles considerou a Meta e o YouTube responsáveis por danos causados a crianças que utilizavam seus serviços.

Já no Novo México, um júri concluiu que a Meta prejudicou conscientemente a saúde mental de crianças e ocultou o que sabia sobre exploração sexual infantil em suas plataformas.

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Google intercepta primeiro ataque zero-day criado com IA

O Google anunciou ter identificado e bloqueado pela primeira vez um exploit zero-day desenvolvido com auxílio de inteligência artificial (IA).

Segundo o Google Threat Intelligence Group (GTIG), “atores proeminentes de crimes cibernéticos” planejavam usar a vulnerabilidade para um “evento de exploração em massa” que permitiria contornar a autenticação de dois fatores em uma ferramenta de administração de sistemas web de código aberto não identificada.

Os pesquisadores do Google encontraram indícios no script Python usado no exploit que indicavam assistência de IA, incluindo um “score CVSS alucinado” e formatação “estruturada e didática” consistente com dados de treinamento de modelos de linguagem. O exploit explora “uma falha lógica semântica de alto nível onde o desenvolvedor codificou uma suposição de confiança” no sistema 2FA da plataforma.

A descoberta ocorre após semanas de preocupações sobre as capacidades de modelos de IA focados em cibersegurança, como o Mythos, da Anthropic, e uma vulnerabilidade Linux recentemente divulgada que foi descoberta com assistência de inteligência artificial.

Exploit explora “uma falha lógica semântica de alto nível onde o desenvolvedor codificou uma suposição de confiança” no sistema 2FA da plataforma – Imagem: DC Studio/Shutterstock

Leia mais:

Primeira evidência de IA em ataques cibernéticos

  • Esta é a primeira vez que o Google encontrou evidências de que IA estava envolvida em um ataque desse tipo, embora os pesquisadores observem que “não acreditam que o Gemini foi usado“;
  • O Google afirma ter conseguido “interromper” este exploit específico, mas também diz que hackers estão cada vez mais usando inteligência artificial para encontrar e explorar vulnerabilidades de segurança;
  • O relatório também menciona a IA como alvo de atacantes, afirmando que “o GTIG observou adversários cada vez mais direcionando os componentes integrados que concedem utilidade aos sistemas de inteligência artificial, como habilidades autônomas e conectores de dados de terceiros”;
  • O documento do Google detalha ainda como hackers estão usando “jailbreaking direcionado por persona” para fazer a IA encontrar vulnerabilidades de segurança, como um exemplo de prompt que instrui a IA a fingir ser um especialista em segurança;
  • Os hackers também estão alimentando modelos de IA com repositórios inteiros de dados de vulnerabilidades e usando OpenClaw de maneiras que sugerem “interesse em refinar payloads gerados por IA dentro de configurações controladas para aumentar a confiabilidade do exploit antes da implantação”.

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Corrida das IAs: gigante japonesa aposta em bateria para data centers

Recentemente, a SoftBank Corp. anunciou a expansão de sua divisão de telecomunicações e infraestrutura digital para atender à crescente demanda por datacenters de inteligência artificial. A empresa pretende desenvolver soluções de software e hardware voltadas à oferta de computação em nuvem para IA e sistemas de armazenamento de energia em larga escala, incluindo baterias industriais para alimentação de datacenters.

Intitulada “Neoclaud”, a nova infraestrutura é designada para o treinamento de inteligência artificial no Japão, onde a empresa comercializa pacotes de telecomunicação. A companhia também compartilhou sobre sua parceria com as empresas sul-coreanas Cosmos Lab e DeltaX para desenvolver baterias em sua fábrica em Osaka, a partir do próximo ano fiscal.

A decisão de entrar no mercado de IA e baterias faz parte de uma estratégia de longo prazo para aumentar a relevância da SoftBank em meio ao boom da inteligência artificial.

