A OpenAI suspendeu indefinidamente o desenvolvimento do “modo adulto” do ChatGPT. A modalidade permitiria ter conversas de natureza sexual com o chatbot, mas foi alvo de críticas dentro da própria desenvolvedora.
A informação foi divulgada pelo site Financial Times. A versão erótica foi arquivada como parte de uma estratégia mais ampla da empresa para focar em seus produtos principais e segue a interrupção do Sora, rede social de vídeos gerados por IA (mais detalhes abaixo).
A decisão ocorre após resistência interna de funcionários e investidores preocupados com os possíveis efeitos nocivos do conteúdo sexualizado de IA na sociedade. De acordo com o FT, a OpenAI quer dedicar mais tempo pesquisando os efeitos de longo prazo desse tipo de interação antes de tomar uma decisão definitiva sobre o produto.
A empresa afirmou que atualmente não há “evidência empírica” sobre esses impactos.
Na semana passada, o Wall Street Journal também reportou que o modo adulto havia sido adiado devido a preocupações internas relacionadas à moderação e proteção de crianças.
Mais cedo nesta semana, OpenAI comunicou interrupção do Sora (Imagem: Tada Images/Shutterstock)
Não foi só o ChatGTP erótico: OpenAI revisita suas prioridades
A suspensão indefinida do projeto ocorre em um momento em que a OpenAI reavalia suas prioridades. A companhia tem enfrentado pressão crescente de rivais no setor de IA, levando a uma estratégia que prioriza produtos centrais em detrimento de funcionalidades experimentais.
Ainda nesta semana, a desenvolvedora comunicou a descontinuação do Sora, aplicativo de geração de vídeos de IA. A ação também faz parte da estratégia de priorizar produtos mais consolidados e rentáveis.
O encerramento resultou na recisão do contrato de US$ 1 bilhão com a Disney. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.
A OpenAI cancelou o Sora, sua plataforma de geração de vídeos que causou fascínio e polêmica ao ser lançada no ano passado. A decisão, anunciada pelo CEO Sam Altman aos funcionários nesta terça-feira (24), marca uma guinada da empresa para priorizar funções de negócios e codificação.
O recuo é estratégico: a OpenAI planeja abrir capital (IPO) possivelmente já no quarto trimestre deste ano e quer alinhar seus talentos e alto poder computacional em torno de ferramentas de produtividade que gerem receita clara e direta.
A confirmação do encerramento veio também por meio de uma nota oficial publicada pela equipe do Sora no X (antigo Twitter). “Estamos nos despedindo do aplicativo Sora. A todos que criaram com o Sora, o compartilharam e construíram uma comunidade em torno dele: obrigado”, diz o comunicado.
We’re saying goodbye to the Sora app. To everyone who created with Sora, shared it, and built community around it: thank you. What you made with Sora mattered, and we know this news is disappointing.
We’ll share more soon, including timelines for the app and API and details on…
A equipe informou ainda que compartilhará em breve os cronogramas detalhados para o desligamento do aplicativo e da API, além de orientações para que os usuários possam preservar os trabalhos já criados na plataforma.
Disney abandona investimento de US$ 1 bilhão
A decisão de Sam Altman teve um efeito dominó imediato em Hollywood. De acordo com o The Hollywood Reporter, a Disney está oficialmente abandonando o acordo bilionário que assinou com a OpenAI no ano passado.
O contrato previa um investimento de US$ 1 bilhão e o licenciamento de personagens icônicos para uso exclusivo no Sora. Os pontos centrais da parceria agora desfeita incluíam:
Integração com o Disney+: o objetivo final era levar a tecnologia de geração de vídeo da OpenAI diretamente para dentro do serviço de streaming.
Uso de propriedade intelectual: usuários poderiam criar conteúdos originais com personagens de franquias como Star Wars e Toy Story.
Fim do acordo: com o fechamento do aplicativo autônomo do Sora, uma fonte confirmou que o “acordo está morto”, embora a Disney ainda possa buscar parcerias com outros gigantes da IA.
