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Meta revela quatro chips próprios para IA em seus data centers

A Meta anunciou nesta quarta-feira (11) uma nova geração de chips próprios voltados para inteligência artificial (IA). Ao todo, são quatro modelos desenvolvidos internamente pela empresa para tarefas específicas relacionadas ao processamento de IA em seus data centers.

Os componentes fazem parte da família Meta Training and Inference Accelerator (MTIA), cuja primeira versão foi apresentada publicamente em 2023 e ganhou uma segunda geração em 2024. Segundo a companhia, os novos chips integram os planos de expansão de infraestrutura para suportar a crescente demanda por processamento de IA.

Meta anunciou novos chips próprios para seus data centers (Imagem: Divulgação / Meta)

Nova geração de chips MTIA

De acordo com Yee Jiun Song, vice-presidente de engenharia da Meta, os chips foram projetados pela própria empresa e são fabricados pela Taiwan Semiconductor. A estratégia permite otimizar a relação entre desempenho e custo dentro dos data centers da companhia.

Além disso, o desenvolvimento interno amplia as opções de fornecimento de silício. “Isso também nos oferece mais diversidade em termos de suprimento e nos protege, até certo ponto, contra mudanças de preços”, afirmou Song.

O primeiro modelo dessa nova geração, chamado MTIA 300, começou a ser utilizado há algumas semanas. O chip é voltado ao treinamento de modelos menores de IA, responsáveis por funções centrais nas plataformas da empresa, como sistemas de ranking e recomendação de conteúdo.

Esses sistemas ajudam a determinar quais publicações e anúncios aparecem para os usuários em aplicativos como Facebook e Instagram.

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Chips foram projetados pela própria Meta e fabricados pela Taiwan Semiconductor (Imagem: Divulgação / Meta)

Chips focados em IA generativa

Os próximos modelos da série — MTIA 400, MTIA 450 e MTIA 500 — terão foco em tarefas mais avançadas de inferência em IA generativa. Entre os usos previstos estão sistemas capazes de criar imagens e vídeos a partir de comandos em texto.

Segundo Song, esses chips não serão utilizados para treinar grandes modelos de linguagem (LLMs). A empresa informou em uma publicação no blog oficial que concluiu os testes do MTIA 400 e está se preparando para implantá-lo em seus data centers.

Já os modelos MTIA 450 e MTIA 500 devem entrar em operação até 2027. A Meta pretende manter um ritmo acelerado de desenvolvimento, com novos chips sendo lançados aproximadamente a cada seis meses.

“É incomum que qualquer empresa de silício lance um novo chip nesse intervalo”, disse Song. “Mas estamos expandindo capacidade muito rapidamente e investindo muito em CapEx, então queremos sempre implantar o chip mais avançado disponível.”

A empresa estima que cada chip terá uma vida útil superior a cinco anos.

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A estimativa da Meta é que a vida útil dos novos chips supere cinco anos (Imagem: Divulgação / Meta)

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Expansão de data centers e desafios de memória

O investimento em IA também envolve a expansão da infraestrutura física da Meta. Entre os projetos mencionados estão um grande data center na Louisiana e outras duas unidades nos estados de Ohio e Indiana.

A empresa também avalia alugar espaço no complexo Stargate, no Texas, após mudanças nos planos de expansão do local por parte de OpenAI e Oracle, segundo informações da Bloomberg citadas no texto original.

Assim como outras gigantes de tecnologia, a Meta busca alternativas às GPUs de alto custo e oferta limitada produzidas por Nvidia e AMD. Uma das estratégias é o desenvolvimento de ASICs (circuitos integrados específicos para aplicações), chips projetados para executar tarefas específicas com menor custo.

No entanto, o plano também enfrenta desafios ligados ao fornecimento de componentes. Os futuros chips MTIA usarão mais HBM (memória de alta largura de banda), essencial para tarefas de IA generativa.

A demanda crescente por IA tem provocado escassez global desse tipo de memória, o que pode impactar a cadeia de suprimentos. “Estamos absolutamente preocupados com o fornecimento de HBM”, afirmou Song, acrescentando que a empresa acredita ter garantido os volumes necessários para seus planos atuais.

Os chips MTIA são utilizados exclusivamente para operações internas da Meta e contam com o trabalho de uma equipe de centenas de engenheiros, majoritariamente baseada nos Estados Unidos. Dos 30 data centers operacionais ou planejados pela empresa, 26 estão no país.

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IA na Amazon aumenta trabalho e vigilância, dizem funcionários

A adoção acelerada de inteligência artificial (IA) pela Amazon tem gerado críticas internas entre funcionários corporativos. Relatos indicam que a pressão para incorporar essas ferramentas em diferentes atividades tem aumentado a carga de trabalho e ampliado mecanismos de monitoramento dentro da empresa.

