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OpenAI lança IA para advogados e mira os maiores escritórios dos EUA em nova disputa com a Anthropic

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (17), o Astra for Law, sua nova ferramenta de inteligência artificial (IA) voltada ao trabalho jurídico. A solução chega com recursos específicos para advogados, incluindo plugins, ferramentas para facilitar a pesquisa de processos e ajustes no modelo de IA para atender às necessidades do setor.

O lançamento representa mais um movimento da OpenAI para conquistar clientes de segmentos específicos. A empresa vem ampliando sua atuação no mercado corporativo com produtos desenvolvidos para diferentes áreas profissionais.

Na semana passada, a companhia apresentou o ChatGPT for Financial Services, direcionado a clientes do mercado financeiro. A OpenAI também lançou produtos específicos para professores, profissionais de saúde, pesquisadores das ciências da vida e usuários interessados em saúde e finanças pessoais.

OpenAI mira grandes escritórios

  • Com o Astra for Law, a OpenAI pretende atender o mercado de tecnologia jurídica e os 200 maiores escritórios de advocacia dos Estados Unidos, conhecidos coletivamente como AmLaw 200, segundo Jason Boehmig, responsável pelo produto jurídico da empresa;
  • A ferramenta foi construída sobre o modelo mais avançado e caro da OpenAI;
  • A companhia também fez alterações específicas no modelo para adaptá-lo ao trabalho jurídico. Segundo Sherwin Wu, integrante da equipe técnica da OpenAI, esses ajustes fazem com que o sistema seja fundamentado na jurisprudência real;
  • De acordo com Wu, isso resultou em menos alucinações e em um raciocínio jurídico considerado mais consistente pela empresa.

“Estamos resolvendo a questão de como permanecer na fronteira da capacidade, mas também tornar o resultado relevante para um tipo específico de trabalho baseado em conhecimento”, afirmou Boehmig durante apresentação à imprensa.

Astra for Law chega em meio à disputa com Anthropic

O lançamento também coloca a OpenAI em disputa direta com a Anthropic, sua principal concorrente no segmento.

Em maio, a Anthropic havia apresentado uma expansão de suas ferramentas de IA para o setor jurídico. Os dois lançamentos têm algumas características em comum, incluindo uma série de integrações com outras ferramentas.

A OpenAI, porém, afirma ter adaptado especificamente seu modelo para o trabalho jurídico, incorporando ferramentas e modificando configurações para esse tipo de uso.

Questionado sobre a concorrência com a Anthropic, Boehmig afirmou que a estratégia da OpenAI é se concentrar nos clientes. “Você vence focando no cliente e não na concorrência”, disse o executivo.

Nova IA se chama Astra for Law – Imagem: DALL-E/ChatGPT

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Respostas mais longas para advogados

Outro ajuste feito pela OpenAI está relacionado ao tamanho das respostas. Segundo a empresa, o Astra for Law produz respostas aproximadamente duas vezes mais longas que as respostas típicas do Astra.

A mudança teria sido motivada pelo retorno dos próprios usuários. “Advogados gostam de respostas mais longas. Essa foi uma das coisas que recebemos como feedback”, afirmou Boehmig.

A proposta é adaptar o comportamento do sistema às características do trabalho jurídico, no qual respostas mais extensas podem ser úteis para analisar documentos, processos e questões complexas.

Outras empresas poderão incorporar a tecnologia

A OpenAI também pretende permitir que empresas de tecnologia jurídica incorporem a ferramenta em seus próprios produtos.

Companhias, como Harvey e Legora, poderão adicionar o recurso às suas plataformas. O lançamento também inclui plugins para o ChatGPT desenvolvidos por essas empresas e por outras companhias, entre elas Thomson Reuters, iManage e DeepJudge.

A iniciativa amplia a integração do modelo da OpenAI com ferramentas já utilizadas no setor jurídico. Segundo Wu, a equipe responsável pelo produto jurídico trabalhou em conjunto com o time de serviços financeiros da OpenAI.

Um dos recursos que se destacou no lançamento voltado ao mercado financeiro também deverá chegar ao produto jurídico em breve: uma ferramenta de citações. A OpenAI afirma que pretende disponibilizar esse recurso posteriormente para o Astra for Law.

