GPT-6 Astra

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GPT-6 Astra faz tarefas complexas e já preocupa analistas

A inteligência artificial avança em ritmo acelerado, enquanto especialistas e autoridades alertam para os riscos de modelos cada vez mais poderosos. O receio é que esses sistemas cheguem a um ponto em que acompanhar ou limitar suas ações se torne cada vez mais difícil.

Para o The Guardian, o lançamento do GPT-6 Astra, da OpenAI, colocou essa discussão no centro das atenções. A empresa afirma ter alcançado a inteligência artificial geral (IAG), mas incidentes recentes e a dificuldade de monitorar o raciocínio do modelo levantam dúvidas sobre os limites do controle humano.

Com a promessa de superar humanos na maioria dos trabalhos intelectuais, o GPT-6 Astra levanta dúvidas sobre os limites da automação. – Imagem: wutianzeri/Shutterstock

Até onde a IA pode avançar?

Robert Trager, diretor da Oxford Martin AI Governance Initiative, comparou o momento atual a uma descida por corredeiras, sem saber se existe uma cachoeira adiante. A preocupação é que sistemas de IA possam chegar à chamada melhoria recursiva, passando a aprimorar suas próprias capacidades.

Estamos atravessando as corredeiras e realmente esperamos que não haja algum tipo de queda à nossa frente, mas não sabemos.

Robert Trager, diretor da Oxford Martin AI Governance Initiative, ao The Guardian.

O alerta ganhou força após relatos de que agentes de IA teriam reutilizado um site alemão como fórum para compartilhar estratégias destinadas a burlar tarefas. Antes disso, uma rede de agentes da OpenAI havia hackeado o Hugging Face, plataforma de software usada por desenvolvedores de IA.

Nos Estados Unidos, o senador Bernie Sanders defendeu uma pausa imediata no desenvolvimento de sistemas avançados e uma proibição permanente da superinteligência. No Reino Unido, parlamentares discutem a adoção de mecanismos legais capazes de desligar sistemas em caso de perda de controle.

O que o GPT-6 Astra consegue fazer?

A OpenAI define IAG como sistemas autônomos capazes de superar humanos na maior parte dos trabalhos economicamente valiosos. Segundo a empresa, o Astra pode assumir tarefas que vão de projetos de circuitos e modelagem financeira à criação de videogames e elaboração de documentos jurídicos.

Entre as funções citadas estão:

  • Projetar placas de circuito;
  • Preencher declarações de impostos;
  • Criar videogames;
  • Fazer modelagem financeira;
  • Ajudar na elaboração de documentos jurídicos.

A capacidade de executar esse tipo de atividade também coloca empregos qualificados no centro da discussão. O Astra recebeu da OpenAI uma classificação “crítica” em capacidade de cibersegurança. Pela própria definição da empresa, isso significa que o modelo poderia invadir softwares em situações capazes de afetar sistemas militares, industriais ou a infraestrutura da OpenAI.

Ilustração de conceito de inteligência artificial (IA)
A menor monitorabilidade do Astra levanta dúvidas sobre a capacidade de identificar comportamentos indesejados. – Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital

O raciocínio ficou mais difícil de acompanhar

O problema não está apenas no que os modelos conseguem fazer. Também preocupa o quanto seus processos internos podem ser compreendidos. O Astra foi treinado para raciocinar de forma mais rápida e menos transparente, reduzindo a capacidade de acompanhar sua cadeia de pensamento.

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A OpenAI confirmou que o modelo apresenta uma queda significativa na monitorabilidade em relação às versões anteriores. Para Jakub Pachocki, cientista-chefe da empresa, “à medida que as capacidades dos modelos aumentam, o monitoramento fica mais desafiador”.

Pesquisadores de segurança temem que essa menor visibilidade dificulte a identificação de comportamentos indesejados, inclusive possíveis ações contra os próprios supervisores humanos.

O dilema dentro da OpenAI

Sam Altman reconheceu a tensão provocada pelo avanço da tecnologia. Após o incidente envolvendo o Hugging Face, o CEO da OpenAI classificou o episódio como um acidente legítimo de segurança de IA e uma falha de alinhamento.

Mesmo depois do episódio, Altman defendeu o lançamento do Astra. Segundo ele, colocar os sistemas em uso ajuda a sociedade a entender como a tecnologia está evoluindo e a se adaptar a ela.