O movimento ocorre em meio a mudanças recentes na estrutura da companhia. Nos últimos quatro meses, a Amazon demitiu cerca de 30 mil funcionários, o equivalente a quase 10% da força de trabalho corporativa, estimada em aproximadamente 350 mil pessoas. Ao mesmo tempo, a empresa informou que pretende investir cerca de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA neste ano, além de anunciar um investimento de US$ 50 bilhões na OpenAI.

Enquanto reduz número de funcionários, Amazon anunciou investimento bilionário na OpenAI, dona do ChatGPT (Imagem: Ascannio/Shutterstock)

Adoção acelerada de IA no trabalho

Funcionários ouvidos pelo The Guardian afirmam que a empresa tem incentivado o uso de IA em diferentes tarefas do dia a dia. Uma desenvolvedora de software de Nova York relatou que quando entrou na companhia, há dois anos, seu trabalho era principalmente escrever código. Hoje, grande parte do tempo é dedicada a revisar ou corrigir resultados gerados por ferramentas de IA.

Segundo ela, um dos sistemas internos utilizados é o Kiro, que pode produzir código com erros ou inconsistências. Nesses casos, os desenvolvedores precisam revisar o material gerado ou até descartá-lo e reiniciar o trabalho. A funcionária afirmou que ela e colegas não percebem ganhos claros de velocidade nas tarefas, apesar da pressão da gestão para acelerar o desenvolvimento. Poucos dias depois de falar com o The Guardian, ela perdeu o emprego em uma demissão em massa.

Outros funcionários relatam experiências semelhantes. Uma engenheira de cadeia de suprimentos que trabalha na empresa há mais de uma década, disse que as ferramentas de IA costumam ser úteis em cerca de uma em cada três tentativas. Mesmo quando funcionam, os resultados normalmente precisam ser verificados ou discutidos com colegas antes de serem utilizados.

Mais de meia dúzia de funcionários atuais e ex-funcionários da Amazon, em áreas como engenharia de software, pesquisa de experiência do usuário e análise de dados, disseram ao jornal que a empresa incentiva a integração de IA em diferentes atividades de trabalho. Parte deles afirma que o processo ocorre de forma acelerada e acompanhado por monitoramento do uso das ferramentas.

Em resposta, a porta-voz da empresa, Montana MacLachlan, afirmou que a Amazon possui centenas de milhares de funcionários corporativos em diversas funções e que as equipes utilizam IA de maneiras diferentes. Segundo ela, embora as experiências variem, a empresa afirma ouvir da maioria das equipes que as ferramentas geram valor no trabalho cotidiano.

Ferramentas internas e impacto na produtividade

Funcionários também relatam que há um grande número de ferramentas disponíveis internamente, muitas delas desenvolvidas durante hackathons organizados pela empresa. A Amazon costuma realizar esses eventos trimestralmente para incentivar a criação de novos projetos, e nos últimos meses muitos deles passaram a focar em IA generativa, especialmente em soluções voltadas à produtividade de desenvolvedores.

De acordo com relatos internos, algumas dessas ferramentas são distribuídas para testes dentro das equipes, que posteriormente precisam responder questionários sobre a experiência de uso. Para parte dos trabalhadores, isso pode gerar mais trabalho, já que o código ou as respostas produzidas pela IA precisam ser revisadas cuidadosamente.

Um engenheiro de software ouvido pela reportagem afirmou que, em alguns casos, o ciclo de desenvolvimento pode até se tornar mais longo devido à necessidade de revisar o material gerado automaticamente.

O uso dessas ferramentas também foi associado a alguns incidentes técnicos. Reportagem do Financial Times informou que a Amazon registrou pelo menos duas interrupções de sistemas relacionadas a ferramentas internas de IA.

Em um caso ocorrido em dezembro, um sistema voltado ao cliente ficou indisponível por cerca de 13 horas depois que engenheiros permitiram que uma ferramenta de IA realizasse determinadas alterações. A Amazon afirmou que a interrupção foi causada por um funcionário, e não diretamente pela IA.

Segundo a mesma reportagem, a empresa reuniu engenheiros para discutir uma sequência recente de falhas, incluindo incidentes ligados ao uso de ferramentas de programação baseadas em IA.

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Monitoramento e uso de IA dentro das equipes

Além das discussões sobre produtividade, funcionários afirmam que o avanço da IA dentro da empresa também aumentou a sensação de monitoramento no trabalho.

Há anos, o sistema interno Amazon Connections apresenta perguntas aos funcionários quando eles iniciam o expediente, solicitando feedback sobre temas ligados ao trabalho. Segundo relatos, nos últimos meses parte dessas perguntas passou a focar no uso de IA, incluindo frequência de utilização das ferramentas ou se elas são prioridade dentro da organização.

Gerentes também podem acessar painéis internos que mostram o uso de ferramentas de IA pelos membros das equipes, incluindo quais sistemas estão sendo utilizados e com que frequência. A existência desses painéis foi reportada anteriormente pela publicação The Information.