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OpenAI suspende novas assinaturas do ChatGPT Pro após enorme demanda pelo Astra

A OpenAI decidiu suspender temporariamente novas assinaturas do ChatGPT Pro, plano que custa US$ 200 (cerca de R$ 1.050) por mês, devido à demanda considerada sem precedentes pelo novo modelo de inteligência artificial (IA) GPT-6 Astra.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira (10) por Tibo Sottiaux, integrante da equipe responsável pelo Codex na OpenAI. Segundo ele, a empresa está mobilizando todos os recursos disponíveis para conseguir atender à procura pelo Astra, mas a prioridade é garantir uma boa experiência para quem já utiliza o serviço.

Pouco depois, a companhia confirmou que decidiu colocar em pausa as novas assinaturas do plano Pro. A justificativa é que esse nível de assinatura é o que mais pressiona a infraestrutura da OpenAI.

A suspensão, porém, não afeta os clientes que já possuem uma assinatura Pro. Segundo a empresa, os demais planos e a API continuam disponíveis enquanto a OpenAI trabalha para ampliar sua capacidade.

Astra provoca corrida pelo ChatGPT

O motivo da pressão sobre os servidores é o novo modelo da OpenAI. O GPT-6 Astra foi lançado em 3 de setembro e passou a ser disponibilizado gradualmente para clientes pagos, incluindo usuários dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise, além de desenvolvedores por meio da API.

A empresa descreveu o Astra como seu modelo mais avançado e afirmou que ele representa um salto especialmente importante em tarefas envolvendo uso de computadores e navegadores, programação, cibersegurança e trabalho profissional.

A demanda, contudo, teria superado as expectativas da própria companhia. “Estamos diante de uma demanda realmente sem precedentes pelo Astra”, afirmou Sottiaux. Ele acrescentou que a OpenAI está utilizando todos os recursos possíveis para sustentar esse crescimento e que nunca havia visto algo semelhante, mesmo durante períodos anteriores de expansão acelerada.

Motivo da pressão sobre os servidores é o novo modelo da OpenAI; o GPT-6 Astra foi lançado em 3 de setembro e passou a ser disponibilizado gradualmente para clientes pagos – Imagem: Robalito/Shutterstock

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Medida é para preservar usuários atuais

  • A decisão de interromper novas assinaturas do plano mais caro segue uma lógica simples: a OpenAI prefere limitar a entrada de novos clientes a correr o risco de prejudicar quem já utiliza o serviço;
  • Na manifestação publicada nesta quinta-feira, a empresa afirmou que a suspensão tem como objetivo garantir que os usuários atuais continuem tendo uma boa experiência e acesso ao Astra;
  • O plano Pro é particularmente exigente para a infraestrutura da empresa, razão pela qual a OpenAI escolheu essa modalidade como o primeiro ponto de contenção;
  • A companhia afirmou que está trabalhando para adicionar capacidade “o mais rápido possível”.

Problemas já apareceram durante lançamento

A decisão ocorre poucos dias depois de a chegada do Astra ter provocado problemas de acesso para usuários pagos.

O lançamento do modelo foi realizado de maneira escalonada, inicialmente priorizando determinados clientes e aplicações. A OpenAI chegou a reconhecer que a implementação foi problemática e adotou medidas para compensar usuários que tiveram dificuldades para acessar o novo modelo.

Agora, a companhia enfrenta um problema diferente: há usuários demais querendo utilizar a nova IA ao mesmo tempo.

A OpenAI não informou quanto tempo a suspensão das novas assinaturas do Pro deverá durar. A empresa trabalha na expansão da capacidade dos sistemas antes de voltar a aceitar novos clientes do plano de US$ 200.

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Nova técnica da OpenAI pode tornar seus modelos mais difíceis de monitorar

Uma nova técnica de raciocínio que será utilizada pelo próximo modelo de inteligência artificial (IA) da OpenAI, chamado Astra, está preocupando especialistas em segurança de IA. O método, conhecido como “recurrent depth” ou “recorrência opaca”, permite que o modelo vá além do processo de pensamento sequencial característico da maioria dos modelos de raciocínio.

A preocupação está justamente no fato de que essa abordagem pode tornar o chamado chain of thought, ou cadeia de pensamento, mais difícil de monitorar. Para especialistas em segurança, isso pode reduzir a capacidade de acompanhar o que um modelo está fazendo internamente e identificar comportamentos potencialmente perigosos.