Para quem tem pressa:

  • Gigante de tecnologia japonesa, SoftBank, dá início ao plano de aumentar sua relevância no mercado de inteligência artificial;
  • A empresa deseja fornecer serviços de software e hardware para alimentar as distintas demandas de datacenters;
  • Dentre os itens pretendidos, encontram-se computação em nuvem e baterias de larga escala.

SoftBank e sua estratégia para entrar na corrida da IA

Datacenters de uma empresa (Reprodução: basiczto/Shutterstock)

A SoftBank deseja construir um sistema de armazenamento de energia em larga escala, o equivalente a um gigawatt-hora por ano. Se bem-sucedido, o feito classificará o sistema como um dos maiores de todo o Japão, segundo a Bloomberg.

Dentre os clientes em potencial para a compra de baterias, estão empresas que fornecem redes elétricas, complexos industriais e residenciais. A SoftBank não descarta a possibilidade de expandir os negócios para outro país.

Outro objetivo, ainda que mais distante, é incluir a empresa no setor de fabricação de servidores para inteligência artificial, mas ainda não há uma confirmação definitiva.

A área de telecomunicações estima registar um crescimento de 5,5% no lucro operacional neste exercício fiscal, impulsionado principalmente pela elevação dos preços dos serviços móveis, pelos aportes em infraestrutura voltada à inteligência artificial e pela disputa cada vez mais intensa entre as operadoras na conquista de grandes contratos corporativos.

Fachada do Softbank com várias pessoas passando em frente
SoftBank possui lojas físicas de eletrônicos no Japão – Saranya Phu akat/Shutterstock

Leia mais:

A companhia pretende investir cerca de ¥1 trilhão (US$ 6,4 bilhões) em projetos ligados à IA até março de 2029, com foco em estruturas como data centers e soluções de armazenamento energético.

Em paralelo, a empresa vem conduzindo uma ampla modernização de sua rede móvel no Japão, buscando prepará-la para a demanda de dispositivos baseados em inteligência artificial, incluindo sistemas automatizados utilizados em centros de distribuição e operações logísticas.

Além disso, de acordo com o comunicado oficial da SoftBank Corp., a empresa traça uma mudança estratégica relevante: deixar de atuar apenas como operadora de telecomunicações para se transformar em uma fornecedora de infraestrutura voltada à inteligência artificial em larga escala.

Essa transição envolve a combinação de serviços em nuvem com processamento acelerado por GPUs, tecnologias de computação na borda da rede e uma camada de software centralizada responsável por coordenar data centers de IA.

A proposta se baseia em uma rede distribuída, na qual a própria infraestrutura nacional de telecomunicações é utilizada para aproximar o poder de processamento dos usuários finais. Com isso, busca-se diminuir o tempo de resposta dos sistemas e aumentar a estabilidade das aplicações de inteligência artificial.

Outro elemento central do projeto é a automação da gestão de recursos computacionais. A ideia é que a infraestrutura consiga redistribuir sua capacidade de forma flexível entre serviços de rede e tarefas de IA, levando em conta fatores como demanda em tempo real, eficiência energética e disponibilidade de equipamentos.

Como parte dessa transformação, a empresa também desenvolve uma plataforma unificada de software capaz de integrar desde o gerenciamento de GPUs até o controle de redes e aplicações complexas de inteligência artificial, com o objetivo de tornar mais simples a operação de sistemas altamente distribuídos.

A SoftBank Corp. também vem fortalecendo parcerias estratégicas com outras companhias do setor para acelerar a criação de redes preparadas para suportar aplicações de IA em tempo real, especialmente em áreas como robótica e automação industrial.

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Brasil é destaque no uso avançado de IA no trabalho, segundo Microsoft

O Brasil aparece entre os países mais avançados na adoção prática de inteligência artificial no ambiente corporativo, segundo o Work Trend Index 2026, estudo divulgado pela Microsoft neste mês. A pesquisa aponta que o país tem proporcionalmente mais profissionais considerados “de fronteira” no uso de IA do que mercados como Estados Unidos, Japão e Índia.