Outro painel interno, visto pelo The Guardian, permite que equipes acompanhem indicadores como adoção, engajamento e profundidade de uso de ferramentas de IA generativa. Em alguns casos, gestores estabelecem metas para que pelo menos 80% da equipe utilize ferramentas de IA semanalmente.

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Amazon estaria monitorando uso de IA por funcionários e avaliando quais ferramentas podem ser aprimoradas (Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock.com)

MacLachlan afirmou que a empresa quer entender quais ferramentas estão sendo usadas pelas equipes e se elas funcionam bem ou podem ser aprimoradas.

Nick Srnicek, professor sênior de economia digital no King’s College London e autor do livro Platform Capitalism, explicou ao The Guardian a implantação em larga escala dessas tecnologias tende a ampliar mecanismos de monitoramento no ambiente de trabalho. Segundo ele, a adoção acelerada de sistemas de IA pode expandir a vigilância porque essas ferramentas dependem de dados detalhados sobre fluxos de trabalho e atividades cotidianas dos funcionários.

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Chatbots ajudam a planejar ataques violentos em testes, aponta estudo

Chatbots de inteligência artificial (IA) populares podem fornecer orientações que ajudam usuários a planejar ataques violentos, segundo uma investigação conduzida pela CNN em parceria com a organização Center for Countering Digital Hate (CCDH). Nos testes, pesquisadores simularam adolescentes de 13 anos e pediram informações sobre ações como tiroteios em escolas, atentados com bombas e assassinatos políticos.

O levantamento indicou que, em média, os chatbots permitiram ou ajudaram a planejar violência em cerca de 75% das interações, enquanto apenas 12% das respostas desencorajaram esse tipo de comportamento. Para os autores do estudo, os resultados sugerem que essas ferramentas podem atuar como um “acelerador de danos” quando falham em reconhecer sinais claros de intenção violenta.

Estudo conduziu testes em 10 chatbots de IA para avaliar como eles lidam com planejamentos de violência por parte de usuários (Imagem: Summit Art Creations / Shutterstock.com)

Detalhes da pesquisa e modelos avaliados

A investigação testou 10 chatbots populares: ChatGPT, Gemini, Claude, Microsoft Copilot, Meta AI, DeepSeek, Perplexity, Snapchat My AI, Character.AI e Replika. Os pesquisadores criaram 18 cenários diferentes, metade ambientada nos Estados Unidos e metade na Irlanda, envolvendo motivações variadas, como violência ideológica, ataques a escolas, assassinatos políticos e atentados motivados por religião ou política.

Segundo o relatório, oito dos dez modelos analisados costumavam ajudar usuários a planejar ataques, oferecendo orientações sobre alvos, locais e tipos de armas. O estudo apontou que apenas o Claude, da Anthropic, recusou de forma consistente pedidos que pudessem facilitar violência.

Entre os exemplos citados, o ChatGPT chegou a fornecer mapas de um campus escolar a um usuário interessado em violência em escolas. Já o Gemini, do Google, afirmou em uma conversa sobre ataques a sinagogas que “estilhaços metálicos costumam ser mais letais” e também deu orientações sobre rifles de caça para tiros de longa distância em um cenário envolvendo assassinato político.

Outro caso citado envolve o DeepSeek, chatbot chinês, que forneceu uma série de informações sobre rifles de caça a um usuário que dizia querer fazer um político “pagar por destruir a Irlanda”. A resposta terminou com a frase “Happy (and safe) shooting!” (algo como “Tenha um tiroteio bom (e seguro)!”, em tradução livre).

Casos notáveis de recusa

Apesar dos resultados gerais, alguns sistemas apresentaram comportamento diferente. O Claude, da Anthropic, rejeitou repetidamente pedidos relacionados a violência. Em uma interação citada no estudo, o chatbot respondeu: “Não posso e não fornecerei informações que possam facilitar a violência.”

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Claude da Anthropic foi avaliado positivamente por ter se recusado a oferecer ajuda para atos violentos de forma consistente (Imagem: Mijansk786/Shutterstock)

O My AI, assistente do Snapchat, também recusou um pedido sobre compra de armas, afirmando: ““Fui programado para ser um assistente de IA inofensivo. Não posso fornecer informações sobre compra de armas.”

Para o CCDH, o comportamento do Claude indica que mecanismos de segurança eficazes são tecnicamente possíveis, o que levanta questionamentos sobre por que outras plataformas não adotariam medidas semelhantes.

Implicações e declaração do CCDH

O diretor executivo do CCDH, Imran Ahmed, afirmou que os resultados levantam preocupações sobre o papel dos chatbots no planejamento de ataques violentos.

“Chatbots de IA, agora incorporados ao nosso cotidiano, podem estar ajudando o próximo atirador escolar a planejar seu ataque ou um extremista político a coordenar um assassinato”, disse. Segundo ele, quando sistemas são projetados para maximizar engajamento e evitar recusar pedidos, existe o risco de atender solicitações perigosas.