Em comunicado oficial, um porta-voz da Disney afirmou que a empresa “respeita a decisão da OpenAI de sair do negócio de geração de vídeo e mudar suas prioridades”, mas reforçou que continuará explorando novas tecnologias que respeitem os direitos dos criadores.
O novo foco da OpenAI
Com o encerramento do Sora, a OpenAI deixará de oferecer o aplicativo para consumidores e a versão para desenvolvedores. No entanto, existe um conflito de informações sobre o futuro da tecnologia dentro do ecossistema principal da empresa.
Embora o Wall Street Journal afirme que a função de vídeo será removida do ChatGPT, o The Hollywood Reporter indica que a tecnologia de vídeo por IA ainda pode ser integrada como uma ferramenta interna do chatbot, apesar do fim do aplicativo Sora como marca independente.
Para a diretora de aplicações da empresa, Fidji Simo, a OpenAI não pode mais se dar ao luxo de se distrair com projetos paralelos.
A nova visão da OpenAI foca em vencer a rival Anthropic no setor corporativo. Para isso, a empresa anunciou a fusão do app de desktop do ChatGPT, da ferramenta de programação Codex e do seu navegador em um único “superapp”.
O objetivo central agora são os sistemas agênticos:
Autonomia: softwares capazes de operar de forma independente no computador do usuário.
Tarefas complexas: IAs que podem escrever códigos inteiros e analisar dados massivos sem intervenção constante.
Infraestrutura: criação de sandboxes que permitem rodar códigos de agentes de forma instantânea.
O ChatGPT está recebendo mais funcionalidades voltadas à descoberta e comparação de produtos, em um movimento que amplia o uso da IA no comércio digital. A proposta é transformar a experiência de compra online, reduzindo a necessidade de pesquisar e comparar itens em vários sites.
A novidade permite que usuários pesquisem produtos de forma conversacional, descrevendo o que procuram e refinando resultados ao longo do diálogo. O ChatGPT também passa a exibir opções de forma visual, com comparação lado a lado, incluindo informações como preço, avaliações e características técnicas.
A atualização faz parte da expansão do chamado Protocolo de Comércio Agentic (ACP), uma estrutura que conecta lojistas à plataforma para fornecer dados atualizados de produtos. Com isso, o sistema consegue apresentar resultados mais relevantes e alinhados ao perfil do usuário, considerando fatores como orçamento, preferências e restrições.
Além disso, a experiência agora permite o envio de imagens como referência para encontrar itens semelhantes, o que amplia as possibilidades de busca. A proposta é centralizar em um único ambiente etapas que antes exigiam múltiplas abas e consultas a diferentes fontes.
Segundo a empresa, a mudança também traz ganhos para o varejo. Ao exibir produtos para usuários já próximos da decisão de compra, a plataforma tende a atrair consumidores com maior intenção de conversão. Grandes redes, como Target, Sephora, Best Buy e Home Depot, já participam do ecossistema, assim como lojistas integrados via Shopify.
OpenAI está melhorando experiência de pesquisa de produtos dentro do ChatGPT (Imagem: OpenAI/Divulgação)
No caso da Shopify, os catálogos de produtos já estão conectados automaticamente ao ChatGPT, sem necessidade de configuração adicional por parte dos vendedores. A expectativa é que o protocolo evolua para incluir recursos mais avançados, como personalização, disponibilidade local e estimativas de entrega.
A estratégia também prevê integração com experiências próprias dos varejistas. Em vez de centralizar o pagamento, a plataforma permite que as marcas utilizem seus próprios sistemas de checkout. Um dos exemplos é o Walmart, que lançou uma experiência integrada que leva o usuário da descoberta no ChatGPT para um ambiente personalizado da própria empresa.
As novas funcionalidades estão sendo liberadas gradualmente ao longo desta semana para todos os usuários da plataforma, incluindo planos gratuitos e pagos.
Gemini também está ampliando experiência de compras (Imagem: Mehaniq/Shutterstock)
Gap e Google fecham parceria para compras com IA
Enquanto o ChatGPT avança na etapa de descoberta de produtos, outras empresas seguem caminhos diferentes na integração entre inteligência artificial e comércio eletrônico. Um exemplo é a parceria entre a varejista de moda Gap e o Google.