De acordo com o relatório, 27% dos trabalhadores brasileiros que utilizam IA já atuam em níveis considerados avançados pela empresa. Esse grupo reúne profissionais capazes de automatizar fluxos de trabalho com agentes de IA, criar sistemas multiagentes, reformular rotinas e identificar processos repetitivos que podem ser automatizados.

Além disso, esses usuários também ajudam a estabelecer padrões internos para o uso da tecnologia dentro das equipes. Globalmente, os chamados “Frontier Professionals” representam, em média, 16% dos usuários de IA.

A pesquisa foi baseada em trilhões de sinais de produtividade anonimizados do Microsoft 365, além de entrevistas com 20 mil trabalhadores em dez países.

Outro dado que colocou o Brasil em destaque foi a velocidade da transformação no cotidiano profissional. Segundo o estudo, 72% dos brasileiros afirmam desempenhar hoje atividades que não realizavam há um ano por causa da inteligência artificial. A média global é de 58%.

Entre os profissionais classificados como mais avançados no uso da tecnologia, esse índice chega a 80%.

Relatório da Microsoft analisa impacto da IA no mercado de trabalho ao redor do mundo – Imagem: gguy/Shutterstock

Adoção de IA: profissionais x empresas

O levantamento sugere que parte dessa aceleração pode estar relacionada à pressão sentida pelos trabalhadores diante do avanço da IA. No Brasil, quase 80% afirmam temer ficar para trás caso não aprendam rapidamente a utilizar essas ferramentas no trabalho. No cenário global, esse percentual é de 65%.

Apesar do avanço no uso da tecnologia, a pesquisa indica que as empresas ainda não acompanham o mesmo ritmo de transformação. A Microsoft afirma existir um descompasso crescente entre aquilo que os profissionais já conseguem fazer com IA e o quanto as organizações estão preparadas para sustentar essa mudança do ponto de vista estrutural.

Segundo o relatório, os fatores organizacionais (como cultura corporativa, apoio da liderança e gestão de talentos) têm impacto mais do que duas vezes maior no sucesso da adoção da IA do que fatores individuais. A influência institucional representa 67% do impacto total, enquanto aspectos ligados ao comportamento e mentalidade dos trabalhadores respondem por 32%.

Para a empresa, o principal gargalo deixou de ser falta de habilidade técnica dos funcionários e passou a ser a capacidade das organizações de redesenhar o trabalho para incorporar a inteligência artificial.

O estudo também aponta uma mudança na forma como a IA está sendo utilizada dentro das empresas. Em vez de substituir pensamento crítico, a tecnologia estaria assumindo tarefas operacionais e liberando profissionais para funções mais estratégicas.

Uma análise de mais de 100 mil interações no Microsoft 365 Copilot mostrou que 49% das conversas envolvendo IA estão relacionadas a trabalho cognitivo, incluindo análise de informações, resolução de problemas, avaliação e criatividade. Nesse contexto, as habilidades humanas consideradas mais importantes passam a ser justamente aquelas ligadas à supervisão da própria IA.

Segundo os entrevistados, as competências mais valorizadas em um ambiente cada vez mais automatizado são o controle de qualidade das respostas geradas pela IA, citado por 50% dos participantes, e o pensamento crítico, apontado por 46%.

Relatório Anual do Índice de Tendências de Trabalho de 2026 da Microsoft
Principal impacto da IA no mercado de trabalho é em fatores organizacionais, como cultura corporativo, gestão e gerenciamento de talentos – Imagem: Relatório Anual do Índice de Tendências de Trabalho de 2026 da Microsoft

IA torna ambiente de trabalho mais inseguro

O relatório também identificou um conflito crescente dentro das empresas: embora exista pressão para acelerar a adoção da inteligência artificial, muitos profissionais ainda sentem receio de transformar radicalmente seus processos de trabalho.

Globalmente, 45% afirmam que ainda consideram mais seguro manter o foco nas metas atuais do que reformular completamente suas rotinas em torno da IA.