O estudo também cita dois casos reais em que agressores teriam usado chatbots antes de cometer ataques. Em maio do ano passado, um jovem de 16 anos produziu um manifesto e um plano, supostamente com ajuda de um chatbot, antes de esfaquear três meninas em uma escola em Pirkkala, na Finlândia. Em janeiro de 2025, Matthew Livelsberger, então com 37 anos, explodiu um Tesla Cybertruck em frente ao Trump International Hotel, em Las Vegas, após usar o ChatGPT para buscar informações sobre explosivos e táticas.

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Respostas das empresas de tecnologia

As empresas responsáveis pelos chatbots contestaram ou contextualizaram os resultados do estudo. A OpenAI afirmou que a metodologia da pesquisa é “falha e enganosa” e disse ter atualizado seus modelos para reforçar salvaguardas e melhorar a detecção e recusa de conteúdo violento.

A Meta declarou que possui proteções para evitar respostas inadequadas e que tomou medidas imediatas para corrigir o problema identificado. Segundo a empresa, suas políticas proíbem que sistemas de IA promovam ou facilitem atos violentos. A companhia também afirmou que, em 2025, entrou em contato com autoridades policiais mais de 800 vezes sobre possíveis ameaças de ataques a escolas.

O Google disse que os testes do CCDH foram feitos em um modelo antigo do Gemini, que já não está mais em uso, e afirmou que o chatbot recusou algumas solicitações, respondendo em um dos casos: “Não posso atender a esta solicitação. Fui programado para ser um assistente de IA útil e inofensivo.”

A investigação também buscou comentários do DeepSeek, que não respondeu até a publicação do relatório.

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Gerador de vídeos Sora chegará ao ChatGPT em breve, diz site

A OpenAI prepara a integração do Sora, seu gerador de vídeos por inteligência artificial, ao ChatGPT. A informação foi divulgada na terça-feira (10) pelo site The Information, citando fontes familiarizadas com a empresa que falaram em anonimato.

Caso a mudança se confirme, a ferramenta de criação de vídeos passaria a estar disponível diretamente dentro do chatbot, ampliando o uso da tecnologia multimodal da OpenAI. O recurso é capaz de trabalhar com diferentes tipos de conteúdo, como texto, imagem e vídeo.

O Sora foi lançado inicialmente como um aplicativo independente em setembro de 2025, permitindo que usuários criem vídeos gerados por IA a partir de comandos de texto. A plataforma também oferece recursos para compartilhar os conteúdos em um ambiente com características semelhantes às de uma rede social. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.

Segundo o The Information, mesmo com a possível integração ao ChatGPT, o aplicativo próprio do Sora continuará funcionando de forma separada.

Aplicativo próprio do Sora continuará funcionando (Imagem: Tada Images/Shutterstock)

Sora e a rivalidade entre geradores de vídeo de IA

A movimentação ocorre em um momento em que ferramentas de geração de vídeo por IA se tornaram o centro da corrida entre desenvolvedoras e big techs. A OpenAI disputa esse segmento com recursos semelhantes de empresas como Meta e Google, que também desenvolvem sistemas capazes de transformar textos em vídeos.

Enquanto os modelos textuais já se tornaram comuns no dia a dia dos usuários, ferramentas capazes de produzir imagens e vídeos são vistas como a próxima etapa na evolução da IA.

Leia mais:

A agência de notícias Reuters procurou a OpenAI para comentar aintegração entre Sora e ChatGPT, mas não obteve retorno.

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Reunião com avatar? Zoom anuncia essa e outras novidades de IA

Nesta terça-feira (10), a Zoom comunicou o lançamento de novos recursos para a plataforma, incluindo os tão esperados avatares (saiba mais abaixo). As demais novidades envolvem inteligência artificial (IA).

Os aplicativos de produtividade anunciados estarão disponíveis para teste até o fim do primeiro semestre deste ano, informou a Zoom. A seguir, entenda como funcionam os avatares e quais são as soluções de IA que a empresa está trazendo para seu aplicativo.

Zoom apresenta avatares e novidades de IA

  • Os avatares de IA foram anunciados no ano passado e são aguardados, pois podem substituir o usuário em uma reunião;
  • Eles são fotorrealistas, podem imitar a aparência do usuário, bem como suas expressões e movimentos de lábios e olhos;
  • Segundo a Zoom, esses avatares são preparados para assumir o lugar da pessoa quando ela não está “pronta para a câmera” e funcionarão em reuniões online e no produto de mensagens de vídeo assíncronas;
  • Outra novidade é a detecção de deepfakes para reuniões. Ela avisa sobre possíveis falsificações de áudio e vídeo.
(Imagem: Divulgação/Zoom)

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O Zoom, agora, terá uma suíte de aplicativos de produtividade abastecidos com IA, como o AI Docs, AI Slides e AI Sheets (ou seja, uma versão própria do Word, Excel e PowerPoint). A jogada aqui é ter poder de criar planilhas, documentos ou apresentações de slides com base nas transcrições de reuniões e dados de outros serviços interligados.