O acordo prevê a integração direta com o Gemini, sistema de IA do Google, permitindo que consumidores finalizem compras dentro da própria plataforma, sem necessidade de redirecionamento para o site da marca. A iniciativa marca a entrada da Gap como uma das primeiras grandes empresas do setor de moda a adotar esse modelo.
Segundo o site CNBC, nesse formato, os produtos são exibidos com base em dados fornecidos previamente pela própria varejista, garantindo maior controle sobre informações, experiência do usuário e coleta de dados. O pagamento é processado via Google Pay, enquanto a logística permanece sob responsabilidade da Gap.
A empresa também planeja incorporar recursos adicionais, como uma ferramenta de recomendação de tamanho baseada em inteligência artificial, para melhorar a experiência de compra online.
A OpenAIpode estar em negociações para firmar um acordo de fornecimento de energia com a Helion, startup de fusão nuclear que também conta com apoio de Sam Altman. As conversas ainda estão em estágio inicial e foram reportadas pelo Axios.
Pelos termos discutidos, a OpenAI poderia garantir 12,5% da produção de energia da Helion, o equivalente a cinco gigawatts até 2030 e 50 gigawatts até 2035. Até o momento, a empresa não respondeu a pedidos de comentário sobre o possível acordo.
Microsoft já fechou acordo similar
Esta não seria a primeira parceria da Helion com uma grande empresa de tecnologia. Em 2023, a Microsoft, parceira da OpenAI, assinou um contrato para comprar energia da startup a partir de 2028.
O movimento indica o interesse de grandes companhias em projetos de fusão nuclear, ainda que a tecnologia esteja em desenvolvimento e não tenha aplicação comercial consolidada.
Microsoft já fechou acordo similar com a Helion (Imagem: Tang Yan Song / Shutterstock.com)
A escala necessária para cumprir as metas
Se os números reportados estiverem corretos, a Helion precisará ampliar rapidamente sua capacidade de produção. A empresa afirma que cada reator será capaz de gerar 50 megawatts de eletricidade.
Para atingir os volumes previstos, seria necessário construir cerca de 800 reatores até 2030 e outros 7.200 até 2035, o que representa um desafio significativo de engenharia e infraestrutura.
A corrida contra o tempo da fusão nuclear
A Helion está trabalhando para desenvolver seu primeiro reator em escala comercial dentro desse cronograma. Caso consiga, a empresa pode avançar à frente de concorrentes, que em sua maioria projetam operações comerciais apenas para o início da década de 2030.
No ano passado, a startup levantou US$ 425 milhões em investimentos, com participação de Sam Altman e de fundos como Mithril, Lightspeed e SoftBank.
Sam Altman, CEO da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT (Imagem: Photo Agency / Shutterstock.com)
Uma abordagem diferente para fusão
Enquanto a maior parte das startups do setor aposta em capturar o calor das reações de fusão para gerar eletricidade via turbinas a vapor, a Helion segue um caminho distinto. A empresa desenvolve um sistema que utiliza campos magnéticos para converter diretamente a energia da fusão em eletricidade.
Esse modelo elimina etapas intermediárias do processo tradicional e é parte central da proposta tecnológica da companhia.
Como funciona o reator da Helion
No interior do reator, que tem formato semelhante a uma ampulheta, o combustível de fusão é transformado em plasma em duas extremidades. Esses plasmas são então lançados um contra o outro por meio de campos magnéticos.
Quando se encontram no centro, um novo conjunto de ímãs comprime a massa resultante até que a fusão ocorra. A reação empurra de volta contra os ímãs, permitindo a conversão direta dessa energia em eletricidade.
Resultados recentes com o protótipo
A Helion opera atualmente o protótipo Polaris enquanto avança rumo à aplicação comercial. Em fevereiro, a empresa conseguiu gerar plasmas que atingiram 150 milhões de graus Celsius dentro do reator.
Segundo a própria companhia, o nível necessário para operações comerciais é de cerca de 200 milhões de graus Celsius, indicando que o projeto ainda está em fase de desenvolvimento.
