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OpenAI lança GPT-5.3 Instant e promete fim das respostas “palestrinhas” no ChatGPT

A OpenAI anunciou o lançamento do GPT-5.3 Instant, uma atualização que foca menos em números brutos de processamento e mais na “vibe” da conversa. O grande diferencial deste modelo é a correção de um comportamento que se tornou o terror dos usuários: o tom condescendente e os conselhos de autoajuda não solicitados. A ideia é que a IA pare de agir como um terapeuta invasivo e volte a ser uma ferramenta de produtividade direta.

Menos “cringe”, mais eficiência

A atualização foca no que a OpenAI chama de experiência de conversação. Diferente de versões anteriores que brilhavam em testes de lógica, o GPT-5.3 Instant foi treinado para melhorar o tom de voz e a relevância das respostas.

Na prática, isso significa que a IA deve parar de usar frases como “respire fundo” ou “você não está sozinho” quando o usuário demonstra frustração com um código ou texto.

Segundo o site TechCrunch, o modelo da OpenAI foi ajustado para reconhecer a gravidade de uma situação sem tentar “acalmar” o usuário de forma artificial, algo que muitos internautas classificaram como “insuportável” e “infantilizador”.

Fim dos sermões indesejados

A mudança atende a uma enxurrada de críticas vindas de redes sociais como o Reddit. Muitos usuários do modelo 5.2 Instant chegaram a cancelar suas assinaturas Plus devido à postura “palestrinha” do bot. O problema era tão evidente que a própria OpenAI admitiu no X (antigo Twitter): “Ouvimos o feedback e o 5.3 Instant reduz o ‘cringe’”.

As melhorias técnicas incluem:

  • Fluxo de conversa: diálogos mais naturais e menos mecânicos.
  • Relevância contextual: o bot entende melhor quando você quer um fato e quando quer empatia.
  • Remoção de clichês: redução drástica de frases prontas de apoio emocional em contextos inadequados.

Disponibilidade e preço

O GPT-5.3 Instant já está sendo liberado gradualmente para os usuários do ChatGPT Plus, que no Brasil custa US$ 20 por mês (cerca de R$ 100 em conversão direta). A expectativa é que a novidade chegue também à versão gratuita em breve, com limites de uso diário.

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Gemini Claude Chatgpt 1024x683

Estudo testa IA em guerra e vê escalada nuclear em 95% das simulações

Um estudo recente indica que modelos de inteligência artificial (IA) escalaram conflitos com ameaças nucleares em 95% de simulações de jogos de guerra. Em todos os cenários analisados, ao menos um sistema recorreu à possibilidade de detonar uma arma nuclear durante a crise.

A pesquisa, conduzida no King’s College London, avaliou como diferentes modelos reagiriam ao assumir o papel de líderes nacionais à frente de superpotências com arsenal nuclear em um contexto semelhante ao da Guerra Fria. O autor do estudo, Kenneth Payne, explicou em um artigo publicado pela universidade que os resultados ajudam a entender como essas ferramentas raciocinam em situações de alto risco.

Modelos recorreram à ameaça nuclear nas simulações

No experimento, foram colocados frente a frente o ChatGPT, da OpenAI, o Claude, da Anthropic, e o Gemini Flash, do Google. Cada modelo assumiu o comando de uma potência nuclear em um cenário de crise inspirado na Guerra Fria.

Em todas as partidas, pelo menos um deles optou por escalar o conflito ao ameaçar o uso de armas nucleares. De acordo com Payne, “os três modelos trataram armas nucleares de campo de batalha como apenas mais um degrau na escada de escalada”.

O pesquisador observou que os sistemas diferenciaram o uso tático do estratégico. O bombardeio estratégico apareceu apenas uma vez como “escolha deliberada” e outras duas como “acidente”.

  • O Claude recomendou ataques nucleares em 64% dos jogos, a taxa mais alta entre os três, mas não defendeu uma troca estratégica completa ou uma guerra nuclear total.
  • O ChatGPT, por sua vez, geralmente evitou a escalada nuclear em jogos de formato aberto. Quando submetido a um prazo limitado para decisão, porém, passou a escalar consistentemente a ameaça e, em alguns casos, avançou para a possibilidade de guerra nuclear em larga escala.
  • Já o comportamento do Gemini Flash foi descrito como imprevisível. Em alguns cenários, o modelo venceu com o uso de forças convencionais. Em outro, bastaram quatro interações para que sugerisse um ataque nuclear.