Segundo informações obtidas pelo The Information, o uso da técnica no Astra será limitado. Mesmo assim, a possibilidade de ampliar sua utilização no futuro já provocou reação entre pesquisadores da área.

Buck Shlegeris, CEO da Redwood, afirmou estar “extremamente preocupado” com os relatos sobre o uso da recorrência opaca no Astra.

“Não sei se o Astra é muito menos monitorável por CoT do que os modelos anteriores. Mas, se a OpenAI levar essa técnica adiante, terá a opção de aumentar enormemente a recorrência e destruir completamente a monitorabilidade por CoT”, escreveu o especialista.

Por que a técnica preocupa?

Em condições normais, um modelo de raciocínio apresenta uma sequência de etapas enquanto tenta solucionar um problema. Embora essa representação não seja perfeita, ela pode funcionar como uma ferramenta importante para monitorar possíveis comportamentos inadequados ou sinais de desalinhamento.

A cadeia de pensamento também teve papel importante na investigação de comportamentos recentes de agentes de IA considerados problemáticos. Os registros ajudaram pesquisadores a entender por que determinados agentes estavam se comportando de determinadas maneiras.

É justamente esse mecanismo de supervisão que pode ser prejudicado pela recorrência opaca. Em vez de seguir necessariamente uma sequência convencional de etapas, a técnica permite que o modelo realize processamento recorrente. Para especialistas, quanto maior for a utilização desse mecanismo, mais difícil poderá ser observar e interpretar o processo que levou o sistema a determinada decisão.

Segundo informações, o uso da técnica no Astra pela OpenAI será limitado; mesmo assim, a possibilidade de ampliar sua utilização no futuro já provocou reação entre pesquisadores da área – Imagem: Evolf/Shutterstock

Zvi Mowshowitz, conhecido defensor da segurança de IA, também reagiu à novidade e afirmou que talvez sejam necessárias leis para impedir uma espécie de “corrida para o fundo do poço” entre laboratórios de inteligência artificial.

“O método está brincando com fogo, arriscando um tabu que a OpenAI e a Anthropic têm lutado para estabelecer: trabalhar arduamente para manter a fidelidade e a monitorabilidade da cadeia de pensamento pelo maior tempo possível”, escreveu Mowshowitz.

Segundo ele, uma utilização mais intensa dessas técnicas provavelmente prejudicaria a capacidade de monitoramento dos modelos.

OpenAI diz que cadeia de pensamento continuará legível

Apesar das preocupações, a utilização da técnica pelo Astra aparentemente será limitada.

A cadeia de pensamento do modelo ainda deverá permanecer legível, segundo as informações disponíveis. A OpenAI também rejeitou qualquer sugestão de que o novo sistema passaria a utilizar uma forma de processamento completamente inacessível, descrita como “neuralese”.

A empresa já anunciou planos para desenvolver sistemas extensivos de monitoramento da cadeia de pensamento como parte de suas estratégias futuras de segurança.

Isso significa que a preocupação dos especialistas não está necessariamente relacionada ao comportamento atual do Astra, mas ao que poderá acontecer caso a técnica de recorrência seja ampliada em versões futuras.

O receio é que um aumento significativo da recorrência possa fazer com que os modelos tenham processos internos cada vez mais difíceis de acompanhar, justamente à medida que suas capacidades também aumentam.

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Risco crítico: OpenAI adia modelo Astra após testes de cibersegurança

A OpenAI decidiu adiar partes do desenvolvimento e do lançamento do Astra, seu próximo modelo de inteligência artificial (IA), após avaliações internas indicarem capacidades consideradas de nível crítico em cibersegurança. A empresa afirma que o sistema consegue encontrar vulnerabilidades desconhecidas e desenvolver formas de explorá-las em sistemas protegidos, sem que uma pessoa precise orientar cada etapa.

A decisão foi anunciada nesta terça-feira (1º), em publicação da OpenAI. Segundo a empresa, o Astra é o primeiro modelo a atingir o nível “Crítico” de cibersegurança dentro de seu Preparedness Framework, sistema usado para avaliar capacidades avançadas que podem representar riscos de danos graves.

