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Meta está testando sua própria assistente de compras de IA

A Meta começou a testar uma ferramenta de compras baseada em inteligência artificial. O recurso vem para competir com outros chatbots que já têm essa funcionalidade, como ChatGPT e Gemini, e inserir a IA da empresa no ramo do comércio eletrônico.

Por ora, o recurso aparece para alguns usuários que acessarem o navegador Meta AI pelo desktop nos Estados Unidos, com o nome “Shopping research” (Pesquisa de compras). A Bloomberg obteve acesso e fez o teste.

Quando um usuário faz uma solicitação de pesquisa para determinado produto, o chatbot apresenta uma seleção visual de itens, que inclui um carrossel de imagens, preços, informações da marca e um link direto para a compra.

O diferencial do recurso é que ele oferece uma breve explicação justificando a recomendação de cada item. Se a Meta AI tiver acesso às informações do usuário, pode personalizar ainda mais as respostas. O site relatou que, ao pedir dicas de jaquetas puffer, a ferramenta indicou uma variedade de itens da seção feminina de lojas que entregavam em Nova York, atrelando a sugestão ao gênero e à localização.

À Bloomberg, a big tech confirmou que a ferramenta está em testes, mas não deu detalhes adicionais. Não há uma previsão de lançamento oficial e, por ora, não é possível finalizar a compra diretamente pela interface da IA.

Ferramenta da Meta ainda não tem data para ser lançada oficialmente (Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock)

Meta quer entrar no comércio eletrônico com IA

O recurso não é exatamente uma surpresa. No início do ano, durante uma teleconferência de resultados, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já havia mencionado aos investidores que a empresa estava trabalhando no lançamento de ferramentas de compras que utilizam agentes de IA.

Além disso, o próprio mercado de IA já conta com ferramentas similares desenvolvidas por companhias rivais. A OpenAI, por exemplo, tem um assistente de compras dedicado para o ChatGPT. Gemini, do Google, e Perplexity também têm assistentes com a mesma proposta.

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WhatsApp: queda de braço com terceiros chega a outro nível com agentes de IA

A disputa pelo domínio da inteligência artificial (IA) dentro do WhatsApp ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (2), aprofundando o embate entre a Meta e um grupo que reúne as startups Zapia e Luzia, além das gigantes Microsoft e OpenAI.

No Brasil, o conflito já chegou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e também foi parar na Justiça, em embate que coloca em jogo o acesso à plataforma digital mais disseminada do país.

No centro da disputa está a oferta de chatbots de IA dentro do WhatsApp. Para as empresas envolvidas, marcar presença no aplicativo significa fincar posição estratégica no principal canal de comunicação digital dos brasileiros.

Após obter decisão judicial favorável para restringir concorrentes do Meta AI, a Meta, agora, enfrenta um novo movimento da Zapia, que promete elevar o nível de complexidade da briga.

Zapia tenta “contornar” políticas da Meta

  • A startup uruguaia, criada há dois anos, está, segundo o UOL, prestes a anunciar a oferta de agentes de IA — considerados símbolos da nova fase da IA;
  • Diferentemente dos chatbots tradicionais, esses agentes são descritos como robôs autônomos capazes de executar tarefas sozinhos, aprender as necessidades dos usuários e agir proativamente, antecipando demandas antes mesmo de serem solicitadas;
  • A novidade será lançada inicialmente no próprio aplicativo da Zapia, mas a empresa já testa a integração da função ao WhatsApp e pretende implementá-la futuramente na plataforma, segundo o UOL. Internamente, a chegada desses assistentes ao app da Meta é vista como “bem provável”;
  • Caso se concretize, o movimento representará não apenas uma intensificação da presença da Zapia no território da concorrente, mas também uma antecipação à oferta de agentes dentro do ecossistema da Meta — a Manus AI, adquirida pela companhia de Mark Zuckerberg, já liberou agentes, porém no Telegram.

Atualmente, a Zapia afirma atender seis milhões de pessoas na América Latina. Seu agente de IA realiza reservas, cria lembretes, gerencia agendas, responde dúvidas e executa tarefas, como a maioria dos chatbots disponíveis no mercado.

Agora, com o lançamento do Zapia Max, a empresa inaugura sua entrada na era dos agentes de IA. O novo sistema poderá interagir com outros aplicativos para pesquisar e comparar preços em diferentes lojas, detectar quedas de valores, organizar caixas de e-mail e editar documentos ou planilhas.

O motor dessa transformação, diz o UOL, é o OpenClaw, sistema de código aberto projetado para atuar como agente de IA — com capacidade de controlar um computador, executar tarefas complexas e automatizar fluxos de trabalho. Entre suas vantagens está a possibilidade de operar diretamente no aparelho do usuário e também via plataformas de mensagem, como WhatsApp, Telegram, Discord e Slack.

Só há um porém: em postagem de blog passada, a Zapia desqualificou o OpenClaw ante sua própria ferramenta. A empresa uruguaia afirma que não concederá controle irrestrito ao OpenClaw em sua aplicação. Segundo a empresa, o agente só navegará e executará ações em nome dos usuários mediante permissões especiais.

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Startup uruguaia lidera revolução dos agentes de IA em mensageiros, como o WhatsApp (Imagem: Reprodução/Zapia)

Agentes de IA em alta

Os agentes de IA tornaram-se alvo de interesse das grandes empresas de tecnologia. O OpenClaw deu origem ao Moltbook, rede social que chamou atenção por ser alimentada exclusivamente por robôs, com humanos atuando apenas como espectadores.

Seu fundador, o desenvolvedor Peter Steinberger, foi recentemente contratado pela OpenAI, com anúncio feito pelo próprio Sam Altman. Steinberger continuará mantendo o sistema e o transferirá para uma fundação que receberá recursos da desenvolvedora do ChatGPT.