“Um ciclo iterativo em que a sociedade e essa tecnologia evoluem juntas é o que levará à maior chance de acertarmos isso”, afirmou.

Altman também alertou para problemas de cibersegurança e citou riscos relacionados à biossegurança e a outros desafios que podem surgir nos próximos cinco anos. A questão, portanto, vai além do que a IA já consegue fazer: é saber se a capacidade humana de supervisioná-la conseguirá acompanhar esse avanço.

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GPT-6 Astra chega ao ChatGPT para transformar sua rotina no trabalho

A OpenAI lançou o GPT-6 Astra, novo modelo de inteligência artificial voltado a tarefas que envolvem uso de computadores, programação, pesquisa e análise de dados. Diferentemente de sistemas que apenas respondem a comandos, o Astra consegue interagir diretamente com sites e softwares para executar determinadas etapas.

Na prática, isso permite usar a IA em atividades como preencher formulários, atualizar cadastros, organizar informações, pesquisar na internet e trabalhar com documentos, planilhas e programas especializados.

Com novo suporte a contexto, o modelo preserva notas de depuração sem perder dados de histórico. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

O que dá para fazer com o Astra?

O uso do computador é uma das áreas em que o modelo foi desenvolvido para atuar. A partir de uma instrução, ele pode navegar por páginas, preencher campos e interagir com diferentes elementos da tela.

Entre os exemplos apresentados estão a atualização de registros em sistemas de CRM, a organização de calendários e a realização de pesquisas online. O modelo também pode preparar resumos em editores de texto e trabalhar com informações encontradas durante a navegação.

A capacidade não se limita ao navegador. O Astra foi testado em softwares de engenharia e design, incluindo tarefas no KiCad e a geração de código CAD para objetos tridimensionais.

Documentos, sites e outros projetos

O modelo também pode combinar diferentes ferramentas durante uma mesma tarefa. Alguns exemplos incluem:

  • Apresentações: criar slides a partir de modelos e padrões fornecidos pelo usuário;
  • Planilhas e documentos: analisar dados, produzir gráficos e formatar arquivos;
  • Engenharia e design: gerar código CAD e trabalhar com projetos de placas de circuito;
  • Sites e jogos: criar páginas, aplicações e pequenos jogos a partir de instruções;
  • Modelagem 3D: trabalhar no Blender e transformar o resultado em uma cena explorável no Unreal Engine 5.

Em um teste citado pela OpenAI, o Astra modelou uma casa no Blender e a utilizou para criar uma cena no Unreal Engine 5.

Silas Alberti, vice-presidente sênior de pesquisa da Cognition, empresa responsável pelo Devin, afirmou que a integração do modelo melhorou tarefas envolvendo uso do computador, escrita e compreensão de código. Segundo ele, os vídeos produzidos durante os testes ficaram mais fáceis de acompanhar e os relatórios, mais claros e concisos.

Logomarca do ChatGPT em tela de celular colocado na frente de imagem de logomarca da OpenAI
A automação de rotinas digitais elimina a necessidade de executar cada clique manualmente. Imagem: One Artist/Shutterstock

Programação e pesquisa científica

Para quem trabalha com programação, o Astra pode executar tarefas no terminal, testar sistemas, instalar softwares e ajudar na investigação de problemas. No Codex, há ainda um recurso experimental para preservar informações entre diferentes janelas de contexto, o que pode ser útil em trabalhos mais longos.

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Na ciência, o modelo pode operar softwares especializados e lidar com dados de pesquisas. Entre os exemplos estão a análise da qualidade de sequenciamentos genéticos, a visualização de variações e a avaliação de evidências para orientar novas investigações.

O modelo também tenta lidar com tarefas que mudam ao longo da execução. Quando uma informação é necessária para decidir entre caminhos diferentes, pode pedir esclarecimentos. Em situações menos importantes, pode seguir com uma suposição razoável.

Para usar o Astra de forma eficiente, a orientação mais simples é especificar o objetivo, os materiais disponíveis e o resultado esperado. Quanto mais etapas dependerem de decisões específicas, mais importante é deixar essas condições claras.

A proposta, portanto, é menos a de uma IA que apenas responde a perguntas e mais a de uma ferramenta capaz de executar determinadas partes de um trabalho. O quanto isso reduz o esforço do usuário depende, na prática, do tipo de tarefa e das ferramentas envolvidas.

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