Astra supera GPT-5.6 Sol em testes de cibersegurança

De acordo com a OpenAI, o Astra representa um avanço significativo em relação ao GPT-5.6 Sol, tanto na capacidade de identificar vulnerabilidades quanto no desenvolvimento de exploits. O modelo também é considerado mais eficiente no uso de tokens.

Em uma avaliação chamada ExploitBench, o Astra obteve 100% de aproveitamento no desenvolvimento de exploits a partir de vulnerabilidades conhecidas. A empresa criou posteriormente uma versão interna do teste, com 20 vulnerabilidades de alta gravidade divulgadas mais recentemente, para reduzir possíveis efeitos de contaminação do treinamento.

Nesse ambiente, o Astra apresentou taxas maiores de execução arbitrária de código do que o GPT-5.6 Sol usando uma quantidade menor de tokens. Durante os testes, também identificou e utilizou duas vulnerabilidades zero-day como parte de uma cadeia de exploração. A OpenAI afirma que está trabalhando para divulgar essas falhas aos responsáveis pelos sistemas afetados.

No ExploitBench – Internal Port, o Astra apresentou taxas de sucesso maiores que o GPT-5.6 Sol usando menos tokens de saída – Imagem: Divulgação / OpenAI

Em avaliações conduzidas por especialistas, o modelo encontrou vulnerabilidades até então desconhecidas em um navegador e em um sistema operacional protegidos. Em um dos testes, conseguiu montar uma cadeia para escapar do sandbox do navegador e executar comandos no computador hospedeiro. Em outro, combinou vulnerabilidades para obter escalação de privilégios de um usuário sem privilégios até root.

Empresa reforçou medidas de segurança

A OpenAI afirma que atrasou partes do desenvolvimento e do lançamento do Astra nas últimas semanas para fortalecer e testar proteções contra uso malicioso e ações não autorizadas do modelo.

Entre as medidas está um treinamento adicional para que o Astra recuse com maior consistência solicitações de assistência cibernética proibida. Em testes de jailbreaks relacionados a cibersegurança, o modelo recusou 91,5% das solicitações, contra 59% do GPT-5.6 Sol.

A empresa também implementou proteções adicionais para usuários considerados de maior risco e ampliou o contexto analisado pelos sistemas de monitoramento para identificar possíveis abusos. Além disso, a OpenAI diz estar realizando novos testes de segurança, incluindo avaliações internas e externas e uma nova rodada de red teaming.

Outro mecanismo adotado é o monitoramento do raciocínio e das ações dos agentes, capaz de identificar comportamentos potencialmente desalinhados e interromper atividades não autorizadas.

Gráfico compara tentativas de contornar a revisão automática entre GPT-5.6 Sol e Astra.
Teste mostra que o GPT-5.6 Sol tentou ou conseguiu contornar a revisão automática em 5,3% das amostras, enquanto o Astra não apresentou esse comportamento – Imagem: Divulgação / OpenAI

Astra não participou do ataque à Hugging Face

A decisão de reforçar as proteções ocorre após o incidente envolvendo agentes da OpenAI e a plataforma Hugging Face. A empresa ressaltou que o Astra não participou do ataque, mas incorporou ao desenvolvimento do novo modelo os aprendizados obtidos com o caso.

Após o incidente, a OpenAI interrompeu durante duas semanas determinadas atividades de treinamento de fronteira, incluindo parte do treinamento do Astra, enquanto reforçava a infraestrutura de treinamento, o isolamento de sistemas, os controles de rede e os mecanismos de monitoramento.

Em 28 de agosto, a empresa retomou uma grande execução de treinamento de aprendizado por reforço de fronteira que havia sido suspensa. Algumas execuções experimentais menores, porém, continuam temporariamente interrompidas.

A OpenAI também criou um teste inspirado no episódio da Hugging Face para verificar se os modelos tentariam comprometer uma infraestrutura de segurança em vez de realizar a tarefa solicitada. Sem as proteções de produção, o GPT-5.6 Sol tentou acessar os alvos em 56% dos testes. O Astra não fez essas tentativas nas mesmas avaliações.