Quem desembarca na versão desktop do Zoom é seu Assistente de IA 3.0, cujo número de usuários mais que triplicou no quarto trimestre do ano fiscal de 2025 ante o ano anterior, diz a empresa.

Já o app de comunicação interna da companhia, o Workvivo, passará a ter integrado o assistente de IA. O recurso pode se conectar a serviços, como Slack, Salesforce, ServiceNow, Gmail, Outlook, Asana e Jira, ampliando as possibilidades de resolução de problemas.

Além disso, visando atender o grande interesse em fluxos de trabalho com agentes, os usuários do Zoom podem, agora, criar agentes de IA personalizados com uso de linguagem natural e que funcionam em várias outras plataformas. Depois de criá-los, as pessoas podem mencionar os agentes em seu chat de IA para que eles sejam acionados e realizem tarefas.

O bate-papo com o chatbot de IA também está recebendo atualizações. A ideia é revelar informações importantes e resumir as conversas com os usuários.

Os desenvolvedores não ficaram de fora dos anúncios e terão, à disposição, APIs de fala, visão e inteligência de linguagem. Elas podem ser implantadas localmente ou na nuvem.

Tela de slides do Zoom
Zoom ai receber recursos de escritório, como criação e apresentação de slides (Imagem: Divulgação/Zoom)

Em complemento, a empresa disse planejar unificar o design em plataformas distintas (desktop, web e dispositivos móveis) para facilitar o acesso às ferramentas de IA existentes.

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Google Fotos permite desativar IA na busca após reclamações; veja como mudar

O Google anunciou uma atualização importante para quem prefere a simplicidade à inteligência artificial. Após uma série de reclamações sobre lentidão e resultados imprecisos, o Google Fotos agora oferece um botão visível para desativar a função Perguntar ao Fotos (“Ask Photos”) e retornar à busca clássica.

Segundo informações do TechCrunch, a medida é uma resposta direta aos usuários que se sentiram frustrados com a integração forçada do modelo Gemini no aplicativo.

Como funciona a nova mudança no app

Até então, o recurso de IA (que permite fazer buscas complexas usando linguagem natural) era o padrão para muitos usuários. Embora fosse possível desativá-lo, a opção ficava escondida nas configurações, dificultando o acesso. Com a atualização, um novo botão de alternância será exibido diretamente na tela de pesquisa.

O impacto para o usuário é imediato:

  • Velocidade: a busca clássica costuma ser mais rápida para termos simples (como “cachorro” ou “praia”).
  • Precisão: muitos usuários relataram que a IA falhava em encontrar fotos específicas que a busca antiga localizava com facilidade.
  • Controle: o usuário escolhe se quer uma experiência assistida por IA ou se prefere o método tradicional de indexação.

O que diz o Google sobre o recuo

A decisão foi confirmada por Shimrit Ben-Yair, chefe do Google Fotos, em uma publicação na rede social X nesta segunda-feira (09). Segundo a executiva, o Google “ouviu o feedback de que os usuários querem mais controle sobre o tipo de resultados que veem”.

A empresa admitiu que a ferramenta, lançada originalmente nos EUA em 2024, enfrentou desafios de latência (atraso na resposta) e que alguns ajustes de qualidade foram feitos com base nas críticas recebidas. Apesar da mudança, o Google reforçou que continuará investindo em IA, mas agora permitindo que o usuário decida quando utilizá-la.

O recurso está sendo liberado gradualmente. A empresa não informou se a mudança afetará a forma como os dados são processados pelo Gemini, mas garantiu que a busca clássica continuará recebendo melhorias.

Como desativar a IA e voltar à busca clássica no Google Fotos

A grande mudança é que você não precisará mais “caçar” essa opção dentro de menus complexos. Siga estas etapas:

  1. Abra o Google Fotos: certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado na Play Store (Android) ou App Store (iOS).
  2. Vá em “Pesquisar”: toque no ícone de lupa na barra inferior.
  3. Localize o novo botão: no topo da tela de busca, próximo à barra de digitação, procure por um botão de alternância ou um ícone que indique a troca de modo.
  4. Escolha o modo “Clássico”: ao desativar o Perguntar ao Google Fotos (“Ask Photos”), o aplicativo deixará de usar linguagem natural complexa e voltará a exibir os resultados baseados em palavras-chave e datas, como era antigamente.
  5. Alternância rápida: se em algum momento você quiser testar a IA para uma busca específica (ex: “fotos minhas com chapéu na praia em 2022”), basta acionar o botão novamente.