Apesar de estar ligado às duas empresas, Sam Altman teria se afastado das discussões e deixado o cargo de presidente do conselho da Helion, evitando possíveis conflitos de interesse.
Movimento semelhante ocorreu anteriormente com a Oklo, startup de reatores nucleares modulares que se fundiu à empresa de aquisição AltC. Na ocasião, Caroline Cochran, cofundadora e diretora de operações da Oklo, afirmou à CNBC que a decisão permitiria explorar parcerias estratégicas com empresas de IA, incluindo potencialmente a própria OpenAI.
A OpenAI está desenvolvendo um “superaplicativo” para desktop que vai unir três de suas principais ferramentas em uma única plataforma. A iniciativa pretende juntar o ChatGPT, o Codex (focado em programação) e o navegador Atlas em um só lugar.
A decisão faz parte de uma estratégia maior da empresa para simplificar seu portfólio de produtos, que hoje está espalhado em diferentes abas e aplicativos. As informações foram reveladas pelo The Wall Street Journal, que citou um memorando interno de Fidji Simo, CEO de Aplicações da OpenAI.
De acordo com a executiva, ter múltiplas plataformas separadas está prejudicando o desempenho da empresa como um todo. A fragmentação atual “tem nos atrasado e dificultado atingir o padrão de qualidade que queremos”, escreveu.
Simo chegou a falar com os funcionários na semana passada sobre a necessidade de evitar “distrações com missões secundárias”. A liderança da OpenAI tem analisado quais projetos devem ser despriorizados para focar no que realmente importa.
Após a publicação do WSJ, ela escreveu no X que “as empresas passam por fases de exploração e fases de reorientação” e que é “muito importante redobrar os esforços e evitar distrações”.
Companies go through phases of exploration and phases of refocus; both are critical. But when new bets start to work, like we’re seeing now with Codex, it’s very important to double down on them and avoid distractions. Really glad we’re seizing this moment. https://t.co/FH85IvW6CN
Superaplicativo da OpenAI é uma tentativa de reorganização interna
A pressão por essa reorganização aumentou depois que a OpenAI passou a enfrentar mais concorrência, especialmente da Anthropic. O Claude Code, ferramenta de programação da rival, ganhou popularidade e tem pressionado a posição do ChatGPT no mercado.
Além disso, o ano passado foi marcado por anúncios grandiosos da desenvolvedora, como o aplicativo de vídeo Sora e a compra da empresa de hardware de IA de Jony Ive. Agora, o foco parece ter mudado para consolidação e eficiência operacional.
Segundo o WSJ, o superaplicativo vale apenas para as versões desktop. A versão para dispositivos móveis do ChatGPT seguirá funcionando.
Procurada pelo jornal, a OpenAI não confirmou os planos oficialmente. O cronograma de lançamento da novidade também não está claro.
A OpenAIanunciou a aquisição da Astral, empresa de ferramentas de desenvolvimento em Python amplamente usadas na comunidade de código aberto. O movimento tem como objetivo acelerar o crescimento do Codex, plataforma de IA da OpenAI voltada para desenvolvimento de software, integrando ao ecossistema recursos como uv, Ruff e ty, utilizados por milhões de desenvolvedores ao redor do mundo.
O fechamento do negócio ainda depende de aprovações regulatórias e de outras condições contratuais. Enquanto isso, as duas empresas continuam operando de forma separada e independente. Após a conclusão, o time da Astral passará a integrar a equipe do Codex na OpenAI.
Astral é especializada em linguagem de programação Python (Imagem: Wright Studio / Shutterstock.com)
Codex em expansão
O Codex já soma mais de 2 milhões de usuários ativos por semana e registrou, desde o início do ano, crescimento de três vezes no número de usuários e de cinco vezes no volume de uso. A proposta da OpenAI vai além de gerar código automaticamente: o objetivo é que o Codex passe a atuar em todo o ciclo de desenvolvimento de software, ajudando a planejar mudanças, modificar bases de código, executar ferramentas, verificar resultados e manter sistemas ao longo do tempo.
É nesse contexto que a incorporação das ferramentas da Astral faz sentido. Elas já fazem parte do fluxo de trabalho diário de desenvolvedores Python e, segundo a empresa, poderiam permitir que agentes de IA atuem de forma mais direta nesses ambientes.