A própria Meta também investiu pesado nesse segmento. No ano passado, a empresa adquiriu a Manus AI por US$ 3 bilhões (R$ 15,5 bilhões). A companhia nasceu na China e foi posteriormente realocada em Singapura, destacando-se no desenvolvimento de agentes de IA.

O embate entre Meta e as startups ganhou força em janeiro, quando a big tech proibiu desenvolvedores de IA de oferecer seus serviços no WhatsApp. Permaneceram autorizadas apenas empresas que utilizam IA generativa para aprimorar o atendimento ao cliente. Zapia e Luzia denunciaram a conduta ao Cade, que suspendeu a medida no Brasil após abrir investigação para apurar se a restrição prejudicava a concorrência.

Em outros países, a disputa assumiu contornos diferentes. Onde não conseguiu manter o banimento, como na Itália, a Meta passou a cobrar por mensagem trocada com chatbots. No Brasil, porém, após obter decisão favorável, a empresa não tem planos de implementar a cobrança por ora, aponta o UOL.

Para a Zapia, a restrição imposta pela Meta acabou acelerando a transformação de seu próprio aplicativo no principal canal de distribuição. A estratégia se completa com o lançamento simplificado dos agentes de IA.

A startup uruguaia, inclusive, conta com reforço financeiro relevante. A empresa recebeu investimento de R$ 36 milhões da Prosus Ventures, braço de investimentos da Prosus, companhia holandesa comandada pelo brasileiro Fabrício Bloisi, ex-líder do iFood. Além do aporte financeiro, a expectativa é que a Zapia se beneficie da expertise do grupo em situações adversas, compartilhada por outras empresas investidas.

Considerada uma gigante discreta do setor de tecnologia, a Prosus é dona de iFood, Decolar e OLX, além de deter participação na chinesa Tencent — controladora do WeChat e de jogos, como League of Legends, Fortnite e Valorant — e no Nubank. Coincidentemente, também é investidora da Luzia, outra empresa que disputa espaço no WhatsApp.

Sob a liderança de Bloisi, o plano é ampliar os recursos destinados à Zapia e direcionar investimentos para outras startups de IA, fortalecendo a presença do grupo no setor e adicionando novos capítulos à disputa que tem o WhatsApp como palco principal.

O que diz a Zapia

O Olhar Digital entrou em contato com a Zapia e aguarda retorno.

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IA fica maluca e apaga emails de executiva da Meta

Resumo

A diretora de segurança e alinhamento do laboratório de superinteligência da Meta, Summer Yue, relatou um momento de tensão com o OpenClaw (anteriormente conhecido como Clawdbot e Moltbot). Segundo ela, o agente de IA apagou a caixa de entrada de emails dela, ignorando pedidos para que parasse.

Em publicações na rede social X, a executiva afirma que configurou um Mac Mini rodando o agente e concedeu acesso à sua caixa de emails reais. A inteligência artificial, no entanto, saiu de controle e informou que iria “colocar na lixeira TUDO na caixa de entrada mais antigo que 15 de fevereiro que já não esteja na minha lista de manter”.

Nos prints publicados, Yue tenta interromper a ação enviando mensagens como “não faça isso” e “PARE OPENCLAW”, mas é completamente ignorada. “Nada te torna mais humilde do que dizer ao seu OpenClaw ‘confirme antes de agir’ e assisti-lo fazer um speedrun apagando sua caixa de entrada”, escreveu.

Captura de tela de publicação de Summer Yue no X/Twitter, em que conta como bot da OpenClaw saiu do controle e excluiu diversos emails sem autorização
Yue publica prints de interação com o OpenClaw (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Por que a IA agiu?

Na rede social, Yue conta que tudo ocorreu após ela pedir ao robô para que verificasse a caixa de email e sugerisse o que arquivar ou deletar, mas que não agisse antes que ela ordenasse. Segundo ela, o OpenClaw havia funcionado bem para a tarefa em uma caixa de entrada menor.

O problema ocorreu ao testá-lo em uma caixa de entrada funcional. Por ter que compactar um conjunto muito maior de emails, o OpenClaw acabou perdendo o prompt (o comando inicial com as regras) durante o processo.

Após não ter sucesso em parar o processo pelo celular, ela precisou “correr para o Mac Mini como se estivesse desarmando uma bomba”. Imagens da conversa mostram que o robô reconheceu que se lembrava da instrução para não apagar nada sem aprovação, mas violou a ordem de qualquer maneira.

Situação gerou críticas à Meta

A situação gerou críticas na rede social, considerando o cargo da executiva. Ben Hylak, cofundador da Raindrop AI e ex-funcionário da Apple, compartilhou uma captura de tela do LinkedIn de Yue e comentou: “Isso deveria aterrorizar vocês. O que a Meta está fazendo?”. Outro usuário apontou ser preocupante que uma pessoa cujo trabalho é o alinhamento de IA fique surpresa quando o sistema não segue instruções com precisão.

Em resposta a um questionamento sobre se estava testando os limites da ferramenta intencionalmente ou se havia cometido um erro, Yue admitiu: “Erro de principiante, para ser sincera. Acontece que pesquisadores de alinhamento não são imunes ao desalinhamento”.

De acordo com o Business Insider, Yue não foi a única funcionária da Meta a testar o OpenClaw. O criador da ferramenta, Peter Steinberger, revelou que o próprio CEO Mark Zuckerberg brincou com o agente por uma semana e chegou a enviar feedbacks. Apesar do interesse da Meta, Steinberger acabou aceitando uma oferta de emprego da OpenAI.

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