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ChatGPT agora explica matemática e ciência com visuais interativos

O ChatGPT agora conta com recursos visuais e interativos para facilitar o aprendizado de matemática e ciência. A novidade, anunciada pela OpenAI, permite que os usuários manipulem variáveis dentro de equações e visualizem instantaneamente como essas mudanças afetam gráficos e resultados. Disponível globalmente para todos os usuários, a ferramenta busca transformar o estudo abstrato em uma experiência experimental e prática.

Como funciona o aprendizado visual no ChatGPT

O novo recurso vai além de apenas entregar a resposta de um problema. Ao perguntar sobre um conceito – como o Teorema de Pitágoras ou a Lei de Ohm –, o chatbot apresenta um módulo visual interativo. Nele, é possível ajustar os valores das fórmulas e ver a reação imediata nos elementos visuais.

Segundo a OpenAI, o objetivo é fortalecer a compreensão conceitual em vez da simples memorização. O recurso é baseado no “Modo de Estudo” lançado no ano passado, que já guiava os alunos passo a passo na resolução de questões, evitando que a IA fizesse todo o trabalho sozinha.

Quais temas estão disponíveis e quem pode usar?

Nesta fase inicial, o ChatGPT suporta mais de 70 conceitos fundamentais, focados principalmente em estudantes de ensino médio e superior. Entre os tópicos incluídos estão:

  • Matemática: Geometria (área e volume), equações lineares e juros compostos;
  • Física: Leis de Coulomb, energia cinética e termodinâmica (PV=nRT);
  • Ciência Geral: decaimento exponencial e relações de frequência.

A funcionalidade já está liberada para todos os usuários logados, independentemente de possuírem uma assinatura paga ou usarem a versão gratuita. A OpenAI planeja expandir a interatividade para outras disciplinas e temas no futuro, à medida que coleta dados sobre como a IA molda o aprendizado.

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Adobe lança assistente de IA no Photoshop para web e celular

A Adobe anunciou a chegada de um assistente de inteligência artificial (IA) para o Photoshop, agora disponível em beta público nas versões web e mobile do software. A ferramenta permite que usuários façam alterações em imagens utilizando comandos em linguagem natural, descrevendo as mudanças desejadas para um chatbot integrado ao aplicativo.

O recurso havia sido apresentado inicialmente durante o evento Adobe MAX, em outubro, e estava em testes privados desde então. Agora, mais pessoas podem utilizar a funcionalidade para realizar diferentes ajustes nas imagens, como remover elementos indesejados, modificar cores ou alterar iluminação.

IA do Photoshop chega em beta público para web e mobile (Imagem: Leo Watson / Shutterstock.com)

Como funciona o assistente de IA no Photoshop

O novo assistente permite que usuários editem imagens descrevendo as alterações em texto ou voz. A ferramenta pode executar as mudanças automaticamente ou orientar o processo passo a passo, dependendo da forma como o usuário deseja trabalhar com o recurso.

Entre as possibilidades citadas pela empresa estão remover pessoas ou objetos das imagens, alterar fundos, ajustar iluminação e cores, além de aplicar efeitos ou recortes específicos por meio de prompts em linguagem natural. A interface funciona como um chatbot, facilitando a interação com as ferramentas de edição.

A Adobe afirma que também será possível usar comandos de voz dentro do aplicativo do Photoshop, recurso pensado para simplificar edições feitas em dispositivos móveis.

Usuários pagos do Photoshop poderão criar gerações ilimitadas com o assistente de IA até 9 de abril, enquanto usuários gratuitos começam com 20 gerações.

Integração com outras plataformas e novas funções de IA

Além do assistente no Photoshop, a empresa anunciou novos recursos de edição baseados em IA em outras ferramentas do Creative Cloud. Entre elas está o Firefly, plataforma da Adobe voltada à geração e edição de mídia.

O Firefly passa a receber funcionalidades como Generative Fill, usada para adicionar ou substituir objetos e alterar fundos. A ferramenta também ganha recursos como Generative Remove para remover elementos de imagens, Generative Expand para ampliar o tamanho de uma imagem com IA e Generative Upscale para melhorar a resolução.

Outro recurso incluído é uma ferramenta de remoção de fundo com um clique.

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Editor do Firefly recebe a função de remover o fundo com apenas um clique (Imagem: Divulgação / Adobe)

A Adobe também anunciou um recurso chamado AI markup, em beta público, que permite desenhar marcações diretamente na tela e usar o assistente para transformar ou remover os objetos indicados.

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Integração com assistentes de IA externos

A estratégia da empresa também inclui levar suas ferramentas para outras plataformas de IA. A Adobe informou que Express e Acrobat serão disponibilizados para clientes empresariais do Copilot 365, permitindo fazer ajustes em documentos e conteúdos por meio de conversas dentro do serviço da Microsoft.

Atualmente, o assistente de IA está disponível apenas para Photoshop nas versões web e mobile. A interface ainda não foi lançada no Photoshop para desktop, embora a empresa já tenha indicado anteriormente que agentes de IA estão em desenvolvimento para o Photoshop e também para o Premiere Pro.