O que a Astral oferece
A Astral é conhecida por três ferramentas principais dentro do ecossistema Python:
uv: simplifica o gerenciamento de dependências e ambientes
Ruff: oferece linting e formatação com alto desempenho
ty: auxilia na verificação de tipagem em bases de código
Juntas, essas ferramentas ajudam equipes a gerenciar projetos, garantir qualidade e identificar erros ainda nas fases iniciais do desenvolvimento.
Charlie Marsh, fundador e CEO da Astral, afirmou que a empresa sempre focou em transformar a forma como desenvolvedores trabalham com Python e que, como parte do Codex, continuará evoluindo suas ferramentas de código aberto.
Thibault Sottiaux, líder do Codex na OpenAI, destacou que as ferramentas da Astral são usadas por milhões de desenvolvedores Python e que trazer essa expertise para dentro da empresa acelera a visão de tornar o Codex o agente mais capaz de atuar em todo o ciclo de vida do desenvolvimento de software.
Time e ferramentas da Astral chegam para fortalecer o Codex da OpenAI (Imagem: OpenAI/Divulgação)
Após o fechamento da aquisição, a OpenAI afirma que manterá o suporte aos projetos de código aberto da Astral. A intenção declarada é explorar integrações mais profundas entre essas ferramentas e o Codex, com o objetivo de tornar o acesso a recursos avançados de desenvolvimento mais amplo.
O Python se consolidou como uma das linguagens mais relevantes no desenvolvimento moderno, sustentando desde aplicações de inteligência artificial (IA) e ciência de dados até sistemas de infraestrutura e backend, o que torna o ecossistema da Astral estratégico para os planos da OpenAI.
No início de março, a OpenAI apresentou o modelo GPT-5.4, criado especialmente para trabalhos profissionais, como programação e análise de dados. Agora, a empresa traz novidades com o lançamento do GPT-5.4 mini e do GPT-5.4 nano.
O destaque é que o modelo GPT-5.4 mini está disponível para usuários gratuitos e do plano Go, permitindo acesso a funcionalidades que se aproximam das capacidades do GPT-5.4 em diversos aspectos.
OpenAI lança GPT-5.4 mini no ChatGPT
Os usuários que optarem pelo GPT-5.4 mini podem acessá-lo facilmente por meio da opção “Thinking” no menu Plus do ChatGPT;
Para os assinantes, este novo modelo servirá como uma alternativa quando o limite de utilização do GPT-5.4 padrão for atingido;
A OpenAI garante que o 5.4 mini apresenta desempenho superior ao do GPT-5.0 mini em áreas essenciais, como raciocínio, compreensão multimodal e uso de ferramentas;
Isso significa que o GPT-5.4 mini é mais eficiente na interpretação de entradas não textuais, como imagens e áudio, além de possuir uma compreensão mais elaborada de tarefas como pesquisa na web. E tudo isso é realizado com uma velocidade mais de duas vezes superior à do seu predecessor.
OpenAI liberou novo modelo mini para plano gratuitos e Go (Imagem: JRdes/Shutterstock)
Por outro lado, o GPT-5.4 nano é voltado para tarefas que exigem eficiência em velocidade e custo, como classificação e extração de dados. No entanto, ao contrário do mini, este modelo não estará disponível diretamente no ChatGPT.
A OpenAI optou por oferecer o 5.4 nano exclusivamente por meio do seu serviço de API, visando facilitar o uso em projetos em que desenvolvedores delegam tarefas a agentes de IA que operam com essa nova versão.
Os custos para acesso ao GPT-5.4 nano começam em US$ 0,20 (R$ 1,04) por milhão de tokens de entrada, refletindo a proposta da OpenAI de tornar a IA mais acessível e útil para diferentes aplicações.
A OpenAI adiou o lançamento do seu “modo adulto”, recurso que permitiria conversas com conteúdo erótico no ChatGPT. Originalmente previsto para estrear no primeiro trimestre de 2026, o projeto foi postergado para que a empresa priorize o desenvolvimento de outros produtos e solucione desafios técnicos.