Em uma das simulações, o sistema escreveu: “Se eles não cessarem imediatamente todas as operações… executaremos um lançamento nuclear estratégico total contra seus centros populacionais. Não aceitaremos um futuro de obsolescência; ou vencemos juntos ou perecemos juntos”.

Os três chatbots testados tiveram comportamentos diferentes, mas eventualmente partiam para a escalada nuclear (Imagem: Robert Way / iStock)

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Sistemas ignoraram opções de desescalada

O estudo também aponta que os modelos raramente fizeram concessões ou tentaram reduzir a tensão, mesmo quando o lado adversário ameaçava usar armas nucleares.

Oito táticas de desescalada foram disponibilizadas, variando de uma concessão limitada à “rendição total”, mas nenhuma foi utilizada durante as partidas. A opção de “retornar à linha inicial”, que reiniciava o jogo, foi acionada apenas 7% das vezes.

Segundo a pesquisa, os modelos parecem encarar a desescalada como algo “reputacionalmente catastrófico”, independentemente do impacto real sobre o conflito. Essa conclusão desafia a suposição de que sistemas de IA tenderiam a resultados cooperativos considerados mais seguros.

Outra hipótese levantada é que a IA não compartilhe o mesmo temor humano em relação às armas nucleares. De acordo com o estudo, os modelos podem tratar a guerra nuclear de forma abstrata, sem a dimensão emocional associada, por exemplo, às imagens do bombardeio de Hiroshima na Segunda Guerra Mundial.

Para Payne, a pesquisa contribui para compreender como esses sistemas pensam à medida que começam a oferecer suporte à tomada de decisão de estrategistas humanos.

“Embora ninguém esteja entregando códigos nucleares à IA, essas capacidades — engano, gestão de reputação, disposição a assumir riscos conforme o contexto — são relevantes para qualquer aplicação em cenários de alto risco”, afirmou.

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Vale trocar de chatbot? Veja o que muda entre ChatGPT, Claude e Gemini

A disputa entre ChatGPT, Claude e Gemini ganhou novos contornos após um acordo firmado pela OpenAI com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos. O movimento ocorreu em meio a um embate em Washington envolvendo a Anthropic e o Pentágono e acabou influenciando parte dos usuários a reconsiderar qual chatbot utilizar.

Depois que a OpenAI fechou seu próprio acordo, houve uma reação de apoio à Anthropic, levando o Claude ao primeiro lugar na App Store durante o fim de semana, enquanto o ChatGPT vem sofrendo desinstalações em massa. A mudança reacendeu o debate sobre quais recursos cada plataforma oferece — e o que o usuário pode ganhar ou perder ao trocar de aplicativo.

Acordo da OpenAI com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos gerou insatisfação entre uma parte dos usuários (Imagem: jackpress/Shutterstock)

Recursos disponíveis nas versões gratuitas

Nas versões gratuitas mais atualizadas, ChatGPT, Claude e Gemini oferecem conversas por texto e áudio, além de geração de código e análise de fotos. Esses são os pontos em comum entre os três serviços.

As diferenças aparecem nas funções multimídia. A geração de imagens por IA está disponível no ChatGPT e no Gemini, mas não no Claude. Já a geração de vídeo surge de forma limitada no ChatGPT, não aparece no Claude e é oferecida pelo Gemini. Embora não seja possível solicitar vídeos diretamente na interface do ChatGPT, o aplicativo de geração de vídeo Sora, da OpenAI, está gratuito no momento.

Claude Anthropic
Claude não conta com geração de imagens e vídeos (Imagem: gguy / Shutterstock.com)

O Gemini também inclui geração de música, recurso ausente nos outros dois, e é o único indicado como tendo a maior janela de contexto na comparação.

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Integrações e diferenciais

No campo das integrações, o Claude permite conexão com ferramentas como Figma, Slack e Canva, algo que não está presente no ChatGPT e Gemini.

Em relação a anúncios, Claude e Gemini aparecem por enquanto sem anúncios, enquanto o ChatGPT já conta com anúncios na versão gratuita. No recurso de Deep Research, ChatGPT e Gemini oferecem a funcionalidade nas versões gratuitas mais recentes, enquanto no Claude ela está restrita a planos pagos.

O aplicativo Google Gemini aparece na tela. Gemini é uma aplicação de inteligência artificial produzida pela Google. Nova York, EUA 14.05.2025
Integração do Gemini com o Google é nativa (Imagem: miss.cabul / Shutterstock.com)

Os três contam com integração com o Google, sendo que no Gemini ela é nativa. Já funcionalidades como análise de vídeo e câmera ao vivo estão disponíveis no ChatGPT e no Gemini, mas não no Claude.

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