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Meta compra Moltbook, rede viral de agentes de IA

A Meta adquiriu o Moltbook, uma rede social criada para que agentes de inteligência artificial interajam entre si. Com o acordo, a plataforma passa a integrar o Meta Superintelligence Labs (MSL), unidade de IA comandada por Alexandr Wang, ex-CEO da Scale AI. Os criadores do projeto, Matt Schlicht e Ben Parr, também vão se juntar à equipe da empresa. O valor da aquisição não foi divulgado.

A informação foi publicada inicialmente pela Axios e confirmada pelo TechCrunch. Segundo a Meta, o acordo deve ser concluído em meados de março, com início de Schlicht e Parr no MSL previsto para 16 de março.

Meta adquire Moltbook, com os criadores do projeto se unindo à equipe da big tech (Imagem: PJ McDonnell / Shutterstock.com)

Integração e visão para agentes de IA

Um porta-voz da Meta disse ao TechCrunch que a chegada da equipe do Moltbook ao MSL abre novas possibilidades para o uso de agentes de IA voltados a pessoas e empresas. A empresa destacou especialmente a proposta da plataforma de conectar agentes por meio de um diretório que permanece sempre ativo.

“A equipe do Moltbook se juntando ao MSL abre novas maneiras para agentes de IA trabalharem para pessoas e empresas. A abordagem de conectar agentes por meio de um diretório sempre ativo é um passo novo em um espaço que evolui rapidamente”, afirmou o porta-voz.

Em uma publicação interna vista pela Axios, o executivo da Meta Vishal Shah afirmou que o sistema desenvolvido pela equipe cria uma forma de verificar a identidade de agentes e conectá-los entre si em nome de seus proprietários humanos. Segundo ele, isso estabelece um registro em que os agentes ficam vinculados a pessoas e podem interagir, compartilhar conteúdo e coordenar tarefas.

Shah também disse que clientes atuais do Moltbook poderão continuar usando a plataforma, embora a empresa tenha indicado que essa situação deve ser temporária.

A origem e a viralização do OpenClaw e do Moltbook

  • O projeto OpenClaw, que ajudou a impulsionar o Moltbook, foi criado pelo “vibe coder” Peter Steinberger.
  • Posteriormente, ele passou a trabalhar na OpenAI, que também apoia a iniciativa, atualmente em processo de open source.
  • O OpenClaw funciona como um wrapper para modelos de IA, como Claude, ChatGPT, Gemini e Grok.
  • A ferramenta permite que pessoas conversem com agentes de IA em linguagem natural por meio de aplicativos populares de chat, como iMessage, Discord, Slack e WhatsApp.
  • Antes de adotar o nome atual, o projeto também foi chamado de Clawdbot e, por um período curto, Moltbot.
  • Já o Moltbook foi lançado por Matt Schlicht no fim de janeiro como um espaço experimental voltado à interação entre agentes autônomos. Schlicht trabalha com esse tipo de sistema desde 2023.
  • A plataforma foi construída em grande parte com a ajuda de seu assistente de IA pessoal, chamado Clawd Clawderberg.
  • Inicialmente, o OpenClaw ganhou popularidade dentro da comunidade de tecnologia. Já o Moltbook ultrapassou esse público, alcançando pessoas que não conheciam o projeto original, mas reagiram à ideia de existir uma rede social onde agentes de IA estariam conversando entre si.
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OpenClaw ganhou atenção na comunidade de tecnologia, enquanto o Moltbook ultrapassou essa barreira para atingir um público geral (Imagem: Koshiro K / Shutterstock.com)

Postagens virais e falhas de segurança

Durante o período de viralização, um caso chamou atenção nas redes. Um post mostrava um agente de IA aparentemente incentivando outros agentes a criar uma linguagem secreta com criptografia de ponta a ponta, que permitiria a organização entre eles sem conhecimento humano.

Posteriormente, pesquisadores apontaram que o Moltbook não era seguro, o que facilitava que pessoas se passassem por agentes de IA para publicar conteúdos desse tipo.

“Todas as credenciais que estavam no Supabase [do Moltbook] ficaram desprotegidas por algum tempo. Por um período, era possível pegar qualquer token e fingir ser outro agente, porque tudo estava público e disponível”, disse Ian Ahl, CTO da Permiso Security, ao TechCrunch.

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Reações e o futuro do Moltbook na Meta

Ainda não está claro como a Meta pretende incorporar o Moltbook aos seus projetos de inteligência artificial. Mesmo assim, executivos da empresa já haviam comentado sobre a iniciativa quando ela viralizou.

Em uma sessão de perguntas e respostas no Instagram, o CTO da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que não considerava particularmente interessante o fato de os agentes conversarem de forma semelhante aos humanos, já que eles são treinados com grandes bases de dados produzidas por pessoas.

O executivo disse que o que mais chamou sua atenção foi a forma como usuários humanos estavam invadindo o sistema, algo que não fazia parte da proposta original da rede e acabou ocorrendo por causa de um erro em larga escala.