A iniciativa é defendida pelo CEO da empresa, Sam Altman, sob a premissa de que a companhia deve tratar o público maior de idade com autonomia. No entanto, a proposta gerou divergências internas.
O embate colocou em lados opostos a busca por liberdade de uso e a necessidade de implementar salvaguardas contra danos psicológicos ou o acesso indevido de menores a interações sexualmente explícitas, segundo o Wall Street Journal.
‘Modo adulto’ do ChatGPT: conselheiros da OpenAI alertam para dependência emocional e falhas na verificação de idade
Em reuniões ocorridas em janeiro, o conselho consultivo da OpenAI, composto por especialistas em psicologia e neurociência, manifestou oposição unânime à liberação de erótica na plataforma.
A principal preocupação reside no potencial da inteligência artificial (IA) para fomentar dependência emocional. Especialistas alertam que a ferramenta corre o risco de estimular vínculos obsessivos. Em casos anteriores, usuários tiraram a própria vida após desenvolverem relações com chatbots.
No campo técnico, a imprecisão do sistema de predição de idade é um dos obstáculos mais críticos. Diferente de métodos que exigem documentos, essa tecnologia usa algoritmos para estimar a faixa etária do usuário. Mas testes internos revelaram uma falha grave: o sistema classificou erroneamente 12% dos menores como adultos.
Dada a base de 100 milhões de usuários semanais abaixo de 18 anos, essa margem de erro exporia milhões de adolescentes a conteúdos sexuais inadequados.
Documentos internos também apontam riscos de uso compulsivo, no qual o chatbot poderia substituir relacionamentos sociais e românticos do mundo real.
A principal preocupação dos conselheiros da OpenAI é o potencial do “modo adulto” do ChatGPT para fomentar dependência emocional (Imagem: M-Production/Shutterstock)
Para mitigar esses efeitos, a OpenAI planeja restringir o recurso exclusivamente a textos eróticos (conhecidos como smut ou literatura erótica), mantendo o veto absoluto à geração de imagens, vozes ou vídeos com teor sexual.
Além disso, a empresa está treinando seus modelos para desencorajar ativamente a formação de relacionamentos exclusivos com a máquina.
O histórico da OpenAI revela uma postura oscilante sobre o tema. Em 2021, a empresa baniu conteúdos eróticos após o jogo AI Dungeon, que utilizava sua tecnologia, gerar cenários de exploração sexual e incesto.
Na época, o temor era que a OpenAI fosse rotulada como uma “empresa de erótica”, prejudicando outras finalidades da ferramenta. Hoje, o cenário mudou: Altman sugere que a permissão de conteúdos explícitos poderia impulsionar a receita num mercado cada vez mais competitivo.
A OpenAI se movimenta para não perder espaço para concorrentes como a xAI, de Elon Musk, e a Meta, que já permitem diferentes níveis de interações românticas ou conteúdos de classificação restrita.
Contudo, o setor enfrenta vigilância legal crescente após incidentes reais, como o processo movido na Flórida por uma mãe cujo filho de 14 anos se suicidou após desenvolver uma relação amorosa com um bot da Character.AI. Especialistas em saúde mental reforçam que adolescentes não possuem maturidade para lidar com tais trocas sexuais com máquinas.
Em sua defesa, a OpenAI diz que não deseja ser a “polícia moral do mundo”, comparando as restrições de idade às classificações indicativas do cinema.
A diretoria de aplicações confirmou que a implementação do sistema de verificação será lenta para garantir maior precisão técnica. Com isso, a expectativa interna é de que o lançamento do recurso sofra um atraso de, no mínimo, um mês em relação ao cronograma anterior.
A OpenAI prepara a integração doSora, seu gerador de vídeos por inteligência artificial, ao ChatGPT. A informação foi divulgada na terça-feira (10) pelo site The Information, citando fontes familiarizadas com a empresa que falaram em anonimato.
Caso a mudança se confirme, a ferramenta de criação de vídeos passaria a estar disponível diretamente dentro do chatbot, ampliando o uso da tecnologia multimodal da OpenAI. O recurso é capaz de trabalhar com diferentes tipos de conteúdo, como texto, imagem e vídeo.