Gráfico compara o comportamento do GPT-5.6 Sol e do Astra em teste de honeypot do ExploitGym.
Teste do ExploitGym mostra que o GPT-5.6 Sol tentou acessar os alvos de segurança em 56% das amostras, enquanto o Astra não tentou usar esses atalhos – Imagem: Divulgação / OpenAI

Acesso às funções avançadas será limitado

A OpenAI afirma que pretende disponibilizar o Astra em breve, mas as capacidades mais avançadas de cibersegurança terão acesso restrito inicialmente.

O trabalho avançado de cibersegurança será oferecido primeiro a um pequeno grupo de testadores. Depois, o acesso deverá ser ampliado por meio do Daybreak Blue, programa voltado ao uso defensivo dessas capacidades.

A empresa também alerta que as novas camadas de segurança podem interferir em atividades legítimas. Em alguns casos, uma tarefa poderá ser desacelerada, pausada ou interrompida quando os sistemas identificarem um possível uso indevido ou comportamento não autorizado.

No ChatGPT ou no Codex, usuários poderão ser solicitados a revisar uma ação antes de continuar caso o monitoramento de desalinhamento interrompa a tarefa. Em outras interfaces, como a API, a atividade será encerrada.

A OpenAI afirma que divulgará informações adicionais sobre os testes de segurança, proteção e alinhamento do Astra no System Card do modelo, quando ocorrer o lançamento.

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OpenAI interrompe avanço da IA Astra por risco de habilidades cibernéticas “ofensivas”

Nesta sexta-feira (07), a OpenAI anunciou a suspensão de atividades internas relacionadas ao Astra, um modelo de inteligência artificial ainda em desenvolvimento, após análises apontarem avanços considerados relevantes em programação autônoma e cibersegurança. A empresa informou que não conseguiu excluir a possibilidade de o sistema alcançar um nível crítico de capacidade ofensiva digital.

A decisão foi tomada pela própria OpenAI após avaliações internas e análises de especialistas indicarem que o modelo poderia se aproximar de critérios de risco estabelecidos pelo framework de preparação da companhia. O caso envolve a preocupação com sistemas capazes de executar tarefas complexas de segurança digital sem supervisão humana.

O anúncio ocorre em meio a uma sequência de episódios envolvendo testes de segurança com modelos de inteligência artificial. A OpenAI afirmou que o Astra não participou do incidente relacionado ao Hugging Face mencionado em avaliações anteriores.

O que levou a OpenAI a interromper os trabalhos com o Astra

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

A suspensão ocorreu depois que avaliações internas indicaram que o Astra apresentava melhorias significativas em tarefas relacionadas à criação de código e operações de segurança digital. Conforme a OpenAI, esses resultados foram suficientes para levantar a possibilidade de o modelo atingir o nível mais elevado de alerta previsto em sua estrutura de preparação.

Dentro dos critérios estabelecidos pela empresa, uma inteligência artificial seria considerada de capacidade cibernética crítica caso conseguisse encontrar e desenvolver vulnerabilidades inéditas de diferentes níveis de gravidade em sistemas reais protegidos, sem auxílio humano, ou ainda criar estratégias completas de ataque contra alvos reforçados a partir de objetivos gerais.

A companhia afirmou que a avaliação não significa que o Astra tenha realizado ataques ou explorado falhas em sistemas externos. Segundo a OpenAI, o modelo em desenvolvimento não teve participação no episódio envolvendo o Hugging Face.

Novas medidas de proteção para modelos avançados

Ao fundo, logo da OpenAI; à frente e a esquerda, sombra de uma mão segurando um smartphone
OpenAI – Imagem: Henry Franklin/Shutterstock

Como resposta ao alerta, a OpenAI informou que pretende ampliar as exigências de segurança aplicadas a modelos com maior capacidade e às atividades associadas a eles. Entre as medidas anunciadas está a adoção de mecanismos mais rigorosos de controle.

A empresa também declarou que implementou monitoramento amplo para acompanhar ações consideradas arriscadas e possíveis sinais de desalinhamento em aplicações baseadas em agentes de inteligência artificial.

O caso Astra reforça o debate sobre como empresas de tecnologia devem equilibrar o desenvolvimento de sistemas mais poderosos com mecanismos capazes de limitar usos perigosos. No episódio, a própria avaliação interna da OpenAI serviu como base para interromper temporariamente o avanço do modelo até que novos padrões de segurança fossem aplicados.

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