Além disso, o reconhecimento corporativo pela reinvenção ainda parece limitado. No Brasil, apenas 16% dos profissionais dizem ser recompensados por usar IA para transformar sua forma de trabalhar e gerar mais resultados. Na média global, esse índice cai para 13%.

Outro ponto destacado pela Microsoft é o crescimento acelerado do uso de agentes de IA dentro do ecossistema Microsoft 365. O número dessas ferramentas aumentou 15 vezes em um ano e chegou a crescer 18 vezes nas grandes empresas.

Segundo a companhia, as organizações mais avançadas não estão apenas adotando inteligência artificial, mas redesenhando completamente a forma como o trabalho é executado.

O relatório conclui que as empresas mais competitivas serão aquelas capazes de transformar aprendizado contínuo em parte central da operação, utilizando IA não apenas como ferramenta de produtividade, mas como base para novos modelos organizacionais.

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Pesquisadores acham um jeito de fazer IA admitir quando não tem certeza de algo

Pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST) desenvolveram um método de treinamento que reduz a superconfiança da inteligência artificial (IA).

O estudo, publicado na revista Nature Machine Intelligence, identifica que a inicialização aleatória padrão das redes neurais é a causa primária de respostas imprecisas ou fabricadas.

A equipe liderada pelo professor Se-Bum Paik introduziu uma estratégia de “aquecimento” inspirada no desenvolvimento neurobiológico. O processo ajusta a incerteza do modelo antes do aprendizado com dados reais. Isso garante que a confiança do sistema esteja alinhada com a sua precisão.

Estratégia de ‘aquecimento’ com ruído aleatório corrige viés de incerteza em redes neurais

No novo método, as redes neurais são treinadas brevemente com ruído e rótulos aleatórios antes da exposição a dados reais. 

Essa etapa mimetiza a atividade neural espontânea que ocorre no cérebro humano. Ela gera sinais sem entrada externa para formar circuitos antes do nascimento. O objetivo é fazer com que a IA aprenda o estado de “não saber nada” para calibrar suas previsões futuras.

Redes neurais são treinadas brevemente com ruído e rótulos aleatórios antes da exposição a dados reais no método criado pelos pesquisadores – Imagem: Faizal Ramli/Shutterstock

Modelos convencionais exibem alta confiança em previsões incorretas já na fase de inicialização, o que propaga erros durante o treinamento. 

Segundo a pesquisa, essa característica é um fator para a ocorrência de alucinações em IAs generativas, nas quais informações falsas são produzidas de forma plausível. 

Com o “aquecimento”, a confiança inicial é mantida em níveis baixos, próximos ao acaso, para conteúdos desconhecidos.

“Este estudo demonstra que, ao incorporar princípios fundamentais do desenvolvimento cerebral, a IA pode reconhecer seu próprio estado de conhecimento de uma forma mais semelhante à dos humanos”, disse o professor Se-Bum Paik, em comunicado.

Isso é importante porque ajuda a IA a entender quando está incerta ou pode estar enganada, e não apenas a melhorar a frequência com que fornece a resposta correta.

professor Se-Bum Paik, líder da equipe que fez a pesquisa

Essa técnica se mostrou eficaz na hora de detectar informações estranhas (ou seja, dados que não se encaixam no que o sistema tinha aprendido).

Em outras palavras, as redes neurais treinadas com essa abordagem ficaram habilidosas em identificar o que nunca viram antes. Isso garante uma solução confiável para aplicações no mundo real.

Onde podemos ver isso em ação? Em carros que dirigem sozinhos, no suporte a diagnósticos médicos e na IA generativa (aquela capaz de gerar conteúdo).

O trabalho foi conduzido por Jeonghwan Cheon, estudante de mestrado no Departamento de Ciências Cognitivas e do Cérebro do KAIST. A pesquisa contou com suporte da Fundação Nacional de Pesquisa da Coreia e do Programa de Pesquisa de Professores Singulares do KAIST.

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