O Sora foi lançado inicialmente como um aplicativo independente em setembro de 2025, permitindo que usuários criem vídeos gerados por IA a partir de comandos de texto. A plataforma também oferece recursos para compartilhar os conteúdos em um ambiente com características semelhantes às de uma rede social. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.
Segundo o The Information, mesmo com a possível integração ao ChatGPT, o aplicativo próprio do Sora continuará funcionando de forma separada.
Aplicativo próprio do Sora continuará funcionando (Imagem: Tada Images/Shutterstock)
Sora e a rivalidade entre geradores de vídeo de IA
A movimentação ocorre em um momento em que ferramentas de geração de vídeo por IA se tornaram o centro da corrida entre desenvolvedoras e big techs. A OpenAI disputa esse segmento com recursos semelhantes de empresas como Meta e Google, que também desenvolvem sistemas capazes de transformar textos em vídeos.
Enquanto os modelos textuais já se tornaram comuns no dia a dia dos usuários, ferramentas capazes de produzir imagens e vídeos são vistas como a próxima etapa na evolução da IA.
A OpenAI anunciou, nesta segunda-feira (9), a aquisição da Promptfoo. Fundada em 2024, a Promptfoo é uma startup especializada em segurança de inteligência artificial (IA), com o objetivo principal de defender Grandes Modelos de Linguagem (LLMs, na sigla em inglês) contra diversas ameaças online.
De acordo com um comunicado divulgado pela OpenAI, a tecnologia da Promptfoo será integrada à plataforma empresarial da empresa, conhecida como OpenAI Frontier.
Essa integração ocorrerá após a conclusão do processo de aquisição, marcando um passo importante para a segurança e a confiabilidade dos agentes de IA.
Aumento da produtividade e novos desafios na OpenAI
O desenvolvimento de agentes de IA autônomos, capazes de executar tarefas digitais de forma independente, tem gerado grandes expectativas em relação à melhoria da produtividade;
Paralelamente a esse entusiasmo, surge também a preocupação com os riscos potenciais;
Agentes de IA mal-intencionados podem se tornar vetores para acessar dados sensíveis ou manipular sistemas automatizados;
Nesse contexto, a movimentação da OpenAI, ao adquirir a Promptfoo, sublinha a urgência e a dedicação das empresas de ponta em IA para demonstrar a segurança e a aplicabilidade de suas tecnologias em operações empresariais estratégicas.
Promptfoo vai fazer parte da OpenAI Frontier (Imagem: Reprodução/Promptfoo)
Trajetória da Promptfoo
A Promptfoo foi criada por Ian Webster e Michael D’Angelo. O propósito inicial da startup era desenvolver ferramentas que as empresas pudessem utilizar para testar vulnerabilidades de segurança em LLMs. Entre as soluções desenvolvidas pela Promptfoo, destacam-se uma interface e uma biblioteca de código aberto.
A empresa tem demonstrado crescimento significativo, com seus produtos sendo utilizados por mais de 25% das empresas listadas na Fortune 500. Isso indica a relevância e a demanda por soluções robustas de segurança no cenário atual da IA.
Desde sua fundação, a Promptfoo conseguiu arrecadar um total de US$ 23 milhões (R$ 119,7 milhões) em financiamento.
Em julho de 2025, a empresa foi avaliada em US$ 86 milhões (R$ 447,7 milhões), segundo dados da Pitchbook, após sua rodada de investimento mais recente. Por sua vez, a OpenAI optou por não divulgar o valor da transação de aquisição.
A OpenAI informou em sua publicação que a tecnologia da Promptfoo permitirá à sua plataforma de agentes realizar red-teaming (testes de intrusão) automatizado, processo crucial para identificar e mitigar falhas de segurança.
Além disso, a tecnologia será essencial para avaliar os fluxos de trabalho dos agentes em relação a questões de segurança e para monitorar as atividades para garantir a conformidade e gerenciar riscos.
A empresa também expressou a intenção de continuar expandindo a oferta de código aberto da Promptfoo, reforçando o compromisso com a comunidade e a inovação contínua no campo da segurança de IA.