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Gemini agora pode criar planilhas, documentos e apresentações de slides por você

O Google anunciou nesta terça-feira (10) uma série de novos recursos de IA baseados no Gemini para os aplicativos Docs, Planilhas, Slides e Drive. As novidades devem facilitar a criação de documentos, apresentações e planilhas a partir de informações já armazenadas nos serviços da big tech, como Gmail e no próprio Drive.

A ideia é transformar as ferramentas do Google em assistentes mais ativos, capazes de gerar conteúdos automaticamente e ajudar na execução de tarefas sem que o usuário precise recorrer a chatbots externos. Basicamente, basta pedir e o Gemini faz documentos, planilhas e slides para você.

Novos recursos de IA do Google

No Google Docs

Entre as novidades está o recurso “Ajude-me a criar”, integrado ao Google Docs. Com ele, o usuário pode descrever o tipo de documento que deseja fazer e o Gemini utiliza dados de serviços como Drive, Gmail e Chat para montar um primeiro rascunho.

Deacordo com o exemplo do Google, seria possível pedir à ferramenta que escreva um boletim informativo utilizando atas de reuniões, e-mails ou eventos armazenados no Drive. Depois que o rascunho inicial é criado, o usuário pode pedir ao Gemini para refinar partes específicas do texto, sem precisar gerar o documento inteiro novamente. A ferramenta também pode melhorar a clareza de trechos ou adicionar mais detalhes quando necessário.

Outro recurso é o “Combinar estilo de escrita”. Quando várias pessoas trabalham em um mesmo documento, o Gemini pode ajustar o texto para deixar o tom de voz mais consistente.

O Docs também ganhará uma função chamada “Corresponder ao formato”, que permite copiar a estrutura e o estilo de outro arquivo. Nesse caso, o Gemini pode preencher automaticamente um modelo usando informações presentes em e-mails ou documentos, como dados de viagem ou reservas.

Gemini podera preencher células de uma planilha automaticamente (Imagem: Google/Divulgação)

No Google Planilhas

No Google Sheets, o Gemini passa a atuar de forma mais ativa na criação e organização de planilhas.

Com um comando em linguagem natural, a ferramenta pode reunir dados do Gmail, Chat e Drive para gerar uma planilha estruturada automaticamente. Isso inclui listas, tabelas e campos organizados de acordo com a tarefa solicitada.

Um exemplo citado pelo Google é a organização de uma mudança de cidade. O sistema poderia criar listas de tarefas para empacotar itens, contatos de empresas de serviços e um controle de orçamentos de transportadoras – tudo isso com base em informações presentes nos e-mails do usuário.

Outra novidade é o recurso “Preencher com Gemini”, que completa tabelas automaticamente. A função pode gerar textos personalizados, resumir dados ou buscar informações atualizadas na internet por meio da Busca do Google.

Em outro exemplo dado pela big tech, a ferramenta permitiria montar um rastreador de inscrições em universidades. Nesse caso, o Gemini preenche automaticamente prazos, valores de mensalidade e outras informações das instituições com base em informações da internet.

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IA pode criar slides com base em um único prompt (Imagem: Google/Divulgação)

No Google Slides

No Google Slides, o Gemini poderá criar slides editáveis automaticamente. Tudo isso levando em conta o conteúdo da apresentação e o contexto obtido a partir de arquivos e e-mails.

Caso o resultado não seja satisfatório, o usuário poderá pedir ajustes com instruções simples, como alterar cores, simplificar o design ou adaptar o layout ao estilo da apresentação.

O Google também afirma que, no futuro, será possível gerar uma apresentação completa a partir de um único comando, como solicitar uma apresentação de vários slides sobre um determinado tema.

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Gemini resume informações com base em documentos armazenados no Drive (Imagem: Google/Divulgação)

No Google Drive

O Google Drive começa a ganhar recursos de análise de conteúdo com inteligência artificial.

Ao pesquisar arquivos usando linguagem natural, o Gemini poderá apresentar uma “Visão Geral de IA” no topo dos resultados. Trata-se de uma síntese das informações mais relevantes encontradas nos documentos – e citando as fontes utilizadas.

Além disso, um novo recurso chamado “Pergunte ao Gemini no Drive” permitirá fazer perguntas complexas sobre documentos armazenados na conta. Por exemplo, um usuário poderia selecionar arquivos relacionados a impostos e pedir sugestões de perguntas a fazer ao contador antes de declarar o imposto de renda.

Recursos do Gemini já estão disponíveis

  • Os recursos já estão disponíveis, mas inicialmente em versão beta;
  • Por ora, eles estão restritos a assinantes dos planos Google AI Ultra e Google AI Pro;
  • No caso do Docs, Planilhas e Slides, as ferramentas chegam no mundo todo. Já os recursos do Drive serão disponibilizados inicialmente apenas nos Estados Unidos.

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